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	<title>Dilma, cancele o Leilão de Libra: O Pré-Sal é Nosso! &#187; Fábio Konder Comparato</title>
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	<description>Não aos leilões do nosso petróleo!</description>
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		<title>Petroleiros em greve explicam oposição ao leilão de Libra</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Oct 2013 04:36:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[leilaodopetroleo]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#160; 18/10/2013 Para federação, governo brasileiro erra ao não considerar petróleo estratégico para as próximas décadas por Luiz Carvalho, no site da CUT, à qual a FUP é filiada Na próxima segunda-feira (21), o governo brasileiro promove o leilão do campo de Libra, no Rio de Janeiro, o primeiro após [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class=" " alt="Charge Vitor Teixeira" src="http://www.viomundo.com.br/wp-content/uploads/2013/10/charge-petroleo-e1382274016419.jpg.pagespeed.ce._1xUhkGyRi.jpg" width="620" height="682" /><p class="wp-caption-text">Maior campo de petróleo já descoberto, Libra vai a leilão e FUP explica porque é contra</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>18/10/2013</p>
<p>Para federação, governo brasileiro erra ao não considerar petróleo estratégico para as próximas décadas</p>
<p><a href="http://www.cut.org.br/acontece/23876/maior-campo-de-petroleo-ja-descoberto-libra-vai-a-leilao-e-fup-explica-porque-e-contra" target="_blank"><strong>por Luiz Carvalho, no site da CUT, à qual a FUP é filiada</strong></a></p>
<p>Na próxima segunda-feira (21), o governo brasileiro promove o leilão do campo de Libra, no Rio de Janeiro, o primeiro após a descoberta do pré-sal.</p>
<p>A área que fica a 183 km da costa carioca será disputada por empresas de 10 nacionalidades: as chinesas CNOOC International Limited e China National Petroleum Corporation-CNPC, a colombiana Ecopetrol, a japonesa Mitsui &amp; CO, a indiana ONBC Videsh, a portuguesa Petroga, a malasiana Petronas, a híspano-chinesa Respsol/Sinopec, a anglo-holandesa Shell, além da própria Petrobrás*.</p>
<p>Segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo (ANP), o campo tem capacidade de produção entre 12 e 15 bilhões de barris de petróleo, o equivalente a toda a reserva nacional – em torno de 14 bilhões – e renderia mais de dois trilhões de dólares ao país.</p>
<p>Diante de tamanho potencial, a FUP comanda uma mobilização para suspender a licitação e cobrar que a riqueza fique em território nacional.</p>
<p>Como parte da mobilização, iniciou uma greve por tempo indeterminado no último dia 16, que atinge 90% de todo o sistema Petrobrás.</p>
<p>“A realização deste leilão é descabida e o governo deveria ter utilizado o artigo 12 da Lei da Partilha nº 12.351, de 2010, aprovada pelo presidente Lula, que deixa claro: todas as vezes em que houver risco ao interesse da nação e à política energética, o governo poderá contratar a Petrobrás sem necessidade de leilão”, afirma o presidente da FUP, João Antônio Moraes, em vídeo gravado para o portal da entidade.</p>
<p>O dirigente refere-se a uma lei aprovada durante o governo do ex-presidente Lula e que vale exclusivamente para a exploração do pré-sal.</p>
<p>A legislação altera o antigo modelo de concessão, de Fernando Henrique Cardoso (FHC), em que as empresas vencedoras tinham a propriedade do petróleo e do gás natural extraídos, para um sistema de partilha em que a União é a dona do petróleo e recebe da empresa vencedora parte da produção, já sem os custos.</p>
<p>A Petrobrás terá participação mínima de 30% no consórcio vencedor.</p>
<p>O ganhador do leilão ainda terá de pagar R$ 15 bilhões de bônus por um contrato de exploração da área de 35 anos, que podem ser prorrogados.</p>
<p>Moraes destaca também que a experiência de quebra do monopólio por parte do governo tucano de FHC e a entrada de empresas estrangeiras no país trouxe prejuízos para a economia.</p>
<p>“Trinta empresas estrangeiras operam nos campos graças às 11 rodadas de leilões anteriores. Esses grupos, ao contrário da Petrobrás, não fazem compras de material no país e não investem na cadeia produtiva do petróleo como um todo para gerar emprego e renda, tanto na aquisição de navios e plataformas, quanto de petroquímicos e derivados plásticos. Apenas se apropriam da nossa riqueza. Se foi assim até aqui, por que mais uma rodada?”, questiona.</p>
<p>Para o diretor da secretaria de Seguridade Social e Políticas Sociais da FUP, <strong>Paulo César Martin</strong>, nem mesmo uma possível justificativa de falta de capacidade financeira para exploração é justificável.</p>
<p>“A partir do momento em que a Petrobrás se torna a única empresa a operar o pré-sal, as ações sobem e aumentam o capital. Além de abrir linha de crédito para o Brasil em qualquer lugar do mundo. E se a Petrobrás detém a tecnologia de extração, sem depender de qualquer outra empresa, não precisa fazer leilão”, defende.</p>
<p>Para o dirigente, o governo brasileiro adota uma visão equivocada de que este recurso não será estratégico nas próximas décadas.</p>
<p>“O governo acredita que o petróleo não terá papel central nos próximos anos, como tem agora, então, avalia que, quanto mais cedo tirar da terra e explorar, melhor. Porém, ao menos nos próximos 50 anos, será fundamental para as áreas de energia e petroquímica. Por exemplo, se hoje a indústria automobilística deixasse de produzir um motor de combustão interna, levaria 15 anos para ser substituído por outro que não utilizasse derivado de petróleo”, aponta.</p>
<p><strong>Batalha jurídica</strong> – Em paralelo à greve, a FUP e seus sindicatos ingressaram com ações populares na Justiça Federal para suspender o leilão por conta do ataque aos interesses nacionais.</p>
<p>O professor do Instituto de Energia e Ambiente da USP e ex-diretor de Gás e Energia da Petrobras, <strong>Ildo Sauer</strong>, e o jurista Fábio Konder Comparato, além da Associação dos Engenheiros da Petrobrás (Aepet) também protocolaram ações populares contra o leilão.</p>
<p><strong>* A CUT grafa Petrobrás, com acento, em repúdio à tentativa de mudança de nome da estatal pelas mãos do ex-presidente FHC, em 2000. Ele queria transformar a empresa em Petrobrax para tornar o nome mais palatável e vender ao capital estrangeiro um dos maiores patrimônios brasileiros. Graças à mobilização da classe trabalhadora e ao fim do governo tucano, felizmente, só perdermos o acento.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.viomundo.com.br/denuncias/petroleiros-em-greve-explicam-oposicao-ao-leilao-de-libra.html" target="_blank">Viomundo</a></p>
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