Dirigentes também são acusados e podem pegar 19 anos de prisão
Do R7 | 14/12/2010 às 18h26
Uma auditoria ambiental independente vai avaliar a TKCSA (Thyssenkrupp
CSA Siderúrgica do Atlântico), denunciada pelo MPRJ (Ministério Público
do Estado do Rio de Janeiro) por crimes ambientais, como determinado por
um acordo assinado, nesta segunda-feira (13), entre o MPRJ e o Inea
(Instituto Estadual do Ambiente).
A TKCSA é acusada de gerar poluição atmosférica em níveis capazes de
provocar danos à saúde humana, dentre outras condutas criminosas, em
Santa Cruz, zona oeste do Rio de Janeiro. Ela teria realizado o
derramamento de ferro-gusa em poços ao ar livre, sem qualquer controle
de emissões. Esta ação provoca a emissão de toneladas de material
particulado, podendo causar doenças de pele, irritação de mucosas e
problemas respiratórios.
Também na segunda-feira, o Juiz da 2ª Vara Criminal de Santa Cruz, José
Nilo Ferreira, recebeu a denúncia oferecida, em 25 de novembro, pelo
Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do
ministério, contra a TKCSA, o diretor de projetos da companhia e o
gerente ambiental.
As penas podem ultrapassar 19 anos de prisão para os dirigentes. A
empresa pode ser punida com multa, suspensão total ou parcial de
atividades, proibição de contratar com o poder público, de receber
incentivos fiscais e de participar de licitac?ões pelo prazo de cinco anos.
A reportagem do R7 tentou entrar em contato com a empresa TKCSA mas não
obteve retorno.