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	<title>Dilma, cancele o Leilão de Libra: O Pré-Sal é Nosso! &#187; Luiz Pinguelli Rosa</title>
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	<description>Não aos leilões do nosso petróleo!</description>
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		<title>ACADÊMICOS E EX-DIRETORES DA PETROBRAS DEFENDEM CANCELAMENTO DO LEILÃO DE LIBRA</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Oct 2013 23:38:01 +0000</pubDate>
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<p>Broadcast &#8211; Rio, 03/10/2013 &#8211; Com a proximidade do primeiro leilão do pré-sal, o do campo de Libra, marcado para o próximo dia 21, cresce o tom das críticas e das ameaças contra o governo federal. Em um evento organizado pela Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet) para celebrar os 60 anos da estatal, acadêmicos e ex-diretores se uniram contra a realização da licitação, sob o argumento de que o País estaria cometendo um erro estratégico geopolítico irreparável ao leiloar reservas gigantescas de petróleo e gás natural para países e empresas estrangeiras.</p>
<p>O geólogo <strong>Guilherme Estrella</strong>, diretor de Exploração &amp; Produção da estatal quando os campos do pré-sal foram descobertos, comparou o leilão de Libra ao episódio da descoberta pela Petrobras do megacampo iraquiano de Majnoon, em 1975, com 12,6 bilhões de óleo in place. Embora Brasil e Iraque fossem &#8220;países amigos&#8221; na ocasião, o governo iraquiano retomou o campo da estatal. &#8220;O governo iraquiano nos chamou e disse: com toda a amizade que temos com o Brasil, mas vocês descobriram algo muito grande. Não vai dar para ficar com uma empresa estrangeira, ainda que estatal e ainda que de um país amigo como o Brasil&#8221;, relatou o especialista.</p>
<p>Para<strong> Estrella</strong>, esse episódio revela que o petróleo se reveste de uma importância fundamental na estratégia geopolítica de qualquer país e que, nesse sentido, o governo brasileiro não deveria realizar a licitação de Libra, cujas reservas são estimadas entre 8 bilhões e 12 bilhões de barris, praticamente do mesmo tamanho das reservas atuais da Petrobras. &#8220;Do ponto de vista geopolítico, não seria interessante que tivéssemos sócios, ainda que sejam estrangeiros de países amigos&#8221;, argumentou <strong>Estrella</strong>, em seu discurso durante o evento da Aepet.</p>
<p>O ex-diretor da Petrobras ainda defendeu que a presidente Dilma Rousseff cancele o leilão de Libra e reabra a discussão sobre a exploração dos recursos do pré-sal. &#8220;A minha esperança é que a presidente Dilma, que é uma nacionalista ferrenha, como pude testemunhar, suspenda (o leilão) e abra a discussão sobre esse tema com a sociedade organizada&#8221;, comentou.</p>
<p>Na mesma linha, o diretor da Coppe/UFRJ, <strong>Luiz Pinguelli Rosa</strong>, defendeu a suspensão do leilão de Libra sob o argumento de que o campo é muito grande. &#8220;Não há necessidade (de se licitar Libra), a não ser por uma política de atração de dólares externos, que não tem nada a ver com a política do petróleo&#8221;, afirmou. &#8220;É muito petróleo em um campo só, ainda mais para dar para os chineses&#8221;, acrescentou o acadêmico, em referência ao fato de que três empresas chinesas (CNPC, Cnooc e Sinopec) se inscreveram para disputar o leilão e são apontadas como as favoritas.</p>
<p>O caráter geopolítico de Libra também foi destacado pelo ex-diretor de Gás &amp; Energia da Petrobras, <strong>Ildo Sauer</strong>, para defender o cancelamento dos leilões do pré-sal. Para <strong>Sauer</strong>, que também é diretor do Instituto de Energia e Água (IEE/USP), o Brasil estará cometendo um erro estratégico ao licitar Libra e acelerar o seu desenvolvimento. &#8220;A aceleração dessa produção não é estratégica e só favorece aos Estados Unidos e à China&#8221;, afirmou. O especialista argumenta que, ao leiloar o campo, o governo brasileiro contribui com a estratégia dos dois países de ampliar a oferta do produto no mercado internacional para reduzir o seu preço.</p>
<p>Além desse ponto, <strong>Sauer</strong> considerou uma temeridade o fato de o governo brasileiro querer licitar o campo de Libra sem saber exatamente qual é o tamanho das reservas no local. &#8220;Não saber quantos barris tem é uma vergonha. Entre 8 bilhões e 12 bilhões de barris é 50% de chance de erro. Você sabe quanto vale 4 bilhões de barris? Vale US$ 300 bilhões produzidos. Como é que vamos deixar no ar uma dúvida de US$ 300 bilhões para um país miserável como o nosso?&#8221;, questionou o ex-diretor da estatal federal.</p>
<p>Nesse contexto, <strong>Sauer</strong> pediu o cancelamento do leilão de Libra e a revisão de toda a estratégia do Brasil para a exploração de suas reservas de petróleo e gás. &#8220;O governo não sabe o que está fazendo. Se sabe, está errado&#8221;, afirmou. O ex-diretor da empresa defendeu, inclusive, a adoção de ações judiciais contra a realização do leilão, caso o governo não decida cancelá-lo &#8211; o que, neste momento, parece muito pouco provável. &#8220;Se licitar Libra, o País entrará em um caminho sem volta&#8221;, acrescentou.</p>
<p>O vice-presidente da Aepet, <strong>Fernando Siqueira</strong>, afirmou que uma série de ações judiciais está em fase de elaboração neste momento, visando a suspensão da licitação de Libra, sendo uma delas de autoria do Ministério Público Federal. Outra frente dos movimentos contra o leilão é um projeto de decreto legislativo, de autoria dos senadores <strong>Roberto Requião</strong> (PMDB/PR), Pedro Simon (PMDB/RS) e <strong>Randolfe Rodrigues</strong> (PSOL/AP). A proposta já foi apresentada no plenário do Senado no mês passado e Requião solicitou urgência em sua votação.</p>
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