HUGO CHAVES FALAVA PELO POVO LATINOAMERICANO

HUGO CHAVES FALAVA PELO POVO LATINOAMEERICANO.
Flavio Lyra(*). Brasília, 11 de Março de 2013
O verdadeiro horror que as oligarquias que dominam o mundo ocidental, no plano externo lideradas pelo governo norteamericano e no plano latinomericano pela grande imprensa, deve-se a uma razão básica: Chavez foi capaz de captar e de mobilizar o sentimento latente no grosso da população de que nossos povos precisam e podem ter autonomia para conduzir seus destinos.
Autonomia, em relação aos países chamados centrais para orientar sua vida econômica em favor do bem-estar da maioria pobre de suas populações, submetidas a formas seculares de opressão econômica e política por governos constituídos por minorias oligárquicas que exploram os recursos nacionais, em seu próprio benefício e dos grupos estrangeiros a elas associados.
De autonomia, em relação às oligarquias internas, para eleger governos representativos dos interesses das maiorias sofridas e exploradas e contrários aos privilégios das minorias.
Nem a Venezuela, nem os demais países latinomericanos voltarão a ser os mesmos depois de Chaves, pois, com muita eloqüência e coragem pessoal, ele conseguiu mostrar que é possível desafiar as grandes potências e seus representantes nacionais, enveredando por processos de transformação na política e na economia capazes de trazer os benefícios do crescimento econômico para as maiorias exploradas e desassistidas.
Quando o conservador Rei Carlos da Espanha, herdeiro político do inclemente ditador Francisco Franco,durante reunião de líderes de vários países, tentou abafar a voz de Chavez, emitindo o atrevido e inapropriado “Por que non te callas?”, sabia muito bem o que estava fazendo. Falava em nome dos governos e oligarquias que desejam ver a America Latina sem voz e sem capacidade de comandar seus destinos.
Mas, como calar Chaves se ele era voz das maiorias nacionais sofridas e exploradas? A grande imprensa e as oligarquias que ela representa bateram palmas para o Rei Carlos e, certamente, vão continuar tentando confundir e impedir a conscientização do povo, mas não já não vão poder impedir que o exemplo de Hugo Chaves seja seguido na America Latina.
O ódio devotado a Chaves por essas minorias nada mais é do que a demonstração cabal de que ele estava certo, porém não do lado das minorias exploradoras, mas do povo de nossos países.
Chavez se foi, mas sua mensagem e seu exemplo, já não poderão ser apagados da mente de nossos conterrâneos!
Hugo Chavez está morto! Viva Hugo Chaves, no legado libertário que deixou aos venezuelanos e latinoamericanos!

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Sobre flaviolyra

Economista, brasileiro, 74 anos, pernambucano, residente em Brasília. Graduação na Universidade Federal de Pernambuco e doutorado( créditos) na Unicamp. Fui técnico da SUDENE, pesquisador do ILPES (Santiago do Chile), Secretário da Fazenda de Pernambuco, Secretário-Executivo das Zonas de Processamento de Exportações do Ministério da Indústria e do Comércio, Diretor de Política Industrial do Ministério do Desenvolvimento e Assessor Parlamentar do Senado Federal.

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