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	<title>Blog do Rodrigo Medeiros &#187; Política</title>
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	<description>Novo-Desenvolvimentismo</description>
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		<title>Por uma nova engenharia</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Sep 2011 22:46:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Medeiros]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[C&T]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[engenharia de sistemas complexos]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>

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		<description><![CDATA[Matéria publicada no Jornal da Ciência: O Brasil está ficando para trás em uma área de fronteira do conhecimento, denominada &#8220;sistemas complexos&#8221;, que é tão importante como a nanotecnologia e as terapias com células-tronco, nas quais o país tem investido &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/rodrigo-medeiros/2011/09/02/por-uma-nova-engenharia/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria publicada no <a href="http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=79121">Jornal da Ciência</a>:</p>
<p>O Brasil está ficando para trás em uma área de fronteira do conhecimento, denominada &#8220;sistemas complexos&#8221;, que é tão importante como a nanotecnologia e as terapias com células-tronco, nas quais o país tem investido e em que a nova área também se aplica.</p>
<p>O alerta é de Sérgio Mascarenhas, professor e coordenador do Instituto de Estudos Avançados (IEA) de São Carlos da Universidade de São Paulo (USP). No início da década de 1970, quando foi reitor da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Mascarenhas idealizou e lançou o curso de engenharia de materiais, pioneiro na América Latina.</p>
<p>Segundo ele, o País deve investir agora na criação da engenharia de sistemas que interagem entre si e que são de alta complexidade, como são definidos os sistemas complexos. Ou, caso contrário, poderá ficar muito atrás de países como os Estados Unidos, que lideram nas pesquisas nessa nova área que reúne física, química, biologia, educação e economia, entre outras especialidades.<span id="more-312"></span></p>
<p>Em 2008, Mascarenhas fundou no IEA de São Carlos, juntamente com o professor do Instituto de Química da USP de São Carlos Hamilton Brandão Varela de Albuquerque e a professora do Instituto de Física Yvonne Primerano Mascarenhas, um grupo de trabalho em sistemas complexos para contribuir para o desenvolvimento de pesquisas na área no País.</p>
<p>Por meio de uma associação com o Nobel de Química de 2007, Gerhard Ertl, premiado por suas pesquisas em sistemas complexos, e com um aluno do cientista alemão na Coreia do Sul, os pesquisadores brasileiros estabeleceram uma rede internacional de pesquisas na área conectando os três países.</p>
<p>Agora, a proposta de Mascarenhas é fomentar no Brasil a criação de um programa de pós-graduação em engenharia de sistemas complexos para diminuir o atraso do País nessa área.</p>
<p>Professor aposentado da USP, Mascarenhas contribuiu para a criação da área de pesquisa em física da matéria condensada no campus de São Carlos da Universidade de São Paulo (USP), no fim dos anos 1950; da Embrapa Instrumentação Agropecuária, no final da década seguinte, na mesma cidade, e da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), no começo dos anos 60.</p>
<p>Em 2007, Mascarenhas ganhou o prêmio Conrado Wessel de Ciência Geral e, em 2002, a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico.</p>
<p>Professor visitante de diversas universidades estrangeiras, em suas pesquisas Mascarenhas tratou de assuntos diversos, como os eletretos, corpos permanentemente polarizados que produzem um campo elétrico e que seriam utilizados mundialmente na fabricação de microfones e aparelhos telefônicos.</p>
<p>No início da carreira, o pesquisador se dedicou ao estudo do efeito termo-dielétrico. Mais tarde, também realizou trabalhos na área de dosimetria de radiações (processo de monitoramento de radiação emitida), o que lhe permitiu, por exemplo, medir a quantidade de radiação existente em ossos de vítimas de Hiroshima.</p>
<p>Recentemente, Mascarenhas desenvolveu um método minimamente invasivo para medir pressão intracraniana que recebeu apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS) para ser difundido no Brasil e em toda a América Latina. O projeto foi desenvolvido com apoio do Programa Fapesp Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE).</p>
<p>Agência Fapesp &#8211; O que é a engenharia de sistemas complexos?</p>
<p>Sérgio Mascarenhas &#8211; É uma engenharia de sistemas de sistemas. O que já existe é a engenharia de sistemas, que é aplicada em logística, em transporte e em sistemas construtivos, entre outras áreas. O que não existe é uma engenharia de sistemas que interagem entre si e que são complexos. O melhor exemplo de um sistema de sistemas é a internet, onde há desde pornografia até o Wikileaks e o Google.</p>
<p>Agência Fapesp &#8211; Em quais áreas a engenharia de sistemas complexos pode ser aplicada?</p>
<p>Mascarenhas &#8211; Ela se aplica não só a materiais mas em operações financeiras e no agronegócio, por exemplo, em que há uma série de problemas que influenciam a produção agrícola. Há o problema do solo, de defensivos e insumos agrícolas, de estocagem e transporte, por exemplo, para que toda a produção da região Centro-Oeste do Brasil seja exportada.</p>
<p>Agência Fapesp &#8211; São sistemas que envolvem muitas variáveis?</p>
<p>Mascarenhas &#8211; Exatamente. Todo sistema que apresenta muitas variáveis é um sistema complexo. E isso pode se agravar se a interação entre essas variáveis for não linear. Por exemplo, no agronegócio, se dobrar a produção de milho, se quadruplicar o preço do transporte do sistema logístico frente às dificuldades das estradas brasileiras, aí aparecem as chamadas não linearidades. Então, quando se tem um sistema complexo, as variáveis podem interagir não linearmente. Elas podem se multiplicar até exponencialmente.</p>
<p>Agência Fapesp &#8211; O que o motivou a encampar a criação no Brasil dessa nova área?</p>
<p>Mascarenhas &#8211; Neste ano se comemoram 40 anos da criação do curso de graduação em engenharia de materiais na UFSCar, que idealizei quando era reitor da universidade e que é um sucesso. Agora, achei que deveria propor algo mais moderno, voltado para o século 21. A engenharia de sistemas complexos é uma área nova e muito interessante e para qual não está sendo dada a devida atenção no Brasil. Se fala bastante no País em pesquisa em áreas como a nanotecnologia e células-tronco, mas não sobre a engenharia de sistemas complexos, que se aplica a todas essas áreas e na qual não estamos formando gente.</p>
<p>Agência Fapesp &#8211; Como essa nova engenharia poderia ser implementada no País?</p>
<p>Mascarenhas &#8211; A ideia seria criar um programa de pós-graduação em engenharia de sistemas para formar professores e pesquisadores nessa área. Não existe engenharia de sistemas complexos no Brasil e não há pesquisadores no país nessas áreas nem em faculdades tradicionais, como a Escola Politécnica da USP e as Faculdades de Engenharia da USP de São Carlos e da UFSCar. O que já existe no Brasil é engenharia de sistemas, mas não uma engenharia de sistemas que interagem entre si e que são de alta complexidade.</p>
<p>Agência Fapesp &#8211; Por que essa nova engenharia ainda não existe no Brasil?</p>
<p>Mascarenhas &#8211; Porque é uma área muito nova e no Brasil há uma preocupação em &#8220;tapar o buraco&#8221; de uma porção de outras engenharias, como a de materiais, de sistemas elétricos e até de meio ambiente, e se perde o futuro tratando do passado. É um atraso muito grande da engenharia brasileira ainda não atuar em sistemas complexos. Além disso, o problema dessas áreas novas é que é preciso ter bons contatos internacionais e políticas de Estado &#8211; e não de governo &#8211; para enfrentar algo que representa um risco.</p>
<p>Agência Fapesp &#8211; De que modo as pesquisas nessa área no Brasil poderiam ser articuladas?</p>
<p>Mascarenhas &#8211; Teríamos que ter uma rede. Hoje não se faz nada, se se quer ter impacto, sem falar em rede de pesquisa. Mesmo porque ainda somos tão poucos no Brasil que se não nos juntarmos em rede conseguiremos muita pouca coisa, por falta de massa crítica. Um centro de pesquisa nessa área não pode ser sediado só em São Carlos. Outras universidades também estão interessadas.</p>
<p>Agência Fapesp &#8211; Há algum grupo de pesquisa nessa área no Brasil?</p>
<p>Mascarenhas &#8211; No Instituto de Estudos Avançados da USP, em São Carlos, temos um grupo de trabalho sobre sistemas complexos. Essa é uma história interessante porque quem ganhou o prêmio Nobel de Química em 2007 foi um cientista alemão, chamado Gerhard Ertl, por suas pesquisas sobre sistemas complexos. E nós, no IEA, fizemos uma associação com o Ertl, na Alemanha, e com um aluno dele na Coreia do Sul. Então, agora temos em São Carlos uma rede de pesquisa sobre sistemas complexos integrando Berlim, São Carlos e a Coreia do Sul.</p>
<p>Agência Fapesp &#8211; Quais os países que lideram nas pesquisas em sistemas complexos?</p>
<p>Mascarenhas &#8211; O país que está na vanguarda nessa área são os Estados Unidos, com o MIT [Massachusetts Institute of Technology], com um centro que lida muito com questões bélicas. A própria guerra é um sistema complexo, porque nela há uma série de sistemas interagindo, como o de transportes, ofensivo, estratégico e de logística, para alimentar os soldados e transportar equipamentos e armamentos. Os militares lidam com sistemas de sistemas. Aliás, se olharmos para o passado, vemos que muitas aplicações de engenharia foram motivadas pelo poder bélico, como a internet, a robótica e bombas atômica e de fusão. O grande problema da humanidade hoje é criar instituições motivadoras de inovação que não sejam estimuladas apenas pela guerra militar, porque temos outras guerras para vencer. Tem a guerra da saúde, da educação, da violência urbana e muitas outras. E a engenharia de sistemas complexos pode ser aplicada para acabar com essas guerras sociais. Se o Brasil não aproveitar essa chance para ingressar nessa área, vamos ficar muito para trás em relação a outros países.</p>
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		<title>Cristovam pede a Dilma que não faça somente um &#8216;governo de continuidade&#8217;</title>
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		<pubDate>Wed, 31 Aug 2011 13:21:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Medeiros]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>

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		<description><![CDATA[Da Redação / Agência Senado O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) aconselhou nesta terça-feira (30) a presidente da República, Dilma Rousseff, a evitar que sua gestão seja meramente um &#8220;governo de continuidade&#8221;. Segundo Cristovam, apesar de sua compreensível gratidão ao ex-presidente &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/rodrigo-medeiros/2011/08/31/cristovam-pede-dilma-nao-faca-somente-um-governo-de-continuidade/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Da Redação / <a href="http://www.senado.gov.br/noticias/cristovam-pede-a-dilma-que-nao-faca-somente-um-governo-de-continuidade.aspx">Agência Senado</a></p>
<p>O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) aconselhou nesta terça-feira (30) a presidente da República, Dilma Rousseff, a evitar que sua gestão seja meramente um &#8220;governo de continuidade&#8221;. Segundo Cristovam, apesar de sua compreensível gratidão ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma deveria apresentar &#8220;rasgos de diferença&#8221; e &#8220;coisas inspiradoras novas&#8221; à frente do país.</p>
<p>- Um governo de continuidade já começa com oito anos, já começa envelhecido &#8211; alertou.<span id="more-307"></span></p>
<p>Cristovam criticou a atuação do ex-presidente Lula e de José Dirceu. O parlamentar se disse preocupado com episódios revelados recentemente, como o encontro entre Lula e o presidente da Bolívia, Evo Morales, e as reuniões mantidas pelo ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu com autoridades do governo Dilma.</p>
<p>- Ao tomarem uma dimensão tão grande como a que têm, em comparação, pode-se diminuir a imagem da presidenta Dilma. E isso fica ainda mais perigoso pelo fato de a presidenta, desde o seu primeiro dia, passar a imagem de que este é um governo de simples continuidade &#8211; alertou Cristovam, repetindo preocupação manifestada pouco antes pelo senador Pedro Simon (PMDB-RS).</p>
<p>Para Cristovam, a presença dessa &#8220;sombra&#8221; pode prejudicar Dilma tanto quanto acusações irresponsáveis da oposição, as quais também criticou. Ele observou que a atuação paralela de figuras do governo anterior pode comprometer a credibilidade e o respeito da sociedade em relação à presidente.</p>
<p>- A democracia não é feita apenas para renovar o nome de quem assina os atos que vão para o Diário Oficial. A democracia é feita também para renovar o conteúdo daquilo que vai para o Diário Oficial. E isso não temos visto ou temos visto muito pouco. E aí temos um governo que começa envelhecido. Isso é ruim para o Brasil, isso é ruim para a sua imagem &#8211; afirmou.</p>
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		<title>BC não resiste às expectativas do &#8216;mercado&#8217; e sobe juro pela 5ª vez</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/rodrigo-medeiros/2011/07/21/bc-nao-resiste-as-expectativas-mercado-sobe-juro-pela-5%c2%aa-vez/</link>
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		<pubDate>Thu, 21 Jul 2011 14:27:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Medeiros]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[economia política]]></category>

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		<description><![CDATA[Da Carta Maior: Em decisão unânime, Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) aumenta taxa de juros pela quinta vez no governo Dilma Rousseff. Risco de a inflação escapar dos limites oficiais empurra maior taxa do planeta para &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/rodrigo-medeiros/2011/07/21/bc-nao-resiste-as-expectativas-mercado-sobe-juro-pela-5%c2%aa-vez/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Da <a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=18086">Carta Maior</a>:</p>
<p>Em decisão unânime, Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) aumenta taxa de juros pela quinta vez no governo Dilma Rousseff. Risco de a inflação escapar dos limites oficiais empurra maior taxa do planeta para 12,5% ao ano. Já esperada pelo &#8216;mercado&#8217;, decisão foi criticada por trabalhadores e industriais. Comunicado lacônico do Copom começa a ser interpretado pelo &#8216;mercado&#8217; como fim do ciclo de alta. BC dará explicação mais detalhada em uma semana.<span id="more-232"></span></p>
<p>André Barrocal</p>
<p>BRASÍLIA – Pela quinta vez no governo Dilma Rousseff, o Banco Central (BC) decidiu aumentar o maior juro do planeta, por entender que há riscos para segurar a inflação dentro dos limites autoimpostos pelo governo. O Comitê de Política Monetária (Copom), que reúne a diretoria do BC, decidiu nesta quarta-feira (20/07), por unanimidade, subir a taxa de 12,25% para 12,50%. A decisão era esperada pelo chamado “mercado”, mas foi condenada por sindicatos e entidades empresariais ligadas ao setor produtivo.</p>
<p>Em nota, o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, disse que a elevação do juro “agrada” e “beneficia” o sistema financeiro, afeta a melhoria da renda dos trabalhadores e impede o desenvolvimento do país. Também em notas oficiais, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) afirmaram que o aumento vai prejudicar o setor porque atrairá dólares de investidores estrangeiros ao Brasil, mantendo o real caro para quem quer exportar.</p>
<p>As duas entidades cobraram do governo medidas que compensem a perda de competitividade da indústria produzida pelo dólar barato. Pediram desoneração de impostos, algo que o ministério da Fazenda estuda fazer mexendo em tributo destinado à Previdência Social incidente sobre a folha de salário. A Fazenda pretende transferir a cobrança para o faturamento das empresas, a fim de ajudar aquelas que possuem muitos empregados e são as mais afetadas pelo dólar barato – seja nas exportações, seja contra importações.</p>
<p>Para o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que horas antes da decisão do BC havia divulgado um boletim trimestral com análises sobre os rumos da economia, não havia motivo para o Copom subir os juros. Os principais fatores inflacionários estão sob controle, exceto as expectativas do “mercado”, que são virtuais mas têm poder de influenciar o mundo real.</p>
<p>Também horas antes da decisão do Copom, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que calcula a inflação oficial do país, havia divulgado uma prévia do índice de julho, chamado de IPCA-15, que havia mostrado nova desaceleração dos preços. O índice foi de 0,10%, e em junho tinha sido de 0,23%. O IPCA final de junho já havia sido o mais baixo em dez meses.</p>
<p>O “mercado”, no entanto, apostava em uma nova alta de juros, de 0,25 ponto percentual, porque já trava com o BC uma queda de braços sobre a inflação do ano que vem. O BC já disse publicamente que está trabalhando para que a meta de inflação do governo, de 4,5% ao ano, atinja o alvo em 2012. E, para o ano que vem, o “mercado” está prevendo, neste momento, que os preços vão subir 5,2%.</p>
<p>Apesar de ter sido a quinta vez que o juro sobe no governo Dilma, o BC produziu uma novidade ao final da reunião do Copom. A decisão é sempre comunicada numa nota curta – a explicação detalhada vem a público na quinta-feira da semana seguinte, quando a ata da reunião é divulgada. Desta vez, o breve comunicado foi mais lacônico do que de costume. Apenas uma frase: “Avaliando o cenário prospectivo e o balanço de riscos para a inflação, o Copom decidiu, por unanimidade, neste momento, elevar a taxa Selic para 12,50%, sem viés”.</p>
<p>O laconismo, que não dá nenhuma pista sobre o que pensam os diretores do BC, já está sendo interpretado pelo “mercado” como um sinal de que o ciclo de cinco aumentos seguidos do juro pode ter chegado ao fim. Vários analistas do &#8220;mercado&#8221; fizeram tal avaliação depois da reunião, em entrevistas em emissoras de TV e portais da internet. Para eles, não haveria mudança na taxa na próxima reunião do Copom, dia 31 de agosto.</p>
<p><strong>Variáveis inflacionárias controlaram-se, menos previsão do &#8216;mercado&#8217;</strong></p>
<p>Para o coordenador do Grupo de Análises e Previsões do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Roberto Messenberg, atividade econômica, mercado de trabalho, crédito e preço de commodities estão sob controle, deram trégua à inflação e não justificam mais aumento de juros pelo Banco Central. Só há um elemento fora de controle, as expectativas do &#8216;mercado&#8217;, que tem produzido avaliações descoladas do mundo real para manter o juro alto. &#8220;Talvez seja hora de o BC jogar mais duro&#8221;, disse Messenberg.</p>
<p>BRASÍLIA – A atividade econômica está menos veloz, o mercado de trabalho segue aquecido, mas em ritmo moderado, o avanço do crédito desacelerou, o preço dos alimentos e dos combustíveis parou de subir. Não por acaso, os últimos índices de inflação mostram perda de força. Por tudo isso, o Banco Central (BC) não tem motivo para elevar a taxa de juros na noite desta quarta-feira (20/07). Só um elemento justificaria o conservadorismo. A visão do “mercado”, que ignora dados reais e mantém expectativas de inflação mais pessimistas.</p>
<p>A avaliação é do economista Roberto Messenberg, coordenador do Grupo de Análises e Previsões do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Ele é responsável por um boletim trimestral do Ipea que analisa a conjuntura econômica cuja edição mais recente foi divulgada nesta quarta-feira, poucas horas antes da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC.</p>
<p>“Do ponto de vista das variáveis reais, não há motivo para aumentar a taxa de juros”, afirmou Messenberg. “Só há um senão: o Banco Central não opera de forma completamente isolada do mercado financeiro, que consegue exercer força e pressão com suas expectativas. Esta é a única variável que não foi controlada ainda.”</p>
<p>O “mercado” a que se refere o economista se expressa toda semana por meio de uma pesquisa feita pelo BC sobre juros e inflação com cerca de 100 instituições, a maioria ligada ao sistema financeiro. O levantamento divulgado segunda-feira (18/07) mostra que o “mercado” continua mantendo para o ano que vem uma previsão de inflação superior à meta que o BC diz perseguir.</p>
<p>O debate sobre a inflação de 2012 tornou-se importante desde que o BC avisou que não trabalharia para atingir a meta de 4,5% em 2011, mas só em 2012. Depois dessa decisão, o “mercado”, que antes projetava uma inflação até 4,5% no ano que vem, passou a prever mais – a última estimativa é de 5,2%.</p>
<p>Para Messenberg, a inflação sob controle em 2011 mostra que o Banco Central acertou todos os diagnósticos feitos este ano sobre o controle da inflação, construiu credibilidade com isso e, agora, deveria “ir contra o mercado financeiro”. “Talvez seja hora de o Banco Central jogar mais duro. Poderia ter uma estratégia de mostrar mais autoconfiança. O BC acertou tudo até agora”, afirmou.</p>
<p>Segundo o economista, o mercado continua enfrentando o BC e produzindo prognósticos diferentes por vício e interesse. “O mercado se acostumou a uma administração de política monetária que está completamente obsoleta no mundo inteiro. A realidade mudou, o mundo se complicou, não existe mais só o instrumento da taxa de juros contra a inflação”, disse. “Mas quando a taxa se eleva, o mercado ganha dinheiro e quem sofre são outros atores.”</p>
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		<title>Com que roupa a direita política vai?</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/rodrigo-medeiros/2011/07/20/roupa-direita-politica-vai/</link>
		<comments>http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/rodrigo-medeiros/2011/07/20/roupa-direita-politica-vai/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 20 Jul 2011 13:16:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Medeiros]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>

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		<description><![CDATA[Fabiano Santos Do Valor Econômico [20/07/2011]: Não faz muito tempo, o Brasil recebeu a visita do primeiro-ministro da Suécia, Fredrik Reinfeldt, líder do Partido Moderado, direita em seu país, o qual tem no governo se caracterizado, de fato como o &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/rodrigo-medeiros/2011/07/20/roupa-direita-politica-vai/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Fabiano Santos</p>
<p>Do Valor Econômico [20/07/2011]:</p>
<p>Não faz muito tempo, o Brasil recebeu a visita do primeiro-ministro da Suécia, Fredrik Reinfeldt, líder do Partido Moderado, direita em seu país, o qual tem no governo se caracterizado, de fato como o nome indica, pela moderação tanto em suas ações, quanto em sua retórica. Em entrevista ao Valor, Reinfeldt, descreveu os pontos básicos sob os quais se assenta a estratégia política de sua gestão: aceitar a tradição igualitária que moldou a evolução do capitalismo escandinavo, procurando estimular a competitividade de setores selecionados da economia através de políticas de inovação e desoneração fiscal. Os efeitos da adoção de tal estratégia são significativos e tangíveis. Mesmo em tempos de globalização, a carga tributária é relativamente alta, assim como a despesa em itens como educação, saúde, previdência, habitação, além de investimentos na infra-estrutura física necessária para o dinamismo e sustentabilidade das indústrias de bens e serviços.<span id="more-216"></span></p>
<p>Bastante diferente é a postura da oposição de direita ao governo de Barack Obama nos Estados Unidos. Antes de Obama, quando no governo, dominando a Casa Branca, assim como as duas Casas legislativas, os republicanos promoveram o mais amplo e radical programa de redução da carga tributária jamais vista na história do capitalismo. O objetivo confesso sempre foi o de desmontar o tímido, para padrões do norte europeu, welfare state norte-americano. Ronald Reagan já anunciava o inconformismo dos conservadores com o que chamavam de excessos de gastos sociais e participação do Estado nas decisões econômicas das famílias e indivíduos. Contudo, em sua presidência, os democratas sempre mantiveram a maioria na Casa dos Representantes e durante quase todo o tempo também no Senado, obstaculizando assim o projeto minimalista dos radicais à direita.</p>
<p>O atual impasse entre republicanos e democratas quanto à elevação do teto de endividamento do governo pode ser visto então como resultado de anos de confrontação política e, principalmente, da postura da direita americana de a qualquer custo solapar as bases de sustentação do gasto público na área social. Obama pede hoje mais impostos, sem os quais é impossível manter alguma chance de reequilibrar as finanças do governo. A oposição pede aquilo que vem pedindo desde os anos oitenta &#8211; zerar o gasto do Estado com os pobres. E agora, Obama? O que fazer? Aumentar impostos? Os republicanos, maioria na Câmara, dificilmente concordarão. Cortar gastos e dramatizar a situação de pobreza e desigualdade cuja tendência tem sido apenas a de se agravar a cada ano? A resposta será politicamente intolerável para os democratas.</p>
<p>O problema da direita política no Brasil é a de saber qual paradigma de oposição pretende-se adotar face ao papel assumido pelo estado no atual estágio de desenvolvimento capitalista em nosso país. Ao contrário do diagnóstico que muitos intelectuais, políticos e jornalistas especializados fizeram no calor da hora dos anos de ouro do neo-liberalismo, mais exatamente nas décadas de 80 e 90 do século passado, a presença do setor público foi ampliada em alguns casos e sua ausência muito sentida nas ocasiões nas quais os riscos da competição tornavam-se maiores. Isto é, a clientela eleitoral do welfare state e em favor de políticas protecionistas nunca deixou de existir.</p>
<p>Proteger as pessoas, garantindo amparo aos que sofrem com o dinamismo de economias muito expostas ao mercado externo foi o modelo seguido por vários países na virada do século 20 para o 21. Talvez o voto facultativo combinado ao sistema eleitoral para as eleições legislativas baseadas em maiorias simples em distritos uninominais, instituições altamente excludentes em seus efeitos, seja uma boa explicação, mas o fato é que a fórmula de enfrentamento dos americanos aos desafios da globalização, em especial da direita americana, foi radicalmente diferente: aprofundar ainda mais a flexibilidade das instituições que organizam o mercado de trabalho com o consequente aumento na capacidade das firmas de se ajustarem a condições econômicas em constante mutação.</p>
<p>Os últimos governos no Brasil têm se caracterizado, isto é inegável, pelo combate aos seculares problemas da pobreza e da desigualdade. A estratégia, desde sempre, é a mesma e uma só: organizar as instituições do setor público para o atendimento eficiente das populações marginalizadas, tendo em vista inseri-las na vida produtiva com mínimas condições de sucesso. Programas como Bolsa Família, a priorização do ensino técnico, assim como o recente projeto de erradicação da miséria, caminham na mesma direção, a saber, investimento público em capital humano, reduzindo a exposição dos indivíduos às vicissitudes da economia capitalista.</p>
<p>O problema do potencial eleitor da direita no Brasil, por conseguinte, não é saber se os políticos com tal inclinação sairão ou não do armário. O problema é saber qual a estratégia política que um eventual governo controlado pela atual oposição conservadora seguirá: fará como a direita tem feito na Suécia, aprofundando os elementos do novo pacto político no Brasil, que tem na pobreza um inimigo a ser combatido com todas as forças? Ou adotará uma estratégia de confrontação e desmonte das ainda frágeis instituições do welfare state brasileiro?</p>
<p>Fabiano Santos é cientista político, professor e pesquisador do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da UERJ.</p>
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		<title>Chile enfrenta onda de manifestações e greves</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Jul 2011 12:09:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Medeiros]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Chile]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[neoliberalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Da BBC Mundo: O Chile vive momentos de convulsão social, com grandes protestos estudantis, greves e manifestações populares contra o governo do presidente Sebastián Piñera, cujos índices de aprovação vêm batendo recordes negativos. Nesta quinta-feira, em Santiago, cerca de 70 &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/rodrigo-medeiros/2011/07/15/chile-enfrenta-onda-de-manifestacoes-greves/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Da <a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/07/110715_chile_protestos_vladimir_marcia_rw.shtml">BBC Mundo</a>:</p>
<p>O Chile vive momentos de convulsão social, com grandes protestos estudantis, greves e manifestações populares contra o governo do presidente Sebastián Piñera, cujos índices de aprovação vêm batendo recordes negativos.</p>
<p>Nesta quinta-feira, em Santiago, cerca de 70 pessoas foram presas, entre elas 20 menores de idade, e 44 soldados ficaram feridos, 5 deles em estado grave, em uma manifestação de estudantes em defesa do sistema público de educação.<span id="more-199"></span></p>
<p>Na segunda-feira, trabalhadores da estatal Codelco (Corporação Nacional do Cobre), maior produtora mundial de cobre, realizaram a primeira greve em quase duas décadas. O cobre é o principal produto de exportação do Chile.</p>
<p>Recentemente também houve manifestações e distúrbios no sul do país contra os planos do governo de Piñera de construir uma usina hidroelétrica na região da Patagônia.</p>
<p>Os protestos populares que vêm sendo registrados nas últimas semanas no país são os maiores desde o retorno da democracia ao Chile, em 1990.</p>
<p>Os protestos desta quinta-feira reuniram cerca de 30 mil estudantes nas ruas da capital. A manifestação foi convocada por líderes estudantis e professores que pedem melhor qualidade para a educação e a gratuidade nas universidades.</p>
<p>O presidente do Chile, que lançou recentemente um plano com mais recursos para a educação, com a ampliação das bolsas de estudos e créditos a taxas baixas para os alunos de baixa renda, disse que “chegou a hora de parar com a violência, as greves e os protestos”.</p>
<p>Os líderes estudantis declararam que o pacote de medidas não resolveria o pedido de “maior acesso às universidades” e “melhor qualidade no ensino público”</p>
<p>Na semana passada, estudantes realizaram um “beijaço” em várias cidades de norte a sul do país e também se concentraram com roupas de praia no centro de Santiago.</p>
<p><strong>Popularidade em baixa</strong></p>
<p>Pesquisas de opinião divulgadas nesta semana mostraram que a popularidade do presidente caiu a 31%, seu menor nível desde que tomou posse, no ano passado, apesar da manutenção do bom momento econômico do país, que tem previsão de crescimento de mais de 6% neste ano.</p>
<p>Para o sociólogo Miguel Urrutia, professor da Universidade do Chile, de Santiago, a desigualdade da sociedade chilena é a chave para entender os protestos.</p>
<p>“A principal demanda dos movimentos sociais que vêm protestando é que todos os chilenos desfrutem da riqueza e dos avanços que o país teve, mas que se limitam a um pequeno setor da sociedade”, analisa.</p>
<p>Um recente estudo realizado pelo pesquisador Andrés Zahler Torres, professor do Instituto de Políticas Públicas da Universidade Diego Portales, revelou que os 20% dos chilenos mais ricos têm renda semelhante à de Noruega, Cingapura ou Estados Unidos, mas os 60% mais pobres têm uma renda per capita parecida à de Angola.</p>
<p>“Esta situação gera uma alta confluência de movimentos protestando por uma distribuição mais justa. Mas o problema não é só do governo atual, é parte de um modelo econômico que se instaurou a partir do golpe de 1973 (quando o general Augusto Pinochet tomou poder)”, afirma Urrutia.</p>
<p>A analista política chilena Montserrat Nicolás concorda. “O problema de fundo é o modelo liberal, estabelecido na Constituição de 1980 (promulgada por Pinochet). Não é só do governo de Piñera”, diz.</p>
<p><strong>Enxugamento do Estado</strong></p>
<p>A chegada de Pinochet ao poder coincidiu com uma profunda reforma do sistema econômico, que teve a assessoria do economista americano Milton Friedman, guru do neoliberalismo, e que reduziu a presença do Estado e favoreceu o livre mercado.</p>
<p>“A Constituição de 1980 praticamente apagou o Estado e não se conseguiu até hoje mudar isso”, diz Nicolás. “Cada vez que se propôs uma reforma na estrutura econômica ela foi considerada inconstitucional porque aumentaria a presença do Estado”, afirma.</p>
<p>“Quando surgem problemas nos setores de saúde, educação ou mineração, tudo sempre acaba apontando para a necessidade de uma reforma constitucional”, diz a analista. “Houve tempo suficiente, quase 40 anos, para ver como funcionava esse modelo e parece que já passou da hora de mudar”, afirma.</p>
<p>O governo de Piñera reitera que sua prioridade é combater a pobreza e converter o Chile no primeiro país latino-americano a eliminar a pobreza extrema ao final desta década.</p>
<p>Mas o Chile ainda continua registrando uma das maiores taxas de desigualdade do continente.</p>
<p><strong>Região desigual</strong></p>
<p>“A questão da desigualdade também nos preocupa. O Chile está na América Latina e esta é a região mais desigual do mundo. Não é a região mais pobre, mas a mais desigual”, admite à BBC o ministro da Fazenda do Chile, Felipe Larraín.</p>
<p>Segundo ele, entre os planos do governo para reduzir a desigualdade de renda é aumentar o orçamento para a educação e manter programas de benefícios sociais.</p>
<p>Mas Larraín afirma que o descontentamento popular pode estar relacionado com o desenvolvimento que o Chile teve na última década.</p>
<p>“A melhoria da renda faz com que muitos achem que o Estado precisa ter mais obrigações com eles, mas eles não querem ter mais obrigações com o Estado ou com o país e a sociedade”, diz.</p>
<p>Para o ministro, os manifestantes não representam a maioria da população. “Há uma maioria silenciosa que não está protestando nas ruas. Há algumas das exigências que entendemos e pelas quais estamos trabalhando, mas outras não”, diz.</p>
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		<title>Como vai a educação brasileira?</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Jul 2011 21:01:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Medeiros]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[PNE]]></category>

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		<description><![CDATA[A evolução apresentada na década passada não é nem atípica, nem significa a tão almejada mudança de paradigma do sistema educacional. Infelizmente, nada aponta para o início de um processo rumo à necessária inclusão das camadas desfavorecidas. Clique aqui para &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/rodrigo-medeiros/2011/07/11/como-vai-educacao-brasileira/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A evolução apresentada na década passada não é nem atípica, nem significa a tão almejada mudança de paradigma do sistema educacional. Infelizmente, nada aponta para o início de um processo rumo à necessária inclusão das camadas desfavorecidas. <a href="http://diplomatique.uol.com.br/artigo.php?id=866">Clique aqui </a>para ler o artigo publicado no <em>Le Monde Diplomatique Brasil</em>.</p>
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		<title>Entrevista com Paulo Nogueira Batista Jr.</title>
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		<pubDate>Mon, 23 May 2011 22:00:54 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[economia política]]></category>
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		<description><![CDATA[A ascensão dos países emergentes (clique aqui). Email this page]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #000000">A ascensão dos países emergentes (<a href="http://g1.globo.com/videos/globo-news/conta-corrente/v/especialista-fala-sobre-a-ascensao-dos-paises-emergentes/1515674/">clique aqui</a>).</span></p>
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		<title>Interview with Robert Skidelsky</title>
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		<pubDate>Wed, 11 May 2011 13:11:31 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[destaque 2]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
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		<description><![CDATA[INET\&#8217;s Interview with Robert Skidelsky Email this page]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=gtomtvnkvrQ">INET\&#8217;s Interview with Robert Skidelsky</a></p>
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		<title>Brasil e outros países: políticas para conter a valorização cambial</title>
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		<pubDate>Fri, 06 May 2011 14:22:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Medeiros]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<description><![CDATA[IEDI &#8211; Política Econômica Um dos desdobramentos da crise financeira e econômica global foi o acirramento da concorrência no mercado mundial de bens manufaturados. Desde 2009, vários países avançados e emergentes têm perseguido a estratégia de estimular suas economias mediante &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/rodrigo-medeiros/2011/05/06/brasil-outros-paises-politicas-para-conter-valorizacao-cambial/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #000000">IEDI &#8211; Política Econômica</span></p>
<p><span style="color: #000000">Um dos desdobramentos da crise financeira e econômica global foi o acirramento da concorrência no mercado mundial de bens manufaturados. Desde 2009, vários países avançados e emergentes têm perseguido a estratégia de estimular suas economias mediante o crescimento das exportações desses bens, recorrendo, para tanto, a desvalorizações competitivas. Esse cenário coloca grandes desafios para a indústria brasileira, que, além de se deparar com dificuldades de expandir suas vendas externas, tem enfrentado uma forte concorrência de produtos importados ao longo de toda a cadeia produtiva. </span></p>
<p><span style="color: #000000">O Brasil tem sido um dos destinos mais cobiçados pelas empresas industriais do resto do mundo, não somente em função do seu amplo mercado doméstico e da rápida e bem sucedida superação do efeito-contágio da crise financeira e econômica global, mas também da significativa apreciação real da moeda brasileira no período em tela; ou seja, o preço relativo dos bens externos em relação aos internos diminuiu, reduzindo a competitividade dos produtos brasileiros no país e no exterior. </span><a href="http://www.iedi.org.br/artigos/top/analise/analise_iedi_20110429_politica_economica_brasil_e_outros_paises_politicas_para_conter_a_valorizacao_cambial.html"><span style="font-family: Arial;color: #800080">Clique aqui para ler mais</span></a><span style="color: #000000">.</span></p>
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		<title>Estamos no caminho certo?</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/rodrigo-medeiros/2011/05/05/estamos-caminho-certo/</link>
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		<pubDate>Thu, 05 May 2011 14:41:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Medeiros]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em recente entrevista ao Valor Econômico, o economista-chefe do FMI, Olivier Blanchard, ataca certos mitos do pensamento econômico convencional. Vejamos algumas passagens: Valor: É suficiente para os bancos centrais terem apenas uma meta, a inflação? Blanchard: Absolutamente não. Não está &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/rodrigo-medeiros/2011/05/05/estamos-caminho-certo/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Em recente entrevista ao Valor Econômico, o economista-chefe do FMI, Olivier Blanchard, ataca certos mitos do pensamento econômico convencional. Vejamos algumas passagens:</p>
<p><em>Valor: É suficiente para os bancos centrais terem apenas uma meta, a inflação?</em></p>
<p><em>Blanchard: Absolutamente não. Não está em questão a importância de manter a inflação em um nível baixo e estável. Mas há muitas outras coisas importantes para a saúde econômica, como desemprego, hiato do produto. Muitos economistas acreditavam que, se a inflação fosse estável, as questões do desemprego e do hiato do produto estariam superadas. Com frequência, esse não é o caso. Você pode ter situações em que há inflação, mas também hiato do produto. Veja a África do Sul de hoje. Outra coisa que aprendemos na crise é que você pode ter inflação estável, hiato do produto estável ou pequeno, mas nos bastidores pode estar criando problemas financeiros. Quando eles aparecem, podem criar uma grande confusão. Essa é a essência da crise atual. Então, o banco central tem que se preocupar com a estabilidade financeira. E aprendemos, de outro lado, que existem muitos instrumentos, muito mais do que a taxa de juros. Quando a taxa de juros vai a zero, você tem que usar expansão quantitativa ou de crédito, mas além disso tem que olhar níveis de capital, níveis de crédito, níveis de liquidez. Tudo isso cria um trabalho muito difícil, mas não acho que os bancos centrais podem evitá-lo.</em></p>
<p><em>Valor: Não é controverso defender metas para taxas de câmbio, como o sr. fez?<span id="more-108"></span></em></p>
<p><em>Blanchard: Há bons argumentos para evitar uma apreciação excessiva. É algo que já está na cabeça dos formuladores de política econômica. Então, o ponto de vista que defendo é apenas ser explícito sobre isso. Muitos países com movimentos de capitais imperfeitos talvez tenham dois instrumentos potenciais. Têm a taxa básica de juros e também a intervenção esterilizada e, dessa forma, podem prestar atenção em duas metas. Estava apenas colocando isso sobre a mesa. Mas há vários outros pontos a ponderar. Pode ser muito perigoso ter uma taxa de câmbio baixa, porque você pode criar &#8220;carry trade&#8221;. Alem do mais, existe o risco de que alguns países usem intervenções para manter a taxa de câmbio em níveis excessivamente baixos, para ganhar uma vantagem desleal. Existe o risco de ser mal usado. Mas não há razão para não refletir sobre a questão.</em></p>
<p><em>Valor: Controles de capitais estão definitivamente na caixa de ferramentas?</em></p>
<p><em>Blanchard: Sim, pelas mesmas razões que todos os instrumentos prudenciais. Se você acha que os mercados de capitais não trabalham de forma perfeita, algo em que todos nós poderemos concordar a esta altura, depois do que vimos acontecer, então você vai querer ter ferramentas para reduzir riscos, para influenciar comportamentos. Há circunstâncias em que fluxos de capitais levam a riscos e você não tem as ferramentas macroprudenciais tradicionais para fazer algo a respeito. Por exemplo, se empresas brasileiras tomam empréstimos em Nova York em dólares e você está preocupado com a possibilidade de um risco cambial excessivo, qualquer coisa que você fizer no mercado bancário brasileiro não terá nenhum efeito sobre isso. Então, nesses casos, o que basicamente você quer é evitar isso. Se você puder interromper o fluxo de capitais, você pode dizer não, essa é a coisa certa para fazer.</em></p>
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