Lideranças femininas lançam manifesto “o petróleo é nosso: pela suspensão imediata do leilão de Libra”

Lideranças femininas políticas, artistas, acadêmicas, jurídicas, comunitárias e sindicais realizam abaixo assinado pela suspensão do leilão do petróleo do Campo de Libra, do pré-sal, marcado para o dia 21 deste mês.
O manifesto, endereçado à presidente Dilma e ao Congresso Nacional, e intitulado “O Petróleo é Nosso, suspensão imediata do leilão do Campo de Libra”, defende a exploração da área exclusivamente pela Petrobrás, e denuncia as ilegalidades do leilão, que ferem os interesses nacionais e desvirtuam o sistema de partilha, retroagindo ao modelo de concessões de FHC.
“O campo de Libra, do pré-sal, é o maior de toda a história de exploração do petróleo no mundo, é área estratégica, descoberta pela Petrobrás. Sendo assim, para garantir que a União se aproprie dessa riqueza, em benefício de brasileiros, a sua exploração e produção deve ficar 100% a cargo da Petrobrás, conforme faculta e dispõe o Artigo 12º da Lei de Partilha”, defende.
A carta já foi assinada por diversas lideranças femininas do país, como a jornalista Hildegard Angel; a ex vice-presidente do Centro de Estudos em Defesa do Petróleo e da Economia Nacional, Maria Augusta Tibiriçá; a ex-deputada federal, Clair Flora Martins, responsável pela ação que cancelou o 8º leilão da ANP; Julinha Moreira Lima, viúva do Brigadeiro Ruy Moreira Lima; Iracema de Souza Teixeira, viúva do Brigadeiro Teixeira; Márcia Campos, presidente da Federação Democrática Internacional de Mulheres (FDIM); Rosanita Campos, presidente fundadora da Confederação das Mulheres do Brasil e vice-presidente do Partido Pátria Livre; entre inúmeras lideranças.
“Como bem afirmou a presidente Dilma em sua campanha para se eleger presidente do nosso país: ‘defender a exploração do pré-sal pelas empresas internacionais significa tirar dinheiro do país e o Brasil precisa desse dinheiro’. Nenhum país livre entrega suas riquezas nas mãos de empresas estrangeiras, sejam elas privadas ou estatais, sem prejuízo da sua soberania”, afirma o manifesto.
Fonte: Hora do Povo

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