Riscos no mercado global aumentaram desde abril, diz FMI

Do Valor (17.06.2011):

De abril para cá, os riscos no mercado internacional aumentaram, tornando o cenário para a economia mais global mais incerto. O Relatório de Estabilidade Financeira Global do Fundo Monetário Internacional (FMI) aponta três motivos para o quadro de maior turbulência: as dúvidas sobre a consistência da recuperação global, os impasses políticos na periferia da Europa e também nos EUA, que levantam dúvidas quanto à viabilidade do ajuste fiscal nesses países, e os riscos causados pela busca por rendimentos elevados, num momento em que os juros em boa parte do mundo desenvolvido estão próximos de zero. A busca por rendimentos elevados também preocupa. É um fenômeno que pode provocar o surgimento de desequilíbrios financeiros no futuro, alerta o Relatório de Estabilidade Financeira Global. Com juros próximos de zero em países como os EUA, os investidores, ávidos por retornos mais elevados, buscam ativos que oferecem rendimentos mais atraentes, como os de mercados emergentes. A formação de novas bolhas não pode ser descartada nas economias emergentes, o que pode causar grandes problemas no futuro.

A atualização do relatório Perspectiva Econômica Mundial (WEO, na sigla em inglês) destaca também que o crescimento decepcionou nos EUA, em parte por fatores transitórios, como preços de commodities mais elevados, problemas climáticos e dificuldades de fornecimento causados pelo impacto do terremoto no Japão, que afetaram a indústria manufatureira americana. O FMI atualizou suas projeções de crescimento econômico feitas em abril, para contemplar um quadro de “suave desaceleração da expansão global, com riscos crescentes”. A estimativa para o avanço da economia brasileira neste ano recuou de 4,5% para 4,1%, uma projeção que já leva em conta o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre. Mantiveram-se as estimativas de forte expansão do PIB na China e Índia, motores importantes do crescimento global. Ainda que inferiores aos mais de 10% registrados em 2010 pelas duas economias, a expectativa do Fundo aponta para uma expansão de 9,6% na China e de 8,2% na Índia.

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