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	<title>Blog do Carlos Ferreira &#187; Indústria</title>
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	<description>&#34;Desenvolvimento com Soberania e Justiça Social&#34;</description>
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		<title>KC 390, gigante da Embraer voará em 2014</title>
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		<pubDate>Wed, 07 May 2014 21:54:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Carlos Ferreira]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Defesa]]></category>
		<category><![CDATA[Indústria]]></category>
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		<description><![CDATA[A Embraer está de parabéns com o desenvolvimento do KC 390, finalmente o Governo Brasileiro investiu para valer nela. Sem dúvida alguma será um sucesso. O KC-390 é a maior aeronave já construída pela indústria aeronáutica brasileira e estabelecerá novos &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/carlosferreira/2014/05/07/kc-390-gigante-da-embraer-voara-em-2014/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Embraer está de parabéns com o desenvolvimento do KC 390, finalmente o Governo Brasileiro investiu para valer nela. Sem dúvida alguma será um sucesso.</p>
<p><iframe width="640" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/bIHb0r8OmwA?feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>O KC-390 é a maior aeronave já construída pela indústria aeronáutica brasileira e estabelecerá novos padrões ao transporte militar de porte médio em termos de performance e capacidade de carga. Com sua capacidade de 23 toneladas e velocidade máxima de cruzeiro de 465 nós (860 km/h), o KC-390 proverá significativos ganhos de mobilidade para seus operadores e considerável redução no tempo da missão.<br />
O super cargueiro e avião tanque KC-390 abre um mercado de 700 aviões e US$ 50 bilhões em 80 países até 2024!</p>
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		<title>FORJEMOS NOSSAS ARMAS</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Apr 2013 20:07:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Carlos Ferreira]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Defesa]]></category>
		<category><![CDATA[Indústria]]></category>
		<category><![CDATA[Nuclear]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[manchete 2]]></category>

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		<description><![CDATA[Décadas de total descaso com as questões associadas à defesa no Brasil, nos levaram a atual fragilidade militar. Dentre os maiores países do mundo, com todas as riquezas naturais e capacidades que dispomos, não podemos continuar a expor tamanha vulnerabilidade, &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/carlosferreira/2013/04/02/forjemos-nossas-armas/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Décadas de total descaso com as questões associadas à defesa no Brasil, nos levaram a atual fragilidade militar. Dentre os maiores países do mundo, com todas as riquezas naturais e capacidades que dispomos, não podemos continuar a expor tamanha vulnerabilidade, principalmente em um mundo cada vez mais beligerante e com gritantes assimetrias, no qual organismos de governança, visivelmente ultrapassados, não conseguem evitar ações unilaterais dos países centrais, no exercício do poder e conquistas militares de acordo com seus próprios interesses geoeconômicos e estratégicos.</p>
<p><a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/carlosferreira/2013/04/02/forjemos-nossas-armas/snb_esquema-3/" rel="attachment wp-att-1078"><img class="aligncenter size-full wp-image-1078" alt="SNB_Esquema" src="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/carlosferreira/files/2013/04/SNB_Esquema.jpg" width="800" height="392" /></a></p>
<p>Há que se ter o engajamento da sociedade no reaparelhamento e treinamento das nossas FFAA, incluindo o estabelecimento e fortalecimento da Base Industrial de Defesa, com P&amp;D + I nacional, como preconizado na <a href="http://www.defesa.gov.br/projetosweb/estrategia/arquivos/estrategia_defesa_nacional_portugues.pdf">Estratégia Nacional de Defesa</a>, documento que deveria ser conhecido de mais brasileiros, discutido nos diversos fóruns, incluindo universidades.</p>
<p>Até para atuar como “soft power” é necessário ser forte, ter capacidades de dissuasão que façam com que eventuais agressores reflitam sobre o preço a ser pago.</p>
<p>Nunca devemos nos esquecer de que na Guerra das Malvinas, a Inglaterra com um único submarino de propulsão nuclear, afundou o principal vaso de guerra argentino e manteve acuada nos portos a armada argentina, ficando praticamente livre para a retomada daquelas ilhas.</p>
<p>Portanto, &#8220;Forjemos Nossas Armas&#8221;, como brada o Mestre Santayana no artigo a seguir!</p>
<p>Carlos Ferreira</p>
<p><b> <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/carlosferreira/2013/04/02/forjemos-nossas-armas/astros/" rel="attachment wp-att-1077"><img class="alignleft size-full wp-image-1077" alt="Astros" src="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/carlosferreira/files/2013/04/Astros.jpg" width="266" height="400" /></a><a href="http://www.maurosantayana.com/2013/04/forjemos-nossas-armas.html">FORJEMOS NOSSAS ARMAS</a> </b></p>
<p>Reproduzido do <a href="http://www.maurosantayana.com/">blog Mauro Santayana</a></p>
<p>(JB) &#8211; O governo da Presidente Dilma Roussef decidiu alterar as leis sobre a indústria bélica e editar normas para a política de defesa, que incentivam a produção nacional de armas e o desenvolvimento de processos tecnológicos autônomos. Os nossos leitores habituais devem recordar-se de matéria sobre o assunto que publicamos neste mesmo <i>Jornal do Brasil sobre o tema</i> em 16 de agosto do ano passado. No texto, citávamos a dramática advertência do general Maynard Santa Rosa: em caso de agressão estrangeira, só dispomos de munição para uma hora de resistência.</p>
<p>Um dos maiores erros dos governos de Fernando Collor e Fernando Henrique Cardoso, se não o mais grave, foi desarmar o Brasil. A doutrina FHC se baseava no falso conformismo de que jamais poderíamos nos defender do poderio bélico norte-americano e seria melhor transformar as forças armadas em corpos policiais destinados ao combate ao tráfico de drogas, sob o comando continental dos Estados Unidos, <i>of course</i>.</p>
<p>Todos os povos que se prezam são obrigados a defender-se dos eventuais inimigos. As nações se formam dentro de espaços naturais, em que devem viver em paz, preocupando-se com seus recursos, com a felicidade e com a defesa de sua liberdade. À soma de espaço e liberdade chamamos soberania, no léxico político moderno. Nas guerras, sempre indesejadas, as nações agredidas, qualquer que seja a sua capacidade bélica, são eticamente obrigadas a resistir.</p>
<p>Churchill, ao opor-se à capitulação de Chamberlain, ponderou que uma nação , quando se defende com a coragem do patriotismo, pode ser derrotada sem perder a honra, mas, ao capitular sem luta, perde o respeito do inimigo e das nações neutras.</p>
<p>O vencedor trata  com natural desprezo os que se entregam sem luta, ainda que em nome da paz. É essa a diferença entre os soviéticos, que perderam rios de sangue na Segunda Guerra Mundial, e puderam hastear sua bandeira no Reichstag, enquanto Hitler se matava &#8211; e os franceses de Pétain e Laval, que se entregaram quase sem luta e colaboraram com a repressão nazista dentro de seu próprio território. Ainda bem que, no caso da França, os <i>maquisards</i> salvaram a face de seu povo, na dura resistência contra os ocupantes.</p>
<p>O Brasil é um dos poucos países do mundo capazes de viver com autonomia dentro de suas próprias fronteiras, o que o dispensa da sedução de conquista de espaços alheios. É um dos maiores do mundo em extensão territorial contínua, em que se fala a mesma língua, com invejável insolação e imensos depósitos de água potável. E exatamente por isso é obrigado a manter forças armadas capazes de dissuadir os eventuais cobiçosos.</p>
<p>A experiência continental nos adverte de que não podemos manter alinhamentos internacionais automáticos. Não cabe discutir aqui se a Argentina agiu bem, ao tentar recuperar, pela força, o que pela força perdera, ou seja, a soberania sobre as Malvinas. O fato é que Washington não interveio em favor da paz: colocou-se inteiramente ao lado de Mme. Thatcher, sem ir mais fundo na discussão da soberania argentina, reconhecida por todos os seus vizinhos da América do Sul.</p>
<p>A nova doutrina brasileira busca estabelecer parcerias não só comerciais, mas estratégicas. E, para que não ocorra a pressão sobre os nossos parceiros, é melhor negociar com países emergentes – no caso, os BRICS.</p>
<p>Cometemos um erro estratégico ao assinar o famoso Tratado de Não Proliferação Nuclear. A decisão de não usar determinado instrumento bélico não nos deve tolher o processo de sua fabricação e a técnica de seu emprego.</p>
<p>Armemo-nos todos, ou nos desarmemos todos, sem exceção.</p>
<p>por Mauro Santayana</p>
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		<title>DE TRILHOS E SUBMARINOS</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/carlosferreira/2013/03/16/de-trilhos-e-submarinos/</link>
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		<pubDate>Sat, 16 Mar 2013 22:48:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Carlos Ferreira]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Politica]]></category>
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		<description><![CDATA[Reproduzido do Blog Mauro Santayana   (HD) &#8211;   A Presidente Dilma Roussef, inaugurou há dias, o estaleiro que produzirá os nossos submarinos. A primeira encomenda é de quatro belonaves convencionais e uma nuclear, cujo casco será construído com a parceria &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/carlosferreira/2013/03/16/de-trilhos-e-submarinos/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Reproduzido do <a href="http://www.maurosantayana.com/2013/03/de-trilhos-e-submarinos.html">Blog Mauro Santayana</a></p>
<p><a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/carlosferreira/2013/03/16/de-trilhos-e-submarinos/submarino_santayana/" rel="attachment wp-att-1070"><img class="alignleft size-full wp-image-1070" alt="Submarino_Santayana" src="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/carlosferreira/files/2013/03/Submarino_Santayana.jpg" width="400" height="275" /></a>   (HD) &#8211;   A Presidente Dilma Roussef, inaugurou há dias, o estaleiro que produzirá os nossos submarinos. A primeira encomenda é de quatro belonaves convencionais e uma nuclear, cujo casco será construído com a parceria da estatal francesa DNCS, com o reator a cargo da Marinha.   O Brasil talvez pudesse poderia chegar ao mesmo resultado – o submarino atômico só irá ao mar em 2023 – com menos dinheiro, se contratasse técnicos  aposentados com o fim da URSS &#8211; e ainda disponíveis, às centenas, na Rússia e na Ucrânia.</p>
<p>Isso poderia ter sido feito desde o início do projeto, há quase 20 anos, coincidindo com a crise do socialismo, mas, infelizmente, o Brasil tem tido, a partir do governo Fernando Henrique, dificuldade para pensar e coordenar seus projetos de longo prazo. Esse é o caso, por exemplo, das duas licitações da VALEC para a compra de 250 mil toneladas de trilhos, destinados à Ferrovia Norte-Sul e à FIOL –  Ferrovia de Integração Oeste-Leste &#8211; suspensas, depois de intervenção do TCU, neste início de ano. Um só consórcio se apresentou para as duas concorrências, o que espanta, diante da dimensão do negócio. É estarrecedor que só agora, na etapa da conclusão das obras, os trilhos estejam sendo encomendados à China.</p>
<p>Não é possível entender que se comece uma ferrovia sem saber de onde virão suas peças mais óbvias, como são os trilhos. E, menos ainda no país que é o maior produtor de minério de ferro do mundo, e com capacidade ociosa em sua indústria de aço. É inadmissível que &#8211; com um grande empresário da área, o Sr. Jorge Gerdau, atuando como articulador do governo com o setor privado – o Brasil não seja capaz de produzir seus próprios trilhos. Se nossas usinas siderúrgicas estatais – com sua importância estratégica, como vemos agora &#8211; não tivessem sido irresponsavelmente privatizadas, até o ponto de não sobrar nem uma sequer, bastaria, como ocorre na China, que o Governo convocasse uma delas e determinasse a execução da tarefa.</p>
<p>Como isso não é possível – até mesmo pela resistência cada vez maior do governo em defender qualquer medida que possa ser interpretada como estatizante – o problema poderia ser resolvido, apesar da proverbial chiadeira, dentro das “regras” do mercado. O BNDES, em vez de ficar financiando multinacionais que mandam bilhões  para fora todos os anos, poderia ir às compras no Bovespa, para fortalecer o controle do Estado em áreas estratégicas,  recomprando, por exemplo, as ações que pertenciam a Previ, na Embraer, e que foram vendidas no governo Lula. O preço das ações – por obra da campanha de sabotagem da imprensa econômica internacional contra o governo – está em baixa. A aquisição de papéis da Petrobras e da Vale ajudaria a recuperar seu valor, e eles poderiam ser vendidos, com lucro, no futuro.</p>
<p>Por <a href="http://www.maurosantayana.com/">Mauro Santayana</a></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>O apagão que incomoda</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/carlosferreira/2013/01/17/o-apagao-que-incomoda/</link>
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		<pubDate>Thu, 17 Jan 2013 00:27:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Carlos Ferreira]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Energia]]></category>
		<category><![CDATA[Indústria]]></category>
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		<category><![CDATA[Destaque]]></category>

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		<description><![CDATA[Reproduzindo artigo do presidente do PSB Roberto Amaral, ex-ministro da Ciência e Tecnologia no governo Lula: Afastada a ameaça de ‘apagão’ ou racionamento neste início de 2013, é preciso ter presente que, se os problemas estruturais não forem atacados de &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/carlosferreira/2013/01/17/o-apagao-que-incomoda/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Reproduzindo <a href="http://www.cartacapital.com.br/economia/o-apagao-que-incomoda/">artigo do presidente do PSB Roberto Amaral</a>, ex-ministro da Ciência e Tecnologia no governo Lula:</p>
<p>Afastada a ameaça de ‘apagão’ ou racionamento neste início de 2013, é preciso ter presente que, se os problemas estruturais não forem atacados de imediato, a crise de fornecimento de energia elétrica permanecerá rondando o país na próxima década, a menos que, desgraçadamente, não nos reencontremos com o crescimento econômico.</p>
<p>Como explicar as reincidentes crises de fornecimento de energia elétrica (lembram-se os leitores dos apagões de 2000/2001 e da crise de 2008?), se o Brasil tem à sua disposição um dos mais ricos conjuntos de fontes energéticas do mundo, constituído pelas alternativas hidráulica, nuclear, petrolífera, eólica, solar e, até, do carvão, além do etanol e da biomassa?</p>
<p>Ocorre que o sistema brasileiro é fundado, essencialmente, na energia produzida pelas hidrelétricas (algo como 80% de toda a produção nacional) contando com a complementaridade das termoelétricas. A presença de fontes alternativas como a solar e a eólica (em crescimento) é ainda irrelevante e assim permanecerá por muitos anos, e a participação da fonte nuclear é irrisória, bloqueada por uma ignorância fanática.</p>
<p>De fato, hoje e ainda por muito tempo, dependemos e dependeremos da energia fornecida pelas hidrelétricas; dependemos, portanto, do regime das chuvas. A propósito, todos os nossos reservatórios estão presentemente operando próximos da linha de segurança, restando ao operador nacional a única alternativa disponível: acionar as termelétricas. Assim, em face da crise hídrica, estão operando todas as termelétricas, a um custo altíssimo, tanto financeiro quanto ambiental. (Não há milagres: ao pressionarmos um interruptor, a luz só se acenderá se houver geração e transmissão de eletricidade…)</p>
<p>Mesmo a fonte hídrica, particularmente na Amazônia, já está ameaçada. Porque as hidrelétricas, para serem construídas, dependem do humor de ambientalistas articulados com o Ministério Público, sempre prontos a embargar os projetos de engenharia (o caro leitor terá acompanhado o noticiário acerca de Belo Monte?) que tirariam melhor proveito das quedas d’água que a natureza nos aquinhoou. Por isso, as novas hidrelétricas estão sendo projetadas para operar a fio d’água, sem reservatório. E o reservatório é o único meio de estocar combustível – água –, para que as hidrelétricas operem nos períodos de estiagem.<br />
Para que um sistema hídrico se auto-regule, são necessários seis meses de acumulação na capacidade de armazenamento, de forma a compensar os efeitos da sazonalidade da precipitação pluviométrica, assim como a ocorrência de períodos mais longos de seca. No Brasil, essa capacidade já foi de dois anos. No entanto, devido ao forte crescimento do consumo de energia elétrica, o valor hoje está em torno de 5,8 meses. A previsão tende a agravar-se, se levarmos em conta que as novas usinas programadas para entrar em operação têm uma razão de acumulação/produção de apenas dois meses, em decorrência daquelas exigências ambientais que impõem rigorosos limites na área a ser alagada pelos respectivos reservatórios.</p>
<p>Eis por que a crise das hidrelétricas se transforma em crise de todo o sistema, e as termelétricas, de simplesmente complementares, transformaram-se em essenciais. Reconheça-se, porém, que elas nos estão salvando do racionamento, elas e o sistema nacional que interliga todas as redes.</p>
<p>O Brasil precisa construir um portfólio de fontes de energia, razoavelmente equilibrado, o qual, sem descartar a hidrelétrica, compreenda, principalmente, o crescimento da nucleoeletricidade e a redução do uso das fontes fósseis. Impõe-se, para tanto, preliminarmente, o resgate do planejamento do setor elétrico, deixado de lado por governantes seduzidos pelas “vantagens” do mercado.</p>
<p>Essa diversificação de fontes é exigida por um cotidiano pontuado por apagões ou ameaças de apagões, pelo aquecimento global, pela poluição dos combustíveis fósseis e a constante variação de seus preços no mercado internacional. Diversificação também imposta pelas crescentes dificuldades – na sua maioria artificiais e contrárias aos interesses nacionais –, que, sob os mais diversos pretextos, vêm sistematicamente atrasando o programa hidrelétrico brasileiro.</p>
<p>A mesma ignorância antipatriótica que obstaculiza a construção das hidrelétricas é responsável pelo atraso da alternativa nuclear, que independe do regime das chuvas e da importação de matéria-prima, pois possuímos uma das maiores reservas de urânio do mundo e dominamos as técnicas de sua extração e enriquecimento.</p>
<p><a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/carlosferreira/files/2013/01/Angra-2-1.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1016" src="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/carlosferreira/files/2013/01/Angra-2-1.jpg" alt="" width="2000" height="3008" /></a>Por razões as mais diversas, tanto Angra I, projeto norte-americano da Westinghouse, quanto Angra II, projeto alemão da Kraftwekunion, tiveram, durante a construção, interrupções e retomadas, e só entraram em operação comercial em 1985 e 2001, respectivamente, ou seja, foram necessários 13 anos para construir Angra I e 25 anos para construir Angra II, quando o tempo médio mundial é de sete anos. Angra III está atrasada 35 anos, quando o programa original, de 1975, previa a construção de oito usinas!<br />
Por óbvio, ninguém neste país está satisfeito com os índices recentes de nosso crescimento econômico. Mas é fácil concluir que não podemos pensar em retomada do crescimento, e muito menos planejá-lo, sem prévio aumento da oferta de eletricidade. Esse aumento, para operar-se em segurança, deverá, todavia, compreender o desenvolvimento de todas as fontes disponíveis. Por outro lado, o desarranjo dos sistemas de distribuição, fruto da criminosa privatização do setor, exige providências imediatas para assegurar investimentos em melhorias dos sistemas e na sua manutenção adequada, para impedir a ocorrência de apagões provocados por falhas operacionais.<br />
O aumento da produção de todas as fontes, oferecendo segurança ao sistema em qualquer época do ano, de par com a melhoria da rede de distribuição, em síntese, o aumento da oferta de energia, aciona o crescimento econômico e o desenvolvimento social, os quais, por seu turno, aumentam a demanda por energia. Trata-se, porém, de um círculo virtuoso.</p>
<p>O extremo dessa equação se confunde com os limites das reservas das fontes energéticas, mesmo renováveis, inclusive as hidrelétricas, e as derivadas da biomassa, porque, até para países de dimensões continentais como o Brasil, há limites para a substituição da produção de alimentos (de que carecem nosso povo e a humanidade) por plantações de cana-de-açúcar, soja e oleaginosas em geral, destinadas à produção de combustível alternativo. O desafio de nossos dias – produzir energia em volume suficiente para atender a uma demanda que se eleva continuamente como preço do progresso é relativamente maior em países como o nosso, que luta pela consolidação de seu parque industrial e pela retomada do crescimento econômico. No Brasil, esse crescimento deverá ser exponencialmente maior se levarmos em conta que nosso consumo per capita ainda pode ser considerado baixo, comparado, seja às médias mundiais, seja ao ritmo dos ‘emergentes’ mais dinâmicos, seja, principalmente, às necessidades de nossas populações.</p>
<p>Não é só a construção de um reservatório, ou de uma usina nuclear, que causa impacto ambiental. A maior poluição vem da pobreza: saneamento, lixo, dengue e cólera também são questões ambientais que só podem ser enfrentadas com desenvolvimento. E não há desenvolvimento sem geração de energia.</p>
<p>Leia mais em <a href="http://www.ramaral.org" target="_blank">http://www.ramaral.org </a></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Exército vai construir forte em GO para abrigar mísseis</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Dec 2012 22:18:05 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[18 de dezembro de 2012 &#8211; ROBERTO GODOY O Exército está criando em Formosa (GO) duas unidades especializadas de mísseis e foguetes para operar o Astros 2020, sistema de lançamento múltiplo desenvolvido pela Avibras Aeroespacial, de São José dos Campos &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/carlosferreira/2012/12/18/exercito-vai-construir-forte-em-go-para-abrigar-misseis/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/carlosferreira/files/2012/12/AV-MT-300_Astros-2020.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-971" src="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/carlosferreira/files/2012/12/AV-MT-300_Astros-2020.jpg" alt="" width="250" height="308" /></a>18 de dezembro de 2012 &#8211; ROBERTO GODOY</p>
<p>O Exército está criando em Formosa (GO) duas unidades especializadas de mísseis e foguetes para operar o Astros 2020, sistema de lançamento múltiplo desenvolvido pela Avibras Aeroespacial, de São José dos Campos (SP).</p>
<p>A nova base, o Forte de Santa Bárbara, vai receber o avançado míssil AV-TM com alcance no limite de 300 quilômetros &#8211; o primeiro da Força Terrestre, projetado e construído no País.</p>
<p>O programa prevê uma instalação de instrução, uma bateria de busca de alvos, os paióis de munições, e a revitalização do atual 6.º Grupo de Lançadores Múltiplos de Foguetes. As unidades terão, na área, um Comando e Estado Maior, uma bateria de Comando e três baterias de lançamento. Cada conjunto operaci0nal é integrada por 15 veículos: 6 carretas disparadoras, 6 remuniciadoras e ao menos mais três viaturas blindadas para o comando, a estação meteorológica e o apoio técnico.</p>
<p><a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/carlosferreira/files/2012/12/míssil-AV_MT_300-Avibras1.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-973" src="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/carlosferreira/files/2012/12/míssil-AV_MT_300-Avibras1.jpg" alt="" width="326" height="155" /></a>O custo do complexo, abrangendo o núcleo habitacional para o pessoal permanente será anunciado até março. Só o desenvolvimento do míssil e do novo foguete balístico guiado AV-40, com 40 km de raio de ação, vai custar R$ 235 milhões dos quais R$ 195 milhões só para o AV- TM. O lote inicial será recebido em 2016. O programa exigirá cerca de R$ 1.246 bilhão, em etapas, até 2018.</p>
<p>Em nota, o Exército destacou que o Astros 2020 é a plataforma para que a Força tenha &#8220;apoio de fogo de longo alcance com elevados índices de precisão e letalidade&#8221;. A navegação do AV-TM é feita por uma combinação de caixa inercial e um GPS. O míssil faz acompanhamento do terreno com um sensor eletrônico, corrigindo o curso em conformidade com as coordenadas armazenadas a bordo. Seu objetivo é uma instalação estratégica &#8211; refinarias, usinas geradoras de energia, centrais de telecomunicações, concentrações de tropa, depósitos, portos, bases militares, complexos industriais.</p>
<p><em>Fonte: Jornal </em><a href="http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,exercito-vai-construir-forte-em-go-para-abrigar-misseis,975134,0.htm">O Estado de S. Paulo </a></p>
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		<title>Marinha do Brasil em transformação</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Nov 2012 18:45:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Carlos Ferreira]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Defesa]]></category>
		<category><![CDATA[Indústria]]></category>
		<category><![CDATA[Nuclear]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
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		<description><![CDATA[Reproduzido do blog Poder Naval, 10 de novembro de 2012 Por Eduardo Italo Pesce Na Proposta de Lei Orçamentária Anual (PLO) para 2013, encaminhada ao Congresso em 30/8/2012, a dotação inicial do Ministério da Defesa é de R$ R$ 66.368,7 &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/carlosferreira/2012/11/11/marinha-do-brasil-em-transformacao/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Reproduzido do blog <a href="http://www.naval.com.br/blog/2012/11/10/marinha-do-brasil-em-transformacao/#axzz2BwNiy3Ga">Poder Naval</a>, <em>10 de novembro de 2012</em></p>
<p><a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/carlosferreira/files/2012/11/Programa-S_BR-SN_BR.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-912" title="Programa S_BR &amp; SN_BR" src="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/carlosferreira/files/2012/11/Programa-S_BR-SN_BR.jpg" alt="" width="580" height="593" /></a></p>
<p><em>Por Eduardo Italo Pesce</em></p>
<p>Na Proposta de Lei Orçamentária Anual (PLO) para 2013, encaminhada ao Congresso em 30/8/2012, a dotação inicial do Ministério da Defesa é de R$ R$ 66.368,7 milhões. Deste total, R$ 1.257,6 milhões destinam-se à administração central; R$ 15.586,4 milhões ao Comando da Aeronáutica (Força Aérea); R$ 27.210,7 milhões ao Comando do Exército; R$ 17.856,8 milhões ao Comando da Marinha; e R$ 4.457,2 milhões às demais unidades orçamentárias.</p>
<p>Dos R$ 17.856,8 milhões destinados à Marinha, as despesas correntes ficarão com R$ 13.478,7 milhões, sendo R$ 11.867 milhões para gastos de pessoal e encargos sociais; R$ 241,9 milhões para juros e encargos da dívida; e R$ 1.369,8 milhões para outros gastos correntes. As despesas de capital terão R$ 3.952,9 milhões, dos quais R$ 3.199,9 milhões para investimentos e R$ 753 milhões para amortização da dívida. A reserva de contingência será de R$ 425 milhões.</p>
<p>Os principais aspectos do Plano de Articulação e Equipamento da Defesa (Paed), que consolida projetos do Ministério da Defesa e das três forças singulares para o período 2012-2031, são mostrados no Livro Branco de Defesa Nacional (LBDN), apresentado ao Congresso em 17/07/2012, com as atualizações da Política Nacional de Defesa (PND) e da Estratégia Nacional de Defesa (END).</p>
<p>A publicação do LBDN e a elaboração do Paed inserem-se no processo de transformação da Defesa no Brasil. Os projetos de transformação de nossas Forças Armadas englobam investimentos totais de R$ 557.734,5 milhões, dos quais R$ 143.722 milhões estão destinados aos projetos de articulação e R$ 414.012 milhões aos de equipamento.</p>
<p>Dos R$ 557.734,5 milhões previstos no Paed (que deve ser sancionado pelo presidente da República em 2012), os projetos da Marinha representam R$ 211.682,3 milhões, sendo R$ 37.922,5 milhões para os projetos de articulação e R$ 173.759,8 milhões para os de equipamento. Alguns projetos excedem o período até 2031, enquanto que outros já estavam em andamento.</p>
<p>À recuperação da capacidade operativa estão destinados R$ 5.372,3 milhões em 2009-25; ao programa nuclear da Marinha, R$ 4.199,0 milhões em 2009-31; à construção do núcleo do Poder Naval, R$ 175.225,5 milhões em 2009-2047; ao Sistema Gerencial da Amazônia Azul (Sisgaaz), R$ 12.095,6 milhões em 2013-24; ao complexo naval da 2ª Esquadra/2ª Força de Fuzileiros da Esquadra, R$ 9.141,5 milhões em 2013-31; à segurança da navegação, R$ 632,80 milhões em 2012-31; e ao pessoal, R$ 5.015,6 milhões em 2010-31.</p>
<p>Em novembro, será inaugurada a Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas (Ufem), para construção das seções de casco dos novos submarinos. <strong>As quatro unidades de propulsão convencional (S-BR) devem receber os nomes de Riachuelo, Humaitá, Tonelero e Angostura. O submarino de propulsão nuclear (SN-BR) deverá se chamar Álvaro Alberto, em homenagem ao almirante que trouxe para o Brasil as primeiras ultracentrífugas de enriquecimento de urânio.</strong></p>
<p>A futura localização do complexo da 2ª Esquadra/2ª FFE deve ser decidida em breve, a fim de cumprir o cronograma de projeto. A baía de São Marcos, em São Luís (MA), é apontada por especialistas como o local mais adequado. No decorrer da primeira metade deste século, parte substancial da Marinha deverá migrar para o litoral Norte/Nordeste do Brasil, em função da nova realidade estratégica.</p>
<p>Na estrutura militar de Defesa criada em 2010, os comandos da Marinha, do Exército e da Aeronáutica passaram a ter como atribuição principal o preparo das respectivas forças. O emprego de elementos das três forças singulares, em operações conjuntas no Atlântico Sul, ficaria subordinado ao comando de um Teatro de Operações Marítimo (TOM), e o papel do Comando de Operações Navais (ComOpNav) na estrutura do setor operativo da Marinha teria que ser reavaliado.</p>
<p>Na visão deste autor, o ComOpNav, ao qual atualmente se subordinam a Esquadra e a FFE, além de nove distritos navais e alguns outros componentes, poderia ser acrescido de componentes adicionais ou ser substituído por dois comandos de área autônomos: o Comando Naval Meridional (Coname), com sede no Rio de Janeiro (RJ), e o Comando Naval Setentrional (Conase), possivelmente sediado em São Luís (MA).</p>
<p>Ao Coname estariam subordinadas a 1ª Esquadra e a 1ª FFE, além dos 1º, 2º, 5º, 6º, 7º e 8º Distritos Navais. O Conase incluiria a 2ª Esquadra, a 2ª FFE e os 3º, 4º e 9º Distritos Navais. Os submarinos poderiam ser integrados às duas Esquadras ou ficar sob um comando de força autônomo, sediado em Itaguaí (RJ). Neste caso, as 1ª e 2ª Esquadras seriam constituídas apenas por meios de superfície e aeronavais.</p>
<p>Nos conflitos assimétricos do século XXI, a Marinha do Brasil deve estar apta a realizar operações nas quais o “inimigo” pode não ser um Estado organizado, como as de interdição marítima ou de combate à pirataria. Em períodos de paz, deve garantir a presença do Brasil nas águas jurisdicionais que constituem a Amazônia Azul, assim como em outras áreas marítimas de interesse nacional, dissuadindo ameaças e atuando na segurança marítima ou em apoio à política externa.</p>
<p>Por ter mais de 70% de sua superfície coberta pelos oceanos, nosso mundo poderia ser chamado de Planeta Água. A distribuição desigual das terras pelos hemisférios caracteriza a existência de um “hemisfério de terra” ao Norte e um “hemisfério de água” ao Sul. O Brasil é a maior potência marítima do Hemisfério Sul, e a ampliação de sua projeção internacional, além do nível regional, tende a consolidar tal posição.</p>
<p>Nosso país integra o grupo de potências emergentes, denominado Brics (Brasil, Rússia, China e África do Sul). No século XXI, será necessário capacitar plenamente a Marinha do Brasil, assim como o Exército e a FAB, para a defesa da soberania e dos interesses nacionais. A transformação das Forças Armadas brasileiras depende da concretização dos projetos que constam do Paed.</p>
<p>(*) <em>Especialista em Relações Internacionais, professor no Cepuerj e colaborador permanente do Centro de Estudos Político-Estratégicos da Escola de Guerra Naval (Cepe/EGN).</em></p>
<p><strong>FONTE:</strong> <a href="http://www.monitormercantil.com.br/index.php?pagina=Noticias&amp;Noticia=122813&amp;Categoria=OPINI%C3%83O" target="_blank">Monitor Digital</a></p>
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		<title>Seminário Sobre a Indústria de Defesa</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/carlosferreira/2012/10/31/seminario-sobre-a-industria-de-defesa/</link>
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		<pubDate>Wed, 31 Oct 2012 22:49:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Carlos Ferreira]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Defesa]]></category>
		<category><![CDATA[Indústria]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>

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				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/carlosferreira/files/2012/10/Seminário-Defesa_1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-904" title="Seminário Defesa_1" src="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/carlosferreira/files/2012/10/Seminário-Defesa_1.jpg" alt="" width="794" height="1398" /></a></p>
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		<title>NUCLEAR: QUEM SAI, QUEM FICA</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Oct 2012 15:48:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Carlos Ferreira]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Energia]]></category>
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		<category><![CDATA[Nuclear]]></category>
		<category><![CDATA[Politica]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Reproduzido do  Estado de Minas &#8211; MG (Opinião) _ 05/10/2012 Por Leonam dos Santos Guimarães (*) Alemanha, Suíça, Itália e Bélgica saem, Japão ainda incerto. Todos os demais 27 países que hoje operam usinas ficam, incluídos aí EUA, Canadá, Brasil, &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/carlosferreira/2012/10/06/nuclear-quem-sai-quem-fica/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Reproduzido do  Estado de Minas &#8211; MG (Opinião) _ 05/10/2012</p>
<p>Por Leonam dos Santos Guimarães (*)</p>
<p><a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/carlosferreira/files/2012/10/Angra-2-1.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-881" title="Angra 2 &amp; 1" src="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/carlosferreira/files/2012/10/Angra-2-1-199x300.jpg" alt="" width="199" height="300" /></a>Alemanha, Suíça, Itália e Bélgica <strong>saem</strong>, Japão<strong> </strong>ainda incerto. Todos os demais 27 países que hoje operam usinas <strong>ficam</strong>, incluídos aí EUA, Canadá, Brasil, Grã-Bretanha, França, Rússia, Índia, China. Outros 45 países estão ativamente considerando entrar no nuclear, dos quais pelos menos 6 <strong>entram</strong>. Vamos aos fatos.</p>
<p>A geração elétrica nuclear no mundo tem apresentado uma ligeira queda. Após um recorde de produção de 2006 (cerca de 2.750 TWhora), os anos subseqüentes não indicaram crescimento. Em 2011 a geração foi de 2.600 TWhora. Note-se que toda a geração elétrica brasileira é pouco superior a 500 TWhora. Existem, porém, duas tendências em curso:</p>
<p>Os países que foram os primeiros a adotarem a geração nuclear, isto é, os Estados Unidos, Europa, Japão e Rússia, têm tido uma geração constante ou em ligeiro declínio. Os que apresentam reduções são o Japão e alguns países da Europa, fora a França e Finlândia.</p>
<p>Os países que adotaram a geração nuclear mais tarde, particularmente os países em desenvolvimento, continuam a mostrar crescimento. A China e a Índia em particular, têm adicionado significativa geração nuclear. O Brasil, com o recorde de produção de Angra 1 e 2 em 2011 e a construção de Angra 3 segue essa tendência</p>
<p>O que prevalecerá no longo prazo depende de como estas duas tendências opostas se equilibrarão. Existem novas instalações em construção e alguns &#8220;uprates&#8221; das antigas instalações existentes entre os países que possuem grandes parques de geração nuclear. Esse é caso dos EUA e França, mas principalmente da Rússia, que desenvolve um programa de construção de maior porte.</p>
<p>A geração elétrica nuclear fornece uma parcela significativa da produção de eletricidade do mundo, muito mais do que qualquer nova alternativa. Mesmo com o crescimento das energias renováveis, ainda há um crescimento muito substancial na utilização de combustíveis fósseis nos últimos anos. Fazer uma mudança da geração nuclear para eólica ou solar é muito difícil, especialmente dado às diferenças no seu regime de operação (geração de base x intermitente). Se o uso de eletricidade nuclear for reduzido, o resultado mais provável será uma redução da oferta global de eletricidade ou um aumento no uso de combustíveis fósseis, como os casos do Japão e da Alemanha têm mostrado.</p>
<p>Para os países que planejam reduzir o nuclear, suas percentagens na geração total em 2010 foram: Alemanha, 22%; Suíça, 37%; Bélgica, 52%; e Japão 25%. A menos contando com importações, será difícil gerar-se toda essa quantidade perdida por redução da demanda ou mudança para as energias renováveis. As usinas com custos de capital já amortizado geram eletricidade muito barata. Qualquer tipo de mudança irá requerer substituição por fontes mais caras. Isso será considerado pelas empresas em suas decisões sobre onde localizar novas instalações.</p>
<p>O abandono do nuclear é uma tendência típica da Europa Ocidental, por razões ligadas à política local, e do Japão, pelas conseqüências de Fukushima. Existem atualmente 64 usinas nucleares em construção no mundo (Argentina, Brasil, China, Taiwan, Finlândia, França, Índia, Japão, Coréia do Sul, Paquistão, Rússia, Eslováquia, Ucrânia e EUA). Novas construções na Grã-Bretanha, Canadá, Lituânia, Belarus e Emirados Árabes Unidos deverão se iniciar em 2013. Isso somará mais de 60GW ao parque nuclear mundial, ou seja, muito mais que todo o parque nuclear dos países que decidiram pelo abandono do nuclear.</p>
<p><em>(*) Leonam dos Santos Guimarães é doutor em engenharia, assistente da Presidência da Eletronuclear e membro do Grupo Permanente de Assessoria da Agência Internacional de Energia Atômica</em></p>
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		<item>
		<title>Entraves da inovação nacional</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/carlosferreira/2012/09/30/entraves-da-inovacao-nacional/</link>
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		<pubDate>Sun, 30 Sep 2012 18:14:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Carlos Ferreira]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Indústria]]></category>
		<category><![CDATA[Politica]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>

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		<description><![CDATA[A demora para o registro de patentes, a incapacidade de um trabalho conjunto efetivo entre empresas e universidades e um sistema de qualificação que privilegia a publicação de artigos e não a criação e a ciência aplicada, criam sérias barreiras &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/carlosferreira/2012/09/30/entraves-da-inovacao-nacional/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/carlosferreira/files/2012/09/Ciência-Tecnologia.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-874" title="Ciência &amp; Tecnologia" src="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/carlosferreira/files/2012/09/Ciência-Tecnologia.jpg" alt="" width="243" height="198" /></a></strong></p>
<p>A demora para o registro de patentes, a incapacidade de um trabalho conjunto efetivo entre empresas e universidades e um sistema de qualificação que privilegia a publicação de artigos e não a criação e a ciência aplicada, criam sérias barreiras à inovação. Em debate as reais perspectivas do Brasil nos próximos anos.</p>
<p>Artigo publicado no <strong>Jornal do Clube de Engenharia, nº 522</strong>, disponível no link: <a href="http://portalclubedeengenharia.org.br/arquivo/1348001151.pdf/documentos">http://portalclubedeengenharia.org.br/arquivo/1348001151.pdf/documentos</a></p>
<p><strong>Investimentos em inovação tecnológica reforçados pela nova política industrial nacional aquecem o setor e evidenciam o grande desafio representado pelas patentes</strong></p>
<p>A inovação entrou definitivamente em pauta com o lançamento do Plano Brasil Maior, a política industrial do governo Dilma Rousseff, que tem como lema “Inovar para competir, competir para crescer”. A inovação foi um dos caminhos escolhidos pelo governo para impulsionar o salto de competitividade que irá ampliar a inserção do país no mercado mundial.</p>
<p>Considerado o índice de desenvolvimento tecnológico e de pesquisa dos países, o registro de patentes tem sido usado para retratar o cenário da inovação no Brasil. Entre 2001 e 2010, o país viu um crescimento de 64% de registros em todo o mundo. O estudo é do Índice Mundial Derwent de Patentes, produzido pela Thomson Reuters e publicado pela Folha no início do ano. Segundo o documento, o país teve 130 mil pedidos de registros inovadores. A China registrou 3 milhões de pedidos no mesmo período.</p>
<p><strong>Morosidade e cultura</strong></p>
<p>Quando comparado com os parceiros dos Brics – Rússia, Índia e China -, o país fica para trás no  que se refere ao registro em escritórios internacionais de patentes. Nos últimos cinco anos, a China obteve nos Estados Unidos 9.483 patentes. A Índia, 4.191 e a Rússia, 1.123. O Brasil conseguiu 648 registros.</p>
<p>Nelson Furtado é físico e químico, com mestrado em Geologia e doutorado em Metalurgia. É hoje o coordenador de um dos mais ambiciosos projetos da Secretaria de Ciência e Tecnologia do Estado do Rio de Janeiro, o programa Rio Biodiesel. Nelson é também um inventor. Sua última criação foi um substituto das cerâmicas supercondutoras dos trens de levitação magnética. A patente foi registrada nos Estados Unidos em um ano e meio. O processo duraria de oito a dez anos no Brasil.</p>
<p>A demora no trabalho do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) é hoje um dos problemas crônicos na área e fica claro em números. São 150 mil pedidos acumulados. Sem dúvida, um entrave para investimentos estrangeiros. Para Nelson, o problema é mais profundo e precisa ser visto de forma ampla. “A inovação precisa crescer. É uma questão cultural. Quando tivermos materiais, tecnologias, desenvolvimento de fato, aí sim poderemos ter um INPI vultoso, grandioso, automatizado, acessível, com leis mais práticas, a exemplo da América”, explica.</p>
<p><strong>Vontade política</strong></p>
<p>Engavetada por 15 anos, a Lei de Inovação foi aprovada em 2004, mais de cem anos depois de Thomas Edison registrar suas 2.332 patentes. Mais que um problema localizado, setorial, a inovação no Brasil enfrenta, segundo Nelson, um entrave cultural e a carência de um projeto nacional. Segundo informa, os pesquisadores brasileiros ainda inovam pouco: “a burocracia, a incapacidade de companhias e universidades em atuar em parceria fazem com que as empresas brasileiras comprem tecnologia de prateleira. Já as empresas estrangeiras ou multinacionais, preferem desenvolver ciência e tecnologia nas matrizes”.</p>
<p>A forma com que os pesquisadores brasileiros são avaliados – pela publicação de artigos científicos – também é um entrave. “Alguém que desenvolve uma patente está criando um bem econômico. Ele não pode publicar em uma revista internacional, dando a informação para quem detém a tecnologia, se ele quer justamente desenvolvê-la aqui. Nosso conhecimento básico é muito bom. O nosso problema é a tecnologia”, explicou Furtado, que aposta na atuação de Marco Antônio Raupp, ministro da Ciência e Tecnologia. “Ele promete promover a criação de incentivos fiscais e tecnológicos específicos para o desenvolvimento de tecnologia em casa. É assim que o mundo todo faz. Se não for feito, continuaremos com um futuro sombrio nessa área, ficando como eternos caudatários de tecnologias produzidas no exterior”, alerta.</p>
<p>Para Furtado, há um nó que precisa ser desatado, que é justamente o da tecnologia. “Pode-se dizer que a ciência básica é aquela que abre caminhos para o desenvolvimento tecnológico. Esta sim, facilita a vida do individuo, produz medicamentos, resultados, renda e emprego. Uma descoberta científica é publicada e torna-se de domínio público e internacional. Já a tecnologia gera uma patente, que por sua vez, é explorada comercialmente e resulta em participação – <em>royalties </em>– sobre todo recurso gerado a partir dela”, destaca.</p>
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		<title>O IPI E OS VOOS DE GALINHA.</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Sep 2012 23:31:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Carlos Ferreira]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Indústria]]></category>
		<category><![CDATA[Politica]]></category>

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		<description><![CDATA[Reproduzido do: http://www.maurosantayana.com/2012/09/o-ipi-e-os-voos-de-galinha.html O IPI E OS VOOS DE GALINHA, Por Mauro Santayana, A incipiente recuperação da indústria e do varejo e o recrudescimento da crise na Europa, com o risco de um provável pedido de resgate da Espanha, recomendam &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/carlosferreira/2012/09/18/o-ipi-e-os-voos-de-galinha/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Reproduzido do: </strong><a href="http://www.maurosantayana.com/2012/09/o-ipi-e-os-voos-de-galinha.html">http://www.maurosantayana.com/2012/09/o-ipi-e-os-voos-de-galinha.html</a></p>
<p><strong>O IPI E OS VOOS DE GALINHA, </strong>Por Mauro Santayana,</p>
<p><a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/carlosferreira/files/2012/09/Ind-Auto.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-862" title="Ind Auto" src="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/carlosferreira/files/2012/09/Ind-Auto.jpg" alt="" width="320" height="204" /></a>A incipiente recuperação da indústria e do varejo e o recrudescimento da crise na Europa, com o risco de um provável pedido de resgate da Espanha, recomendam cautela do governo na hora de cortar mais uma vez os benefícios que tem sido concedidos à produção, como é o caso da redução de IPI para a comercialização de automóveis e de produtos de linha branca.</p>
<p>Antes – e os efeitos ainda estão aí, na prática &#8211; o país via-se afetado por uma política monetária ortodoxa, na qual a escalada da SELIC abortou, por diversas vezes, a manutenção de uma taxa de crescimento razoável e constante, fazendo com que a economia se lançasse a inúmeros “voos de galinha”, que depois foram abruptamente interrompidos pela mudança das regras do jogo .</p>
<p>O país, agora com uma taxa de juros mais próxima do razoável, parece ter se livrado da ditadura das cassandras, que, por meio dos boletins Focus, se dedicavam – e ainda se dedicam, infelizmente – ao esporte de promover a piora das expectativas para se beneficiar direta e indiretamente da alta de juros dela decorrente.</p>
<p>A indústria brasileira precisa de regras estáveis para trabalhar em um mundo cada vez mais competitivo, no qual vários países tentam minorar os efeitos da crise empurrando bens de consumo e mercadorias de todo o tipo para o nosso mercado interno.</p>
<p>Manter intocados por pelo menos um ano os incentivos voltados para a recuperação da produção industrial, incluindo a redução do IPI, ajudaria a dar fôlego ao país para encontrar um rumo em meio à tempestade que assola a economia dos principais mercados mundiais.</p>
<p>Mas isso apenas não basta. Nosso mercado interno, incluindo o automobilístico, não pode continuar entregue apenas a multinacionais. Já passou da hora de o Brasil ter concorrentes nacionais nos diferentes setores da atividade industrial, brutalmente desnacionalizados nos anos noventa, como aconteceu, por exemplo, com o próprio segmento de linha branca e o de autopeças.</p>
<p>Outros países do BRICS, como a China e a Índia, partindo do mesmo patamar (sem falar da Coréia e do Japão anteriormente), conseguiram erguer, graças à participação direta e indireta do Estado, poderosas indústrias automobilísticas nos últimos anos, ou simplesmente adquiriram no exterior, aproveitando a crise ocidental, empresas que já estavam no mercado, detentoras de grandes marcas e de tecnologia avançada, como a Volvo, a Jaguar e a Land Rover.</p>
<p>Aqui, com decisão política e recursos do BNDES, poderíamos fazer o mesmo, em aliança ou não com marcas chinesas ou indianas para conquistar a tecnologia que o primeiro mundo parece não ter o menor interesse em nos deixar desenvolver neste momento.</p>
<p>Afinal, o consumidor que compra um carro fabricado no Brasil &#8211; e uma CPI poderia ajudar a desvendar esse mistério – não pode continuar pagando, por modelos similares aos fabricados no exterior, os preços mais altos do mundo.</p>
<p>Por Mauro Santayana</p>
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