Europa sofre turbulências e fadiga de ajuste

Do Valor (20.06.2011):

A reação popular aos planos de austeridade fiscal e econômica vai conturbar cada vez mais a Europa. As turbulências políticas se propagam por vários países e aumentam as dúvidas sobre a implementação de reformas. Há uma fadiga com sucessivos planos de ajuste e a popularidade de governos está em queda. Crescem as críticas dos sindicatos ao tratamento privilegiado para o setor financeiro, socorrido com dinheiro público, enquanto aos assalariados sobraria a parte dolorosa do ajuste.

Vários países reduziram salários dos servidores: 2,5% na Alemanha; 5% na Espanha, 10% em Portugal (para quem ganha acima de € 1.500); 13% na Irlanda; 2% na Grécia; 25% na Romênia; e 50% na Letônia. Os salários nominais foram congelados por um a três anos na França, Itália, Portugal, Espanha, Bulgária, Polônia, Romênia e Eslovênia.

Enquanto as críticas aumentam sobre a incapacidade da Europa de se governar, numa verdadeira catástrofe política, o presidente do Eurogrupo (ministros de finanças), Jean-Claude Junker, adverte para o risco de contágio da crise para a Bélgica e Itália. E Kenneth Rogolf, ex-economista chefe do FMI, acusa os planos de austeridade de serem cada vez menos realistas. Ele insiste que a Europa precisa reestruturar a carga da dívida da sua periferia.

Esta entrada foi publicada em Economia e marcada com a tag , . Adicione o link permanente aos seus favoritos.

Deixe uma resposta