Comitê em defesa do pré-sal protesta contra leilão de Libra

Crédito: Carlos Lessa afirmou que leiloar Libra é um ato de indignidade
O Comitê Nacional em Defesa do Pré-sal vai se juntar a movimentos socais e sindicatos para protestar contra o leilão do campo de Libra, marcado para o dia 21 deoutubro(segunda-feira), às 15 horas, no hotel Windsor, na Barra da Tijuca. De acordo com os membros do comitê, leiloar Libra é um crime contra o patrimônio público e a soberania nacional. Por isso, eles convocam todos para irem de preto para frente do hotel num sinal de luto pela dilapidação do petróleo brasileiro.
O professor da UFRJ e ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social(BNDES), Carlos Lessa, é um dos membros do comitê e destacou que privatizar o petróleo de Libra é abdicar da chance de construir um país economicamente autônomo e socialmente mais justo. “Ao privatizar o campo de Libra, na verdade, estamos entregando o futuro do nosso país à empresa que ganhar esse leilão. A entrega do campo de Libra é o maior ato de indignidade da história desse país”, reclamou Lessa durante a primeira reunião oficial do comitê.
O vice-presidente da AEPET e diretor-executivo do comitê, Fernando Siqueira, explicou que a intenção da organização é defender um projeto de nação que garanta a soberania do país. “A intenção do comitê é defender um projeto de Brasil. Nós estamos entrando num leilão de partilha com características de concessão, já que com um bônus de assinatura de R$ 15 bilhões você diminui a oferta de óleo-lucro oferecido e inibe a participação da Petrobrás. É um absurdo, algo inédito no mundo, um governo que entrega um campo com petróleo já descoberto”,avaliou Siqueira.
A primeira reunião oficial do Comitê Nacional em Defesa do Pré-sal ocorreu no dia 17 de outubro e contou com a presença de representantes do Clube de Engenharia, da Associação dos Funcionários do BNDES, da AEPET e da TV Comunitária do Rio de Janeiro. Também integram o comitê, o Sindicato e a Federação dos engenheiros (Senge-RJ e Fisenge) e a Central Geral dos Trabalhadores do Brasil(CGTB).

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