Concluída montagem do VLS-1 na nova torre de lançamento

Foi finalizada nesta quarta-feira (11/7) a montagem do Veículo Lançador de Satélite (VLS-1) na nova Torre Móvel de Integração (TMI) do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. A importante etapa de integração do veículo à torre de lançamento faz parte da Operação Salina iniciada em Alcântara no último dia 20. Nos próximos dias, o veículo passará por testes na nova Torre Móvel de Integração (TMI).

A Operação Salina que acontece no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) é realizada pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) vinculado ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA). A missão prevê o transporte, a preparação e a integração mecânica de um “mock-up” estrutural inerte do VLS-1 – estrutura real do veículo sem combustível a bordo – e ensaios e simulações para verificação da integração física, elétrica e lógica da torre e dos meios de solo do CLA associados à preparação para voo do VLS-1. Além do IAE e CLA, participam da Operação Salina com o apoio logístico e de pessoal o COMAR I, II FAE, V FAE, IPEV e IFI.

Uma equipe de integração vinda do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) realizará os primeiros testes funcionais do veículo na nova torre a partir de medições e análises física, lógica e mecânica. Nessa nova configuração do VLS-1, a operação possibilitará medir e posicionar todos os novos conectores do veículo integrando-os à torre.

Ontem, uma equipe de técnicos franceses realizou a instalação de um sistema de segurança na torre de fuga localizada ao lado da nova TMI. Por meio do sistema, é possível que diante de alguma situação de perigo evadir com maior segurança do local. O moderno sistema funciona por meio de “meias” que permitem o deslocamento até a parte subterrânea da torre num mecanismo que reduz a velocidade da queda até o subsolo. Na próxima segunda-feira, será realizada simulação de acidente nas imediações da nova TMI com o atendimento inicial e remoção das vítimas eventuais até o helicóptero de resgate.

TORRE MÓVEL DE INTEGRAÇÃO (TMI)

Altura: 33 metros
Comprimento: 12 metros
Largura: 10 metros
Peso: 380 toneladas
Deslocamento: 4,5 metros por minuto

Estágio atual: Automatização (fase final)

Operação Salina: A torre passa por testes funcionais com a integração de um mock-up do VLS-1 inerte (sem combustível e satélite) durante a operação.

VEÍCULO LANÇADOR DE SATÉLITE (VLS)

Número de estágios : 4
Comprimento total : 19.4 metros
Diâmetro dos estágios (todos) : 1,0 metros
Diâmetro da coifa principal: 1,2 metros
Peso: 49,7 toneladas (na decolagem)

Estágio atual: Ensaios motores foguetes (realizados)
Redes Pirotécnicas (prontas)
Redes Elétricas (em execução)
Ensaios de separação dos estágios (realizados)
Mock-up (estrutura pronta – aguardando redes elétricas e pirotécnicas)
Veículo de voo VLS-VSISNAV (motores em processo de carregamento)

Operação Salina: Um veículo inerte (sem combustível e satélite) foi acoplado à nova TMI durante a operação.

FONTE: Agência Força Aérea/CLA

Ref.:  http://www.aereo.jor.br/2012/07/12/concluida-montagem-do-vls-1-na-nova-torre-de-lancamento/

Sobre Carlos Ferreira

Engenheiro, com especialização em Políticas Públicas e Governo pela EPPG-IUPERJ. Atuando na área de Energia Nuclear. Membro do Conselho Diretor e do Conselho Editorial do Clube de Engenharia. Conselheiro do CREA-RJ, período 2005 a 2007.
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5 respostas a Concluída montagem do VLS-1 na nova torre de lançamento

  1. Eloir Waltrick de Souza Rocha Brito disse:

    Parabéns no avanço tecnológico, mais uma importante etapa vencida no desenvolvimento do projeto VLS, após o acidente de, 22/03/2003 que marcou a vida de 21 familias para sempre e o desenvolvimento do Projeto Espacial Brasileiro. Eloir

  2. Eloir Waltrick de Souza Rocha Brito disse:

    Parabéns no avanço tecnológico, mais uma importante etapa vencida no desenvolvimento do projeto VLS, após o acidente de, 22/08/2003 que marcou a vida de 21 familias para sempre e o desenvolvimento do Projeto Espacial Brasileiro. Eloir

    • Carlos Ferreira disse:

      Eloir, com esta tragédia, para mim ainda não esclarecida, nossas capacidades na área espacial/satélites sofreu uma atraso de mais de 20 anos.
      Hoje, agravada pela privatização descontrolada das telecomunicações, toda a comunicação via satélite do Brasil, incluindo aquelas de governo, militares e diplomáticas, são feitas, com todos os riscos inerentes, pela de empresa mexicana, dona da nossa saudosa Embratel que tanto orgulho nos trazia ao passar por suas imensas antenas, voltadas para o espaço, em Itaboraí.
      Abs,
      Carlos

  3. Baby Siqueira Abrão disse:

    Parabéns aos envolvidos no projeto! Quanto ao acidente de 2003, telegramas do Wikileaks revelaram que os Estados Unidos não queriam que o Brasil tivesse acesso a essa tecnologia, nem que se envolvesse com lançamento de satélites. Lembremos que à época os membros do think tank neoconservador PNAC (http://www.newamericancentury.org/), autor do projeto que apresenta as linhas mestras para o domínio mundial dos EUA, ocupava todos os postos-chave do governo Bush. Esse fato torna ainda mais saborosa a notícia da conclusão da montagem do VLS-1 — que eu chamaria de VLS-2 em homenagem às vítimas de 2003. Esta é uma conquista capaz de mostrar ao mundo que exigimos respeito à nossa soberania.

  4. O ponto capital será o investimento governamental na indústria, na educação e em pesquisas, só assim o Brasil terá o impulso que merece e sairá desse regime feudal. Esperar que a iniciativa privada apresente o caminho, não é o papel do empresariado. A indústria precisa que o BNDS comece a investir em seus parques, corrigindo a defasagem imposta pela ditadura. Há meios e fins, o início é o diálogo. A meu ver há muito monólogo nesse país e pouca movimentação no sentido do progresso.

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