O presidente do Banco Mundial, o americano Robert Zoellick confirmou o que já era esperado para as negociações no G20: a chamada guerra fiscal causa tensão no encontro. Zoelick afirmou ainda, em entrevista á BBC, que os negociadores deveriam cuidar para que as tensões não se transformem em protecionismo.
O conflito principal fica entre os Estados Unidos e a China. Sobre a polêmica da desvalorização do dólar, Barack Obama afirmou que o objetivo da política de injetar 600 bilhões na economia americana é fomentar as taxas de crescimento, tanto domésticas quanto estrangeiras. Obama enfrenta dois fortes opositores sobre esta questão: o chinês Hu Jintao e a alemã Angela Merkel.
Obama justificou a política declarando, mais uma vez, que o mundo não precisa somente dos consumidores americanos e que, mais que confiar nas exportações, os chineses precisavam incentivar a demanda interna. Lula se juntou à crítica aos americanos, dizendo que o mundo iria à bancarrota se os países ricos não consumissem o suficiente. Analistas já afirmam às agências de notícias, como à britânica BBC, que o G20 perdeu o embalo para solucionar as questões mais sensíveis da economia mundial.
[Foto: Ricardo Stuckert, PR]
