Visões do investimento

Estadão, 14 de junho de 2011 | 8h16

José Paulo Kupfer

A indústria, em 2011, reduzirá os investimentos em máquinas, mas aumentará a aplicação de recursos em inovação. É o que informa reportagem do colega Marcelo Rehder, publicada no Estadão de domingo. Entre os motivos destacados pela Fiesp, que patrocinou o levantamento, a desaceleração da atividade econômica e o avanço dos produtos importados assumem a linha de frente.

Essa é a visão pragmática dos empresários. Entre os economistas, sempre que se fala em investimento no Brasil, fala-se que a taxa é baixa. Fala-se, na sequência, que é preciso elevá-la para evitar voos de galinha em meio a surtos inflacionários. Continue lendo

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Unctad quer mercados com melhor regulação

Do Valor Econômico:

06.06.2011 – A Agência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad) publica hoje relatório que aponta que a influência de investidores financeiros nos preços das commodities acentua “comportamentos de rebanho” nos mercados, gera bolhas de ativos e perigosa volatilidade para produtores e consumidores. A entidade, que procura ter o papel de “think thank” para nações em desenvolvimento, defende uma regulação mais estrita nos mercados futuros, incluindo mais taxação. E sugere mecanismos ocasionais de estabilização de preços para minimizar riscos de que a “financeirização” crie bolhas no curto prazo.

“Estamos em uma nova fase de determinação de preços de commodities, provocada pela financeirização que modifica as condutas comerciais e influencia de forma significativa os preços de alimentos e outros produtos”, diz o economista-chefe da Unctad, Heiner Flassback. Uma excessiva especulação pode resultar em aumento adicional de 20% no preço do petróleo, por exemplo, e essa alta pode elevar os custos de alimentos e outros produtos básicos. Continue lendo

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Entrevista com Paulo Nogueira Batista Jr.

A ascensão dos países emergentes (clique aqui).

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Rethinking Macroeconomic Policy

Um interessante artigo para reflexão… Afinal, o que se sabe efetivamente, o que se pode esperar e o que se deve fazer na macroeconomia contemporânea? Clique aqui para saber.

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Interview with Robert Skidelsky

INET\’s Interview with Robert Skidelsky

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Brasil e outros países: políticas para conter a valorização cambial

IEDI – Política Econômica

Um dos desdobramentos da crise financeira e econômica global foi o acirramento da concorrência no mercado mundial de bens manufaturados. Desde 2009, vários países avançados e emergentes têm perseguido a estratégia de estimular suas economias mediante o crescimento das exportações desses bens, recorrendo, para tanto, a desvalorizações competitivas. Esse cenário coloca grandes desafios para a indústria brasileira, que, além de se deparar com dificuldades de expandir suas vendas externas, tem enfrentado uma forte concorrência de produtos importados ao longo de toda a cadeia produtiva.

O Brasil tem sido um dos destinos mais cobiçados pelas empresas industriais do resto do mundo, não somente em função do seu amplo mercado doméstico e da rápida e bem sucedida superação do efeito-contágio da crise financeira e econômica global, mas também da significativa apreciação real da moeda brasileira no período em tela; ou seja, o preço relativo dos bens externos em relação aos internos diminuiu, reduzindo a competitividade dos produtos brasileiros no país e no exterior. Clique aqui para ler mais.

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Estamos no caminho certo?

Em recente entrevista ao Valor Econômico, o economista-chefe do FMI, Olivier Blanchard, ataca certos mitos do pensamento econômico convencional. Vejamos algumas passagens:

Valor: É suficiente para os bancos centrais terem apenas uma meta, a inflação?

Blanchard: Absolutamente não. Não está em questão a importância de manter a inflação em um nível baixo e estável. Mas há muitas outras coisas importantes para a saúde econômica, como desemprego, hiato do produto. Muitos economistas acreditavam que, se a inflação fosse estável, as questões do desemprego e do hiato do produto estariam superadas. Com frequência, esse não é o caso. Você pode ter situações em que há inflação, mas também hiato do produto. Veja a África do Sul de hoje. Outra coisa que aprendemos na crise é que você pode ter inflação estável, hiato do produto estável ou pequeno, mas nos bastidores pode estar criando problemas financeiros. Quando eles aparecem, podem criar uma grande confusão. Essa é a essência da crise atual. Então, o banco central tem que se preocupar com a estabilidade financeira. E aprendemos, de outro lado, que existem muitos instrumentos, muito mais do que a taxa de juros. Quando a taxa de juros vai a zero, você tem que usar expansão quantitativa ou de crédito, mas além disso tem que olhar níveis de capital, níveis de crédito, níveis de liquidez. Tudo isso cria um trabalho muito difícil, mas não acho que os bancos centrais podem evitá-lo.

Valor: Não é controverso defender metas para taxas de câmbio, como o sr. fez? Continue lendo

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Maldição dos recursos naturais?

O debate sobre uma suposta “maldição dos recursos naturais” não é novo. Pode-se com certeza afirmar que o mesmo foi mais feroz alhures, como parecem ser os casos de Venezuela e dos demais países que compõem a Opep. Recentemente no Brasil, a perspectiva de produção da camada pré-sal, mais de 50 bilhões de barris de petróleo, demanda alguma atenção.

Segundo informações da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento (Mdic), entre 1994 e 2010 houve um salto de 24,88% para 44,58% na participação de produtos básicos (commodities) na pauta exportadora brasileira. Os manufaturados, por sua vez, tiveram sua participação reduzida de 57,86% para 39,40%.

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Desenvolvimento versus meio ambiente?

Ouso dizer que se John Maynard Keynes estivesse vivo ele provavelmente acrescentaria no capítulo 24 da sua Teoria geral do emprego, do juro e da moeda (1936) algo a respeito dos graves desequilíbrios ambientais do presente.

Para quem não se recorda da famosa citação de Keynes: “Os dois principais defeitos da sociedade econômica em que vivemos são a sua incapacidade para proporcionar o pleno emprego e a sua arbitrária e desigual distribuição da riqueza e das rendas” (cap. 24, I). Robert Costanza, economista da Universidade de Vermont, calcula que os serviços ambientais representem atualmente o equivalente a US$ 45 trilhões.

Lorde Keynes foi enfático ao afirmar que a teoria economia clássica se mostrava incapaz de resolver os problemas econômicos do mundo real. Pode-se tranquilamente estender essa argumentação keynesiana para a ortodoxia neoclássica e sua fé no homo economicus, na racionalidade ilimitada e nas premissas da competição perfeita. Sabemos pelos estudos antropológicos que a ação humana está, invariavelmente, enraizada num contexto espaço-temporal.

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Em defesa de uma nova política de desenvolvimento produtivo

Rodrigo Medeiros

Foi anunciada para os próximos dias uma nova política de desenvolvimento produtivo, uma PDP II. Tratou-se de um acerto do governo federal a retomada dessa temática após anos de ilusões de que o desenvolvimento se resolveria por si próprio.

Já deveriam ter sido levadas pelo tempo as arriscadas apostas no endividamento das famílias, a irresponsável sobrevalorização da moeda brasileira em relação ao dólar e a fé no crescimento sustentado com poupança externa. Infelizmente esse ainda não é o caso. Há por certo grandes interesses estruturados nessas questões, assim como teorias conservadoras que sustentam tais perspectivas.

Do ponto de vista de uma política de desenvolvimento produtivo, pode-se seguramente dizer que o Brasil não caiu na tentação de pensar numa substituição integral das suas importações, o que seria uma estratégia anacrônica e muito ineficiente. A primeira PDP enfrentou a grande crise de 2008 e, portanto, teve suas metas e resultados afetados pela mesma. Seu grande mérito: ela resgatou esse relevante debate. Continue lendo

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