Seminário Sobre a Indústria de Defesa

Sobre Carlos Ferreira

Engenheiro, com especialização em Políticas Públicas e Governo pela EPPG-IUPERJ. Atuando na área de Energia Nuclear. Membro do Conselho Diretor e do Conselho Editorial do Clube de Engenharia. Conselheiro do CREA-RJ, período 2005 a 2007.
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8 respostas a Seminário Sobre a Indústria de Defesa

  1. O Brasil pensa que os conflitos encontram-se longe e que não há a mínima possibilidade de um ataque a um curto espaço de tempo e isso é exatamente o perigo que coloca o país na vulnerabilidade. O mundo atual é um verdadeiro barril de pólvora, principalmente pela insatisfação européia com o euro, a instabilidade econômica do Mercosul, a insatisfação do Japão com a China e Coréia do Norte, as constantes intrigas no oriente médio, principalmente entre Síria, Índia, Paquistão, Irã e Israel, a falta de combustíveis fósseis e alimentos. Embora a guerra fria tenha sido banida, EUA e Rússia ainda permanecem na defensiva e mostram que suas armas possuem um poderio devastador. Esse pavio encontra-se aceso há muito tempo. Uma terceira guerra mundial poderá ser deflagrada mesmo debaixo dessa passividade relativa e colocar em xeque os países que se encontram menos preparados. O Brasil é um eterno dependente de tecnologias externas e um conflito amplo como o citado acima, poderá quebrar essa tênue linha em que o mesmo vive e respira. Nosso parque industrial não está preparado para grandes crises e a educação do país não consegue gerir cabeças ou grandes projetos de pesquisas que tragam diretrizes ou uma independência externa. O rompimento com o exterior minará todos os setores produtivos brasileiros e determinará o engessamento da economia, promovendo um grande caos social. Há séculos não se investe na cadeia produtiva e isso gera lacunas incalculáveis. Sempre houve o protecionismo sem que houvesse um plano de ação ou crescimento e a estagnação logo se apresentou clara e destituída de um plano “B” de reanimação. Nunca houve projetos que revitalizassem a indústria ou investimentos que trouxessem um vigor aos centros de pesquisas. A Educação é falha, a Saúde é caótica e o saneamento básico é vergonhoso. O que se espera de um país que nunca se encontra resolvido? Uma imensa lacuna .

    • Carlos Ferreira disse:

      Lucas, muito obrigado por esta excelente análise, não só quanto aos riscos no atual cenário internacional, como também das nossas fragilidades, cujos dois pilares básicos: a Educação e a Saúde (nesta incluída o saneamento), sempre foram negligenciados pelas elites do País, a mídia nativa, governos e a própria classe média. Esta acreditando que pagando uma escola particular, na maioria das vezes também medíocre, passa a fazer parte da elite. O povo, este que se dane, assim pensam.
      Hoje há também um brutal obstáculo ao Desenvolvimento & Pesquisa + Inovação no Brasil, que vem a ser a maciça desnacionalização da economia brasileira. Como desenvolver tecnologia e criar novos produtos se o poder de decisão e os centros de pesquisa estão nos países sede das matrizes das transnacionais que aqui montam seus produtos. Veja o caso das montadoras automotivas: somos o 4º maior montador de veículos e o 4º maior mercado. Entretanto, não há uma marca nacional. Nada é desenvolvido aqui. Dentre os 6 maiores montadores, ou até dentre os BRIC, somos o único país que não possui uma indústria automobilística genuinamente nacional!
      Realmente, fica a questão: que país queremos?
      Forte abraço,
      Carlos

  2. 13/11/2012 – 21:00
    Câmara aprova projeto que obriga empresas a informar o valor dos tributos aos consumidores Comentários 148Josias de Souza

    A Câmara aprovou na noite desta terça (13) projeto de lei que obriga a divulgação do percentual de impostos e contribuições que incide no preço das mercadorias e serviços. A exposição dos tributos terá de ser feita na nota fiscal ou num painel eletrônico instalado em local visível. Com isso, o consumidor saberá, no ato da compra, o peso da carga tributária.

    O projeto foi aprovado por acordo dos líderes partidários. A votação foi simbólica. Como já havia passado pelo Senado, o texto vai à mesa de Dilma Rousseff. Líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-P) participou do acerto que levou à aprovação. Disse, porém, que não pode dizer se a presidente irá sancionar ou vetar a proposta.

    Deve-se o projeto a uma iniciativa de associações comerciais de todo o país. Em ação conjunta, recolheram 1,5 milhão de assinaturas de apoiadores. E levaram a proposta ao Congresso. Deu-se em 2007. Presidente do Senado na época, Renan Calheiros (PMDB-AL) abraçou a causa e assumiu a paternidade do projeto.

    A novidade vale para tributos federais, estaduais e municipais. Pelo texto, as empresas terão de somar os tributos que incidem sobre mercadorias e serviços e informar o valor ao consumidor. Estão incluídos na regra: ICMS, ISS, IPI, IOF, IR, PIS, Pasep, Cofins e Cide.

  3. O Brasil em termos de segurança veicular encontra-se com 20 (vinte) anos de atraso em relação à Europa e EUA, de acordo com os crash-test realizados e publicados no Latin NCap, no dia 13/11/2012, às 15:00 horas. A alegação daquele órgão para essa péssima performance dos carros brasileiros, é a falta de uma legislação que cobre das indústrias um maior cuidado com a parte estrutural dos veículos aqui comercializados e não homologados pelo INMETRO. O brasileiro paga o dobro do preço e leva para casa um amontoado de plásticos. Os chassis tubulares das caminhonetes e outros veículos que os utilizam, também precisam ser revistos urgentemente. Em uma batida frontal, principalmente, precisa haver uma estrutura resistente para a deformação e não plásticos quebráveis. Para-choques e a parte frontal dos veículos totalmente em plásticos se quebram, não se deformam e possuem baixa resistência a choques acima 55 Km/hora, colocando em risco a vida dos passageiros. A qualidade veicular brasileira cai à medida que se passam os anos e diz-se que isso, o acréscimo de plásticos, é a modernidade, o que é uma inverdade, buscam-se apenas baixar custos finais dos veículos à custa de uma baixa qualidade. Para quem se interessa por essas matérias, sugiro ler sobre “os veículos Chrysler vendidos no Brasil”.

    • Carlos Ferreira disse:

      Erivelton, seria interessante colocar o link do tema sugerido “oa veículos….”. É importante abrir a discussão da atuação das montadoras no Brasil, todas transacionais, que aqui vendem veículos sofríveis, muito inferiores sob todos os aspectos àqueles que produzem e vendem nos seus países de origem. Embora pratiquem preços extorsivos aqui. Antes alegavam que isto era devido as altas taxas dos impostos, mas com as reduções ou isenções recentes, caiu o biombo e a verdade nua e crua são as indecentes margens de lucro praticadas por estas multinacionais!
      Forte abraço,
      Carlos

  4. O Brasil da atualidade não possui metas de crescimento ou um plano de estruturação industrial e social, assim como, um apoio às médias e pequenas empresas. Há cidades brasileiras que ainda não possuem plano piloto e crescem desordenadamente. Há favelas por todos os cantos. Há um caos no atendimento à saúde, nada público funciona a contento. A educação caminha a passos trôpegos e ninguém em sã consciência quer ser professor. O básico, o “basicão” que é o saneamento básico, já virou tema de novela ou seriado no país e na vida real não passa de um grande palavreado que até mesmo o ex-presidente Lula não sabia do que se tratava. E a velhice no Brasil? Aposentadoria que é sinônimo de descanso da vida privada para quem já não tem mais condições físicas para buscar seu sustento, tornou-se um martírio, uma esmola, uma afronta ao estado produtivo e pior, é taxada como uma renda e pagam-se impostos sobre a minguada aposentadoria. O indivíduo que recolhe seu INSS sobre o teto máximo e que deseja um projeto de vida futura nesse país é engolido por um calculo ridículo de renda mensal e que faz com que qualquer pessoa que entenda de matemática, fique atônica com tamanho descaramento. Diz-se que o Brasil irá à falência se não pararem de roubar o INSS (Por que não se trabalha um sistema mais seguro ou totalmente livre de corrupção? Por que não se fiscaliza a contento? O aposentado é que leva a culpa?). São milhões, bilhões ou trilhões que vazam dos caixas das instituições governamentais sem que ninguém os veja, é ou não é uma situação surreal? Há uma vazão incontrolável de divisas que mina qualquer país que queira se erguer e produzir alguma coisa. Então sua empresa tem uma vazão de dinheiro, está deixando você sempre no vermelho e você não sabe de nada? Há uma cumplicidade e uma pouca vergonha sem precedentes nesse país. Essa fome absurda que se apossa das instituições públicas leva o Brasil à bancarrota e o empurra a tornar-se um país de 4º mundo, uma posição sem precedentes na história mundial. A população brasileira é pessimamente servida pelo seu governo e pior, carrega nas costas uma carga tributária totalmente irracional e desprovida de razões. Simplesmente é uma imensa aeronave sem um plano de vôo, sem combustível e sem manutenção.

  5. Carlos Ferreira, encontro-me de acordo para que você desenvolva o assunto sobre veículos industrializados no MERCOSUL e a contabilidade governamental. Se não há uma barreira alfandegária, por que há tributação tão alta? Onde se encontra a explicação? Por que o brasileiro paga tão alto por seus carros? Por que a baixa qualidade veicular brasileira constatada recentemente nos crash-test Latin NCap se são tão caros? Vamos discutir o tema. Abraços.

  6. 26/11/2012 – 16h00
    Brasil é o 7º pior em competitividade entre 43 países, aponta Fiesp
    PUBLICIDADE /Folha de São Paulo /Atualizado às 17h00.

    O Brasil teve um fraco desempenho em um estudo da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) que mede o índice de competitividade de 43 países –que representam 90% do PIB mundial–, ficando em 37º lugar no ranking de 2011.
    Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (26) pela Fiesp, que levou em consideração, para construir o ranking, oito aspectos principais: economia doméstica, abertura, governo, capital, infraestrutura, tecnologia, produtividade e capital humano.
    Dentre os motivos apontados para a baixa competitividade do Brasil, a Fiesp apontou o elevado custo do capital de giro das empresas, uma vez que o spread bancário ainda é elevado, assim como os juros (o período pesquisado é 2011).
    Segundo dados da Fiesp, o spread bancário brasileiro –diferença entre o custo do dinheiro ao banco e o quanto se cobra dos clientes– chega a ser 12 vezes superior à média de Chile, Itália, Japão e Malásia.
    Além da dificuldade em obter crédito, dados os elevados juros, também a pesada carga tributária é considerada como um desestímulo ao investimento, reduzindo a competitividade do país.
    GRUPOS
    De acordo com a pontuação obtida pelos países, a federação os dividiu em quatro grupos principais.
    No topo, estão os países com competitividade elevada (como Estado Unidos, Hong Kong, Coreia do Sul e Irlanda). Em seguida, estão os países com competitividade satisfatória (como Suécia, Alemanha e Finlândia).
    No terceiro grupo, estão os países de competitividade média (como Espanha, Rússia e Itália). Por último, figuram países com competitividade baixa, que é o caso, além do Brasil, de México e Tailândia, por exemplo.
    SOBE E DESCE
    Na comparação entre 2000 e 2011, Coreia do Sul, China e Irlanda foram os países que mais ganharam competitividade, subindo nove, oito e sete posições, respectivamente.
    Dentre os fatores que beneficiaram estes países estão o investimento em pesquisa e desenvolvimento (P&D), gasto em educação, número de patentes e produtividade em setores de alta tecnologia.
    Por outro lado Suécia, Finlândia e Japão tiveram as piores quedas no período, com queda de nove, oito e sete posições no ranking, respectivamente.
    Nesses países, pesaram negativamente o saldo comercial, a taxa de poupança e a produtividade, dentre outros fatores.

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