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	<title>Blog do Rodrigo Medeiros &#187; C&amp;T</title>
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	<description>Novo-Desenvolvimentismo</description>
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	<language>pt-BR</language>
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		<title>Por uma nova engenharia</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Sep 2011 22:46:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Medeiros]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[C&T]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[engenharia de sistemas complexos]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>

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		<description><![CDATA[Matéria publicada no Jornal da Ciência: O Brasil está ficando para trás em uma área de fronteira do conhecimento, denominada &#8220;sistemas complexos&#8221;, que é tão importante como a nanotecnologia e as terapias com células-tronco, nas quais o país tem investido &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/rodrigo-medeiros/2011/09/02/por-uma-nova-engenharia/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria publicada no <a href="http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=79121">Jornal da Ciência</a>:</p>
<p>O Brasil está ficando para trás em uma área de fronteira do conhecimento, denominada &#8220;sistemas complexos&#8221;, que é tão importante como a nanotecnologia e as terapias com células-tronco, nas quais o país tem investido e em que a nova área também se aplica.</p>
<p>O alerta é de Sérgio Mascarenhas, professor e coordenador do Instituto de Estudos Avançados (IEA) de São Carlos da Universidade de São Paulo (USP). No início da década de 1970, quando foi reitor da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Mascarenhas idealizou e lançou o curso de engenharia de materiais, pioneiro na América Latina.</p>
<p>Segundo ele, o País deve investir agora na criação da engenharia de sistemas que interagem entre si e que são de alta complexidade, como são definidos os sistemas complexos. Ou, caso contrário, poderá ficar muito atrás de países como os Estados Unidos, que lideram nas pesquisas nessa nova área que reúne física, química, biologia, educação e economia, entre outras especialidades.<span id="more-312"></span></p>
<p>Em 2008, Mascarenhas fundou no IEA de São Carlos, juntamente com o professor do Instituto de Química da USP de São Carlos Hamilton Brandão Varela de Albuquerque e a professora do Instituto de Física Yvonne Primerano Mascarenhas, um grupo de trabalho em sistemas complexos para contribuir para o desenvolvimento de pesquisas na área no País.</p>
<p>Por meio de uma associação com o Nobel de Química de 2007, Gerhard Ertl, premiado por suas pesquisas em sistemas complexos, e com um aluno do cientista alemão na Coreia do Sul, os pesquisadores brasileiros estabeleceram uma rede internacional de pesquisas na área conectando os três países.</p>
<p>Agora, a proposta de Mascarenhas é fomentar no Brasil a criação de um programa de pós-graduação em engenharia de sistemas complexos para diminuir o atraso do País nessa área.</p>
<p>Professor aposentado da USP, Mascarenhas contribuiu para a criação da área de pesquisa em física da matéria condensada no campus de São Carlos da Universidade de São Paulo (USP), no fim dos anos 1950; da Embrapa Instrumentação Agropecuária, no final da década seguinte, na mesma cidade, e da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), no começo dos anos 60.</p>
<p>Em 2007, Mascarenhas ganhou o prêmio Conrado Wessel de Ciência Geral e, em 2002, a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico.</p>
<p>Professor visitante de diversas universidades estrangeiras, em suas pesquisas Mascarenhas tratou de assuntos diversos, como os eletretos, corpos permanentemente polarizados que produzem um campo elétrico e que seriam utilizados mundialmente na fabricação de microfones e aparelhos telefônicos.</p>
<p>No início da carreira, o pesquisador se dedicou ao estudo do efeito termo-dielétrico. Mais tarde, também realizou trabalhos na área de dosimetria de radiações (processo de monitoramento de radiação emitida), o que lhe permitiu, por exemplo, medir a quantidade de radiação existente em ossos de vítimas de Hiroshima.</p>
<p>Recentemente, Mascarenhas desenvolveu um método minimamente invasivo para medir pressão intracraniana que recebeu apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS) para ser difundido no Brasil e em toda a América Latina. O projeto foi desenvolvido com apoio do Programa Fapesp Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE).</p>
<p>Agência Fapesp &#8211; O que é a engenharia de sistemas complexos?</p>
<p>Sérgio Mascarenhas &#8211; É uma engenharia de sistemas de sistemas. O que já existe é a engenharia de sistemas, que é aplicada em logística, em transporte e em sistemas construtivos, entre outras áreas. O que não existe é uma engenharia de sistemas que interagem entre si e que são complexos. O melhor exemplo de um sistema de sistemas é a internet, onde há desde pornografia até o Wikileaks e o Google.</p>
<p>Agência Fapesp &#8211; Em quais áreas a engenharia de sistemas complexos pode ser aplicada?</p>
<p>Mascarenhas &#8211; Ela se aplica não só a materiais mas em operações financeiras e no agronegócio, por exemplo, em que há uma série de problemas que influenciam a produção agrícola. Há o problema do solo, de defensivos e insumos agrícolas, de estocagem e transporte, por exemplo, para que toda a produção da região Centro-Oeste do Brasil seja exportada.</p>
<p>Agência Fapesp &#8211; São sistemas que envolvem muitas variáveis?</p>
<p>Mascarenhas &#8211; Exatamente. Todo sistema que apresenta muitas variáveis é um sistema complexo. E isso pode se agravar se a interação entre essas variáveis for não linear. Por exemplo, no agronegócio, se dobrar a produção de milho, se quadruplicar o preço do transporte do sistema logístico frente às dificuldades das estradas brasileiras, aí aparecem as chamadas não linearidades. Então, quando se tem um sistema complexo, as variáveis podem interagir não linearmente. Elas podem se multiplicar até exponencialmente.</p>
<p>Agência Fapesp &#8211; O que o motivou a encampar a criação no Brasil dessa nova área?</p>
<p>Mascarenhas &#8211; Neste ano se comemoram 40 anos da criação do curso de graduação em engenharia de materiais na UFSCar, que idealizei quando era reitor da universidade e que é um sucesso. Agora, achei que deveria propor algo mais moderno, voltado para o século 21. A engenharia de sistemas complexos é uma área nova e muito interessante e para qual não está sendo dada a devida atenção no Brasil. Se fala bastante no País em pesquisa em áreas como a nanotecnologia e células-tronco, mas não sobre a engenharia de sistemas complexos, que se aplica a todas essas áreas e na qual não estamos formando gente.</p>
<p>Agência Fapesp &#8211; Como essa nova engenharia poderia ser implementada no País?</p>
<p>Mascarenhas &#8211; A ideia seria criar um programa de pós-graduação em engenharia de sistemas para formar professores e pesquisadores nessa área. Não existe engenharia de sistemas complexos no Brasil e não há pesquisadores no país nessas áreas nem em faculdades tradicionais, como a Escola Politécnica da USP e as Faculdades de Engenharia da USP de São Carlos e da UFSCar. O que já existe no Brasil é engenharia de sistemas, mas não uma engenharia de sistemas que interagem entre si e que são de alta complexidade.</p>
<p>Agência Fapesp &#8211; Por que essa nova engenharia ainda não existe no Brasil?</p>
<p>Mascarenhas &#8211; Porque é uma área muito nova e no Brasil há uma preocupação em &#8220;tapar o buraco&#8221; de uma porção de outras engenharias, como a de materiais, de sistemas elétricos e até de meio ambiente, e se perde o futuro tratando do passado. É um atraso muito grande da engenharia brasileira ainda não atuar em sistemas complexos. Além disso, o problema dessas áreas novas é que é preciso ter bons contatos internacionais e políticas de Estado &#8211; e não de governo &#8211; para enfrentar algo que representa um risco.</p>
<p>Agência Fapesp &#8211; De que modo as pesquisas nessa área no Brasil poderiam ser articuladas?</p>
<p>Mascarenhas &#8211; Teríamos que ter uma rede. Hoje não se faz nada, se se quer ter impacto, sem falar em rede de pesquisa. Mesmo porque ainda somos tão poucos no Brasil que se não nos juntarmos em rede conseguiremos muita pouca coisa, por falta de massa crítica. Um centro de pesquisa nessa área não pode ser sediado só em São Carlos. Outras universidades também estão interessadas.</p>
<p>Agência Fapesp &#8211; Há algum grupo de pesquisa nessa área no Brasil?</p>
<p>Mascarenhas &#8211; No Instituto de Estudos Avançados da USP, em São Carlos, temos um grupo de trabalho sobre sistemas complexos. Essa é uma história interessante porque quem ganhou o prêmio Nobel de Química em 2007 foi um cientista alemão, chamado Gerhard Ertl, por suas pesquisas sobre sistemas complexos. E nós, no IEA, fizemos uma associação com o Ertl, na Alemanha, e com um aluno dele na Coreia do Sul. Então, agora temos em São Carlos uma rede de pesquisa sobre sistemas complexos integrando Berlim, São Carlos e a Coreia do Sul.</p>
<p>Agência Fapesp &#8211; Quais os países que lideram nas pesquisas em sistemas complexos?</p>
<p>Mascarenhas &#8211; O país que está na vanguarda nessa área são os Estados Unidos, com o MIT [Massachusetts Institute of Technology], com um centro que lida muito com questões bélicas. A própria guerra é um sistema complexo, porque nela há uma série de sistemas interagindo, como o de transportes, ofensivo, estratégico e de logística, para alimentar os soldados e transportar equipamentos e armamentos. Os militares lidam com sistemas de sistemas. Aliás, se olharmos para o passado, vemos que muitas aplicações de engenharia foram motivadas pelo poder bélico, como a internet, a robótica e bombas atômica e de fusão. O grande problema da humanidade hoje é criar instituições motivadoras de inovação que não sejam estimuladas apenas pela guerra militar, porque temos outras guerras para vencer. Tem a guerra da saúde, da educação, da violência urbana e muitas outras. E a engenharia de sistemas complexos pode ser aplicada para acabar com essas guerras sociais. Se o Brasil não aproveitar essa chance para ingressar nessa área, vamos ficar muito para trás em relação a outros países.</p>
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		<title>Carta IEDI n. 482 &#8211; A transformação da China em economia orientada à inovação (parte 1)</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Aug 2011 12:04:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Medeiros]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[C&T]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[China]]></category>
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		<category><![CDATA[inovação]]></category>
		<category><![CDATA[P&D]]></category>

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		<description><![CDATA[O IEDI apresenta em duas edições de sua Carta uma pesquisa que realizou sobre a política de inovação na China. Desde 1978 quando iniciou sua reforma econômica, a China vem reduzindo rapidamente sua distância em relação aos países de economia &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/rodrigo-medeiros/2011/08/27/carta-iedi-n-482-transformacao-da-china-em-economia-orientada-a-inovacao-parte-1/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O <a href="http://www.iedi.org.br/cartas/carta_iedi_n_482_a_transformacao_da_china_em_economia_orientada_a_inovacao_parte_1.html">IEDI </a>apresenta em duas edições de sua Carta uma pesquisa que realizou sobre a política de inovação na China. Desde 1978 quando iniciou sua reforma econômica, a China vem reduzindo rapidamente sua distância em relação aos países de economia avançada. O sucesso da estratégia chinesa de catching-up se expressa em diversos indicadores. Em 2010, por exemplo, a China, que em termos do produto interno bruto (PIB) em paridade do poder de compra já ocupava o segundo lugar desde 2001 atrás apenas dos Estados Unidos, tornou-se também a segunda maior economia mundial em termos do PIB em dólar corrente.</p>
<p>Em ciência, tecnologia e inovação (C, T &amp; I), a ascensão da China tem sido especialmente impressionante. Desde 1999, os investimentos chineses em pesquisa e desenvolvimento (P&amp;D) crescem em média 20% por ano, tendo alcançado 1,44% do PIB em 2007, convergindo rapidamente para a média de 2,1% do grupo dos principais países avançados. A meta é elevar as despesas com P&amp;D para 2,5% do PIB em 2020. A emergência da China como potência em tecnologia e inovação é o objeto do presente estudo.<span id="more-302"></span></p>
<p>A China registra um notável desempenho na solicitação de patentes no exterior, indicador da aplicação do conhecimento científico. O número de patentes de invenções obtidas junto ao escritório americano de patentes e marcas (USPTO, na sigla em inglês) atingiu 2.657 em 2010 (90 em 1999). Já o número de solicitações chinesas de patentes internacionais no âmbito do Tratado de Cooperação de Patentes (PCT, na sigla em inglês), que garante proteção às invenções domésticas em 142 países, mais do que triplicou entre 2006 e 2010, levando a China da oitava para a quarta posição do ranking, ultrapassando a Coreia do Sul, a França, o Reino Unido e a Holanda e reduzindo o diferencial em relação à Alemanha, terceiro lugar do ranking, atrás dos Estados Unidos e do Japão.</p>
<p>Embora os Estados Unidos e o Japão permaneçam como os países-líderes em ciência, tecnologia e inovação (C, T &amp; I), a China se tornou em 2008 o segundo maior produtor mundial de conhecimento científico, expresso no número de artigos publicados, após revisão crítica, em revistas científicas, atrás apenas dos Estados Unidos. Mantido na atual trajetória, o avanço chinês na produção científica mundial deverá levar o país à primeira posição em meados da presente década. Em algumas áreas do conhecimento, como química e nanotecnologia, a China já alcançou reconhecida excelência.</p>
<p>A China também não é mais um país majoritariamente produtor e exportador de produtos industriais de baixa tecnologia e/ou qualidade. Seguindo os passos de outros países asiáticos no processo de catch-up, a China avançou rapidamente na cadeia de valor. Na última década, esse país elevou sua participação no valor agregado mundial nos setores industriais de alta tecnologia, alcançando 14% do total mundial em 2007, atrás apenas dos Estados Unidos. Com uma taxa anual média de crescimento da ordem de 28% no período 2000-09, as exportações chinesas de alta tecnologia saltaram de 18,5% em 2000 para 31% das exportações industriais totais em 2009.</p>
<p>O sucesso da convergência tecnológica chinesa frente aos países avançados repousa na visão estratégica de longo prazo do governo, que vem, desde a década de 1980, elaborando sucessivos planos de desenvolvimento cientifico e tecnológico. Nesses planos, a prioridade conferida à ciência e inovação tem sido coerentemente articulada com outros aspectos da política industrial, tais como formação de recursos humanos, estratégias setoriais, propriedade intelectual, uso seletivo do investimento estrangeiro direto.</p>
<p>Além da rápida e sistemática absorção de conhecimento estrangeiro, a China investiu pesadamente em capital humano, promovendo todos os níveis educacionais do país, bem como educação e treinamento no exterior, e na construção da infraestrutura de ciência e tecnologia. Desde meados de 1990, foram criados mais de 100 laboratórios nacionais em áreas selecionadas de pesquisa básica e inúmeros parques científicos e tecnológicos.</p>
<p>Nesse país, onde muitos membros do Conselho de Estado &#8211; a mais alta instância do governo &#8211; são cientistas e engenheiros experientes, o progresso científico e tecnológico é entendido como o principal meio de obter ganhos substanciais de produtividade e de promover o desenvolvimento econômico e social, de forma coordenada e sustentável. Essa visão está claramente explicitada no Programa Nacional de Médio e Longo Prazo para o Desenvolvimento Ciência e Tecnologia (MLP, na sigla em inglês), anunciado em 2006, que pretende transformar a China em uma economia orientada à inovação até o ano de 2020, de modo a garantir a manutenção do crescimento em um patamar elevado e assegurar a coesão social interna. Os princípios norteadores dos esforços chineses nesse período de quinze anos são:</p>
<p>* Inovação nativa: fomento à inovação original própria, à inovação integrada (novos usos para tecnologias existentes) e à re-inovação (absorção e aperfeiçoamento de tecnologias importadas), em ordem de melhorar a capacidade de inovação nacional;</p>
<p>* Saltos tecnológicos (&#8220;leapfrogging&#8221;) em áreas prioritárias: selecionar e concentrar esforços em áreas-chave, de força e vantagem relativa, vinculadas à economia nacional e à subsistência da população, bem como à segurança nacional;</p>
<p>* Promoção do desenvolvimento: viabilizar tecnologias-chave que são urgentemente necessárias para o desenvolvimento econômico e social sustentável e coordenado;</p>
<p>* Liderar o futuro: utilizar pesquisas básicas e tecnologias de ponta para criar novas demandas e novas indústrias, as quais irão impulsionar o futuro crescimento econômico e desenvolvimento social.</p>
<p>Os principais objetivos do MLP são: reduzir a dependência da China de tecnologia estrangeira para menos de 30% até 2020; ampliar o gasto doméstico bruto com P&amp;D de 2,0% do PIB em 2010 para 2,5% em 2020; elevar a contribuição das atividades de C, T &amp; I a 60% do crescimento do PIB; posicionar a China entre os cinco principais países do mundo em número de patentes domésticos e em citação internacional de artigos científicos. São inúmeras as evidências de que China vem realizando progressos significativos em direção as metas definidas no MLP.</p>
<p>A emergência da China como potência científica e tecnológica representa um sério desafio para os países avançados, que já enfrentam a crescente concorrência chinesa em diferentes áreas, e deve servir de inspiração para outros países em desenvolvimento. Porém, é preciso ressaltar que o avanço chinês ainda está longe de implicar no declínio dos Estados Unidos, Japão, Alemanha, França e Reino Unido e outros. Embora estejam perdendo participação em termo de investimento e desempenho na atividade global de P&amp;D, a produção científica e tecnológica desses países segue crescendo em termos absolutos a partir de uma base já elevada.</p>
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		<title>Brasil é rico em terras-raras</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/rodrigo-medeiros/2011/07/14/brasil-e-rico-em-terras-raras/</link>
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		<pubDate>Thu, 14 Jul 2011 17:49:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Gusthavo Santana]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[C&T]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[terras raras]]></category>

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		<description><![CDATA[Relatório de órgão geológico dos Estados Unidos aponta o país como dono das maiores reservas desses minerais, fundamentais para a fabricação de novos equipamentos eletrônicos. O problema é que a extração tem alto custo ambiental. O silício pode até ter &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/rodrigo-medeiros/2011/07/14/brasil-e-rico-em-terras-raras/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Relatório de órgão geológico dos Estados Unidos aponta o país como dono das maiores reservas desses minerais, fundamentais para a fabricação de novos equipamentos eletrônicos. O problema é que a extração tem alto custo ambiental.</p>
<p>O silício pode até ter sido responsável pela revolução na indústria dos chips, mas, certamente, a humanidade não teria chegado a tal grau de sofisticação eletrônica sem uma classe de elementos químicos menos populares.</p>
<p>Os chamados elementos de terras-raras estão presentes nos mais diversos aparelhos, dos iPhones aos motores a jato, e são cada vez mais demandados. Um relatório da Agência de Mapeamento Geológico dos Estados Unidos revelou que o Brasil concentra as maiores reservas desses materiais, dispersos por toda a crosta terrestre. Riqueza que, se bem explorada, pode colocar o país, de vez, na cadeia de produção tecnológica.<span id="more-194"></span></p>
<p>As terras-raras são 17 elementos químicos da tabela periódica com propriedades magnéticas fundamentais para a fabricação de equipamentos eletrônicos. &#8220;Elas permitem, basicamente, a confecção de ímãs muito fortes, usados na memória dos aparelhos. Como elas têm essa alta capacidade, muito maior do que em outros metais, possibilitam que os dispositivos fiquem cada vez menores, cumprindo a mesma função&#8221;, explica o professor Gerson Mól, do Instituto de Química da Universidade de Brasília (UnB). &#8220;Há 100 anos, esses elementos sequer eram demandados, mas fomos, aos poucos, criando essa necessidade&#8221;, completa o especialista. Para se ter uma ideia do tamanho da procura, o quilo do neodímio metálico (uma das terras-raras) custava US$ 50 em janeiro e, hoje, não sai por menos de US$ 250.</p>
<p>A bolha econômica ocorre, em boa parte, porque esses elementos estão muito dispersos pelo mundo. &#8220;Não é como o ferro, encontrado em grandes jazidas e de fácil extração&#8221;, compara o professor Mól. Talvez venha daí o nome &#8220;terras-raras&#8221;. Na verdade, essas substâncias são mais abundantes que o ouro, por exemplo, que está presente em 0,00000031% de cada 100g da crosta (algo cinco vezes menor que um grão de areia). &#8220;Acontece que as terras-raras existem em concentrações relativamente baixas. São materiais que precisam ser escavados e processados com reagentes químicos. Isso traz um impacto ambiental pesado&#8221;, afirma Mike Pitts, gerente de sustentabilidade da Chemistry Innovation, uma entidade que promove a inovação industrial na Inglaterra.</p>
<p>Uma das etapas mais perigosas ocorre em laboratório, quando as terras-raras precisam ser separadas. &#8220;Elas estão misturadas entre si na natureza. Essa dissociação é feita com reagentes químicos bastante fortes. Depois de utilizá-los, não se pode simplesmente jogar na natureza&#8221;, ressalta o pesquisador Fernando Landgraf, diretor do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). &#8220;Nosso principal desafio é gerir melhor esses elementos, usando-os de forma mais eficiente, fazendo a reciclagem e, sempre que possível, substituindo-os por outros materiais&#8221;, diz o britânico Mike Pitts.</p>
<p>Atualmente, o maior produtor de terras-raras é a China, que alimenta, sozinha, 97% do mercado. O sucesso dos orientais nesse setor pode ser explicado pelo perfil produtivo do país. &#8220;Na China, não há muita preocupação com leis trabalhistas ou ambientais. Além disso, ocorre muita extração pirata&#8221;, comenta o professor Gerson Mól. No Brasil, a maior reserva dessas substâncias está na região de Seis Lagos, no noroeste do Amazonas. Minas Gerais e Goiás também concentram abundância desses materiais. Segundo o relatório do serviço geológico norte-americano, o país detém 2% das reservas mundiais de terras-raras.</p>
<p>Fernando Landgraf, presidente do IPT, explica que a exploração do recurso não implica, necessariamente, a abertura de um novo espaço de mineração. &#8220;A Vale do Rio Doce, por exemplo, tem uma mina de fosfato em Catalão (GO), onde também há terras-raras. É uma questão de melhorar o aproveitamento de uma área já minerada&#8221;, diz o pesquisador. Isso, no entanto, não é suficiente. Para Landgraf, o Brasil também precisa se esforçar para fazer diferença nessa indústria. &#8220;A melhor alternativa é que o país entre na cadeia produtiva oferecendo produtos, não apenas o minério. Quanto mais longe formos, mais estaremos agregando valor ao material&#8221;, ressalta o especialista.</p>
<p>Outras fontes &#8211; Enquanto isso, cientistas de todo o mundo procuram as terras-raras em outros lugares. No fim do mês passado, uma equipe japonesa liderada pelo professor da Universidade de Tóquio Yasuhiro Kato, anunciou ter encontrado uma grande reserva dessas substâncias no fundo do Oceano Pacífico. &#8220;Nós estimamos que uma área de apenas 1km², próxima a um dos locais de amostragem, seja capaz de prover um quinto do consumo anual desses elementos&#8221;, escreveram os autores da pesquisa, publicada pela revista especializada Nature Geoscience. &#8220;Conseguimos mostrar que as terras-raras e o ítrio (outro elemento com propriedades semelhantes) podem ser recuperados por lixiviação ácida simples e sugerimos que a lama do mar constitui uma fonte altamente promissora desses recursos.&#8221;</p>
<p>Os cientistas não esclarecem como a extração da lama poderia ser feita, mas, certamente, é um processo que exige alto investimento &#8211; tal qual ocorre nas plataformas para exploração de petróleo em alto-mar. No continente, uma planta de terras-raras demanda o gasto inicial de US$ 200 milhões. &#8220;O pontapé inicial depende da decisão de alguma mineradora, é preciso avaliar se realmente é uma boa oportunidade&#8221;, pondera o pesquisador Fernando Landgraf. &#8220;Por aqui, eu acho que deveria haver um esforço nacional nesse sentido. Já pensou produzirmos um carro híbrido (que também usa terras-raras) com tecnologia interna? Seria um sonho.&#8221;</p>
<p>Lodo lavado &#8211; A lixiviação é o processo natural em que a água passa pelo solo e carrega os sais presentes na pedra. É por causa dela que os oceanos são salgados &#8211; anos e anos de lixiviação levaram para o mar os sais presentes nas rochas. O mesmo processo de &#8220;lavagem&#8221; pode ser feito em laboratório. Nesse caso, os metais são separados da lama ao serem enxaguados com um ácido especial.</p>
<p><strong>Fonte: <a href="http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=78378">http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=78378</a></strong></p>
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		<title>Em defesa de uma nova política de desenvolvimento produtivo</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Mar 2011 16:34:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Medeiros]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Projeto Nacional]]></category>
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		<category><![CDATA[economia política]]></category>
		<category><![CDATA[projeto nacional]]></category>

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		<description><![CDATA[Rodrigo Medeiros Foi anunciada para os próximos dias uma nova política de desenvolvimento produtivo, uma PDP II. Tratou-se de um acerto do governo federal a retomada dessa temática após anos de ilusões de que o desenvolvimento se resolveria por si &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/rodrigo-medeiros/2011/03/01/em-defesa-de-uma-nova-politica-de/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>Rodrigo Medeiros</em></p>
<p>Foi anunciada para os próximos dias uma nova política de desenvolvimento produtivo, uma PDP II. Tratou-se de um acerto do governo federal a retomada dessa temática após anos de ilusões de que o desenvolvimento se resolveria por si próprio.</p>
<p>Já deveriam ter sido levadas pelo tempo as arriscadas apostas no endividamento das famílias, a irresponsável sobrevalorização da moeda brasileira em relação ao dólar e a fé no crescimento sustentado com poupança externa. Infelizmente esse ainda não é o caso. Há por certo grandes interesses estruturados nessas questões, assim como teorias conservadoras que sustentam tais perspectivas.</p>
<p>Do ponto de vista de uma política de desenvolvimento produtivo, pode-se seguramente dizer que o Brasil não caiu na tentação de pensar numa substituição integral das suas importações, o que seria uma estratégia anacrônica e muito ineficiente. A primeira PDP enfrentou a grande crise de 2008 e, portanto, teve suas metas e resultados afetados pela mesma. Seu grande mérito: ela resgatou esse relevante debate.<span id="more-93"></span></p>
<p>Não se trata esse de um debate novo. Desde os economistas clássicos se reconhece estar o desenvolvimento econômico associado à industrialização. Trata-se o desenvolvimento de um complexo processo socioeconômico que não pode ser expandido com atividades que operem com retornos decrescentes de escala e demanda inelástica, como é o caso dos produtos primários.</p>
<p>Desde Adam Smith (1723-1790) sabe-se que o processo de desenvolvimento econômico está associado às manufaturas. Ele ilustrou essa idéia com um exemplo de manufatura simples &#8211; uma fábrica de alfinetes. Apoiando-se na famosa observação de Smith, pode-se avaliar como a extensão do mercado é limitada pela divisão do trabalho e que esta última é limitada pela extensão do mercado. Há certamente uma causalidade circular exposta nessa conhecida afirmação.</p>
<p>Em defesa das políticas industriais, deve-se ressaltar que, além da complementaridade entre manufaturas e serviços, a produtividade costuma ser mais elevada nas manufaturas, tendendo a aumentar mais rapidamente do que na agricultura ou nos serviços. Portanto, sem um setor de manufatura forte, trata-se de algo muito difícil desenvolver e exportar serviços.</p>
<p>No passado, ensinam Ha-Joon Chang e Paul Bairoch, os países hoje desenvolvidos adotaram ativamente políticas industriais, comerciais e tecnológicas para promover suas indústrias nascentes durante algum período. Países como Japão, Coréia do Sul, Taiwan e China compreenderam essa questão na segunda metade do século XX. Suas extraordinárias capacidades produtivas adquiridas assentam-se, em grande parte, no apoio governamental a novos setores produtivos.</p>
<p>Facilidades de acesso ao crédito e exigências de conteúdo nacional na produção resultaram no nascimento de fornecedores de produtos sofisticados. Incentivos à exportação ajudaram suas empresas a penetrar em mercados mais exigentes e competitivos, enquanto o aprendizado ocorria no âmbito organizacional.</p>
<p>Nos EUA, é notório que o gasto público orientado mostrou-se capaz de estimular o nascimento de indústrias de alta intensidade tecnológica. A história não foi tão distinta em outros países desenvolvidos. Complementando esse quadro, a evolução das economias industrializadas caminhou em consonância com a institucionalização dos sistemas de inovação nacionais. Gastos em pesquisa e desenvolvimento (P&amp;D) estão desigualmente distribuídos no mundo.</p>
<p>Os principais laboratórios de P&amp;D estão concentrados nos países industrializados. Portanto, não há motivos para que se afirme não existirem mais relações do tipo centro periferia no sistema capitalista. Empresas transnacionais sediadas nos países desenvolvidos chegam a responder por dois terços do comércio global e três quartos dos fluxos dos investimentos estrangeiros diretos. A construção de suas marcas, identificadas com valores e compromissos nacionais, integra esse complexo quadro de assimetrias nas relações econômicas internacionais.</p>
<p>Políticas públicas ainda têm importantes papéis a cumprir, principalmente na periferia e semi-periferia do sistema economia-mundo, seja induzindo e estimulando os investimentos privados, direcionando regionalmente crédito a setores de média-alta e alta intensidade tecnológica e/ou construindo infraestrutura física e qualificando tecnicamente pessoal. Conforme observou Jan Tinbergen no passado, &#8220;a linha divisória entre a atividade estatal e atividade privada é, portanto, originalmente, mais ou menos empírica, sendo, por isso, razoável a questão quanto a se poderá haver demarcação mais sistemática entre as duas&#8221;</p>
<p>Com a crise de 2008, John M. Keynes seria revisitado e o Estado seria chamado, mais uma vez, a intervir na arena econômica de forma heterodoxa. Muitos haviam se tornado &#8220;keynesianos&#8221; novamente, enquanto outros simplesmente continuavam trabalhando com arcabouços teóricos pré-keynesianos, considerando que os mercados se regulam automaticamente e que o desemprego involuntário é impossível num ambiente de competição perfeita. Bastaria então encontrar algum ambiente social onde as premissas da competição perfeita se sustentassem.</p>
<p>Mesmo se isso fosse aproximadamente viável dos pontos de vista social e político, ainda sim incertezas e mudanças no estado de confiança dos negócios imporiam o desemprego involuntário e baixos níveis de investimento produtivo.</p>
<p>Nesse contexto, não se pode deixar de citar a &#8220;nacionalização&#8221; de empresas nos países desenvolvidos. Keynes era contrário a nacionalizações, ao planejamento centralizado e o Estado de bem-estar tem pouco a ver com sua concepção minimalista de intervenção. Ele foi, entretanto, o primeiro a perceber que uma moeda apreciada seria uma moeda fraca e não forte. Eis um grande desafio para uma nova política de desenvolvimento produtivo brasileira.</p>
<p><strong>Rodrigo Medeiros</strong></p>
<p><strong>Professor da Ufes e integrante da rede Economists for Full Employment do Levy </strong><strong>Economics Institute of Bard College (NY).</strong></p>
<p><strong><a href="mailto:medrodrigo@gmail.com">medrodrigo@gmail.com</a></strong></p>
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		<title>Principais Tendências nas Políticas Científicas, Tecnológicas e de Inovação, Segundo a OCDE</title>
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		<pubDate>Sat, 29 Jan 2011 19:04:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Medeiros]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[T & I]]></category>

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		<description><![CDATA[Tendências das Políticas Governamentais C,T&#38;I. De acordo com relatório Science, Tecnology and Industry Outlook 2010, divulgado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), apesar da recente crise econômica, os governos dos países-membros da OCDE mantiveram até agora – e &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/rodrigo-medeiros/2011/01/29/principais-tendencias-nas-politicas-cientificas-tecnologicas-e-de-inovacao-segundo-a-ocde/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Tendências das Políticas Governamentais C,T&amp;I. De acordo com relatório Science, Tecnology and Industry Outlook 2010, divulgado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), apesar da recente crise econômica, os governos dos países-membros da OCDE mantiveram até agora – e em alguns casos ampliaram – o apoio às atividades de pesquisa e desenvolvimento (P&amp;D) e inovação como meio de promover o crescimento econômico de mais longo prazo, especialmente face à crescente concorrência de economias emergentes. Em especial, a política governamental continua tendo como foco o fortalecimento da base científica e da capacidade do setor empresarial em inovar e em gerar novas fontes de crescimento econômico, sobretudo em áreas &#8220;verdes&#8221;.</p>
<p><a href="http://www.iedi.org.br/cartas/carta_iedi_n_452_principais_tendencias_nas_politicas_cientificas_tecnologicas_inovacao.html">Clique aqui para ler mais</a>.</p>
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		<title>Carta IEDI n. 450 &#8211; Investimentos em Ciência, Tecnologia e Inovação na OCDE e nos BRICS</title>
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		<pubDate>Sun, 23 Jan 2011 13:37:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Medeiros]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Este estudo mostra que até a eclosão da crise financeira em 2008, que resultou em uma forte recessão econômica na maioria dos países em todo o mundo, os gastos domésticos com pesquisa e desenvolvimento (GERD, na sigla em inglês) na &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/rodrigo-medeiros/2011/01/23/carta-iedi-n-450-investimentos-em-ciencia-tecnologia-e-inovacao-na-ocde-e-nos-brics/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Este estudo mostra que até a eclosão da crise financeira em 2008, que resultou em uma forte recessão econômica na maioria dos países em todo o mundo, os gastos domésticos com pesquisa e desenvolvimento (GERD, na sigla em inglês) na área da OECD cresceram a uma taxa anual média real de 3,6% entre 1997 e 2007, alcançando variação anual superior a 4% nos anos mais recentes deste período. Em razão da crise global, o aumento real nos gastos de P&amp;D desacelerou entre 2007 e 2008, com a taxa de expansão declinando para 3,1% no conjunto da área OECD. Em termos absolutos, o GERD da OCDE alcançou US$ 935 bilhões em 2008 (em Paridade Poder de Compra corrente – PPC), o equivalente a 2,3% do PIB total. <a href="http://www.iedi.org.br/cartas/carta_iedi_n_450_investimentos_em_ciencia_tecnologia_e_inovacao_na_ocde_e_nos_nos_brics.html">Clique aqui para ler mais</a>.</p>
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		<title>Eixos dinâmicos da inovação</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Dec 2010 13:37:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Medeiros]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[destaque 1]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>

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		<description><![CDATA[David Kupfer Um diagnóstico da economia brasileira para os próximos anos indica alguns eixos com potencial dinâmico para fazer girar a atividade industrial na direção do desenvolvimento tecnológico. Um primeiro eixo é dado pelas forças represadas no mercado interno. Como &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/rodrigo-medeiros/2010/12/16/eixos-dinamicos-da-inovacao/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>David Kupfer</p>
<p>Um diagnóstico da economia brasileira para os próximos anos indica alguns eixos com potencial dinâmico para fazer girar a atividade industrial na direção do desenvolvimento tecnológico. Um primeiro eixo é dado pelas forças represadas no mercado interno. Como evidenciado no passado recente, são múltiplas as oportunidades de novos negócios associadas ao novo padrão de consumo trazido pela expansão da renda nacional e pela melhoria do perfil da sua distribuição. Isso não significa, evidentemente, retirar do mercado externo qualquer papel relevante: significa apenas o reconhecimento de que, em vista das suas implicações mais diretas sobre a produção de commodities, este tenderá a reforçar trajetórias já estabelecidas, dotadas, portanto, de menor poder transformador. (<a href="http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/eixos-da-inovacao-por-david-kupfer">Clique aqui para ler mais.</a>)</p>
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		<title>Relatório da Unesco de ciência 2010</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Nov 2010 01:12:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Medeiros]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Relatório Unesco de Ciência 2010 é um espelho do desenvolvimento mundial da ciência.“Ele mostra como a proliferação da informação digital e das tecnologias de comunicação estão modificando cada vez mais a imagem global”, explica a Diretora-geral da Unesco, Irina &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/rodrigo-medeiros/2010/11/19/relatorio-da-unesco-de-ciencia-2010/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O Relatório Unesco de Ciência 2010 é um espelho do desenvolvimento mundial da ciência.“Ele mostra como a proliferação da informação digital e das tecnologias de comunicação estão modificando cada vez mais a imagem global”, explica a Diretora-geral da Unesco, Irina Bokova. O objetivo do documento é apresentar análises sobre a evolução histórica do setor de ciências por regiões e servir como subsídio complementar para o desenho e avaliação de políticas de ciência e tecnologia nas várias regiões do planeta. No Relatório deste ano, o Brasil é o único país da América do Sul a ser contemplado com um capítulo exclusivo, o que mostra a influência e importância regional do país neste campo.</p>
<p>Leia o resumo do relatório (<a href="http://unesdoc.unesco.org/images/0018/001898/189883por.pdf">clique aqui</a>).</p>
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