A marcha da insensatez da política norte-americana

Por alfredo machado

Nassif:

O assassinato à luz do dia da deputada americana do Partido Democrata, Gabrielle Giffords, provocou imediatamente uma reação compreensivelmente direcionada à republicana quase vice Sarah Palin.

Assim como ocorreu aqui, o partido sem discurso, por lá o de situação e por aqui o de oposição, a escolha do vice para a chapa foi dramática – por lá, o candidato John McCain carregou o fardo da herança maldita dos oito anos de Bush Jr. com o mesmo discurso do derrotado graças a Deus tupiniquim, “eu sei como fazer” era a resposta que o herói de guerra tinha na ponta da língua, quando perguntado sobre como pretendia resolver os sérios problemas que já envolviam o seu país, e como nenhum político mostrava-se disposto a embarcar naquela canoa furada, restou ao partido republicano procurar algum desavisado para fazer o papel de candidato a vice, e assim chegou à governadora do distante Alasca, uma ex-repórter e ex-miss que demonstrou não ter nada na cabeça desde o primeiro momento, característica que poderia combinar com o seu estado, mas jamais com o país.

Em função dos seus comentários ridículos, um autêntico febeapá yankee, os republicanos tiveram muito trabalho para ensinar à desmiolada como se comportar em rede nacional, tarefa que se mostrou inglória, mas de grande utilidade para os falcões, que viram naquela mentecapta, assim como já tinham feito com o relapso e incompetente Bushinho, a oportunidade de retomar o governo com um boneco (neste caso, uma tremenda de uma Barbie) na presidência daquele país, e através da alucinada que tudo desconhece, fazer o que quiserem e bem entenderem durante quatro ou mais anos.   

O advento do Tea Party demonstra alimentar esta estratégia inconsequente, a atuação da grande mídia não fica atrás (não é exclusividade tupiniquim), com destaque para um Ralph Murdoch a contratar $$ políticos republicanos para colunas semanais em seus jornais e, assim, levar adiante uma implacável campanha anti-governo que teve seu início no primeiro dia de trabalho de Barack Obama, onde até as falsas dúvidas prosperaram – se por aqui foi a “ficha da Dilma”, por lá foi “Obama é africano” e sei lá mais o quê, campanha sórdida. 

Após dois anos de um governo democrata aquém das expectativas, e recentemente tendo recuperado o poder no Congresso, o partido republicano demonstra permanecer no trilho imaginado, dando à aprendiz de louca grande visibilidade na mídia para deixá-la em condições para a próxima campanha presidencial.

Caso consigam desvincular SPalin e sua lista sinistra deste lamentável ataque ocorrido ontem( tarefa difícil, mas não impossível para os falcões), o mundo poderá assistir, a partir de janeiro de 2013, a um espetáculo semelhante a um circo dos horrores, com aquele robô desgovernado sentado no Salão Oval a cumprir ordens que, como já vimos recentemente, podem trazer problemas incontornáveis para a comunidade internacional.

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