Lideranças femininas lançam manifesto “o petróleo é nosso: pela suspensão imediata do leilão de Libra”

9 de outubro de 2013 at 20:38

Lideranças femininas políticas, artistas, acadêmicas, jurídicas, comunitárias e sindicais realizam abaixo assinado pela suspensão do leilão do petróleo do Campo de Libra, do pré-sal, marcado para o dia 21 deste mês.

O manifesto, endereçado à presidente Dilma e ao Congresso Nacional, e intitulado “O Petróleo é Nosso, suspensão imediata do leilão do Campo de Libra”, defende a exploração da área exclusivamente pela Petrobrás, e denuncia as ilegalidades do leilão, que ferem os interesses nacionais e desvirtuam o sistema de partilha, retroagindo ao modelo de concessões de FHC.

“O campo de Libra, do pré-sal, é o maior de toda a história de exploração do petróleo no mundo, é área estratégica, descoberta pela Petrobrás. Sendo assim, para garantir que a União se aproprie dessa riqueza, em benefício de brasileiros, a sua exploração e produção deve ficar 100% a cargo da Petrobrás, conforme faculta e dispõe o Artigo 12º da Lei de Partilha”, defende.

A carta já foi assinada por diversas lideranças femininas do país, como a jornalista Hildegard Angel; a ex vice-presidente do Centro de Estudos em Defesa do Petróleo e da Economia Nacional, Maria Augusta Tibiriçá; a ex-deputada federal, Clair Flora Martins, responsável pela ação que cancelou o 8º leilão da ANP; Julinha Moreira Lima, viúva do Brigadeiro Ruy Moreira Lima; Iracema de Souza Teixeira, viúva do Brigadeiro Teixeira; Márcia Campos, presidente da Federação Democrática Internacional de Mulheres (FDIM); Rosanita Campos, presidente fundadora da Confederação das Mulheres do Brasil e vice-presidente do Partido Pátria Livre; entre inúmeras lideranças.

“Como bem afirmou a presidente Dilma em sua campanha para se eleger presidente do nosso país: ‘defender a exploração do pré-sal pelas empresas internacionais significa tirar dinheiro do país e o Brasil precisa desse dinheiro’. Nenhum país livre entrega suas riquezas nas mãos de empresas estrangeiras, sejam elas privadas ou estatais, sem prejuízo da sua soberania”, afirma o manifesto.

Fonte: Hora do Povo

Aniversário da Petrobrás é comemorado em SP com atos contra a privatização de Libra

9 de outubro de 2013 at 19:20

Logo_petrobras

 

O aniversário de 60 anos da Petrobrás, no dia 3 de outubro, em São Paulo, foi marcado por comemorações e atos contra o leilão do Campo de Libra no próximo dia 21 de outubro. Entidades que integram o Comitê Estadual em Defesa do Petróleo realizaram uma manifestação na Avenida Paulista, em frente ao prédio da Petrobrás, e seguiram em passeata até a Assembleia Legislativa, onde foi realizado um ato de iniciativa do deputado Adriano Diogo (PT).

“Vamos colocar na Assembleia Legislativa a bandeira da luta contra essa vergonha que é a privatização do pré-sal. Eu presido a Comissão da Verdade na Assembleia Legislativa. Quanta gente já morreu, quanto gente já deu a vida pelo nosso petróleo. Na sua posse, minha querida presidente Dilma lembrou do seu companheiro de vida Carlos Alberto, o mais próximo do seu coração. Carlos Alberto foi assassinado lutando pela Petrobrás e em defesa do monopólio estatal do petróleo”, destacou o deputado Adriano Diogo. “Não é possível de jeito nenhum a privatização e a entrega desse patrimônio do povo brasileiro, que não pertence ao governo, a partido, ou a quem quer que seja, muito menos às multinacionais americanas. Chega de privatização. Abaixo o imperialismo e viva o povo brasileiro”, ressaltou o deputado.

Para a presidente municipal do PPL-SP, Lídia Correa, “a Petrobrás é a maior empresa do Brasil, nosso orgulho nacional. Responsável pela descoberta do maior campo de petróleo do mundo – o campo de Libra – é a empresa mais capacitada para explorar o petróleo”.

No ato na Paulista, as Centrais Sindicais, através dos dirigentes nacionais, Valeir Ertler (CUT), Carlos Alberto Pereira (CGTB), Adilson Araújo, presidente da CTB e Wilson Ribeiro (CSP-Conlutas), destacaram que foi a Petrobrás quem descobriu Libra, o pré-sal, e repudiram o leilão do Campo de Libra.

Oswaldo Lourenço, secretário Nacional dos Aposentados da CGTB, Raquel Kacelnikas, secretária-geral do Sindicato dos Bancários de São Paulo, e Glaúdia Morelli, presidente da Confederação das Mulheres do Brasil (CMB), também se manifestaram contra o leilão no ato em frente a Petrobrás.

A juventude marcou presença através dos dirigentes da UNE, Katu Silva, e da UMES, Rodrigo Lucas. “Estamos aqui para defender a Petrobrás para que ela seja a única exploradora do nosso petróleo”, enfatizou Katu.

 

Fonte: Jornal Hora do Povo

Ato no Clube de Engenharia reúne entidades e lideranças do país contra o leilão de Libra

9 de outubro de 2013 at 15:56

 

Libra deve ficar com a Petrobrás, diz ato no Clube de Engenharia

“Libra é uma formação gigantesca de petróleo ao lado de Franco. Do ponto de vista geopolítico, não é interessante para nós, brasileiros, termos sócios na exploração desta jazida mesmo que sejam estrangeiros amigos. Isto não interessa ao Brasil”, afirmou o geólogo Guilherme Estrella, diretor da Petrobrás que chefiava o setor de Exploração quando as jazidas de petróleo do pré-sal foram descobertas, no almoço realizado no Clube de Engenharia em comemoração aos 60 anos de criação da estatal, organizado pela Associação dos Engenheiros da Petrobrás (Aepet). O evento, que lotou o salão do edifício-sede do Clube, teve a participação de entidades como o Movimento em Defesa da Economia Nacional (Modecon), Sindipetro-RJ, Central Geral dos Trabalhadores Brasileiros (CGTB), UNE, além de movimentos sociais. O vice-presidente da Aepet, Fernando Siqueira, disse que ANP deveria assinar um contrato de partilha com a Petrobrás para manter toda esta riqueza no país.

Ato no Clube de Engenharia reúne entidades e lideranças do país contra o leilão de Libra

O geólogo Guilherme Estrella, diretor da Petrobrás que chefiava o setor de exploração quando as jazidas de petróleo do pré-sal foram descobertas, afirmou que a presidente Dilma Rousseff deve suspender o leilão do Campo de Libra e abrir o tema para discussão com a sociedade, “que não foi ouvida neste tema tão estratégico”.

“Minha esperança é que a presidente Dilma Rousseff, uma nacionalista com boa visão em favor do povo brasileiro, suspenda o leilão de Libra, principalmente agora que a presidente da Petrobrás, Graça Foster, afirmou no Senado que não agora, mas dentro um ano, ano e meio, a Petrobrás tem condições de operar 100% o campo de Libra se for contratada para isto pelo governo”, assinalou.

Guilherme Estrella participou, na quinta-feira (3), do almoço em comemoração aos 60 anos de criação da estatal, organizado pela Associação dos Engenheiros da Petrobrás (Aepet) no Clube de Engenharia, no Rio de Janeiro.

O evento, que lotou o salão do 24° andar do edifício-sede do Clube, com a presença de mais de 400 pessoas – com a participação de entidades como o Movimento em Defesa da Economia Nacional (Modecon), Sindipetro-RJ, Central Geral dos Trabalhadores Brasileiros (CGTB), UNE, além de movimentos sociais, teve como tema a necessidade de garantir a soberania brasileira sobre o megacampo de Libra. No evento, o brigadeiro Rui Moreira Lima, que faleceu recentemente aos 94 anos e foi um grande lutador pelo monopólio estatal da Petrobrás, foi homenageado. A Aepet também comemorou 52 anos de atividade em defesa da Petrobrás.

“Petróleo é soberania e há pelo menos 10 bilhões de barris em Libra. Quando descobrimos grandes quantidades de petróleo no Iraque, o governo de lá argumentou que, mesmo o Brasil sendo uma nação amiga, o controle daquelas reservas passaria ao Estado iraquiano”, lembrou Estrella, referindo-se ao campo de Majnoon, descoberto pela Braspetro, em 1975, com cerca de 25 bilhões de barris de petróleo.

Com reservas estimadas de 15 bilhões de barris, Libra fica ao lado de Franco, com 9 bilhões de barris de petróleo. Na opinião dos geólogos, os dois campos formam um único reservatório, com reservas de no mínimo 24 bilhões de barris de petróleo. A lei da partilha prevê que em caso defesa da soberania, em se tratando de reservas estratégicas, o governo pode optar por contratar a Petrobrás como única operadora.

“Libra é uma formação gigantesca de petróleo ao lado de Franco. Do ponto de vista geopolítico, não é interessante para nós, brasileiros, termos sócios na exploração desta jazida mesmo que sejam estrangeiros amigos. Isto não interessa ao Brasil”, frisou.

O professor Ildo Sauer, também ex-diretor da Petrobrás, ressaltou que a estatal é a mãe da soberania brasileira, por ser a principal empresa e indutora do desenvolvimento econômico do país. “Temos que chamar a atenção do governo porque o caminho do leilão do campo de Libra mostra um papel subalterno nas relações geopolíticas do Brasil que não podemos aceitar”, disse.

O vice-presidente da Aepet e do Clube de Engenharia, Fernando Siqueira, explicou que pelo artigo 2° da Lei 12.351/10 (lei da partilha) Libra é uma área estratégica e, sendo assim, a Agencia Nacional de Petróleo (ANP) deveria assinar um contrato de partilha com a Petrobrás para manter toda esta riqueza no país. Siqueira lembrou que a Petrobrás “nasceu nos braços do povo, através da campanha do petróleo é nosso e por seu excelente desempenho em todas as áreas, conseguiu ir além das próprias expectativas dos brasileiros”. Ele citou, como exemplo de capacidade tecnológica da estatal, o fato da petrolífera anglo-holandesa Shell ter feito um poço em cima da jazida de Libra, de cerca de 3.990 metros, e o ter abandonado seco.

Siqueira anunciou a criação do Comitê Nacional pelo Fim dos Leilões do Pré-Sal e em Defesa da Petrobrás que já tem representantes no RS, SP, BA, ES e na maioria dos estados brasileiros. Um manifesto do comitê foi divulgado. “A solução para o País no caso do Campo de Libra é o cumprimento do estabelecido no Art.12º da Lei 12 351/10 do Regime de Partilha, negociando com a Petrobrás um contrato de partilha para a exploração dessa riqueza. Não conseguimos entender que esse Campo não seja considerado do mais alto interesse do País, colocando em leilão o maior campo do mundo atual, descoberto, testado e com risco zero”, diz o documento.

O presidente do Clube de Engenharia, Francis Bogossian, destacou que o clube “está totalmente alinhado à luta para que riqueza do pré-sal fique no Brasil”. O deputado federal Alessandro Molon (PT-RJ) defendeu que as reservas de Libra sejam “100% da Petrobrás”. O presidente da CGTB, Ubiraci Dantas de Oliveira (Bira), afirmou que “nesses 60 anos de Petrobrás, nunca houve tanta unidade do povo brasileiro e de suas entidades em defesa do petróleo e contra o leilão. As centrais sindicais, intelectuais, artistas, estudantes, MST, MAB e diversas entidades populares estão firmes nessa luta”.

 

 

Fonte: Jornal Hora do Povo

Follow

Get every new post on this blog delivered to your Inbox.

Join other followers: