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	<title>Blog do Rodrigo Medeiros &#187; Gusthavo Santana</title>
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	<description>Novo-Desenvolvimentismo</description>
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		<title>Brasil é rico em terras-raras</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Jul 2011 17:49:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Gusthavo Santana]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[C&T]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[terras raras]]></category>

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		<description><![CDATA[Relatório de órgão geológico dos Estados Unidos aponta o país como dono das maiores reservas desses minerais, fundamentais para a fabricação de novos equipamentos eletrônicos. O problema é que a extração tem alto custo ambiental. O silício pode até ter &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/rodrigo-medeiros/2011/07/14/brasil-e-rico-em-terras-raras/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Relatório de órgão geológico dos Estados Unidos aponta o país como dono das maiores reservas desses minerais, fundamentais para a fabricação de novos equipamentos eletrônicos. O problema é que a extração tem alto custo ambiental.</p>
<p>O silício pode até ter sido responsável pela revolução na indústria dos chips, mas, certamente, a humanidade não teria chegado a tal grau de sofisticação eletrônica sem uma classe de elementos químicos menos populares.</p>
<p>Os chamados elementos de terras-raras estão presentes nos mais diversos aparelhos, dos iPhones aos motores a jato, e são cada vez mais demandados. Um relatório da Agência de Mapeamento Geológico dos Estados Unidos revelou que o Brasil concentra as maiores reservas desses materiais, dispersos por toda a crosta terrestre. Riqueza que, se bem explorada, pode colocar o país, de vez, na cadeia de produção tecnológica.<span id="more-194"></span></p>
<p>As terras-raras são 17 elementos químicos da tabela periódica com propriedades magnéticas fundamentais para a fabricação de equipamentos eletrônicos. &#8220;Elas permitem, basicamente, a confecção de ímãs muito fortes, usados na memória dos aparelhos. Como elas têm essa alta capacidade, muito maior do que em outros metais, possibilitam que os dispositivos fiquem cada vez menores, cumprindo a mesma função&#8221;, explica o professor Gerson Mól, do Instituto de Química da Universidade de Brasília (UnB). &#8220;Há 100 anos, esses elementos sequer eram demandados, mas fomos, aos poucos, criando essa necessidade&#8221;, completa o especialista. Para se ter uma ideia do tamanho da procura, o quilo do neodímio metálico (uma das terras-raras) custava US$ 50 em janeiro e, hoje, não sai por menos de US$ 250.</p>
<p>A bolha econômica ocorre, em boa parte, porque esses elementos estão muito dispersos pelo mundo. &#8220;Não é como o ferro, encontrado em grandes jazidas e de fácil extração&#8221;, compara o professor Mól. Talvez venha daí o nome &#8220;terras-raras&#8221;. Na verdade, essas substâncias são mais abundantes que o ouro, por exemplo, que está presente em 0,00000031% de cada 100g da crosta (algo cinco vezes menor que um grão de areia). &#8220;Acontece que as terras-raras existem em concentrações relativamente baixas. São materiais que precisam ser escavados e processados com reagentes químicos. Isso traz um impacto ambiental pesado&#8221;, afirma Mike Pitts, gerente de sustentabilidade da Chemistry Innovation, uma entidade que promove a inovação industrial na Inglaterra.</p>
<p>Uma das etapas mais perigosas ocorre em laboratório, quando as terras-raras precisam ser separadas. &#8220;Elas estão misturadas entre si na natureza. Essa dissociação é feita com reagentes químicos bastante fortes. Depois de utilizá-los, não se pode simplesmente jogar na natureza&#8221;, ressalta o pesquisador Fernando Landgraf, diretor do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). &#8220;Nosso principal desafio é gerir melhor esses elementos, usando-os de forma mais eficiente, fazendo a reciclagem e, sempre que possível, substituindo-os por outros materiais&#8221;, diz o britânico Mike Pitts.</p>
<p>Atualmente, o maior produtor de terras-raras é a China, que alimenta, sozinha, 97% do mercado. O sucesso dos orientais nesse setor pode ser explicado pelo perfil produtivo do país. &#8220;Na China, não há muita preocupação com leis trabalhistas ou ambientais. Além disso, ocorre muita extração pirata&#8221;, comenta o professor Gerson Mól. No Brasil, a maior reserva dessas substâncias está na região de Seis Lagos, no noroeste do Amazonas. Minas Gerais e Goiás também concentram abundância desses materiais. Segundo o relatório do serviço geológico norte-americano, o país detém 2% das reservas mundiais de terras-raras.</p>
<p>Fernando Landgraf, presidente do IPT, explica que a exploração do recurso não implica, necessariamente, a abertura de um novo espaço de mineração. &#8220;A Vale do Rio Doce, por exemplo, tem uma mina de fosfato em Catalão (GO), onde também há terras-raras. É uma questão de melhorar o aproveitamento de uma área já minerada&#8221;, diz o pesquisador. Isso, no entanto, não é suficiente. Para Landgraf, o Brasil também precisa se esforçar para fazer diferença nessa indústria. &#8220;A melhor alternativa é que o país entre na cadeia produtiva oferecendo produtos, não apenas o minério. Quanto mais longe formos, mais estaremos agregando valor ao material&#8221;, ressalta o especialista.</p>
<p>Outras fontes &#8211; Enquanto isso, cientistas de todo o mundo procuram as terras-raras em outros lugares. No fim do mês passado, uma equipe japonesa liderada pelo professor da Universidade de Tóquio Yasuhiro Kato, anunciou ter encontrado uma grande reserva dessas substâncias no fundo do Oceano Pacífico. &#8220;Nós estimamos que uma área de apenas 1km², próxima a um dos locais de amostragem, seja capaz de prover um quinto do consumo anual desses elementos&#8221;, escreveram os autores da pesquisa, publicada pela revista especializada Nature Geoscience. &#8220;Conseguimos mostrar que as terras-raras e o ítrio (outro elemento com propriedades semelhantes) podem ser recuperados por lixiviação ácida simples e sugerimos que a lama do mar constitui uma fonte altamente promissora desses recursos.&#8221;</p>
<p>Os cientistas não esclarecem como a extração da lama poderia ser feita, mas, certamente, é um processo que exige alto investimento &#8211; tal qual ocorre nas plataformas para exploração de petróleo em alto-mar. No continente, uma planta de terras-raras demanda o gasto inicial de US$ 200 milhões. &#8220;O pontapé inicial depende da decisão de alguma mineradora, é preciso avaliar se realmente é uma boa oportunidade&#8221;, pondera o pesquisador Fernando Landgraf. &#8220;Por aqui, eu acho que deveria haver um esforço nacional nesse sentido. Já pensou produzirmos um carro híbrido (que também usa terras-raras) com tecnologia interna? Seria um sonho.&#8221;</p>
<p>Lodo lavado &#8211; A lixiviação é o processo natural em que a água passa pelo solo e carrega os sais presentes na pedra. É por causa dela que os oceanos são salgados &#8211; anos e anos de lixiviação levaram para o mar os sais presentes nas rochas. O mesmo processo de &#8220;lavagem&#8221; pode ser feito em laboratório. Nesse caso, os metais são separados da lama ao serem enxaguados com um ácido especial.</p>
<p><strong>Fonte: <a href="http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=78378">http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=78378</a></strong></p>
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		<title>Pacote &#8216;Brasil Maior&#8217; vai socorrer setor industrial</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Jul 2011 16:13:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Gusthavo Santana]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[dinâmica industrial]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>

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		<description><![CDATA[Claudia Safatle &#124; De Brasília Do Valor Econômico [12/07/2011] O governo anuncia nos próximos dias a nova política industrial e as bases da desoneração da folha de salários das empresas, num conjunto de medidas para melhorar a competitividade da indústria, &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/rodrigo-medeiros/2011/07/12/pacote-brasil-maior-vai-socorrer-setor-industrial/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>Claudia Safatle | De Brasília</em></p>
<p><em>Do Valor Econômico [12/07/2011]</em></p>
<p>O governo anuncia nos próximos dias a nova política industrial e as bases da desoneração da folha de salários das empresas, num conjunto de medidas para melhorar a competitividade da indústria, erodida pela valorização do real. A presidente Dilma Rousseff pediu aos técnicos do governo para rever todos os onze regimes tributários especiais. Serão criados novos incentivos fiscais para as áreas onde está havendo esvaziamento da cadeia produtiva, a exemplo do setor têxtil, e também para a indústria de tecnologia de informação e comunicação.</p>
<p>A nova política, cujo nome não está decidido, mas pode ser Brasil Maior, pretende elevar a taxa de investimento do país para 23% a 24% do PIB, em comparação aos 19% do PIB atuais, uma necessidade para que o país possa crescer 5% ao ano sem pressionar a inflação.<span id="more-180"></span></p>
<p>A desoneração da folha de salários deve ser proposta ao Congresso, se os estudos ficarem prontos por ocasião do anúncio da nova política industrial. Algumas controvérsias sobre a desoneração estão praticamente resolvidas. Ela deverá ser linear e não focada em alguns segmentos; e de implementação gradual, zerando a contribuição patronal sobre a folha no período de quatro anos.</p>
<p>Não está acertado, porém, qual tributo colocar no lugar para financiar a Previdência. Nesse aspecto, a presidente Dilma Rousseff deverá arbitrar entre três propostas. Uma delas é o ressurgimento da CPMF, como defende a Confederação Nacional de Serviços.</p>
<p>Considera-se, também, a possibilidade de criar uma alíquota adicional da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido e, nesse caso, a mudança da base de incidência seria da folha para o lucro líquido. A terceira hipótese seria recalibrar a alíquota da Cofins sobre o faturamento das empresas.</p>
<p>Em todos os casos, a desoneração funcionará como política protecionista, já que exportações não pagam esses impostos e as importações pagarão.</p>
<p>A política industrial vai tratar, ainda, das compras governamentais, que em 2010 somaram R$ 64 bilhões e que continuarão a dar preferência a produtos nacionais. O decreto que estabelece o índice de nacionalização para essas compras deverá ser renovado. As compras governamentais são concentradas em quatro áreas. Em 2010, representaram R$ 15 bilhões no Ministério da Defesa, R$ 12 bilhões nos Transportes, R$ 10 bilhões na Educação e R$ 6,3 bilhões na Saúde. O complexo saúde responde por 8,4% do PIB e gera déficit comercial de US$ 10 bilhões. Esse é um dos setores mais promissores, na visão do governo, para se desenvolver com os incentivos adequados.</p>
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		<title>Varejo no atacado</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Jul 2011 16:28:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Gusthavo Santana]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[BNDES]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>

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		<description><![CDATA[Carlos Lessa (*) O Estado de S. Paulo [10.07.2011]: Nas últimas semanas, a fusão do grupo Pão de Açúcar com o grupo Carrefour para a criação do Novo Pão de Açúcar abriu um debate que percorreu a dimensão ética, jurídica, &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/rodrigo-medeiros/2011/07/11/varejo-atacado/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>Carlos Lessa (*)</em></p>
<p><em>O Estado de S. Paulo [10.07.2011]:</em></p>
<p>Nas últimas semanas, a fusão do grupo Pão de Açúcar com o grupo Carrefour para a criação do Novo Pão de Açúcar abriu um debate que percorreu a dimensão ética, jurídica, de interesse privado e dos interesses nacionais. Praticamente todos os articulistas da mídia impressa, televisiva e radiofônica colocaram em pauta a questão (corretamente, pois o BNDES, banco histórico do desenvolvimento industrial brasileiro, estava se propondo a aplicar mais de US$ 2 bilhões em uma operação global de quase US$ 3 bilhões!).</p>
<p>Pelo lado ético, foram feitos reparos a diversos protagonistas públicos e privados envolvidos na operação. Pelo ângulo jurídico, a redução do peso do grupo francês Casino em um Novo Pão de Açúcar tem as características de um divórcio parcial do empresário brasileiro e sua nova parceria com outro grupo francês, o Carrefour. Tem ou não um valor impeditivo para a operação pretendida (a existência de um acordo de acionistas entre o Pão de Açúcar e o Casino)? Neste momento, tudo leva a crer que a operação é juridicamente contestável e, levada aos tribunais, seria extremamente nociva para os parceiros atuais e os novos (Carrefour e BNDES). Isso, aparentemente, não foi levado em conta pelo BNDES, que não apenas avançou num comprometimento prévio com Abilio Diniz como lhe pôs nas mãos o poderoso argumento de R$ 3,7 bilhões.<span id="more-170"></span></p>
<p>Hoje, 7 de julho, li em jornal de grande circulação que o dr. Abilio declarou: &#8220;Fiz um trabalho extenuante&#8221;. Costurar esse trabalho que foi feito não é fácil e entendo por quê; afinal, não é todos os dias que um empresário pode dizer a outros: tenho a chave para um suprimento financeiro superior a US$ 2 bilhões.</p>
<p>Luciano Coutinho, atual presidente do BNDES, declarou antes da controvérsia que o BNDES somente faria a operação se houvesse acordo do grupo Casino. O negócio não foi desmanchado, por isso o dr. Abilio, com a chave do BNDES, desafia o grupo Casino a demonstrar que a fusão não é uma boa ideia. Obviamente, a fusão é magnífica para o interesse privado do dr. Abilio, que, em entrevista, declara que quer &#8220;continuar levando a companhia que tem o DNA dele&#8221;. Porém, isso não o impediu de, há alguns anos, assinar com o grupo Casino o direito de, em 2012, trocar, por R$ 1, a possibilidade de o grupo Casino consolidar os resultados do grupo Pão de Açúcar, diluindo o seu DNA. Quando assinou o acordo, era pré-datada a diluição do DNA brasileiro. É transparente a vantagem da operação pretendida para dr. Abilio. É inteiramente obscuro o interesse da sociedade brasileira nessa fusão que daria origem a um trio (dois franceses e um brasileiro).</p>
<p>É importante advertir a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, que o BNDESPar é o braço do BNDES em operações no mercado de capitais e que é uma subsidiária 100% de propriedade do banco oficial. Este, como a ministra deve saber, é 100% do Tesouro. Assim sendo, são recursos públicos que, pela missão do BNDES, devem ser aplicados em projetos que gerem emprego e renda para os brasileiros.</p>
<p>Fusões podem ser meritórias, porém essa operação do Pão de Açúcar não nacionaliza o grupo de varejo, apenas aumenta o poder de arbítrio do dr. Abilio, restaurando seu DNA. Não é uma operação geradora de crescimento da economia. E, ao contrário do que declarou o ministro do Desenvolvimento, da Indústria e do Comércio, Fernando Pimentel, não gerará saldo comercial positivo. O ministro declarou que o grupo Carrefour iria, associado ao Pão de Açúcar, &#8220;ampliar exportações brasileiras&#8221; (?!). O atual Pão de Açúcar é uma rede varejista que importa muito mais do que exporta, gerando um saldo comercial negativo. O grupo Carrefour já participa da rede brasileira de varejo e não é exportador líquido para o varejo mundial; a entrada do Carrefour não ampliará a rede de varejo. O que amplia o varejo é a multiplicação de emprego e renda no interior da economia brasileira.</p>
<p>Alguém afirmou que a aplicação do BNDESPar em papéis do Pão de Açúcar é um ótimo negócio para o BNDES. A elevação de valor patrimonial passa por um aumento futuro de lucratividade do cogitado NPA &#8211; Novo Pão de Açúcar. Isso pode ser obtido por redução dos custos operacionais (inclusive massa de salários) ou pelo aumento da margem comercial na compra e venda das mercadorias que distribui como rede varejista. Cabe ao Cade julgar se essa concentração do varejo vai baratear o custo de vida ou a lucratividade maior será um jogo perverso em relação às famílias brasileiras. De qualquer forma, o BNDES não é vocacionado a maximizar seu lucro (não é um banco de investimento); é um banco de desenvolvimento cuja primeira função é ampliar o emprego e a renda dos brasileiros. Tenho a preocupação de que se produza um desgaste na imagem do BNDES, o que seria um subproduto perverso da cogitada operação.</p>
<p>O dr. Abilio diz que foram encomendados &#8220;estudos&#8221; a três consultorias para avaliar a operação. É óbvia a vantagem patrimonial privada de dispor de mais de US$ 2 bilhões de recursos públicos. As três consultorias devem estar construindo &#8220;argumentos&#8221; para seduzir o grupo Casino; outras deveriam mostrar &#8220;vantagens&#8221; para a sociedade brasileira.</p>
<p><strong>(*)Carlos Lessa</strong> é economista. Foi presidente do BNDES e é professor emérito da UFRJ.</p>
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		<title>Nova política industrial divide Mantega e Pimentel</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Jul 2011 16:42:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Gusthavo Santana]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>

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		<description><![CDATA[Valor Econômico Assis Moreira Os ministro da Fazenda, Guido Mantega, e do Desenvolvimento, Industria e Comércio Exterior (MDIC), Fernando Pimentel, mostraram claro descompasso, ontem, em Paris, ao falar da política industrial que o governo pretende lançar para o Brasil enfrentar &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/rodrigo-medeiros/2011/07/08/nova-politica-industrial-divide-mantega-pimentel/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>Valor Econômico</em></p>
<p><em>Assis Moreira</em></p>
<p>Os ministro da Fazenda, Guido Mantega, e do Desenvolvimento, Industria e Comércio Exterior (MDIC), Fernando Pimentel, mostraram claro descompasso, ontem, em Paris, ao falar da política industrial que o governo pretende lançar para o Brasil enfrentar o modo de produção asiático e tentar dar um salto de qualidade.</p>
<p>Pimentel declarou que a presidente Dilma Rousseff anunciará no fim do mês a Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP). &#8220;Teremos subsídios muito fortes e desonerações de impostos muito fortes para as empresas que investirem em pesquisa e desenvolvimento e que tragam a engenharia de produção ao país&#8221;, afirmou em seminário sobre a economia brasileira, promovido pela revista &#8220;The Economist&#8221;.<span id="more-161"></span></p>
<p>Ele informou que &#8220;o que está na cabeça de todos&#8221; é uma fortíssima desoneração do investimento em geral. &#8220;No que vamos anunciar agora, vai haver sinalização para desoneração de alguns tributos que hoje oneram muito a atividade industrial, o custo dos insumos em especial. O insumo tem que ser aliviado, como ocorre na maioria das economias do mundo.&#8221;</p>
<p>Meia hora depois foi a vez do ministro da Fazenda falar. E a conversa foi outra. &#8220;Para o fim do mês? Eu não sei estaremos prontos até o fim do mês&#8221;, reagiu. &#8221;O PDP é estímulo ao desenvolvimento tecnológico, pode entrar alguma desoneração para investimento, mas ainda está em estudos&#8221;, disse. A desoneração de insumos também foi descartada por Mantega. &#8220;O IPI para uma série de insumos já está desonerado, então não tem muito espaço nesse caso&#8221;, afirmou.</p>
<p>Os dois ministros concordaram, em todo caso, que estão na mira do governo a reforma no ICMS, que atrapalha a produção, e a desoneração da folha de pagamentos. Mas enquanto Pimentel parece ter mais pressa, Mantega diz que nem tudo está sob controle do governo federal. &#8220;O ICMS depende dos governadores, eles querem contrapartidas&#8221;, disse o ministro da Fazenda.</p>
<p>Alem disso, a motivação é semelhante: dar competitividade ao setor industrial brasileiro. &#8220;Não existe outra receita para enfrentar o modo de produção asiático. Eles ganham qualquer disputa de custo de produção no chão de fábrica. Só tem uma forma de triunfar, que é ir para o lado da inovação&#8221;, disse Pimentel.</p>
<p>O ministro do Desenvolvimento concordou com a declaração do banqueiro Fábio Barbosa, do Santander, de que o Brasil tem que estar preparado para competir no novo patamar de câmbio.</p>
<p>&#8220;Sempre usamos o câmbio como ajuste da competitividade, e esse tempo passou.&#8221; Pimentel também deu uma mensagem ao setor financeiro. &#8220;A taxa de juro no Brasil tem de baixar. Nosso desempenho fiscal e financeiro já permite reduzir a taxa de juros.Está na hora de começar a fazer essa transição.&#8221;</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Sobre a dinâmica industrial brasileira</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/rodrigo-medeiros/2011/07/07/sobre-dinamica-industrial-brasileira/</link>
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		<pubDate>Thu, 07 Jul 2011 16:39:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Gusthavo Santana]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[dinâmica industrial]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>

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		<description><![CDATA[Júlio Gomes de Almeida Do Brasil Econômico: Nos primeiros cincos meses de 2011, o crescimento industrial não chegou a 2%, muito longe da taxa alcançada no mesmo período do ano passado (17,3%) ou do ano como um todo de 2010 &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/rodrigo-medeiros/2011/07/07/sobre-dinamica-industrial-brasileira/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>Júlio Gomes de Almeida</em></p>
<p><em>Do Brasil Econômico:</em></p>
<p><strong>Nos primeiros cincos meses de 2011, o crescimento industrial não chegou a 2%, muito longe da taxa alcançada no mesmo período do ano passado (17,3%) ou do ano como um todo de 2010 (10,5%).</strong></p>
<p>É claro que esses últimos índices têm correspondência em um processo de recuperação de nossa economia à crise internacional, razão pela qual foram mais expressivos.</p>
<p>Mas, se retrocedermos ao período pré-crise, a comparação também faz sobressair o magro desempenho de 2011: no ano cheio de 2007, a expansão industrial foi de 6% e de 6,3% no período acumulado entre janeiro e maio de 2008.</p>
<p>Outro ponto relevante a ser observado: o encolhimento da produção tem sido generalizado.<span id="more-156"></span></p>
<p>Assim, acusam redução absoluta setores tão relevantes quanto distintos como alimentos, bebidas, indústria têxtil, vestuário, calçados, edição e impressão, perfumaria, produtos químicos, mobiliário, máquinas para escritório e equipamentos de informática.</p>
<p>Em vários outros casos a produção cresceu, porém muito pouco (abaixo de 3%), a exemplo de celulose e papel, madeira, borracha e plástico, metalurgia básica, produtos de metal, máquinas e equipamentos e máquinas e materiais elétricos.</p>
<p>Como se vê, é grande o número de segmentos com flagrante perda de dinamismo ou mesmo retração absoluta, conferindo uma ampla abrangência ao baixo crescimento desta primeira metade de 2011.<br />
Se, na grande maioria dos setores o nível atual de crescimento é não só inferior ao ano da recuperação (2010) como está também muito distante do padrão anterior à crise, a conclusão é que a indústria brasileira já não vem sendo capaz de transformar, como antes, o bom momento econômico vivido pelo país em maior investimento e produção para o mercado doméstico e para exportação.</p>
<p>Mesmo nos casos dos ramos favorecidos pela conjuntura interna e internacional, a expansão, embora ainda presente, tem sido menor do que antes, como na extração mineral, refino de petróleo e álcool, farmacêutica, minerais não metálicos, material eletrônico e de comunicações, veículos automotores e outros equipamentos de transporte.</p>
<p>Exceção à regra, o setor de equipamentos de instrumentação médico-hospitalar teve performance superior a de qualquer outro momento e foi o campeão de crescimento industrial. Esses casos contribuíram para sustentar uma taxa positiva para a indústria.<br />
As observações acima sugerem que uma causa de efeito muito amplo e de gravidade ímpar se apresentou em 2011 para deprimir a indústria.</p>
<p>Medidas tomadas pelo governo para desacelerar o crescimento econômico &#8211; cortes de gastos públicos, elevações da taxa de juros e controle do crédito &#8211; e que já reduzem o ritmo de crescimento do consumo devem ter contribuído.</p>
<p>Mas, a valorização cambial e um contexto global em que economias muito competitivas como China, Coreia e Alemanha, buscam mercados alternativos diante do frágil progresso das economias centrais, são os fatores principais que derrubaram a indústria brasileira. Esta vem perdendo posições em mercados de outros países, assim como no mercado interno diante da produção externa.</p>
<p>Está excepcionalmente caro produzir no Brasil e a taxa de câmbio agrava muito esta situação.</p>
<p><strong>Julio Gomes de Almeida </strong>é economista do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial</p>
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