Caça ao Lula, golpe e criminalização do PT

Reproduzido do Blog Palavra Livre

Por Davis Sena Filho — 29 Novembro 2012

Somente acontece no Brasil. Pessoas sem um único voto, a exemplo de colunistas, comentaristas, articulistas e ilusionistas de uma imprensa reacionária e alienígena, a mando de seus patrões, pautarem o sistema político brasileiro e a ordem democrática estabelecida pela Constituição e pelos resultados das urnas. Apenas no Brasil, uma dezena de coronéis midiáticos tem tanta influência no que diz respeito a controlar e a coordenar o processo jurídico e partidário brasileiro, além de, inacreditavelmente, terem como aliados também pautados por essa imprensa corporativa e de negócios essencialmente privados a PGR e o STF.

Submetidos aos ditames da imprensa burguesa, como no caso do “mensalão”, que apesar do julgamento do STF ainda está por ser comprovado, essas corporações estatais corresponderam aos seus anseios e, por sua vez, edificaram uma frente política não oficializada; porém, poderosamente atuante nos bastidores do único poder da República — o Judiciário — cujas lideranças com cargos de mando e de chefia não são eleitas, e, portanto, divorciadas da vontade e dos interesses do povo brasileiro, que lhe impinge derrotas em sucessivas eleições, porque há 12 anos optou por votar em candidatos trabalhistas, a exemplo do ex-presidente Lula e da presidenta Dilma Rousseff, sendo que no passado os ancestrais desse mesmo povo votava em políticos trabalhistas como Getúlio Vargas e João Goulart — o Jango, que foram apeados do poder conquistado nas urnas por meio de golpes de estado de direita.

Eis que a Polícia Federal no período do mandato de Lula realizou, doesse a quem pudesse doer, 1.119 operações, praticamente sem ser questionada em sua autonomia para investigar, reprimir e prender aqueles que se envolveram com malfeitos. Além disso, até o início de 2003 quando Lula assumiu a Presidência, a Polícia Federal tinha em seus quadros cinco mil servidores. Em janeiro de 2011, fim de seu mandato, o presidente trabalhista aumentou os quadros da PF para 11 mil servidores públicos. No decorrer do Governo Lula, 3.200 pessoas foram presas ou afastadas a bem do serviço público.

Em contrapartida, durante o governo do neoliberal FHC, o número relativo ao pessoal da PF estava estagnado, porque o governante tucano “congelou” os concursos públicos em âmbito federal, bem como o Ministério da Justiça e a Polícia Federal efetuaram, em oito anos, apenas 28 operações, além de prenderem o número ínfimo de 54 pessoas. Resumo da ópera: o governo FHC administrou uma PF que não atuava de forma republicana, porque naquele período a corporação policial se transformou em uma polícia de governo quando, sem sombra de dúvida, deveria ser uma polícia de estado, independente e a serviço do cidadão e contribuinte brasileiro. Realmente, um grande erro. Esperar o quê de um governo tucano e de princípios e valores neoliberais. Realidade e conduta essas que não aconteceram com a PF do Governo Lula e nem com a de Dilma.

Como podem acontecer em um período de alienação do patrimônio público poucas prisões e quase nenhum afastamento de autoridades e servidores, afinal foram vendidas estatais de grande porte e estratégicas para o País? Respondo: pode. Porque, apesar de a imprensa de negócios privados ter publicado ou veiculado notícias sobre os escândalos das privatizações na época, essa mesma mídia conservadora e porta-voz da direita brasileira e estrangeira sempre apoiou o governo tucano e seu programa de governo, bem como apregoou, por meio de uma publicidade abrangente e sistemática, o que foi estabelecido pelos economistas de instituições financeiras, que se convencionou chamar, a partir de 1989, de Consenso de Washington.

A partir desse ano foi apresentada ao planeta a nova face do colonialismo e do imperialismo, na forma de globalização, por intermédio de diversas ferramentas tecnológicas e informatizadas. O “consenso” dos financistas e monetaristas resultou no pensamento único midiático e acadêmico, sem espaço para caber contestações. Quem não concordava com a pirataria, era logo chamado de dinossauro e sumariamente calado nos meios de comunicação corporativos e comercialmente hegemônicos, que efetivam e impõem até os dias de hoje a censura e o linchamento moral daqueles que porventura não se deixam ser pautados, não são cooptados pelo sistema de capitais ou que simplesmente querem, por exemplo, um Brasil autônomo, livre, soberano, democrático e que viabilize o que setores da classe média e as elites ricas herdeiras ideológicas da escravidão não querem e ferrenhamente combatem com o ardor do ódio: a emancipação social e econômica do povo brasileiro. Vide artigo da lady Danuza Leão ou vídeo do gentleman Boris Casoy, que, inquestionavelmente, agem como porta-vozes e colocam para fora o que as classes dominantes pensam, sentem, querem e como se comportam em relação ao Brasil, aos trabalhadores e aos pobres.

Por seu turno, no decorrer de quase quinze anos, a economia mundial foi praticamente desregulamentada e aconteceu o que teria de acontecer: a crise imobiliária e financeira (bancos) de 2008, que derreteu o capitalismo de opulência e de consumo desenfreado dos europeus ocidentais, dos japoneses e dos EUA. Tal crise fez o mundo novamente reviver e experimentar — resguardadas as diferenças e a época na qual vivemos — o crash de 1929, sendo que a crise socioeconômica atual é mais grave do que a antiga, conforme consideram os economistas e os historiadores. Que o digam os povos de Espanha, Irlanda, Grécia, Portugal, Itália e até mesmo Inglaterra e França, que saíram às ruas, enfrentaram a polícia e contestaram seus governos e o empresariado banqueiro, que levaram a economia desses países à bancarrota.

E fazer o quê quando país da importância e da força econômica do Brasil salda suas dívidas com o FMI e o Clube de Paris. De onde amealhar ou sugar recursos para sustentar seus altos padrões de vida, orgulho dessas sociedades europeias e humilhação dos povos da América Latina, com a cumplicidade infame de suas “elites” e de outros continentes onde vivem na mesma situação outros povos oprimidos. É por isto e por causa disto que o rei Juan Carlos, de Espanha, reportou-se, de forma “humilde”, à presidenta trabalhista Dilma Rousseff e afirmou que a Espanha e outros países, como Portugal, precisam muito da ajuda do gigante sul-americano cuja economia é a sexta maior do mundo e que tem um mercado interno tão poderoso que permitiu que o Brasil não sentisse a crise internacional de maneira tão dura como ocorre, inclusive e até hoje, com os Estados Unidos, onde o índice de pobreza é o pior entre os países ricos, apesar de o país yankee ter uma das maiores rendas per capita do mundo.

De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a Suécia, por exemplo, tem menos adultos analfabetos funcionais e menos pobres que os EUA. As estatísticas indicam que 7,5% da população sueca entre 16 e 65 anos é analfabeta funcional, enquanto nos Estados Unidos este número supera os 20%. Por sua vez, 6,3% do povo sueco vivem abaixo da linha de pobreza, enquanto o governo estadunidense tem de cuidar ou ajudar a resolver os problemas de 13,6% de seus cidadãos que tem muita dificuldade para sobreviver. Atualmente, a população dos EUA é de quase 309 milhões de pessoas. Então a conclusão é que 31 milhões de cidadãos norte-americanos são pobres ou se encontram abaixo da linha de pobreza, o que se torna uma realidade trágica para um país que consome 20% do petróleo que é produzido no mundo.

É visível a pobreza nos EUA. Todavia, tal realidade se torna invisível e inexistente para o baronato da mídia brasileira, que se recusa a mostrar de forma transparente a crise do poderoso país da América do Norte, bem como se recusa a repercutir os avanços e as conquistas sociais do povo brasileiro nos últimos dez anos de governos trabalhistas. A mídia privada esconde o Brasil e se dedica a dar golpes políticos com o apoio de uma Procuradoria Geral e de um Supremo extremamentes reacionários e conservadores. O momento é de judicialização da política, porque a direita brasileira sabe que quando esteve no poder não fez nada para melhorar a vida dos cidadãos e com isso proteger a cidadania. O PSDB e seus apoiadores apenas governaram para os ricos. Por causa disso, rapidamente perceberam que, por intermédio do voto, vai ser muito difícil vencer eleições contra candidatos trabalhistas. Não tem como fugir dessa realidade, a não ser enfrentá-la, mesmo se for por meio de expedientes desonestos, ilegais, manipulados e distorcidos.

Os índices de aprovação de Lula e de Dilma são altíssimos e por isso e por causa disso se tornou imperativo apelar para o golpe aos moldes de Honduras e Paraguai. É dessa forma cínica e desprezível que a banda toca por esses pagos. Os barões da imprensa, os representantes mais atrasados e reacionários da classe empresarial, não se conformam que os inquilinos da Casa Grande fiquem fora do poder central no âmbito do Executivo. Estão há dez anos sem sentar à mesa do gabinete da Presidência da República, o que lhes causa urticária e um rancor à base de adrenalina e do fel da bílis.

Contudo, tal grupo empresarial é requisitado e bajulado por alguns seres mortais que usam capas de Batman e realizam seus julgamentos como se fossem as novelas da TV Globo, onde a falta de senso crítico mancomunada com a vaidade e o orgulho levaram homens a serem condenados sem provas de terem cometido malfeitos, o que não importa, porque é necessário para a direita brasileira criminalizar o PT, derrubar, se conseguir, o governo trabalhista de Dilma Rousseff, mas, sobretudo, calar o presidente mais popular da história do Brasil, se possível algemá-lo, porque o que importa é que ele fique impedido de falar, de fazer política e principalmente parar de eleger verdadeiros “postes”, a exemplo de Dilma e Haddad. É a direita do fracasso eleitoral retumbante, que, sem voto, aposta no golpe e com a cooperação de certos batmans da PGR e do STF.

Enquanto Lula tem seu nome mais uma vez ligado a um novo escândalo midiático cujos personagens são os irmãos Vieira, além de uma funcionária de terceiro escalão, lotada na Presidência da República em São Paulo, o fundador do PT e da CUT vai à Índia e é comparado a Mahatima Gandhi. Entretanto, a oligarquia midiática monopolista censura a consagração do ex-presidente no exterior e, por conseguinte, não dá destaque à homenagem tão importante e emblemática recebida por um político brasileiro, que, tal qual ao trabalhista Getúlio Vargas, mudou o Brasil para melhor.

Mesquinha e provinciana; colonizada e perversa; ordinária e dona de um incomensurável complexo de vira-lata, a mídia corporativa tupiniquim de ideologia francamente fascista não reconhece o Prêmio Indira Gandhi, o mais importante daquele histórico país, oferecido ao presidente operário por ele ter sido considerado uma pessoa que “contribuiu à paz, ao desarmamento e ao desenvolvimento”. Para o presidente indiano, Pranab Mukherjee, Lula merece a homenagem por “defender os mesmo princípios de Indira e de Gandhi, o que representa associá-lo à mais ilustre companhia possível”.

Lula é admirado no Brasil e no exterior. E muito. Porém, se algum desavisado ler as publicações brasileiras ou assistir à televisão vai pensar, sem quaisquer dúvidas, que Lula é irremediavelmente odiado. Contudo, parte da classe média — aquela mesma que até hoje deita e rola com o “Bolsa Empréstimo Consignado ou Facilitado”, bem como com o “Bolsa Casa Própria, Isenção do IPI e Estudo no Exterior” — e o conjunto da imprensa burguesa, além de muitos integrantes da classe economicamente dominante, o tratam de forma desrespeitosa, preconceituosa e não reconhecem o desenvolvimento social e econômico que aconteceu no Brasil e que impressionou os mandatários dos países desenvolvidos, do Brics, do G-20 e do G-8. Isto é fato. Ponto. Se recusam a reconhecer as conquistas de toda população deste País, porque são pessoas incondicionalmente presunçosas, que se acham especiais e diferentes e por isso consideram que precisam viver em um mundo VIP, para poucos beneficiados e privilegiados e que, indelevelmente, pensam que foram escolhidos a dedo, nada mais e nada menos, por Deus.

São autoritários e arrogantes; perversos e egoístas; e por isso não conseguem digerir a ascensão social de 40 milhões de brasileiros que hoje dividem os aeroportos, os cinemas, os shoppings e talvez até alguns restaurantes com esses provincianos de pensamento humanitário curto e maldade vasta. São os que se acham apadrinhados pela pele branca e, obviamente, pela reserva de mercado em que foram transformados o emprego público e as universidades federais e estaduais para os filhos das classes média e rica, lacerdistas, ressentidas, bem como contaminadas por valores venais, fúteis, levianos e de “grandeza” sem razão e despida do que é humano e civilizado, solidário e social.

Os financistas alienígenas, no que diz respeito à preservação e proteção dos mercados internos nacionais, e os governantes traidores de seus povos e adeptos do neoliberalismo implantaram um modelo econômico draconiano de exploração e pirataria, pois estúpido e baseado nesses pontos: abertura comercial (isenção ou diminuição de taxas e tarifas para os produtos estrangeiros); desregulamentação (afrouxamento do rigor das leis trabalhistas e econômicas); investimento estrangeiro direto (eliminação de restrições); privatizações de estatais, além da diminuição dos investimentos públicos, o que, sobremaneira, é uma lástima para a população carente, a exemplo da brasileira, que necessita da presença do estado nacional, com o propósito de essa camada desprotegida da sociedade ter acesso aos programas de inclusão social, aos projetos que efetivam a busca pela igualdade regional e, consequentemente, através de um tempo programado, tornar-se independente e apta a competir no mercado de trabalho. Dessa forma, efetivamente, as pessoas beneficiadas passam a ter maior facilidade  para conquistar o emprego, além de ter acesso à saúde, à educação e à segurança alimentar. Cidadania. Ponto.

Todo esse processo de independência do povo é combatido pelo sistema midiático de caráter mercantilista. E é por isso que as conquistas sociais dos brasileiros não são mostradas por uma dezena de famílias que receberam licença do governo e, portanto, do povo brasileiro para, por exemplo, ganharem bilhões com suas transmissões televisivas. Agora a pergunta que não quer calar: o que essas questões tem a ver com o assunto sobre mais uma operação da PF ocorrida em São Paulo. É que por trás desses casos — muitos inverídicos e manipulados e outros verdadeiros e reais — está a luta pelo poder político que é renovado de quatro em quatro anos, por intermédio das eleições.

A direita derrotada três vezes quer a volta do modelo neoliberal para a economia, além de ficar imensamente inconformada com as políticas sociais efetivadas pelos governos trabalhistas, Além disso, a direita midiática e partidária e também a judiciária quer impor seus valores e seus princípios no que concerne às políticas públicas de relações exteriores, que fez do Brasil um País que se relaciona diplomaticamente e comercialmente com vários blocos econômicos e políticos, eliminando dessa forma a subserviência aos países que tradicionalmente foram sempre os principais parceiros e credores do Brasil e que hoje enfrentam uma crise tão grave e profunda, que enfraquecidos ou menos poderosos, foram tratar de seus interesses internos e da insatisfação, muitas vezes violenta, de seus povos.

Incomoda demais as perversas, preconceituosas e violentas elites brasileiras herdeiras da escravidão ter de ver um operário metalúrgico se transformar em um pop star de grandeza internacional, como bem demonstram as dezenas e dezenas de homenagens recebidas por Lula no Brasil e no exterior e que são devidamente boicotadas e escondidas pela imprensa burguesa de caráter bárbaro. Dói na alma dos elitistas provincianos e de pensamentos colonizados ver o estadista Lula ser protagonista da criação do Brics, do G-20, da Unasul, do fortalecimento do Mercosul e do aterramento da Alca, que somente tinha o propósito de fazer com que os produtos dos EUA entrassem nos países da América do Sul livre de barreiras alfandegárias. São esses fatos que incomodam os barões da imprensa, os seus sabujos “especialistas” em coisa nenhuma, a não ser em distorcer e manipular as realidades e até mentir se for preciso.

A imprensa não é séria e muito menos se preocupa com escândalos, roubalheiras ou qualquer coisa que aconteça. O sistema midiático que luta somente pela liberdade de empresa e não de imprensa quer apenas apagar o fogo com gasolina. Se a mídia que está aí se preocupasse com escândalos e com os interesses do Brasil, certamente que o livro “A Privataria Tucana”, a compra dos votos da reeleição do presidente tucano FHC — o Neoliberal —, o caso Banestado, o maior escândalo do Brasil, e o Mensalão do PSDB estariam nas manchetes sendo cobrados pelos colunistas ou comentaristas ou “especialistas” de prateleira da Globo News.

A luta pelo poder se dá no campo do sistema midiático privado, que pauta a vida política brasileira. A direita não vence pelo voto. Vence por meio do golpe. Historicamente é assim. O caminho que esses caras de direita encontraram é o da judicialização e da criminalização da política e do partido que está no poder — o Partido dos Trabalhadores. O resto é conversa para boi dormir. Urge calar o operário. Se possível desmoralizá-lo, sangrá-lo e prendê-lo. A direita matou Getúlio e Jango. Os trogloditas humilharam vergonhosamente o presidente Juscelino Kubitschek. Ponto. O que interessa na verdade aos reacionários é a caça ao Lula. Ele tem voto. É isso aí.

Sobre Carlos Ferreira

Engenheiro, com especialização em Políticas Públicas e Governo pela EPPG-IUPERJ. Atuando na área de Energia Nuclear. Membro do Conselho Diretor e do Conselho Editorial do Clube de Engenharia. Conselheiro do CREA-RJ, período 2005 a 2007.
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42 respostas a Caça ao Lula, golpe e criminalização do PT

  1. O que entristece qualquer cientista político é ver o quanto o brasileiro das classes C, D e mesmo a B, são propensos a pensarem em si próprios ao invés de avaliarem o todo e principalmente em termos de política nacional. Alguns dizem que o ex-presidente Lula foi excepcional e se candidatasse à prefeitura de São Paulo, ganharia disparado. Isso é chamado de cegueira política. O PT foi ardiloso implementando o bolsa-família e isso o fez praticamente único, mas, não eliminou a pobreza e nem deu passos importantes para mudar o horizonte dessas pessoas. O lema “Não dê comida, ensine-o a pescar”, passou longe e se o governo deixar de fornecer o bolsa família no futuro, todos voltarão a miséria que se encontravam anteriormente. Isso é a verdadeira acefalia paternalista. O mensalão e outros mais, desviaram um imenso pacote de divisas que seriam importantes para mudar esse horizonte que aí está. O que realmente faz com que hajam mudanças definitivas a essas classes é fornecer-lhes trabalho, educação, saúde e saneamento básico. Fora isso é pura demagogia. Esses políticos que manipularam o mensalão, inclusive o ex-presidente Lula, que não se exclui dessa imensa tramóia, enfiaram a mão nos cofres públicos descaradamente e esse dinheiro, por incrível que pareça, é desse sofrido povo brasileiro que eles incluíram nessa bolsa-família. As ações estabelecidas por essa verdadeira quadrilha foi longe de ser parecida com aquele arqueiro medieval, Robin Hood, que tirava dos ricos e dava aos pobres. Enfiou-se a mão nos bolsos de todos os brasileiros indistintamente, independentemente de classes sociais. O que o brasileiro tem dificuldade para entender é que a melhora do país foi construída bem antes do PT assumir o Planalto, com os planos mirabolantes e excepcionais dos economistas da época do Cruzado I e II, Plano Bresser, Plano Verão, Cruzado Novo e por fim o Real. Construiu-se aí uma base sólida para o avanço econômico do país. A PETROBRÁS também tem feito muitas prospecções de petróleo e gás natural, bem antes do PT assumir a presidência e, portanto, todo o mérito é seu como empresa petrolífera. Se formos analisar os oito anos e agora mais quatro em que o PT permanece no poder, não há consistência em suas atitudes políticas e pagamos massacrantes impostos que não nos levam a uma melhora social. A pirâmide social brasileira encontra-se disforme e não há esforços governamentais para trazer ao país independência externa e crescimento econômico. A indústria encontra-se estagnada há muito tempo e há muito não se vê grandes investimentos no setor. A política brasileira não é exercida para o fim em que foi criada: “Benefícios gerados do povo para esse mesmo povo”. Houve uma deturpação de valores e se tornou um meio de enriquecimento ilícito. A blindagem de quem exerce a política tornou-se um meio de se oprimir o próprio povo que elegeu seu representante. Há uma quebra cabal dos ditames da Constituição Federal, como se ela não existisse ou fosse simplesmente um livro para constar em uma empoeirada estante. O brasileiro é desrespeitado diariamente em seus direitos constitucionais por conta de medidas provisórias que favorecem as ações questionáveis dos Governos Federal, Estadual e Municipal. A burocracia que freia abruptamente o desenvolvimento nacional continua ano a ano irritando o empreendedor que deseja fazer algo pelo país. Há uma falha conjuntural difícil de ser corrigida porque a vontade política não faz parte do cardápio. Busca-se jogar ao chão toda e qualquer conquista trabalhista advinda da era de Getúlio Vargas, um marco excepcional do direito do trabalhador. Isso não é enxergado. Não é dito. Fala-se de Lula como se fosse um benfeitor e não o verdadeiro chefe do mensalão, a maior rede de corrupção ativa que já existiu no país. Vergonha atrás de vergonha, essa é a realidade de tudo isso. Até o Maluf continua a solta usufruindo de seus dólares depositados em paraísos fiscais e nada se faz para trazê-los de volta aos cofres públicos ou algum indiciamento pertinente. É Brasil, o eterno paraíso fiscal da corrupção e de uma vergonhosa e questionável política construtiva.

  2. 28/11/2012 às 22:24 horas -
    Por Band Entretenimento

    “Brasil é o segundo país mais burro do mundo
    No monólogo de hoje, Danilo Gentili faz piada com a posição do Brasil em um ranking mundial que mediu a qualidade da educação em quarenta países. O Brasil foi o penúltimo colocado e ficou a frente apenas da Indonésia”.

    Essa é a realidade brasileira na área da Educação e o que uma governabilidade mal direcionada faz a um país. Onde vão nossos impostos? Há vontade política para mudar esse horizonte?

    • Carlos Ferreira disse:

      Gustavo, esta vergonhosa realidade é o resultado de décadas de descaso de todos nós, a sociedade brasileira. Até os anos 60 estudar em escola pública era a meta de todos, pois a qualidade era extremamente superior a da maioria das escolas privadas. Para se entrar em um curso ginasial estadual ou federal, tínhamos que fazer uma prova de admissão digna de um vestibular. Os professores da rede pública eram altamente qualificados, preparados e motivados. Havia um orgulho generalizado em estudarmos em colégios públicos e desdenhávamos das escolas privadas tipo: “papai pagou, filhinho passou”! Porém, desde sempre, havia o problema crônico das vagas, fruto da visão distorcida da sociedade de que: filho de pobre não precisava ir além do primário, portanto nas fases seguintes faltavam vagas.
      Na ditadura houve uma reviravolta, para abrir vagas, aumentou-se o número de turnos. Houve a massificação nivelada por baixo do ensino público, com professores despreparados, mal remunerados e redução da carga horária, começamos assim a formar analfabetos funcionais, estes claro, sem qualquer chance de chegar ao ensino superior público, que ficou restrito justamente para aqueles alunos das classes sociais com maior poder aquisitivo. Na contrapartida, houve uma expansão descontrolada do ensino privado, em todos os níveis. A classe média levou os seus filhos para escolas privadas e o ensino público foi relegado a própria sorte. O resto da história todos nós conhecemos.
      Mas Gustavo, veja que a questão da casa-grande x senzala continua, agora mesmo nossos representantes no Congresso Nacional não aceitaram a destinação dos royalties do pré-sal para a Educação, dizem inclusive que vão derrubar o veto da presidenta ou até imagine, recorrer ao STF e nisto estão associados à associação nacional dos prefeitos. Saiba que suas excelências preferem gastar todos estes recursos que são finitos, em obras de maior ”resultado futuro”, tais com calçadões, coretos e “showsmicios” ou outras bobagens do gênero, tipo: pão e circo!
      Minha esperança é que este tipo de reação como a sua contribuição, a qual agradeço, possa criar uma massa crítica que force os nossos políticos a pensarem o Brasil como Nação, para o que, a Educação de qualidade é essencial.
      Forte abraço,
      Carlos

  3. O Lula e o PT tiveram tudo nas mãos para mudar esse país e só não o fizeram porque ali coube uma frase famosa do ex-presidente Jânio Quadros: “ Fi-lo porquê qui-lo”. Quiseram um mensalão e o fizeram. Toda a movimentação política e partidária foi para que o PT enchesse os bolsos e o seu caixa 2, nada mais que isso. O Brasil viveu e vive nessa época um engessamento político. Nada se faz e nada se transforma até o presente momento. Faltou muita coisa e principalmente patriotismo, comprometimento com a nação e a vergonha, aquela que cora, que deixa a face vermelha. Como um partido político permite que sua cúpula participe de um esquema como o mensalão, as vistas de todos, sem escrúpulos, com a cara de pau como foi? Não entendo isso. É difícil entender como existe tanta burrice ou ingenuidade juntas em um mesmo segmento. A blindagem do Lula foi grotesca e totalmente desprovida de ética. Todos viram, todos se aquietaram. Que silêncio perturbador se apossou do senado. Houve dólares nas cuecas, nos panetones, nas meias, para todos os lados e propinas, muitas propinas para se calar quem fosse. É como se o PCC, com uma grande quadrilha, tivesse tomado o Planalto e fizesse uma grande festa. Uma loucura alucinada. Ninguém acreditava que tudo aquilo estava acontecendo à luz do dia, dentro do poder público e sob os olhares da justiça brasileira. A estupefação foi idêntica ao 11 (onze) de setembro nos EUA, só não teve a mesma repercussão internacional. Toda a mídia televisiva, escrita e falada registraram esses acontecimentos detalhadamente que nem necessitaria de uma interpretação do STF durante o julgamento desses idiotas. Fernando Collor de Melo fez muito menos que isso e foi cassado. Isso é democracia? Que justiça medíocre. Cadeia em todos eles.

  4. A política nos leva a bons fluídos, a resolver grandes diferenças, a criar situações benéficas à população, a trazer luz onde a esperança se extinguiu, a fazer as coisas impossíveis se tornarem possíveis, é o motor que movimenta a sociedade como um todo. Para que a mesma seja exercida é necessário o político e é aí que ela se quebra e toma rumos totalmente obscuros. Uma diretriz que poderia exercer feitos extraordinários morre ali, sem que a razão de sua existência seja exercida e a população passa a sofrer por sua ausência. O Brasil de hoje não exerce a política que deveria ser exercida para trazer benefícios à sua população. Todos os segmentos encontram-se estagnados, inoperantes. Fazer política, exercer a política não é o que se vê no Brasil. Seria necessário que a Saúde, a Educação, o Saneamento Básico e tudo o que a população necessita para seu bem estar fosse exercido com propriedade, com pulso, com vontade política por assim dizer. O bom político é aquele preocupado com a população que o elegeu e que espera respostas para seus problemas diários. O bom político quer acima de tudo que a nação a qual ele dirige seja progressista, que traga “royalties” que possam ajudar o seu povo a ser feliz, a ter boas moradias, a ser bem atendido nos serviços públicos, a ter uma aposentadoria descente, a não ter a necessidade da mendicância para sobreviver, enfim, tudo o que o ex-presidente Lula poderia fazer em 08 (oito) anos não fez e a Dilma Rousseff certamente não conseguirá fazê-lo em 04 (quatro) anos e assim sucessivamente. Se os políticos tivessem a noção de suas responsabilidades certamente a política seria mais bem exercida.

    • Carlos Ferreira disse:

      Roberto, excelente texto, verdadeira chamada à reflexão, ao mostrar o quão importante é a Política, cuja prática, boa ou ruim, interfere na vida de todos nós, seres humanos, desde as mais primitivas às mais sofisticadas sociedades. E dizer que entre nós há pessoas que dizem não gostar de falar sobre política. Isto é: delegam a outros a decisão sobre suas vidas!!
      Aqui, são muitas as causas da deterioração da prática da política, fundamentalmente pela qualidade dos políticos que se candidatam, bem como aqueles que são eleitos, diga-se: Por Nós!
      Mais de 20 anos sob pesada ditadura, fizeram com que as áreas de formação política, tais como: partidos políticos; grêmios estudantis; associações diversas e cadeiras sociais, fôssem extintas. Com a abertura e Constituição de 88, não tendo sido aceita pelos poderosos da época uma Constituinte exclusiva, surge um regime híbrido parlamentarista/presidencialista à brasileira, que com os proibitivos custos das campanhas políticas advindos, praticamente limitou a política aos lobbies e descendências hereditárias. Os partidos viraram feudos, muitas vezes familiares ou legendas de aluguel. Cidadãos comuns, ótimos quadros, vocações políticas não têm quaisquer chances de saírem candidatos e serem eleitos. As fortunas necessárias para financiar uma campanha política os excluem.
      Há solução? Sim, mas depende de grande mobilização popular voltada para uma sempre postergada “Reforma Política”. Não somos ingênuos a ponto de acreditar que os nossos congressistas a farão por vontade própria, claro que não. Será necessário irmos à LUTA e mobilizar a sociedade para esta necessária reforma, talvez a mais urgente.
      Forte abraço,
      Carlos

  5. As 19: 47 hs, no Jornal da Band, de 08/12/2012, um integrante da cúpula do PT disse que o partido faria uma arrecadação para pagar a multa estabelecida pelo STF aos mensaleiros, por considerá-las abusivas e que ninguém perderia o mandato por não considerarem também que houve gravidade no ocorrido. Aqui fica a pergunta: O que o PT considera grave? Forma-se uma verdadeira quadrilha no próprio planalto, a referência do poder Executivo Nacional e isso não é grave? A justiça brasileira que é representada pelo poder Judiciário viu tudo isso e se calou, simplesmente se calou, isso é aceitável? Todo o poder legislativo trabalha contra a própria Constituição Federal e a favor do governo federal, isso é assustador ou não? Há uma tramóia do tamanho de nossa extensão territorial e essa manobra é contra o próprio povo brasileiro que acreditou no PT e esperou que houvesse mudanças substanciais na governabilidade do país. Há um cinismo absurdo que beira a loucura: Querem que pensemos que não houve nada de especial ali, que tudo foi normal, que a roubalheira não aconteceu. Uma forma de se manipular um monte de “fezes” sem que se queira que o mesmo exale cheiro. Quanto mais se mexe, mais “fedor” exalará do mesmo. O povo permanece calado perante tudo isso porque houve uma verdadeira estupefação com o ocorrido, mas com certeza não passou incólume, não se ignorou tamanho descalabro. Houve uma imensa sujeira, difícil de ser encoberta. Mais dia, menos dia, o próprio PT vai entender isso e vai sentir na pele a resposta do povo brasileiro.

  6. FONTE: JORNAL UOL
    2ª feira, 10/12/2012

    Deputados Envolvidos No Mensalão Poderão Perder O Mandato.

    A partir desta segunda-feira (10), os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) devem tomar uma posição que corre o risco de abrir uma queda de braço institucional com a Câmara. Sete integrantes da mais alta corte do país decidem hoje se os três deputados condenados no processo do mensalão devem perder o mandato como consequência ou não. A expectativa é que a definição saia até a próxima quarta-feira (12).
    Até agora, dois ministros votaram sobre a possibilidade de João Paulo Cunha (PT-SP), Pedro Henry (PP-MT) e Valdemar Costa Neto (PR-SP) perderem o mandato. O relator do mensalão, Joaquim Barbosa, opinou pela cassação como resultado do julgamento. “É compatível o exercício de mandato parlamentar por alguém condenado a 7, 8, 9 anos de prisão?”, perguntou ele. Já o revisor do processo, Ricardo Lewandowski, entendeu que o STF só pode suspender os direitos políticos, deixando a decisão da perda para a Câmara.
    Mensalão: relator quer cassação imediata de deputados
    A tendência, pelos pronunciamentos em plenário e conversas nos bastidores, é que a decisão seja pela perda do mandato. E será apertada. O Congresso em Foco apurou que a expectativa é que o placar fique em cinco votos a quatro, já que apenas nove ministros votam. Teori Zavascki, empossado no fim de novembro, não se pronuncia sobre o caso. Junto com Joaquim, ficariam Rosa Weber, Luiz Fux, Gilmar Mendes e Celso de Mello. Seguiriam o revisor José Dias Toffoli e Marco Aurélio Mello. Cármen Lúcia é dúvida, mas a tendência é que ela seja contra a cassação dos mandatos.
    “Nós temos que declarar e comunicar ao Congresso que estamos aplicando esta sanção adicional, mas o que eu digo e enfatizo é que não podemos usurpar a decisão do Congresso na Carta da República, sem aquele procedimento lá estabelecido”, disse Lewandowski na sessão de quinta-feira (6), quando os ministros começaram a discutir o caso. Ele chegou a citar, ao ler as notas taquigráficas da Assembleia Constituinte, que esse era o “desejo do legislador”.
    O argumento foi rebatido por outros ministros. Entre eles, o decano da corte, Celso de Mello. Segundo ele, o STF já decidiu que a intenção dos integrantes da Assembleia que aprovou a Constituição de 1988 não deve necessariamente ser seguida. “O STF, discutindo esta questão, entendeu que esta corte não pode ser pautada pelo teor dos trabalhos desenvolvidos no seio da Assembleia Constituinte, ainda que aqueles debates possam indicar algum caminho a ser seguido, mas isso não condiciona o tribunal”, afirmou.
    Para Luiz Fux, a Constituição é taxativa. “A Constituição também é taxativa: perderá o mandato o parlamentar. Será que os mandatários poderão continuar falando pelo povo depois que condenados?”, disparou o ministro na sessão de quinta.
    Disputa
    Este não é o entendimento de boa parte dos deputados, em especial os ligados aos condenados no mensalão. Para parlamentares ouvidos pelo Congresso em Foco, deve predominar a posição defendida por Lewandowski. Na quinta-feira, o ministro disse: “A Carta usa a expressão claríssima: a Casa do Congresso decidirá. A menos que nós aqui interpretemos esta expressão tão clara de forma divergente”. Por isso, entendem os parlamentares, deve predominar o que prevê o parágrafo segundo do artigo 55 da Constituição.
    A deputada Benedita da Silva (PT-RJ) defende que o Congresso tem prerrogativa sobre a perda de mandatos parlamentares. “Trata-se de um mandato dado pelo povo. A Câmara tem a prerrogativa, como teve em outros momentos, como as cassações por problemas eleitorais”, afirmou ela ao Congresso em Foco, após deixar o velório do arquiteto Oscar Niemeyer, no Palácio do Planalto, na quinta-feira à tarde.
    Deputada e ex-ministra do governo Lula, ela não acredita em um choque de poderes caso o Supremo tenha entendimento diferente do dela e de outros congressistas. “Os poderes são independentes, mas penso que essa prerrogativa deva ser nossa. Não vejo conflito”, continuou Benedita. Um dia depois, foi a vez do próprio João Paulo Cunha criticar a hipótese de ele e outros condenados perderem seus mandatos. “Eu tenho 28 anos de mandato. Mantive a coerência desde 1982. Nunca tive um processo na minha vida, nunca tive um inquérito na minha vida. Vão querer dar lição de moral em mim? Não. Não aceito”, disse o ex-presidente da Câmara sexta-feira (7) à Agência Estado.
    O atual presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), disse em diversas oportunidades que deve prevalecer na Casa a aplicação do parágrafo segundo do artigo 55 da Constituição. No entanto, ressaltou que vai pedir uma análise do caso assim que a Secretaria-Geral da Mesa receber do STF a declaração de perda do mandato dos três deputados.
    Cassação de João Paulo não é automática
    Marco Maia: Câmara vai analisar decisão do mensalão
    A intenção dos deputados é usar como precedente o caso do ex-deputado Walter Brito Neto (PRB-PB), primeiro condenado a perder o mandato por infidelidade partidária. Apesar de decisões determinando a saída dele pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e pelo STF, a Câmara levou nove meses para tirá-lo do cargo.
    Parlamentares opinam sobre cassação de mensaleiros
    Perda de mandato x suspensão de direitos
    Antes da condenação dos três parlamentares no mensalão, o STF havia declarado a culpa de outros seis deputados. Destes, quatro receberam penas de prisão, dois tiveram a prescrição declarada. Nenhum deles, até agora, cumpriu um dia de cadeia. Isso porque a jurisprudência do Supremo determina que o cumprimento só ocorra após o trânsito em julgado, ou seja, quando acabarem as possibilidades de recurso.
    Políticos condenados pelo STF ficam fora da prisão
    Porém, em nenhum desses casos, os ministros decretaram a perda do mandato como consequência da condenação. Por isso, o STF discute agora se determina que João Paulo, Henry e Valdemar sejam tirados do cargo. “Nem toda condenação prevê a perda de mandato e o que ele não pode, e aqui eu evoco a responsabilidade de cada um, o STF ter declarado uma decisão criminal que um determinado parlamentar perde o mandato, o Parlamento não pode dizer o contrário”, disse Joaquim.

    • Carlos Ferreira disse:

      Oscar,
      Espero que prevaleça o respeito à Constituição Nacional como defendido pela ministra Rosa Weber em seu voto, quando ressaltau o equilíbrio entre poderes no estado democrático de direito, a ministra argumentou que a perda do mandato representa uma intervenção no poder democrático, e defendeu que a perda de mandato seja definida pela maioria absoluta das Casas parlamentares – Câmara ou Senado.
      — O povo é quem confere legitimidade ao mandato. A perda de mandato como efeito de condenação criminal não se confunde com a suspensão dos direitos políticos que é automática. Ainda que suspensão dos direitos políticos seja efeito direto, a perda de mandato eletivo estará condicionada à manifestação da maioria absoluta da respectiva casa — afirmou Rosa.
      Rosa Weber também rememorou a luta pelos direitos políticos no país, e tratando o mandato como de natureza política, levantou o debate sobre a a quem compete decidir sobre a quebra dessa relação de confiança.
      — O juiz competente para julgar sobre o exercício político é o povo soberano, que o faz por meio de representantes.

  7. 11/12/2012 – 7::24h
    Delação de Valério poderia ter levado Lula ao impeachment em 2005 e a réu em 2012
    Fonte: UOL Notícias
    Por Fernando Rodrigues
    Tivesse revelado o que diz saber sobre o mensalão quando o escândalo eclodiu, em 2005, o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza poderia ter levado ao impeachment o então presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.
    Num depoimento em 24 de setembro de 2012 à Procuradoria-Geral da República, Valério afirmou que o esquema do mensalão ajudou a bancar despesas pessoais de Lula da Silva no ano de 2003.
    A informação consta na íntegra do depoimento de Marcos Valério e foi apurada pelos repórteres Felipe Recondo, Alana Rizzo e Fausto Macedo.
    Em 1992, o que levou o Congresso a precipitar o impeachment (afastamento do cargo) de Fernando Collor de Mello foram indícios de que o chamado esquema PC (de Paulo César Farias, tesoureiro de campanha de Collor) pagava despesas pessoais do então presidente da República. Collor perdeu a cadeira. Posteriormente, acabou se livrando num julgamento no Supremo Tribunal Federal (mas nunca mais recuperou seu pretígio político).
    Marcos Valério não quis fazer em 2005 as revelações que faz agora. Se tivesse falado tudo à CPI que apurou o esquema do mensalão, além de um possível impeachment de Lula, o agora ex-presidente certamente teria sido incluído como um dos réus do mensalão no processo que está sendo julgado no momento pelo STF.
    Lula ficou fora do julgamento atual porque nenhuma testemunha de peso o acusou de maneira aberta. Ao contrário. Nunca é demais lembrar que Roberto Jefferson, o grande denunciante do esquema, sempre preservou Lula como pode em suas acusações. Naquela época, em 2005, outros integrantes do esquema também preferiram não envolver o então presidente. Marcos Valério foi outro que se calou sobre o petista.
    Agora, Marcos Valério mudou de atitude. Contou à Procuradoria-Geral da República que recursos teriam sido depositados na conta de uma empresa do ex-assessor da Presidência Freud Godoy. Essa pessoa era uma espécie de “faz tudo” de Lula.
    A informação sobre esse suposto depósito só poderá ser apurada com a abertura de um inquérito, o que é incerto no momento.
    Valério também afirma em seu depoimento que o ex-presidente Lula deu aval para os empréstimos que serviriam de pagamentos a deputados da base aliada. Isso teria ocorrido em reunião no Palácio do Planalto com a presença do ex-ministro José Dirceu e do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares.
    É claro que o valor do depoimento de Valério agora deve ser matizado. Ele é um réu condenado a mais de 40 anos no processo do mensalão. Tentou, com sua nova delcaração, ser considerado um delator que colaborou com as apurações –mas fez isso tardiamente e não recebeu nenhum benefício judicial no atual momento.
    As declarações de Valério podem resultar, é claro, em um novo processo. Mas esse é um procedimento que só avançará lentamente para apurar a veracidade das revelações.
    No atual julgamento do mensalão, o efeito é nulo. Não há como novas provas serem acrescidas ao processo na atual fase final.
    Mas ainda que tudo tenha de ser comprovado do ponto de vista judicial, já há impacto político. Trata-se de uma pancada na credibilidade de Lula, que sempre se disse traído pelos correligionários que teriam montado o mensalão. Com as delações de Valério, já há pelo menos um integrante do esquema que contesta de maneira aberta a versão lulista.

    • Carlos Ferreira disse:

      texto de Leandro Fortes na Carta Capital:

      Chame o ladrão

      Em meados dos anos 1990, eu era repórter da sucursal de Brasília de O Globo, então chefiada pelo jornalista Franklin Martins. Por intermédio de um amigo de um amigo, eu havia conseguido uma entrevista exclusiva com José Carlos Alves dos Santos, ex-assessor da Comissão do Orçamento do Congresso Nacional. Estopim do chamado “Escândalo dos Anões do Orçamento”, José Carlos estava preso num quartel da PM, em Brasília, acusado de ter matado a própria mulher, Ana Elizabeth Lofrano, a golpes de picareta. Pelo crime, além de ter participado do esquema de corrupção no orçamento, ele pegou 20 anos de xadrez.

      Eu fui à cadeia falar com ele, onde passei uma manhã inteira ouvindo aquela besta-fera jogar todo tipo de merda no ventilador. Além dos conhecidos participantes do esquema, José Carlos Alves dos Santos envolveu mais um bando de gente, sobretudo políticos graúdos àquela altura com cargos importantes no segundo governo Fernando Henrique Cardoso. Quando voltei à redação, relatei a entrevista a Franklin que, imediatamente, mandou que eu jogasse a entrevista no lixo.

      - São acusações, sem provas, de um bandido.

      Eram outros tempos, pois.

      É preciso que se diga que essa matéria do Estadão repercutida na íntegra até por concorrentes é, do ponto de vista técnico, correta. Se, de fato, os repórteres tiveram acesso a um depoimento sigiloso de Marcos Valério, isso é notícia. Não se discute esse aspecto.

      O que se deveria discutir é se, do ponto de vista ético, vale a pena acreditar no depoimento feito depois de Valério ter sido condenado no processo do mensalão. Trata-se de uma estratégia mais do que previsível de um réu apavorado diante da perspectiva de voltar para a prisão onde, segundo consta, sofreu todo tipo de extorsão.

      Marcos Valério esperou sete longos anos para revelar que, após se reunir com José Dirceu e Delúbio Soares, no Palácio do Planalto, foi ao gabinete presidencial receber um “ok” de Lula. Um réu desesperado por dizer isso, é um direito dele, é um ato de humanidade aceitá-lo como tal. Mas acreditar numa coisa dessas, para qualquer repórter que tenha passado mais de seis meses em Brasília, é quase inacreditável.

      Mas, de repente, Marcos Valério, o bandidão que financiava o PT, passou a ser uma fonte altamente confiável. O depoimento tardio de um condenado, sem base documental alguma, passou a ser mais uma prova da participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no “maior escândalo de corrupção da história do Brasil”, quiçá de toda a civilização ocidental, desde sempre.

      O depoimento de Marcos Valério foi dado à subprocuradora Cláudia Sampaio, mulher do procurador-geral Roberto Gurgel, casal responsável pelo engavetamento da Operação Vegas, da Polícia Federal, que em 2009 detectou as ligações criminosas entre o ex-senador Demóstenes Torres, do DEM de Goiás, com o bicheiro Carlinhos Cachoeira.

      O marqueteiro João Santana, o inesquecível Patinhas dos meus tempos de foca no Jornal da Bahia, talvez tenha cometido um terrível erro ao aventar a possibilidade de Lula sair candidato ao governo de São Paulo, em 2014.

  8. 13/12/2012 – 11:38h
    Custo de produção no Brasil é o menor do mundo e margem é o triplo dos EUA
    Uol Notícias
    Por Joel Leite
    – Estudo do Sindipeças revela que o custo de produção no Brasil é de 58% do preço final do carro, contra a média mundial de 79% e chega a 91% nos EUA.
    – Fabricantes de autopeças revelem em Audiência Pública que o Lucro Brasil é de 10%, contra 5% no resto do mundo e 3% nos EUA.
    A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado realizou na semana passada em Brasília audiência pública para discutir os altos preços dos carros no Brasil, com a presença de representantes da Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, do Ministério do Desenvolvimento, do Ministério Público Federal, do Sindipeças, o sindicato dos fabricantes de autopeças e deste jornalista.
    A série de reportagem falando sobre o Lucro Brasil feita no ano passado – e a repercussão do assunto na mídia – motivou a convocação da audiência, conforme a senadora Ana Amélia, do PP do Rio Grande do Sul, responsável pela iniciativa.
    A parlamentar lamentou a ausência da Anfavea, a associação dos fabricantes, que foi convidada, mas não compareceu.
    Todos os expositores colocaram a questão dos altos preços do carro praticado no Brasil comparados com outros países: tanto países do primeiro Mundo, Estados Unidos, Europa e Japão – quanto em relação aos nossos vizinhos Paraguai e Argentina.
    O exemplo do Corolla foi o mais citado: o carro custa US$ 16,2 mil, nos Estados Unidos, US$ 21,6 mil na Argentina e US$ 28,6 mil no Brasil.
    O representante do Ministério Público, Antonio Fonseca, pediu ao Senado a revogação da lei de Renato Ferrari, que regulamenta a distribuição de veículos. Disse que o setor não precisa de regulamentação que essa lei provoca o oligopólio, prejudica a livre concorrência e cria reserva de mercado em regiões do País, o que contribui para o aumento do preço final do carro.
    Mas foi o representante do Sindipeças, Luiz Carlos Mandelli, quem apresentou as informações mais contundentes em relação à formação do preço do carro no Brasil. Segundo o estudo apresentado pelos fabricantes de autopeças aos senadores, a margem de lucro praticada no Brasil é a maior do mundo, 10% sobre o valor ao consumidor, enquanto a margem média mundial é de 5% e nos Estados Unidos o lucro é de 3%.
    Segundo a entidade, o custo de produção do veículo no Brasil é menor do que em qualquer parte do mundo. Esse custo, que inclui matéria prima, mão de obra, logística e publicidade, entre outros (que as montadoras chamam de Custo Brasil) é equivalente a 58% do valor final do carro. A média mundial é bem maior, de 79%, e nos Estados Unidos esse custo sobre para uma faixa entre 88% e 91%.
    Os impostos seguem na mesma proporção. No Brasil o imposto sobre o carro é de 32%, a média mundial é 16% e nos Estados Unidos varia de 6% a 9%.
    As montadoras argumentam que a margem é maior no Brasil por causa no custo do capital. Nenhum empresário vai colocar o seu capital num investimento de risco ou de baixo rendimento para ganhar 6% ao ano, ele deixa aplicado na poupança, disse uma fonte dos fabricantes, acrescentando que, se o custo do capital for levado em conta, a margem de lucro do Brasil e dos Estados Unidos ficaria equivalente. O estudo indica ainda que a margem de lucro das empresas de autopeças de capital fechado, ao contrário, é menor no Brasil em comparação com o resto do mundo. Neste ano, o lucro foi de 4,8% e de 5,8% das empresas de capital aberto, contra 7,2% das empresas no resto do mundo.
    Em estudo que comparou os anos de 2009 a 2012, apenas o primeiro ano registrou que o Brasil superou o resto do mundo no lucro com o setor: 4,2% das empresas com capital fechado e 5,0% com capital aberto, enquanto no resto do mundo foi registrado lucro de apenas 1,3%.

    • Por que coloquei a matéria acima para que pudéssemos vê-la? Tem alguma coisa a haver com o assunto que estamos abordando? Tudo a ver. É a governabilidade do PT que está em pauta e o que ele faz e fez realmente pelo país e consequentemente a seu povo.

    • Carlos Ferreira disse:

      Ruy, excelente contribuição! Há muito tempo venho batendo nesta tecla, inclusive em discussões no Clube de Engenharia, e o exemplo das montadoras é apenas a ponta do iceberg da situação no Brasil, cuja economia, em todos os seguimentos, foi (e continua sendo) brutalmente desnacionalizada.
      Vou distribuir o texto no Grupo Desenvolviemntistas, solicitando comentários.
      Mais uma vez, obrigado!
      Forte abraço,
      Carlos

  9. 14/12/2012 – 06h00
    Brasil é o segundo menos competitivo entre os emergentes
    UOL Publicidade.
    Por JULIA BORBADE BRASÍLIA
    O Brasil ocupa o penúltimo lugar em ranking de competitividade que comparou 14 países com características semelhantes na disputa pelo mercado externo e com padrões econômico-sociais parecidos.
    Os dados indicam que não houve melhora na posição brasileira em relação aos seus concorrentes desde 2010, quando foi feito o primeiro levantamento.
    A pesquisa, promovida pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) e divulgada com exclusividade à Folha, mostra que o Brasil fica à frente só da Argentina quanto ao potencial competitivo.
    O país ficou na 13ª posição em uma lista que inclui, entre outros, África do Sul, Argentina, Austrália, Canadá, Colômbia, Índia e México.
    Nos últimos dois anos, o Brasil manteve inalterada sua colocação na maioria dos 16 subitens avaliados.
    O custo da mão de obra é o mais alto, assim como o custo do capital não refletindo as investidas do governo de reduzir os juros e o “spread” (diferença entre o custo de captação do banco e a taxa cobrada ao cliente final).
    Nos itens infra-estrutura de transporte e o ambiente macro, pressionado pela inflação e pela dívida bruta do governo, o país também está em último lugar.
    Para Renato da Fonseca, gerente-executivo da CNI, o desempenho ajuda a explicar a perda de mercado que a indústria brasileira vem sofrendo dentro e fora do país.
    Esse problema, segundo ele, fica mais evidente em períodos de crise econômica.

  10. Agora mais completo:

    14/12/2012 – 06h
    Brasil é o segundo menos competitivo entre os emergentes
    UOL Publicidade.
    Por JULIA BORBA DE BRASÍLIA

    O Brasil ocupa o penúltimo lugar em ranking de competitividade que comparou 14 países com características semelhantes na disputa pelo mercado externo e com padrões econômico-sociais parecidos.
    Os dados indicam que não houve melhora na posição brasileira em relação aos seus concorrentes desde 2010, quando foi feito o primeiro levantamento.
    A pesquisa, promovida pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) e divulgada com exclusividade à Folha, mostra que o Brasil fica à frente só da Argentina quanto ao potencial competitivo.
    O país ficou na 13ª posição em uma lista que inclui, entre outros, África do Sul, Argentina, Austrália, Canadá, Colômbia, Índia e México.
    Nos últimos dois anos, o Brasil manteve inalterada sua colocação na maioria dos 16 subitens avaliados.
    O custo da mão de obra é o mais alto, assim como o custo do capital não refletindo as investidas do governo de reduzir os juros e o “spread” (diferença entre o custo de captação do banco e a taxa cobrada ao cliente final).
    Nos itens infra-estrutura de transporte e o ambiente macro, pressionado pela inflação e pela dívida bruta do governo, o país também está em último lugar.
    Para Renato da Fonseca, gerente-executivo da CNI, o desempenho ajuda a explicar a perda de mercado que a indústria brasileira vem sofrendo dentro e fora do país.
    Esse problema, segundo ele, fica mais evidente em períodos de crise econômica.
    “A crise afetou todo o mundo, mas refletiu com muita intensidade sobre a indústria brasileira. Num momento de crise, a competição fica mais acirrada, e é nesse momento que o país precisa demonstrar que tem força e preço para não perder mercado”, afirma Fonseca.
    AVANÇOS
    O estudo apontou uma melhora do Brasil em três frentes desde 2010: infra-estrutura de energia e de telecomunicações, gastos do governo com educação e apoio governamental à tecnologia e à inovação.
    O primeiro caso chamou a atenção dos pesquisadores uma vez que o avanço, de três posições, foi motivado pelo crescimento no número de assinantes das teles e acabou encobrindo o custo mais elevado da energia elétrica medido pelo setor industrial.
    No caso da educação, Fonseca afirma que, “ainda que tenhamos percebido um aumento no gasto com a educação, isso não reflete na qualidade desse ensino”.
    O economista destaca também que a taxa de desemprego está baixa no país (5,3% em outubro, a menor para o mês em dez anos), mas que, como a educação não tem qualidade, os empregados não contribuem com aumento da produtividade das empresas.
    Ao mesmo tempo, o país piorou seu ambiente microeconômico, refletindo, segundo o estudo, o aumento das barreiras tarifárias.

  11. “Da cria criou-se o nada”. O PT parecia que tinha propósitos quando andava pelos meandros da oposição. Gostava de ouvir alguns deputados do partido, principalmente Aloizio Mercadante e sinceramente, achava o Lula inteligente dentro da sua baixa escolaridade. Havia uma certa expectativa no ar: – Será que eles não fariam melhor dentro do poder? E assim foi…Nada do que se falava se fez. Apregoava-se que o PT iria acabar com a corrupção e pensamos logo, esse pessoal é bom. Bom de proza…bom de papo…bom de enrolação…bom pra fazer mais maracutáia, ou melhor, nem isso…Foi uma total decepção ao país, aos seus eleitores.Uma tragédia. Era melhor que não tivesse sido. Jogou-se ao chão muitos sonhos, muitas esperanças de um Brasil melhor. Caos, essa é a palavra.

  12. Tudo tem um limite e o limite ao PT já se esgotou. Tudo fez menos governar. Estamos indo para 12 anos em que o mesmo tramita no poder e nada fez de substancial ao país. O que cresceu absurdamente nas mãos do mesmo foi o “impostômetro” aquele famoso medidor de impostos. A carga tributária nesses últimos anos triplicou e a população não viu em nenhum momento o resultado disso. Serviços zero. Porcarias. Fora as inconstitucionalidades que são incalculáveis promovidas pelos Municípios, Estados e União. Estão esculachando com o Brasil e isso é imperdoável. Estamos nessa janela vendo tudo isso acontecer. Só existe uma solução: FORA PT e não volte mais!….

    • Carlos Ferreira disse:

      Prezado João Arraes, sugiro uma leitura do texto no link abaixo, pois o que mais os barões da mídia conservadora nativa querem é incutir nos corações e mentes do povo brasileiro, conceitos como o que você aqui está expressando.
      Para os saudosos do chamado tucanato, o reinado do príncipe que quebrou o País 3 vezes, entregou o patrimônio construído por gerações e se rendeu aos países centrais, pensando que seria aceito com um de seus pares, eu recomendo buscar outro blog, pois este, é NACIONALISTA! Sua divisa é “Desenvolvimento com Soberania e Justiça Social”.
      Sdçs,
      Carlos
      http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/carlosferreira/2012/12/15/no-mundo-de-murdoch/

  13. Esse percentual de aceitação de Dilma Rousseff em pesquisas de opinião pública é manipulado como sempre fez o PT e outros mais. O partido há muito encontra-se desgastado pelos próprios feitos e não há nada a mudar isso. “Quem com ferro fere, com ferro será ferido” e é assim que vai sendo construída a imagem negativa do PT.

  14. O pupilo lulista Fernando Haddad, não fez nada pela educação e não fará nada por São Paulo, essa é a triste realidade. Quem o colocou lá não foi o ex-presidente Lula ou o PT e sim, as idiossincrasias de seus concorrentes ao posto. É de conhecimento de todos que o José Serra não é chegado a trabalho e tem dificuldades em cumprir horários ou promessas feitas. Celso Russomano só não emplacou por não conseguir engatar uma quinta marcha em sua campanha eleitoral e no fim acabou sendo atropelado. O povo ficou sem opção e naquela situação do vota, não vota, acabou optando pelo candidato do PT. O José Serra era um continuísmo já conhecido e o Fernando Haddad, seria a surpresa, a esperança que nunca sai da cabeça do eleitor. O paulista errou e errou feio.

  15. A política exercida no Brasil não visa minimizar as deficiências existentes para que a população tenha resultados satisfatórios. Entra mandato, sai mandato e tudo permanece inalterado. Os serviços públicos são caóticos. Conversei com um cardiologista sobre as medicações genéricas de custo mais baixo, mantidas pelo governo federal e o mesmo disse que não há fiscalização e principalmente com os antibióticos. O mesmo disse que os antibióticos genéricos são de alto risco à saúde. Os farmacêuticos estão induzindo a população ao uso do genérico e ganhando percentuais sobre essas indicações. Quando se trata de um analgésico ou um anti-inflamatório, tudo bem, mas é descabido ocorrer problemas com medicações que requerem controle e precisam combater bactérias nocivas à vida. A Saúde Pública se encontra um caos, assim como a Educação, a Previdência e outras áreas de controle governamental. O PT dormiu no ponto.

  16. Somos agora sobreviventes e ultrapassamos a era em que o mundo iria se acabar só que olhando para o Brasil e suas oportunidades, a política que aí está, o soldo das Forças Armadas, o INSS com sua ineficácia aos aposentados, a cobrança de impostos sobre os “ganhos” dos aposentados e a descabida anarquia de taxas, sobretaxas e “contribuições” cobradas pelo PT (cobra-se até IPTU de covas nos cemitérios de Belo Horizonte, MG) fica aquela “pitadinha” de amargura: Será que não seria melhor ter acabado com tudo isso? Por que prolongar tanta penúria? A política não foi criada para beneficiar a população? O que estamos esperando para gritar que tudo isso não nos pertence? A luta do dia a dia para se criar uma família aqui no Brasil é estúpida e desumana. O pai de família torna-se um verdadeiro escravo de seu trabalho, da burocracia horripilante e a mercê de um governo totalmente acéfalo e despreparado para devolver à sociedade os serviços básicos que ele mesmo cobra no “carnê leão” e o “impostômetro” a cada dia mostra os números absurdos dessa insensatez. Quantas vezes nós brasileiros “repagamos” nossos carros? Esse IPVA é um engodo, uma vergonha, uma safadeza sem limites, uma sobre taxação absurda e o brasileiro aceita essa covardia em seu contra cheque. O que fez Lula e o que faz Dilma Rousseff que não corrigem essa vergonha nacional? Quando se fala disso lá fora, em outros países, riem na cara da gente. Devem pensar lá com seus botões que somos um bando de trouxas. Para se corrigir uma rota é necessário prerrogativas ou um plano de vôo que o Brasil não possui, portanto, ficará sempre em uma rota alternativa a espera de um comando compatível. Estamos voando as cegas há um bom tempo. Isso é democracia? Isso é capitalismo? Selvagem demais para meu gosto.

  17. Costumo me chamar de um patriota nato, colado e descolado. Aceito que o Brasil esteja em meu coração à frente de vários outros fatores, mas sou implacável quanto a injustiças, uma governabilidade tendenciosa, uma política errônea e principalmente a desonestidade da maioria de nossos políticos. Sou radicalmente contra a instituição do IPVA, assim como sou contra cobrarem-se Impostos de aposentados que já foram massacrados com as mudanças irracionais de correção de seus salários. Sou contra esse constante atropelo da Constituição Federal, assim como a “Burrocracia” existente nesse país há séculos sem que houvesse qualquer movimento para saná-la. Sou contra a adição do álcool a gasolina por entender que pagamos o combustível mais caro do mundo. Sou contra a política de segurança por ver que nada funciona a contento. Sou contra também a falta de gerenciamento de nossas Forças Armadas, por considerá-la primordial ao país. Sou contra a Política de Saúde porque sei que ali tudo é fachada, não há programas sérios de combate as epidemias (febre amarela, dengue, AIDS, tuberculose, hepatite A, B e C, doença de chagas, etc…) que continuam levando vidas preciosas sem que haja um basta definitivo. Sou contra a forma como se atende no SUS, assim como também se lançam Genéricos sem o devido controle. Sou desfavorável ao“Bolsa Família” por considerá-lo um programa destinado exclusivamente para fins eleitoreiros e totalmente demagógico. Sou desfavorável a forma como o governo lida com o saneamento básico nesse país. Revolto-me quanto às Leis que permitem que bandidos tenham os mesmos direitos de cidadãos honestos. Aqui é necessário que haja flagrante para considerar que houve um crime, um absurdo sem precedentes, como a polícia adivinhará que haverá um crime às 10:15 horas, na praça Independência, próximo ao bebedouro, por uma arma branca, sendo a vítima de cor parda e o agressor de cor amarela? Seria um policial para cada cidadão? Muito racional tudo isso não acham? Isso só existe no Brasil. Sou contra pedágios por considerá-los inconstitucionais. Sou contra a forma como se lida com a Educação nesse país, colocando-a nos piores patamares mundiais. Finalmente sou contra a política pública de cobrança de impostos que não nos leva a lugar algum. Tudo aqui necessita de reparos, de remendos, de costuras, de colagens, de reestruturação imediata. Quando houver tudo isso, será um país perfeito.

  18. 2013. O ano é realmente novo, mas, as diretrizes governamentais são velhas, inclusive com teias de aranha e muito pó, demonstrando que não se mexeu em nada substancialmente. As Diretrizes Orçamentárias continuam as mesmas; o Judiciário permanece no mesmo marasmo, sem a reforma tão comentada e necessária; o Executivo continua manipulando as medidas provisórias e atropelando a Constituição Federal; o Legislativo há muito não legisla a favor da população, enfim, tudo na mesma. A burocracia freia o desenvolvimento abruptamente. É o país do continuísmo retrógrado, levantando a taça, bem recentemente, do penúltimo entre 40 (quarenta) países na Educação, um marco preocupante, pois aí se encontra o motor desenvolvimentista. A indústria acompanha esse baixo rendimento escolar porque não há pesquisas e, portanto, não há produção ou royalties provenientes de patentes. Israel é o exemplo de país que se desdobra em busca de pesquisas e patentes, um verdadeiro espelho para o Brasil de amanhã. A população brasileira é pouco participativa nas decisões políticas e isso leva o país a ter um baixo rendimento produtivo e também em termos de qualidade de vida à população. Engessamento é uma palavra muito pobre para definir todo essa complexidade e a dificuldade em se impor internacionalmente. É um país avesso a competições no quesito industrial e nunca está preparado para essa dinâmica essencial. Essa total dependência externa torna o país frágil e desprovido de vida própria. Exportar matéria prima não é a logística mais adequada ao país, é uma atitude totalmente provincial. Um exemplo? Tirem do país todas as multinacionais e vamos ver o que sobra aqui. É a sexta economia mundial sem qualquer base de sustentação. Até quando o Brasil dependerá de tecnologias externas para o seu sustento?
    Um país com toda essa extensão territorial ainda utiliza de rodovias precárias para o transporte e simplesmente não há ferrovias. Os portos são precários e não há navios cargueiros suficientes para levar nossa matéria prima ao exterior em curto espaço de tempo. Nossos aeroportos são caóticos e muito aquém do que o país necessita. Não podemos viver apenas de samba e futebol. Nossa hotelaria é fraca. A população é mal assistida pelo poder público e altamente pressionada pelo fisco, um contra-senso em se tratando de um país de terceiro mundo. Não há um direcionamento construtivo, um gerenciamento governamental a altura para se chegar ao primeiro mundo. Algumas empresas como a EMBRAER , a PETROBRÁS ou mesmo a ACESITA ainda caminham, mesmo com as adversidades existentes, talvez até com um pé no governo e outro no mercado, mas, estão aí, sobrevivendo. O brasileiro é cético, acha que tudo isso não mudará em curto espaço de tempo. Continuará pagando o combustível mais caro do mundo e com uma mistura absurda; continuará comprando o carro mais caro do mundo e o menos seguro; continuará pagando esse revoltante IPVA; continuará convivendo com a burocracia que freia a produtividade; continuará a viver sem o saneamento básico; continuará tendo as piores escolas, os piores hospitais e postos de saúde, as piores moradias, uma alimentação pobre, um INSS caótico, taxas, sobretaxas, pedágios e tudo o que a população não merece digerir. Entra ano, sai ano e esse mesmo compasso permanece infernizando a vida do brasileiro que deseja manter o seu sonho empreendedor e produzir algo ao país. Quanto tempo se leva para abrir uma firma aqui no Brasil e quanto se leva para fechá-la se não der certo? Uma eternidade. Isso tudo é sensato? É produtivo? É um gerenciamento a altura do povo brasileiro? Um vazio político é tudo o que podemos vivenciar. 12 (doze) anos de PT e o que realmente foi feito de consistência a esse país? A FAB espera 15(quinze) anos por uma resposta governamental em seu fatídico FX. Precisa mais? Onde não existe vontade política não há desenvolvimento.

  19. Enganar a população que elegeu seu representante não é a melhor forma de se exercer a política. Um representante que é eleito pelo voto popular deveria respeitar os desejos e os sonhos dessa mesma população que o elegeu. Impossível não pensar o quanto esse político carregará consigo a responsabilidade que não foi exercida durante sua passagem pelo poder. O quanto o país poderia ter sido mudado e não foi. Mais dia, menos dia, a consciência desse político com certeza vai massacrá-lo. O dinheiro advindo da corrupção ou do engodo certamente não trará felicidade alguma àquele ser. A felicidade real está em ajudar os outros a caminharem, a serem felizes, a conquistarem seu espaço. Quando se tira algo de alguém, de um País, de um Estado ou um Município, estará sendo implantado ali, naquele indivíduo que buscou essa ação, a carência e nunca haverá o preenchimento desse enorme vazio que se formou em seu ser. Existe algum ladrão feliz e realizado na face da terra? Ele estará buscando cobrir o vazio que se formou em sua vida eternamente. Uma busca frenética de um tampão onde a felicidade se esvai. Quando se rouba, planta-se o vazio no fundo da alma e um sentimento de perda eterna se formará ali, trazendo sempre um sentimento de inutilidade. Como uma pessoa poderá ser feliz causando o mal ou arrancando a subsistência de outras pessoas que o rodeiam? Combater a corrupção deveria ser o primeiro mandamento de um político honesto que assume um posto para representar seu povo. “O poder vem de Deus” e o “dinheiro gerado pelo povo deverá retornar a esse mesmo povo” em forma de serviços e benefícios, essa é a dinâmica precisa e a ética humana necessária para que um mandatário exerça a política com galhardia. Há muitas falhas e muitos engodos fechando esse canal de benefícios que se tornariam mão dupla, tanto para a população, quanto para o indivíduo eleito. Quem exerce bem o seu cargo ou mandato permanece em seu espaço, é reconhecido, amado e respeitado, ao passo que quem finge exercê-lo ou não o exerce de forma alguma, não terá a sua volta sementes para germinarem e o tempo fará com que ali haja vida. Eternizar uma ação seria o maior feito de uma pessoa ou um político no transcorrer de sua vida, podendo apreciar no futuro seus resultados, contar suas histórias e sendo reconhecido pela população que o elegeu. Políticos que roubam com o decorrer do tempo se tornam patéticos perante a sociedade e trazem consigo a infelicidade, um sentimento de descarte, um vazio sem precedentes, uma cobrança social que o envergonha, se tornam doentes e psicologicamente arrasados, porque o homem não é um ser individual, precisa se interagir com outras pessoas, necessita de círculos de amizades sinceras e isso jamais esse indivíduo terá. “Quem com ferro fere…” É comum que doenças de evolução rápida se instalem nesses indivíduos, porque o seu próprio psíquico o condena, o coloca no leito de morte. O tempo de penúria costuma ser maior e o tempo de deleite com o dinheiro alheio muito curto e sem objetividade. Esse sim é o verdadeiro verme, que mata seu hospedeiro para tentar se perpetuar. Morrerá tentando se soerguer. Viverá o vazio da desesperança implantada por ele mesmo. Será apenas uma grotesca lacuna no ar. Políticos dessa natureza serão esquecidos pela história de seu país e pela população local que ao recordá-los lembrarão de suas artimanhas. Jamais serão bem quistos socialmente e jamais serão aclamados pelos seus feitos. Apaga-se uma história, uma vida, um projeto. Um ponto final.

  20. Ceticismo essa é a palavra para se definir alguma ação governamental orquestrada pelo PT que traga benefícios ao Brasil. Não acredito nesse partido político, em suas ações e tão pouco em seus integrantes. Depois desse mensalão só sobrou o asco do povo brasileiro por essa corja de bandidos. E aqui fica o que o Aloísio Mercadante dizia na campanha política do PT: “COMBATEREMOS COM PULSO FIRME A CORRUPÇÃO NO BRASIL”. Em quem podemos confiar? Me digam!…..

  21. A história contada de “Ali-Babá e os quarenta ladrões”, possui uma analogia muito forte com o “MENSALÃO” ocorrido no Brasil e os políticos do PT. O mais interessante dessa situação é fazer-se a seguinte pergunta: Será que Ali-Babá não saberia o que ocorreria com seus 40 (quarenta) ladrões se ele era simplesmente “O CABEÇA” daquela quadrilha? O ex-presidente Lula acredita piamente que toda a população brasileira não o culpou, não o incriminou, não viu, leu ou ouviu toda essa história e pensa realmente que enganou a todo o mundo. Será que é burrice, ignorância ou simplesmente ingenuidade de sua parte? O seu “NÃO SEI DE NADA” foi grotesco, mostrou sua covardia em enfrentar a verdade, em assumir com os seus “COMPANHEIROS” sua parte nesse abacaxi, nessa ação escabrosa e criminosa contra os poderes constituintes desse país. O cinismo é notório; a falta de vergonha é notória; a covardia é parte desse contexto; a insensatez é real; a cara de pau é evidente; a malandragem é gritante; a falta de lucidez é intrínseca; a ausência da verdade fere a todos os eleitores que o elegeram; a arrogância encontra-se presente em cada ato minucioso de suas inverdades. Se a verdade fosse dita a desonra não seria tão evidente. Ontem se tratava de uma figura irrepreensível, hoje se trata de um caricato e medíocre bandido que foi omisso com seu bando. O brasileiro não é burro e muito menos desinformado. Ele sabe das coisas e busca com todas as suas forças um Brasil melhor à seus filhos e netos, isso é uma grande certeza. O que falta ao Brasil são candidatos a altura das pretensões da população brasileira. Deus está presente no meio desse povo e não os deixa errar. O brasileiro não tem memória curta como muitos políticos pensam.

  22. 03/01/2013 – 06h10
    PIB dos três primeiros anos de Dilma será o menor da região.

    ÉRICA FRAGA
    MARIANA CARNEIRO
    DE SÃO PAULO
    FOLHA / EXPRESS

    O Brasil deverá ser o país com menor crescimento na América do Sul no primeiro triênio da gestão Rousseff.
    México tira do Brasil posto de ‘queridinho’ da América Latina
    Análise: Mesmo com erros, projeções são importantes para tomar decisões
    A média de expansão esperada para a economia brasileira entre 2011 e 2013 é de 2,4%, número menor que o projetado para todos os demais países da região.
    Se isso se confirmar, será a primeira vez desde o governo Fernando Collor de Mello (1990-1992) -quando a economia contraiu 1,2% -que o Brasil perderá para todos os vizinhos no primeiro triênio de governo.
    O desempenho médio do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil também deverá perder no triênio para o do México e de outros nove emergentes, só acima da Hungria, afetada pela crise do euro.
    Os números levantados pela Folha são da consultoria britânica EIU (Economist Intelligence Unit). Projeções do Itaú Unibanco e do HSBC para as economias sul-americanas confirmam a tendência.
    AMÉRICA DO SUL
    As projeções indicam recuperação do Brasil em 2013, com crescimento entre 3% e 3,5%. Ainda assim, o desempenho do país deverá ser pior que o das economias mais dinâmicas da América do Sul.
    Diferenças entre o tamanho das economias e seu nível de desenvolvimento podem ajudar a explicar taxas distintas de expansão.
    Luiz Fernando de Paula, professor da UERJ, acredita, por exemplo, ser normal que Colômbia, Peru e Chile cresçam a taxas mais elevadas: “São países de dimensão pequena. A economia do Brasil é mais complexa”.
    Mas a trajetória recente de expansão do Brasil em comparação com a de seus vizinhos e de outros emergentes indica que o país enfrenta problemas domésticos que limitam sua expansão.
    “Nossa desaceleração é, de longe, maior que a dos vizinhos. Vários enfrentaram cenário de crise externa igual ao nosso e não pararam de crescer”, diz Ilan Goldfajn, economista-chefe do Itaú Unibanco.
    Ele ressalta que alguns países da região aproveitaram os anos de bonança dos altos preços de commodities para elevar sua taxa de investimento, o que aumenta a capacidade de crescimento.
    No Brasil, a taxa de investimento não chegou ao patamar de 22% a 25% do PIB que, segundo economistas, poderia sustentar o crescimento em 4,5% a 5% ao ano.
    ESTÍMULOS SEM EFEITO
    Apesar de estímulos concedidos pelo governo ao setor privado em 2012, a taxa de investimento recuou para cerca de 18% do PIB, uma das mais baixas da América do Sul e do mundo emergente.
    “Um dos grandes mistérios de 2012 é por que a economia não reagiu ao caminhão de estímulos do governo”, diz Armando Castelar, da FGV.
    A dúvida em relação a 2013 é se os investimentos decolarão. Castelar aposta em recuperação, mas moderada.
    Com menos investimentos, a estimativa de Marcelo Kfoury, economista-chefe do Citibank, é que o potencial de crescimento do país tenha recuado de 4,5% para 3,5% em quatro anos.
    Economistas dizem que incertezas em relação a mudanças regulatórias feitas pelo governo contribuem para o receio de empresários em investir. Mas há outros fatores.
    André Loes, economista-chefe do HSBC, ressalta que a economia brasileira, principalmente a indústria, perdeu competitividade.
    “O Brasil se tornou caro e pouco competitivo. Isso tem impacto negativo nas decisões de investimentos.”
    Medidas como desoneração da folha de pagamentos e redução das tarifas de energia devem ter efeito positivo, mas o maior desafio citado é recuperar a produtividade.

    • Carlos Ferreira disse:

      Roberto, a banca, os rentistas e os barões midiáticos jamais vão perdoar a redução dos juros, que lhes proporciona vida tranquila às custas do suor do Povo Brasileiro. Sugiro a leitura abaixo.
      Abs,
      Carlos
      RENTISTAS UIVAM LÁ, A MATILHA LATE AQUI
      As aplicações do’ Sloane Robinson’, um dos dez maiores fundos hedge do mundo e dos mais antigos de Londres, vão fechar o ano com saldo de US$ 2,5 bilhões. Em 2008, o fundo especulativo acumulava ativos de US$ 15 bilhões. O ‘Sloane’ esfarela. Sua rentabilidade despencou 17% no ano passado; afundará mais 2% em 2012. Não é um caso isolado. Rentistas de todo o mundo sofrem os reveses da implosão neoliberal agravada pelo fim da farra nos países emergentes– Brasil entre eles. Sua passagem pelo país incluía ganhos triplos: na arbitragem dos juros (maiores aqui, remunerando captações a um custo menor lá fora); na diferença cambial entre a data de ingresso e a da saída, uma vez que o próprio tsunami especulativo forçava a valorização do Real, garantindo conversões vantajosas para o dólar na despedida; e, finamente, na jogatina ‘rapidinha’ nas bolsas, sem nem dispor de ações próprias, alugando carteiras junto a bancos. A obstrução da pista principal do circuito, a dos juros, derrubados a fórceps pelo governo Dilma, melou o resto do passeio, prejudicado ainda pela queda nos mercados acionários.O rendimento médio dos fundos hedges este ano, segundo a Reuters, será 50% inferior à variação dos índices de ações dos mercados emergentes, que deve crescer apenas 5% frente a 2011, contra 450% entre 2003/2007. É quase o fim de uma era. É desse pano de fundo que soam os vagidos em inglês contra o governo Dilma, ecoados de gargantas midiáticas profundamente comprometidas com as finanças desreguladas. Caso da The Economist, que pediu a cabeça do ministro Mantega, na semana passada–caninamente saudada pelo seu back vocal em português; e a do Financial Times, desta semana, cujo blog faz referencias deselegantes ao país e a sua Presidente (leia reportagem de Marcelo Justo, de Londres; nesta pág). Como acontece quando as matrizes entram no cio numa matilha, os uivos locais elevaram seus decibéis na última 4ª-feira. Coube à ‘Folha’ cravar o latido mais alto da praça, em editorial em que pede ‘reforma geral nas prioridades nacionais’. (LEIA MAIS AQUI)
      (Carta Maior; 6ª feira,28/12/2012)

  23. 03/01/2013 – 06h18
    PT afirma haver campanha para tachar Lula de corrupto.
    DIÓGENES CAMPANHA
    DANIELA LIMA
    DE SÃO PAULO
    Arte/Folha Press
    Num documento em que prega a necessidade de produzir uma narrativa histórica própria sobre os dez anos em que comanda o governo federal, o PT se diz vítima de uma campanha de desmoralização e compara o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Getúlio Vargas e João Goulart.
    Chamado de “carta convocatória” para seu quinto congresso nacional –que é o fórum máximo para decisões sobre o rumo do partido–, o texto é assinado pela direção do PT e aponta temas que deverão ser debatidos.
    Na carta, o PT afirma que Vargas e Goulart foram vítimas de uma “insidiosa campanha de forças políticas” que visavam desestabilizar seus governos, mesmo processo que estaria sendo orquestrado, desde 2003, para desconstruir a era Lula.
    O presidente Vargas se suicidou em 1954. Em sua carta-testamento, tratou o gesto como uma resposta a “forças e interesses contra o povo”. Jango foi deposto em 1964, o que deu início à ditadura militar no país.
    “A partir de 2003, de forma intermitente, tratou-se de anular os notórios êxitos do governo, com campanhas que procuravam ou desconstruir as realizações do governo Lula ou tachá-lo de ‘incapaz’ e ‘corrupto’”, diz o documento petista.
    “Sabe-se que denúncias de corrupção sempre foram utilizadas pelos conservadores no Brasil para desestabilizar governos populares, como os já citados casos de Vargas e Goulart”, conclui.
    O texto não cita o julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal, que condenou ex-dirigentes e homens fortes do PT pela compra de apoio político no Congresso Nacional.
    No entanto, deixa implícita uma menção ao caso ao afirmar que “grandes episódios de corrupção” dos governos Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e Fernando Collor (1990-1992) “nunca mereceram investigação que levasse seus responsáveis à punição pela Justiça”.
    O congresso do PT está marcado para para fevereiro do ano que vem, mas antes a sigla realiza eleições internas. Em 2014, acontece a eleição presidencial que definirá a sucessão de Dilma Rousseff.
    VERSÃO PETISTA
    O texto de convocação ataca a mídia e “grupos incrustados em setores do aparelho de Estado” como substitutos dos partidos da oposição em uma suposta tentativa de desqualificar o PT.
    Diz ainda que o partido precisa “construir” uma “narrativa” própria sobre os últimos dez anos.
    “O PT não foi capaz, até agora, de construir plenamente uma narrativa sobre o período histórico que se iniciou em 2003. [...] A ausência de um balanço aprofundado de nossa experiência de governo e de nossa presença na sociedade dificulta a construção e a continuidade do nosso projeto político”, justifica a sigla no documento.
    A carta petista contém algumas autocríticas. Afirma que o partido deixou de lado o debate interno e que perdeu a capacidade de mobilização sobre setores que tradicionalmente o apoiam.
    “O debate interno está rarefeito. Sofremos um processo de burocratização e assistimos a um debilitamento de nossas instâncias coletivas de direção”, afirma.
    O texto diz ainda que é preciso atualizar a agenda estratégica petista e empreender um esforço para decifrar os anseios de “novas classes” sob pena de o partido não ser reconhecido por eles como seu principal benfeitor.
    Além disso, a convocação fala que é preciso formular uma proposta para acelerar o crescimento econômico e prega o desenvolvimento de uma estratégia para promover a “internacionalização do PT” como representante de um novo ideário socialista.
    Aqui fica a minha observação como leitor:
    Nunca existiu campanha para taxar o ex-presidente Lula como corrupto, ele sim é que aceitou participar ativamente desse MENSALÃO buscando se enquadrar como tal e utilizando-se de suas próprias mãos para se sujar.
    O PT e sua cúpula deveriam ter vergonha em não reconhecerem que erraram e ainda por cima tentam se encobrir com desculpas esfarrapadas.
    Existiu CORRUPÇÃO ATIVA e ponto final.

  24. 07/01/2013 – 05h00
    Análise: Paulistano trabalha 106 horas para comprar iPhone; em NY, são 27 horas
    SAMY DANA
    ESPECIAL PARA A FOLHA / PUBLICIDADE

    O celular mais famoso do mundo se transformou em um interessante medidor de custo de vida e poder de compra, e os resultados no Brasil não são muito animadores.
    O Índice iPhone, do UBS, compara a quantidade de horas de trabalho necessárias para que um indivíduo adquira o smartphone em diferentes cidades do mundo.
    Segundo os dados, os paulistanos empregam 106 horas na conquista de um iPhone, e os cariocas, perto de 160 horas. Enquanto isso, em Nova York o aparelho custa pouco mais de 27 horas de trabalho.
    O resultado não é tão assustador, uma vez que São Paulo e Rio figuram entre as 15 cidades mais caras do mundo para viver, à frente até de Londres e Copenhague, conforme pesquisa da consultoria Mercer de julho de 2012.
    Que o custo de vida brasileiro seja caro já não é mais novidade. Mas que motivos elevam esse valor?
    Uma das explicações é a dimensão do fantasma conhecido como “custo Brasil”, termo usado para definir os obstáculos econômicos e estruturais que restringem a eficiência da indústria nacional e reduzem o crescimento.
    Há tantas inconveniências que chega a parecer que a intenção do governo é impedir a entrada de novas empresas no mercado.
    A altíssima carga tributária; a malha logística ineficiente; a taxa de juros pouco competitiva; e as dificuldades burocráticas enraizadas nos sistemas político e judiciário acabam por retardar e encarecer os investimentos.
    Para o consumidor, a situação é ainda pior: aos custos já citados somam-se margens de lucro copiosas, que tornam os preços finais dos produtos bastante indigestos.
    Talvez a maior flexibilidade das políticas permita que o custo de vida diminua, mas ainda é necessário criar condições para a competitividade. Afinal, não é prudente comprar iPhones enquanto se produzem jabuticabas.

  25. RJ usa recursos para infraestrutura e saneamento em reforma do Maracanã.
    Por Vinicius Konchinski
    Do Jornal UOL, no Rio de Janeiro em 07/01/2013 às 06h00
    _______________________________________
    Desvios de verbas destinadas a” infra estrutura e saneamento básico” é comum no Brasil, por isso a crítica situação em que a população se encontra. Para o governo a sobrecarga tributária não existe, é mentira; ele sempre oferece os melhores serviços e a governabilidade é excepcional. Será que estamos falando do mesmo segmento?

  26. A maior vergonha e inconstitucionalidade nacional: IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores). Quantas vezes o governo quer que paguemos nossos carros?
    Pior que tudo isso é feito pelos Municípios, apoiados pelo Estado e União. 40%(quarenta por cento) sobre o valor do veículo já é a carga tributária cobrada na aquisição do mesmo, a maior do mundo na atualidade e o brasileiro se vê endividado dia a dia, pagando indevidamente esse absurdo e além do mais, arca com o “Ad Eternum” IPVA. Onde se quer chegar? O carro brasileiro é folheado a ouro por acaso? Isso é bom senso governamental? Essa é a governabilidade que sonhamos?

    • Carlos Ferreira disse:

      Lucas, realmente são extorsivos os impostos cobrados pelos 3 níveis de governo: federal, estadual e municipal, no Brasil.
      Quanto ao IPVA, trata-se de imposto estadual e nós aqui no Rio de Janeiro pagamos o mais alto do país. Não por outro motivo as grandes redes de locação de registram seus veículos no Paraná, um dos mais baixos IPVA´s.
      Abraços,
      Carlos

  27. Olha gente, eu vou explicar o que é o IPVA de uma vez por todas: Como o governo não ficou contente com os 40% dos lucros nos automóveis, sem produzir nada, nem um parafuso sequer desse veículo e como é um sócio majoritário da indústria nacional, resolveu estender as prestações extra-agência para compensar suas perdas, ele quer na realidade simplesmente 700%. É a fome insaciável do Fisco e fim de papo. Como o brasileiro aguenta toda essa carga nas costas eu realmente não sei. Não entendo essa falta de noção. Sei que é um povo forte e muito trabalhador, isso eu não tenho dúvidas que é!…

    • Carlos Ferreira disse:

      Rinaldo, de pleno acordo quanto aos extorsivos impostos aqui cobrados e, na maior parte pagos pelos trabalhadores assalariados, gostaria de comentar;
      # O IPVA é imposto estadual, varia de estado para estado.
      # Infelizmente aqui o governo não detém sequer uma ação das empresas multinacionais que aqui montam e nos vendem seus veículos de baixa tecnologia, com uma margem de lucro por veículo superior ao dobro do que cobram nos seus países de origem, seja europeu americano ou asiático. Diferentemente do modelo adotado na França, Coréia, Japão, China e até nos EUA (GM), aqui quando da instalação da chamada indústria automobilística, adotou-se o modelo “Casa da Mãe Joana”. Isto é, venham, cobrem o preço que quiserem e remetam tudo para as matrizes!! Assim, chegamos a condição de sermos o 4º ou 5º maior montador, o 4º maior mercado automotivo, sem uma única marca nacional. Montam aqui carros de baixa tecnologia, não instalam centros de P&D e pagamos preços acima dos avançados modelos vendidos por estas mesma multinacionais nos seus países de origem. O pior é que atualmente sequer sobrou poder reclamar com o bispo!!
      Abraços,
      Carlos

  28. O Rinaldo foi condescendente em falar em 700%, “a coisa é muito maior e mais profunda do que se pensa”- Ministro Gurgel.

  29. O Ministro Gurgel disse a palavra certa: “O mensalão é muito maior e mais profundo que isso…” Não deu nenhum tiro no pé como tenta passar o PT. Esse partido político tenta colocar uma cortina nessa imensa janela que ele mesmo abriu, mas o pano é pouco e o vão é enorme. Se o PT admitisse o erro e se desculpasse com a população ficaria mais bonito, mas isso jamais acontecerá por existir ali a palavra orgulho. Subiu-se no tijolo e não se aceita descer dele. É importante que se saiba que o título de presidente da república, não passa de um título representativo, não é eterno e nem as mordomias que existiam continuarão. Se não houve um trabalho excepcional de um estadista como o de Juscelino Kubitschek de Oliveira e preferiu-se a corrupção ativa como caminho, os frutos colhidos não serão os mesmos com certeza. O ex-presidente Lula jamais poderá ser comparado aos outros presidentes e nunca será reconhecido como um estadista porque teve uma mancha indelével em seu governo. Infelizmente é, quer queira, quer não, “o cabeça” de uma quadrilha que se apossou do poder executivo nacional, envolvendo toda a cúpula do PT. Excluí-lo disso como? A própria razão não permite.

    • Carlos Ferreira disse:

      Existe um mundo real fora da lavagem cerebral feita diariamente, de maneira homogênea, pelo JN; O Globo; Estadão: Folha e Veja (esta semanal), para os quais o Brasil deveria voltar ao neoliberalismo total, como aquele praticado até 10 anos atrás.
      Este Blog busca fazer parte da construção de uma Nação desenvolvida e soberana, justa socialmente com o seu Povo. Trata-se de um Blog nacionalista e desenvolvimentista. Para aqueles contrários a estas premissas, sugiro que frequentem os sites daqueles acima mencionados.

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