Brasil aumenta poderio naval para cuidar das reservas de petróleo cru

O Brasil está empenhado em aumentar seu poderio naval para proteger as milionárias reservas de petróleo e gás localizadas em águas ultra profundas, disse em 11 de junho a presidente Dilma Rousseff, durante uma cerimônia militar.

“Os investimentos que vêm sendo efetuados em novos navios-patrulha propiciarão o aumento da presença do Estado em águas jurisdicionais, onde se situa a maior parte de nossas reservas de petróleo e gás”, declarou a governante.

Dilma Rousseff reivindicou, como uma “exigência estratégica”, a modernização da Marinha de Guerra, em um discurso por ocasião do aniversário de 147 anos da batalha naval de Riachuelo, que deu ao Brasil a vitória na guerra contra o Paraguai.

“Sabemos que nosso papel na preservação da paz depende da capacidade de dissuasão do Brasil. A atuação de nossas Forças Armadas (…) requer equipamentos de qualidade, prontos para serem utilizados, e pessoal adequadamente preparado”, acrescentou.

Assim sendo, destacou um acordo assinado há anos com a França para a aquisição de quatro submarinos Scorpene diesel-elétricos e a construção do primeiro submarino nuclear.

Além disto, o Brasil anunciou em maio a compra de quatro lanchas fluviais da Colômbia, através do programa de proteção de suas reservas de petróleo, da bacia do Rio Amazonas e dos 7.491 quilômetros de costa.

O Brasil, que conta com a maior Marinha de Guerra da América latina, aplica cerca de 1,5 por cento do PIB no orçamento da defesa.

Sobre Carlos Ferreira

Engenheiro, com especialização em Políticas Públicas e Governo pela EPPG-IUPERJ. Atuando na área de Energia Nuclear. Membro do Conselho Diretor e do Conselho Editorial do Clube de Engenharia. Conselheiro do CREA-RJ, período 2005 a 2007.
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5 respostas a Brasil aumenta poderio naval para cuidar das reservas de petróleo cru

  1. pperez disse:

    Noutro dia atravessando a baía de guanabara, vi um dos 2 porta aviões da marinha brasileira atracado no cais da ilha fiscal lançando grossos rolos de fumaça negra no ar, empesteando toda aquela região.
    Essas 2 naus certamente já deveriam estar num museu ha muito tempo e não acredito que tenham qualquer condição de permanecer na ativa para cumprir um papel tão importante como a de resguardar nossos limites e proteger nossas reservas de petroleo e gás!

    • Carlos Ferreira disse:

      Prezado Peres, permita-em esclarecer o seguinte:
      1) Somente temos um porta-aviões, o “São Paulo”, o outro, o “Minas Gerais” foi descomissionado e vendido como sucata, tendo sido retalhado em uma praia perdida na Índia.
      2) A fumaça vista quando do acionamento das caldeiras é uma situação normal que acontece com sistemas de propulsão deste tipo (turbina à vapor), não siginificando que Nae-São Paulo (A-12) tenha problemas de obsolescência.
      3) Graças a Deus que a Marinha do Brasil (MB), através de grande esforço de seus membros, opera porta-aviões desde os anos 50 do século passado, mantendo tripulações e pilotos treinados, bem como desenvolvendo doutrinas de emprego. Operar porta-aviões é de tal complexidade que poucas nações o conseguem. Veja as dificuldades que a China esta enfretando com o seu primeiro (o “Varyag” comprado usado, da Rússia), ainda não operacional.
      4) Já a MB conseguiu fazer com sucesso a transição do “Minas Gerais”, sem sistema de catapulta e da década de 40, para o “São Paulo” (antigo “Foch” francês), da década de 60, mas provido de catapultas (duas). Podendo lançar e recolher seus aviões, sem restrições de vento e velocidade como aquelas enfretadas pelo “Minas Gerais”.
      5) Chegou o momento do Brasil dizer a que vem. E a decisão tem sido o de ser gradativamente mais um protagonista no cenário geopolítico do poder muundial. Para tal, é necessário ter capacidades não somente de defender nossa Pátria e áreas de interesse, como também projetar poder. Neste contexto o Nae-”São Paulo” tem um papel vital, até que tenhamos nosso próximo porta-aviões, que eu espero seja movido à energia nuclear.
      Forte abraço,
      Carlos

      • pperez disse:

        Prezado Carlos, Grato pelas informações.
        De fato não tinha maiores dados tecnicos sobre as dificuldades de adaptação de uma belonave usada deste tipo.
        De qualquer forma, o positivo é que o governo entendeu que a garantia das suas riquezas naturais está no potencial, eficiencia e rapidez das suas forças armadas!

      • Genesio Gomes disse:

        Meus parabens pelo esboço feito em resposta ao citado acima pelo companheiro. Na verdade, o nosso amigo não possui nenhuma noção de Sistema de Propulsão Convencional e Nuclear> Até que poderia a Caldeira do Porta Aviões São Paulo não fazer fumaça no inicio de funcionamento, isso se fosse introduzido por exemplo o Diesel,mas, tornar-se-ia muito dispendioso, ou seja, consumiria algumas toneladas de combustivel inicial até as caldeiras ficarem numa situação de utilização plena(600 lbs=40 k/cm2 ou 1200 lbs=80 k/cm2).

        • Carlos Ferreira disse:

          Genésio, ótimo comentário, obrigado. Se for possível, gostaria de lhe pedir que comentasse mais sobre o São Paulo, pois há muita desisformação sobre a importância da nossa Capitânia da Armada, tanto para a MB quanto para a defesa do Brasil. Existe uma infinidade de críticos, neles incluida a chamada grande imprensa, que tentam ridicularizar este importante vetor de projeção de poder, bem como as capacidades da nossa aviação aeronaval.
          Forte abraço,
          Carlos

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