‘Prime’ brasileira é 17,8%

Publicado no www.valor.com.br

Saiu a primeira taxa ‘prime’ brasileira e é de 17,8% ao ano, com base nas informações disponíveis em agosto, anunciou o Banco Central (BC) em seu relatório sobre política monetária e crédito.

A Taxa Preferencial Brasileira (TPB) é a média de uma amostra de operações de crédito concedidas pelas instituições financeiras a grandes empresas, que tradicionalmente apresentam menor risco.

O objetivo do BC, ao divulgar a TPB, é viabilizar a comparação com taxas praticadas em outros países e servir de base para a contratação de outros empréstimos bancários. Nos Estados Unidos, por exemplo, a prime rate está em 3,25% enquanto que a taxa básica vai de zero a 0,25% ao ano. Por aqui, a Selic está em 11,5% anuais.

O governo espera também contribuir para o “aumento da transparência e da concorrência no mercado de crédito”. Muito provavelmente as empresas médias vão se beneficiar da informação para questionar os bancos porque as grandes já possuem poder de barganha.

A iniciativa do BC é positiva. Mas será que pega? Terá efeito prático para os tomadores em meio a tantas taxas e indexadores brazucas?

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Diretor da Capes aponta disparidade entre riqueza de municípios e desempenho das redes de ensino

Fonte: JC e-mail 4349, de 22 de Setembro de 2011.

Estudo aponta que os municípios ricos – em tese, com mais recursos para investir em educação – têm redes de ensino público com baixo desempenho.

Estudo realizado pelo diretor de Educação a Distância da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), João Carlos Teatini de Souza Clímaco, aponta que os municípios ricos (em tese, com mais recursos para investir em educação) têm redes de ensino público com baixo desempenho.

Em documento de circulação interna no Ministério da Educação (MEC), Teatini comparou o Produto Interno Bruto por habitante (PIB per capita) das 159 maiores cidades brasileiras (de mais de 150 mil moradores) com o desempenho dos estudantes medido pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2005, 2007 e 2009. Continue lendo

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Perspectivas de crescimento global 2011 e 2012

Do Financial Times: “Escalating risks to the global economic recovery mean the US and other major economies should not sharply tighten short-term fiscal policy, the International Monetary Fund has warned”.

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Déficit crescente…

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A Transformação da China em Economia Orientada à Inovação – Parte 2

Do site do Iedi:

Estamos dando sequência na presente edição da Carta IEDI à divulgação do estudo sobre a política de inovação na China. Desde 1978 quando iniciou sua reforma econômica, a China vem reduzindo rapidamente sua distância em relação aos países de economia avançada. O sucesso da estratégia chinesa de catching-up se expressa em diversos indicadores. Em 2010, por exemplo, a China, que em termos do produto interno bruto (PIB) em paridade do poder de compra já ocupava o segundo lugar desde 2001 atrás apenas dos Estados Unidos, tornou-se também a segunda maior economia mundial em termos do PIB em dólar corrente.

Em ciência, tecnologia e inovação (C, T & I), a ascensão da China tem sido especialmente impressionante. Desde 1999, os investimentos chineses em pesquisa e desenvolvimento (P&D) crescem em média 20% por ano, tendo alcançado 1,44% do PIB em 2007, convergindo rapidamente para a média de 2,1% do grupo dos principais países avançados. A meta é elevar as despesas com P&D para 2,5% do PIB em 2020. A emergência da China como potência em tecnologia e inovação é o objeto do presente estudo. Continue lendo

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The Death of the Confidence Fairy

By Paul Krugman

In the first half of last year a strange delusion swept much of the policy elite on both sides of the Atlantic — the belief that cutting spending in the face of high unemployment would actually create jobs. I went after this stuff early and hard (I suspect that the confidence fairy will be one of my lasting contributions to economic discourse); still, it’s good to have a steadily mounting weight of evidence about just how wrong that view was.

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Déficit do setor de alta tecnologia deve ultrapassar R$100 bi este ano

Do Valor Econômico [12.09.2011]:

Se quiser efetivamente mudar o destino da indústria brasileira de alta tecnologia, o governo terá de agir rápido. A avaliação é de Roberto Nicolsky, diretor-geral da Sociedade Brasileira Pró-Inovação Tecnológica (Protec), que divulga hoje amplo levantamento sobre a balança comercial da indústria.

No primeiro semestre deste ano, os segmentos de alta e média-alta tecnologia acumularam déficit comercial de R$ 38,6 bilhões – saldo que fica pior, se somado aos R$ 11,2 bilhões em déficit acumulado pelos serviços (como aluguel de equipamentos) contratados pela indústria. Este déficit foi 33% maior que em igual período de 2010 e, segundo a Protec, deve ultrapassar R$ 100 bilhões neste ano.

“Trata-se de uma calamidade”, afirma Nicolsky, para quem uma desindustrialização no Brasil é “clara e cristalina”. Segundo o especialista, os fabricantes brasileiros já passaram do período em que iam a China e outros polos industriais em busca de insumos mais baratos. “Agora o fabricante virou montador mesmo, estamos importando o produto pronto”, diz. Continue lendo

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A crise como ela é…

Luiz Gonzaga Belluzzo / CartaCapital

No crepúsculo dos anos 90, auge do prestígio dos bancos centrais independentes, o senador Phil Gramm, um dos corifeus da desregulamentação financeira, assumiu a presidência da Comissão de Bancos do Senado dos Estados Unidos. Semanas depois de sua posse, o senador Gramm, numa entrevista coletiva, anunciou que pretendia encerrar o sistema de audiências regulares dos presidentes do Federal Reserve nas comissões do Congresso sobre a condução da política monetária.

Essas audiências foram criadas em 1975 e transformadas em lei em 1978, mediante o Humphrey-Hawkins Act.  Essa lei estabelecia os objetivos gerais da política econômica: “O pleno emprego, o crescimento equilibrado e a razoável estabilidade de preços”. Continue lendo

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Aperto fiscal não é solução contra crise financeira global, diz Unctad

De acordo com novo relatório da Unctad, políticas restritivas reduzem o crescimento econômico e as receitas de impostos, jogando contra a estabilidade fiscal. Crises dos anos 90 trouxeram esse ensinamento, diz um dos autores do estudo, o economista argentino Alfredo Calcagno.

Marcel Gomes / Carta Maior

SÃO PAULO – Pacotes de corte de gastos governamentais podem agravar ainda mais os efeitos da crise financeira global em vez de amenizá-los, diz relatório da agência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento, a Unctad, divulgado nesta terça-feira (6).

“Políticas fiscais restritivas atacam os sintomas, e não as causas da crise”, alertou o economista argentino Alfredo Calcagno, um dos autores do estudo, em teleconferência realizada a partir de Paris. Segundo ele, a explosão da dívida pública não é causa da crise financeira internacional, mas conseqüências dela. Continue lendo

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Estudo liga demografia à perda de eficiência

Por Assis Moreira | De Genebra

Do Valor Econômico:

A transformação demográfica no Brasil já está afetando a competitividade internacional da economia e seus efeitos se tornarão mais intensos nos próximos anos, sobretudo no setor industrial. A conclusão é de um estudo do economista Jorge Arbache, assessor da presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e professor da Universidade de Brasília (UnB).

O canal de transmissão é a desaceleração da taxa de crescimento da população em idade ativa, que torna a oferta de trabalho mais inelástica. Os salários reais estão ficando mais sensíveis aos movimentos de aumento da demanda por trabalho, elevando os custos de produção. Continue lendo

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