Brasil precisa se proteger e cuidar das contas externas

A economista Maria da Conceição Tavares defendeu nesta sexta-feira, durante a Conferência do Desenvolvimento, promovida pelo IPEA, em Brasília, que o Brasil deve proteger sua economia, reverter o processo de sobrevalorização do real e adotar mecanismos de controle de capital para evitar um ataque especulativo. Em sua fala, ela deixou algumas sugestões para o futuro governo Dilma: “Eu diria que a primeira preocupação agora é, sem dúvida nenhuma, com o setor externo. Se ele continuar assim vai haver degradação da indústria, déficit crescente da balança de pagamentos e uma fragilidade externa que na crise de 2008 nós não tivemos”. Clique aqui para ler mais.

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The Irrepressible 1930’s

Robert Skidelsky

LONDON – The just concluded G-20 meeting in Seoul broke up without agreement on either currencies or trade. China and the United States accused each other of deliberately manipulating their currencies to get a trade advantage. The Doha Round of global trade talks remain stalled. And, amid talk of the “risks” of new currency and trade wars, such wars have already begun.

Thus, despite global leaders’ vows to the contrary, it seems that the dreadful protectionist precedent of the 1930’s is about to be revived. That decade’s trade war was started by the US with the Smoot-Hawley tariff of 1930. The British retaliated with the Import Duties Act of 1932, followed by Imperial Preference. Soon, the world economy was a thicket of trade barriers.

Link: Project Syndicate

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Maquiavel 2010

Thomaz Wood Jr.

O novo livro de Jeffrey Pfeffer, notório professor de management de Stanford, explica por que algumas pessoas têm poder e outras não

Power: why some people have It – and others don’t, livro do professor Jeffrey Pfeffer, cumpre o que promete: mostrar aos leitores como aumentar seu poder nas organizações. Inadvertidamente, o autor inaugura uma nova corrente entre os livros de autoajuda nos negócios: a dos livros amorais. À corrente dos livros hipócritas, pregando o líder bom moço, capaz de salvar a empresa e o mundo, Pfeffer contrapõe uma perspectiva crua e pragmática.

Segundo o autor, a primeira coisa a fazer é abandonar a noção de que o mundo é justo. Nas empresas, o poder não flui para as mãos dos mais sábios e competentes. Ele segue para aqueles politicamente mais hábeis. Negar tal realidade é recusar o fato de que organizações são, em sua essência, sistemas políticos, alguns deles bem degenerados. Pfeffer cita estudos e exemplos que mostram que nem mesmo um bom desempenho é condição necessária para se conseguir poder. Enfim, exceto para os impúberes e os cronicamente ingênuos, Papai Noel realmente não existe.

Leia mais: CartaCapital – 18 de novembro de 2010

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Relatório da Unesco de ciência 2010

O Relatório Unesco de Ciência 2010 é um espelho do desenvolvimento mundial da ciência.“Ele mostra como a proliferação da informação digital e das tecnologias de comunicação estão modificando cada vez mais a imagem global”, explica a Diretora-geral da Unesco, Irina Bokova. O objetivo do documento é apresentar análises sobre a evolução histórica do setor de ciências por regiões e servir como subsídio complementar para o desenho e avaliação de políticas de ciência e tecnologia nas várias regiões do planeta. No Relatório deste ano, o Brasil é o único país da América do Sul a ser contemplado com um capítulo exclusivo, o que mostra a influência e importância regional do país neste campo.

Leia o resumo do relatório (clique aqui).

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Can Developing Countries Carry the World Economy?

Dani Rodrik

CAMBRIDGE – In the early days of the global financial crisis, there was some optimism that developing countries would avoid the downturn that advanced industrial countries experienced. After all, this time it was not they that had engaged in financial excess, and their economic fundamentals looked strong. But these hopes were dashed as international lending dried up and trade collapsed, sending developing countries down the same spiral that industrial nations took.

But international trade and finance have both revived, and now we hear an even more ambitious version of the scenario. Developing countries, it is said, are headed for strong growth, regardless of the doom and gloom that has returned to Europe and the United States. More strikingly, many now expect the developing world to become the growth engine of the global economy. Otaviano Canuto, a World Bank vice president, and his collaborators have just produced a long report that makes the case for this optimistic prognosis.

Project Syndicate

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Desindustrialização preocupa o Ministério do Desenvolvimento

Sergio Leo

Valor Econômico – 16/11/2010:

O país vive um preocupante processo de “desindustrialização negativa” que pode ameaçar as contas externas, alerta documento reservado do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) obtido pelo Valor.

O documento, que circula na equipe econômica, diz ser um “fator de preocupação e sinal de alerta” a influência da balança comercial no aumento do saldo negativo nas contas externas, que torna o Brasil cada vez mais dependente de investimentos especulativos.

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