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	<title>Blog do Rodrigo Medeiros &#187; Rodrigo Medeiros</title>
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	<description>Novo-Desenvolvimentismo</description>
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		<title>‘Prime’ brasileira é 17,8%</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/rodrigo-medeiros/2011/10/26/%e2%80%98prime%e2%80%99-brasileira-e-178/</link>
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		<pubDate>Wed, 26 Oct 2011 14:15:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Medeiros]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>

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		<description><![CDATA[Publicado no www.valor.com.br Saiu a primeira taxa ‘prime’ brasileira e é de 17,8% ao ano, com base nas informações disponíveis em agosto, anunciou o Banco Central (BC) em seu relatório sobre política monetária e crédito. A Taxa Preferencial Brasileira (TPB) &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/rodrigo-medeiros/2011/10/26/%e2%80%98prime%e2%80%99-brasileira-e-178/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Publicado no <a href="http://www.valor.com.br/">www.valor.com.br</a></p>
<p>Saiu a primeira taxa ‘prime’ brasileira e é de 17,8% ao ano, com base nas informações disponíveis em agosto, anunciou o Banco Central (BC) em seu relatório sobre política monetária e crédito.</p>
<p>A Taxa Preferencial Brasileira (TPB) é a média de uma amostra de operações de crédito concedidas pelas instituições financeiras a grandes empresas, que tradicionalmente apresentam menor risco.</p>
<p>O objetivo do BC, ao divulgar a TPB, é viabilizar a comparação com taxas praticadas em outros países e servir de base para a contratação de outros empréstimos bancários. Nos Estados Unidos, por exemplo, a prime rate está em 3,25% enquanto que a taxa básica vai de zero a 0,25% ao ano. Por aqui, a Selic está em 11,5% anuais.</p>
<p>O governo espera também contribuir para o “aumento da transparência e da concorrência no mercado de crédito”. Muito provavelmente as empresas médias vão se beneficiar da informação para questionar os bancos porque as grandes já possuem poder de barganha.</p>
<p>A iniciativa do BC é positiva. Mas será que pega? Terá efeito prático para os tomadores em meio a tantas taxas e indexadores brazucas?</p>
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		<title>Diretor da Capes aponta disparidade entre riqueza de municípios e desempenho das redes de ensino</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Sep 2011 22:30:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Medeiros]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>

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		<description><![CDATA[Fonte: JC e-mail 4349, de 22 de Setembro de 2011. Estudo aponta que os municípios ricos &#8211; em tese, com mais recursos para investir em educação &#8211; têm redes de ensino público com baixo desempenho. Estudo realizado pelo diretor de &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/rodrigo-medeiros/2011/09/22/diretor-da-capes-aponta-disparidade-entre-riqueza-de-municipios-desempenho-das-redes-de-ensino/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Fonte: <a href="http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=79385">JC e-mail 4349, de 22 de Setembro de 2011</a>.</p>
<p>Estudo aponta que os municípios ricos &#8211; em tese, com mais recursos para investir em educação &#8211; têm redes de ensino público com baixo desempenho.</p>
<p>Estudo realizado pelo diretor de Educação a Distância da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), João Carlos Teatini de Souza Clímaco, aponta que os municípios ricos (em tese, com mais recursos para investir em educação) têm redes de ensino público com baixo desempenho.</p>
<p>Em documento de circulação interna no Ministério da Educação (MEC), Teatini comparou o Produto Interno Bruto por habitante (PIB per capita) das 159 maiores cidades brasileiras (de mais de 150 mil moradores) com o desempenho dos estudantes medido pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2005, 2007 e 2009.<span id="more-335"></span></p>
<p>&#8220;O que a gente registra é uma disparidade enorme em municípios muito ricos, com PIB per capita muito elevado, que, no entanto, tem um desempenho de suas escolas e de seus alunos sofrível&#8221;, disse comparando inclusive com municípios menores e com municípios mais pobres.</p>
<p>&#8220;Alguns municípios muito ricos estão investindo em times de futebol, em clubes na liga de vôlei ou basquete e, no entanto, a educação permanece com índices muito baixos. O município rico deveria investir muito mais em educação&#8221;, assinalou o diretor. Para Teatini, há um problema de cultura política: &#8220;o prefeito se notabiliza por asfaltar ruas, por construir viadutos&#8221;, comentou.</p>
<p>Segundo ele, a disparidade ocorre inclusive entre os municípios beneficiados com a atual distribuição de royalties do petróleo, como é o caso de Campos dos Goytacazes, no norte fluminense, o terceiro município mais rico em PIB per capita do país, mas cuja nota dos anos iniciais do ensino fundamental no último Ideb foi 3,2 &#8211; abaixo da média nacional de 4,6.</p>
<p>De acordo com o site da prefeitura de Campos, a Secretaria de Educação do município está realizando esta semana encontro com os diretores das escolas e das creches &#8220;para a mobilização em defesa dos royalties&#8221;. A conta da prefeitura é que o município possa perder 80% dos seus recursos (R$1,4 bilhão anual) com a mudança na atual distribuição.</p>
<p>Para o presidente da Capes, Jorge Guimarães, a discussão sobre o uso dos royalties do petróleo extraído da camada pré-sal tem que observar o gasto com educação. &#8220;Nós estamos nessa briga do pré-sal. Se nós distribuirmos o dinheiro para prefeitura despreparada, vão fazer calçada de mármore&#8221;, alertou. O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse à Agência Brasil que &#8220;a melhor maneira de investir os royalties é em educação&#8221;.</p>
<p>Além de apontar para o baixo investimento em educação por parte de municípios ricos, o diretor de educação a distância da Capes reclama que muitos professores não conseguem estudar em cursos oferecidos pelo MEC para conclusão da licenciatura obrigatória, porque não conseguem transporte nem liberação para frequentar cursos. &#8220;Há municípios onde a maior dificuldade é o prefeito liberar parte da carga horária dos professores contratando substitutos e dando apoio em transportes para o deslocamento.&#8221;</p>
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		<title>Perspectivas de crescimento global 2011 e 2012</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/rodrigo-medeiros/2011/09/21/perspectivas-de-crescimento-global-2011-2012/</link>
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		<pubDate>Wed, 21 Sep 2011 14:14:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Medeiros]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>

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		<description><![CDATA[Do Financial Times: “Escalating risks to the global economic recovery mean the US and other major economies should not sharply tighten short-term fiscal policy, the International Monetary Fund has warned”.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/rodrigo-medeiros/files/2011/09/IMF-perspectivbas-de-crescimento-2011-2012.gif"><img class="aligncenter size-medium wp-image-333" src="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/rodrigo-medeiros/files/2011/09/IMF-perspectivbas-de-crescimento-2011-2012-300x237.gif" alt="" width="300" height="237" /></a>Do Financial Times: “Escalating risks to the global economic recovery mean the US and other major economies should not sharply tighten short-term fiscal policy, the International Monetary Fund has warned”.</p>
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		<title>Déficit crescente&#8230;</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/rodrigo-medeiros/2011/09/20/deficit-crescente/</link>
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		<pubDate>Tue, 20 Sep 2011 16:14:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Medeiros]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[desindustrialização]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/rodrigo-medeiros/files/2011/09/arte20bra-101-industria-a3.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-330" src="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/rodrigo-medeiros/files/2011/09/arte20bra-101-industria-a3-300x202.jpg" alt="" width="300" height="202" /></a></p>
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		<title>A Transformação da China em Economia Orientada à Inovação &#8211; Parte 2</title>
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		<pubDate>Sat, 17 Sep 2011 13:45:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Medeiros]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[China]]></category>
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		<description><![CDATA[Do site do Iedi: Estamos dando sequência na presente edição da Carta IEDI à divulgação do estudo sobre a política de inovação na China. Desde 1978 quando iniciou sua reforma econômica, a China vem reduzindo rapidamente sua distância em relação &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/rodrigo-medeiros/2011/09/17/transformacao-da-china-em-economia-orientada-a-inovacao-parte-2/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Do <a href="http://www.iedi.org.br/cartas/carta_iedi_n_485_a_transformacao_da_china_em_economia_orientada_a_inovacao_parte_2.html">site do Iedi</a>:</p>
<p>Estamos dando sequência na presente edição da Carta IEDI à divulgação do estudo sobre a política de inovação na China. Desde 1978 quando iniciou sua reforma econômica, a China vem reduzindo rapidamente sua distância em relação aos países de economia avançada. O sucesso da estratégia chinesa de catching-up se expressa em diversos indicadores. Em 2010, por exemplo, a China, que em termos do produto interno bruto (PIB) em paridade do poder de compra já ocupava o segundo lugar desde 2001 atrás apenas dos Estados Unidos, tornou-se também a segunda maior economia mundial em termos do PIB em dólar corrente.</p>
<p>Em ciência, tecnologia e inovação (C, T &amp; I), a ascensão da China tem sido especialmente impressionante. Desde 1999, os investimentos chineses em pesquisa e desenvolvimento (P&amp;D) crescem em média 20% por ano, tendo alcançado 1,44% do PIB em 2007, convergindo rapidamente para a média de 2,1% do grupo dos principais países avançados. A meta é elevar as despesas com P&amp;D para 2,5% do PIB em 2020. A emergência da China como potência em tecnologia e inovação é o objeto do presente estudo.<span id="more-327"></span></p>
<p>A China registra um notável desempenho na solicitação de patentes no exterior, indicador da aplicação do conhecimento científico. O número de patentes de invenções obtidas junto ao escritório americano de patentes e marcas (USPTO, na sigla em inglês) atingiu 2.657 em 2010 (90 em 1999). Já o número de solicitações chinesas de patentes internacionais no âmbito do Tratado de Cooperação de Patentes (PCT, na sigla em inglês), que garante proteção às invenções domésticas em 142 países, mais do que triplicou entre 2006 e 2010, levando a China da oitava para a quarta posição do ranking, ultrapassando a Coreia do Sul, a França, o Reino Unido e a Holanda e reduzindo o diferencial em relação à Alemanha, terceiro lugar do ranking, atrás dos Estados Unidos e do Japão.</p>
<p>Embora os Estados Unidos e o Japão permaneçam como os países-líderes em ciência, tecnologia e inovação (C, T &amp; I), a China se tornou em 2008 o segundo maior produtor mundial de conhecimento científico, expresso no número de artigos publicados, após revisão crítica, em revistas científicas, atrás apenas dos Estados Unidos. Mantido na atual trajetória, o avanço chinês na produção científica mundial deverá levar o país à primeira posição em meados da presente década. Em algumas áreas do conhecimento, como química e nanotecnologia, a China já alcançou reconhecida excelência.</p>
<p>A China também não é mais um país majoritariamente produtor e exportador de produtos industriais de baixa tecnologia e/ou qualidade. Seguindo os passos de outros países asiáticos no processo de catch-up, a China avançou rapidamente na cadeia de valor. Na última década, esse país elevou sua participação no valor agregado mundial nos setores industriais de alta tecnologia, alcançando 14% do total mundial em 2007, atrás apenas dos Estados Unidos. Com uma taxa anual média de crescimento da ordem de 28% no período 2000-09, as exportações chinesas de alta tecnologia saltaram de 18,5% em 2000 para 31% das exportações industriais totais em 2009.</p>
<p>O sucesso da convergência tecnológica chinesa frente aos países avançados repousa na visão estratégica de longo prazo do governo, que vem, desde a década de 1980, elaborando sucessivos planos de desenvolvimento cientifico e tecnológico. Nesses planos, a prioridade conferida à ciência e inovação tem sido coerentemente articulada com outros aspectos da política industrial, tais como formação de recursos humanos, estratégias setoriais, propriedade intelectual, uso seletivo do investimento estrangeiro direto.</p>
<p>Além da rápida e sistemática absorção de conhecimento estrangeiro, a China investiu pesadamente em capital humano, promovendo todos os níveis educacionais do país, bem como educação e treinamento no exterior, e na construção da infraestrutura de ciência e tecnologia. Desde meados de 1990, foram criados mais de 100 laboratórios nacionais em áreas selecionadas de pesquisa básica e inúmeros parques científicos e tecnológicos.</p>
<p>Nesse país, onde muitos membros do Conselho de Estado &#8211; a mais alta instância do governo &#8211; são cientistas e engenheiros experientes, o progresso científico e tecnológico é entendido como o principal meio de obter ganhos substanciais de produtividade e de promover o desenvolvimento econômico e social, de forma coordenada e sustentável. Essa visão está claramente explicitada no Programa Nacional de Médio e Longo Prazo para o Desenvolvimento Ciência e Tecnologia (MLP, na sigla em inglês), anunciado em 2006, que pretende transformar a China em uma economia orientada à inovação até o ano de 2020, de modo a garantir a manutenção do crescimento em um patamar elevado e assegurar a coesão social interna. Os princípios norteadores dos esforços chineses nesse período de quinze anos são:</p>
<p>* Inovação nativa: fomento à inovação original própria, à inovação integrada (novos usos para tecnologias existentes) e à re-inovação (absorção e aperfeiçoamento de tecnologias importadas), em ordem de melhorar a capacidade de inovação nacional;</p>
<p>* Saltos tecnológicos (&#8220;leapfrogging&#8221;) em áreas prioritárias: selecionar e concentrar esforços em áreas-chave, de força e vantagem relativa, vinculadas à economia nacional e à subsistência da população, bem como à segurança nacional;</p>
<p>* Promoção do desenvolvimento: viabilizar tecnologias-chave que são urgentemente necessárias para o desenvolvimento econômico e social sustentável e coordenado;</p>
<p>* Liderar o futuro: utilizar pesquisas básicas e tecnologias de ponta para criar novas demandas e novas indústrias, as quais irão impulsionar o futuro crescimento econômico e desenvolvimento social.</p>
<p>Os principais objetivos do MLP são: reduzir a dependência da China de tecnologia estrangeira para menos de 30% até 2020; ampliar o gasto doméstico bruto com P&amp;D de 2,0% do PIB em 2010 para 2,5% em 2020; elevar a contribuição das atividades de C, T &amp; I a 60% do crescimento do PIB; posicionar a China entre os cinco principais países do mundo em número de patentes domésticos e em citação internacional de artigos científicos. São inúmeras as evidências de que China vem realizando progressos significativos em direção as metas definidas no MLP.</p>
<p>A emergência da China como potência científica e tecnológica representa um sério desafio para os países avançados, que já enfrentam a crescente concorrência chinesa em diferentes áreas, e deve servir de inspiração para outros países em desenvolvimento. Porém, é preciso ressaltar que o avanço chinês ainda está longe de implicar no declínio dos Estados Unidos, Japão, Alemanha, França e Reino Unido e outros. Embora estejam perdendo participação em termo de investimento e desempenho na atividade global de P&amp;D, a produção científica e tecnológica desses países segue crescendo em termos absolutos a partir de uma base já elevada.</p>
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		<title>The Death of the Confidence Fairy</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/rodrigo-medeiros/2011/09/16/death-confidence-fairy/</link>
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		<pubDate>Fri, 16 Sep 2011 20:40:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Medeiros]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>

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		<description><![CDATA[By Paul Krugman In the first half of last year a strange delusion swept much of the policy elite on both sides of the Atlantic — the belief that cutting spending in the face of high unemployment would actually create &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/rodrigo-medeiros/2011/09/16/death-confidence-fairy/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>By <a href="http://krugman.blogs.nytimes.com/2011/09/13/the-death-of-the-confidence-fairy/">Paul Krugman</a></p>
<p>In the first half of last year a strange delusion swept much of the policy elite on both sides of the Atlantic — the belief that cutting spending in the face of high unemployment would actually create jobs. I went after this stuff early and hard (I suspect that the confidence fairy will be one of my lasting contributions to economic discourse); still, it’s good to have a steadily mounting weight of evidence about just how wrong that view was.</p>
<p><a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/rodrigo-medeiros/files/2011/09/091311krugman1-blog480.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-324" src="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/rodrigo-medeiros/files/2011/09/091311krugman1-blog480-300x294.jpg" alt="" width="300" height="294" /></a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Déficit do setor de alta tecnologia deve ultrapassar R$100 bi este ano</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/rodrigo-medeiros/2011/09/12/deficit-setor-de-alta-tecnologia-deve-ultrapassar-r100-bi-este-ano/</link>
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		<pubDate>Mon, 12 Sep 2011 13:49:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Medeiros]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[desindustrialização]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>

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		<description><![CDATA[Do Valor Econômico [12.09.2011]: Se quiser efetivamente mudar o destino da indústria brasileira de alta tecnologia, o governo terá de agir rápido. A avaliação é de Roberto Nicolsky, diretor-geral da Sociedade Brasileira Pró-Inovação Tecnológica (Protec), que divulga hoje amplo levantamento &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/rodrigo-medeiros/2011/09/12/deficit-setor-de-alta-tecnologia-deve-ultrapassar-r100-bi-este-ano/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Do Valor Econômico [12.09.2011]:</p>
<p>Se quiser efetivamente mudar o destino da indústria brasileira de alta tecnologia, o governo terá de agir rápido. A avaliação é de Roberto Nicolsky, diretor-geral da Sociedade Brasileira Pró-Inovação Tecnológica (Protec), que divulga hoje amplo levantamento sobre a balança comercial da indústria.</p>
<p>No primeiro semestre deste ano, os segmentos de alta e média-alta tecnologia acumularam déficit comercial de R$ 38,6 bilhões &#8211; saldo que fica pior, se somado aos R$ 11,2 bilhões em déficit acumulado pelos serviços (como aluguel de equipamentos) contratados pela indústria. Este déficit foi 33% maior que em igual período de 2010 e, segundo a Protec, deve ultrapassar R$ 100 bilhões neste ano.</p>
<p>&#8220;Trata-se de uma calamidade&#8221;, afirma Nicolsky, para quem uma desindustrialização no Brasil é &#8220;clara e cristalina&#8221;. Segundo o especialista, os fabricantes brasileiros já passaram do período em que iam a China e outros polos industriais em busca de insumos mais baratos. &#8220;Agora o fabricante virou montador mesmo, estamos importando o produto pronto&#8221;, diz.<span id="more-321"></span></p>
<p>No primeiro semestre, o saldo comercial brasileiro foi sustentado pelo superávit de R$ 31,5 bilhões registrado pelos exportadores de commodities. Entre os fabricantes industriais, apenas os produtores de bens com menos conteúdo tecnológico registraram ganhos nas trocas com o exterior. O superávit de R$ 20 bilhões registrado no primeiro semestre foi totalmente sustentado pelos segmentos produtores de bens com baixo conteúdo tecnológico, como alimentos.</p>
<p>Os fabricantes de bens com média-baixa tecnologia registraram superávit de apenas R$ 500 milhões entre janeiro e junho deste ano. E mesmo esse resultado só ocorreu devido à exportação da primeira plataforma de perfuração de petróleo produzida no Brasil, o que contribuiu para a construção naval registrar US$ 1 bilhão em conteúdo exportado.</p>
<p>O nó está no segmento de alto conteúdo tecnológico. São os fabricantes de produtos químicos, máquinas e equipamentos e eletroeletrônicos, principalmente, os que respondem pelo enorme e crescente déficit comercial da indústria no ano.</p>
<p>Nicolsky é crítico da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), que o governo vai criar dentro de um mês. &#8220;A nova empresa não é a Embrapa da indústria&#8221;, diz ele, em referência à estatal criada no fim dos anos 1970 para desenvolver pesquisas agrícolas. Por chefiar a Protec, entidade mantida por 25 associações de classe da indústria, Nicolsky manteve conversas com interlocutores do governo durante o período de gestação da Embrapii.</p>
<p>&#8220;Enquanto a Embrapa é uma parceira das fazendas, no sentido de promover uma intensificação do uso de tecnologia na área agrícola, a Embrapii não é mais que um conjunto de laboratórios que já existem&#8221;, afirma.</p>
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		<title>A crise como ela é&#8230;</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Sep 2011 01:23:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Medeiros]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[pleno emprego]]></category>

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		<description><![CDATA[Luiz Gonzaga Belluzzo / CartaCapital No crepúsculo dos anos 90, auge do prestígio dos bancos centrais independentes, o senador Phil Gramm, um dos corifeus da desregulamentação financeira, assumiu a presidência da Comissão de Bancos do Senado dos Estados Unidos. Semanas &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/rodrigo-medeiros/2011/09/11/crise-como-ela-e/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Luiz Gonzaga Belluzzo / <a href="http://www.cartacapital.com.br/politica/a-crise-como-ela-e">CartaCapital</a></p>
<p>No crepúsculo dos anos 90, auge do prestígio dos bancos centrais independentes, o senador Phil Gramm, um dos corifeus da desregulamentação financeira, assumiu a presidência da Comissão de Bancos do Senado dos Estados Unidos. Semanas depois de sua posse, o senador Gramm, numa entrevista coletiva, anunciou que pretendia encerrar o sistema de audiências regulares dos presidentes do Federal Reserve nas comissões do Congresso sobre a condução da política monetária.</p>
<p>Essas audiências foram criadas em 1975 e transformadas em lei em 1978, mediante o Humphrey-Hawkins Act.  Essa lei estabelecia os objetivos gerais da política econômica: “O pleno emprego, o crescimento equilibrado e a razoável estabilidade de preços”.<span id="more-319"></span></p>
<p>Mais importante é, porém, o ponto levantado por James Galbraith, filho de John Kenneth, em relação à natureza e aos limites da independência do banco central americano. “O Federal Reserve”, diz ele, “é uma criatura do Congresso. Ele está sujeito às leis dos Estados Unidos, incluindo aquelas que estabelecem os objetivos da política econômica. O Fed é uma agência independente, mas nos termos da autonomia estabelecida pelo Congresso. E o Congresso detém o poder, em última instância, de acordo com a Constituição para instruir o Fed, seja por lei, seja mediante resolução”.</p>
<p>Galbraith lamenta que, encorajados por figuras antidemocráticas que se reproduzem entre os economistas, os bancos centrais tenham concentrado sua atenção exclusivamente na questão da estabilidade de preços, abandonando quase que por completo suas responsabilidades nas questões relativas ao investimento, ao crescimento e ao emprego. “Essa atitude priva os governos nacionais dos meios necessários para promover outros objetivos.”</p>
<p>Muita gente sabe, mas alguns esquecem: as políticas monetárias da era liberal (entre o fim do século XIX e as primeiras décadas do século XX), aquelas que prevaleceram sob o padrão-ouro, tinham como único objetivo garantir o valor externo da moeda. O funcionamento desse regime monetário era compreendido, até mesmo pelos partidos trabalhistas e socialistas, como uma forma “natural” de governança dos mercados autorregulados, imune aos azares e reviravoltas da política. Mas, na verdade, o padrão-ouro era, sim, uma instituição política que exprimia a correlação de forças sociais prevalecente nessa etapa do capitalismo. Sua “reputação” dependia fundamentalmente da hegemonia das classes proprietárias e dominantes, que “confiavam” na ação protetora dos governos, então desobrigadas de cuidar do emprego e dos salários das classes subalternas.</p>
<p>Os anos 20 e 30 do século passado foram sacudidos pela presença cada vez mais incômoda das massas assalariadas e de seus interesses na esfera política. Karl Polaniy chamou esse momento de A Grande Transformação, título de sua obra maior. As políticas econômicas e sociais executadas na posteridade da Segunda Gerra Mundial buscaram equilibrar os impulsos da acumulação privada da riqueza e as aspirações dos homens comuns, a gente que batalha por uma vida digna e sem sobressaltos. Antes considerados criaturas da vagabundagem e da preguiça, o desemprego e a pobreza reconfiguraram seu conceito na consciência social: passaram a ser interpretados como distúrbios e injustiças nascidos das disfunções do mecanismo econômico. A arquitetura capitalista do pós-guerra permitiu durante um bom tempo a convivência entre estabilidade monetária, crescimento rápido e ampliação do consumo dos assalariados e dos direitos sociais.</p>
<p>O sonho durou 30 anos e, no clima sombrio da Guerra Fria, as classes trabalhadoras do Ocidente desenvolvido gozaram de uma prosperidade sem precedentes. Mesmo depois da derrocada de 2008, são cada vez mais frequentes as arengas dos economistas contra os “desvios da política”. Os porta-vozes da razão econômica e de seus poderes pretendem enquadrar, de novo, a sociedade na camisa de força do seu movimento autorreferencial. Sintoma de que as forças que controlam a economia contemporânea não estão dispostas a admitir contestações às suas pretensões de domínio e de submissão dos homens ao império da expansão desregrada.</p>
<p>Hoje, depois de décadas de predomínio do ideário mercadista, o cidadão atropelado pelas  erráticas e aparentemente inexplicáveis convulsões da economia não acredita no controle de seu próprio destino. As medidas de combate às crises, por exemplo, são capazes de destruir suas condições de vida, mas o consenso dominante trata de explicar que, se não for assim, a situação pode piorar ainda mais. A formação desse consenso é, em si mesmo, um método eficaz de bloquear o imaginário social e promover a paralisia política, numa comprovação dolorosa de que as formas objetivadas da economia adquirem dinâmica própria e passam a constranger a liberdade de homens e mulheres.</p>
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		<title>Aperto fiscal não é solução contra crise financeira global, diz Unctad</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Sep 2011 22:39:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Medeiros]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[TDR 2011]]></category>
		<category><![CDATA[Unctad]]></category>

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		<description><![CDATA[De acordo com novo relatório da Unctad, políticas restritivas reduzem o crescimento econômico e as receitas de impostos, jogando contra a estabilidade fiscal. Crises dos anos 90 trouxeram esse ensinamento, diz um dos autores do estudo, o economista argentino Alfredo &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/rodrigo-medeiros/2011/09/07/aperto-fiscal-nao-e-solucao-contra-crise-financeira-global-diz-unctad/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>De acordo com novo relatório da Unctad, políticas restritivas reduzem o crescimento econômico e as receitas de impostos, jogando contra a estabilidade fiscal. Crises dos anos 90 trouxeram esse ensinamento, diz um dos autores do estudo, o economista argentino Alfredo Calcagno.</em></p>
<p>Marcel Gomes / <a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=18418">Carta Maior</a></p>
<p>SÃO PAULO – Pacotes de corte de gastos governamentais podem agravar ainda mais os efeitos da crise financeira global em vez de amenizá-los, diz relatório da agência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento, a Unctad, divulgado nesta terça-feira (6).</p>
<p>“Políticas fiscais restritivas atacam os sintomas, e não as causas da crise”, alertou o economista argentino Alfredo Calcagno, um dos autores do estudo, em teleconferência realizada a partir de Paris. Segundo ele, a explosão da dívida pública não é causa da crise financeira internacional, mas conseqüências dela.<span id="more-317"></span></p>
<p>A explicação é simples. Com a deterioração dos fundamentos econômicos mundiais a partir de 2007, os governos abriram os cofres públicos ao lançar pacotes de estímulo econômico, salvar empresas quebradas e, no caso das nações em desenvolvimento, pagar taxas de juros mais elevadas.</p>
<p>O Brasil e diversos países ricos, como a Itália, anunciaram recentemente planos para cortar gastos e enfrentar a crise. Mas o relatório da Unctad não aprova essa receita.</p>
<p>“Uma vez que a crise não foi causada por políticas fiscais perdulárias, a austeridade fiscal não é uma resposta adequada. A transição do estímulo fiscal para o aperto fiscal é auto-destrutivo. Este é especialmente o caso das economias mais desenvolvidas que foram severamente atingidas pela crise”, diz o texto.</p>
<p>Anos 90</p>
<p>Em sua exposição, Calcagno pediu que os ensinamentos das crises internacionais da década de noventa não sejam esquecidos. Um deles é que restrição fiscal não gera estabilidade fiscal, pois é uma política que incide negativamente sobre o crescimento econômico e as receitas do governo. “Os países desenvolvidos estão fazendo políticas para não crescer”, afirmou.</p>
<p>O economista argentino lembra que o argumento central usado para justificar políticas fiscais restritivas é a necessidade de restaurar a confiança dos mercados financeiros. Entretanto, diz ele, é importante considerar que a crise foi principalmente gerada pelo comportamento dos mercados financeiros, e que eles requereram custosas intervenções públicas.</p>
<p>&#8220;Surpreende que esses atores, inclusive agências se rating, sejam considerados quando se discute uma gestão macroeconômica correta&#8221;, questiona.</p>
<p>Na avaliação da Unctad, uma política fiscal expansionista pode ter fortes efeitos sobre a demanda, aumentar os lucros do setor privado e elevar as receitas com impostos. O relatório afirma, porém, isso pode ser feito sem elevação do total de gastos públicos, mas o reestruturando, com foco em investimentos em infra-estrutura, transferências sociais e subsídios ao investimento privado.</p>
<p>Mais regulação</p>
<p>Como propostas para solucionar a crise, a Unctad não vê outra maneira senão maior regulação do mercado financeiro global. Novas regras acertadas pelos países deveriam estancar a especulação nas bolsas de commodities, restringir a ação das grandes corporações financeiras globais e controlar fluxos financeiros que geram a volatilidade das taxas de câmbio nacionais.</p>
<p>A Unctad acredita que pouco tem sido feito nessa direção. O relatório critica o G-20, que vem discutindo o tema, mas cujas propostas ainda não implementadas mantêm expostas as nações em desenvolvimento a oscilações bruscas dos preços das commodities e a choques externos, como fuga de capitais.</p>
<p>Ao estimar o crescimento econômico, a Unctad prevê que os países em desenvolvimento continuarão sendo a locomotiva mundial. Esse grupo de nações deve crescer em 2011 acima de 6% em média, antes um máximo 2% em média dos países desenvolvidos. Entretanto, a taxa de expansão econômica mundial soluçará, dos 4% anotados em 2010 para 3% neste ano.</p>
<p>Na opinião do órgão da ONU, a razão para essa diferença é clara. No grupo em desenvolvimento, salários em ascensão e gastos públicos servem de blindagem contra a crise. No grupo desenvolvido, a estagnação é resultado de alto desemprego, achatamento dos salários, redução dos empréstimos bancários devido à crise dessas instituições e corte de gastos públicos.</p>
<p>Mas o relatório alerta que o cenário segue instável. “O crescimento nos países em desenvolvimento tem sido fortemente baseado na expansão da demanda doméstica. No entanto, essas nações ainda enfrentam significantes riscos externos gerados pela fragilidade das economias desenvolvidas. A ausência de reformas substanciais nos mercados financeiros internacionais é um risco adicional”, diz o texto.</p>
<p>A íntegra do relatório da Unctad está disponível em inglês (<a href="http://www.unctad.org/en/docs/tdr2011_embargo_en.pdf">clique aqui</a>).</p>
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		<title>Estudo liga demografia à perda de eficiência</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Sep 2011 12:47:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Medeiros]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[competitividade]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Assis Moreira &#124; De Genebra Do Valor Econômico: A transformação demográfica no Brasil já está afetando a competitividade internacional da economia e seus efeitos se tornarão mais intensos nos próximos anos, sobretudo no setor industrial. A conclusão é de &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/rodrigo-medeiros/2011/09/05/estudo-liga-demografia-a-perda-de-eficiencia/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Por Assis Moreira | De Genebra</p>
<p>Do <a href="http://www.valor.com.br/brasil/997914/estudo-liga-demografia-perda-de-eficiencia">Valor Econômico</a>:</p>
<p>A transformação demográfica no Brasil já está afetando a competitividade internacional da economia e seus efeitos se tornarão mais intensos nos próximos anos, sobretudo no setor industrial. A conclusão é de um estudo do economista Jorge Arbache, assessor da presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e professor da Universidade de Brasília (UnB).</p>
<p>O canal de transmissão é a desaceleração da taxa de crescimento da população em idade ativa, que torna a oferta de trabalho mais inelástica. Os salários reais estão ficando mais sensíveis aos movimentos de aumento da demanda por trabalho, elevando os custos de produção.<span id="more-314"></span></p>
<p>O estudo mostra que os setores produtores de bens comercializáveis são mais sensíveis à mudança demográfica, as indústrias intensivas em trabalho são particularmente afetadas, e o setor produtor de commodities é indiretamente beneficiado. Ele argumenta que o aumento da produtividade do trabalho é condição fundamental para se mitigar os efeitos da transformação demográfica na competitividade da indústria. Por isso, a produtividade deveria ser um dos objetivos centrais das políticas que visam aumentar a competitividade e proteger empregos.</p>
<p>A transformação demográfica é sem precedentes em grande parte do mundo. Entre 1990 e 2009, a taxa de fecundidade passou de 3,5 para 2,5 filhos por mulher e a taxa de crescimento populacional global declinou de 1,7% para 1,2%.</p>
<p>No caso do Brasil, a taxa de fecundidade passou de 2,8 filhos para 1,9 por mulheres entre 1990 e 2010, bem abaixo da taxa de reposição populacional de 2,1. As projeções apontam que a taxa de fecundidade do Brasil estará entre as menores do mundo antes do fim desta década.</p>
<p>&#8220;O Brasil situa-se no incômodo grupo de países com taxa de fecundidade baixa e renda relativamente baixa&#8221;, escreve Arbache. &#8220;Com a tendência de declínio da taxa de fecundidade e o rápido envelhecimento da população, o Brasil passará no futuro próximo pelo seu maior desafio para alcançar a prosperidade econômica e o progresso social, que será encontrar meios de fazer a renda per capita crescer ao mesmo tempo em que aumentarão a razão de dependência e os custos previdenciários.&#8221;</p>
<p>Ele ilustra a que ponto o custo do trabalho no Brasil é alto para padrões internacionais. Em 2008, o custo da hora trabalhada no Brasil era bem mais alto que na Polônia e Taiwan. E em apenas seis anos aumentou 174% em dólar. Ele é muito maior que na China e como também o hiato aumentou no período, isso ajuda a explicar porque os chineses continuam inundando o Brasil com suas mercadorias.</p>
<p>Mais importante que o gasto com pessoal para explicar a competitividade é a baixa produtividade do trabalho, que tem crescido modestamente em relação aos emergentes. Entre 2000 e 2009, a taxa cresceu 0,4% em média por ano no Brasil, comparado a 5,2% na China e 2,8% na Índia</p>
<p>Arbache nota que a elevação do custo do trabalho deveria estar incentivando a substituição de trabalho por capital. Mas o custo do capital também é elevado em relação a competidores e parceiros comerciais, como a China, criando o que o economista chama de &#8220;suposta armadilha de investimento&#8221;. Essa armadilha, diz ele, tem sido desmontada por mais realocação de recursos para os setores produtores de commodities e semimanufaturados intensivos em recursos naturais, onde as despesas com pessoal são baixas e os preços internacionais mais favoráveis. Assim, os investimentos na manufatura vão depender cada vez mais de ajuda governamental.</p>
<p>Arbache acha que para mitigar os efeitos demográficos e viabilizar emprego e investimento na indústria manufatureira será preciso aumentar fortemente a produtividade mesmo nas micros e pequenas empresas e no setor informal.</p>
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