nov 112010
 

Lee Myung-Bak, presidente Sul-Coreano, recebe Lula e Dilma em Seul

O presidente do Banco Mundial, o americano Robert Zoellick confirmou o que já era esperado para as negociações no G20: a chamada guerra fiscal causa tensão no encontro. Zoelick afirmou ainda, em entrevista á BBC, que os negociadores deveriam cuidar para que as tensões não se transformem em protecionismo.

O conflito principal fica entre os Estados Unidos e a China. Sobre a polêmica da desvalorização do dólar, Barack Obama afirmou que o objetivo da política de injetar 600 bilhões na economia americana é fomentar as taxas de crescimento, tanto domésticas quanto estrangeiras. Obama enfrenta dois fortes opositores sobre esta questão: o chinês Hu Jintao e a alemã Angela Merkel.

Obama justificou a política declarando, mais uma vez, que o mundo não precisa somente dos consumidores americanos e que, mais que confiar nas exportações, os chineses precisavam incentivar a demanda interna. Lula se juntou à crítica aos americanos, dizendo que o mundo iria à bancarrota se os países ricos não consumissem o suficiente. Analistas já afirmam às agências de notícias, como à britânica BBC, que o G20 perdeu o embalo para solucionar as questões mais sensíveis da economia mundial.

[Foto: Ricardo Stuckert, PR]

nov 092010
 

Faltam dois dias para o início da Cúpula do G20, em Seul, capital da Coréia do Sul. O presidente Lula vai levar a Presidenta-Eleita Dilma Rousseff para o encontro das lideranças das maiores economias do mundo. Dilma vai participar oficialmente do evento, a convite da Presidência Sul-Coreana do G20, apesar de só tomar posse no dia 1º de janeiro e, então, passar a substituir oficialmente o Presidente Lula nos encontros.

Durante o encontro, que começa na sexta-feira, os líderes discutem crescimento econômico, sistemas de regulação financeira internacional e a modernização de instituições financeiras, como o Fundo Monetário Internacional. Também está na pauta do encontro a recuperação dos países afetados pela crise econômica, discutindo, por exemplo, medidas para a redução do desemprego. Sobre este assunto, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) publicou um relatório indicando que a taxa média de desemprego dos países-membros do G20 é de 7,8%. O levantamento indica que o desemprego cresceu em 10 dos países-membros e se reduziu em oito outras nações. A expectativa da organização é que os países do G20 criem 21 milhões de empregos por ano até 2020 para atender à demanda criada pelo aumento da população em idade de trabalho. Confira aqui o relatório completo da Organização Internacional do Trabalho, em inglês, produzido para o Encontro do G20. Estão disponíveis também cópias em francês e espanhol.

Os trabalhos da reunião do G20 começam na quinta-feira, mas o encontro de chefes de estado está previsto para sexta, dia 12.

Follow

Get every new post on this blog delivered to your Inbox.

Join other followers: