Setor elétrico pede perfis mais técnicos nas lideranças

Weruska Goeking (wgoeking@brasileconomico.com.br)

04/01/11 14:52

Para Otávio Santoro, economista e especialista em engenharia elétrica, governo petista dá preferência à divisão partidária em detrimento de especialistas no setor para cargos que exigem conhecimento da área.

“Temos que separar a área política da técnica e, infelizmente, faz parte da postura do PT incluir afiliados”, afirma Santoro.

O especialista reconhece a qualidade e a capacidade técnica de Nelson Hubner, diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) na gestão de Lula, mas critica a ocupação de outros cargos por pessoas aliadas ao partido governista, mas sem conhecimento técnico sobre o setor elétrico.

Essa postura já trouxe problemas para o setor elétrico, segundo Santoro. “Tanto Dilma quanto o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, bateram cabeça sem saber o que aconteceu no apagão de novembro do ano passado e acabaram descobrindo que foi problema de manutenção por falta de investimento planejado”, conta.

Sobre a escolha de Lobão para ser novamente ministro, Santoro afirma que ele é “um ótimo político”, mas que não possui o perfil técnico esperado para a função. “Podemos dizer que ele já fez um ‘estágio’, vamos ver se nos próximos quatro anos convence como líder do setor”, diz.

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