Governo lança política industrial em meio a temores de desindustrialização

Da BBC Brasil em Brasília:

Em meio ao persistente aumento da participação de matérias primas nas exportações brasileiras, o governo lança nesta terça-feira o programa “Brasil Maior”, destinado a alavancar o setor industrial do país.

As medidas devem incluir desonerações fiscais para setores como os automotivo, têxtil, calçados, máquinas, químico e de inovação, além de incentivos a produtos industrializados para exportações e uma política de defesa comercial.

Nos últimos dias, a presidente Dilma Rousseff reuniu-se com ao menos quatro ministros para definir os detalhes da nova política industrial, que não foram divulgados.

Os ministros Guido Mantega (Fazenda) e Fernando Pimentel (Desenvolvimento) vinham divergindo sobre o tamanho dos incentivos fiscais, de acordo com notícias publicadas recentemente. Continue lendo

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Peso de juros sobre dívida brasileira é o maior entre os países do G20

A proporção do PIB brasileiro gasta com pagamento de juros da dívida pública federal vem caindo nos últimos anos, mas ainda é a maior entre as 20 maiores economias do mundo e também supera a de países europeus afetados pela crise da dívida, à exceção da Grécia (clique aqui para ler a matéria).

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No Brasil, Keynes se sentiria em casa

Ao longo da história do País, muitos governantes aplicaram ao pé da letra os preceitos e a doutrina do economista inglês

Fábio Alves – O Estado de S. Paulo

Se Deus não fosse brasileiro, John Maynard Keynes certamente deveria ter sido. Em nenhum outro país o economista inglês que publicou o cânone “Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda”, em 1936, tem tantos discípulos na academia. E ao longo da história foram muitos os governantes que aplicaram ao pé da letra seus preceitos e doutrina.

Atestam isso o número expressivo de economistas alinhados com a teoria keynesiana no alto escalão do governo Dilma Rousseff e o crescimento significativo da Associação Keynesiana Brasileira (AKB), que promoverá nesta semana, no Rio de Janeiro, a quarta edição de seu encontro internacional. Continue lendo

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Prebisch e o continente

Diego Viana – São Paulo

Do Valor Econômico [29/07/2011]:

No turbilhão das crises, o conhecimento acumulado sobre o funcionamento da economia muitas vezes é questionado e as vozes de economistas heterodoxos passam a soar mais atraentes. Assim como as livrarias alemãs puderam comemorar em 2008 uma discreta corrida por edições atuais de “O Capital”, de Karl Marx, o terremoto no mercado financeiro americano naquele ano foi celebrado como um renascimento da teoria keynesiana.

Foi também no ano da crise que chegou às livrarias dos EUA e do Canadá a biografia de Raúl Prebisch (1901-1986), o economista argentino que, para muitos, é o “Keynes latino-americano”. Escrita por Edgar Dosman, da Universidade de York, no Canadá, “Raúl Prebisch: a Construção da América Latina e do Terceiro Mundo” tem publicação prevista no Brasil para o dia 15, em parceria do Centro Internacional Celso Furtado (CICF) com a editora Contraponto.

“O fim de 2008 foi o momento perfeito para sair o livro, porque assinala o começo de uma crise que pode vir a ser um colapso global”, diz o autor. O lançamento permite resgatar a memória do pai da teoria estruturalista do desenvolvimento econômico. Prebisch, segundo Dosman, foi o primeiro economista a estender a teoria ao mundo em desenvolvimento e a enxergar a América Latina como uma entidade à parte. A tradução prática de seu pensamento foi a liderança da Comissão Econômica para a América Latina (Cepal) e da Unctad (Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento). Grandes economistas brasileiros, como Celso Furtado (1920-2004) e Maria da Conceição Tavares, beberam na fonte de Prebisch. Continue lendo

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Índice Big Mac: real é a moeda mais cara do mundo

Agências Internacionais – O Estado de S. Paulo

O Índice Big Mac, calculado pela revista britânica The Economist, para medir o grau de sobrevalorização ou subvalorização de uma divisa em relação ao dólar americano em mais de 100 países, aponta que o real é a moeda mais cara do mundo.

Segundo o estudo, que neste ano passou a considerar não apenas o preço do sanduíche, mas também o Produto Interno Bruto (PIB) per capita dos países, a moeda brasileira está 149% sobrevalorizada em comparação ao dólar, mais que qualquer outra no mundo.

O estudo mostra também o euro substancialmente valorizado em relação ao dólar. Mas a surpresa, sob o novo critério, é que o yuan não está tão subvalorizado ante o dólar como não cansam de se queixar as autoridades americanas. Pelo contrário, a tabela aponta até sobrevalorização da moeda chinesa em relação ao dólar de 3%.

Atrás da moeda brasileira, aparecem o peso colombiano, com sobrevalorização de 108% sobre a moeda americana, e o peso argentino, com 101%.

Pelo critério antigo, no entanto, que considera apenas o preço do sanduíche, o Brasil se mantém atrás da Noruega – que tem o Big Mac mais caro do mundo, vendido a US$ 8,31 – da Suíça (US$ 8,06) e da Suécia (US$ 7,64).

O Big Mac brasileiro custa US$ 6,16. Com esse preço, a sobrevalorização é de 52%, já que o sanduíche nos Estados Unidos custa US$ 4,07.

No caso da China, sob a metodologia antiga usada pela Economist, haveria subvalorização de 44%. Mas, nesse caso, o estudo abre um parêntese lembrando que o lanche mais barato na China (US$ 2,27) não prova que o yuan esteja substancialmente desvalorizado. Pela lógica, a média de preços deve ser mais baixa nos países pobres do que nos países ricos por causa do menor custo da mão de obra.

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O recente boom de crédito

Luiz Fernando de Paula

Do Valor Econômico [28/07/2011]:

Uma das diferenças da teoria keynesiana em relação à teoria convencional é a importância fundamental que moeda e instituições financeiras têm no funcionamento da economia. Um sistema financeiro funcional ao crescimento é aquele com capacidade de atender via crédito a demanda de liquidez necessária para realização dos gastos dos agentes, e de criar mecanismos financeiros apropriados para realização da consolidação das dívidas das firmas investidoras, permitindo um ritmo de acumulação a um nível superior àquele que seria viável pela simples acumulação de poupanças prévias.

Em economias em desenvolvimento, contudo, bancos podem aumentar sua lucratividade ofertando financiamento de curto prazo, sem estímulo para oferecer crédito de mais longo prazo. Assim, as firmas para expandirem suas atividades têm que recorrer à renovação de crédito de curto prazo, autofinanciamento e endividamento externo, elevando sua fragilidade financeira. Continue lendo

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CNI prevê PIB maior e danos do câmbio

Direto da CNI:

Brasília – A Confederação Nacional da Indústria (CNI) reviu para cima as estimativas de alguns dos principais indicadores da economia brasileira em 2011, prevendo um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 3,8% e da indústria de 3,2%. Os dados são do Informe Conjuntural do segundo trimestre, divulgado nesta segunda-feira, 25.07. Apesar das expectativas de alta, a CNI advertiu, contudo, para os danos à indústria devidos à crescente valorização cambial.

As previsões anteriores da entidade, relativas ao primeiro trimestre, apontavam um PIB 3,5% e um PIB industrial 2,8% maiores sobre 2010. O aumento na estimativa do PIB, justifica a CNI, se deve ao seu crescimento além do esperado no primeiro trimestre, quando avançou 1,3% na comparação com o último trimestre de 2010, enquanto calculara 1%. O Informe Conjuntural destaca, porém, que a expansão do PIB nos três meses iniciais do ano não se repetirá. Continue lendo

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Brasília mostra poder de fogo e dólar registra forte alta

Do Brasil Econômico:

A valorização da moeda americana, no entanto, é considerada pontual pelo mercado, que não acredita em uma inversão da tendência de queda para a divisa dos Estados Unidos nos próximos meses.

Nesta tarde, o dólar comercial operava com forte alta de 1,76% frente ao real, a R$1,565.

Nesta manhã, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou a publicação de medida provisória para conter a queda do dólar. Segundo o Diário Oficial da União, o Conselho Monetário Nacional está apto a definir as regras para as negociações no mercado de derivativos e tributar com Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de até 25% as operações desse perfil feitas no país. Continue lendo

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O que pensam Stiglitz e Krugman sobre as circunstâncias históricas vigentes?

A crise ideológica do capitalismo ocidental

Realmente precisamos de outro experimento custoso com ideias que fracassaram repetidamente? Não deveríamos precisar, no entanto, parece cada vez mais que teremos que suportar outro fracasso. Um fracasso na Europa ou nos Estados Unidos para voltar ao crescimento sólido seria ruim para a economia mundial. Um fracasso em ambos os lugares seria desastroso – inclusive se os principais países emergentes conseguirem um crescimento autossustentável. Lamentavelmente, a menos que prevaleçam as mentes sábias, este é o caminho para o qual o mundo se dirige. O artigo é de Joseph Stiglitz (clique aqui).

Podemos estar perto de reviver a crise de 1930

Para aqueles que conhecem a história da década de 1930, o que está ocorrendo agora é muito familiar. Se alguma das atuais negociações sobre a dívida fracassar, poderemos estar perto de reviver 1931, a bancarrota bancária mundial que alimentou a Grande Depressão. Mas se as negociações tiverem êxito, estaremos prontos para repetir o grande erro de 1937: a volta prematura à contração fiscal que terminou com a recuperação econômica e garantiu que a depressão se prolongasse até que a II Guerra Mundial finalmente proporcionasse o “impulso” que a economia precisava. O artigo é de Paul Krugman (clique aqui).

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CNI cobra medidas para reduzir impacto dos juros altos na indústria

Da CNI:

Brasília – O governo precisa adotar imediatamente medidas que amenizem os efeitos do aumento dos juros sobre a competitividade das empresas. O alerta foi feito nesta quarta-feira, 20 de julho, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), logo depois que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou a elevação de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, a Selic.

Quanto mais essas ações demorarem, maiores serão os prejuízos para o país. Por isso, a indústria espera a inclusão de medidas efetivas de desoneração tributária na nova fase da política industrial, destaca a CNI. Os técnicos da instituição lembram que, ao elevar os juros para 12,50% ao ano, apesar a queda no ritmo de aumento dos preços nos últimos meses, o governo intensifica o uso de instrumentos monetários no combate à inflação.

Na avaliação da CNI, o custo dessa política é muito alto, especialmente para a indústria, porque o aumento dos juros encarece o crédito e diminui o consumo. Além disso, com a taxa real de juros mais alta do mundo, o Brasil atrai capital externo, o que intensifica a forte valorização do real diante do dólar. Com juros altos e câmbio valorizado, os produtos brasileiros não conseguem competir com os estrangeiros e perdem espaço nos mercados interno e externo.

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