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	<title>Dilma, cancele o Leilão de Libra: O Pré-Sal é Nosso! &#187; Gás Natural</title>
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	<description>Não aos leilões do nosso petróleo!</description>
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		<title>Como matar o setor de petróleo</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Oct 2013 17:26:17 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left" align="center"><a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/leilaodopetroleo/files/2013/10/Mapa_Nacional1.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-81" alt="Mapa_Nacional1" src="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/leilaodopetroleo/files/2013/10/Mapa_Nacional1-300x298.jpg" width="300" height="298" /></a></p>
<p align="center">(Veiculado pelo Correio da Cidadania a partir de 08/10/13)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Paulo Metri</b> – <strong>conselheiro do Clube de Engenharia</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na década de 1990, auge do período neoliberal, Betinho escreveu um capítulo do livro “Em defesa do interesse nacional”, cheio de ironia e bom humor mas, muito sério, intitulado “Como matar uma estatal”. No capítulo, ele descreve todas as ações que um “bom administrador” deveria tomar para atingir seu objetivo de matar a estatal. Nos dias atuais, se ainda estivesse entre nós, ele talvez escrevesse sobre como matar o setor de petróleo. Imaginamos que o novo texto ficaria da seguinte forma:</p>
<p>Cria-se um arcabouço jurídico e institucional, que privilegia a competição, não importando se os agentes econômicos são nacionais ou estrangeiros. O fato de ser nacional não significa que deva ter algum privilégio em qualquer disputa.</p>
<p>O petróleo, o gás natural e os derivados devem ser considerados como simples commodities, que não possuem valor geopolítico e estratégico algum, ou seja, não possuem nenhuma atração além da rentabilidade.</p>
<p>Promovem-se leilões em que um único pagamento inicial pode definir a permanência de empresas produzindo petróleo em uma área durante até 35 anos, pagando parcelas mínimas de royalties e, quando for o caso de altas produções, de “participações especiais”.</p>
<p>Facilita-se ao máximo a entrada de bens e serviços estrangeiros no setor, a pedido das empresas petrolíferas estrangeiras, isentando-os de impostos e taxas, que os nacionais não têm.</p>
<p>A cada oportunidade de fala à imprensa, deve-se realçar que as decisões da diretoria do órgão regulador são técnicas, significando que ele verifica a competição e o desempenho das empresas. Nunca se toma uma decisão com o singelo argumento que ela irá beneficiar a sociedade brasileira. O órgão regulador não é um órgão que deve implantar políticas públicas, nem deve levar em conta nas suas decisões que o Brasil é um país em desenvolvimento, com características culturais específicas e inserido no espaço geopolítico mundial.</p>
<p>Doma-se a estatal do setor, para, amofinada, não participar de leilões e permitir a entrega rápida de blocos para as empresas estrangeiras. Mas ela deve participar de um mínimo de leilões de blocos, para não poderem identificar a estratégia de entrega do subsolo nacional.</p>
<p>Escolhe-se um administrador para regular o setor, que diminua ao máximo o risco dos agentes econômicos, usando a União como colchão amortecedor dos riscos empresariais, garantindo, desta forma, a atratividade dos leilões de áreas petrolíferas e comprometendo a arrecadação de tributos do setor.</p>
<p>Todos os administradores deste modelo devem recriminar, claramente, a fase anterior do monopólio estatal, classificando-a de jurássica e nunca entrando no debate dos benefícios e comprometimentos de cada modelo. Inclusive, só os supostos malefícios do monopólio devem ser denunciados, sistematicamente.</p>
<p>A mídia comercial deve ser “comprada” pelos agentes econômicos do setor, exceto a estatal. Obviamente, as notícias serão filtradas para transmitirem só os interesses das empresas estrangeiras.</p>
<p>Notícias ruins da empresa estatal devem ser privilegiadas para irem para a “mídia vendida”. Quanto mais notícias deste tipo “vazarem“, mais os papéis desta empresa irão cair, o que é desejado. Tudo isto para prepará-la para uma privatização futura, quando ela voltará a ser administrada “tecnicamente” e será eficiente. Não falam, mas se referem a uma “eficiência” sob o ponto de vista de remessa de dividendos para os acionistas, principalmente os estrangeiros. Não se trata de uma “eficiência social”.</p>
<p>Entrega-se uma parcela dos royalties para estados e municípios, para existirem adesões cegas ao modelo completo, graças a só um artigo da lei, o dos royalties.</p>
<p>Colocam-se recursos do Fundo Setorial do Petróleo para professores administrarem cursos e programas sobre o petróleo com viés neoliberal, o que deixa alguns membros da academia felizes.</p>
<p>Quando um campo gigante for descoberto pela estatal, ele deve ser rapidamente retomado pelo órgão regulador, para fazer um mega-leilão de petróleo, com endereço conhecido, para o governo de contadores fechar as contas e para a felicidade do Império.</p>
<p>Depois de 20 anos de aplicação destes princípios, os mais jovens, sem possibilidade de comparação com outro modelo e com a mídia os alienando, estarão dominados. Os poucos conscientes remanescentes, que presenciaram os benefícios do monopólio estatal para um país em desenvolvimento como o Brasil, estarão aposentados ou mortos. Neste momento, o golpe fatal pode ser dado com a privatização da Petrobras.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Blog do autor: <a href="http://www.paulometri.blogspot.com.br/">http://www.paulometri.blogspot.com.br/</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fonte: <a title="Correio da Cidadania" href="http://www.correiocidadania.com.br/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=8927:submanchete081013&amp;catid=72:imagens-rolantes" target="_blank">Correio da Cidadania</a></p>
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