Dominação cultural e outras dominações

Artigo reproduzido do blog: http://paulometri.blogspot.com.br

Dominação cultural e outras dominações

(Veiculado pelo Correio da Cidadania a partir de 31/01/14)

 Paulo Metri – conselheiro do Clube de Engenharia e colunista do Correio da Cidadania

 Dá-me angústia ver dirigentes de um país que não conseguem enxergar a grandiosidade e a responsabilidade dos cargos galgados. Muitos chegam ao alto cargo, unicamente, com um projeto de satisfação máxima dos grupos políticos que representa e do seu orgulho próprio. Estes são os corruptos e os desprezíveis. Outros, bem intencionados, querem contribuir socialmente e conseguem fazer muita coisa. Mas, em certos aspectos, fraquejam, pois, para fazer mais, é preciso enfrentar grupos muito poderosos, principalmente externos.

Neste ponto, lembro-me do ex-governador Leonel Brizola, que combatia as “perdas internacionais”, que eram a razão para não se conseguir atingir o máximo bem-estar social. Ele era criticado por não elencar estas perdas, mas, na verdade, quem o criticava tinha medo que a população viesse a conhecê-las. A intuição do sagaz político era perfeita. Algumas das possíveis perdas internacionais, em caráter de exemplo, são as seguintes. Ao se aceitar a antiga dívida externa sem uma auditoria pública, ao se assinar hoje as concessões petrolíferas danosas da lei 9.478, ao se possuir uma política mineral entreguista, ao não se proteger desde 1995 as empresas nacionais genuínas, ao se financiar com recursos públicos grupos estrangeiros, ao se concordar a partir de data recente com um novo registro de patente de desenvolvimento antigo, que já deveria estar em domínio público, devido a um suposto novo uso, e ao se colocar em condição subalterna em negociações internacionais, restam para a sociedade brasileira perdas internacionais incomensuráveis.

Existem administradores da nação bem intencionados que mergulham em labirintos, alguns maquiavelicamente plantados, e se perdem em conceitos e tecnicidades, criadas por quem quer que a riqueza saia do país e vá para o exterior. Por exemplo, entendo a razão explicada para a existência das agências classificadoras de risco. Contudo, entendo também que elas prestam um papel essencial para o capital internacional, ao serem utilizadas como ferramenta de controle de países dominados, visando obrigá-los a fazer o que é de interesse do capital. No ato de seguir o receituário externo, pode até não existir corrupção, sendo somente o caso de simples “dominação cultural” dos administradores.

Nas relações internacionais, não há amizades, nem inimizades, há unicamente interesses. A atual coalisão de partidos que governa o Brasil, liderada pelo PT, não atua conscientemente com relação às relações internacionais. No meu entendimento, a entrega do campo de petróleo de Libra, no governo Dilma, para receber R$ 15 bilhões de bônus e, com isso, aliviar as contas do país, representou a total alienação deste governo com relação à importância, sob o ponto de vista da política internacional, de se ter o controle da produção e da destinação do petróleo nacional.

Para compreender a importância deste recurso natural, a voracidade das empresas petrolíferas internacionais e o apoio dado por países desenvolvidos às suas empresas, o leitor deve assistir a quatro vídeos, intitulados como “O segredo das sete irmãs: a vergonhosa história do petróleo”, que estão em vários sites na internet, inclusive, por exemplo, em: http://www.youtube.com/playlist?list=PL65E3B3A3DC9AEBD0

Estes vídeos, produzidos por Frédéric Tonolli e Arnaud Hamelin, têm a participação da France Télévisions e são dirigidos por Frédéric Tonolli. Muitas das suas afirmações são encontradas também no livro “O Petróleo: uma história mundial de conquistas, poder e dinheiro”, de Daniel Yergin, presidente da Cambridge Energy Research Associates (CERA).

Dentre as várias informações importantes obtidas destes vídeos, observa-se que muitos genocídios contra homens e mulheres negros têm ocorrido na África em torno da exploração do petróleo. Observa-se, também, que as empresas estrangeiras que ganharam Libra são, exatamente, as responsáveis por alguns dos genocídios ocorridos na África. A atuação da Shell e da Elf (atual Total) na Nigéria, da Total no Gabão e das empresas chinesas no Sudão levou à morte mais de dois milhões e meio de negros.

O genocídio contra qualquer grupo é ato abominável que desmerece a espécie humana. Contudo, o que torna os genocídios africanos aberrações de grandeza superior é a fragilidade do exterminado. Ele é politicamente inocente e desprovido de qualquer mecanismo de defesa. É inimaginável que humanos instiguem outros humanos a matarem sua própria espécie e etnia para que os primeiros recebam riquezas. Enfim, constatando-se a veracidade das informações, em respeito à etnia negra, que com orgulho é uma das constituintes do povo brasileiro, peço que haja um movimento para a rescisão do contrato de Libra, assinado com uma rapidez incrível pelo governo brasileiro, por essas empresas e pela Petrobras.

Do mesmo grupo de vídeos, obtém-se que o líder Ken Saro-Wiwa, pertencente ao povo Ogoni, lutava contra a degradação ambiental, causada por petrolíferas, especialmente a Shell, na exploração de petróleo na região do delta do rio Níger, na Nigéria. O governo ditatorial deste país nos anos 90 e o sistema judiciário corrupto de então prenderam, “julgaram”, condenaram à morte e assassinaram o líder e mais oito companheiros. A Shell, para melhorar sua imagem neste país, pagou US$ 15,5 milhões às famílias das vítimas, o que significa um reconhecimento da culpa. Devido ao passado dessas empresas de descuido com o meio ambiente, os ambientalistas podem se juntar à luta pela rescisão do contrato de Libra.

As grandes petrolíferas estrangeiras não citadas não o foram simplesmente porque estava me atendo àqueles que ganharam o campo de Libra. Mas elas também têm seus passados vergonhosos. Não há santo neste setor, a não ser estatais que, em seus próprios países e dependendo do governo, tendem a se comportar bem melhor.

Esses vídeos mostram também uma gama maior de ações aéticas dessas empresas, capazes de tramar a deposição de mandatários, instigar revoluções, assassinar lideranças e muito mais, não só na África negra, mas no Norte da África, no Oriente Médio, no Cáucaso, na Ásia Central, na América Latina, enfim, onde houver países com petróleo e passíveis de serem dominados. No Brasil atual, estas empresas atuariam, se já não estão atuando, seguindo outro modelo. Mandariam prepostos dos governos de seus países de origem declarar ao presidente brasileiro o quanto é importante abrir as portas para ela, contribuiriam para campanhas políticas, cooptariam muitos órgãos da administração pública, corromperiam legisladores, influenciariam na nomeação de diretores das estatais brasileiras do setor, conseguiriam a aprovação de frequentes rodadas de leilões em bacias escolhidas, dentre outras atuações.

Os governos FHC, Lula e Dilma, com suas naturezas privatistas do petróleo nacional, já fizeram 13 rodadas de leilões de áreas para busca de petróleo, já assinaram cerca de 1.000 contratos, sendo um, o da partilha amofinada, e os demais, os de concessão. “Partilha amofinada” porque o governo criou tantos benefícios para as empresas na lei, no edital e no contrato, que, para a sociedade, sobrou pouco. Em outras palavras, estes governos entregaram-se ao mercado.

O remédio natural contra a imposição dominadora estrangeira é a nossa reação soberana. Infelizmente, vários setores da economia brasileira já estão com alto grau de dominação externa e nossos governos nada fazem, como se a entrega do país fosse algo natural. Este modelo subalterno só serve aos países onde estão as sedes das empresas multinacionais, para onde vão o lucro, os pagamentos de royalties, assistência técnica e outras formas de remessa. Isto explica, por exemplo, a desnacionalização da economia brasileira, a desindustrialização e o crescimento pífio do PIB.

A China só atinge altas taxas do PIB graças às suas posições soberanas. O setor do petróleo brasileiro ainda é um dos menos dominados, graças à Petrobras, que tem atrapalhado a entrega do petróleo nacional, devido ao seu arremate de muitos blocos nas diversas rodadas. No entanto, muito tem que ser feito para protegê-lo, inclusive parar os leilões, não ceder quanto à Petrobras ser a operadora única do Pré-Sal, entregar os barris adicionais de Franco à Petrobras por cessão onerosa e rescindir o contrato de Libra.

 

Sobre Carlos Ferreira

Engenheiro, com especialização em Políticas Públicas e Governo pela EPPG-IUPERJ. Atuando na área de Energia Nuclear. Membro do Conselho Diretor e do Conselho Editorial do Clube de Engenharia. Conselheiro do CREA-RJ, período 2005 a 2007.
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6 respostas a Dominação cultural e outras dominações

  1. Dois meses de desenvolvimento foram suficientes para que o Brasil tivesse à disposição dos interessados o primeiro programa aberto de um Veículo Aéreo Não Tripulado (VANT). Trata-se do modelo Ararinha, desenvolvido com apoio da AGX Tecnologia pelo Departamento de Sistemas de Computação do Instituto de Ciências Matemáticas e da Computação (ICMC) da USP São Carlos.

    O trabalho, coordenado pelo professor Onofre Trindade Júnior, foi concluído em janeiro. Ele prevê que até o início de março o projeto esteja disponibilizado via Internet. Será o primeiro programa Open Source do gênero no País.

    O Ararinha é voltado para entusiastas em Sistemas Aéreos Não Tripulados e suas Aplicações. “Nesse sentido, ele é classificado e pode ser operado dentro das restrições que Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) impõe para os aeromodelos. Tecnicamente, o Ararinha pode realizar as mesmas tarefas que muitas aeronaves não tripuladas voltadas para uso profissional. Será disponibilizada, inclusive, a documentação básica para solicitação junto à ANAC, de uso do modelo nesta classe de aplicações”, complementa Kancelkis, da AGX. Leia mais.

    Fonte: MundoGEO

  2. República: A Decadência da nação brasileira – Por Francisco Santos
    JAN 24 / 2014
    Publicado por Francisco Santos

    Sempre me pergunto qual o motivo que levou o Brasil a ser sub-desenvolvido, ter uma população carente de saúde, educação e desenvolvimento, qual o motivo de um país tão rico e que tinha tudo para ser desenvolvido, ser um país com um povo tão pobre e carente como é nosso povo, e a resposta me vem a mente em um único sopro: ”República: A desgraça da nação”.

    Durante o II reinado do Brasil, o Império era tido como uma nação de primeiro mundo, tínhamos a mais poderosa força naval das Américas (superando os EUA), nossa Armada Imperial possui navios tão modernos quanto a própria Marinha Real da Inglaterra, o mais poderoso exército do hemisfério Sul com os melhores armamentos e táticas militares de tamanha eficiência quanto a dos soldados ingleses.

    O Rio de Janeiro que era tido na época como o centro da América Latina, inaugurou no mesmo ano que Nova York a iluminação pública a base de eletricidade (antes era feita por gás), o país fez a maior recuperação ambiental que as Américas já viram dando origem a maior floresta urbana do mundo (Jardim Botânico do Rio de janeiro), viu-se no Brasil uma expansão de fabricas, criações de empresas nacionais, bancos e mudança de vida na população.

    Durante o império foram feitas as maiores campanhas de saneamento da história do Brasil, campanhas de saúde e abertura de jornais impressos que se proliferavam por todo o país, durante o Império do Brasil, estradas de ferro rasgaram este país de norte a sul, colocando o Brasil como uma das nações mais desenvolvidas neste quesito, viajava-se de trem de São Paulo a Minas Gerais e de Goiás ao Rio de Janeiro, estradas de ferro cortavam do Nordeste brasileiro a Amazônia.

    Sob o comando de Sua Majestade, o Imperador e Defensor Perpetuo dos Brasileiros, Dom Pedro II, o país respondeu militarmente a Solano Lopes que ousou invadir o Brasil e foi derrotado vergonhosamente pelas tropas brasileiras, batalhas épicas como a do Riachuelo entraram para história do mundo, o Brasil era respeitado lá fora, os chefes de estado de todo o mundo por mais poderosos que fossem curvavam-se diante de ”Sua Majestade o Imperador”.

    O Telefone, o Telegrafo, o cabo submarino de telecomunicações Brasil-Europa, ferrovias, estradas, portos e cidades inteiras eram erguidas durante o império, a escravidão só não cessou de vez no Império porque os próprios brasileiros eram contra seu fim, mas Dom Pedro II libertou seus próprios escravos. não se pode culpar S.M.I Dom Pedro II pelo o fim tardio da escravidão, afinal o Imperador não era nada sem a elite brasileira da época que pressionava para a manutenção da escravidão.

    No dia em que S.M.I Dom Pedro II foi deposto a Marinha Imperial ameaçou bombardear o Rio de Janeiro e manter o imperador no trono, as tropas leais ao imperador se posicionaram para retomar o Palácio Imperial e restituir o império, mas em um ato de honra que muitos desconhecem e a República tratou de tirar dos livros escolares foi que S.M.I Dom Pedro II, pediu que as tropas leais a ele não reagissem pois ele não queria ver derramamento de sangue de brasileiros e se retirou em um navio exilado com toda a família imperial sem ter cometido crime algum.

    Dom Pedro II morreu pobre, não aceitou um só centavo do novo Governo que surgiu por um golpe militar que nem se quer teve a participação do povo, Dom Pedro II que construiu esse país e mesmo assim foi exilado e aceitou calado o triste destino que seu próprio povo lhe deu, o mesmo povo que o aclamava imperador, afinal ele não estava ali por imposição, anos antes o país aclamará seu pai, Sua Majestade Imperial Dom Pedro I imperador e defensor perpetuo do Brasil.

    Da república só esperamos a desgraça, a corrupção, o corporativismo, os escândalos, o sub-desenvolvimento, a pobreza, os roubos dos cofres públicos, a política suja e corrupta, as mentiras e tudo de pior, se no império tínhamos os Barões, duques e lordes, hoje temos os senadores, deputados, prefeitos, governadores e vereadores, que mantem seus mandatos por toda a vida e quando morrem os passam entre a família pois dominam a política, os carrascos estão ai mas não queremos enxergar!

    No Império nossas Forças Armadas eram respeitadas, eramos uma das maiores potências do mundo, eramos o país mais rico das Américas ( A frente dos EUA), na república somos uma das mais subdesenvolvidas, ricos sim, mas desenvolvidos não. Se ainda hoje tivéssemos o Imperador para zelar pelo povo e vigiar as instituições democráticas nossos país não estaria como esta hoje.

    Caso tivéssemos um imperador reinante, nas manifestações de 2013 certamente ele dissolveria o congresso nacional e convocaria novas eleições, pois é isso que um monarca faz nos dias de hoje, ele é uma força acima de todas as outras, hoje a constituição diz que o poder emana do povo, mas não somos ouvidos, para isso serve o Imperador para representar o povo e agir pelo povo contra os abusos das autoridades políticas do país.

    Obs: Os EUA só viriam a se tornar o que são hoje, após a I e II Grande Guerra, na época do Império do Brasil os EUA ainda estavam se formando como nação.

    É importante frisar que o Brasil contraiu enormes empréstimos com a Inglaterra para manter nossas forças armadas atualizadas para os níveis da época, no entanto diferentemente dos dias de hoje, existiam muitas revoltas, guerras e tínhamos a província da Cisplatina (Uruguai), onde mantínhamos efetivos presentes e os gastos eram altos.

    Lembremos aqui também que existiam desigualdades muito grandes na época, mas isso é normal, afinal o nosso país tem dimensões continentais, e ainda hoje a lugares que o poder republicano não chega, grande parte do problema social se deve a ignorância dos portugueses quando colonizaram o país e incentivaram a segregação social, criando as favelas e as cidades, e isto de tornou comum infelizmente.

    Francisco Santos, Guerra & Armas.

  3. “Um país consegue se desenvolver com equilíbrio e segurança tendo educação para todos”
    Marcus Furtado, Presidente da OAB
    21 de Janeiro de 2014 às 16:03

    Presidente da OAB acredita que o “cumprimento da constituição” pode fazer um Brasil Melhor.
    Graduado na Universidade Federal do Piauí, fez pós-graduação na Universidade Federal de Santa Catarina e cursava Direito Processual pela Universidade de Salamanca, na Espanha. Membro da Comissão de Juristas para elaboração do novo Código de Processo Civil e da Comissão do Senado responsável pelo novo texto do Código Eleitoral.

    O que fazer por um Brasil Melhor?

    “É um momento importantíssimo para o Brasil se projetar internacionalmente”.
    “Nós precisamos de muito trabalho e de trabalhadores cada vez mais qualificados”.
    “Um ano de eleições gerais é uma oportunidade de retificar os caminhos”.
    “O Brasil deve cumprir a Constituição da República”. Na visão de Furtado, esse é o primeiro passo para termos um Brasil Melhor.

    “A Constituição que assegura a todos um salário digno, um emprego que possa manter a sua família, as atividades necessárias para um desenvolvimento igualitário de todos os cidadãos”, disse.

    Furtado ainda cobrou mais investimentos em saúde e educação. “Defendemos que mais recursos públicos sejam investidos em saúde, e que estes sejam aplicados devidamente, (…) que a população possa sentir que a sua saúde é cuidada, que os hospitais tenham uma estrutura. Como também investir em educação. Um país consegue se desenvolver com equilíbrio e segurança tendo educação para todos”, afirmou o presidente da OAB.

  4. Quando toda a minha família desembarcou no Brasil, advinda da Síria e não da Turquia, como muitos dizem, a proposta era que estávamos em um oásis, uma terra fértil, onde o comércio seria promissor e os ganhos espetaculares. Isso aconteceu nos meados de 1960 e nessa época, ao montar nossa primeira loja, realmente tivemos uma espetacular ascensão, tanto é que logo montamos a segunda e a seguir a terceira loja. Era uma verdadeira euforia, estávamos ricos em pouquíssimo tempo. A fábrica com o setor fabril veio logo, uma conseqüência daquela pujança econômica que o país vivia naquele momento. Houve diversificação e logo alguns familiares foram para o campo, compraram fazendas para dinamizar os ganhos que eram muitos. O que conto a partir daqui é muito triste. Passaram-se os anos e os impostos foram mudando e solapando todo o nosso patrimônio. Os ganhos já não eram tão grandes. O desespero bateu em nossa porta. Vendemos uma de nossas lojas e a seguir outra e, em um curto espaço de tempo, mais outra. Já estávamos no ano de 2000. Restou-nos a fábrica, que já não tinha mais sentido mantê-la pela pesada carga tributária e também pelo pesado encargo social advindo da mesma. Fechamos a fabrica para não ficarmos mais endividados. Restou-nos a fazenda. Com as economias que guardamos, ela ainda sobrevivia aos trancos e barrancos. Engordávamos bois, plantávamos milho, café, algodão, soja, culturas rotatórias para que nunca ficássemos descobertos. Um belo dia entramos no Banco estatal para financiarmos um mega plantio e a partir daí, fomos entregando ao governo pedaços de nossa propriedade para saldar dívidas. Hoje não temos nada mais, nem um alqueire da propriedade que tanto trabalhamos, sobrou apenas um apartamento e algumas pequenas aplicações para sobrevivermos nessa selva brasileira. Passaram-se anos e pensamos muito em voltar ao nosso país que hoje também passa por problemas. Hoje temos filhos, filhas, noras, genros, netos e netas. A vida mudou. Os tempos mudaram. Somos avós. O que pensar disso tudo? Onde se encontra o oásis que tanto falamos e vivenciamos? Por onde anda o Brasil de hoje? Nossos sonhos foram esfacelados, assim como o sonho de várias outras famílias que iniciaram aqui seus negócios. A carga tributária brasileira destrói qualquer empreendedor, empresário ou comerciante que aqui se estabelece. É massacrante e totalmente desumana. Precisava dizer isso como um desabafo diante de uma governabilidade absurda. O meu abraço a todos que aqui lutam e buscam a sobrevivência. Ao Carlos Ferreira, sucessos ao falar e agir nesse espaço de mídia. Abraços de Agfa Abdul Aziz Latife.

  5. Saltimbanco disse:

    O Brasil é um país perfeito, falta-lhe apenas alguns itens que o deixariam melhor:
    1-Uma governabilidade voltada ao povo.
    2-Uma menor carga tributária.
    3-Ausência de corrupção.
    4-Uma melhor distribuição de rendas.
    5-Um serviço público perfeito.
    6-Uma segurança inquestionável.
    7-Um maior respeito aos idosos (INSS).
    8-Uma Educação de ponta.
    9-A Saúde funcionando.
    10-Um saneamento básico inquestionável.
    11-Habitação.
    12-Vontade política de acordo com o que a população deseja.
    13-Ausência de roubos e formação de quadrilha no Planalto.
    14-Uma justiça condizente.
    15-Respeito a Constituição Federal.

  6. O que falta mesmo nesse país é investimentos e vontade política para fazer e acontecer. O país encontra-se desordenado, acéfalo, sem uma diretriz político-administrativa e isso tende a piorar porquê o tempo vai passando e os problemas vão se acumulando. O correto é priorizar o que realmente é importante ao país e, a seguir, estabelecer metas para o restante. A Constituição Federal deveria ser sempre a diretriz, a mãe de todo o nosso movimento político e social, a coordenadora de tudo, para que toda a sociedade se beneficiasse das conquistas advindas de uma política bem definida e afinada em acordo com o que o povo deseja. Um país só será um país, quando as diretrizes estiverem condizentes com sua população. Quando tudo estiver equilibrado e funcionando a contento.

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