Reproduzindo artigo de João Sicsú, na revista CartaCapital
Ninguém pode negar: o Brasil mudou para melhor. Dez anos de governos do PT proporcionaram profundas mudanças econômicas e sociais. A sociedade mudou. A desesperança dos anos 1990 foi transformada em otimismo e em uma nova pauta de desejos e exigências. Os governos do PT geraram também uma aglutinação oposicionista composta de forças liberais, de seitas conservadoras, de grupos rentistas, de famílias que controlam grandes meios de comunicação, de altos funcionários de carreiras de Estado e, por último e com menos importância, três ou quatro partidos políticos.
As estatísticas econômicas e sociais são avassaladoras quando são comparados os governos do PSDB (1995-2002) com os governos de Lula-Dilma (2003-2012). Alguns poucos exemplos são suficientes para comprovar as diferenças.
No início dos anos 2000, pesquisas apontavam que o desemprego era um grande problema nacional. Em 2003, a taxa de desemprego era superior a 12%. Em 2012, foi de 5,5%. Em 1998, as classes de renda A, B e C somavam 53% da população brasileira. Hoje, somam 84%. O volume de vendas do mercado varejista praticamente dobrou de tamanho entre 2002 e 2012. Em 2002, somente 33,9 % dos domicílios possuíam máquina de lavar. Em 2011, este número aumentou para 51%. Em 2002, 86,6% dos domicílios possuíam geladeira; em 2011, saltou para 95,8%. E, certamente, milhões de brasileiros trocaram eletrodomésticos velhos por novos.
O emprego e o consumo levaram as classes de renda C e D às localidades onde vivem ou trabalham os ricos e aqueles que recebem altas rendas. Esse foi o momento em que os mais necessitados perceberam que não basta ter emprego. O emprego é essencial, mas é preciso ter transporte, saneamento, iluminação pública, moradias dignas, coleta de lixo, áreas de lazer etc… é preciso ter direito às cidades. Sob estas condições, indivíduos que já realizam o consumo (uma atividade privada) passaram a desejar o investimento (público) para todos.
Este é o desafio da década: manter o emprego, o crescimento da renda, e socializar a oferta de bem-estar. Essa é a nova utopia de grande parte da sociedade. Se o PT deseja continuar mudando e transformado o Brasil terá que abraçar essa utopia. O modelo de crescimento com geração de emprego e distribuição de renda, implementado nos últimos 10 anos, precisa incorporar no seu âmago a multiplicação do bem-estar social – que significa a socialização da oferta de serviços e equipamentos públicos de qualidade.
Não há qualquer projeto político alternativo ao projeto implementado pelo PT nesses últimos anos. A aglutinação oposicionista não tem projeto. Ela busca tão somente (o que não é pouco) aumentar a rejeição ao PT, a Lula e à presidente Dilma. Pode-se, por exemplo, criticar o governo por não permitir o aumento da gasolina e reduzir a capacidade de investimento da Petrobras, mas vale também o argumento de que o governo autorizou o aumento da gasolina e neutralizou a redução de tarifas de energia elétrica.
No segundo semestre de 2012, um colunista de rádio criticou a presidenta Dilma por fazer o movimento de redução dos juros. Dizia ele, em tom de sentença: “não é possível reduzir juros por decreto”. Mas, os juros baixaram. Recentemente, ele disse: “os juros no Brasil ainda são uns dos mais altos do mundo”. E, talvez sem perceber, logo em seguida proclamou em tom de concordância: “parte do mercado percebe a necessidade de os juros subirem porque a inflação está se acelerando”. É a prática do vale-tudo: dizer, desdizer e dizer novamente. A coerência não importa. O que importa é fazer oposição no programa de rádio diário.
A aglutinação oposicionista busca juntar um enorme entulho de rejeição ao governo, ao presidente Lula e ao PT. O objetivo é afogá-los nesse lixão. O lixo pode ser rotulado de corrupção, alianças espúrias (com velhos corruptos), incompetência, voluntarismo, autoritarismo, ingerência política em empresas estatais, enriquecimento ilícito, indicações políticas (e não técnicas) para cargos públicos, obras paralisadas, filas no SUS, desperdício de recursos públicos e possibilidade de racionamento de energia elétrica.
É neste ziguezague que a aglutinação oposicionista busca espalhar rejeição para um candidato qualquer tentar vencer as eleições presidenciais de 2014. Não importa o candidato, suas ideias, projetos etc. O que importa é interromper a história. Afinal, ela tem incomodado e muito. A aglutinação oposicionista está contrariada porque perdeu ganhos financeiros, perdeu o monopólio de decidir grandes questões nacionais, não têm livre acesso aos corredores do Palácio do Planalto… e perdeu controle sobre o futuro. Não aceitam civilizadamente o resultado das urnas: afinal, estudaram nas melhores escolas, em universidades americanas, falam duas ou três línguas e tomaram toddynho na infância. Seu destino não poderia ser a oposição. Eles não aceitam não ocupar posições de comando. O caminho tem sido o do vale-tudo.
A aglutinação oposicionista não somente quer interromper a história. Eles querem apagá-la. Aliás, nem consideram história o que aconteceu no Brasil nos últimos dez anos. Chamam o período de “tempos estranhos”. Um articulista de uma grande revista escreveu: “Lula será apenas outra má lembrança destes tempos estranhos”.
01/03/2013 – 09h15
Variação do PIB brasileiro fica abaixo de México, Rússia e EUA; veja outros países
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DE SÃO PAULO
O tímido avanço do PIB brasileiro em 2012, de 0,9%, coloca o país no grupo das economias com um dos piores níveis de crescimento no ano passado.
Com um mundo ainda em um cenário de crise, a economia brasileira ficou acima do desempenho da maior parte dos países europeus, que, em boa parte, não conseguiram deixar o cenário de estagnação iniciado após o estouro da bolha financeira mundial de 2008.
Na região, enquanto Alemanha e Reino Unido tiveram crescimento fraco (0,7% e 0,2%, respectivamente), Itália, Portugal e Espanha amargaram variações negativas do PIB no ano passado.
O resultado brasileiro, contudo, é inferior a mercados emergentes comparados ao Brasil com mais frequência. Rússia e México, por exemplo, tiveram crescimento superior a 3%, enquanto China e Indonésia registraram avanço superior a 6%.
Mesmo a África do Sul, que teve um dos mais baixos crescimentos entre o grupo dos emergentes, ficou à frente do Brasil, com avanço de 2,5%.
O Brasil fica atrás também de economias avançadas fora da zona do euro. É o caso de Japão (1,9%) e Estados Unidos (2,2%), que passaram por um ano de recuperação em 2012.
BRASIL
O PIB brasileiro encerrou o ano com o pior resultado desde 2009, quando o país sentia ainda os efeitos do estouro da crise financeira mundial. A indústria foi uma das principais vilãs do crescimento no ano.
A produção recuou 2,7% e ficou negativa em 9 dos 14 locais pesquisados pelo IBGE. Maior concorrência com importados, perda de mercados no exterior e inadimplência dos consumidores estão por trás do tombo da atividade industrial.
A expectativa é de retomada no setor neste ano na esteira de uma safra recorde, planos de investimento em infraestrutura e menor nível de estoques. A previsão é de um avanço de 3%.
Com a ajuda da indústria, menos riscos fora do país, e boas perspectivas para o campo e construção, o PIB brasileiro deve voltar a crescer neste ano. As projeções indicam uma variação entre 3% e 3,5%.
A estimativa representa uma das maiores alterações entre os desempenhos de 2012 e 2013 no mundo. Relatório do FMI (Fundo Monetário Internacional) com previsões para as principais economias projeta uma mudança mais tímida entre os dois anos.
O desempenho dos EUA, por exemplo, deve sair dos 2,2% atuais para 2%. A China deve chegar a 8,2% ante os 7,8% de 2012 e Rússia e México terão mais uma vez resultado próximo de 3%.
Minhas palavras como leitor: Cá com meus botões o PT, que nunca teve criatividade e se apossou de feitos que não eram seus na economia, está agora amargando suas deficiências administrativas. Embora triste ao brasileiro, isso já era esperado. Há muita conversa de palanque e muito pouca ação política. Que o aniversário de seus 40 (quarenta) anos de existência não seja esquecido o MENSALÃO que tanto entristeceu a todos nós brasileiros. Você ainda afirma que o Brasil mudou para melhor?
Não tenho qualquer dúvida que sim. Na verdade, até a maior força oposicionista, a mídia nativa, concorda com isto, como demonstra o artigo: Desigualdade diminui no Brasil e sobe nos outros Brics.
Os 10 (dez anos) do PT na economia brasileira foram catastróficos e mesmo que muitos tentem burlar os números, nosso crescimento foi de apenas 0,9%, o pior da América Latina. Nossa dívida interna e externa atingiram um patamar inimaginável e o fisco ainda grita por mais impostos, um verdadeiro glutão. A população ficou à pé em termos de promoção de saúde, saneamento básico,INSS e outros mais. A corrupção ativa sumiu dos quadros em que o PT comemorou 40 anos de política e o MENSALÃO foi uma “persona non grata”barrada pelos seguranças nessa grande festa de Ali Babá. Quer mais?
Quadro Demonstrativo XI – Taxa Média/Ano de Crescimento Econômico Real Relativo
ao Período de 1964 a 2012 em Percentuais do PIB – Fonte de Consulta IBGE.
Períodos 1964/84 1985/89 1990/94 1995/02 2003/10 2011/2012
Média/Ano 6,29 4,39 1,24 2,31 4,06 1,80
1 – Nos 21 anos dos governos militares, o Brasil teve um crescimento econômico real médio de 6,29% ao ano.
2 – Nos 5 anos do governo Sarney, com moratória internacional e hiperinflação, o Brasil teve um crescimento econômico real médio de 4,39% ao ano.
3 – Nos 5 anos dos governos Collor e Itamar, o Brasil teve um crescimento econômico real médio de 1,24% ao ano.
4 – Nos 8 anos do governo FHC, o Brasil teve um crescimento econômico real médio de 2,31% ao ano.
5 – Nos 8 anos do governo Lula, o Brasil teve um crescimento econômico real médio de 4,06% ao ano.
6 – No governo Dilma (2011/2012) o Brasil teve um crescimento econômico real médio de 1,80% ao ano.
Arquivos oficiais do governo estão disponíveis aos leitores.
Esses dez anos foram um tsunami na economia brasileira. Houve um retrocesso em todos os setores econômicos e a indústria se estagnou de vez. Os indicativos esboçados e as expectativas de crescimento jamais foram atingidos. O PT tentou mostrar um caminho e saiu por outro, deixando o Brasil na bancarrota. Sua preocupação em manipular o fisco, manusear o MENSALÃO e aprisionar a livre iniciativa não deixou que o mesmo enxergasse um índice de crescimento caminhando a meros 0,9%, o pior índice da América Latina, perdendo para os EUA, Rússia e Índia que se encontravam barrados pela crise mundial. Os números de crescimento que o PT possui em mãos são das eras de FHC & Cia. que realmente trabalharam para que se chegasse a alguma coisa. Administração ZERO.
Desigualdade de renda no Brasil é a menor desde a década de 1960.
Enquanto isso, demais países dos BRICS estão mais desiguais.
Desigualdade diminui no Brasil e sobe nos outros Brics
Tainara Machado. Artigo publicado no Valor, 1/3/2013.
A desigualdade de renda no Brasil, embora ainda bastante elevada para padrões internacionais, atingiu em 2011 o menor patamar desde a década de 60, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) compilados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
O movimento observado no Brasil ocorreu na contramão da tendência mundial, já que em dois terços dos países houve aumento da desigualdade no período recente, segundo a Unesco. Locomotivas do crescimento global na última década, a Índia e a China, por exemplo, não conseguiram avançar com distribuição de renda, embora tenham reduzido os níveis de pobreza.
No Brasil, o coeficiente de Gini, indicador que é referência na medição da distribuição de renda, alcançou em 1990 o pico para os últimos 50 anos, quando marcou 0,607 pontos, de acordo com levantamento feito pelo Ipea. Desde então, o índice traçou uma curva decrescente e caiu para 0,527 em 2011, patamar semelhante ao observado no início da década de 60, quando esse acompanhamento começou a ser feito no país.
A redução foi significativa no período. Economistas costumam ressaltar que, no caso do índice de Gini, a segunda casa decimal tem destacada importância, porque a escala varia apenas de zero a um, sendo que coeficiente um significaria que apenas um único indivíduo concentra toda a renda da sociedade. Em zero, todas as pessoas teriam a mesma renda.
Segundo comunicado do Ipea intitulado “A Década Inclusiva”, a renda do trabalho foi essencial para a forte – e inédita — redução de desigualdade no Brasil nos últimos dez anos, responsável por cerca de dois terços da queda de pouco mais de 10% do coeficiente de Gini no período. Ao mesmo tempo, ressalta o instituto, sem as políticas de redistribuição de renda patrocinadas pelo Estado brasileiro desde o início dos anos 2000, a desigualdade teria caído 36% a menos na década passada.
Marcelo Neri, presidente do Ipea, afirma que alguns países onde há aumento da concentração de riqueza, como é o caso da China, já mostraram interesse em programas brasileiros, como o Bolsa Família. Lá, assim como no Brasil das décadas de 60 e 70, houve redução da pobreza, mas a renda ficou mais concentrada.
Isso ocorreu, segundo dados compilados pelo Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas (FGV), porque embora o crescimento da renda da parte mais pobre da população tenha sido forte nos emergentes, os mais ricos tiveram salto ainda maior.
No Brasil, foi o contrário. Nos últimos dez anos, os salários dos 20% mais pobres cresceram 6,3% ao ano, atrás apenas da China entre os países que compõem os Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Já o rendimento do quinto mais rico da sociedade avançou apenas 1,7% ao ano no país neste período. Na China, a alta foi de 15%. “No meio do milagre econômico chinês, há um certo purgatório social”, afirma Neri.
João Pedro Azevedo, economista-sênior da Unidade de Pobreza, Gênero e Equidade do Banco Mundial para a região da América Latina e Caribe, lembra que, apesar do aumento de concentração de riqueza, a pobreza na Ásia caiu drasticamente nos últimos anos, resultado do expressivo crescimento desses países no período.
Para Neri, no entanto, é possível que o avanço forte da economia e do setor manufatureiro chineses na última década tenha levado a aumento expressivo da demanda por pessoas mais qualificadas, o que puxou a alta dos rendimentos no topo da escala social. No Brasil, esse processo ocorreu principalmente durante o “milagre econômico” da década de 70, que elevou as disparidades internas de renda, processo que só começou a ser revertido nos últimos dez anos.
É por isso, diz Neri, que “o Brasil não tem sido o país do futuro, e sim do passado”. Ou seja, a inclusão de uma parcela expressiva da população ao mercado de trabalho formal, associada à política de valorização do salário mínimo, está corrigindo distorções criadas em décadas anteriores, e não levando o desenvolvimento brasileiro a um novo patamar.
O aumento do nível de emprego formal e do rendimento real, em sua avaliação, tornam esse movimento mais sustentável no longo prazo. De acordo com dados disponíveis até agosto, o Ipea calcula que o coeficiente de Gini caiu mais 1,6% em 2012, em função tanto do aumento da renda quanto da população ocupada.
Além disso, Ana Maria Barufi, economista do departamento de análise e pesquisa econômica do Bradesco, lembra que os setores que demandam mão de obra menos qualificada, como construção civil e serviços, foram os que mais cresceram e abriram postos de trabalho no período.
Segundo dados da Pnad elaborados pelo Bradesco, o rendimento médio do trabalho das pessoas sem instrução aumentou 74% entre 2004 e 2011. Nesse período, os salários dos indivíduos com ensino médio incompleto cresceram 21,6% e, no caso da população com superior completo, o avanço foi de 2,1%.
Ana Maria afirma que, embora venha caindo, ainda existe um diferencial significativo de salários em função do grau de escolaridade. Os anos de estudo estão aumentando, afirma, e a expectativa é que se avance também na qualidade da educação, o que tornará a população mais produtiva, com salários mais elevados.
É por isso, diz, que mesmo com taxa de desemprego em níveis historicamente baixos, o que pode ter alguma consequência negativa para o potencial de crescimento, a desigualdade deve continuar a cair nos próximos anos.
Para Azevedo, do Banco Mundial, a demografia pode colocar um risco para a continuidade do processo de avanços na distribuição de renda nos últimos anos, principalmente se ações destinadas a elevar a produtividade do trabalhador, como melhora do nível educacional, continuarem estagnadas.
O país, afirma o economista, tem hoje taxa de dependência (proporção de adultos em idade ativa em relação a crianças e idosos) mais baixa, mas o envelhecimento da população, como já mostrou a experiência europeia, aprofunda desigualdades. “A taxa de fertilidade já é inferior à de reprodução, e isso pode ter consequências para o processo de redução da pobreza e desigualdade.”
Azevedo ressalta também que, apesar do salto dado pelo Brasil e pela América Latina como um todo, a região continua a ser de grandes contrastes econômicos. “O país mais igualitário da América Latina ainda tem índices piores do que o mais desigual na Europa”, afirma.
Fonte: Valor, 1/03/2013
Alguns falam em PIB de 0,8 outros de 0,9% para 2012, mas isso não importa tanto, o que marcou foi a ineficiência administrativa do PT. Enquanto o Caribe cresceu 4,2% e todos os países da América Latina avançaram, o Brasil despencou e perdeu para os EUA que se encontravam em plena crise mundial. A Rússia avançou 3,3%, o México 3,9%, a China 7,8%, a economia mundial 3,2% e até a gestão de FHC que tanto esse blog criticou, caminhava a 3,2%. Como pode um país crescer com uma carga tributária tão alta? Que estímulo há ao pequeno, médio e grande empresário para que haja investimento em seu parque industrial? O governo brasileiro é um sócio majoritário em toda a cadeia produtiva nacional e isso mingua toda a eficiência que poderia existir ali. É uma contramão que incomoda e traz atraso ao país. Toda a cadeia produtiva se encontra abafada, sem ar, sem combustível e esse motor não terá impulsão até que o governo perceba que ele é o principal empecilho de crescimento econômico.
Recomendo a leitura do artigo “Governo Dilma e o empresariado”
Sempre haverá lulista & petista tentando abafar os feitos de FHC como se os planos mirabolantes anteriores, que deram certo, fossem gerados e conduzidos na era do PT.
Enquanto FHC tinha em mãos um PIB de 3,2%, Dilma Rousseff tenta na atualidade esconder com uma peneira o fiasco de 0,9%. O que se torna notório nessa história é que a administração do PT é acéfala, sem consistência e extremamente frágil. A ineficiência é nítida. A governabilidade não existiu e durante todo o período em que deveria estar focado no crescimento econômico, o PT se preocupou em estar em cima de um palanque, fazendo política de eleição. O “status quo” de sindicalismo e guerrilha não foram abandonados e houve uma preocupação em se encher os cofres do partido para as eleições vindouras. O MENSALÃO foi o legado principal dessa manobra. Tudo o que se é dito em termos de feitos e conquistas, não se pode esquecer que houve um legado anterior, uma herança de FHC & Cia. que já tinha estabelecido um alicerce sólido. O PT só se apossou desses feitos e os utilizou como quis. O brasileiro é ciente dessa verdade.
Uma pergunta que fica aqui aos senhores: Por acaso o Brasil cresce às custas de quê? De multinacionais? Onde se encontra o parque industrial nacional? Você conhece alguma fábrica de veículos automotores, genuinamente nacional, que teve o apoio governamental e ainda sobrevive? Portanto não existe o tão sonhado PIB como os senhores promovem e nem temos um horizonte tão promissor como tantos dizem. Números fictícios há bastante e há muitas agências treinadas em burlá-los. O Brasil é um canteiro de obras inacabadas. Há muito dinheiro injetado sem uma fiscalização devida e resultados pífios. A economia brasileira é simplesmente composta por números e nunca por resultados palpáveis. A governabilidade do PT foi e é uma lástima, assim como toda e qualquer estimativa a partir da democracia implantada. Olhem para o PIB na ditadura. Essa era, embora tão inescrupulosa e temerária, não impediu que a indústria brasileira deslanchasse. Ainda existiam vergonha e patriotismo.
Carlos Ferreira, o seu blog é excepcional mas, desculpe-me, muito tendencioso. Você não deixa por menos quando a mira é o PT e isso é notório em suas observações. Não se esqueça que na época em que o PT esteve ou se encontra na ativa, houve a maior corrupção ativa que se tem notícia na história do país e o MENSALÃO é apenas a ponta desse iceberg. O PT se apossou de dados que jamais participou, ou seja, os planos de ajustes econômicos da era do Cruzado e outros mais, em que economistas renomados se debruçaram sobre as suas pranchetas e tiraram o Brasil do abismo. Hoje o PT sorri com o feito de outros e não tem vergonha de se apossar e dizer que fizeram maravilhas pelo país. Uma vergonha. 0,9% do PIB já não diz tudo?
Cremonezzi,
Agradeço a sua crítica e concordo com a maior parte dos seus comentários. Entretanto quero ressaltar que não tenho por objetivo a defesa do PT ou qualquer ação tendenciosa neste sentido. Não sou filiado a partido político, mas sou sim intransigente nacionalista e desenvolvimentista. Defendo a soberania do Brasil, com justiça social.
Por si só, este tipo de posicionamento político confronta o pensamento neoliberal praticado ao longo dos governos Collor e FHC e, ferozmente defendido pela velha oligarquia dos lordes da mídia nacional. Todos uníssonos na defesa do capital internacional e do rentismo, em detrimento do desenvolvimento da Nação.
Vi este País atingir níveis excepcionais de produção de bens e serviços, por empresas genuinamente brasileiras, até o início dos anos 80 e, vi também o ocaso ou a desnacionalização da economia nacional, até 2003. São números, disponíveis na Internet, contra os quais não há como discutir.
Mas mais uma vez, obrigado. Peço-lhe a gentileza de visitar outros artigos postados e, se possível, comentá-los. Um blog dá trabalho, até por respeito aos eventuais leitores, portanto comentários são de grande importância como orientação, até porque como pode ser visto, gosto de abordar diversos temas.
Forte abraço,
Carlos
A partir do momento em que o PT se apossou do poder até os dias de hoje, não vejo justificativa para parabenizá-lo por algum feito miraculoso na economia do país e o melhor é perguntar à sua cúpula se já não bastou o mensalão, a corrupção ativa e a vergonhosa negação de participação de Lula no esquema. Se toda a nata do PT está envolvida até o pescoço, deixar o ex-presidente de fora é simplesmente grotesco. A quem querem enganar? O Brasil não foi governado ou administrado e sim sofreu revezes incalculáveis em todos os segmentos sociais. A excessiva carga tributária é a marca indelével do PT. O empreendedorismo foi abafado e pisoteado em todas as suas formas de sobrevida e não houve qualquer cuidado em se financiar nosso parque industrial. A agricultura sobrevive às custas de latifundiários que injetam capitais próprios, sem ligação com o governo. Há uma nuvem negra em se tratando de política pública. Esse MENSALÃO foi um grande fiasco, assim como o BOLSA FAMÍLIA que nada mais é que uma campanha eleitoreira permanente. Já se passaram 10 (dez anos) e as famílias pobres continuam pobres e reféns dessas doações. Citar projetos aqui é falar de FHC porque nada se vê de crescimento auto-sustentável relacionado exclusivamente ao PT.
Decantação dos fatos
(Veiculado pelo Correio da Cidadania a partir de 06/03/13)
Paulo Metri – conselheiro do Clube de Engenharia
Eric Hobsbawm, no início do livro “Era dos Extremos”, lançado em 1994, pede desculpas ao leitor por analisar o século XX antes de terminado. É preciso ter certo dom para conseguir identificar a relevância de um fato no momento em que ele acontece, ou seja, se é revelador de futuro. O tempo é o reagente natural que, atuando sobre os fatos, os revela como relevantes ou não. O que não for será, naturalmente, despejado no ralo da história.
Sem ser um Hobsbawm e, portanto, sem as lentes que permitem ver através da poeira de irrelevâncias históricas suspensa no momento presente, com a nitidez do que é importante, sou capaz de apostar que nosso país irá permanecer “em desenvolvimento” por longo período ainda — o que, aliás, é um enorme eufemismo, pois significa, na verdade, “em atraso”.
Lamento profundamente pelos nossos descendentes, que irão enfrentar situações cada vez mais dramáticas.
E por que isto irá acontecer? A resposta pode ser encontrada olhando-se o passado. Hoje, estamos estacionados no “em atraso” porque alguns governos irresponsáveis atuaram mirando um Brasil subdesenvolvido.
Com tanto esforço, conseguiram fazer o país permanecer neste patamar vergonhoso, com sofrimento para toda sociedade. Faria exceções, nitidamente, aos governos Vargas e Geisel. No entanto, durante muitos anos, seguimos com este modelo de dependência, que só é bom para as empresas estrangeiras, os países estrangeiros e uns poucos nativos prepostos delas.
Não há um projeto nosso de crescimento como nação, o que acarretaria máximo bem-estar social.
Para alguns pode parecer estranho, mas os governos do PT também serão vistos, por um observador do futuro, como administradores de economia periférica adaptada à imposição do capitalismo mundial dominante à época, sem lutar por uma condição de melhor participação da sociedade brasileira na divisão internacional das riquezas produzidas. Assim, não haverá diferenças, neste aspecto, em nível desejável em relação aos governos de FHC.
Escrevo estas linhas com a pretensão de conseguir alertar uma considerável parcela da esquerda para o fato de que, sem nacionalismo, não se consegue atingir um novo patamar de satisfação da sociedade. Sinto angústia porque acho que há erro de rumo, ontem e hoje, que, contudo, forças midiáticas poderosas negam.
Nacionalismo não é “coisa de militares”, como procuram caracterizar, se bem que deve ser “coisa de todos”, inclusive de militares. Nacionalismo não significa também o país buscar se isolar do mundo, o que nos é incutido. Significa o país só aceitar a inserção internacional que beneficie sua sociedade.
Antes que alguns leitores passem para outro artigo, apresso-me a dizer que não estou me atendo à atuação do PT na distribuição interna da renda. Neste tópico, estes governos se sobressaíram sobre todos dos últimos 49 anos.
Entretanto, infelizmente, faltam no nosso país um partido e um eleitorado que identifiquem na atuação soberana a única possibilidade de grande satisfação da sociedade.
Paradoxos, que mostram nosso erro estratégico, existem aos montes na nossa sociedade. Por exemplo, somos o único dos BRIC que não possui um carro inteiramente projetado e produzido no país. Em 1974, a Hyundai lançou seu primeiro carro e, até então, a Coréia do Sul não possuía um carro nacional. No entanto, agora, o Brasil cria uma reserva de mercado para a indústria montadora estrangeira instalada na nossa economia.
O próprio BNDES tem como diretriz o modelo dependente de desenvolvimento ao financiar empresas estrangeiras aqui instaladas, sem nenhum constrangimento por parte dos dirigentes e do corpo técnico do banco pela opção antissocial tomada. O Brasil é mesmo um paraíso para as empresas estrangeiras.
Queria que, aqui, um executivo governamental, que concedesse uma benesse para uma empresa estrangeira, pelo menos sentisse vergonha e remorso, não precisando chegar ao extremo de praticar um haraquiri.
Desde as décadas de 1960 e 1970, excetuando os recursos aplicados na Petrobras, Embrapa, Embraer, Manguinhos e algumas outras poucas exceções, muitos recursos foram gastos visando o “desenvolvimento tecnológico nacional” sem grande sucesso.
À primeira vista, se recursos para o desenvolvimento tecnológico forem aplicados fora do eixo estatal, têm grande chance de ser infrutíferos.
Assisti a uma apresentação do presidente da Embraer, na qual ele mostrou um gráfico relativo ao Brasil, com o tempo no eixo horizontal e o índice “US$ por tonelada de produto exportado” no eixo vertical.
A curva resultante é acentuadamente declinante, ou seja, com o passar do tempo as exportações brasileiras passaram a ser cada vez mais concentradas em minérios e grãos, em detrimento de produtos com algum conteúdo tecnológico.
Para mim, este gráfico mostra a falência do sistema de desenvolvimento tecnológico do país. Além disso, mostra também que o Brasil está no grupo dos países que, cada vez mais, auferem menos lucro no comércio internacional, por ser grande supridor de minérios e grãos aos desenvolvidos, proporcionando a eles padrões de vida bem acima dos nossos.
Incrivelmente, damos recursos públicos para empresas estrangeiras gerarem tecnologia. Portanto, não é por existirem poucos recursos que não se desenvolve tecnologia. A aplicação das arrecadações dos fundos sociais precisa ser repensada, porque não está dando certo.
Só um país com um povo alienado permite que seu petróleo seja levado para o exterior por empresas estrangeiras sem deixar quase nenhum usufruto para a sociedade. É o que acontecerá com o petróleo resultante da décima primeira rodada de leilões da Agência Nacional do Petróleo (ANP), marcada para os dias 14 e 15 de maio. E o povo não se indigna, porque não foi informado pela mídia venal do capital.
Todos nós conhecemos a dificuldade de um governante para armar o quebra-cabeça composto pelas nomeações dos cargos de governo. Por exemplo, hoje, o Ministério da Integração Nacional está nas mãos do PSB. A Educação está com o PT.
O Mantega é da cota pessoal da presidente, e por aí vai. Entretanto, tem-se a impressão que, para as diretorias das agências reguladoras, só opinam os agentes econômicos a serem regulados. As decisões que estas agências tomam corroboram esta afirmação.
Em 1995, durante o governo FHC, acabaram com a proteção à empresa genuinamente nacional, contida no Artigo 171 da Constituição. Outros países do mundo, inclusive desenvolvidos, protegem as suas empresas. Na França, as empresas genuinamente francesas gozam de privilégios, tanto que, durante as privatizações que ocorreram por lá, saíam em vantagem com relação às empresas estrangeiras, em qualquer leilão.
Graças a desrespeitos para com as empresas nacionais genuínas e devido à ausência de um projeto nacional, ocorreram a desnacionalização da nossa economia e, simultaneamente, a desindustrialização. Muitas vezes, afirmam que a empresa estrangeira instalada no Brasil também paga impostos e salários, o que é verdade.
Contudo, o fluxo de caixa de médio prazo de uma multinacional será sempre deficitário para o país hospedeiro e superavitário para o país onde está a sua matriz.
Além disso, a nacional genuína tem mais propensão a comprar localmente, a desenvolver tecnologia no país e a empregar mais brasileiros. Por tudo isso, deve-se privilegiar a empresa nacional genuína, a de capital brasileiro.
Só a aprovação de acordos internacionais de comércio, patentes e outros, nos moldes dos que foram aprovados no período neoliberal, mostra o grau de submissão a que chegou nosso país. Até hoje, não conseguiu se soerguer. Para um espectador distante parece que há medo do confronto e das eventuais retaliações por se ser soberano.
Entretanto, para haver algum substancial crescimento, há necessidade de certo enfrentamento nos campos diplomático, comercial e ideológico. O desenvolvimento é sempre conquistado, nunca recebido. Por outro lado, é primordial existir um planejamento estratégico do crescimento e do enfrentamento, o que, salvo engano, não há no Brasil.
O capital internacional e sua mídia servil, que infelizmente é a que desinforma a grande massa brasileira, estão em campanha para ampliar a dominação sobre nossa economia e sociedade. Neste momento, um deputado e um senador, ambos do PMDB, entraram nas suas casas legislativas com dois projetos de lei para destruir o pouco que foi conquistado com a edição do novo marco regulatório da área do Pré-sal (lei 12.351 de 2010).
Querem que a exploração desta área seja feita de forma tão ruim para o povo brasileiro quanto é a exploração das áreas fora do Pré-sal, onde é utilizada a lei 9.478 de 1997.
Outro ataque para a quebra da nossa resistência consiste do lançamento de informações, na maioria das vezes tendenciosas, sobre a Petrobras. O objetivo é tê-la privatizada para o seu lucro cair nas empresas que a arrematarem, e que ela não mais atenda aos interesses da nossa sociedade.
Todos estes fatos — juntos de mais informações como, por exemplo, a pouca importância dada pela presidente à entrega do petróleo nacional na décima primeira rodada (pois foi por ela aprovada) – são definidores de um futuro nada promissor que nos espera e, principalmente, a nossos descendentes.
O que tem que ser dito deve ser dito, mesmo que incomode a muitos. Governar um país como fez o PT é fácil, não há responsabilidades e a única preocupação é encher os cofres do partido. Dane-se se a população é mal servida na educação, saúde, saneamento básico. Ruas e rodovias esburacadas, sem pavimentação ou com pavimentação incompleta; esgotos a céu aberto; lixos esparramados e produzindo doenças; moscas, mosquitos e pernilongos fazendo a festa; a população cansada de sofrer as ações desumanas do fisco; empreendedores frustrados; cadeia produtiva emperrada; INSS pagando miséria aos aposentados e ainda cobrando impostos sobre essa “renda” absurda. Todos essas obscuras ações acontecem debaixo do nariz do PT. Uma pergunta que faço aqui nesse blog e gostaria de ouvir uma resposta pertinente: O IPVA, por ser uma sobre taxação, fere de frente a Constituição Federal e essa insensatez persistirá até quando? O “ir e vir do cidadão” brasileiro encontra-se barrado pelos pedágios, ferindo também a mesma Constituição, o que será feito?
Não basta aqui falar que houve omissão por parte do governo em termos de crescimento e gerenciamento. O que é real e gritante é que houve nesse período a maior corrupção ativa na história do Brasil e se essa dinâmica é verdadeira, como pode haver crescimento econômico em meio a toda essa balburdia? Estabeleceu-se no Palácio do Planalto um plano mirabolante para que o PT enchesse seus cofres vazios em decorrência das campanhas anteriores e isso é visível e “escrachadamente” evidente. Quem sofreu com tudo isso? A sociedade como um todo. Hoje vemos um Brasil estagnado em todos os aspectos. As multinacionais fazem a festa e estabelecem um verdadeiro sincronismo do absurdo: Preços de produtos 04 ou 05 vezes maiores que os praticados em outros países. Enfim, nada funciona a contento e o brasileiro amarga um PIB vergonhoso. Os bilhões produzidos nos poços de petróleo mudarão esse horizonte? Não sei. Não há dinheiro que chega e o custo Brasil é salgado e indigesto. Crítico e destrutivo foi a carga tributária que o PT impôs nesses 10(dez) anos. O governo passou a comandar a livre iniciativa e tornou-se um sócio majoritário da cadeia produtiva nacional. Quando se muda a face da moeda, muda-se também o padrão de sua construtividade. Há muita água passando por baixo dessa ponte. Uma nota zero seria a melhor forma de se avaliar tudo isso.
10/03/2013 – 03h30
Renda para sair da miséria não paga nem dieta básica
UOL Publicidade/Folhapress
JOÃO CARLOS MAGALHÃES
JOHANNA NUBLAT
DE BRASÍLIA
Os R$ 70 mensais per capita que a gestão Dilma Rousseff estabeleceu como linha de corte para erradicar a miséria são insuficientes para comprar os alimentos da dieta mínima recomendada pelo próprio governo federal.
Simulações da Folha mostram que, para adquirir as porções de comida estabelecidas no “Guia Alimentar para a População Brasileira”, do Ministério da Saúde, seriam necessários, no mínimo, R$ 103 mensais –ou quase 50% a mais do que os R$ 70.
O governo petista não consegue estabelecer um programa de crescimento sustentável ao país e na tentativa de se estabelecer como um partido evolucionista, aumenta a carga tributária abusivamente. Qual o resultado de tudo isso? A sociedade se beneficia de algum feito extraordinário? Somos comandados pelas multinacionais e destruídos pelo governo federal em suas ações desastrosas. O que vemos não é um governo sério, não é uma gestão administrativa competente e sim, um palanque estendido na rampa do Palácio do Planalto, para uma campanha populista e destituída de objetivos sociais claros. Lula negou sua participação no MENSALÃO porquê não teve a coragem de enfrentar a verdade e ficar frente à frente com seu eleitor. Foi omisso e covarde.
Você quer ouvir ou falar de improbidades administrativas do PT? Qualquer um mostra que falando ou ouvindo chega-se ao MENSALÃO. Corrupção ativa é a palavra do momento quando há o PT como ponto de reflexão. A pergunta que fica: Há alguma honradez até aqui? Há algum padrão que mostre que o PT foi honesto com o país e sua população? Em que patamar no universo da transparência administrativa se situa o ex-presidente LULA e seu partido? Dilma Rousseff é ou não parte desse engôdo? Onde se encontra na íntegra algo que relacione esse partido com uma evolução sustentável do Brasil, sem que haja uma participação de outros? O falastrão Lula aquieta-se quando a palavra é honestidade e principalmente saneamento básico. Fica a reflexão.
Dez anos de covardia ao povo brasileiro. Lula & Cia fizeram um brasil pior porque à partir deles mostrou-se a que ponto pode seguir um poder corruptivo, a que ponto pode chegar a barbárie política e em que encruzilhada o Brasil poderá se sucumbir. Dilma Rousseff caminha como quer o PT e Lula sempre foi o seu porta-voz. Cá entre nós, essa negação do mensalão foi de arrepiar. Essa ligação com Chávez e também com os irmãos Castro mostra a real faceta do PT e sua tendência comunista. Por trás dos bastidores há muita sujeira para se ver. Sou totalmente cético em todas as ações em que o PT poderá estar presente. Esses dados que o blogueiro Carlos Ferreira apresenta aqui podem estar totalmente maquiados ou simplesmente inexistirem.
Roque, os dados em questão são auditados por agências internacionais e monitorados por organismos internacionais, tais como ONU; FAO; FMI e Banco Mundial, dentre outros. Mas, se você preferir, acredite nos dados produzidos pelos “especialistas” e “colunistas” dos barões da mídia nativa, os mesmos que até a hecatombe da crise de 2007/2008, e mesmo agora diante do quadro de desolação que varre o sul da Europa, faziam e fazem suas ladainhas, novenas e procissões ao neoliberalismo, ao deus MERCADO.
Com toda certeza você ficará mais satisfeito acessando os sites dos jornalões e das semanais, exceto o da CartaCapital, pois esta excelente revista é uma referência para este blog.
Não perca seu tempo lendo e escrevendo sobre este blog que tanto lhe incomoda, pois ele continuará sendo Nacionalista e Desenvolvimentista, pregando a Soberania com Desenvolvimento Social.
Abs,
Falar e agir são coisas muito distintas e o PT falou muito, Lula falou muito e pouco se viu em ações concretas. O Brasil encontra-se sucateado em todos os setores e principalmente em seu parque industrial. Não há a presença ativa do BNDES para produzir frutos futuros. Não se semeia desenvolvimento; não há estímulo ao crescimento; não há um horizonte promissor; não há uma política de caráter evolucionista no Brasil que dite um futuro melhor à sua população. Tudo o que se diz aqui ou em qualquer outro meio de comunicação não é a realidade brasileira pura e simples, há sempre alguém burlando dados e tentando mostrar serviços. A nossa máquina administrativa há muito não se move, emperrou de vez, oxidou a ponto de parar até que haja um jeito de azeitá-la. Sei que o PT não será o caminho, principalmente pela sua inoperância dentro desses 10(dez) anos que não são poucos. O que mudou realmente foi a captação de impostos, o governo se especializou nisso.
O impostômetro trabalha a nível dos trilhões e a ações governamentais a nível de centavos. O Saneamento Básico que o PT implementou é simplesmente inaceitável; a Saúde na era do PT não funcionou; a Educação é uma calamidade; a Previdência Nacional é um engôdo; não existe estímulo à Indústria Nacional; o desemprego encontra-se presente no dia a dia…O que realmente encontra-se no caminho certo, hein Sr. Carlos Ferreira? Que eu saiba, a palavra desenvolvimento ou ações desenvolvimentistas não comungam com todas essas discrasias. Há muita coisa a se fazer para que o Brasil chegue a nível dos países europeus. Há uma mentalidade feudal ainda irraigada.
Estado e desenvolvimento
Adriano Benayon * – 25.02.2013
01. O Estado costuma ser regido pela classe dominante. Nos países ditos desenvolvidos, a grande burguesia ganhou essa condição, graças a políticas de Estado voltadas para o engrandecimento do poder nacional.
02. O poder do Estado foi usado para fortalecer empresas estatais e privadas de capital nacional, desenvolvendo tecnologias próprias. Os capitalistas já tinham no Estado um instrumento para erguer seu próprio poder, embora ainda não tivessem completa ascendência sobre aquele, nem sobre seus quadros civis e militares.
03. Os grandes bancos e empresas industriais foram formando um sistema de poder controlado por poucos potentados, todos com “investimentos” em todas essas áreas, além de estreitos vínculos interempresariais.
04. Concentrado assim, o capital “privado” passou a predominar inquestionavelmente sobre as autoridades do Estado, bem como sobre os tecnocratas e as forças armadas.
05. Esse processo foi acompanhado pela propagação da ideologia liberal e por instituições de aparência democrática, tais como eleições periódicas, suposta divisão dos poderes do Estado.
06. Tais formas perderam todo conteúdo democrático que pudessem ter tido, através do controle das eleições por meio das campanhas alimentadas por quantias somente accessíveis aos concentradores de capital, também comandantes diretos ou indiretos dos meios de comunicação.
07. Essa é realidade política e econômica dos países centrais, a qual levou aos absurdos da financeirização, culminando com o Estado a passar aos banqueiros dezenas de trilhões de dólares das receitas tributárias e da emissão de moeda e de títulos, além de suscitar a emissão também pelos bancos centrais e pelos próprios bancos privados.
08. Assim, o Estado endividou-se para favorecer grandes bancos, cujos controladores e executivos já se haviam locupletado enormemente durante os anos da proliferação dos ativos financeiros que criaram e que se revelaram, mais tarde, títulos podres.
09. Notavelmente, exigem sacrifícios de trabalhadores, aposentados e da grande massa dos produtores e consumidores.
Brasil
10. Os concentradores mundiais, há séculos, projetam seu poder em numerosos países de todos os continentes, dominando-os diretamente ou através de grupos locais. No Brasil, desde há séculos, aliaram-se a proprietários de terra e/ou mineradores, servindo-se deles para penetrar na sociedade local e obter elevados ganhos comerciais e como banqueiros credores e concessionários de serviços públicos.
11. Isso se deu, primeiro, através do comércio, tornando a burguesia local dependente da exportação para ter acesso ao padrão de vida dos ricos das economias centrais.
12. No Brasil, segmentos locais – da burguesia industrial, de estamentos militar e burocrático, e dos trabalhadores – aspiraram, na primeira metade do Século XX, a tornar o Estado instrumento da autonomia nacional, livrando o País da condição de zona de exploração, administrada em função dos interesses de empresas estrangeiras.
13. Até 1930, o Estado foi, em geral, governado por representantes da burguesia “compradora”: grandes fazendeiros de café, produto cujas receitas de exportação eram, em grande parte, absorvidas pelo serviço da dívida externa e cuja comercialização era controlada por casas comerciais estrangeiras.
14. Ainda assim, formou-se apreciável industrialização, graças à falta de divisas para importar e à proteção involuntária, através da taxa de câmbio desvalorizada.
15. Apesar de ter introduzido mudanças estruturais importantes, a Revolução de outubro de 1930 contemplou os interesses dos cafeicultores, determinando a queima de estoques de café e emitiu moeda para pagar os produtores, com o que atenuou os efeitos internos da brutal queda do preço e da quantidade exportada, desde o eclodir da depressão nos EUA.
16. Isso, junto com a falta de divisas para importar, fortaleceu a industrialização. Além disso, foram aprovadas leis para colocar o subsolo sob a autoridade da União e aparelhar o Estado, organizando carreiras no serviço público civil, através de concursos e da formação de quadros e técnicos.
17. Ao mesmo tempo, foram criadas instituições de pesquisa tecnológica, inclusive nas Forças Armadas. Ademais, foi instituída a legislação trabalhista, e criados os Institutos de Previdência, autarquias e estatais para fomentar produções essenciais e estratégicas. Foi fundada a primeira siderúrgica integrada e a Fábrica Nacional de Motores.
18. Não admira que, terminada a Segunda Guerra Mundial, Getúlio Vargas, tenha sido, em 1945, defenestrado pelos interesses imperiais. Seguiu-se o interregno entreguista do Marechal Dutra (1946-1950). Vargas, eleito em 1950, foi nova e definitivamente derrubado por conspiração dirigida por serviços secretos estrangeiros, em agosto de 1954, após difíceis avanços em seu projeto de construção nacional.
19. Apesar de estes terem ocorrido desde o início do Século XX, e se intensificado na Era Vargas, não foram suficientes para tornar o País capaz de resistir à pressão imperial. Daí em diante, o País voltou a sofrer o aumento das dependências cultural, financeira e tecnológica.
20. Isso aconteceu desde o governo militar-udenista (1954-1955) e prosseguiu com JK, que abraçou a dependência tecnológica como política de governo, ampliando os subsídios instituídos desde 1954 em favor das empresas transnacionais.
21. Seguiu-se a instabilidade, agravada pela ação das agências dos governos imperiais no quadro da Guerra Fria, os quais investiram no anticomunismo para alinhar, ainda mais que antes, as elites locais às potências anglo-americanas. O primeiro dos governos militares, em 1964, entregou a economia a Roberto Campos, e este instituiu políticas que destruíram grande parte das empresas de capital nacional.
22. Os governos militares seguintes, tal como JK, tentaram promover o desenvolvimento, sem entender que este é incompatível com as dependências financeira e tecnológica.
23. Assim, os saldos negativos nas transações correntes ganharam vulto maior, devido às transferências das multinacionais ao exterior e ao endividamento do Estado, empenhado em investir na infra-estrutura e indústrias básicas, em apoio às multinacionais, com projetos regidos pelo Banco Mundial e financiados por bancos estrangeiros.
24. Daí a explosão da dívida externa (segunda metade dos anos 70), a qual se tornou poderoso instrumento adicional da subordinação do País.
25. Esgotaram-se os recursos para a infra-estrutura, ficando tudo subordinado ao serviço da dívida. Além disso, a entrada de investimentos diretos estrangeiros para “equilibrar” o balanço de pagamentos redundou na desnacionalização quase completa da economia, realimentando os déficits externos e o crescimento das dívidas, externa e interna.
26. A desnacionalização nesse grau implica regressão em relação à República Velha (1889-1930), quando os interesses estrangeiros ainda precisavam da intermediação das elites locais.
27. A partir de FHC, as empresas transnacionais determinam diretamente as políticas públicas e constituem a classe dominante, inclusive por controlarem diretamente quase toda a estrutura produtiva e financeira.
28. O investimento direto estrangeiro é o veículo da periferização por dentro, muito mais profunda que a antiga, através só do comércio exterior.
* – Adriano Benayon é doutor em economia e autor do livro Globalização versus Desenvolvimento.
A cúpula do PT já foi julgada no STF e não há dúvidas quanto às suas intenções ou mesmo as improbidades administrativas existentes. Se o Brasil esteve nas mãos desses indivíduos durante 10(dez) anos não se poderia esperar algo melhor que esse caos. Onde há um escandaloso caminho de corrupção ativa, não se pode esperar que hajam sementes semeadas para que num futuro próximo haja alguma colheita. O contra senso é se pensar que o país vai bem e misturar bandidagem com produtividade ou desenvolvimento e, vejo que nesse blog, há uma ligeira intenção em se lavar essa lambança petista. Há um nítido sucateamento em vários segmentos e a FAB é só um dos problemas brasileiros. Há um problema de gestão, um caos administrativo total e isso não precisa de maiores levantamentos para se ver ou sentir, basta olhar para os lados.
É hilário se pensar em tudo isso. Essa cúpula do PT bagunçou o coreto com esse mensalão e essa corrupção estapafúrdia. Vimos e ouvimos a negação do STF ao José Dirceu na tentativa de comparecer ao velório de Hugo Chávez, um indício de que o Brasil mostra serviço na área jurídica. Lula brincou com o poder nas mãos e deveria ter dito ao STF que participou do escandaloso mensalão e aproveitaria para dizer a famosa frase de Jânio Quadros: “Fí-lo porquê qui-lo”e com isso, poderia ter até seu retrato estampado entre os estadistas que tanto sonhou, mas seria apenas uma caricatura de “Ali Babá”, com certeza. Só tenho a dizer: “Uma vergonha vergonhosa “. O Brasil jamais merecia passar por isso.
Se houvesse reencarnação o Lula viria de Dilma Rousseff para se perpetuar no poder. Nunca vi gostar tanto de poder como esse barbudinho. A pena de tudo isso é que não houve comprometimento com as diretrizes de campanha e parou tudo no MENSALÃO.
Não há nexo em se produzir um mensalão e ao mesmo tempo estar ligado ao crescimento do país. Ser nacionalista e desenvolvimentista, como o blogueiro Carlos Ferreira o é, exige um maior discernimento quanto a esse passado obscuro do PT. O país sofreu e sofre com a presença do PT no poder, basta dizer que cresce a míseros 0,9% ou seja, se arrasta. Como se encontra nossa indústria? O que dizer do saneamento básico? Da nossa previdência social? Da nossa saúde e educação? Da nossa política social? Há descompasso e negar isso é vendar os olhos à realidade.
Economista Jim O´Neill, responsável por notar, há mais de dez anos, o potencial de Brasil, Rússia, Índia e China, diz que o Brasil é o seu preferido do grupo e que esses países serão o motor do crescimento global nesta década; ou seja: o otimismo em relação ao Brasil é maior lá fora do que aqui, onde analistas e a imprensa atacam um “crescimento pífio” da economia, enquanto indicadores apontam a retomada da atividade econômica. Leia mais aqui.
Criar expectativas em cima de um partido que só trabalhou para que a corrupção ativa se instalasse com força no país é se martirizar demais. A cúpula do PT abraçou o MENSALÃO e fim de papo. Produzir o que após isso tudo? A população é que se f…
É um deleite ler o que vemos aqui porque com isso conhecemos o que vai na cabeça do eleitor brasileiro mais informado. Sou também da opinião de que o PT trouxe ao Brasil o caos. Se houver números que contradigam isso é porque FHC e outros mais ajudaram a não deixar a coisa mais feia do que se encontra. Carlos Ferreira, por favor, um PIB de 0,9% é algo positivo para você? FHC trabalhava com um PIB na casa dos 3,2% e já tinha em sua cabeça que o Brasil teria que mudar, produzir mais, fazer com que a sociedade fosse mais bem assistida. Com o impostômetro na casa dos trilhões não teria que ser algo melhor em termos de assistencialismo? Administração ZERO para o PT.
O Fernando Siqueira da Aepet, aborda bem a questão da dicotomia progressista/neoliberal, quando remete à ação externa predatória ao desenvolvimento nacional, pontuando:
“1) No primeiro Forum Social mundial a socióloga mexicana Ana Ester Seceña, mostrou o documento do Departamento de Defesa americano em que, entre suas 5 estratégias está uma que afeta diretamente o Brasil e o Mercosul: “impedir que países potencialmente hegemônicos se desenvolvam e coibir coalizões hostis”;
2) Desde 1978, quando se iniciou a “Rodada Uruguai” em Punta Del Este, do Gatt, que terminou em 1994, com a criação da OMC, se desenvolveu uma estratégia para impedir os países latino americanos de se desenvolver, mormente os principais fornecedores de matéria prima para o EUA. Nesse período se implantou a filosofia neoliberal, incluindo o “Consenso de Washington” – que convocou e pressionou esses países a adotar as diretrizes saídas da Rodada Uruguai.
3) Collor iniciou, o Itamar interrompeu, mas FHC implantou totalmente essas diretrizes de frear o Brasil. Algumas delas: Igualou empresa brasileira de capital nacional com empresa brasileira de capital estrangeiro, com as mesmas prerrogativas; Editou o Dec.3161, o Repetro, que isentou empresas estrangeiras de imposto de importação, mas não isentou as nacionais do ICMS. Com isto, levou à derrocada das 5.000 empresas que a Petrobras ajudou a se desenvolver no País, comprando e repassando tecnologia; abriu o subsolo brasileiro e a navegação de cabotagem nos nossos rios para empresas estrangeiras; quebrou o monopólio das telecomunicações, doando a Telebras e demais empresas para o capital externo; quebrou o monopólio do petróleo através de uma lei que dá 100% do petróleo a quem produzir e a pífia obrigação de pagar 10% de royalties em dinheiro; vendeu a Vale por um valor de 1 milésimo do valor real; vendeu 36% das ações da Petrobrás na bolsa de NY por US$ 5 bilhões, que hoje valem mais de US$ 100bi; dentre outras ações.”
Isto é histórico, não há como refutar.
Creio em um momento em que o PT sairá definitivamente do poder e perpetuar-se-á na oposição, que é o que fez com maior propriedade, onde criou-se uma áurea que acreditava-se que o mesmo poderia governar bem. Um fiasco só. Governou de costas para o país e seu povo, somente de olho no MENSALÃO e outras falcatruas mais. Se houve algum número positivo não foi a economia que mostrou um PIB de 0,9% e se quisermos ser bonzinhos e acreditarmos que mesmo assim houve boas perspectivas, essas certamente não foram do PT e sim dos economistas da era CRUZADO que se jogaram sobre os números caóticos da economia e salvaram a pátria.
A cúpula do PT levou o Lula ao poder com a intenção de rechear seus cofres e recuperar as perdas das campanhas anteriores e nesse ínterim, nasceu o famoso mensalão. Se o partido tinha ou não planos de governo para ações desenvolvimentistas, perdeu nesse caminho a noção de nacionalismo. Infelizmente esse 0,9% do PIB é o reflexo de uma governabilidade dispersa e sem objetividade. Sabemos que há relatórios que ditam uma projeção positiva mas, sabemos também, que houve muita movimentação para encobrir ações nefastas do governo. Só o fato de não ter surgido o impeachment de Lula, sabemos que essa arrumação foi muito bem planejada. Os 10(dez) anos de governo PT de qualquer forma foram apagados por essas ações desonestas. Não podemos pegar simplesmente Fernandinho Beira-mar e dizer que o mesmo fez benefícios à comunidade. Há na sociedade uma nuvem ética que não permite que esses deslizes sejam esquecidos. O PT teve em mãos o poder de mudar o país e não o fez por simples questão de desajustes internos ou excessos de confiança. O patriotismo passou longe. A sensatez mais longe ainda.
O’Neill acredita no Brasil e não na perpetuação do PT e suas prerrogativas. O país é promissor desde que haja um direcionamento, um gerenciamento adequado. A forma com que o país encara o desenvolvimento está intimamente relacionada com a maneira em que se faz a governabilidade. Uma empresa não funciona sem um plano diretor e metas a se cumprir. O PT não tem em mãos esse plano de desenvolvimento e nem metas em mãos para que o Brasil atinja um patamar sustentável. Quem manda no país são as multinacionais e fim de papo.
Magella,
Boa a sua argumentação, o tipo de comentário sem fobias, em busca do melhor para o País. Então vamos por parte:
• O Brasil é o seu povo e suas instituições, dentre as quais os 4 poderes (porque a mídia é poder de fato). Com a Constituição híbrida de 1988 e suas emendas, temos um regime presidencialista/parlamentarista. Toda medida do governo federal tem que passar pela aprovação do Congresso Nacional.
Com a miríade de legendas por aqui criadas, ninguém conseguirá eleger uma maioria parlamentar para governar de acordo com a sua própria agenda. Portanto, coligações são essenciais. O PMDB usa com extremo sucesso a estratégia de alianças visando ser o fiel da balança e negociando (caro) o respectivo apoio. Por outro lado, como você bem sabe, existem os poderosos blocos de interesse, tais como: o do agronegócio; bancos; empreiteiras; econômicos; mídia; religiosos; etc.
A todos estes obstáculos, somam-se o MP + Judiciário, TCU, CGU e ONG´s, muitas das quais com interesses não claros, e principalmente, as resistências e morosidade da máquina burocrática. Assim, governar não é tarefa fácil e na nossa realidade, muito pouco do que se quer se consegue fazer.
• Você tem toda razão quando diz que falta um Plano de Desenvolvimento para o País, o último plano de desenvolvimento que o Brasil teve foi o II PND, no governo Geisel. O PAC tem objetivos setoriais, pontuais, não podendo ser considerado como um plano global. Nós temos cobrado insistentemente através do Clube de Engenharia a elaboração deste Plano. Também nos fóruns que participo, questiono sobre a publicação deste documento.
• Quanto à desnacionalização da economia nacional, é fato. Não há como fazer política industrial, por exemplo, quando toda a cadeia produtiva é transnacional. Por aqui não as empresas não P&D + I porque isto elas deixam nos seus países de origem. A nós cabe a mera montagem de produtos, com componentes importados. Somos o 5º maior fabricante de veículos e o 4º mercado, e não temos uma única marca nacional. Até a indústria de autopeças, tradicionalmente nacional, foi passada para o controle de empresas estrangeiras. Somos o 4ª mercado de celulares e nem o invólucro fabricamos aqui.
Isto não vem de agora, começou com as políticas de industrialização liberais de Juscelino. Teve a retomada no governo Collor e seu ápice nos governos FHC.
Para resolver isto, teria que haver algum retorno à estatização parcial, em modelo similar ao praticado peal China, Coréia do Sul, França e EUA (GM). Mas, lhe pergunto: quem apoiaria isto, o que aconteceria caso o governo fosse nesta linha, qual a sua posição a respeito ou proposta de solução.
Agradeço os seus comentários, que esta nos permitindo este diálogo.
Forte abraço,
Obs.: se possível por favor leia o artigo: Avanços Ilusórios
Infelizmente o Brasil foi corrompido por esse bando de malucos nesses 10 anos. Foi um período de farra e desrespeito ao país e consequentemente à sua população. A maior corrupção ativa que nossa história conheceu e jamais se esquecerá. 0,9% do PIB não é uma perda tão grande como foi o Mensalão (perda orçamentária e perda de identidade nacional). A estupefação foi tão grande que ninguém conseguiu expressar o que sentia naquele momento. Abriu-se um grande fosso na administração do Brasil. O PT não tem a mínima idéia do malefício que ele produziu nesse período à população brasileira. Um sentimento de vergonha misturado a revolta. Uma crise política absurda. Uma lástima que até hoje se amarga. Um prejuízo em todos os aspectos. Uma gestão lastimável.
Os 10(dez) anos de PT só nos trouxe uma certeza: Jamais acreditar em promessas de políticos. Qual foi a principal promessa do PT e do ex-presidente Lula na época da eleição? ACABAR COM A CORRUPÇÃO. Qual foi o resultado de tudo isso? Estabeleceu-se a partir daí a maior corrupção ativa de que se tem notícia na história do país. ROUBARAM de cara lavada os cofres públicos. Agora convenhamos, onde o judiciário entrou para desvendar essa quadrilha? Onde foi parar o impeatment do presidente na época? Saiu ileso, com um cínico sorriso nos lábios, sem sofrer um só arranhão, enquanto toda a cúpula de seu partido era indiciada e sofria as penas jurídicas pertinentes ao caso, ou seja, o MENSALÃO existiu, foi comprovado e punido. O senhor Lula simplesmente negou e não foi investigado pelo STF, ficando à margem do processo. É como se houvesse uma implosão de um prédio, com várias pessoas mortas e a justiça chamasse o síndico para depor, sem contudo, envolver o dono do imóvel. Estranho não?
Dez anos que se foram sem que o país saísse do engessamento de sua indústria e passasse a capitalizar um crescimento real. Computar multinacionais para se somar ao PIB é simplesmente assustador. A Troller é um exemplo de empreendedorismo que se esfacelou nesse governo do PT e covardemente foi entregue à Ford. Exemplos não faltam, há portas se fechando diariamente sem que o governo federal tome providências. A telefonia encontra-se nas mãos de multinacionais; o petróleo descoberto no pré-sal tem seus lotes sorteados entre empresas estrangeiras, sendo que a Petrobrás poderia perfeitamente assimilar todo esse potencial energético, enfim, falta ao país mãos administrativas que vejam essas lacunas e as preencham. Falar de números com um crescimento nominal de 0,9% é querer tapar o sol com uma grande peneira. O governo de Lula e Dilma ficaram devendo. Não estamos aqui falando de Mensalão e nem de Corrupção Ativa, esses feitos extraordinários são marcas exclusivas do PT e isso não se discute.
Juvenal,
Sugiro a leitura dos artigos:
• A REPÚBLICA E AS MULTINACIONAIS
• OS DILEMAS DO PODER E O PROJETO NACIONAL
Abraços,
Carlos
Vexatório. Dez anos não são dez dias. Dá-se para criar um filho nesse período. O que fez o PT foi encher seus cofres e nada mais, nada o preocupou, a sociedade foi abandonada a “Deus dará”. O fisco nesse período abocanhou todos os sonhos do Brasil e matou a livre iniciativa. Muitas portas se fecharam, lojas, micro empresas, o comércio em geral não foi bem. Quanto ao trabalho que o governo deveria fazer, ficou devendo em muito. A sociedade não é beneficiada em nada. A Saúde está um caos, a educação mais ainda, o saneamento básico jamais foi repensado e a previdência é de dar risada…caos… caos… caos. Que nota o PT mereceria após todo esse fiasco? Um ZERO sem sombra de dúvidas.
Um PIB de 0,9 % é realmente hilário para um país com as dimensões do Brasil e com as riquezas que possui. Havia uma projeção do Ministro Mantega para 4 % e a cada mês essa projeção tinha que ser corrigida porque as metas não tinham sido alcançadas e por aí foi, um ralo se estreitou a tal ponto que chegamos a isso, sendo que o mundo apesar da crise, cresceu em torno de 3,2 %. Dizer que o PT se deu bem com o poder, só se pensarmos no mensalão que encheu seus cofres. Há mais coisas a se dizer depois disso? Nota ZERO no quesito administração. Dez anos pífios. Dez anos de retrocesso político administrativo. O único que ganhou com tudo isso foi o fisco que limpou os bolsos do contribuinte. A indústria nacional encontra-se a pé, assim como todo o empreendedorismo existente. Temos uma inflação anual de no mínimo 11 % que vem solapando o Real e amarelando o brasileiro nas horas das compras.
Gastos públicos crescem, mas modelo de saúde ainda vive contradição no Brasil.
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02/04/201305h47
Apesar do investimento substancial em saúde nos últimos anos, o Brasil ainda vive uma contradição: é um país onde a população paga de seu próprio bolso mais de 50% dos gastos no setor, embora tenha um sistema público de saúde ”gratuito e universal”.
A contradição é apontada por especialistas com base em dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) compilados pela BBC Brasil.
Os números revelam que, em 2011 – os últimos dados disponíveis – os gastos privados com a saúde responderam por cerca de 54% das despesas totais na área, enquanto que o governo financiou os 46% restantes.
A taxa é inversamente proporcional à de muitos países ricos e de alguns emergentes, em que a maior parte dos investimentos na saúde é feita pelos governos, como é o caso da Noruega (86%), Luxemburgo (84%), Grã-Bretanha (83%) e Japão (80%), além de Turquia (75%), Colômbia (74%) e Uruguai (68%).
Segundo a OMS, no Brasil a parcela do orçamento federal destinada à saúde (em torno de 8,7%) também é menor, inclusive, do que a média dos países africanos (10,6%) e a média mundial (11,7%). Dez anos atrás, no entanto, a situação era ainda pior: apenas 4,7% dos gastos públicos eram investidos na saúde.
Os dados também mostram que o gasto anual do governo com a saúde de cada brasileiro (US$ 477 ou R$ 954), apesar de ter mais do que dobrado na última década, permanece em um patamar inferior à média mundial (US$ 716 ou R$ 1432) e representa apenas uma fração do que países ricos destinam a seus cidadãos.
Em Luxemburgo, por exemplo, que lidera a lista, o governo gasta, por ano, US$ 5,8 mil (R$ 11,6 mil) na saúde de cada habitante, ou 12 vezes o valor do Brasil.
Países vizinhos, como Argentina (US$ 869 ou R$ 1.738) e Chile (US$ 607 ou R$ 1.214), também destinam mais recursos na saúde de seus habitantes.
“Os dados evidenciam que o nosso sistema público de saúde está subfinanciado e necessita de mais aportes de modo a permanecer gratuito e universal”, defende Lígia Bahia, professora da UFRJ e uma das maiores especialistas do setor no Brasil.
Bolsa-saúde?
Especialistas também criticaram um eventual pacote de estímulos a operadoras de assistência médica privadas como forma de desafogar a saúde pública e ampliar o número de atendimentos na área.
”Esse dinheiro deveria financiar o SUS, que necessita de mais recursos. Do contrário, trata-se de um passo à privatização do sistema de saúde”, argumenta Thelman Madeira de Souza, ex-funcionário do Ministério da Saúde e analista da área.
Conforme noticiou o jornal Folha de São Paulo no final de fevereiro, o governo teria mantido conversas internas para lançar medidas de incentivo aos planos de saúde, incluindo desonerações fiscais e linhas de financiamento.
Em nota enviada à BBC Brasil, entretanto, o Ministério da Saúde negou a informação.
”Não foi apresentada, nem discutida pelo governo federal proposta de ampliar a isenção fiscal do Imposto de Renda para planos de saúde. Essa proposta não existe na agência regulatória da ANS.”