O que é ser nacionalista?

 

Enviado por Erivelton Dias

O que é ser nacionalista?

Autor: Felipe de Oliveira

Para falar do que é ser nacionalista, é necessário definir o que é nacionalismo. E, antes disso, é preciso se falar o que é nação. Já dá para notar que a tarefa não é nada fácil, não é?
Um conceito bastante simples com o qual posso começar a trabalhar para esclarecer esse assunto é do geógrafo Matt Rosenberg: “Nações são grupos humanos culturalmente homogêneos, maiores do que uma tribo ou uma comunidade, que dividem as mesmas línguas, instituições, religiões e experiências históricas”. O jurista brasileiro Darcy Azambuja complementa esse conceito de uma maneira muito contundente e interessante: “Nação é um grupo de indivíduos que se sentem unidos pela origem comum, pelos interesses comuns e, principalmente, por ideais e aspirações comuns. Nação é uma entidade moral no sentido rigoroso da palavra. Nação é muita coisa mais do que povo; é uma comunidade de consciências, unidas por um sentimento complexo, indefinível e extremamente poderoso: o patriotismo”.
A nação é, portanto, algo abstrato, mas isso não faz dela algo irreal, ilusório. A nação é a alma coletiva de um povo, uma identidade construída ao longo de séculos de experiências históricas, de conflitos, de vitórias, de derrotas, de reviravoltas – o historiador Joseph Ernest Renan arremata com propriedade ao dizer que “a nação, como o indivíduo, é o resultado de um longo processo de esforços, de sacrifícios e de devotamentos.” A nação é formada pelos antepassados e pelas gerações futuras. O sentimento patriótico é o que dá melhor forma à nação, que lhe dá os contrastes mais discerníveis. Nação e pátria são, pois, conceitos com uma relação muito intensa.
Podemos extrair do bojo dessa discussão o que é nacionalismo. O nacionalismo é o sentimento de exaltação da nação. Ressalto aqui que nação nada tem a ver com Estado, pois há exemplos de nações que não possuem tal tipo de estrutura – cito os romani, os judeus (até menos de um século atrás) e os curdos. Portanto, essa exaltação à nação refere-se ao povo, à população; os interesses nacionais defendidos nesse processo são, pois, interesses da coletividade nacional, e dão das estruturas oficiais (ou oficiosas) de poder.
As raízes do nacionalismo encontram-se firmemente enterradas na antiguidade oriental: mesopotâmios, persas e egípcios apresentavam, em suas culturas, traços nacionalistas primitivos. O nacionalismo como o conhecemos surgiu na Idade Moderna e foi demonstrado de modo bastante claro em movimentos como a Revolução Francesa, a Guerra da Independência dos EUA e as reunificações alemã e italiana. Durante o período da Segunda Guerra, foi reiteradamente usado de maneira deturpada como bandeira pelos ideários totalitários, notadamente o Nazismo e o Fascismo, bem como as doutrinas políticas neles inspiradas. Ainda hoje, o nacionalismo é visto como uma característica específica de movimentos nazi-fascistas e análogos. Isso gera algumas contradições que, daqui a pouco, pretendo esclarecer.
Tendo exposto tudo isso, posso chegar ao cerne do texto: o que é ser nacionalista? Respondo: é, primordialmente, cultivar o sentimento do nacionalismo. Ser nacionalista é amar a pátria e a nação; é conhecer e respeitar os símbolos nacionais; procurar conhecer cada vez mais a trajetória da nação ao longo dos anos; e é, principalmente, defender os interesses nacionais não somente com palavras, mas com atitudes.
O caso brasileiro parece mais complexo que o de outras nações. Nosso povo tem formação multiétnica e multicultural, transformando nossa nação numa imensa colcha de retalhos. O sangue que corre em nossas veias é um sangue de muitas cores, de muitas raças: somos negros, índios, brancos e asiáticos. Nossa nação foi formada por nagôs, haussás, tupinambás, guaranis, portugueses, alemães, italianos, árabes e japoneses, uma infinidade de gentes. Ainda assim, nos vemos como brasileiros. A despeito das diferenças regionais, temos uma cultura homogênea, um credo religioso discernível como nosso – o Brasil é a maior nação católica do mundo –, uma língua própria e uma pátria que nos une a todos. Diante disso, repito a pergunta: o que é ser nacionalista?
Ser nacionalista é ter orgulho da miscigenação racial e cultural que nos forma como brasileiros. Ser nacionalista é lutar pelos interesses nacionais: escolas que proporcionem um ensino decente e de qualidade, não somente com relação às matérias básicas, mas também com a vivência cidadã e cívica; uma polícia bem preparada que proteja quem merece ser protegido e reprima quem merece ser reprimido; um sistema público de saúde que atenda melhor as necessidades da população; um Estado mais eficiente, sem corrupção, sem “burrocracia”, que aloque os recursos públicos onde devem e que seja regido pelos ditames Ordem e Progresso. Ser nacionalista é lutar por um Brasil melhor para todos nós e para as gerações vindouras.
O verdadeiro sentimento nacionalista não se constrói nem se alimenta de injustiças. Xenofobia, racismo, supremacismos e outros venenos dessa categoria apenas destroem a nação, contribuem para fomentar a diferença de maneira prejudicial e desviam perigosamente o foco de toda a questão: o desenvolvimento da nação. O verdadeiro nacionalismo também não faz pouco de outras nações nem as deprecia: ele respeita as outras nações e é capaz de reconhecer suas experiências bem-sucedidas e discutir sua possível aplicação no Brasil, mas com bom-senso, sem excessos nem precipitações.
O Brasil não precisa de gente acomodada sempre alerta para alardear críticas destrutivas e nada práticas contra o governo, os políticos e toda essa situação lamentável que presenciamos cotidianamente. Isso já existe aos montes. O Brasil precisa de gente que arregace as mangas, que lute por ele e que o construa forte, firme e digno.

“O patriotismo tudo vence”.
Ruy Barbosa

Sobre Carlos Ferreira

Engenheiro, com especialização em Políticas Públicas e Governo pela EPPG-IUPERJ. Atuando na área de Energia Nuclear. Membro do Conselho Diretor e do Conselho Editorial do Clube de Engenharia. Conselheiro do CREA-RJ, período 2005 a 2007.
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22 respostas a O que é ser nacionalista?

  1. Um texto maravilhoso. Encontro-me sem palavras no momento e muito emocionado. Obrigado Erivelton por trazer esse texto, Felipe de Oliveira por tê-lo escrito em um momento de reflexão e criatividade e à você, Carlos Ferreira, por tê-lo reconhecido nesse espetacular blog! Demais. Um arraso.

  2. Romney Dias disse:

    Um país se muda também com palavras, pois através delas é que se enxerga uma direção a ser seguida e se constrói uma grande nação. O Brasil não pode erraticamente traçar seu rumo de crescimento, precisa se organizar e trilhar um caminho mais ameno à sua população. A carga tributária massacrante precisa ser atenuada e criarem-se chances para que novos empreendedores se estabeleçam e produzam. Os passos de Dilma Rousseff parecem coerentes e espera-se uma guinada de 180º em toda esse canteiro de obras inacabado. A equipe governamental anterior buscou produzir apenas seu próprio sustento, utilizando-se de um descarado mensalão e só. Restou apenas um Brasil órfão de pai e mãe. Que a sociedade se interiorize e cobre dos políticos algo mais substancial.

  3. Estive no Chile bem recentemente e pude notar que a maioria das frutas servidas nos hotéis por lá são brasileiras e de altíssima qualidade. Por aqui, jamais se come uma fruta com o mesmo controle sanitário e qualificação. Isso acontece também com outros produtos exportados. Há um desprezo do Brasil com sua própria população. Enquanto o Chile exporta salmão, come-se por lá infinitamente melhor a mesma iguaria. O sentimento nacionalista encontra-se irraigada e a população é servida com o melhor que se produz ali. O amor à pátria é algo cultuado e há um sentimento comum de se cuidar do que ali se encontra. Há história, há uma base social sólida. O governo é sério e preocupado com o bem estar da população local. Há um sentimento de segurança no ar. Não se vê mendigos ou sem tetos. Houve por lá uma dolarização da economia e um cuidado extremo com a política desenvolvimentista, sem deixar de lado o setor social. Saí de lá bastante impressionado e vi um horizonte totalmente diferenciado, o que o Brasil não possui, embora tenha todas as condições para ser o melhor país da América Latina sem sombra de dúvidas, bastando que tenha em mãos boas políticas e políticos conscientes.

    • Carlos Ferreira disse:

      Gilmar, você tem razão quando fala sobre a importância do amor a Pátria e aos símbolos nacionais e ninguém é mais patriota no mundo do que os norte-americanos. Entretanto, por aqui, muito pouco se cultiva o civismo, seja nas escolas, nas quais deveria ser obrigatório, seja através da mídia, mais interessada em seus lucros mercantis e na defesa de interesses econômicos dos países centrais.
      Quanto a sua comparação com o Chile, me perdoe por não concordar. O Chile é um país pequeno, com pouco mais de 15 milhões de habitantes, sendo a metade localizada em Santiago. Seu PIB é menor do que o orçamento da cidade de São Paulo. Não tem indústrias, importa tudo. Seus produtos de exportação são: o cobre, frutas, vinhos, salmão e o turismo. Padeceu sobre uma das mais cruéis ditaduras e possui uma elite que pensa ser europeia, e é extremamente preconceituosa com o povo, descendentes dos indígenas nativos, como vc deve ter percebido. O ensino superior é privado e muito pouco há de suporte social de estado para o povo. Por estar alinhado com os EUA e a Inglaterra, goza de alguns privilégios na exportação dos itens acima citados.
      Eu trabalhei e morei na Alemanha e na Bélgica nos anos 90, vi naquela época e senti o imenso abismo que nos separava dos países desenvolvidos. Mas jamais trocaria o meu Brasil amado por lugar nenhum do mundo.
      Continuo viajando e posso assegurar o quanto o Brasil mudou e, importante, como é hoje visto no mundo, pelas diversas populações com as quais converso, seja na Europa, EUA ou AL.
      Estamos construindo uma grande Nação, cada um de nós!
      Quanto a qualidade das frutas, aqui no Rio qualquer Hortifruti dá um banho de qualidade e sabor.
      Abração,
      Carlos

  4. Daqui há um tempo, se o Brasil não mudar suas políticas públicas, a FAB terá em mãos só coquetéis Molotov para suas linhas de combate e o Exército terá estilingues ou pedras como fazem os palestinos. Na Marinha? Alguma canoa furada com certeza. Não há um alinhamento dos impostos com o que se deseja para o país. A carga tributária é extorsiva e não há espaço para o empreendedorismo. Como um país assim poderá chegar a ser de 1º mundo se o governo, a parte gerencial do mesmo, não ajuda?

    • Carlos Ferreira disse:

      Roberto, não podemos esmorecer, pois o País tem muitos inimigos externos e internos, claro que velados, a começar pela mídia do pensamento único que nos domina, todos prontos ao bote e tudo fazendo para bloquear a profissionalização e o reaparelhamento das nossas FFAA, bem como e estabelecimento da Base Industrial de Defesa.
      Desde o 2º mandato do Presidente Lula, muita coisa mudou e o processo continua, mas a política neoliberal de “terra arrasada” praticada até então, nos legou a situação na qual através de um esforço gigantesco do governo federal, nossos militares e a indústria de defesa (em ressurgimento), conseguiremos chegar a um padrão satisfatório. Mas nesta área tudo requer muito tempo, veja o caso dos novos submarino convencionais: o contrato foi assinado em 2008, mas o primeiro submarino somente estará operacional em 2017. Como já expressei antes, minha grande preocupação é que uma mudança de governo, com o retorno de forças neoliberiais, paralise tudo mais uma vez, como fizeram nos anos 90!
      Abração,
      Carlos

  5. Inconstitucionalissimamente, essa é a palavra mais longa do nosso dicionário e a mais utilizada pela política governamental. Tudo fere a Constituição Federal, inclusive a presença do governo aonde não é chamado. Quer o nome do maior engôdo brasileiro? Chama-se IPVA, ou seja, Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores. É um tributo já pago na compra do veículo e que o brasileiro continua pagando até o fim da vida útil daquele mesmo veículo. Cobra-se o maior imposto veicular do mundo e ainda se faz essa verdadeira cachorrada. É uma sobretaxação que fere descaradamente a Constituição Federal. Compra-se o carro repetidamente e infinitamente. Há lógica em tudo isso? Há mas o IPVA é para as estradas…Vá contar essa idiotice para outro…Então para que serve o imposto recolhido na fonte? Para engordar barrigudos? Onde o imposto brasileiro é bem empregado? Onde se encontram as políticas públicas? Que país é esse?

    • Carlos Ferreira disse:

      Ricardo, a tributação no Brasil é insana, é um cipoal no qual muitas vezes os impostos incidem como cascatas, sendo recolhidos pelos 3 níveis de governo, mas claro que para a velha mídia conservadora, a responsabilidade sempre recai sobre o governo federal, até porque, eles jamais criticam governos neoliberais, como os existentes em vários estados. Os governos estaduais são os maiores adversários da urgente reforma tributária, através da qual, com nos países civilizados, cobra-se o IVA, quando da venda do produto, portanto no local do consumo e não no local em que o produto foi produzido.
      O próprio IPVA é um imposto estadual, varia de estado para estado e nós, aqui no Rio de Janeiro, pagamos o mais alto do Brasil. Não por outro motivo, as locadoras de veículos registram seus carros em Curitiba, Paraná, por ser um dos mais baixos.
      Espero que a nova lei que obrigará a discriminação dos impostos incidentes, nas notas fiscais, contribua para “dar nome aos bois”, nesta caixa-preta!
      Forte abraço,
      Carlos

      • NEILA SAID CRUZ disse:

        Caro amigo Carlos,

        Concordo plenamente com o seu texto e principalmente com esta frase:
        Mas jamais trocaria o meu Brasil amado por lugar nenhum do mundo.
        Um grande abraço,

        Neila

  6. Nacionalismo é se ter, em primeira mão, políticas públicas convincentes. O atraso tecnológico de um país como o Brasil deveria estar em pauta na agenda governamental. As indústrias brasileiras encontram-se engessadas por falta de investimentos e um plano de crescimento arquitetado e conciso. Há um verdadeiro marasmo nas diretrizes orçamentárias e no gerenciamento nacional. As áreas produtivas aguardam ordens para se deslancharem e aquecerem a economia que hoje é freada e controlada pelo Governo Federal. Não existe uma lei de mercado para os produtos nacionais e sim uma rédea constante que dita direções muitas vezes não tão convincentes e não tão éticas. Mexe-se no câmbio e nos juros de acordo com os interesses do governo e a ainda se diz que estamos em uma democracia e não em um regime ditatorial. Há inconformismos sociais, desesperos dos aposentados e professores, atrocidades infindas, desrespeito ao cidadão comum, desrespeito constitucional, sobretaxações, engessamento dos setores produtivos, burocracias, má gestão de serviços, assaltos aos cofres públicos, falta de alinhamento com os interesses públicos, superfaturamentos, descréditos políticos, falta de projetos, falta de interesse com os bens públicos, falta de patriotismo, falta de tudo o que se diz GOVERNAR. O que se espera de um país assim?

  7. pperez disse:

    Para mim, ser nacionalista é de fato amar e defender seu País e suas instituições democraticas como ele é, com suas riquezas,defeitos e contradições até porque somos uma nação multietnica e multicultural como muito bem assinalado.

  8. Nós brasileiros queremos um Brasil passado a limpo, com uma reforma administrativa a contento; com uma reforma do judiciário para inibir as injustiças e com uma reforma tributária compatível com que o governo disponibiliza a população. Um fim ao IPVA e outras absurdas taxações. Rever a situação dos aposentados e professores. Cuidar de nossos índios que são os reais donos dessa terra. Cuidar de nossa história, de nossas raízes, de nosso povo.

  9. Neila Said Cruz, encontro-me plenamente de acordo com você, o Brasil é maravilhoso mas se o pacote vier mais completo, repleto de boas mudanças, melhor para a nossa sociedade. Há setores totalmente abandonados e que requerem maiores cuidados. Nossos aposentados, professores e principalmente nossos cientistas, encontram-se totalmente sem apoio governamental e abandonados. Há como a sociedade participativa requerer mudanças e isso é que buscamos nesse blog. Um grito de socorro.

  10. Santos disse:

    A aposentadoria no Brasil é uma vergonha que precisa urgentemente de uma diretriz consistente. Como pode um aposentado pagar imposto de renda? Há um contra senso porque o mesmo não paga ônibus, não paga o IBAMA para licença de pesca e outros mais. A minha pergunta ao Governo Federal: Aposentadoria por acaso é uma renda? Que tipo de calculo é feito no INSS para que um aposentado que recolheu sobre o teto máximo receba essas quinquilharias, essa vergonha de salário? A matemática não consegue explicar isso e nem tão pouco as correções estabelecidas. Um lembrete: O teto máximo recolhido é sobre10 (dez) salários, repito: 10 (dez) salários. Para onde foram esses valores? Se o INSS não é bem gerenciado é outra coisa, são problemas do governo e não do contribuinte. Desvios não podem ocorrer senão não há mãos a medir. Uma reforma administrativa precisa ocorrer rapidamente e corrigir essas tortuosidades ou o país terá a responsabilidade de manter seus velhos com um custo social bem mais salgado do que se pensa. Diria aqui que é impossível sobreviver com o salário que se paga, sendo descontado ali o imposto de renda, medicamentos, médicos, moradia, alimentação balanceada, roupas, auxiliar de enfermagem, hospitais e outros cuidados pertinentes à velhice. Um disparate sem precedentes. É necessário uma reavaliação urgente.

  11. Ricardo disse:

    Pergunta que aqui fica: Pode um aposentado se tornar um NACIONALISTA se o Estado que deveria ajudá-lo o massacra? Tudo isso que o aposentado brasileiro passa gera revolta e esse sentimento é ruim para o país, para a nação brasileira em que o mesmo trabalhou, produziu e fez com que a mesma de certa forma evoluísse. Há um sentimento de INSANIDADE ADMINISTRATIVA no ar.

    • Carlos Ferreira disse:

      Ricardo, realmente a situação dos aposentados é calamitosa, apesar das tentativas de melhora no período 2004/2010.
      Devemos lembrar que no período FHC, em pleno furor neoliberal, o lema era: “Varrer a Era Vargas para Sempre”, isto é: o Estado mínimo, acabar com todas as conquistas sociais do trabalhador, a começar pela legislação da aposentadoria, com a desvinculação ao salário mínimo e a imposição do fator previdenciário. Assim, com o apoio de todos e, principalmente da mídia nativa do pensamento único, mudaram a Constituição e jogaram no lixo os direitos em vigor desde a década de 30 do século passado. Pelo que me lembro, não houve reações significativas da sociedade brasileira contra aquela ignomínia. Aliás, como esperar qualquer reação se quando Collor confiscou todas as nossas contas bancárias, inclusive as da “sagrada” Caderneta de Poupança, também nos comportamos com passividade bovina, sem tugir nem mugir.
      Na verdade, é fácil culpar o governo, mas com o sistema de governo que temos _ regime presidencialista com Constituição parlamentarista _ tudo depende da aprovação do Congresso Nacional e lá, os aposentados jamais serão prioridades. Mas a solução está em nossas mãos, o voto e hoje, o teclado deste computador, a Internet. Quem elege aqueles que cuidarão dos nossos interesses ou serão nossos algozes, somos nós mesmos, a sociedade brasileira. Não adianta jogar a culpa em A ou B ou ir se queixar ao senhor bispo, os culpados somos nós. Cabe a nós fazermos acontecer, assim como fazem os poderosos lobbies que jorram dinheiro em época de eleição ou se valem desta poderosa velha mídia em defesa de seus interesses econômicos e de poder.
      Há que se reagir, discutir, divulgar, conscientizar os cidadãos quanto aos direitos e deveres da cidadania, ser NACIONALISTA sim, esta é a saída, e veja esta simples conversa virtual entre nós, a partir da sua colaboração já é uma semente de esperança, uma demonstração da nossa força e vontade.
      Forte abraço,
      Carlos

  12. Que nação é essa que não cuida dos seus aposentados, professores e cientistas? Concordo plenamente que são três setores distintos que são totalmente abandonados pelo Governo Federal e isso é uma injustiça sem precedentes. Pagam-se ou recolhem-se para o INSS valores pertinentes ao salário mínimo e não sobre outros benefícios sociais quaisquer, portanto, deveriam receber seus dividendos baseados na mesma forma em que foram recolhidos e da mesma forma em que deveriam sofrer reajustes. Vergonhoso.

  13. Depois de um AI-5, um atentado a livre expressão, ainda existem inconformismos em uma nação que deveria ser soberana, justa e democrática. A sociedade grita e o governo continua a tapar os seus ouvidos ou na pior das hipóteses, a boca do povo como foi no passado. O país anda mal. Onde anda o NACIONALISMO ou mesmo o NACIONALISTA? Todos se perderam em meio a uma administração nacional errática. Socorro!….

  14. Ninguém em sã consciência pode dizer que o Brasil encontra-se bem governado e que o sentimento nacionalista é irraigado no povo. O país para ser respeitado e amado deveria fornecer ao cidadão comum o mínimo necessário a sua sobrevivência e o governo brasileiro não faz esforços para tornar isso uma realidade. A saúde, a educação, a moradia e o saneamento básico inexistem. Há muita gente sem teto, morando em baixo de pontes e viadutos, só não vê quem fecha os olhos para a realidade brasileira. São Paulo, capital, que é uma das maiores cidades do mundo e uma das mais ricas, encontra-se com sérios problemas de gerenciais e temos no Brasil inúmeros exemplos de descaso social. Já ouvi alguns brasileiros dizerem que se fossemos tomados pelos EUA amaríamos mais suas bandeiras. No meu caso sou um nacionalista nato e é muito duro ouvir tudo isso do seu próprio país. Há uma revolta imensa em grande parte dos brasileiros e um risco iminente de revoluções ou ações anarquistas. Estamos atingindo o ápice da insatisfação. O comércio reclama, a indústria reclama, o aposentado reclama, os professores reclamam, os médicos reclamam, a enfermagem reclama, os estudantes reclamam, os cientistas reclamam, a sociedade em peso reclama, só o governo e seus partidários não reclamam e isso se torna um sério problema de gestão. Olhos e ouvidos fechados aos problemas da sociedade brasileira. Faltam cuidados, investimentos e principalmente saber o que a sociedade deseja do governo, seu máximo representante político. Falta ao país infra-estruturas básicas e fundamentais que só um político descompromissado com suas funções não consegue enxergar. A tributação é um dos fatores mais sufocantes da sociedade brasileira. Há uma dissonância gritante entre os três poderes, ou seja, o Executivo, o Legislativo e o Judiciário. A lei hoje é feita para favorecer o bandido e banalizar a família. Tudo caminha a passos de tartaruga e há uma burocracia totalmente retrógrada a quem deseja produzir e, sendo assim, há combustível suficiente para a malandragem e a bandidagem. As drogas rondam cada lar, cada instituição, deixando seus rastros indeléveis na sociedade. Não há segurança nas ruas e lares. O brasileiro que era tranqüilo anteriormente, passou a ser apreensivo e com o receio que tudo desabe em sua cabeça. Um povo otimista na concepção da palavra se transformou em um amontoado de pessimismo. Governo acéfalo, povo infeliz. Abraços.

  15. Os grandes problemas brasileiros são: 1-Gestão; 2-Corrupção; 3-Carga tributária; 4-Leis retrógradas; 5-Sobretaxações (União, Estados e Municípios); 6-Saneamento básico; 7-Educação; 8-Saúde; 9-Previdência social; 10-Burocracias. O crescimento nacional só se torna real quando todos esses fatores caminham redondos, sem entraves. A indústria que deveria ser o contrapeso da economia não se desenvolve a contento e promove uma lacuna sem precedentes nesse século XXI. A burocracia mata a livre iniciativa, o micro empresário e a cadeia produtiva. O empreendedor não consegue se estabelecer e se rende ao inconformismo de não alcançar seus objetivos. A sociedade padece, esperneia, emudece, revolta-se, endivida-se e não consegue sair do limbo em que se enfiou. Há tristezas e desesperanças. Há um grito sufocante no ar. É um povo que fala a um governo surdo e mudo. Isso tudo é a cara doBrasil.

  16. 03/12/2012 – 06h00
    Brasil não tem estrutura nem ambição para ser rico, diz economista indiano.
    J.R. Penteado
    Do UOL, em São Paulo

    O diretor de mercados emergentes do Morgan Stanley, o economista Ruchir Sharma
    Indiano da cidade de Wellington, no extremo oeste da Índia, o atual diretor de mercados emergentes do banco Morgan Stanley, o economista Ruchir Sharma, adota um discurso cético quando se põe a falar sobre o Brasil.
    A despeito dos últimos dez anos de crescimento econômico praticamente ininterrupto, Sharma descrê do discurso que vê o país rumo ao status de uma nação desenvolvida.
    “Eu não creio que o Brasil esteja no caminho certo, ao menos por enquanto”, afirmou em entrevista concedida ao UOL por email. Os motivos já fazem parte de uma análise clássica: excesso de impostos, altos gastos do governo, falta de investimento em infraestrutura e presença muito forte do Estado na economia.
    Sharma também diz que falta uma certa “dose de ambição” para o Brasil ser rico.
    Segundo o economista, o país também depende demais dos países importadores de commodities (como minério de ferro), sobretudo da China.
    Ele ainda ressalta que o crescimento da Bolsa de Valores do Brasil para os próximos anos deve estar abaixo dos demais países emergentes, que devem registrar uma alta na casa dos 10%.
    Sharma ainda critica o acrônimo Bric –termo cunhado por um analista do banco concorrente Goldman Sachs e que coloca Brasil, Rússia, Índia e China dentro de um mesmo grupo. “Esses países são as maiores economias de suas respectivas regiões, mas, para além disso, não possuem mais nada em comum”, diz.
    Ele afirma que dificilmente os países em desenvolvimento vão se tornar ricos. “Seria muito bom se todos os pobres pudessem alcançar os padrões de vida dos ricos, e nós pudéssemos acabar em um mundo onde todos estariam no topo. [Mas] temo que não veja isso acontecer, certamente não no futuro previsível.”
    Ruchir Sharma acabou de lançar o livro “Os Rumos da Prosperidade”, pela Editora Campus, em que faz uma análise da economia dos países emergentes e sua relação com o resto do globo.
    A seguir, leia os principais trechos da entrevista.
    UOL – O sr. diz que não faz sentido agrupar Brasil, China, Rússia e Índia em um único bloco. Por quê?
    Ruchir Sharma – Esses países são as maiores economias de suas respectivas regiões, mas, para além disso, não possuem mais nada em comum. Todos os quatro estão em diferentes estágios de desenvolvimento –a Índia tem uma renda per capita próxima de US$ 1.500, a China, perto US$ de 6.000. Brasil e Rússia possuem rendas per capia próximas de US$ 12.000. Então eles encaram desafios bem diferentes.
    Entre eles há importadores e exportadores de commodities [matéria-prima, como minério de ferro, usado para fabricar aço], produtores fortes e fracos de manufaturas, e por aí vai. Economias precisam ser compreendidas como casos individuais, e talvez o pior impacto de conceitos “marqueteiros” como o de “Bric” tenha sido o encorajamento do péssimo hábito de se pensar as nações emergentes como uma categoria sem rosto ou como subcategorias com acrônimos sem sentido.
    O sr. acha que está totalmente furada a previsão de que os Brics superarão, até 2050, o PIB e a renda per capta do G-6 (EUA, Japão, Reino Unido, Alemanha, França e Itália)?
    Eu nem chego a discutir essa previsão, como, aliás, me rebelo contra toda essa moda de fazer previsões a longo prazo. Eu sei que praticar futurologia é até divertido, que pretender enxergar o próximo século é irresistivelmente gratificante para alguns, mas também não deixa de ser intelectualmente desonesto. Será que essas pessoas que ficam fazendo tais previsões serão responsabilizadas pelo que falam?
    Existe uma boa razão para que pessoas sérias, aquelas incumbidas de fazer as coisas acontecer no mundo real –CEOs, grandes investidores- foquem apenas nos próximos três a cinco anos, no máximo dez anos, enquanto toda essa moda de previsões a longo prazo são proferidas principalmente por “experts”, professores e marqueteiros.
    Para além do período de cinco a dez anos, muitas das mudanças que podem ser previstas irão ocorrer juntamente com resultados impossíveis de previsão –eleições de novos governos, o aparecimento de novos competidores (como a China depois de 1980), ou de uma nova tecnologia (a internet depois de 1990).
    A certeza desses importantes mas completamente imprevisíveis acontecimentos torna previsões de longo prazo totalmente sem sentido.
    O sr. acha que só a China tem o potencial para exercer um crescimento estável e forte até 2050 ou nem mesmo esse país?
    Eu analiso a China apenas para o próximo período de cinco a dez anos, e por muito tempo tenho pensado que o país estava prestes a desacelerar seu ritmo de dois dígitos de crescimento visto na última década. Toda nação que alcançou um crescimento rápido e sustentável por ao menos três décadas, incluindo Japão, Coreia do Sul e Taiwan, continuou a crescer, mas desacelerou significativamente em três ou quatro pontos percentuais quando atingiu um estágio similar de desenvolvimento no qual a China está hoje.
    Nesse ponto, a economia é simplesmente muito grande para crescer tão rápido, e é assim que a China está agora.
    Quais seriam os efeitos no Brasil se gigantes como a China reduzissem suas importações?
    Nós estamos vendo isso agora. O Brasil tem confiado fortemente na exportação das commodities para países consumidores liderados pela China, e a desaceleração desse país é um grande motivo que nos faz ver o crescimento no Brasil escorregar para 2%, e o crescimento na Rússia escorregar para 3% a 4%. Ambos os países têm feito muito pouco para melhorar o ambiente de investimento doméstico, e o investimento deles em relação ao PIB continua muito devagar para estimular qualquer crescimento econômico mais rápido.
    Na sua visão, poucos países alcançarão o estágio de nações desenvolvidas. O Brasil será um deles?
    Eu não creio que o Brasil esteja no caminho certo, ao menos por enquanto. Um de seus grandes problemas é seu grande histórico de tributação e gastos em níveis muito altos, não acompanhados de suficiente investimento produtivo –fatores que deixaram o país com uma infraestrutura muito fraca, e, portanto, com uma tendência de crescimento em um ritmo muito devagar.
    Outro problema é que o Brasil, instigado por seu histórico de instabilidade econômica, tem estado nos últimos anos mais preocupado com a estabilidade do que produzir crescimento –o que o deixa fundamentalmente menos ambicioso que muitos mercados emergentes.
    E, por último, o Brasil ainda possui a mania de resolver seus problemas com a mão do Estado: a parte do Estado na economia do Brasil é muito alta para um país com seu nível de renda, comparado aos Estados de Bem-Estar Social avançados na Europa. Basicamente, o Brasil precisa de uma reforma estrutural profunda, que reduza seus impostos e gastos com encargos, e uma dose de ambição para se colocar em um movimento de arranque.
    Se economias de países importadores como a China desacelerarem, como o Brasil poderia escapar de seus efeitos negativos em tal situação?
    Eu acho que o Brasil poderia começar com o básico que eu falei acima. A atual situação é apenas um sintoma de problemas mais profundos com o papel do Estado, com o impacto de seu histórico, com as décadas de tendências de investimento ultrapassadas, a má infraestrutura etc.
    Quais são as perspectivas para a Bolsa de Valores brasileira nos próximos anos?
    Nossas previsões dizem que as Bolsas do mundo em desenvolvimento devem crescer por volta de 10% em média em dólar, por ano, nos próximos cinco anos. Não tenho uma previsão específica para o Brasil, mas acho que o país deve ficar abaixo de outros mercados emergentes, especialmente em dólar, já que a moeda ainda está muito cara.
    O sr. defende que as diferenças entre a renda per capita dos países ricos e a dos países pobres voltaram para os níveis na década de 50.
    Foi Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central do Brasil (1999-2002), que me mostrou que a renda per capita do país havia crescido de 12% para 25% da renda per capita americana durante o primeiro boom de crescimento dos anos 50 e 60, caiu para 16% durante as décadas perdidas, e voltou a 20% na última década. A experiência brasileira, tal qual uma estrela que morreu e caiu do céu, é uma característica típica dos mercados emergentes.
    Um recente artigo do economista político de Harvard Dani Rodrik mostra que antes dos anos 2000 o desempenho dos mercados emergentes como um todo não “convergia” ou alcançava o mundo desenvolvido. Na verdade, a diferença entre a renda per capita entre os países avançados e as economias em desenvolvimento aumentou de maneira estável dos anos 50 aos anos 2000. Foi somente depois dos anos 2000 que o desempenho dos mercados emergentes começou a alcançar o dos países desenvolvidos, mas em 2011 a diferença na renda per capita entre os países ricos e os países em desenvolvimento está de volta ao que era nos anos 50.
    O sr. fala que há uma desilusão com os antigos paradigmas econômicos, como os do Japão, União Europeia e o Consenso de Washington, e que novos modelos deverão surgir. Quais seriam esses modelos? E o que havia de errado com cada um dos outros?
    Modelos surgem com o sucesso das grandes potências. Hoje nenhuma nação desenvolvida é vista como bem-sucedida. A crise da dívida de 2008 minou a credibilidade de todos esses modelos; economias que um dia estavam reivindicando entrada na zona do euro, como Polônia, República Tcheca e Turquia, se perguntam agora se realmente querem entrar em um clube em que muitos de seus membros estão lutando para não se afundarem.
    A Turquia, por exemplo, se tornou um exemplo brilhante para os países islâmicos que estão lutando e adorariam seguir o modelo de rápido crescimento turco. Mas o que pôs a Turquia no caminho certo foi a ortodoxia –a redução da dívida, o estrangulamento da superinflação– então o que acabamos vendo agora é um respaldo político islâmico para o consenso de Washington [corte de despesas públicas].
    O sr. diz que a noção de convergência a longo prazo entre o mundo em desenvolvimento e o mundo desenvolvido é um mito. Por que esse mito ainda é reproduzido?
    As ideias relacionadas a um grande boom econômico sempre demoram mais para morrer, mas essa tem demorado mais do que a maioria. Apenas poucas pessoas ainda falam com aquele ideal sobre como a tecnologia poderia fazer do mundo um lugar melhor, coisa que todos ouvíamos até a bolha da internet estourar.
    O crescimento em mercados emergentes tem desacelerado profundamente desde 2008, mas você ainda ouve muito sobre convergência, talvez porque seja uma visão transformadora profunda. Seria muito bom se todos os pobres pudessem alcançar os padrões de vida dos ricos, e nós pudéssemos acabar em um mundo onde todos estariam no topo. Imagine: competição global sem perdedores. Temo que não vejo isso acontecer, certamente não em um futuro previsível.
    A história sugere que o desenvolvimento econômico é como um jogo de cobras e escadas. Não há um caminho direto para o topo, e há menos escadas que cobras, o que significa que é mais fácil cair do que subir.
    Uma nação pode subir as escadas por uma década, duas, três, até topar com outra cobra e cair novamente para o chão, onde deve começar tudo de novo, e talvez de novo e de novo, enquanto os rivais passam por ela.
    A percepção de que o jogo de crescimento subitamente se tornou simples –no qual todos podem ser um vencedor– é construída em cima de resultados únicos da última década, quando virtualmente todos os mercados emergentes cresceram juntos. Mas essa foi a primeira e, provavelmente, a última vez que nós veremos essa era de ouro: na próxima década, quase que com certeza, não veremos mais isso.

    • Carlos Ferreira disse:

      Sérgio, se me permite um conselho, não acredite nestes sacerdotes do deus mercado ou oráculos como esta instituição em questão. Pergunto o que diziam quando jogaram o mundo na maior crise do capitalismo desde 1929? Crise esta que se agrava cada vez mais, ironicamente com seu epicentro justamente nos países centrais do sistema financeiro mundial.
      Seguindo esta receita de estado mínimo, cortes e superávits cada vez mais polpudos para entrega aos bancos, estão construindo o caos na Europa. Por enquanto mais intenso na discriminada parte mediterrânea, mas já lambendo a França; Inglaterra e Alemanha. Veja o nível de desemprego e desespero a que as populações estão sendo lançadas, apesar do imenso fluxo de Euros jorrando para os sistemas financeiros locais.
      Por aqui já experimentamos o gosto amargo deste fel que insistem em nos oferecer, quanto estivemos sob o pleno regime neoliberal nas eras Collor e FHC I &II. O país quebrou duas vezes e foi posto de joelhos pelo FMI e outras organizações coadjuvantes.
      Agora ousa esta pessoa a dar conselhos! Na verdade, o que não se conformam de jeito nenhum é com a redução dos juros e o fim da festa rentistas que nós patrocinávamos. Como diz o Delfim, o Brasil era o último peru de Natal. Ainda não o deixamos de ser totalmente, mas estamos no caminho.
      Forte abraço,
      Carlos

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