FX-2, paradoxalmente o atraso caiu do céu

Há mais de uma década discute-se a aquisição de novos caças para a FAB. Em alguns momentos parecia que a contratação ia ser efetivada, mas logo a seguir a decisão era adiada. Hoje, já não há mais como viabilizá-la a tempo de substituir os Mirage 2000 C/D, cuja vida útil encerra-se em 2013 e os F 5M, que serão desativados a partir de 2017. O tempo passou e a janela fechou.

Nestes mais de 10 anos o Brasil mudou de forma impressionante, tanto em seu desenvolvimento interno, social e econômico, quanto em sua projeção internacional, incluindo maiores responsabilidades e ambições associadas à governança global. Houve a descoberta do Pré-Sal e foi aprovada a “Estratégia Nacional de Defesa”. O mundo ficou mais complexo e perigoso.

Os caças selecionados para a fase final do certame FX-2, a saber: o francês – Dassault Rafale, o norte-americano – Boeing F/A-18 E/F Super Hornet e o sueco – Saab Gripen NG, são aeronaves de 4ª geração, com chances quase nulas de sobrevivência em combate com os novos caças de 5ª geração, que estarão operacionais nas principais forças áreas, incluindo os outros  BRICs, a partir de 2015. Cabe ressaltar que a aeronave a ser adquirida será o nosso principal meio de defesa nos próximos 30 a 40 anos. Portanto, não podemos errar na seleção do equipamento mais adequado para esta missão.

Sukhoi PAK-FA T-50

Com as inseguranças originadas da grave crise financeira internacional que assola o mundo desde 2008, com forte recrudescimento em 2011, há que ser prudente. Assim, começam a ser analisadas alternativas que permitam ao Brasil manter algum nível de capacidade de defesa aérea. Dentre elas, estudos racionais e ponderados para a aquisição de aeronaves usadas de 4ª geração, que permitam a FAB substituir seus Mirage 2000 e F 5M e dê ao governo mais tempo para a decisão sobre o futuro caça, inclusive com a possibilidade de este venha a ser um caça de 5ª geração. Se assim for, paradoxalmente o atraso caiu do céu, pois então teremos um caça atualizado, no estado-da-arte, no mesmo nível das demais potências mundiais.

Chengdu J-20

Sob todas as perspectivas, a melhor opção seria uma associação no âmbito dos BRICs, seja com a Rússia no Projeto do Sukhoi PAK-FA T-50, no qual a Índia também participa, ou com a China no Projeto do Chengdou J-20.

Carlos Ferreira

Sobre Carlos Ferreira

Engenheiro, com especialização em Políticas Públicas e Governo pela EPPG-IUPERJ. Atuando na área de Energia Nuclear. Membro do Conselho Diretor e do Conselho Editorial do Clube de Engenharia. Conselheiro do CREA-RJ, período 2005 a 2007.
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318 respostas a FX-2, paradoxalmente o atraso caiu do céu

  1. Wellington disse:

    Concordo com o comentário , o Brasil realmente deveria adquirir algum caça com capacidade superior aos que possui mais a menor preço , um segundo tampão , a se associar com empresas capacitadas e produzir seus próprios caças de superioridade !

  2. Rafa disse:

    Bom dia, a respeito da aquisição de caças usados (como de abito fazemos) podemos analizar uma serie de propostas tanto dos EUa como da UE, más não adianta o Brasil continuar com esta falacia de aeronave se não tivermos o que realmente importa em um ambiente de combate que é o que esta em baixo das asas do mesmo. Então se não tivermos o que à de mais moderno em misseis não adianta gastar um centavo em qualquer aeronave que não vai adiantar nada. Pela extenção territorial nós precisamos de pelo menos um missel anti-aereo com capacidade minima de 250KM de alcance . Agradeço!

    • Carlos Ferreira disse:

      Rafael, você tem toda razão. De nada adiantará ter uma excelente aeronave, sem os “dentes afiados”, neste caso, mísseis de alta performance, tanto os de grande alcance _ BVR (“Beyonde Visual Range”) quanto os de menor alcance _ WVR (“Within Visual Range”). O problema é que os modernos mísseis custam milhões de dólares e não se pode ter somente uma meia dúzia nos paióis. Assim, pode-se considerar que o custo para armar adequadamente as novas aeronaves e mantê-las em condições de combate, pode ser quase equivalente aos investimentos para adquiri-las. Mas não há opção, se quisermos efetivamente ter capacidade de dissuasão.
      Outro ponto fundamental (o exemplo das Malvinas não pode ser esquecido) é termos as capacidades tecnológicas de projetar e fabricar nossos próprios mísseis. Neste sentido, por exemplo, a Marinha do Brasil, junto com empresas da Base Industrial de Defesa (BID) nacional, desenvolve o Projeto MANSUP (Míssil Anti-Navio de SUPerfície), míssil BVR com características semelhantes ao modelo MM-40 Block II Excocet, com alcance superior a 60 km.
      No caso dos mísseis ar-ar, os principais desenvolvimentos são o míssil BVR A-Darter (60 km) em conjunto coma Denel sul-africana e o míssil WVR_ MAA-1B “Piranha B” (12 km),Mectron.
      Abs,
      Carlos

  3. Moacir José da Silva disse:

    Não precisamos nada desses gastos,façamos uma duzia de bomba atomica e uma centena de bombas nuclear de pequena capacidade (o suficiente para uma bomba afundar uma esquadra inteira),quero ver quem vai olhar para o Brasil.Na pior das hipoteses voce deixa o recado quem por a mão na amazonia ou no pré-sal tera que esperar os efeitos das bombas passarem,não é nosso não sera de ninguem.

  4. Fco disse:

    Sr. Carlos Ferreira. É preciso que alguém diga a Dilma e o Celso Amorim, as opções citadas ( T-50 e J-20). Quem poderá convencê-los, pois, tudo indica que é o Rafale o vencedor, se, os EUA, não nos empurrar o f-18, em nossa aguela. Aliás, nem sei o porque dele estar na final, sendo que o governo sempre soube que os americanos não deseja o nosso desenvolvimento.

    • Carlos Ferreira disse:

      Coutinho, tenho certeza que você faz uma idéia do nível de pressão geopolítica (e comercial), interna e externa, que envolve esta decisão de governo. Veja, o tempo dos pequenos países (Inglaterra, França, Alemanha e Japão) como potências militares de projeção global, acabou. O futuro do poder mundial estará com os grandes países continentais, sendo os EUA o exemplo mais evidente, assim como a China, Rússia, Índia e talvez o Brasil (BRICs). Destes, no caso da indústria de aviação militar, tanto a China como a Índia fazem uso das teconolgias russas ou densenvolveram suas próprias habilidades a partir destas. A França para garantir a sobrevivência da sua indústria militar, diga-se de excelência, necessita deseperadamente de um parceiro externo grande. Apesar da recente venda dos Rafales para a Índia, com transferência de tecnologia e fabricação em território indiano, por todos os motivos, incluindo os históricos, o parceiro mais adequado para os franceses é o Brasil. Mas os franceses precisam ter esta percepção estratégica!
      Abs,
      Carlos

  5. Ricardo Silva disse:

    O Brasil atrás de um Saab Gripen NG para a sua frota aérea é uma verdadeira piada de mau gosto, praticamente são os mesmos e velhos JAS-39C, de 2ª geração, monoturbinados, que atuaram há tempos na Líbia, hoje totalmente obsoletos e substituíveis. Se fosse um velho F-16C usado, conforme fez o Chile, certamente estaríamos bem melhores. Para quem estava habituado com hélices ou com os obsoletos “Super”Tucanos T-27, os F-5E/F, os T-26 Xavante, os Mirage 2000, os AMX ou mesmo os McDonnell-Douglas A-4 Skyhawk, com certeza não poderia escolher bem o caça que comporia nossa Força Aérea. O pior de tudo isso é que ainda fazem vídeos enaltecendo nosso poderio aéreo e ridicularizando a FAB diante de outros países. O Brasil não duraria nem alguns segundos diante desses caças de 5ª geração que andam por aí, com radares AESA e miras multipontuais a laser ou infravermelho. Seria um verdadeiro massacre a céu aberto. Nesse FX-2/3 infelizmente falta tudo. O Brasil com o Dassault Rafale F-3 ou o Boeing F/A F-18 “Super” Hornet seria a mesma situação, perderia seu espaço aéreo ao inimigo em pouquíssimo tempo. Estamos em um mundo tecnológico e não há lugar para brincadeiras, principalmente no setor de defesa. Continuar não enxergando essa verdade, é deixar definido que a FAB nunca terá o controle sobre o seu espaço aéreo.

    • Carlos Ferreira disse:

      Prezado Ricardo, concordo plenamente com voce quanto as carências de meios adequados (desde sempre) para proteger o espaço aéreo nacional e ter efetivamente alguma capacidade de dissuasão. A novela do FX-2/3 se arrasta por mais de década e meia. Chegamos a um ponto em que não há mais tempo para aguardarmos o desenvolvimento de uma aeronave de 5ª geração, pois os F-5M terão sua vida útil encerrada por volta de 2018. Por outro lado também não temos tecnologia e capacidade industrial para fazê-lo, necessitando nos associarmos com aqueles que as tem.
      O único caça de 5ª geração atualmente operacional é o Lockheed Martin F-22 Raptor, com sido suas atividades suspensas devido a diversos eventos de perda de consciência dos pilotos em voo. Trata-se de um avião extremamente caro, cuja exportação é proibida.
      Existem ainda 2 outros caças de 5ª geração em desenvolviento: o russo Sukhoi T-50 do Programa PAK FA (em conjunto com a Índia) e o chinês Chengdu J-20. Na minha opinião o Brasil deveria buscar se associar a um destes parceiros no BRIC, para a obtenção de seu caça de supremacia aérea.
      O F-35 FSF é na verdade um caça de geração 4,5.
      Premida pelo tempo a FAB precisa de uma solução urgente, tendo sobrado do processo de seleção os seguintes caças de 4ª: o Gripen, que voce já bem avaliou; o F/A-18 Super Hornet, cujo projeto está no limite, não permitindo mais qualquer melhoria (além das tradicionais restrições impostas pelos EUA a transferência de tecnologias) e o Dassault Rafale, para mim sob todos os aspectos, a melhor opção no momento.
      Forte abraço,
      Carlos

  6. Ricardo Silva disse:

    A americana lockheed Martin possui a melhor plataforma de aeronave/caça de 5ª geração da atualidade para equipar qualquer força armada mundial, o F-35 Lightning II A e B que o programa FX brasileiro eliminou da concorrência. O Japão precisava de um vetor desse nível e queria montar algo que barrasse qualquer intenção de invasão de seu território e fez justamente o contrário do Brasil, escolheu essa plataforma excepcional para a sua força aérea. Os outros vetores que se encontram no mercado aeronáutico são meros paliativos, de 2ª, 3ª e 4ª gerações, que ficarão obsoletos e terão de ser substituídos a partir de um curto espaço de tempo. O reaparelhamento de uma força aérea ou um programa FX como o do Brasil, que visa a proteção territorial, não pode adquirir um vetor que terá que ser substituído a um curto espaço de tempo, e mais, não pode se dar ao luxo de trilhar um rumo arrastando tecnologias obsoletas. Se todo esse planejamento de segurança se iniciar mal, terá um fim trágico e a população ficará com o ônus de tudo isso sem que haja um resultado plausível. Se a FAB vai ser reaparelhada, que seja com o melhor vetor tecnológico existente, pois, sabemos que o espaço aéreo é o ponto vulnerável de um país e se não for bem protegido com um bom aparato de segurança, torna-se uma lacuna irremediável. A FAB deverá ser a maior força combativa e dispersiva do território brasileiro e deverá ter em mãos a melhor plataforma mundial para esse fim, custe o que custar.

    • Carlos Ferreira disse:

      Realmente o Lockheed Martin F-35 Lightning II, ainda em desenvolvimento, será uma excelente plataforma, mas para os EUA e suas forças auxiliares compostas por países da OTAN e mais alguns aliados da Ásia e Oriente Médio. Apesar dos diversos níveis de participação no Programa JSF, todas as aeronaves serão montadas nos EUA. Assim, além de ser um caça muito caro, a impossibilidade de transferência de tecnologia já o elimina de qualquer análise, segundo os preceitos do mais importante documento de defesa já publicado no Brasil, a “Estratégica Nacional de Defesa” (“http://http://www.sae.gov.br/site/wp-content/uploads/Estrat%C3%A9gia-Nacional-de-Defesa.pdf”), documento de Estado que encerra quase 100 anos de doutrinas militares voltadas para o “inimigo interno” e operações contrainsurgência, passando a focar no inimigo externo, aplicando o conceito de Dissuasão.
      Reitero que considero como melhor opção no momento, a parceria com a França pelo Rafale, que bem “recheado” de aviônicos e sistemas de defesa e ataque é uma formidável plataforma, como provado recentemente no teatro da Líbia. Devido aos custos astronômicos envolvidos no desenvolvimento de caças de alta performance, uma associação estratégica da França com o Brasil, é a única chance para que os franceses poderem manter sua indústria aérea de defesa. Portanto, esta parceria deveria ser do interesse das duas nações.
      Por outro lado, há que se desenvolver um caça de 5ª geração, que ao meu ver deveria ser no âmbito dos BRICs. A dúvida é se haverá coragem e independência geopolítica para uma decisão destas.
      Abs,
      Carlos

    • vancley disse:

      Sr. Ricardo, hoje o melhor 5° geração é o f22, o f35 é um 4.5 melhorado, saiba que o su35 sem ter aquele designer stealth, apenas com pintura radar absolvente, e sistemas anti-medidas enfrenta um f35 de igual para igual, podendo inclusive detectar o f35 antes que o mesmo o detecte, o t50 sera um anti-f22, maior capacidade de armas internas, tvc 3d em qualquer direção, o f22 é apenas bi-angular, sistema de navegação por satélite estilo gps e por milhares de pontos no solo ou seja não precisa de satelites, os melhores misseis do mundo são russos, durante o governo bill clinton dois avioes russos (não stealth) fizeram um rasante sobre um porta aviões americano, que por sua vez demoraram 45 minutos para conseguir lançar um avião para iniciar a defesa, sistema de invisibilidade por plasma, na decada de 90 quando caiu a cortina de ferro o mundo tremeu ao ver mig29 com mira atraves do capacete, o piloto olha e o alvo é designado até 60° do bico da aeronave, tvc russo tem mais de 2 decadas, americanos iniciaram em 2008, fly by wire russo desde a decada de 80, mig 29 voa a 62.500 pés NA EXTRATOSFERA, quem acompanha?Iuguslávia na decada de 90 ordem para pilotos da otan (eua,gra-bretanha,alemanha, frança,etc) evitar combate com mig29, autorização para fugir, isto contra os maus treinados pilotos bósnios, brasil tem comprar aeronave rústica, barata, e respeitada, a unica solução t50…

  7. Ricardo Silva disse:

    O Lockheead Martin F-35 Lightning II, assim como o F-22 Raptor, o J-20 ou mesmo o T-50 é um caça de 5ª geração, com tecnologia stelth e não um 4,5ª geração como o EADS Eurofighter Thyphoon. O Dassault Rafale F4, evoluiu com seu radar AESA, o acréscimo de uma multi-detecção por infravermelho e melhorias em seus armamentos, mas, só isso, perderia feio em um confronto com caças de 5ª geração. É difícil imaginar a FAB em busca de um monoturbinado SAAB Gripen NG e ouvi-la dizer que seria o melhor vetor para o Brasil. A escolha deste caça bate em cheio com a falta de critério técnico e visão futurística para a perfeita sincronização do sistema defensivo brasileiro. Em pleno século XXI ainda se fala em monoturbinados e turbofans como se fossem jóias aeronáuticas. O Brasil busca montar um museu aeronáutico ou se compromete a mudar a situação da FAB? Qual é realmente o objetivo desse FX-2/3 de Dilma Rousseff? O Boeing F/A F-18 Super Hornet, de 3ª geração, seria a solução que o Brasil procura? Acho tudo isso muito obscuro e falta um planejamento estratégico para buscar a melhor plataforma e os pacotes necessários à evolução da FAB. É a soberania nacional em jogo, é o Brasil que se arma em prol de sua segurança e isso não é errado, não é pernicioso, não é vergonhoso. Se a Europa e os E.U.A. encontram-se em crise, isso não é pertinente ao Brasil em termos de soberania. Essa crise poderá facilitar ainda mais as negociações e fim. O governo brasileiro precisa ser mais objetivo e financiar o sistema defensivo como é necessário. O corredor aéreo não poderá ficar por mais tempo à mercê de inimigos e isso é uma realidade fria e crua.

    • Carlos Ferreira disse:

      Ricardo Silva, concordo com sua argumentação e também partilho das mesmas preocupações, mas para mim não há melhor solução no momento que não seja o Rafale (F4), inclusive porque este também pode ser lançado e recolhido pelo NAe São Paulo. As aeronaves de 5ª geração ainda estão em desenvolvimento, mesmo o F-22 que recentemente apresentou sérios problemas de perda opracionais. Defendo que o Brasil deveria se associar a um dos programas no âmbito dos BRICs (J-20 ou T-50), para vir a possuir um caça de efetiva superioridade aérea, no médio prazo. Acredito que pela experiência de intercâmbio tecnológico com a China, como o bem sucedido Programa CBERS (Chine-Brazil Earth Resources Satellite), bem como pela experiência operacional das parcerias da Embraer na China, a opção pelo Programa J-20 seria a melhor. Não podemos esquecer os enormes avanços tecnológicos obtidos recentemente pela China na área aeroespacial.
      Abs,
      Carlos

  8. O Dassault Rafale F4 e não o F3, assim como o EADS Eurofighter Typhoon, poderia “quebrar um galho” e manter a soberania nacional sob guarda, embora não satisfaçam plenamente as exigências tecnológicas do século XXI. A grande vantagem da EADS é a parceria tecnológica e financeira com a EMBRAER na aquisição e manutenção dos AMX e agora os AMX1 da FAB. A Dassault também forneceu os Mirage 2000 (precursores do Rafale), mas, sua ligação com o Brasil é mais frágil e existe aí a dificuldade em se cumprir compromissos assinados. Já por outro lado temos a Boeing com seu caça de 3ª geração, caminhando para a aposentadoria, o F/A F-18 Super Hornet, com um congresso antipático a tiracolo, mas, com um ponto positivo a frente: muito simpático à presidente Dilma Rousseff. A FAB ainda esboça um sorriso para o SAAB Gripen NG, uma ligação desprovida de razões, mas, enfim, ainda não se definiu o candidato e tudo será possível a partir daí. Bater na tecla do caça de 5ª geração ainda é a tônica de todo o brasileiro que lê, conhece e se interessa por aeronáutica. Acho muito difícil que o governo opte por um vetor tecnologicamente avançado em detrimento ao custo de manutenção do mesmo. Um projeto de 5ª geração exigirá a modernização de todo o aparato de apoio ao mesmo e isso gera custos. O Brasil prefere recondicionar as sucatas a um custo estratosférico, manter as padronizações ultrapassadas de seus centros operacionais, que encarar novas tecnologias e ficar como o Hugo Chaves, travado por não conseguir colocar no ar caças tão avançados. Tudo é uma questão de planejamento, nada se faz por fazer. Acredito em uma solução plausível, desde que se faça uma boa escolha e que se tenha em mente que essa dita escolha terá reflexos futuros. Observar o que a Índia faz com seu aparato de segurança é uma diretriz, mas não um ponto de definição. O Celso Amorim precisa coçar mais a cabeça e pensar com propriedade senão a FAB morrerá na praia.

    • Carlos Ferreira disse:

      Ricardo, o problema é que as graves deficiências da FAB não se restringem somente à aviação de caça, apesar desta ser a mais importante. Veja o caso do treinamento primário na AFA, ainda feito com o T-25 (Universal) ou o treinamento avançado, na mesma AFA, por incrível que pareça ainda feito com o T-27 (Tucano), com sistemas e tecnologias da época da 2ª Guerra. Quase nada disto pode ser aproveitado ao ser feita a transição para aeronaves com as novas tecnologias atuais.
      Abs,
      Carlos

  9. O Chengdou J-20 chinês é um protótipo nada confiável, embora seja a cópia perfeita do F-22 Raptor americano, já o Sukhoi T-50 vem de uma linhagem bastante conhecida e traz consigo a India como parceira. Para o Brasil seria interessante a associação nesse PAK/FA russo, para que os dividendos sejam mais promissores e possivelmente tragam “royalts” ao Brasil. Os “Offset” virão com certeza e serão diferentes dos apresentados até então no FX-2/3. Sou Sukhoi.

  10. O cruzex V em 2010 mostrou a defasagem tecnológica que já existia entre o Brasil e os EUA, embora aqui só se viu os F-16C do 120th Fighter
    Squadron da USAF em ação.A França como estava de olho no programa de reaparelhamento da FAB, aproveitou a oportunidade para trazer o
    seu Dassault Rafale F-3 B e o Chile, como tinha adquirido os F-16D usados, queria colocá-los à prova.Percebe-se claramente que os EUA
    queria brincar de caça x caçador com os vetores de 3a.geração e, claro, não trazer tecnologias que humilhassem ou mostrassem todo o seu
    potencial bélico perante os caças da região.O Brasil como sempre veio de F-5EM e os AMX, vetores totalmente obsoletos no senário de defesa
    aérea mundial e a mídia local, é claro, enalteceu essas duas plataformas, dizendo que houve registros de parabenização ao Brasil por parte
    dos pilotos norte-americanos, principalmente em relação aos AMX.Tudo isso não passou de uma encenação grosseira para encobrir a deficiência
    de nosso espaço aéreo e seus vetores que o guardam. É simplesmente vergonhoso tudo isso.A discrepância era gritante: enquanto os EUA brincavam,
    a FAB trabalhava com o melhor que tinha em mãos e se vangloriava de seus feitos, um verdadeiro vexame internacional.Imaginem o que a RAAF da
    Inglaterra e mesmo outros países europeus mais avançados em termos de tecnologia aérea de policiamento territorial pensaram sobre isso.Hoje
    quando se fala em Dassault Rafale F-3 como uma peça interessante ao Brasil nesse FX-2/3, pensa-se logo que o mesmo não passa de um Upgrade do
    velho e cansado Mirage 2000, Uma plataforma com uma sobrevida esticada ao limite.A Lochheed Martin americana não deveria estar fora desse
    FX-2/3, assim como a russa Sukhoi. A SAAB com seu Gripen NG, deveria estar há muito tempo com suas malas prontas e de longe é o que o Brasil
    necessita para a FAB, um projeto rascunhado em uma velha prancheta surrada e além do mais,com uma monoturbina ridícula. A Boeing já se associou
    a Lockheed Martin para a criação do F-22 Raptor e possui um grande potencial aeronáutico, embora, seu Super Hornet F-18 também esteja em fim
    de carrreira. O Brasil poderia exigir da Boeing o EA-18G Growler, uma plataforma high-tech mais avançada, que poderia ser de 4,5a. geração.
    Tudo é uma questão de saber colocar a questão e sua ordem de prioridade. Um grande abraço à todos e ao nosso exmo.redator deste que tanto nos
    presenteia com suas colocações extraordinárias

    • Carlos Ferreira disse:

      Luiz Carlos, é muito bom participar deste nosso grupo de discussão onde o amor ao nosso País e o agudo sentimento de brasilidade, nos une na busca do que cada um de nós entende ser o melhor para a nossa capacidade de defesa e claro, desenvolvimento tecnológico do Brsail. Como expresso na 2ª Edição, da Estratégia Nacional de Defesa (http://www.sae.gov.br/site/wp-content/uploads/Estrat%C3%A9gia-Nacional-de-Defesa.pdf):
      “A estratégia nacional de defesa é inseparável da estrtégia de desenvolvimento. Esta motiva aquela. Aquela fornece escudo para esta. Cada uma reforça as razões da outra. Em ambas se desperta para a nacionalidade e constrói-se a Nação. Defendido, o Brasil terá como dizer não. Terá capacidade para contruir seu próprio modelo de desenvolvimento”.
      Quanto Gripen NG, me parece que somente certa mídia nativa o considera a melhor opção. Imagine, um país com as nossas dimensões + a Amazônia Azul, defendido por um equipamento mono-reator!! É para rir (ou chorar).
      O F-22, ainda não “full” operacional, tem a exportação proibida, inclusive para Israel.
      O Boeing EA-18G Growler, que substituiu o Northrop Grumman EA-6B Prowlers, é uma aeronave de guerra eletrônica e não uma F/A.
      Teimo em insistir no Rafale F4, a nossa melhor opção no curto prazo e, para médio/longo, um caça de 5ª geração no âmbito dos BRICs (o Sukhoi T-50 ou o Chengdon J-20).
      Como nossas demandas de defesa são muitas e o momento me parece bastante propício, gostaria de convida-lo e aos outros participantes que comentem também outros posts associados com o tema, como aqueles referentes a dimensão naval.
      Forte abraço,
      Carlos

    • vancley disse:

      Sr. Luiz, o EA-18g growler, não é um caça de combate dog fighter nem de interceptação, dos quais o Brasil nescessita, ele é na verdade um f-18 super hornet equipado com sensores anti medidas e de guerra eletronica, nossa força aerea esta um pouco (nem tão pouco assim) defasada em quantidade de equipamentos, mas não em qualidade, de material humano, e acima de tudo treinamento, os poderosos mirages 2000 da arme de l’air passaram vergonha diante dos nossos velhos mirages III na operação mistral 2, isso por que eles contavam com radares pulso dopler top de linha! A tal RAAF dos principes que nunca virarão reis, utiliza várias derivações do caça Harrier desenvolvido na decada de 50 e apenas recebendo evoluções ao longo desses 62 anos, tendo em vista que trata-se de um avião sub-sonico, e que o principio do combate aereo se define na velocidade, acredito que escolheu mal o exemplo para ridicularizar nossa força aerea, o f5m talvez conte com melhor avionica que os harriers britanicos, e os poucos typhoon que operam na RAAf talvez superem o f5m apenas por conta do super cruise, a embalagem é feia mas o produto por baixo da fuselagem é top, quanto aos elogios aos pilotos envolvidos no exercicio, foram reais devido a grande experiencia e capacidade dos FABulosos guerreiros envolvidos, o indice de operacionalidade (nem sei se este termo existe), da nossa FORÇA é muito alto, poucos avioes mas sempre prontos para voar, não se engane com merchandising, o cinema sempre diz que os americanos são os tops na aviaçao, mas os numeros mostram a russia como a mais letal, Santos Dumont voou no centro de paris na presença de varias pessoas foi ate filmado, mas muitos acreditam que os irmãos wright inventaram o avião, midia!

      • Carlos Ferreira disse:

        Sem falar que os Typhoons (Eurofighters) não estão operacionais para a condição ar-terra. Estão limitados (ainda) a utilização ar-ar. Por não ter conseguido projeção no mercado externo, estando limitado ao grupo do consórcio europeu (Reino Unido, Alemanha, Espanha e Itália), corre o mesmo risco do seu irmão mais velho, os Tornados, isto é: não ter futuro.
        Pelos astronômicos custos e riscos envolvidos, acredito que o Typhoon seja o último projeto de caça feito na Europa, que deverá passar a condição plena de cliente da indústria norte-americana. A exceção talvez seja a França, se esta perceber a importância e urgência para a sobrevivência de sua indústria, da construção de uma parceria estatégica com o Brasil, a exemplo da que a Rússia tem com a Índia.
        Forte abraço,
        Carlos

  11. Carlos Ferreira, parabéns por esse blog! As opiniões aqui presentes nos dá a sensação que estamos em meio a profissionais, pessoas que sabem o que dizem e isso é muito bom levando-se em conta que no brasil existem muito poucos formadores de opinião, principalmente nesse setor aeronáutico de defesa. É gratificante e prazeroso ler cada linha desse seu blog.

  12. Carlos Ferreira, bom dia! O problema maior de se focar no Dassault Rafale F4 e não no F3, como ocorre no FX-2/3, é o seu custo / benefício extremamente alto, muito superior ao que a India estaria negociando com a Dassault e embora tenha melhorado muito com o radar AESA e mudanças na aviônica, continua não sendo um caça moderno e seu DNA provém do velho e cançado Mirage 2000 como todos nós sabemos. Falta-lhe a assinatura radar/stelth que na era atual é um fator de desequilíbrio. Por outro lado, me agrada bastante o seu formato em delta e não flexado, o que determina uma manobrabilidade incrível em combate, possui um trem de pouso extremamente robusto, principalmente no Rafale B, direcionado a porta-aviões e é um caça muito mais compacto que seus concorrentes, o que facilita muito o seu manuseio e manutenção. É um biturbinado e com uma autonomia bastante grande (3.893 Km), embora o combate atual tenha mudado bastante suas características e foge a todo o custo de um corpo à corpo, onde as aeronaves (caças ou VANTS) detectam o inimigo a quilômetros de distância e com seus laser e infra-vermelhos selecionam seus alvos e lançam mísseis teleguiados com precisão cirúrgica. Talvez devêssemos pensar na EADS como opção melhor que o Rafale, com seu Eurofighter Typhoon 2020, um caça muito mais barato, avançado e que já equipa várias forças aéreas européias, como a RAAF, por exemplo. O Boeing F/A-18E/F Super Hornet também poderia ser um dos caminhos menos espinhosos ao Brasil, desde que a empresa americana cumpra com seus compromissos de transferência de tecnologia e não se enrosque com seu complicado congresso. O que não se pode pensar mesmo é em um SAAB Gripen NG, um vetor retrógado e limitadíssimo, conforme todos aqui disseram. Espero que tudo se clareie. Um grande abraço.

    • Carlos Ferreira disse:

      Carlos Eduardo, muito obrigado pela gentileza dos seus comentários. É muito bom termos cada vez mais participantes, ajudando a divulgar e a melhor compreender as questões ligadas à Defesa, fundamentais para assegurar ao País uma condição de protagonista neste nosso mundo cada vez mais instável. A outra opção, oferecer vassalagem aos “senhores do mundo”, deve ser rechaçada.
      Quanto às alternativas, por você apresentadas, me permita comentá-las:
      1) Somente o Reino Unido, a Alemanha e a Itália têm em seu inventário o Eurofighter Typhoon, que no teatro de oprações da Líbia, foi amplamente superado pelos Rafales. Com a entrada em operação dos F-35, a tendência será o desaparecimento desta aeronave. Pode-se dizer que as limitações a este Programa, são as mesmas que selaram o destino dos Tornados. Isto é, vendas restritas aos países (poucos) do consórcio projetista. Por outro lado, esta opção já está descartada do certame F-X 2/3.
      2) O F/A-18E/F Super Hornet, é um projeto da década de 70 (célula), não permitindo mais qualquer desenvolvimento. Por outro lado, trata-se de uma aeronave pesada, impossível de utilização no NAe São Paulo. Mas para mim a maior de todas as questões é a certa limitação na transferência de tecnologia. Não devemos esquecer que fomos proibidos pelos EUA de vender um expressivo lote de Super Tucanos à Venezuela, devido a simples presença de componentes fornecidos por empresas norte-americanas.
      3) Não temos mais tempo para a curto prazo, para sonharmos com uma aeronave de 5ª geração no Programa F-X2. Portanto, a nossa única opção é o Rafale.
      Forte abraço,
      Carlos

  13. A RAAF adquiriu em 2010 o Boeing F/A-18E/F em sua versão Growler, em um total de 24 aeronaves, sendo que a USAF em 2009 adquiriu 629 Super Hornet em várias versões, demonstrando que o vetor da Boeing não é tão ultrapassado assim e nem está se aposentando como dizem alguns. O Brasil não estaria mal servido com esse caça de 3ª geração, mas também, não estaria na vanguarda entre os caças do século XXI. O Dassault Rafale F-4 traria ao Brasil uma autonomia maior, distanciando os EUA de seu caminho e traria com certeza um pacote de offset mais recheado. Não há interesse por parte dos EUA em armar a América Latina com tecnologias de ponta, afinal, o seu poderio aeroespacial é irrefutável e isso faz com que o mesmo não queira armar outras regiões onde há algum interesse geográfico. O petróleo é o principal deles. Por aqui há esquerdistas que ainda preocupam os EUA e isso tem peso político.

  14. O Brasil carrega consigo um gasto estratosférico com a manutenção de seus velhos e obsoletos vetores, sem qualquer finalidade, pois, ainda se utiliza do EMB-314 Super Tucano, um turbofan, como treinador de acesso aos AMX1, aos Mirage 2000 e aos Douglas Skyhawk A-4 MKU, um horizonte de defesa aérea extremamente defasado. Se não temos vetores compatíveis para absorver o corredor aéreo com propriedade e estabelecer os limites de nossa soberania nacional, para que serve tudo isso? Com os atuais caças existentes no Brasil a FAB não consegue gerir o seu papel de guardiã territorial e seu “status quo” atual é de um simples expectador. Ter uma força aérea somente para fazer shows em período de festas, não é a tônica, não é o que o território brasileiro necessita. Existe potencial em nossos pilotos de caça, mas, pouco se aproveita disso. Há no mercado treinadores leves como o EADS MAKO e o M-346 AADA que realmente treinam pilotos de caças avançados e não são plataformas a hélices ou turbofans. Nota-se claramente que a FAB abaixa a sua cabeça e cochicha ao comentar sobre o futuro desse FX-2/3, falta-lhe a coragem de se posicionar favorável a esse ou aquele vetor, pois, o governo que tem a ultima palavra nesse processo licitatório não se pronuncia e não lhe dá o devido respaldo. Não são somente os caças e sim toda uma conjectura a ser determinada para que o Brasil tenha realmente a proteção de seu território. É crítico e preocupante tudo isso. Que Deus nos ajude.

    • Carlos Ferreira disse:

      Gusmão, nossas angústias são compreensíveis, afinal, amamos nosso Brasil e desejamos o melhor para nosso Povo, principalmente a liberdade.
      Vivemos hoje numa democracia, apesar de ainda ainda frágil. Portanto, embora a FAB saiba de todos os problemas que a afligem, a decisão é do MD, isto é, do governo federal constitucionalmente eleito. Por outro lado, a mídia tradicional tupiniquim, luta contra qualquer ação positiva que vise prover as FFAA brasileiras de meios no estado-da-arte. Eles sim, a mídia tradicional, nos preferem com equipamentos para “paradas cívicas”!
      Que bom seria se a AFA pudesse utilizar os A-29 Super Tucanos, com sua suíte de aviônicos e sistemas de alta tecnologia, no treinamento avançado de seus pilotos, na verdade a situação é de penúria uma vez que, o equipamento utilizado ainda é o velho T 27 Tucano, dotado de tecnologias similares as do P-47 da II Guerra Mundial.
      Pelo que tenho acompanhado do processo da modernização dos A-1M + F-5M (FAB) e A-4 (Marinha), estes vetores passarão a ter reais capacidades táticas de combate, passando a ser um importante componente para a atuar em conjunto com os futuros F-X 2/3, de acordo com os respectivos requisitos de missão. Cabe ressaltar ser o Super-Tucano, turbohélice, a melhor aeronave de combate, na sua categoria, no mundo.
      Abs,
      Carlos

  15. Quanto tempo as empresas aéreas, Dassault, Boeing ou mesmo a SAAB, levariam para entregar os caças que o Brasil se propôs a adquirir? Esse tempo, com certeza, seria suficiente para que o vetor adquirido se tornasse obsoleto, principalmente se a respectiva compra se basear em caças de 2ª, 3ª e 4ª gerações. Há um risco extremo em se comprometer a performance da FAB em termos de guardiã do território brasileiro por conta de cronograma. A Associação do Brasil ao BRICs, visando a aquisição do J-20 chinês ou o T-50 russo, seria o caminho mais concreto e deixaria a FAB em um patamar ideal durante um bom tempo. Os centros operacionais encontram-se defasados por conta dos vetores antigos que ainda se encontram em atividade e também necessitariam de uma ressuscitação, enfim, o Brasil precisa tomar uma resolução com vistas ao futuro e não se basear em paliativos que logo se somarão as já sucateadas aeronaves que aí estão.

    • Carlos Ferreira disse:

      Waldecy, embora o cronograma não seja conhecido, eu arriscaria dizer que se a escolha do vencedor fôsse em dezembro/2012 (qualquer dos 3), o Contrato seria assinado em dezembro/2013, com o 1º lote (feito no exterior) sendo entregue em 2018, passando então a produção a ser feita no Brasil.
      Forte abraço,
      Carlos

  16. O NAe SãoPaulo que tanto se fala aqui nesse blog é o que o Brasil tem de melhor, embora lá esteja o A-4 Skyhawk e os Eurocopter AM-39 Block I em final de vida. Sei que existe uma previsibilidade para se adquirir o Sikorsky S-70B e o Eurocopter EC-725, mas, em 2013 vem mais uma sucata para ser modernizada, especificamente o Grumman C-1A Trader. Veja bem, o porta-aviões é usado, os vetores são usados e vem logo a pergunta: Os EUA iriam dispensar algo que para eles não fosse obsoleto?
    A marinha e a aeronáutica convivem harmonicamente com vetores ultrapassados e precisavam mudar isso de uma vez por todas. No mar o que comanda hoje são os submarinos, muito mais letais e furtivos. Uma plataforma marítima recheada de caças como o NAe São Paulo, se torna um alvo muito fácil aos VANTs, aos caças de 5ª geração e também aos submarinos nucleares. O Brasil precisa de um sistema de detecção por varredura de alta tecnologia no centro do país, em Brasília, por exemplo, para lançar os caças concentricamente sobre o inimigo e que acionasse com precisão toda a frota marítima e que esse centro de recepção e comunicação não fosse acessível ou detectável para ataques inimigos. A importância de ser no centro do país é que daria tempo para contra-ataques de aeronaves invasoras. O Chile, por exemplo, possui um centro observatório no Atacama, voltado a observações estelares e sua natureza militar de detecção e varredura territorial é constantemente questionada. Há 11 (onze) montanhas ou picos no Brasil que poderiam compor nosso sistema de detecção. Uma pergunta que fica: Há algum radar militar de alta tecnologia instalado no Pico da Neblina? Quantos satélites de uso militar foram lançados no Brasil até agora? São situações que poderiam estar ajudando e compondo o sistema defensivo. Há inúmeras perguntas e questionamentos que morrem na burocracia brasileira. Um grande abraço à todos e ao criador desse blog.

    • Carlos Ferreira disse:

      Waldecy, o NAe São Paulo, não é a “velharia descartável” que a “briosa” mídia nativa tenta impingir, como sendo uma sucata flutuante cheia de problemas e inútil. Trata-se do mais importante meio da Marinha do Brasil (MB), que passou por um grande e desafiador retrofit, implementado com total sucesso pela MB no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro.
      Chega um momento em que um país tem de decidir qual destino deseja, torna-se um protagonista mundial ou se encolher em insignificância no cenário internacional.
      O NAe São Paulo tem uma missão importantíssima, fazer a transição do NAe Minas Gerais, sucateado em uma paria perdida na Índia (infelizmente), para o futuro novo porta-aviões a ser construído no Brasil, que eu espero tenha propulsão nuclear.
      Quanto ao sistema de defesa aeroespacial, o Brasil já o tem, o Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (COMDABRA), com uma rede de radres fixos de defesa espalhados pelo território nacional. O problema deste tipo de configuração é o grande inimigo natural dos radares: a curvatura da terra. Aqui então aparece a nossa maior vulnerabilidade, a falta de satélites próprios civil/militar. Nas privatizações feita pelo sr. FHC, a nossa Embratel passou para mão mexicanas, estando hoje sob controle da América Móvil do sr. Carlos Slim. Assim, inacreditavelmente, as Forças Armadas brasileiras, bem como o próprio Ministério de Defesa, Itamaraty e demais órgãos do governo federal, que fazem uso de sistemas seguros de comunicação, incluindo imagem, internet e dados sigilosos, encontram-se nas mãos de uma empresa estrangeira, com todos os riscos inerentes aos interesses do país. Isto também impossibilita a adequada utilização dos sistemas de datalink existentes nas nossas aeronaves, sistemas C2, navios e outros. Algo impensável em qualquer país do mundo, mas que aqui foi feito.
      Abs,
      Carlos

  17. Uma pergunta pertinente e que me aguça a curiosidade: Além da aviônica, o que a EMBRAER fez para esticar a vida dos AF-1 Skyhawk do porta-aviões NAe São Paulo, que será devolvido em 2014? Esse Douglas foi equipado com o famoso e eficiente AESA com datalink BR da FAB ou foi o EL/M-2032 visando apenas alvos navais? Particularmente acho-o estranho com sua famosa “corcundinha”, mas, ainda acredito em seu potencial para os porta-aviões, pelo seu tamanho compacto, estilo arrojado e indiscutivelmente robusto. Espero que o seu substituto seja eficiente e que tenha características iguais ou melhores.O Douglas AF-1 Skyhawk veio com a mesma deficiência do Lockheed Martin & Boeing F-22 Raptor, ou seja, falha na oxigenação do cockpit, onde o piloto desfalece colocando a vida e o vetor em risco. Acredito que o armamento tenha mudado para melhor, pois há uma parceria Índia / Brasil / África do Sul que promete bons resultados. O que você me diz Carlos Ferreira?

    • Carlos Ferreira disse:

      Alencar, é muito bom olharmos também para a Força Naval. No Programa de Modernização dos A-4 Skyhawk, designados na MB como AF-1 (monoplace) e AF-1A (biplace), estão incluídos os seguintes itens principais:
      • Revisão Geral das aeronaves (PMGA);
      • Novo radar com inúmeras capacidades (Elta 2032), com capacidade ar-ar e ar-superfície;
      • Sistema OBOGS (On Board Oxygen Generation System), que gerará o oxigênio proveniente da atmosfera para os tripulantes, sem a necessidade de abastecimento das atuais garrafas de oxigênio;
      • Novo sistema de geração de energia, com a substituição dos atuais geradores e conversores;
      • Novos rádios para realizar, automaticamente, comunicação criptografada e que permitirá no futuro a transmissão de dados via data-link;
      • Sistema inercial (EGI) de última geração;
      • HOTAS (Hand On Throttle and Stick), mão sempre no manche;
      • Novo HUD (Head Up Display), que permitirá aos pilotos manter sua atenção para fora do cockpit.
      • Dois display tático 5”x7”, Color Multi-Function Display (CMFD) , que apresentará ao piloto as informações de missão através das “páginas” selecionadas;
      • Computador principal que executará todo cálculo de navegação e balístico, para o piloto poder empregar os armamentos (bombas, metralhadora e futuramente o míssil MAA-1B)
      • Revisão Geral dos motores.
      • Instalação do Radar Warning Receiver (RWR): possibilita à aeronave detectar e se evadir de ameaças, como mísseis e caças inimigos, o que aumenta a capacidade de sobrevivência da aeronave e a probabilidade de sucesso nas missões;
      • Instalação do 3º Rádio VHF: capacita a aeronave a operar seus dois rádios ROHDE SCHWARZ na transmissão de dados via data-link, enquanto permanece com a escuta dos órgãos ATC (Air Traffic Controler);
      • Revitalização do Piloto Automático: possibilita ao piloto gerenciar seus sistemas, permitindo maior concentração na missão imposta;
      • Integração do Radar Altímetro e do TACAN: facilita ao piloto focar a sua atenção em apenas um instrumento (a tela do CMFD que concentrará todas estas informações), aumentando assim sua consciência situacional quando operando do porta-aviões e quando voando em condições de voo por instrumento;
      • Integração dos instrumentos do motor: possibilita ao piloto receber os avisos aurais dos limites de funcionamento do motor, concentração das informações em uma única tela e melhor visualização das informações dos indicadores; e
      • Estações de briefing e debriefing: possibilita ao piloto condições de preparar melhor a missão, garantindo assim um maior aproveitamento, economia de utilização dos equipamentos aviônicos, melhor disposição das informações geradas em vôo para treinamento das equipagens e avaliação das missões.
      Forte abraço,
      Carlos

  18. O Sukhoi T-50 do programa PAK/FA russo possui algumas diferenciações em relação ao Lockheed Martin & Boeing F-22 Raptor e ao Jenghdou J-20 chinês. O sistema avançado de multi detecção por infravermelho e seu radar Tikhomirov NIIP, tipo AESA trabalhando em banda X no “nariz” do caça e em banda L nos bordos das asas, com um alcance de detecção de 400Km, são excepcionais para o tipo de combate que foi projetado. Possui uma boa velocidade final, ou seja, 2.600 Km / h (Mach 2.44, a 11.000m ISA) sempre necessária em um confronto e um sistema de armamento extremamente letal (os novos mísseis KTVR RVV-SD). Por outro lado sua autonomia é bem menor que a do Dassault Rafale F-4 e gira em torno de 2000 Km, necessitando reabastecimento terra /ar e sua envergadura de 78 m2 (asas) não é nada pequena e pouco interessante em um porta-aviões se comparada a outros vetores do FX-2/3. O Dassault Rafale F-4 B seria com certeza o melhor vetor para substituir os A-4 Skyhawk no NAe São Paulo. Para o policiamento amazônico eu não descartaria o SAAB Gripen NG monoplace, um caça leve e de boa autonomia. Nos centros operacionais em Brasília eu utilizaria o Sukhoi T-50 biplace com o máximo de poder de fogo e no Rio de Janeiro, Pirassununga e outros centros estratégicos eu optaria pelos Boeing F/A-18 EF Super Hornet biplace, aproveitando assim todo o potencial gerado no FX-2/3 com todos os offset que os acompanham.

    • Carlos Ferreira disse:

      Lucas, ótima análise e obrigado pelas infos trazidas a respeito da configuração radar do T-50, mas como já expressei em outros comentários, não há tempo ou estrutura técnica-industrial para nos aventurar, no momento, em na produção de uma caça de 5ª geração. Devemos sim, tão logo ocorra a decisão do Programa F-X2, que insisto, o Rafale é a melhor opção, nos associarmos a um dos parceiros dos BRICs, no Programa T-50 (Rússia & Índia) ou J-20 (China).
      Por outro lado, nossos recursos (humano/econômico/industrial) são bastante limitados, o que não nos permite pensarmos em um inventário composto de T-50s + Rafale F-4 + Gripen NG. Se conseguirmos no curto prazo, contar com o F-X2 + F-5M + A-1M + A-29 + A-4M, já passaremos a ter uma razoável capacidade de dissuasão. Sim, porque esta é a doutrina a ser seguida, como expressa na END.
      Forte abraço,
      Carlos

  19. Jaspion disse:

    O Sukhoi T-35 é um caça avançado, com um projeto de engenharia aeroespacial espetacular e poderia compor a FAB trazendo ao Brasil uma estabilidade em sua defesa territorial sem um custo estratosférico como o Lockheed Martin F-35 Lightning II ou o Dassault Rafale F-4. Descartaria o F/A-18E/F da Boeing, assim como o SAAB Gripen NG. Que o FX-2/3 traga a Rússia para a mesa de negociações.

  20. Esse infravermelho utilizado no caça stelth Sukhoi T-50 do programa russo PAK/FA é um espectro a laser. O laser possui seu espectro normalmente na cor azul e o infravermelho surgiu na depuração do mesmo, ou seja, uma evolução do que já existia. Ele poderá ou não estar ligado ao radar desse vetor e hoje ainda existe o dopler que acelera em muito a decodificação da imagem. O laser trabalha multipontualmente e poderá definir alvos distintos, tornando o radar com dopler ainda melhor na varredura e recepção de imagem. Todo esse sistema, além dos já citados mísseis teleguiados, faz com que o T-50 seja mais letal que o americano Lockheed Martin & Boeing F-22 Raptor e possivelmente até o Jenghdou J-20 chinês, que é a cópia fiel da plataforma americana. O caminho do Brasil, à partir desse Fx-2/3, é consolidar-se ao BRICs e em conjunto com a India e Rússia, alavancar a concretização desse vetor que certamente é o 5ª geração de maior impacto no meio aeronáutico de defesa. O seu projeto inicial se baseou em um monoplace, mas, no caso do Brasil e India, o biplace parece ser o melhor arranjo. A oxigenação do cockpit também parece não ser o problema desse incrível caça. Normalmente os vetores da Sukhoi são exageradamente grandes e esse volume alar desfavorece muito a manobrabilidade, mas, essa plataforma desenvolvida no PAK/FA russo compensou todo esse volume em detrimento ao empuxo gerado pelas duas possantes turbinas do mesmo.

  21. Amigos, acho que há aqui alguns enganos gramaticais ou tecnicos que acabam persistindo e é bom que saibamos o correto para que tenhamos qualidade nessas nossas eloqüencias e peço, por favor, ao nosso editor desse blog, sr.Carlos Ferreira, que apresente seu parecer para que possamos nos corrigir e melhorarmos nossa redação (esse blog merece um cuidado especial pela sua excelência):
    1-Afinal é Chengdou ou Jenghdou? Por que J-20? Sei que esse nome é derivado de uma região do território chinês.
    2-RAF (Inglaterra) e RAAF (Austrália) estou certo?
    3- Não existe uma continuidade de fabricação do AMX na Itália? AMX ou AMX1?
    4-A-4 ou A-4 MKU Skyhawk?
    5-F-5 E/F ou F-5M?
    6-A autonomia do T-50 é somente 2000 Km mesmo? Será que não há algum engano nesses dados?
    Obrigado e um grande abraço à todos!…

    • Carlos Ferreira disse:

      Sebastião, muito obrigado pela sua colaboração, que respondo a seguir:

      1) É “Chengdou”, originado de uma cidade do sudoeste da China, capital da província de Sichuan. Já o “J” vem de “Jian”, algo como “bem-estar” e o 20 certamente é o número do Projeto.

      2) Vc esta certo: RAF=Reino Unido e RAAF=Austrália.

      3) O último exemplar do AMX foi produzido em 2000. Ao longo da produção, a AMI (Aeronautica Militare Italiana) recebeu 136 AMXs enquanto a FAB, onde é denominado A-1, recebeu 56 unidades.

      4) O TA-4KU Skyhawk, denominado na Marinha do Brasil como AF-1A, possui dois assentos e o AF-1, um assento.

      5) F-5: o E/F significa um e dois assentos. O “M” é de Modernizado, atividade em andamento na unidade da Embraer de Gavião Peixoto, SP.

      6) O alcance do Sukhoi T-50 é de 5.500 Km (http://en.rian.ru/infographics/20120216/171345395.html).

      Forte abraço,
      Carlos

  22. Para quem desconhece o pacote oferecido pela Boeing ao Brasil, aqui vão alguns detalhes técnicos: São 24 (vinte e quatro) F/A-18E e 08 (oito) F/A-18F Super Hornet, tecnologicamente mais avançados e que desde 2007 são denominados Bloco II, já com um novo cockpit onde consta de um painel LCT (Liquid Crystal Touch) de 11×19 polegadas, com 40 a 150% de área de exibição de dados como informações de vôo e gerenciamento de batalhas, onde um novo conceito de Hardware chamado COTS encontra-se presente, com uma linguagem de programação de alto nível e interconexões de fibra ótica. Houve mudanças na aviônica e nesse pacote há um verdadeiro Joint Advanced Strike Technology constando de um radar AESA AN/APG-79; uma baixa assinatura-radar (RCS); um IRST ou sensor de localização e rastreamento; controles variados de armamentos de precisão como os 04 (quatro) mísseis ar-ar AIM-120 AMRAAM, somados a 01 (uma) bomba MK.84, mais 01 (uma) bomba MK.83, mais 02 (duas) bombas MK.82 ou outras opções a escolher, e ainda, um canhão Vulcan M61 de 20 mm; há também uma conectividade por Datalink 16 e redes de banda larga, demonstrando que todo o conjunto está preparado para multimissões. As duas turbinas GE F414 (EPE) com palhetas integrais de dois estágios, são capazes de gerar 20% a mais de empuxo e melhorar substancialmente a sua autonomia com os mesmos 1.360 Kg de combustível utilizados anteriormente. Um novo conceito foi trabalhado em cima desse vetor chamado de “Hard to See, hard to hit and hard to kill”, ou seja, “Difícil de ver, difícil de acertar e difícil de destruir”. Enfim, é um caça que se encontra em constante evolução e poderá inclusive vir na versão high-tech EA-18 Growler, bastando que se queira esse formato. Um grande abraço à todos.

  23. O Brasil, na pessoa do Ministro Celso Amorim e também a EMBRAER, já perguntou à China se a mesma se interessa por uma parceria no stelth Chengdou J-20? O nosso grande redator Carlos Ferreira, um verdadeiro mestre cerimonial, já fez acima uma bela exposição da imagem desse caça que a meu ver é mais limpa e muito mais interessante que os outros vetores de 5ª geração que se encontram no mercado. Não conheço a aviônica dessa plataforma aérea e muito menos o seu sistema de armamentos, afinal, o bloco chinês é fechado e não se abre a esses detalhes. Será que há alguma reportagem ou informação pertinente? Como é um simples protótipo, ainda não vi falar de seu potencial no campo de batalha e muito menos de sua manobrabilidade. Em princípio parece uma cópia muito fiel do F-22 Raptor americano. Quais turbinas promovem o seu empuxo, qual sua autonomia e que tipo de radar esse vetor utiliza? Qual o seu volume alar? Acredito que a China traria esse caça por um custo bastante interessante aos cofres públicos e, independente disso, a FAB não pode permanecer brincando de ser policial e montada em cabo de vassouras. Há um Brasil a se resguardar. Há riquezas potenciais em solo brasileiro que o mundo lá fora reconhece e isso acaba por trazer vulnerabilidade ao país. Em um momento de eleições e julgamento do indiscutível mensalão, um momento político delicado do país, não se espera que a coerente presidente Dilma Rousseff tome providências em relação a defasagem da FAB, mas, há sempre uma expectativa em se solucionar com a rapidez necessária esse vazio no corredor aéreo de defesa brasileiro. Nas condições atuais, qualquer vetor mais avançado que substitua as carcaças que se encontram nos hangares brasileiros, é interessante ao país.

  24. O que se observa na América Latina, em praticamente todo o seu continente, é um forte sentimento de patriotismo e uma tenacidade absurda no enfrentamento em disputas esportivas e no campo militar há também uma corrida armamentista para que não haja uma discrepância tão gritante entre as partes e isso não é um simples sentimento de orgulho nacionalista, é uma necessidade de proteção territorial. A FAB é consciente dessa necessidade, mas, é refém da burocracia e do pouco caso dos políticos com a soberania nacional. Na cabeça do brasileiro, gastar dinheiro com o Exército, a Marinha e a Aeronáutica é um desperdício, justamente por ser um povo extremamente pacífico, mas, essa mentalidade aos poucos vai dando lugar ao medo, a insegurança e a dúvida em relação a possibilidade de um ataque surpresa. Hoje o país é outro, há riquezas incalculáveis em seu solo e subsolo que podem estimular uma invasão. Ninguém se encontra livre de situações como essa no mundo atual, embora haja ainda um respeito mútuo que com o tempo e as deficiências mundiais, poderá se apagar. O poder aéreo é o melhor meio para se desestimular ações de pirataria internacional. A Argentina muito recentemente sofreu esse revés da Inglaterra e todo o globo terrestre assistiu a isso sem esboçar qualquer reação, inclusive o próprio bloco da América Latina e isso é assustador. A RAF hoje é uma das forças aéreas mais bem preparadas mundialmente e com os seus vetores muito bem cuidados tecnologicamente falando. Reconquistar as Malvinas foi como se tirasse um doce de uma criança, um absurdo sem precedentes no pós-segunda guerra mundial. Algum país europeu se oporia se fosse o Brasil no lugar da Argentina? A Inglaterra possui um “status quo” próprio e ninguém teria a coragem de contestá-la, inclusive seus aliados. Acorda Brasil!…

  25. Nesse programa de reaparelhamento da FAB FX-2/3, indiscutivelmente o melhor caça é o Dassault Rafale F-4 revigorado em sua aviônica e com o inquestionável radar AESA em seu arsenal de varredura. É o mais compacto de todos; testado em combate nas piores condições climáticas (deserto) com um ótimo aproveitamento; excelente autonomia; manobrabilidade excepcional; designer inovador; robusto; não tão desconhecido da FAB como os outros dois concorrentes; total abertura política na transferência tecnológica; bom armamento de combate, enfim, uma excelente plataforma e uma escolha inteligente para o Brasil. Essa situação em que todos se preocupam com a geração tecnológica do vetor e seu prazo de validade é irrisória diante dos benefícios que ele trará ao país. O Brasil não pode ficar regateando e tornando esse FX-2/3 uma incógnita. Excelência na concepção da arte e um vetor que trará um novo horizonte à FAB. Rafale F-4 e fim de papo.

  26. A França possui vários vetores de interesse ao Brasil, além do Rafale F-4 da Dassault Aviation, como os sistemas de defesa pontuais tipo MANPADS, mais conhecidos por Mistral, onde o deslocamento e o posicionamento de defesa anti-aérea é eficaz e amplamente favorecido em termos dinâmicos. Duas pessoas poderão executá-lo sem a mínima dificuldade e em qualquer tipo de terreno. O Rafale como é derivado do Mirage 2000, um vetor amplamente utilizado pela FAB, facilitará em muito a transposição e a pilotagem. O próprio Mirage se torna nesse aspecto um treinador. O que o Brasil não possui no momento para os caças da SAAB ou da Boeing, são os treinadores para caças avançados que a EADS e a Alenia / Finmeccanica desenvolvem e que são excepcionais e amplamente conhecidos em toda a Europa, ou seja, o MAKO e o M-346 AADA. De acordo com o Diretor do Consórcio Rafale no Brasil, Jean-Marc Merialdo, “o Rafale é uma aeronave madura, com o seu desenvolvimento completo”. É um caça que fará a diferença ao Brasil e dotará a FAB com um potencial ofensivo extraordinário. Tanto os biplace, como os monoplace, poderão compor o vazio que a FAB vem lutando para preencher há algumas décadas. A soberania nacional tem estado sem a devida atenção por parte dos políticos brasileiros e essa situação precisa ser resolvida com a máxima rapidez por Dilma Rousseff. A escolha do Rafale F-4 para a FAB é sem sombra de dúvidas a melhor.

  27. Notícia recente:

    10/08/2012 UOL Economia – Brasil adia compra de aviões de combate

    O ministro da Defesa, Celso Amorim, anunciou o adiamento do processo de compra de aviões de combate devido às dificuldades econômicas, durante uma entrevista publicada nesta sexta-feira (10) pelo jornal americano”Wall Street Journal”.
    “O projeto não está abandonado. Haverá uma decisão no momento oportuno. Mas no dia de hoje prefiro não fornecer uma data”, declarou o ministro ao jornal.
    “A situação econômica tomou uma direção menos favorável que o previsto e naturalmente isto requer prudência”, acrescentou.
    Amorim considerava até agora que uma decisão seria tomada neste ano. O Rafale do construtor francês Dassault Aviation compete com o Gripen do sueco Saab e com o F/A-18 Super Hornet da americana Boeing para conquistar este mercado de 36 aeronaves, avaliado em US$ 5 bilhões.
    “Não diria que há uma empresa favorita”, explicou o ministro. “A questão importante é saber quando o faremos e então examinaremos novamente as propostas. Temos a necessidade de renovar a frota, mas devemos responder em função das possibilidades do país”.
    A Força Aérea Brasileira (FAB) pede a cada seis meses aos construtores em disputa que renovem seu interesse pela contratação ao prorrogar suas propostas. Ela o fez novamente no fim de junho.
    O Estado francês apoia a oferta da Dassault, cujo Rafale aparecia como favorito em 2010 depois de um acordo entre Lula e o então presidente da França, Nicolas Sarkozy. Mas, com o fim de seu mandato, Lula deixou a decisão nas mãos de sua sucessora Dilma Rousseff.

  28. O Brasil sempre se posicionou na contramão em termos de defesa territorial e o soldo pago ao Exército, Marinha e Aeronáutica sempre foi irrisório e desestimulante. Os políticos brasileiros se esquivam quando há a necessidade de se votar emendas que favoreçam o sistema defensivo. Não se cuida nem do básico que é a pessoa humana do militar, como se espera que haja um futuro para nossas forças de dissuasão? É um país que nunca se preocupou em renovar seus vetores nos três segmentos citados acima, seus armamentos, sua tecnologia aeroespacial e muito menos o seu setor de inteligência militar. Tudo foi sucateando sem que houvesse uma mentalidade de se recompor qualitativamente o que se tornava obsoleto. Quando há esse tipo de postura é difícil se restabelecer todas as peças de uma só vez. O sistema de defesa territorial precisa evoluir juntamente com o país, senão o vazio vai se apresentando e colocando em risco tudo o que se construiu. Essas palavras de hoje do Ministro da Defesa, Celso Amorim, no Jornal UOL/Economia, demonstra claramente uma ineficácia do governo em resguardar a soberania nacional. A cautela não deveria estar centrada somente na economia e sim no sentimento nacionalista, onde todo um país resgata o seu poderio militar para a sua própria segurança. O território brasileiro necessita urgentemente de policiamento e as forças armadas não estão cumprindo com suas obrigações por conta de uma burocracia cretina e uma enorme má vontade política. Porque o mundo lá fora se encontra em crise, abrem-se as portas das penitenciárias? Porque o mundo lá fora se descuidou eu passo a deixar minha casa de portas abertas ao inimigo? O que se espera de uma resolução tão omissa como essa? O Brasil em sua totalidade merece respostas mais coerentes.

  29. Em 11/01/2011 O Stealth Chengdu J-20 (anteriormente conhecido como J-XX) acelerava suas duas turbinas WS -10A de 130 KN (a WS -15 de 146 KN já estava em desenvolvimento) para alçar um curto vôo inaugural de 18 (dezoito minutos) e estaria pronto para entrar em operação entre 2017 e 2019. Iniciava-se ali uma nova era do Instituto de Pesquisas No. 611 em Chengdu, na província ocidental de Sichuan, na China, que desde 1990 já trabalhava nesse sigiloso projeto. Seu comprimento de 20m e uma envergadura de 13m, em formato de asa-delta, mais parecia um F-111 Northrop americano para o observador, inclusive na cor. No cockpit observava-se um grande Head-up Display e monitores coloridos e os controles de vôo com o novo sistema fly-by-wire. Tudo muito moderno e de altíssima tecnologia. As baias para armamentos apresentavam espaços para mísseis ar-ar, do tipo PL-12 e bombas JDAM. A partir desse lançamento intrigante, demonstrando que houve um grande período de desenvolvimento com o respectivo caça já acabado e pronto para a utilização em combate, os EUA passaram a desconfiar de uma espionagem industrial e os temores dos vizinhos, mais precisamente o Japão, que já pleiteava o Lockheed Martin F-22 Raptor para a sua força aérea, muitas vezes negado pelos EUA, passou a ter um certo fundamento. A China a partir daí passou a merecer respeito e preocupação dos americanos, principalmente em relação aos aviões que decolam de Guam e também dos porta-aviões no Pacífico. Com certeza ainda ouviremos falar muito desse vetor.

  30. O BRICs (Brasil, India Rússia e China) foi criado para que os países participantes se fortalecessem e trocassem tecnologias entre si e o Brasil, inexplicavelmente, tem procurado buscar vetores para sua força aérea no bloco europeu ou americano. Há um contra-senso gritante nessa evasão, pois a China e a Rússia possuem tecnologias nesse setor e os três participantes do bloco assistem a isso sem entenderem o que se passa na cabeça do governo brasileiro. Essa proximidade não surgiu por acaso, houve todo um trabalho de diplomacia de anos a fio para que esses países reconhecessem a importância dessa interconexão. Indiscutivelmente o Brasil é o mais frágil participante desse bloco, principalmente por focar sua exportação em bens não manufaturados, não investir em pesquisas tecnológicas e derivar pouco investimento para o seu parque industrial. O momento seria crucial para alavancar o bloco e criar uma coesão onde todos se beneficiariam, principalmente o Brasil. Tanto o programa PAK/FA vinculado a Sukhoi, quanto o do Instituto de Pesquisas chinesas em Chengdu, denominado 611, poderiam suprir o Brasil de sua deficiência na área de defesa estratégica territorial. Há inclusive outros setores além da aeronáutica, como o exército e a marinha, que poderiam receber um universo de tecnologias desse mesmo bloco com um excelente custo-benefício. O Ministro da Defesa brasileiro, Celso Amorim, encontra-se perdido em suas andanças infrutíferas pela Europa e EUA, buscando as já sucateadas tecnologias ali existentes (raspas de tacho), para que a FAB permaneça no seu anonimato incômodo. Esses dizeres do dia 10/08/2012, mostra um Brasil com uma política unidirecional e fragilizada, o que não condiz com o crescimento e pujança que o país experimenta nessa ultima década. Que a presidente Dilma Rousseff consiga corrigir a tempo os rumos incertos que a política brasileira está trilhando no momento.

  31. O Ministro da Defesa brasileiro, Celso Amorim, encontra-se com uma venda nos olhos que impede que o mesmo enxergue o BRICs como a solução mais racional ao Brasil no momento. Tanto o Chengdu J-20, quanto o Sukhoi T-50, são caças perfeitos para compor a FAB com o que há de melhor em termos de tecnologia. É totalmente irracional o Brasil optar por vetores ultrapassados de 2ª, 3ª ou 4ª geração se o bloco Índia, Rússia e China, ao qual o Brasil encontra-se inserido, possui um caça de 5ª geração. É um raciocínio lógico optar-se pela melhor tecnologia, principalmente quando o alvo é a soberania nacional de um país. Tudo o que se disser fora do BRICs no momento é paliativo e desconexo ao Brasil. Haja o que houver, o Brasil precisa se impor em termos de segurança territorial e definir seu espaço aéreo com o que há de melhor, senão, permanecerá trocando bananas, incapacitado de definir-se estratégicamente e todo o esforço do FX-2/3 terá sido em vão. A FAB precisa adquirir um “status quo” internacional de uma força aérea combativa, com vetores extraordinários e assim, desestimular qualquer possibilidade de invasão territorial ao país. Um exemplo clássico é Israel, um país pequeno, sem grandes riquezas em seu território, em meio a um imenso estopim e todos os países daquele bloco o tratam com o devido respeito.

  32. Está aí uma boa pergunta: Por que o Brasil não buscou tecnologia no BRICs para o lançamento de satélites em Alcântara? Precisou passar pelo vexame de uma explosão, demonstrando claramente para a comunidade internacional sua imaturidade tecnológica, irresponsabilidade (matando pessoas inocentes) e deixando estampado a perda de tempo e bilhões de reais gastos sem qualquer finalidade. O sistema defensivo brasileiro precisa de cabeças pensantes e não essa imbecilidade, atropelo e descompromisso com o herário público. Faltou planejamento para essas ações e o engajamento político no BRICs. Celso Amorim encontra-se aquém do esperado.

  33. As palavras do Ministro de Defesa do Brasil no jornal americano foi uma agua gelada em todo o setor de defesa brasileiro, além de criar revolta nos patriotas de plantão. O Brasil não precisa e nem pode ficar pisando em ovos nesse reaparelhamento da FAB, pois, todos sabem que houve um sucateamento dos vetores existentes nos hangares há muito tempo. Essa corrida contra o tempo iniciou-se em 1998, época de início do FX e, já estamos em 2012, um período extremamente grande para haver dúvidas quanto a sua necessidade e qualquer movimentação em sentido contrário é mera especulação. Celso Amorim sabe como ninguém que o Brasil não pode esperar mais. Pelo raciocínio lógico esse vetor virá logo, ainda dentro desse ano, seja de que bloco for. O que se encontra totalmente incompreensível é a ausência do BRICs nesse FX-2/3.

  34. A situação começou a se complicar para o Brasil a partir do isolamento do Paraguai no bloco do Mercosul, uma estratégia política totalmente equivocada e antipática, sendo que o mesmo respondeu rapidamente abrindo seu território à instalação de um centro avançado do exército americano, que já estava de olho no Aqüífero Guarani, nos movimentos militares da América Latina e no petróleo produzido na região. Politicamente foi uma enorme perda e o retorno disso tudo é bastante temeroso. Além de todas essas gafes políticas, o Ministro da Defesa, Celso Amorim, em 10/08/2012, anuncia que não fará a aquisição dos caças para o momento e não definiu datas para o retorno das discussões nesse sentido, deixando a FAB uma vez mais órfã de pai e mãe. Os EUA se aproximam de nosso território, de olho nas jazidas de petróleo existentes no pré-sal e tantas outras riquezas de interesse mundial e o Brasil, montado em cavalos de pau e algumas pipas, sorri com suas falhas de dentes e, com sua velha e angustiante ingenuidade política. O momento é muito delicado e requererá maturidade. A recomposição da FAB com caças de 5ª geração derivado do BRICs e não outros, deverá ser acelerado ao extremo, custe o que custar. O FX-2/3 iniciou-se mal, houve uma má administração do mesmo e hoje o seu fim é o limite, morreu e não deverá ser ressuscitado. Inicia-se uma nova era, com mais objetividade e maturidade. O Brasil não pode no momento se dar ao luxo de errar, pois, já errou além da conta.

    • Carlos Ferreira disse:

      Gustavo, concordo plenamente quanto a uma solução dentro dos BRICs. Por todos os comentários aqui postados, acredito ser esta posição um consenso entre nós. Quanto ao Paraguai, me permita discordar, não havia outra saída e a solução encontrada pelos governos da Argentina, Brasil e Uruguai foi magistral, revertento uma jogada paraguaia muito arriscada para as cartas que tinha em mãos, ou que lhe haviam prometido. Como diz o ditado: “jabuti em cima de árvore foi enchente ou mão de homem”. Claro que lá não foi enchente. Me parece haver um claro objetivo de transformar o Paraguai em um imenso “porta-aviões”, estrategicamente “fundeado” no coração da América Latina.
      Politicamente foi uma grande vitória do Mercosul e da Unasul. O resto é discurso da mídia antipatriota que temos. Por sinal, ferrenha crítica de uma melhor remuneração e treinamento de nossos militares, o reaparelhamento das FFAA e do desenvolvimento de indústria nacional de defesa.
      Forte abraço,
      Carlos

      • Carlos Ferreira, A UNASUL e o MERCOSUL perderam muito com essa abertura territorial do Paraguai aos EUA e isso é inquestionável e lesivo aos interesses da América Latina. Politicamente essa presença americana vai incomodar e trazer ao bloco uma constante instabilidade. A coesão deste e os interesses nacionalistas ficarão sob a mira americana. Gostei de sua colocação em relação ao “fundeamento desse imenso porta-aviões no coração da AméricaLatina”, muito bem colocado.

  35. Sou plenamente favorável as ultimas elucidações desse blog, onde cessa de vez o programa FX-2/3 que foi uma piada de mal gosto e inicia-se um novo estudo dentro do BRICs exclusivamente. O Brasil ficará muito bem servido, terá um custo-benefício muito melhor e se tornará um dos poucos países a ter uma força aérea provida de caças de 5ª geração, o que lhe trará respeito internacionalmente e fará da FAB uma das maiores forças dissuasivas do globo terrestre. É isso que o brasileiro espera do senhor Ministro Celso Amorim. Quanto ao exercito e a marinha, aos poucos o Brasil vai incorporando vetores que também sairão do BRICs. Não há o porquê de ser diferente disso. Ninguém em sã consciência diria que o Brasil se encontra atualmente em uma boa situação, em termos militares. Há janelas e mais janelas abertas ao inimigo e esse chaveamento só ocorrerá ao longo dos anos, pois, houve um grande período de sucateamento que não se corrige da noite para o dia. Essa conexão com o BRICs precisa ser melhor aproveitada e trazê-los para uma negociação é bem mais pertinente. Dilma Rousseff não pode ser tendenciosa nesse momento da escolha desses vetores, vislumbrando um horizonte com os americanos, franceses ou suecos e sim, mostrar maturidade política e tenacidade para colocar o Brasil à frente de outras nações em termos de proteção territorial, buscando o que há de melhor: O BRICs e seus indiscutíveis vetores de 5ª geração.

  36. Infelizmente o governo Brasileiro fugiu do BRICs, deixou a EMBRAER de lado e estabeleceu um programa licitatório totalmente incoerente para a FAB, envolvendo empresas e vetores europeus / americanos totalmente ultrapassados, vetores esses de 2ª, 3ª e 4ª gerações, um caminho que se não for reavaliado será sem volta, sem objetividade e comprometendo a Força Aérea Brasileira, colocando-a em xeque e estabelecendo riscos a soberania nacional. As palavras ditas pelo então Ministro da Defesa, Celso Amorim, mostra o quão o governo se acha perdido nesse FX-2/3.

  37. O imperialismo americano está se aflorando a cada dia dentro da América Latina. Onde há jazidas de petróleo ou riquezas de interesse mundial, como o Aqüífero Guarani, por exemplo, ali se encontra instalada uma base do exército americano. Definitivamente o Brasil não poderá brincar na escolha do vetor que proverá a FAB suficientemente para o policiamento de seu imenso território. A aquisição de um caça de 5ª geração para proteção do território brasileiro fará muita diferença, mesmo frente aos EUA, que embora seja uma nação armada até os dentes, se instabilizou ao conhecer o caça Chengdu J-20 chinês. Concordo plenamente com o Ministro Celso Amorim, parando mais uma vez o programa de reaparelhamento da FAB. Os vetores oferecidos no FX-2/3 não condizem com os interesses nacionais e muito menos com a dimensão territorial brasileira. Ele é o comprador e somente ele escolherá o vetor que lhe convier e, faço votos que não seja nenhum dos três apresentados nessa licitação inicial. A consulta ao BRICs é o ponto capital e como o nosso Ministro da Defesa e a presidente Dilma Rousseff são coerentes, sei que repensarão essa possibilidade com muito cuidado.

  38. A impressão que tenho é que o Ministro da Defesa, Celso Amorim, encontra-se com amnésia e ainda não percebeu que se afastando do BRICs só terá sucatas nas mãos. Os europeus e americanos tratam a América Latina como terceiro mundo e jamais passarão tecnologias de ponta ao Brasil. Dentro do bloco ele terá poder mandatário, pois, é um dos componentes do mesmo e a negociação será entre camaradas e não empresas que tentam furar o olho do Brasil. O processo licitatório da FAB tem que ser encarado com uma previsibilidade em longo prazo, onde se busca a aeronave que ficará por um longo período em atividade, sem que haja a necessidade de substituí-la a curto espaço de tempo e mais, sendo um vetor de 5ª geração, não será colocado em xeque tão cedo, portanto, um bom investimento e que cobrirá nosso espaço aéreo sem grandes questionamentos. A nação brasileira precisa se recompor e a Marinha o Exército e a Aeronáutica são nossos cartões de visita. Quando essas três forças encontram-se bem há uma demonstração clara que o país é bem cuidado e que a população é tranqüila em relação a sua soberania nacional. BRICs sem sombras de dúvidas.

  39. Aguífero Guarani, Petróleo ou Política? Parece que esses três aí tem mexido com o Obama. Os EUA sempre desejaram montar uma base militar na América Latina e o Mercosul tinha afastado essa hipótese, mas, o Paraguai sempre teve uma política instável o que corroborou para que se chegasse a esse ponto. Infelizmente o bloco perde sua capacidade de gerir as crises, se impor diante de outras nações e o Brasil perde o status de comandante do mesmo. Os americanos estando aqui, conhecerão de perto nossas fraquezas e saberão que o bloco não é tão forte politicamente e nem militarmente. Há um vazio preocupante. Traçar seus planos de interesse será bem mais fácil e quando não há um sistema organizacional ou cabeças pensantes, há lacunas a se preencher. O Brasil precisa se cuidar. Um caça de 5ª geração é o mínimo que se exigirá para o Brasil nessas circunstâncias. O melhor caminho para o FX-2/3 é trazer a EMBRAER para a mesa de discussão. Até o momento essa única empresa brasileira de aviação ficou de fora, um contra-senso absurdo e em segundo lugar, direcionar-se ao BRICs para que dentro do bloco se busque a solução que o Brasil precisa. Esse Programa de Reaparelhamento da FAB bateu cabeça e o consenso está longe de ser alcançado, portanto, é necessário que se pare e se pense. Esse vetor não ficará aqui por uma década e sim por inúmeras décadas e todo o aparato de sustentabilidade em torno dele também. Uma resolução desse porte não pode ser tomada de ultima hora

  40. Nesse século XXI a palavra “SUPER” traz consigo um forte apelo de “SUPERADO”, como por exemplo, SUPER Tucano, SUPER Hornet… Só a EMBRAER acha o seu Tucano um “Super”, só a Boeing acha seu Hornet um “Super” e o restante do mundo certamente não os acha, principalmente o brasileiro, por que o auge dos vetores a hélices ocorreu na 2ª guerra mundial, onde a palavra “MACH” não existia. Hoje se fala em vetores com turbinas ultrasônicas e as hélices há muito foram parar nos museus, por que insistir na sobrevida de algo tão ultrapassado? Por que sair anunciando “um superavião”? Hoje a ALENIA e a FINMECANNICA possuem protótipos treinadores como o MAKO e o M-346 AADA que deixam o “Super Tucano” anos-luz atrás. A EMBRAER precisa se envolver com um projeto sério de caça avançado para o Brasil e não ficar dançando sobre um rabisco ridículo e sem futuro como esse EMB 312. Já não está na hora de crescer e assumir uma nova postura? Engenheiros aeroespaciais tem de sobra.

    • Carlos Ferreira disse:

      Antonio, o Super Tucano é uma aeronave excepcional, o melhor no mundo em sua categoria.
      Com sua robustez, manobrabilidade, grande capacidade de carga, a possibilidade de ser configurado para armamento convenciona ou inteligente e sensores especiais, itegrados a uma aviônica de última geração, pode ser usado na função de treinador avançado, a um custo operacional infinitamente menor que os modelos por voce citados.
      Com capacidades únicas de cumprir missões especiais, tais como: apoio aéreo aproximado, policiamento controle de fronteiras ou contra insurgência (COIN) pode atuar como principal vetor de 2ª linha de combate. Este avião foi projetado para atuar em condições severas, podendo ser desdobrado para bases remotas com quase nenhuma infraestrutura e apoio logístico. Sua comprovada excelente performance em ambientes hostis como a Floresta Amazônica, a Cordilheira dos Andes ou deserto do Atacama, são a prova cabal de sua excelência, e orgulho para a engenharia aeronáutica brasileira.
      Forte abraço,
      Carlos

  41. Carlos Ferreira, bom dia! O Super Tucano é a grosso modo um “Teco-teco” embrulhado em uma aviônica mais avançada e isso não faz mais sentido nesse século XXI. Pode até ser o orgulho da EMBRAER, mas, convenhamos, é melhor que o exército use um Legacy 500, não acha? A nação que invadir o nosso país não virá de Piper ou um TBM com certeza. Os pilotos que treinam com velocidades abaixo de Mach I não possuem condições satisfatórias para assumirem um caça de 5ª geração, ficam inteiramente limitados. Tire um motorista de dentro de um Fusca e o Coloque em uma Ferrari F-40, você acha que será a mesma coisa? Ele conseguirá pilotar a Ferrari com o mesmo potencial? O treinamento em vetores apropriados é fundamental e indispensável a qualquer piloto.

    • Carlos Ferreira disse:

      Ewerton, vamos por parte:
      1º) O excelente Super Tucano não é uma aeronave para supremacia aérea e sim para atuação específica como ataque e apoio a baixa altura. Dentro do planejamento estratégico da Ordem de Batalha, sua capacidade de ser desdobrado em diversos cenários é de grande importância tática.
      2º) A formação de pilotos de caça é feita por níveis, sendo no caso do uso do Super Tucano, em função da sua aviônica de última geração, facilitada enormemente para a transição para aeronaves superiores.
      3º) Para o Brasil, o sonho de um caça de 5ª geração esta ainda longe, independentemente de o considerarmos a melhor opção. Veja, hoje somente o F-22 esta operacional, ainda que não plenamente, e com exportação proibida. Os outros estão ainda em desenvolvimento. Mas, como exercício, vamos considerar que o governo decidisse por uma dessa aeronaves em 2015 (pois seria necessário uma nova licitação). O tempo necessário para as discussões contratuais/parcerias/confidencialidades/financiamentos/offsets/outros levaria uns 2 anos. As instalações industriais/qualificações/formação de pessoal/etc para produção no Brasil, mais uns 2 anos. A fabricação do 1º lote (provavelmente 4 aviões) que seria feita no país da empresa contratoda e a entrega/aviões em condição operacional, mais uns 4 anos. Teríamos assim os primeiros aviões disponíveis em 2023! Não há como esperar tanto tempo sem a existência de uma aeronave intermediária, no caso, de 4ª geração.
      Abs,
      Carlos

  42. Por mais que tentam camuflar sua defasagem, o Super Tucano é pagina virada na história da FAB e se tornou o ícone que reflete bem o atraso de nossa força aérea. A EMBRAER pode ter se superado no LEGACY 600, mas em termos de aeronáutica de defesa, o atraso é gritante. Desculpem-me os fãs do EMB 312, mais conhecido por T-27, mas por melhor que possam dizer sobre esse treinador ou “protetor de fronteiras” e por mais que tenham mexido em sua aviônica, não passa de um aviãozinho com motor a hélice e ideal apenas para compor um museu. Estou sendo apenas realista. Acho que esse preciosismo em torno dessa aeronave é mais uma questão de apego ao passado, onde ainda existia uma certa magia ou “glamour” nos aviões a hélices. Hoje é inconcebível dizer-se que esse é um “superavião”, conforme a mídia brasileira propaga. O Brasil precisa ter o senso do ridículo e evitar essas gafes que acabam projetando negativamente o país lá fora. Talvez para um país pequeno na própria América Latina, pouco populoso, pobre e com uma defasagem em seu sistema de defesa, o Super Tucano possa realmente ser um “super”, mas não para o Brasil que cresce vertiginosamente em riquezas (solo e subsolo), em população, possui uma das maiores bacias hidrográficas do mundo e em seu território há também a maior reserva florestal do planeta. Para o brasileiro formador de opinião, o Brasil se encontra a pé na condução do seu sistema defensivo. O Ministro Celso Amorim não mostrou ainda a que veio.

    • Carlos Ferreira disse:

      Primeiramente, vamos esclarecer, o EMB 312 Tucano, designado na FAB como T-27 e utilizado em treinamento, não é o EMB 314 Super Tucano, designado pela FAB como T-29 e por esta empregado dentro de doutrina específica para qual as excelentes caeacterísticas da aeronave são melhor aplicadas.
      Reafirmo: o Super Tucano não é uma aeronave para superioridade aérea ou interceptdor, não sendo destinado a estar apto a cruzar os céus do país em pronta resposta, por razões óvias.
      Pensar que aviões turbohélice não são úteis no cenário atual é cometer o mesmo êrro de avaliação que esta fazendo com que a US Navy esteja voltando atrás na decisão de eliminar submarinos diesel-elétricos de seu inventário. Em águas marrons (região costeira), submarinos nucleares tem pouca capacidade de manobra e ficam muito vulneráveis.
      Para aqueles que sob o famoso complexo do “vira-latas”, nos acham tão frágeis e ridículos, até em comparação com a vizinhos sulamericanos, eu sugiro que leiam a publicação: “Flap internacional”, nº 478_Aviação Militar na América Latina.
      Sistematicante tenho lido mensagens desqualificando o Ministro Celso Amorim, pois saibam tratar-se de um grande patriota e brilhante diplomata, responsável junto com o Presidente Lula pelo respeitabilidade e inserção do Brasil entre os players mundiais. Fruto da habilidade destos brasileiros, fundou-se os BRICS. Quando chanceler, Celso Amorim foi eleito pelos seus pares internacionais, o melhor chanceler do mundo. Eu sugiro esperar para ver o resultado da recente decisão de postergar (mais uma vez) a decisão sobe o FX. Talvez sejamos contemplados com o sonho da aeronave de 5ª geração.
      Por último gostaria de pedir-lhes que leiam o post referente ao cerco a nossa indútria de defesa, ali sim estão sendo formadas as maiores ameaças a nossa segurança e independência na área militar.
      Forte abraço,
      Carlos

  43. Vejo que aqui nesse blog há defesas extraordinárias para o Super Tucano, mas faço aqui algumas perguntas aos senhores: Quanto tempo levaria para esse vetor atravessar o país de fora a fora? Quanto tempo ele levaria para cobrir o território amazônico? Não precisa muita coisa para dizer que esse avião não atende o que o Brasil necessita. É um vetor superado para longas distâncias e não digo isso por autonomia e sim por velocidade no atendimento a uma invasão territorial. Manter um vetor desses para cobrir curtas distâncias não condiz com as dimensões de nosso país. Para simples manobras acrobáticas também não há finalidade em mantê-lo. Afinal, porque os senhores permanecem voltados ao passado se o presente exige tecnologias mais promissoras? A EMBRAER e os fãs de carteirinha ainda não acordaram para essa realidade? O Brasil é mal coberto pelos vetores que possui e isso é inquestionável.

  44. Miguel Zanola disse:

    Hugo Chaves ou qualquer outro presidente da América Latina gosta de ver o Super Tucano no ar, assim, não traz perigo para os seus Sukhoi T-35 ou F-16 e confirma a inferioridade aérea brasileira. Lembro-me bem quando o Brasil estava dando apoio logístico à Argentina quando houve aquele confronto de cinco minutos com a RAF e definitivamente passaram a falar inglês nas Ilhas Malvinas, uma vergonha. Será que emprestaram os Super Tucanos para “los hermanos” ou foram os F-5M / MX-1? Os Ingleses devem ter dado boas risadas. Se o Brasil não tomar a resolução de abraçar uma tecnologia de ponta, essa fragilidade vai continuar e virar piada. Parem de dizer que o Super Tucano é um “superavião” senão eu vou passar mal de tanto rir.

    • Carlos Ferreira disse:

      Miguel, não concordo em ridicularizar os argentinos pelos acontecimentos nas Malvinas, muito pelo contrário. Se os argentinos tivessem tido o decisivo suporte norte-americano em logística e informação através de seus satélites espiões, além dos franceses terem fornecido aos ingleses os códigos para interferência nos mísseis Exocet usados pelos argentinos, o resultado daquele conflito teria sido outro, e veja que haviam 2 submarino nucleares ingleses operando na área, o que paralizou a Armada Argentina após o desnecessário afundamento do cruzador Belgrano, saindo e já na borda da Zona de Exclusão estabelecida pelos ingleses.
      Os pilotos argentinos foram de um patriotismo, bravura e coragem, invejáveis, lutando em uma situação de grande desvantagem, no “cheiro de combustível nos tanques, e em um ambiente com clima extremamente hostil. Mesmo assim, com seus A-4Q Skyhawks e Super Étendards conseguiram inflingir pesadas perdas à Royal Navy, afundando ou danificando os seguintes navios: destróier HMS Sheffield (afundado); fragatas HMS Ardent (afundada) e HMS Antelope (afundada); navios de desembarque RFA Sir Galahad (afundado) e Sir Lancelot (avariado); destróier HMS Conventry (afundado) e o MV Atlantic Conveyor (afundado); RFA Sir Tristan (avariado) além do destróier HMS Glamorgan (avariado) atingido por um míssil lançado de terra. Convenhamos que não foi pouca coisa que aqueles herói hermanos fizeram.
      Abs,
      Carlos

  45. Miguel Zanola disse:

    A Embraer que me desculpe, mas, esse EMB-312 é uma pedra no sapato da FAB, pois foi a partir dele, que o governo achou que estava bem e não renovou a frota aérea brasileira. Concordo com o que disseram aqui nesse blog: Ele é um excelente treinador para os atiradores de baterias antiaéreas. O dia em que a Argentina revidar e querer de volta as Malvinas, o Brasil deveria emprestar novamente os Super Tucanos, com certeza a RAF voltará à trás e devolverá as ilhas por conta do medo de um confronto.

  46. Não vamos aqui ridicularizar o Super Tucano, afinal ele prestou bons serviços ao país e a EMBRAER é uma empresa respeitadíssima, inclusive internacionalmente. Os meus amigos que escreveram nesse blog também possuem suas razões, pois aviões a hélices são ultrapassados e hoje, inclusive, os treinadores americanos e europeus, são vetores turbinados com velocidades ultrasônicas e que favorecem a transferência do piloto para caças tecnologicamente mais avançados. Realmente um esquadrão dotado de Super Tucanos não fará frente aos caças de Hugo Chaves, aos caças do Chile ou mesmo aos Learjet dos traficantes, mas poderão sinalizar a invasão de nosso espaço aéreo, pedindo reforços ou fazendo algum mapeamento estratégico, ou ainda, servindo a Esquadrilha da Fumaça em Pirassununga, para shows aéreos. Esperar o que mais de um vetor como esse? O horizonte é amplo e irrestrito e, somente o nosso Ministro da Defesa, Celso Amorim, poderá preenchê-lo com alguma tecnologia. Espero que haja consenso e sabedoria nessa escolha. Que esse FX seja realmente o ponto capital da FAB.

  47. Falar em T-27 ou T-29 ou ainda, F-5M ou mais ainda, MX-1, é navegar em velharias, em sucatas e isso é o que a FAB faz diariamente, inclusive limpando-os, lustrando-os e estendendo-lhes a vida por mais alguns dias. A FAB vive hoje com alguns doentes terminais e a fatalidade virá mais dia ou menos dia, mesmo que haja um coro de choros pela frente, pois a longa convivência traz muito apego. O saudosismo em dar a partida movimentando manualmente as palhetas das hélices é o mesmo experimentado em um Ford 29. É triste deixá-los, mas é conveniente ao Brasil. Imaginem: “A FAB de pai prá filho desde 1910”… Acho que há muito museólogo pelo Brasil a fora e todos querem que o horizonte da Força Aérea Brasileira permaneça como está. É bom que se ouça a verdade de vez em quando, como esses sujeitos aqui tiveram a coragem de dizer, para que não se crie mais teias de aranha em nossos hangares. Carlos Ferreira, você é um sonhador e isso é o que o Brasil precisa, de pessoas positivas, idealistas e que queiram assistir a um horizonte melhor ao Brasil. Seu blog é dez. Parabéns!.

  48. Acho que os “hermanos” foram realmente bravos contra os Ingleses, mas a bravura somente não adianta, perderam as Malvinas e isso é irreparável. Não importa que os brasileiros também sejam bravos, o que importa é que tenham em mãos vetores acima dos AMX, dos Mirage 2000, dos Skyhawk, dos Mirage 2000, dos Super Tucanos e que consigam fazer frente aos invasores. Essa história de que foram bravos e resistiram até o fim, são justificativas de perdedores. A América Latina em sua totalidade não pararia a Inglaterra, e isso, é um fato consumado. É um país que há muito cuida de seu sistema defensivo e de suas tecnologias militares. Esse acontecimento é para ser gravado, aprendido e extraído algum suco que reflita para o futuro. Uma armada não se faz da noite para o dia, um território, seja qual for, deveria estar sempre resguardado e o dono de um imóvel nunca deveria deixar suas portas e janelas abertas facilitando a vida dos ladrões. A Argentina falhou em não ter investido em suas forças armadas, mantendo vetores defasados e o Brasil, mantém a mesma postura não tomando providências para mudar esse foco. Será necessário que haja um invasor para que se tomem providências? A Argentina perdeu muito e o Brasil também perderá se não acordar desse sono profundo. Ilmo.Sr. Ministro Celso Amorim, está ficando tarde demais!…Um bom sono. Bons sonhos. Boas idéias para o Brasil!…

    • Carlos Ferreira disse:

      José Carlos, não é verdade a afirmativa de que a Inglaterra aquela época venceria a AL unida. Saiba que se o alto comando argentino tivesse sido mais profissional e imediatamente construído uma pista naquelas ilhas, com alguma logistica, para a operação dos seu jatos a partir das ilhas, a frota inglesa seria contida a distância. Os ingleses estavam extendidos no limite de suas capacidades militares e logísticas, não aguentariam muito mais tempo longe de uma base de apoio (apesar da forte ajuda norteamericana), principalmente pela aproximação do inverno, quando operações aéreas e navais na região são extremamente difíceis. Mas havia um elemente naquele conflito que pela assimtria que significava, fez os argentinos vacilarem, trata-se dos 2 submarinos nucleares, armados com mísseis nucleares. talvez um dia sabamos quais eram as ordens do Almirantado inglês, para retaliar caso o porta-aviões HMS Hermes tivesse sido afundado pelos argentinos.
      Mas como voce também assinalou, a Argentina também falhou por não ter investidos nos seus meios. Hoje, 30 anos após, dentre as lições aprendidas, uma das mais fundamentais é que, uma Nação que não tenha um bom parque industrial e produza seus princiapis armamentos, tendo o controle das tecnologias sensíveis e empresas e pessoal qualificado, não terá qualquer chance no cenário militar, e isto não é um paradigma desta início de século, sempre foi assim desde as primeiras civilizações.
      Por outro lado, para este nosso grupo de discussão, cada vez mais interessante gostaria de colacar a seguintes questão: que país pode efetivamente ser uma ameaça real ao Brasil?
      Abração,
      Carlos

      Obs.: peço a todos que leiam os outros posts, existem temas importantíssimos a serem discutidos, como o cerco a nossa tenra indústria de defesa

  49. Acho estranho que um país como o Brasil, com as riquezas que possui, fique mais de dez anos nesse FX-2,3,4,5,6 sem definir o vetor que fará sua proteção territorial. Será que é tão difícil assim chavear uma porta que se encontra aberta? É fechá-la e ponto final. Ninguém em sã consciência acha que o Brasil está resguardado. Entendendo-se pouco de defesa aeroespacial, percebe-se que os vetores que a FAB utiliza são fracos. Há uma má vontade política muito grande e uma enorme irresponsabilidade para se reverter. Gosto de ler esse blog e degustar essas idéias que aqui nascem. Legal!…

  50. O T-29 já teve o seu glamour, foi e é amado por todos os pilotos da FAB inquestionavelmente, mas tudo é passageiro, as coisas precisam ser mudadas. Os EUA que são a maior força dissuasiva do globo terrestre descartam seus vetores, por que o Brasil acha que os seus aqui são diferentes? Essa mentalidade conservacionista é retrógrada em termos militares. Há evolução constante nesse setor e o Brasil precisa mais que nunca acompanhar isso de perto. A inteligência militar deveria ser o foco principal, onde o Brasil se utilizaria de satélites próprios para delimitar o seu território e definir um sistema defensivo com mais objetividade. Há muita dependência externa nesse setor. O Brasil engatinha enquanto todos os países correm para defender seus territórios. Contra senso? Não. Ingenuidade mesmo.

    • Carlos Ferreira disse:

      Reginaldo, voce foi preciso em sua avaliação quanto à inteligência militar, nela incluída a urgência da disponibilização de uma rede de satélites próprios. Como já informei, desde que o sr. FHC “privatizou” a nossa Embratel, na bacia das almas, toda a comunição de dados, som e imagem, via satélite, nelas inclusas aquelas sigilosas de governo, diplomáticas e miltares, estão nas mãos dos de uma empresa mexicana, parte do império do sr. Carlos Slim. Assim, não adiatria nada caças de 5ª geração cujos datas link estivessem dependentes de estrangeiros!
      Quanto ao termo “ingenuidade”, devo dizer que nesta área isto não existe. Na verdade trata-se de um brutal e poderoso jogo de poder, no qual as potências dominantes, EUA + UE, ditam as regras que somente Estadistas ousam enfrentar.
      Forte abarço,
      Carlos

  51. Qualquer país da América Latina ou de outro hemisfério seria uma ameaça real ao Brasil, inclusive ele próprio com suas constantes desordens internas (política e social). Os EUA em meio a sua escassez de petróleo poderia perfeitamente fazer o que fez no golfo pérsico, criando uma “idiotice” qualquer para justificar uma invasão territorial e desestabilizar a região. O mesmo só não invadiu o Irã por receio de uma retaliação regional que provavelmente nem existiria. A China com seu imenso arsenal bélico e a própria Rússia, poderiam colocar o mundo sob domínio, simplesmente anulando as forças americanas. As reservas viáveis a vida humana estão se escasseando dia a dia em todo o planeta e com isso, os países que possuem uma força militar mais ostensiva poderão buscar provisões em outras paragens e certamente as buscarão em nações frágeis militarmente. Quantos países do globo terrestre já não possuem água potável, petróleo, riquezas minerais e agrícolas? Há uma superpopulação em busca de sustento próprio e muitas vezes possuem um arsenal bélico muito maior e melhor que o Brasil. Os intuitos são muitos e poderão surgir quando menos se espera. Se houvesse realmente um sentido de irmandade entre as nações ou os países realmente reconhecessem seus aliados, não existiriam guerras ou invasões como houve nas Malvinas. Todos se silenciaram perante a ganância inglesa e aí? Quais são os aliados da Argentina em um momento como esse? O Brasil não está se cuidando suficientemente e qualquer governo autoritário que possua uma mentalidade expansionista, com visão militar e não se importando com a forma como será julgado, poderá trazer problemas ao Brasil e ao seu próprio hemisfério. Bin Laden mostrou ao mundo que os americanos não são tão invulneráveis como pensavam, enfim, qualquer país que não se preparou suficientemente poderá ser uma porta aberta ao inimigo. Se há dúvidas quanto a isso eu sinceramente não as tenho.

    • Carlos Ferreira disse:

      Romualdo, muito obrigado por este excelente texto, preciso. Somente me permita fazer as seguintes observações:
      1) Graças a Deus a unidade sulamericana se fortalece cada dia mais, somos irmãos. Mas fique tranquilo, mesmo que houvesse uma união de todos, não teriam chance, por uma questão básica no campo militar, capacidade industrial e econômica, que temos.
      2) A China, milenarmente jamais foi uma nação invasora, muito ao contrário, sempre foi invadida. Por outro lado, sua estratégia esta restrita a aquela região do Pacífico e ao Mar da China. Veja, somente agora esta começando a aprender a operar porta-aviões, o antigo porta-aviões soviético Varyag. Não teria qualquer possibildade de projetar poder em região do globo tão afastada de suas bases continentais, como o Brasil.
      3) A Rússia tem um único porta-aviões, ainda da época da União Soviética e hoje tudo faz para manter a sua única base fora do território nacional, no caso Tartus, na Síria. Assim como a China, não tem como projetar poder nesta região do globo.
      Forte abraço,
      Carlos

  52. Carlos Ferreira, acredito que não há a necessidade de nascer outro Hitler em algum continente para que o Brasil sinta a necessidade de reaparelhar suas forças armadas. A Europa jamais esperava que Hitler iria atacá-los em algum momento. Os EUA nem imaginavam que o Japão estava de olho em seu território e os invadiria em Pearl Harbor. Por pouco, muito pouco mesmo a poderosa armada japonesa não derrota e conquista o território americano. Acredito que não há a necessidade se citar mais alguma coisa para determinar se o Brasil se encontra ou não vulnerável. Quem deixa sua casa aberta sempre estará sujeito a um roubo, a uma invasão de pessoas mal intencionadas. Nunca se sabe o que vai à cabeça de um indivíduo inescrupuloso. Você na sua sã consciência acredita que existem países aliados que queiram entrar em uma guerra por outros sem que haja algum interesse próprio? Muito bem dito pelo colega que aqui escreveu: “Onde estavam os aliados da Argentina?”.

    • Carlos Ferreira disse:

      Ronaldo, ao longo dos séculos, as guerras na Europa eram cíclicas. A II Guera já estava assegurada a partir da assinatura do Tratado de Versailles, somente faltava marcar o dia e a hora. Lá os conflitos cessaram devido à Guerra Fria e a formação da Comunidade Econômica Européia.
      Os EUA sabiam que o Japão os atacaria, pois já tinham quebrado os códigos de comunicação dos japoneses, antes do início do conflito. Tinham assim acesso a toda a comunicação secreta deles, militares, diplomáticas e de governo. Já os japoneses jamais tiveram a pretenção ou capacidade de derrotar os norte-americanos, em seu território. O próprio Almirante Isoruto Yamamoto tinha a convicção desta limitação.
      No caso da Argentina, houve ajuda de alguns paíse sulamericanos, como o Brasil e o Peru, enquanto o Chile ajudou os ingleses. Mas o maior revés foi a decisiva ajuda norte-americana aos seus aliados de sempre, os ingleses, agindo frontalmente contra o estabelecido no Tratado Interamericano de Assistência Recíproca _ TIAR, também conhecido como Tratado do Rio, que haviam co-assinado em 1947, na cidade do Rio de Janeiro.
      Abs,
      Carlos

  53. O Brasil há algum tempo atrás não tinha realmente algo de muito interesse aos países lá fora, mas hoje, a coisa é diferente, há petróleo, há progresso, há riquezas minerais e inclusive água potável e matas em um volume incalculável. Todos os países mundialmente falando são potencialmente interessados na costa marítima e em terras brasileiras. Qualquer desses países, sejam eles europeus, americanos ou asiáticos são potencialmente perigosos e no futuro poderão trazer problemas ao Brasil. É melhor que um stealth de 5ª geração esteja sob a mira de nosso Ministro da Defesa. Há sim perigo e não há pouco.

  54. Você já pensou se saíssemos perguntando por aí quem iria invadir o Brasil ou se haveria essa possibilidade? É a mesma coisa se saíssemos para uma área qualquer, em meio a bandidos e traficantes, perguntando se nossa casa poderia ser invadida a qualquer momento. É claro que há interesses no território brasileiro e certamente não estamos fazendo leilão buscando quem se interessaria primeiro. Quem fará isso não avisará antecipadamente. O que o Brasil terá que fazer é se armar e esperar, haja ou não uma invasão, mas o mais importante, é saber que as armas funcionarão no momento oportuno.

    • Carlos Ferreira disse:

      Luiz, me desculpe se não me fiz entender. Na verdade, o que busquei era o que leva estrategistas a se planejarem, e isto não é exclusivo do campo militar, vale para as nossas ações na vida. O que temos a fazer é identificar quais as potenciais ameaças, nossos pontos fortes e os fracos, os meios disponíveis e aqueles necessários à netralização ou minimização das potenciais ameaças, otimizando os recursos disponíveis.
      No nosso caso, não há como pensar, de forma séria, em uma ameaça vinda do norte, naturalmente protegido pela Floresta Amazônica; do oeste, pela Cordilheira dos Andes ou até do Sul. Pelo seu tamanho, nele incluída a população e a posição geográfica, mesmo com os limitados meios disponíveis, é impossível invadir o Brasil. Mas isto não significa que não sejamos ameaçados, daí a necessidade de se estar preparado para a defesa.
      Qualquer ameaça com potencial efetivo, terá que vir por mar, pela nossa Costa Atlântica, através de imensas forças-tarefas nucleadas em portas-aviões, com um formidável suporte logístico a assegurar as linhas de abastecimento, a um custo hoje impossível de ser bancado. Assim, mais fácil seria a instalação de um governo “amigo”.
      Sugiro a leitura da END, lá esta de forma clara estabelecidada a estratégia a ser seguida para nos garantir contra os avetureiros do século XXI.
      Abs,
      Carlos

  55. O mais engraçado em tudo isso é que no Brasil, de uma forma geral, pensa-se muito curto e a imagem do inatingível, inabalável, persiste porque sempre foi um país pacifista e acredita piamente em seus aliados, afinal, quem são eles mesmo? A argentina também não era um país pacifista quando foi abordada pela Inglaterra? Os EUA não era um país pacifista quando foi alvejado pelo Japão? A Inglaterra não era um país pacifista quando foi destruída por Hitler? A França, a Holanda, a Dinamarca, a Suécia, a Finlândia, Portugal, Espanha, Grécia, todos esses estariam sem força defensiva para ver como é que fica? Até hoje o Brasil sobreviveu por conta de uma 3ª via, era um país calado, sem expressão internacional e sem representatividade. Hoje ele é um país que se posiciona, participa e possui seu papel no âmbito das decisões mundiais. Há uma mudança também no cenário econômico (6ª economia do mundo) onde é respeitado, juntamente com a China, justamente no momento em que há uma recessão internacional. Em seu território descobriu-se jazidas de petróleo e gás, componentes esses que geram royalt e o tornam autônomo em termos de gerenciamento de suas fontes de energia. O horizonte é diferenciado e mudam-se também as pedras do tabuleiro. Os riscos são maiores, a cobiça internacional aumenta e o país se torna um alvo perfeito. Todo o olhar se volta para o país e tudo o que acontece com o mesmo, inclusive em relação às olimpíadas e copa do mundo, tem uma repercussão internacional. O Brasil muda sua imagem e se torna o Rei Midas em um momento delicado das finanças mundiais. É o país da vez. Você acha ainda que isso é pouco para uma invasão territorial? Qual deles faria? Todos, sem exceção. Um grande abraço amigos!…

  56. A América Latina em si anda mal em termos de aparelhamento militar, há muita coisa ultrapassada e sem sentido em termos de proteção territorial. O Chile e a Venezuela têm estado melhores e o investimento foi razoável, assim mesmo adquiriram-se vetores usados ou novos já ultrapassados. A Argentina, assim como o Brasil, não investiu em material bélico e se lascou entregando de mão beijada as Ilhas Malvinas à Inglaterra. Há um descompasso nesse hemisfério. Por outro lado temos a Europa, EUA e Ásia, armados até os dentes, com excelentes tecnologias, mas com o caixa liso. O momento para o Brasil é bom porque há disponibilidade e vontade de se engordar esse caixa, diferente de tempos anteriores, onde o dólar e o euro encontravam-se fortes e havia má vontade em relação ao terceiro mundo. Normalmente as tecnologias de ponta, principalmente no âmbito militar, são guardadas a sete chaves e atualmente há uma abertura que não se sabe quanto tempo permanecerá assim.

  57. O 16º teste com o caça estealth do programa russo PAK-FA, de 5ª geração, o Sukhoi T-50, foi realizado na região sul de Moscou, em Zhukovsky, frente a uma grande delegação indiana que foi lá para assisti-lo. A India deseja uma nova variante desse excepcional vetor, o FGFA biplace. Na Rússia os 300 PAK-FA monoplace, encomendados pela sua força aérea, estarão em atividade já em 2015. Já na marinha, como exigirá um espaço de decolagem menor, principalmente em porta-aviões, um maior reforço nos trens de pouso será necessário, além de uma menor área alar, portanto, não haverá um prazo específico para o seu desenvolvimento. Uma avaliação detalhada do T-50 por técnicos europeus, mostra que há uma superioridade aérea em relação a todas as aeronaves americanas em atividade. Ele utiliza alguns recursos do SU-35, mas é um vetor totalmente diferenciado e dotado de tecnologias de ultima geração. Seu sensor infravermelho (AIRST) é o seu diferencial na detecção antecipada de vetores inimigos, além é claro, de seu radar Tikhomirov NIIP, tipo AESA, com alcance de detecção de 400Km, que o faz imbatível nesse aspecto. Já utilizará de cara as novas gerações de mísseis russos KTRVRW-SD da família R-77 e também as bombas AIM -120 D. Seu teto operacional é excelente (20.000 m) o que facilitará em muito a detecção inimiga. Possui também uma ótima autonomia de vôo de 3,3 horas a 2.600Km/h. O Brasil ao buscar o BRICs estará frente a frente com essa combativa máquina voadora e todos esperam que o Ministro Celso Amorim possa fechar essa negociação e trazê-lo ao nosso território.

  58. A aviação militar exige uma estratégia e aparatos interligados que forneçam subsídios suficientes para respostas rápidas e precisas. Esse data-link deve ser comum às três forças e jamais deve haver compartilhamento com uma quarta via ou controle externo (via Carlos Slim por exemplo). O Brasil em termos de inteligência militar e respectivo uso de satélites para esse fim, encontra-se com um atraso extremamente preocupante. Há a necessidade de um universo de pontos estratégicos para recepção e decodificação de informações que possam ser compartilhadas em tempo real em todo o território nacional. O SIVAM na Amazônia é somente uma azeitoninha nessa imensa pizza que deverá ser servida. Adquirir vetores avançados para a FAB, adquirir submarinos para a Marinha e cuidar do Exército, são fatores de necessidade conjuntural, mas os centros nervosos de atividade estratégica precisam estar em condições de processar comandos que organizem essa ofensiva. Mensagens por cavalos, bicicletas e pombos-correios já não são a tônica. O Brasil precisa acompanhar a evolução e não ficar sob jugo de alguém. Satélites militares específicos devem existir, assim como bases militares estrategicamente colocadas para cobrir todo o território nacional. Cuidar para que essas bases não tenham tanta exposição física e sujeitas a um ataque, anulando-as, também é uma condição de extrema atenção. Não vejo falar em bases subterrâneas aqui no Brasil, como no Ocidente, Oriente e Ásia, buscando resguardar as informações e transferências de comandos militares. Todo o país é despreparado para um confronto onde o que se visa primeiramente é a anulação das comunicações. As hidroelétricas brasileiras podem facilmente serem anuladas e não há um plano “B, C ou D” emergencial se caso isso vir a ocorrer. As forças armadas baterão cabeça, serão alvos fáceis e nada sustentará seus avanços. Por que uma corda apenas nessa escalada se há a possibilidade de se utilizar roldanas, mecanismos de suporte logístico e maior sustentação física? O território brasileiro é imenso e requer estruturas espetaculares de sustentabilidade estratégica. Falta só vontade política e cabeças pensantes.

  59. Vamos aferir os relógios uma vez mais e contarmos minuto a minuto o que o Brasil tem feito pela sua soberania nacional. A FAB mantém um museu particular em seus hangares e não mais que isso, pois fazer o seu trabalho de resguardar as fronteiras passou além de sua capacidade geradora de serviços. Há muita sucata, excelentes pilotos e muitos objetivos inatingíveis. Falta tudo ali e principalmente vontade política para se reverter o caos. Se o FX puder ser chamado de licitação, é a mais longa e mais desorganizada que assisti até hoje. Não há seriedade; os fundamentos técnicos são totalmente obscuros; houve a escolha de três vetores que destoaram das melhores tecnologias existentes; não há respeito aos concorrentes pelo excessivo tempo de espera e definição; o ex-presidente se antecipou definindo um projeto e após a isso se manteve a distância; a FAB não obteve a autonomia suficiente para dizer o que desejava, enfim, uma lástima total, um verdadeiro engodo à população brasileira que assistia e comentava sobre o assunto.

  60. Quanto não está custando ao Brasil a revitalização pela EMBRAER dos 43 (quarenta e três) AMX da FAB (programa A-1M) e também os últimos caças F-5M? Não seria melhor desfazer desses vetores e adquirir alguns F-16 usados como fez o Chile? Dizer também que o SIVAM (Sistema de Vigilância da Amazônia) depende dos A-29 Super Tucano, um vetor fabricado unicamente para desempenhar um papel de treinamento e pior, dizendo-nos que é para um “treinamento avançado”, sinceramente, onde querem chegar? O programa KC-390 deveria carregar à tira-colo um projeto de um caça avançado ao Brasil. Engatilhar várias frentes que promovam uma melhoria substancial à FAB é o caminho que o Brasil deveria trilhar com mais cuidado e com os pés no chão literalmente. Há posições contraditórias nessa gestão da FAB. A própria aviação civil acha difícil estabelecer parâmetros para o gerenciamento de seus terminais, imagine o que a FAB não gasta de neurônios para estabelecer seus pontos de referência na manutenção do sistema de defesa brasileiro com o que possui em mãos. Há muito “auê” e pouca ação ou melhor, rumos incertos. Um abraço à todos.

    • Carlos Ferreira disse:

      Stênio, quanto às dificuldades e deficiências que a nossa FAB enfrenta, eu concordo com você, agora comparar a aquisição de F-16 usados, com os programas de modernização implementados pela FAB, realmente não da. O que não se diz, porque não interessa a mídia e a aqueles a quem serve, este inteligente e oportuno programa de modernização implementado pela FAB e a MB, com a Embraer, elevando todos os vetores de asas fixas, para um mesmo padrão, no estado da arte, trás consigo um imenso arrasto tecnológico, que vai muito além da Embraer, envolvendo diversos institutos militares de pesquisa e centro universitários, bem como diversas empresas brasileiras, responsáveis pelo desenvolvimento, fabricação e manutenção de diversos sistemas e subsistemas embarcados. O Programa de Modernização destas aeronaves alcançou tamanho sucesso que há interesse de outros países em contratar a Embraer para programas similares. Qualquer país periférico como o nosso estaria orgulhoso de ter as capacidades tecnológicas, humanas e industriais para executar um programa desta envergadura. Por aqui, o ridicularizam.
      Quanto aos tais F-16, pergunto: você já viu algum deles embarcados nos porta-aviões norte-americanos? Claro que não, não são loucos de mandar estes aviõezinhos para missões de superioridade aérea e ataque a longa distância. Tais aeronaves são úteis para a defesa de pequenos países, como o Chile, países europeus e outros de pequena dimensão territorial.
      Mas Stênio, no momento nossa maior fragilidade e risco, nem são os vetores que temos e sim, como muito bem assinalado pelo Lionel Resk Visotto, nossa total dependência do sr . Carlos Slim para as nossas transmissões de dados via satélite. Isto é, não temos satélites próprios que possam ser utilizados em C2 (Comando e Controle), bem como não os temos para a vigilância territorial, tanto continental quanto da Amazônia Azul. Para mim, esta é a maior questão a ser discutida no momento, pois o vetor, mesmo uma aeronave de 5ª geração, não funciona sozinho.
      Forte abraço,
      Carlos

  61. O que vimos durante o confronto das Malvinas foi muito triste, alguns países sul americanos apoiavam a Argentina e outros do próprio hemisfério, apoiavam a Inglaterra. O Brasil fez o seu pequeno papel aos “hermanos” e por mais que quisesse fazer algo mais, não possuía vetores a altura para que houvesse um equilíbrio tecnológico no confronto. Abriu suas fronteiras para que as armas russas chegassem, mas com muito pouco efeito. Estratégias fracas e forças pífias. Assistimos a tudo isso como se assistíssemos a um peru sendo sacrificado para o natal. Acredito que com isso os argentinos tenham acreditado menos no Mercosul e seus desígnios. Em algumas batalhas assistimos a bravuras excepcionais, mas exatamente como os “kamikaze” japoneses que ao verem que suas capacidades combativas eram menores se jogavam com tudo para morrerem com os inimigos. Foi um massacre sem sombra de dúvidas. A Inglaterra como principal aliada dos EUA, já possuía na época uma armada espetacular e com certeza não invadiria a região com todo o seu potencial, assim como os EUA, ao participarem do CRUZEX, não trouxeram nem a 15ª parte de seu potencial aéreo. Conforme as forças que se medem é que nos preparamos para esse ou aquele embate. Participar de um embate aéreo com F-5, AMX, T-29 e Mirage 2000 é, com certeza, jogar para perder. São vetores na linha da aposentadoria. A RAF não é de brincadeira, não é uma força aérea para exposições em museus como aqui no Brasil. A Inglaterra já possui o conhecimento tático da “batalha cirúrgica” e entrou no confronto desconectando qualquer possibilidade de reação. O resumo dessa batalha foi o seguinte: “Com uma faca, cortou-se a fatia de bolo”, apenas trouxeram o chá como de costume para saboreá-lo. Tudo o que for dito aquém ou além disso é puro nacionalismo.

    • Carlos Ferreira disse:

      Cristiano, a decisão da Junta Militar Argentina, em 1982, de invadir as Malvinas, na tentativa de desviar a atenção do povo argentino dos graves problemas políticos e principalmente econômicos que o país enfrentava, transformou-se em um grave “erro de percepção” até hoje estudado nas relações internacionais.
      A cúpula argentina não acreditou que apesar das dificuldades que o Reino Unido passava à época, a srª Thatcher reagiria à altura, mesmo estando aquelas remotas ilhas a mais de 13.000 km de distância. Além disto, a Argentina estava totalmente despreparada para tamanha empreitada militar (e diplomática). O resultado de tal erro de avaliação todos nós conhecemos. Mas apesar de toda a supremacia tecnológica britânica, a ajuda norte-americana, seja através de valiosas informações dos seus satélites e sensores ou do uso da Base de Widewake, na Ilha de Ascensão, foi decisiva.
      Abs,
      Carlos

  62. O mundo passou pela etapa da guerra fria, entre EUA e a antiga União Soviética, onde havia projeções e suposições de ataque, gestos mais ou menos às claras que evidenciavam uma desavença entre as partes, para uma etapa mais profunda, de obscuridade, onde praticamente todos os países acumulam material bélico suficiente para dizimar o globo terrestre, sem se mostrar tanto, em um anonimato total. A bomba atômica é uma tecnologia não tão sigilosa como se pensava e existem até livros que explicam o seu mecanismo. A grande maioria dos países controla essa tecnologia, inclusive o Brasil. Hoje a coisa caminha para a bomba H, muito mais poderosa e letal. Fora outros mecanismos que estão por aí e não são expostos por serem tecnologias que promovem a morte em vários estágios. O homem é um ser pensante e territorial, preocupado em manter a sua espécie, o seu habitat, mas, a maior de suas pretensões é a expansão de seu domínio terrestre onde a busca por bens de consumo e manutenção de sua vida o faz mesquinho e perigoso. Haverá um dia e acredito que não esteja tão distante, que teremos a escassez de água potável, alimentos e combustíveis. Civilizações estarão propensas a se dizimarem caso não busquem condições para se manterem e isso gerará muitas mortes e muitas disputas por territórios. Resguardar as fronteiras será a tônica da vida. A Aeronáutica, o Exercito e a Marinha serão as barreiras territoriais contra o avanço de países piratas e a contínua renovação de seus vetores nos trará segurança, tanto no presente, quanto no futuro. Esse FX brasileiro mostra uma falta de engrenamento político entre o executivo, o legislativo e o judiciário. Esse tempo de desencontros em relação à reestruturação da FAB (mais de dez anos) não condiz com uma nação soberana. O Ministro Celso Amorim está com a faca e o abacaxi nas mãos, precisando descascá-lo a qualquer custo. Que ele seja iluminado nessa escolha e que traga o vetor ideal, que fará realmente a diferença entre o simples ter ou ser o melhor.

    • Carlos Ferreira disse:

      José Francisco, você faz uma acurada observação sobre os recursos que estarão em futuro não muito distante, sendo disputados a ferro e fogo pelas nações que detenham o poder. Mas, apesar da existência de FFAA adequadamente equipadas e treinadas ser a condição essencial a qualquer pretensão de dissuasão ou resistência, existem outras maneiras dos países serem tomados sem uso militar direto, como através de desestabilizações e golpes visando a implantação de “governos amigos”, como há uma constelação de exemplos. Não devemos negligenciar sobre eventuais ações deste tipo. Somente a conscientização da sociedade e a democratização dos meios de comunicação poderão minimizar este tipo de ação.
      Abs,
      Carlos

  63. Realmente não se compra uma Ferrari se não há como fazer sua manutenção ou no mínimo ter uma garagem para protegê-la ou boas rodovias para que a mesma percorra. Fala-se muito aqui em vetores x, y ou z e pouco se fala em estratégia militar, ou melhor, de “inteligência militar”. Para que alguns aviões caças funcionem bem é necessário que haja vários centros de apoio aos mesmos em todo o território nacional e aqui pergunto: Há isso no Brasil em nível avançado e com qualidade? Vejo falar no SIVAM, um ponto de referência lá na floresta amazônica e só, não precisariam mais centros inteligentes do mesmo nível em todo o território brasileiro? Não há também uma defasagem tecnológica nos já existentes? Onde se encontram nossos radares e satélites militares? Nem a aviação civil brasileira consegue que os suas torres de comunicação funcionem a contento, que dirá para monitorar caças de 5ª geração. Há muitos sonhos e pouca coisa no papel. Projetos necessitarão serem levados ao senado federal e aprovados em regime de emergência, senão, não há como mudar o panorama que a FAB almeja. O presente que o Brasil vislumbra não condiz com sua estrutura territorial. Há muito a se construir para que se pense em vetores mais avançados. Há muito a se costurar politicamente falando. Há muito a se pensar.

  64. O Ministro da Defesa, Celso Amorim, está com um grande problema nas mãos, ou seja, a sua grande experiência como embaixador não lhe deu tanto conhecimento na área de defesa militar. É uma autoridade em termos de maneabilidade da política internacional, mas, a parte técnica de uma aeronave de defesa, foge de sua alçada e requer uma terceirização. O fato de ter que definir um vetor em tempo recorde (sua entrada foi muito recente) lhe traz uma tremenda dor de cabeça. Imagine o quanto ele teve que se desdobrar para pelo menos entender o que se passava nesse FX. É um profissional inteligente, possui bons contatos e tenho a certeza que nenhum outro faria melhor para o Brasil. Tenho a certeza que seu olhar se deteve no BRICs e o seu raciocínio, que não é nada pequeno, já passou a trabalhar nessa segunda hipótese. O Brasil está despreparado em termos básicos como disseram alguns aqui nesse blog, mas uma plataforma mais desenvolvida (5ª geração) já deverá ser negociada para que todo o aparato a se construir seja voltado a ela. Essa questão de vetor e respectivo “offset”, principalmente nesse período de recessão internacional, com certeza não será problema ao Ministro porque há vontade de se vender e se apresentar tecnologias de defesa. O ponto capital é ir à fonte certa e a meu ver essa água límpida se encontra indiscutivelmente no BRICs. O Brasil está iniciando uma nova fase e tem pela frente um amplo campo de negócios para o seu sistema defensivo e ir à feira com um bom carrinho de compras e bolsos cheios vai ajudar bastante. Tenho a certeza que teremos pela frente boas surpresas.

  65. Essa questão do “governo amigo” é muito séria, há nações como os EUA que são propensas a esse tipo de ação e que na maioria dos casos dá muito certo. Há instabilidade política em todo o canto do mundo e principalmente no Oriente Médio e na América Latina e, um país bem aplicado nesse tipo de interlocução, poderá dominar até um hemisfério inteiro instaurando instabilidade, tornando-o submisso e fadado a caminhar como a um regime ditatorial. Os maiores exemplos estão no Golfo Pérsico, onde os EUA se estabeleceram e passaram a controlar a política e o petróleo que ali é produzido. Foi inventado que haveria armas de destruição em massa colocando em risco as nações vizinhas, que seria um regime ditatorial e maléfico à população local e que por isso fariam uma limpeza e, que ainda, ali determinariam um novo governo. Dito e feito. Tudo sob controle. Esse perigo existe e temos conhecimento dele. O Brasil e toda a América Latina deverão estar espertos quanto a isso. O Paraguai ingenuamente já abriu suas cortinas e logo estarão assentando seus “mariner” por aqui. Ditarão certamente o que o governo paraguaio fará a partir daí, uma influência danosa ao MERCOSUL, criando instabilidade e focados em interesses próprios.

  66. É gostoso falar de aviação militar, de soberania nacional, de proteção territorial e de vetores aéreos, inclusive, de lançamentos de satélites militares. Poderíamos diversificar nossos satélites e cobrirmos nossas TVs, levando a iniciativa privada brasileira ao espaço a um custo bem menor que a do sr. Carlos Slim. Cruzar os braços é a solução que o Brasil tem feito, entregando de mãos beijadas o que precisamos como estratégia militar e esse fato não é bom para o país. Qualquer coisa que o Brasil descobre em seu subsolo, coloca países estranhos para extraí-los e essa dependência também nas comunicações, no petróleo, na energia elétrica, só tem gerado dores de cabeça. Essas muletas são para quem não tem pernas para caminhar e o Brasil possui um parque industrial que precisa de injeção de capitais. A EMBRAER não trabalhou as condições para definir seu setor de aviação? Cada área que necessitar de tecnologia vai traçando rumos e parcerias que no final trará maiores benefícios e maior criação de empregos. A nossa iniciativa privada está louca para produzir frutos e só falta o estímulo e a diretriz a ser traçada. O Brasil precisa acreditar nas empresas brasileiras e terceirizar essas construções de centrais de comunicação militar. Há engenheiros altamente qualificados sem emprego no país e coloca-los no mercado é altamente salutar.

  67. A palavra faltante no FX é “ARQUITETAR”. O Ministro Celso Amorim precisa arquitetar essa licitação para que a mesma traga ao Brasil algo que se preste à FAB, algo que valha a pena depois desses mais de dez anos de desencontros. Estou propenso a não pensar no BRICs, com receio de me entusiasmar muito e cair do cavalo. Qualquer plataforma aérea que vier será bem vinda e melhor do que já tem. Esses três que estão na disputa não são nada de se entusiasmar, mas é melhor que estejam por aqui. Caso o Ministro acorde, quem sabe migre para um caça de 5ª geração.

  68. Carlos Ferreira disse:

    Amigos, tem sido extremamente enriquecedora a discussão desenvolvida a partir deste post.
    É incrível a dedicação dos participantes na elaboração de comentários, com a qualidade dos textos postados, e mais importante, a convergência do Grupo para a urgência na montagem de um sistema de defesa, efetivamente capaz de proteger nosso País e seus interesses. Assim, gostaria de propor uma maior abertura nas discussões, a partir de comentários a outros posts sobre o tema Defesa, como os abaixo indicados. Seria também interessante receber sugestões sobre assuntos para serem abordados em futuros posts.
    Reitero que quanto mais o tema Defesa seja conhecido e discutido pela sociedade brasileira, mais próximo estaremos das capacidades que buscamos. Portanto, é fundamental que cada um de nós ajude neste processo de conscientização de nosso povo.
    Forte abraço,
    Carlos

    http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/carlosferreira/2012/08/16/o-cerco-do-ocidente-a-industria-brasileira-de-defesa/
    http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/carlosferreira/2012/08/21/um-outro-olhar-para-a-defesa-nacional/
    http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/carlosferreira/2012/07/13/concluida-montagem-do-vls-1-na-nova-torre-de-lancamento/
    http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/carlosferreira/2012/07/08/marinha-do-brasil-inicia-projeto-do-submarino-de-propulsao-nuclear/
    http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/carlosferreira/2012/06/09/defesa-nacional-tema-estrategico-para-o-brasil/

  69. Os civis desde o AI-5 não se pronunciam ou têm receio que seus computadores sejam monitorados pelo comando militar e coincidentemente os meus dois aparelhos emudeceram por uns dias após alguns palpites aqui neste blog. Temos um regime ainda muito imaturo que permeia a ditadura em sua forma de avançar e resolver as coisas. Para falar a verdade, utilizo ainda de codnomes com receio que isso aconteça, embora saiba que não estou fazendo nada de errado. Penso que o anonimato permite que façamos críticas mais corajosas. Sei que a democracia me permite essa dinâmica e tenho a certeza que faço isso por amor à minha pátria, por eu ser um indivíduo pensante e preocupado com os rumos que tudo isso tem tomado. Caso eu chegue à conclusão que através desse blog eu possa ajudar meu país, certamente o farei sem piscar. Minhas colocações poderão ser interpretadas de uma forma um pouco críticas, mas através de um questionamento é que chegaremos a uma dinâmica e faremos com que esse país seja realmente o que sempre sonhamos. A sociedade precisa ser participativa e ajudar nessa dinâmica para que o país que se manteve totalmente no casulo possa liberar sua ninfa e estabelecer um novo horizonte. Leio muito tudo o que escrevem aqui, mas, fico triste porque sinto que a sociedade brasileira é pouco participativa em assuntos altamente interessáveis a evolução de seu país. “A participação da iniciativa privada junto ao governo” é um título interessante e condiz com o que precisamos para o Brasil. Vale à pena falar disso. Falar também sobre a educação em um contexto mais dinâmico, também é algo importante ao país, fora é claro, a falta de uma dinâmica militar mais concisa e fundamentada em nossa soberania nacional. Há aqui argumentos e pensamentos divergentes, mas há também uma enorme convergência quando se fala em patriotismo. Sou mais Brasil e quando vejo uma situação como essa do mensalão, onde todos possam sair ilesos após esses deslizes, fico pensando se os meus sonhos não são tão irreais para sobreviverem em meio a esse caos. Particularmente considero o Ministro Celso Amorim, um indivíduo, um político, um diplomata altamente ilibado e reconheço a sua importância nessa transição econômica e militar em que o Brasil atravessa. A defesa brasileira não poderia estar em melhores mãos. Acredito em suas deliberações, assim como acredito que o Brasil um dia possa ser melhor a nossos filhos e netos.

    • Carlos Ferreira disse:

      Reginaldo, excelente e corajoso testemunho. Saiba que este seu sentimento de preocupação, anonimato e sensação de eventual vigilância, não é isolado, muitos também o experimntam. Mas, na verdade isto esta mais arraigado naqueles que como nós viveram o período da ditadura, estiveram submetidos a todas as limitações e riscos daquela época. Hoje, pelo menos em nossa amada Pátria, é diferente e aqui, neste blog, nossa luta é pelo desenvolvimento pleno do nosso Brasil e seu Povo, nossos irmãos. Veja a divisa da blog: “Desenvolvimento com Soberania e Justiça Social”. Nosso Povo é muito desinformado, principalmente porque a chamada grande imprensa somente informa e defende aquilo que coaduna com os seus interesses sejam aligárquicos ou supranacionais.
      Ainda bem que temos o livre espaço de difusão de idéias proporcionado pela Internet, permitindo que a informação flua de baixo para cima, abrindo brechas no monólito do pensamento único, da mídia tradicional.
      Quanto à monitoração dos computadores, hoje isto é corriqueiro e em todo tipo de meio eletrônico utilizado, incluindo mensagens de voz (celulares) e imagem (satélite). Opera por palavras-chave que ao serem ditas ou digitadas, são automaticamente selecionadas e o texto avaliado. Não há o que fazer, vivemos na era Big Brother, com cameras nos espaços públicos e privados, GPS´s e outros dispositivos. Como aqui neste blog discutimos muitos assuntos ligados a defesa e tecnologias sensíveis, é quase certo que uma vez ou outra sejamos contemplados com alguma “visita”.
      Meu amigo, não podemos nos impor limitações no que entendemos ser importante discutir, dentro da ética e do respeito mútuo aqui praticado, visando o melhor para o Povo Brasileiro.
      Forte abraço,
      Carlos

  70. Os vetores que a FAB possui são apenas plataformas de treinamento e se prestam a não deixar os pilotos fora de forma e ainda atuantes. Se houver um confronto certamente esses aparelhos serão abatidos nos próprios hangares, pois, com a tecnologia de satélites, detecção por infravermelho, o uso de ultra velocidades, a utilização de radares tipo AESA , o emprego de aeronaves stealth e o conhecimento tático adquirido pelas forças de ataque, o Brasil estaria sob o domínio externo em poucos minutos. A base militar denominada Area 51 dos EUA continua buscando novas tecnologias aéreas de alta performance e desde 2010 é testada uma nova plataforma não tripulada que voa sem reabastecimento, em órbita terrestre, onde a mesma poderá levar imensa carga explosiva, atacando qualquer país do globo com precisão cirúrgica e se afastando sem qualquer tipo de detecção. As más línguas dizem que se trata de uma tecnologia desenvolvida por ETs. que foram capturados na própria base na década de 60 (sessenta). Tudo é possível em se tratando de força militar, onde se busca o que há de melhor em termos tecnológicos. O mundo não está livre de surpresas nesse campo. O Brasil vive uma situação atualmente de observador e futuro comprador de tecnologias, pois em sua Area 51 só há uma boa pinga e nada mais que isso. O campo de pesquisas brasileiro encontra-se totalmente vazio e sem perspectiva de grandes mudanças. As indústrias não possuem grandes potenciais, o governo não investe e cruza seus braços, esperando que a iniciativa privada faça suas mágicas. Parece que há troca de posições e responsabilidades. Com a carga tributária brasileira alcançando um patamar insustentável o governo entrou para o parque industrial, se tornando um sócio majoritário de peso. Como um país poderá ser produtivo dessa forma?

  71. Nesse ultimo mês o governo brasileiro ficou preocupado e encomendou uma pesquisa para saber até que ponto a FAB encontrava-se deficiente e o quanto poderia esperar com esse FX-2/3 para a renovação de seus vetores. Chegou-se a uma assustadora confirmação de que 50% da frota aérea brasileira apresentava-se totalmente inoperante e sucateada, sem condições de voar. Esperar para que as plataformas de combate, que já se encontram obsoletas, cheguem a esse nível crítico de sucateamento para tomar providências quanto a sua renovação, demonstra claramente o quanto o gerenciamento governamental encontra-se falho. O sistema de defesa é prioridade máxima em qualquer país, seja ele de primeiro ou terceiro mundo, já no Brasil, cruzam-se os braços, atira-se uma moeda para cima e espera-se que não haja alguém que queira invadir nosso espaço aéreo. Um raciocínio ridículo e irresponsável.

  72. Irresponsabilidade; comodismo; inconseqüência; descuido; abandono; descaso; essas são algumas palavras para definir o que o Brasil faz com sua soberania nacional. A FAB há mais de dez anos espera para definir esse absurdo programa de reaparelhamento ou licitação se assim o convier, chamado de FX. Quando o governo pediu uma reavaliação das necessidades da FAB nesse mês de agosto de 2012 eu fiquei pasmo, não pelos 50% de sucateamento que já era mais que conhecido e esperado, mas pelo absurdo em se fazer novo levantamento sabendo-se que a situação já era caótica há muito tempo. Que segurança o governo oferece ao país agindo dessa forma, deixando esse corredor aéreo totalmente aberto? O patriotismo certamente não está irraigado em uma atitude como essa. O país como um todo entrega ao governo toda a sua responsabilidade em relação a governabilidade e confia que haja bom-senso, maturidade e cuidado com o mesmo. As forças armadas brasileiras atualmente são o retrato do abandono e descaso com o bem público e nós brasileiros exigimos explicações. Não se brinca com a nação dessa forma. Precisa dizer mais?

  73. A força aérea japonesa (JASDF) encontrava-se até há pouco tempo com seu FX em aberto para a substituição de 50 (cinqüenta) aeronaves McDonnell Douglas F-4 Phantom II, que se encontravam totalmente obsoletas. Houve o envolvimento de três vetores para essa escolha: O F/A-18 Super Hornet (Boeing); o F-35 Lightning II JSF (Lockheed Martin) e o Eurofighter Typhoon II (EADS & Cia.). Como o Japão queria em sua frota aérea caças stealth de 5ª geração, quem levou a melhor foi a americana Lockheed Martin. Além dos F-35 escolhidos nesse FX, ela já possuia em seus hangares os Mitsubishi F, equivalentes aos Boeing F-15 Eagle e aos F-16. Com essa ultima aquisição a JASDF ampliou em muito seu raio de alcance, versatilidade, agilidade e letalidade. É uma das plataformas aéreas mais avançadas da atualidade e mostra o quanto há seriedade por parte dos japoneses quando o assunto é soberania nacional. O Brasil aproxima-se de 15 (quinze) anos com seu FX em aberto e eliminou de cara a Lockheed Martin e a EADS & Cia, mantendo ainda a Boeing, a SAAB e a Dassault na licitação. Trabalha ainda com uma hipótese de dissuasão momentânea, ou seja, mantendo aviões caças de 2ª, 3ª e 4ª gerações (Saab Gripen, F/A-18 Super Hornet e o Rafale F-4), não se importando com os custos de substituição e recomposição para que num futuro bem próximo, possa abrir uma nova licitação para um vetor de 5ª geração. Nota-se claramente o quanto falta de objetividade e seriedade nesse FX brasileiro. O Japão iniciou seu processo de licitação para a sua força aérea em 2010 e em 2012 já definiu sua plataforma. Seu FX só não foi mais rápido porque o mesmo defendia a aquisição do Boeing F-22 Raptor negado pelo congresso americano. Tudo isso dito acima envergonha a todos nós brasileiros e principalmente quando se sabe que após tanto tempo de FX, o governo ainda pediu em final de agosto 2012, um levantamento do quanto a FAB se encontrava sucateada e teve a notícia constrangedora que 50% de sua frota aérea não possui a mínima condição para voar. É assim que se cuida de uma soberania nacional? Cadê a seriedade e a responsabilidade de nossos dirigentes?

  74. Os setores essenciais como energia elétrica, telefonia, combustíveis, fábricas de armamentos e transportes devem estar sob o olhar governamental por serem de importância capital para a estratégia militar. É irracional que o Brasil, até o presente momento, não tenha um único e exclusivo satélite que faça uma constante varredura territorial e passe informações codificadas aos centros de gerenciamento militar (decodificadores) sem que haja um conhecimento externo. Parece puro amadorismo quando se diz que tudo isso se encontra nas mãos do senhor Carlos Slim, um mexicano. O centro de lançamentos em Alcântara deveria ser repensado e direcionado para esse fim. O corredor aéreo brasileiro encontra-se vazio, inoperante e absurdamente aberto ao inimigo, uma vulnerabilidade sem precedentes desde a existência da FAB. O petróleo no pré-sal já se encontra loteado e entregue às empresas estrangeiras. A telefonia, as comunicações e outros bens essenciais e estratégicos se encontram entre empresas espanholas, portuguesas e mexicanas. Tudo isso está errado. O Brasil deve ter total controle sobre esses setores, senão ficará vulnerável mesmo que se adquiram nesse FX caças de 5ª geração. O Exército, a Marinha e a Aeronáutica são forças essenciais ao país e precisam estar antenados nesses mínimos detalhes para que exerçam seu papel sem o mínimo deslize, afinal é uma soberania nacional em jogo. O governo brasileiro precisa se reorganizar e priorizar as forças armadas criando logísticas que justifiquem a sua existência.

    • Carlos Ferreira disse:

      Francisco, excelente, voce foi preciso na sua avaliação. De nada adianta termos caças de 5ª ou n’ geração, se a infraestrutura estratégica, fundamental para qualquer sistema básico de defesa, não existir ou estiver em mãos estrangeiras, como a maior parte da nossa esta. Agora, com a “mídia de pensamento único” que temos, qualquer presidente que tente reverter este quadro de insegurança, será deposto.
      Forte abraço,
      Carlos

  75. O mundo em sua totalidade manda mensagens que ditam constantes ameaças ao homem civilizado e uma das mais preocupantes é a falta de bens essenciais à vida como a água potável, alimentos e combustíveis. A população mundial tem aumentado em proporções inversas às riquezas naturais e isso gera uma constante atenção sobre as áreas produtivas. O governo brasileiro age de uma forma desordenada e irresponsável, deixando portas abertas nesse momento delicado. Com as tecnologias aéreas em pleno desenvolvimento, a questão relacionada à extensão territorial não é um empecilho a um ataque aéreo de surpresa. Qualquer ponto geográfico do planeta poderá ser atingido sem grandes dificuldades. A importância estratégica de satélites militares e forças dissuasivas de alto poderio poderão minimizar essa empreitada, mas nunca evitá-la. O senso comum de toda a armada militar é mostrar seu poderio para desestimular a ofensiva e, caso isso não seja suficiente, enfrentar sem receios o inimigo. As três forças militares brasileiras encontram-se desestabilizadas por falta de vetores e comandos militares mais ostensivos. Investiu-se muito pouco nessa área e hoje pagamos o preço dessa insensatez. O melhor a se fazer é acelerar e retomar a posição de líder do bloco Sulamericano e uma plataforma de 5a. geração para a FAB poderia ajudar bastante.

  76. Os brasileiros que lêem, que são estudados e também formadores de opinião se desesperam perante a situação atual das forças armadas, principalmente a FAB. O quadro de defesa territorial é caótico e impossível de ser digerido. O contingente humano existe com qualidade, mas os vetores necessários à dissuasão estão longe de atenderem a necessidade do país. O Super Tucano A-29, plataforma idealizada para o treinamento aéreo e que ainda possui a capacidade de voar, realiza trabalhos muito além de sua performance e isso denota a deficiência intrínseca estabelecida na FAB. O caos chegou ao absurdo para uma força aérea que tem como responsabilidade policiar o espaço aéreo brasileiro que não é nada pequeno. Os F-5 e os AMX não possuem potencial para parar um Sukhoi T-35 ou um F-15 Eagle, ou ainda, um caça de 5ª geração. O que o Exército ou a Marinha farão sem o apoio aéreo? Nada, absolutamente nada!…Cadê pelo menos os satélites militares para a orientação espacial da tropa ou esquadra?

  77. O que o Brasil poderia fazer nesse seu FX, como cartada final, é pedir à Rússia, China e EUA que tragam ao Brasil respectivamente o Sukhoi T-50, o Shengdu J-20 e o Lockheed Martin F-35 para que a FAB fizesse alguns testes. Para não ficar chato, os três outros concorrentes, Boeing, SAAB e Dassault, trariam também seus vetores. Quem for o escolhido certamente entenderá porque o Brasil demorou tanto para indicar sua plataforma de combate, em razão das tecnologias de vanguarda existentes.

  78. Dez a Quinze anos que o FX não sai do papel e permanece na cabeça do brasileiro. Será que o Governo Federal sabe o que é soberania nacional? Tenho cá minhas dúvidas, pois se soubesse, estaria muito preocupado. Há um ditado que diz: “É melhor desconhecer um problema, porque ao aprender sobre ele criam-se responsabilidades”. Será que há medo em se aprender sobre ele?

  79. O governo brasileiro encontra-se na contramão. Ao aprovar a “Estratégia Nacional de Defesa” esqueceu-se que já entregou todos os setores de estratégia militar nas mãos de americanos e europeus. Ainda não possui satélites militares para bancar a ofensiva ou simplesmente para saber onde está o inimigo e tomar alguma providência. A ciência prevê para esse final de 2012 um alinhamento de planetas e uma possível catástrofe em relação a isso e, aqui fica a pergunta: O Brasil está preparado para uma situação desse nível? O Exército, a Marinha e a Aeronáutica são forças não só de persuasão, mas também, de organização social em períodos de crise e catástrofes. Os módulos de recepção e emissão de comandos deveriam ser em maior número e eficiência em decorrência da extensão territorial brasileira, devendo haver inúmeras repetidoras para levar informações em tempo real. As torres de recepção coordenariam e distribuiriam imagens ou determinações do alto comando militar e, também, do Governo Federal a serem executadas em todo o território nacional. Haveria realmente um sincronismo indestrutível e bastante coeso entre as partes. A sexta economia do mundo não está preparada para nada que se relacione ao fora do normal, vive a sua vidinha de “feijão com arroz” e trata de porcos e galinhas no seu quintal, no máximo uma vaquinha para tirar o seu leite da manhã…A sensação é real: Estamos alheios ao mundo lá fora.

  80. Quando se fala em um país com a 6ª economia mundial, pensamos logo que possui uma educação de 1º mundo; que não há mais saneamento básico a se concluir; que as cidades estejam bem planejadas e respeitando um plano piloto; que a política social seja coerente e que há uma força dissuasiva altamente eficaz; que as rodovias e as vias de escoamento estejam em ótimas condições; que as ferrovias escoem os bens de produção rapidamente; que não haja corrupção; que não seja um país de 3º mundo. Não estamos falando certamente da Inglaterra e sim do Brasil e, é aí que a coisa muda radicalmente. Ao contrário da primeira, o Brasil não cuida bem de nenhum desses setores e o pior de tudo: É um país de terceiro mundo com os maiores impostos existentes no globo terrestre. Cobram-se impostos aterradores e não há o mínimo retorno à população. Diante de tamanha arrecadação a lógica seria ter o melhor serviço público existente, mas aqui, não existem lógicas. Olhem para tudo a sua volta e verão que há falhas e falhas gritantes em todos os âmbitos. Como um país assim, com esse “perfeito gerenciamento”, poderá ter aviões caças ou plataformas de combate que beiram a perfeição? Pela organização que possui, ter alguns caças em seus hangares, sejam quais forem, é um verdadeiro luxo.

  81. Uma saída honrosa para o Brasil é se aproximar do BRICs e extrair uma carta na manga, se desculpando com as outras três ou assumindo de vez o Dassault Rafale F-4 como sua plataforma preferida. Andar na corda bamba como até agora se andou é muito arriscado, ninguém consegue se equilibrar tanto tempo assim. A FAB não pode esperar mais e todos sabem disso. Depois de praticamente 15 anos de FX, pedir mais tempo para pensar no caso é totalmente insensato por parte do governo brasileiro.

  82. Enfim a USAF obteve sucesso com seu avião não tripulado, denominado X-51A Waverider, voando a 7.400 Km/h (Mach 6), o que equivale a ir de Londres a Nova York em apenas 01(uma) hora. Esse projeto estava sendo trabalhado desde 2010 e houve insucesso em seu primeiro lançamento que acabou por cair no mar. Esse vetor foi desenvolvido na base militar americana de segurança máxima, designada de Area 51, no deserto de Nevada, a 133Km de Las Vegas e diz-se que sua engenharia foi desenvolvida através de cópias de naves alienígenas acidentadas nos EUA e México.Verdade ou não, chegou-se a uma velocidade espantosa e atingiu-se o objetivo previsto. Esses testes são uma prévia do que virá por aí em termos de tecnologia aeroespacial. Coincidentemente a Área 51 faz divisa com o Nevada Test Site (NTS), local de testes nucleares americanos. Enquanto estamos pensando em um vetor de 5ª geração, um Sukhoi T-50, por exemplo, que desenvolve Mach 1,80 os EUA já voam a Mach 6, por isso é importante se investir em pesquisas tecnológicas.Onde se encontra a Area 51 do Brasil? Por quê o ITA, em parceria com a EMBRAER, não está desenvolvendo a nossa plataforma aérea de combate? Por quê Alcântara já não lançou um satélite militar brasileiro? Temos tudo em mãos para direcionar ações desse tipo e fazermos bonito lá fora. Precisamos de mais patentes nesse setor, vontade política e ações que remetam nossos cientistas aos centros de pesquisas. Abraços à todos.

  83. Ministro Celso Amorim, ajude a FAB a proteger nossa Soberania Nacional, por favor!…

  84. Os EUA já voava a Mach 3.2 e já chegou a registrar a marca de 3.670 Km/h com o LockHeed Martin SR-71 Blackbird. Os caças de 5ª geração chegam a Mach 2,5, nada mais, nada menos que 2.527 Km/h. Um Sukhoi T-35 de Hugo Chaves anda na casa de Mach 2,0. Os F-16 dos uruguaios e chilenos também andam na casa de Mach 2,0. Pergunta pertinente: Como nossas plataformas aéreas de combate (AMX1, F5M, Mirage 2000 ou os A-29) parariam esses vetores em um possível ataque? Será que fariam como os caças argentinos na guerra da Malvinas que ao chegarem na aceleração máxima caiam aos pedaços?

    • Carlos Ferreira disse:

      Existem vários equívocos neste comentário, assim me permita esclarecê-los:
      1. O SR-71 foi uma poderosa aeronave espiã, sendo logo aposentado pelo surgimento dos satélites espiões. Para alcançar a excepcional velocidade e teto operacional, incorporava soluções de engenharia aeronáutica que o tornava extremamente frágil. Portanto, jamais poderia entrar em combate.
      2. Somente 2 países sul-americanos possuem F-16.
      a. O Chile com 10 novos F-16C/D Block 50M + 18 usados (ex-Holanda) F-16AM/BM/MLU + 18 usados (ex-Holanda) F-16AM.
      b. A Venezuela, com 21 antigos F-16A/B Block 15.
      3. O Uruguai conta como seu principal vetor, com 11 obsoletos Cessna A-37B Dragonfly.
      4. Não é verdadeira a descrição feita sobre a performance da aviação argentina no conflito.
      E o mais importante, esta lenda criada pelas potências coloniais e posteriormente alimentada pela potência dominante, e a mídia, a respeito de ameaças e disputas com os nossos irmãos latino-americanos, visa exclusivamente semear a discórdia e impedir a nossa união. Felizmente, temos hoje a Unasul para desarticular este tipo de ação desestabilizadora. Com toda certeza, as eventuais ameaças virão do hemisfério norte.
      Sdçs,
      Carlos

  85. Esse sim é um projeto altamente tecnológico, recente e desenvolvido na AREA 51 com a parceria da NASA e que todos os países deveriam se preocupar:
    Top Secret USA: AREA 51 / Aurora Black Project
    Lockheed Martin SR-91 / NASA / NRO
    Velocidade: Mach 11.8
    Com uma plataforma dessas a USAF poderá dominar qualquer espaço aéreo a qualquer hora ou a qualquer momento, independentemente da distância, portanto, é importante que o Brasil não se precipite e vá adquirindo vetores de 2ª, 3ª ou 4ª geração para a FAB. Vale à pena ouvir mais um pouco, decidir com calma e com os pés inteiramente apoiados no chão.

  86. Para um bom entendedor um pingo basta: Seja um F-15, 16 ou 18 não importa, e também, não importa quem os tem e sim, quem os enviará mais dia, menos dia ao Brasil. Se há alguém nesse blog que tem dúvidas quanto a isso, eu não tenho. Há sempre mentes doentias por aí, mesmo dentro do bloco da UNASUL. Alguém aqui acha que os EUA é bonzinho e que jamais atacaria o Brasil? Eles estão agora no Paraguai…Que a Europa é mansinha? Que Hugo Chaves e o cocaleiro são sensatos? Que a Argentina é temerosa quanto a isso? Que o Chile é benevolente? Falar em Chile, ele apoiou a Inglaterra na guerra das Malvinas e hoje tem uma aliada… Que o Uruguai é pacífico? Que jamais estariam de olho no petróleo, urânio ou minério de ferro produzidos no país? Qual país da América Latina possui o que o Brasil possui hoje? Se não existem riscos mundiais, por quê os EUA se armam tanto? Por quê há uma corrida armamentista em todos os cantos do planeta? O Brasil conquistou a 6ª economia do mundo, mas é 500º em ingenuidade.Tchau!…

    • Carlos Ferreira disse:

      Nossos estrategistas do Ministério da Defesa não são estes ingênuos que a mídia tradicional tenta nos inpingir. Lá com profissionalismo, nossos militares e civis trabalham duramente com vários cenários diversos e planejamentos, e posso assegurar, se não houver uma brusca mudança política no País, que nos leve novamente aos negros anos neoliberais, em mais 5 anos teremos motivos de grande orgulho.
      Quanto a eventuais ameaças no nosso subcontinente, posso também garantir que mesmo com os meios atuais, qualquer um ou até mesmo uma coligação de alguns, seria derrotada.
      Um ameaça ao Brasil virá do hemisfério norte.
      Abs,
      Carlos

  87. Existe relato sim, inclusive saiu na época da guerra das Malvinas no jornal “O Globo” que um Skyhawk, pilotado por um capitão argentino, ao decolar de seu porta-aviões à medida que acelerava para chegar a MACH 1 foi se esfacelando e os pedaços iam caindo no mar. Convenhamos, tanto no Brasil quanto na Argentina, há sucatas reformadas e esses antigos caças, em dado momento, não dá mais caldo e ponto final. Esconder isso prá quê? Para resguardar a esquadra argentina e seus velhos vetores? É assim que o Brasil tem feito, escondendo suas deficiências por longos anos.

    • Carlos Ferreira disse:

      Pessolamente não acredito nisto e embora seja um leitor voraz sobre o tema, nunca li tal relato. Por outro lado, se me permite, neste tipo de assunto “O Globo” não é a melhor fonte.
      Forte abraço,
      Carlos

  88. Desculpe-me Carlos Ferreira mas, o Projeto Aurora não é antigo e sim atualíssimo e não é o caça Lockheed Martin SR-71 como você disse aqui e sim o SR-91 que desenvolve MACH 11.8, uma velocidade impensável para a epoca da guerra fria entre EUA e União Soviética. A AREA 51 tem feito alguns milagres e dizem que é tecnologia alienígena, você duvida?

    • Carlos Ferreira disse:

      Ricardo, a menção ao SR-71 foi em resposta ao comentário feito pelo Gabriel Nalio Ferraz.
      Vou bsucar maiores informações para comentar sobre o SR-91, mas já posso adiantar que esta lenda de alienígenas foi espetacularmente criada pelos órgãos de segurança norte-americanos para camuflar experimentos e desenvolvimentos de veículos aéreos ultra-secretos, logo após a II Guerra. Veja os discos voadores, na verdade era um projeto alemão do fim da guerra, que a Luftwaffe havia voado experimentalmente e que os americanos capturaram e levaram para os EUA, assim como a Asa Voadora e outros artefatos. Acredite, o que eles lá fazem, não tem nada a haver com ETs.
      Abração,
      Carlos

  89. O que temos de melhor aqui no Brasil é o porta-aviões NAe São Paulo que opera com os A-4 Skyhawk, mas é uma peça única no tabuleiro e sujeito a ser abatido por um míssel inimigo lançado de um submarino nuclear, não se sabe de onde. Os AMX, os F5M, os Mirage 2000 e os Super Tucanos A-29 poderão assistir a esse desfecho de camarote, nada mais que isso. Se houvesse um sistema de satélites militares e radares específicos talvez pudéssemos exercer alguma manobra evasiva para evitar a perda. A força aérea é o maior ponto de referência e de dissuasão de um país, isso não resta a menor dúvida, mas é necessário mais que isso, que a Marinha, a Aeronáutica e o Exercito estejam antenados e que tenham centros de referências ou comandos melhores e mais modernos. O que existe é precário e muito antigo, o mais novo é o SIVAM e toda essa velha estrutura não condiz com o século XXI. O Brasil anda mal.

  90. Essa “estória” de sermos irmãos latino americanos não condiz com o fato do Chile apoiar a Inglaterra no conflito das Malvinas ou o Brasil se envolver na guerra contra o Paraguai ou outros conflitos mais existentes no hemisfério, basta que haja algum interesse ou animosidade para que tudo isso desabe e não vamos ser ingênuos ao ponto de acreditarmos que nossas fronteiras jamais poderiam ser invadidas.

    • Carlos Ferreira disse:

      Isaac, o Chile talvez até pelo seu isolamento geográfico e história, nunca se sentiu integrado aos países sulamericanos. Até a inauguração do Canal do Panamá, em 1914, o Chile era basicamente um ponto de passagem, de apoio nas rotas marítimas principalmente para a costa leste do México e dos EUA, dominadas fundamentalmente pela Inglaterra, sendo Valparaiso o principal porto. Dií que a influência britânica sempre foi (atualmente é a norte-americana) imensa na elite chilena. No caso do apoio aos ingleses, também contribuiu as fricções em torno da disputa por ilhotas no Canal de Beagle.
      Já a guerra do Paraguai, foi um conflito insuflado pela Inglaterra por razões comerciais e de poder político na região do Rio da Prata e Rio Paraná. Para se ter uma idéia, antes do conflito o Paraguai por determinação do presidente Carlos Antonio López, pai de Solano López, decidiu implementar um vigoroso plano de industrialização, enviando jovens a Europa, principlamete à França para estudarem engenharia e outras ciências. O Paraguai foi o 1º país sulamericano a construir um alto forno siderúrgico, destruído completamente pelas forças da tríplice aliança.
      Como a industrialização paraguaia poderia despertar a Argentina e o Brasil para este importante fator de desenvolvimento, e afetar os interesses ingleses, a Inglaterra tratou de corta o “mau” pela raíz e dai houve a guerra d Paraguai. Claro que, financiada por bancos ingleses, ajundando a endividar fortemente o II Império do Brasil.
      Eu pessolamente tenho muito orgulho de ser sulamericano.
      Abraço,
      Carlos

  91. Temos sempre que confiar desconfiando, essa é que é a pura verdade no mundo de hoje!…

  92. O Brasil é um país colônia e jamais passou pela cabeça do brasileiro entrar em confronto com alguém ou agir como a um colonizador, só que essa cabeça existe lá fora por parte da Inglaterra, EUA e outros mais. Os territórios estão se escasseando e a população mundial aumentando o seu consumo e suas necessidades. Há olhares para as terras férteis e produtivas e isso é um fato e não um boato. Cuidar da soberania nacional brasileira é um ato de patriotismo e consciência política. Nosso país só será soberano quando suas forças armadas derem conta do seu próprio quintal. Hoje é 7 de Setembro, uma data especial para se falar nisso. Que o Brasil tenha consciência de suas responsabilidades como nação.

  93. O poderio da força aérea chilena (FACh) é um fato e muito inteligentemente vai sendo emoldurado e consolidado diante de toda a América Latina. A partir da aquisição dos F-16 Fighting Falcon ou especificamente o F-16C/D Block 50 e mais os F-16A/B Block 20 MLU, da americana Lockheed Martin, o Chile tem crescido em potencialidade aérea e dominado o hemisfério sul americano. Recentemente anexou à sua frota aérea mais três Boeing KC-135E Stratotanker de reabastecimento aéreo, adquiridos da USAF, além dos vetores de alerta aéreo chamados de Boeing EB-707/EL/M-2075 Condor. A Alenia fornecerá ao Chile seus treinadores avançados M-346 que além de serem vetores espetaculares para esse fim, auxiliará a FACh também em sua estratégia de defesa territorial. Por quê a FAB não caminha inteligentemente para o mesmo propósito?

    • Carlos Ferreira disse:

      Sebastião, não é verdadeira a afirmação de que a FACh domina o hemisfério sul-americano. Trata-se de um força aérea reduzida, de atuação regional. Saiba que apesar de nossas conhecidas mazelas, nenhuma força aérea sul-americana, incluida a venezuelana, tem capacidade para dominar o espaço aéreo brasileiro.
      O quadro na América do Sul é de grande fragilidade geral. Sugiro a leitura da publicação especializada “Flap International” nº 478 – Aviação Militar na América Latina.
      De qualquer forma reafirmo: as potenciais ameaças virão do hemisfério norte.
      Abs,
      Carlos

  94. O Brasil deixou-se perder. O tempo de descaso com as forças armadas foi muito grande e houve uma defasagem enorme entre o que existe em seus pátios e o que seria necessário para a sua sobrevivência nessa selva que aí está. Dentro da própria América Latina o país se encontra à margem em termos de tecnologias e inteligência militar. Se formos colocar aqui um parâmetro entre as forças amadas da Europa, EUA e ASIA o Brasil estaria em um patamar tão inexpressivo que não valeria a pena especificar sua posição numérica. Tudo isso assusta quem vive em meio a uma situação como essa. Acredito em sã consciência que não há indivíduos ou mídias que queiram incitar discórdias ou criar obstáculos dentro do próprio hemisfério em que o Brasil se encontra para justificar uma necessária aquisição militar, mas, é tenebroso pensar que uma nação desse porte não se preocupou ainda com sua posição, importância ou vulnerabilidade. O excesso de confiança na interpretação de que o Brasil é um país pacifista ou geograficamente extenso para uma invasão leva-o a se situar em um patamar de extremo risco. Um fio muito tênue divide o pacifismo da crueldade e temos visto essa situação em todo o transcorrer da história mundial. Em quantos pedaços a Europa foi dividida e quantos momentos de aflição foram necessários para que ela se situasse no patamar atual? Houve muito sofrimento e perdas de vidas incalculáveis. Certamente há muitos “grileiros” de olho nessa extensão territorial desprotegida e isso não é um exagero. Principalmente o petróleo é uma fonte constante de discórdias mundiais, pois, poucos países possuem jazidas desse óleo essencial e a dependência do mesmo geram preocupações e instabilidade.

  95. O “curriculum vitae”do Brasil carrega consigo um descuido com as forças armadas, mesmo no período da ditadura militar, principalmente por questões orçamentárias. O país era pouco explorado, pobre e não podia arcar com despesas dessa natureza. Hoje há petróleo; muito minério de ferro; urânio e outras riquezas em seu subsolo até então desconhecidas. É um dos maiores produtores de grãos e uma economia forte e ascendente. O horizonte mudou, mas a mentalidade de terceiro mundo permanece intocada. A educação é falha; a saúde é caótica e o saneamento básico não acontece conforme deveria. Há setores totalmente descobertos, principalmente a indústria. Não há investimentos e a governabilidade é unidirecional visando apenas uma carga tributária desumana e sem objetividade, sem um planejamento gerencial, traçando um horizonte cada vez mais distante da sociedade e se perdendo dia a dia em uma burocracia sem sentido e totalmente irracional. É a típica governabilidade acéfala. Todos sofrem com isso, inclusive a FAB em sua empreitada nesse FX.

    • Carlos Ferreira disse:

      Kênio, me permita fazer uma correção: no governo Geisel o Brasil chegou a ter uma importante indústria de defesa, com projeção e forte presença internacional, e genuinamente verde & amarela.
      Forte abraço,
      Carlos

  96. Andando de costas e sem perceber onde vai, esse é o sistema de governabilidade adotado no Brasil e isso preocupa o brasileiro. Carga tributária incompatível com os serviços prestados e sobretaxações inconstitucionais como o IPVA ainda é mantida às custas de um projeto inexistente. O brasileiro encontra-se a beira de um precipício financeiro para manter uma máquina administrativa inoperante. Todos os setores encontram-se estagnados em função de uma gestão desastrosa. Gerenciamento zero; planejamento idem. O país ainda suporta uma carga insustentável de corrupção que o degola a cada iniciativa política. A FAB encontra-se nessa colcha de retalhos e não sabe se corre ou espera a bordoada. Se vingar o FX é sinal que ainda sobrou um resquício de vergonha.

  97. Marcelo disse:

    Seguindo o raciocinio que as ameaças virão do hemisferio norte, como disse, por que então o Brasil ainda considera de comprar armas ( aviões) destes paises,que so vendem equipamentos fora de uso em suas forças armadas,e com reserva de dominio de codigos chave e etc, teriamos que avaliar com calma e pé no chão as opções de adquirir tecnologia militar como a China fez e restaurar e incentivar a capacidade nacional de produzir e aprimorar a tecnologia adquirida,seria de bom tamanho a participação do Brasil no Pak russo,com compartilhamento de produção e obtenção de tecnologia sensivel, coisa que no hemisferio norte(?) não conseguiriamos numca

  98. O Brasil pensa que é uma potência militar sul americana e não é; pensa que tem vetores que fazem a diferença em seu território e não tem; pensa que sabe muito sobre ação militar e não sabe; pensa que tem caças nos seus hangares e não tem; pensa que o NAe São Paulo é tudo e não é; pensa que vai segurar uma invasão territorial e não vai; pensa que sabe sobre soberania nacional e não sabe; pensa que tem cabeças pensantes para comandar suas ações e não tem; pensa que fechará o FX com chave de ouro e não vai; pensa que seus submarinos são essenciais e não são; pensa que é a 6ª economia do mundo e não é; pensa que irá se manterá livre dos problemas lá fora e não vai; é um país que se acha e não há nem um plano de governabilidade para sua auto-sustentação; politicamente está muito aquém do que precisava; suas ações mais parecem atropelos; suas diretrizes mais parecem rascunhos; suas metas nunca existiram, simplesmente aconteceram por acaso; os sonhos, esses sim, são reais. O Brasil ainda dorme. Há muito à ser feito.

    • Carlos Ferreira disse:

      Me desculpe Gustavo, mas não compartilho de tamanho pessimismo e desqualificação do nosso Brasil e, principalmente do nosso Povo.
      Realmente, em matéria de Defesa, foram quase 30 anos de um descaso total, que acredito tenha até sido intencional, principalmente no período neoliberal Collor/FHC, com suas globalizações; Consenso de Washington; Fim da História e das fronteiras nacionais, e outras bobagens do tipo.
      Claro que há muito a ser feito, mas acredito que comentários com o seu de nada ajudarão.
      Já vivi bastante e conheci um Brasil do passado, pobre, atrasado e subserviente, ao qual eu não gostaria de voltar. Posso dizer que o Brasil avançou uma barbaridade e hoje, quando viajo ao exterior vejo o quanto somos admirados pelo País que estamos construindo, o que já alcançamos. Tudo muito diferente do passado onde era conhecido somente pelo futebol, suas mulheres, Copacabana e o samba.
      Tenho certeza, logo seremos a 5ª economia e também logo teremos grandes novidades na área de Defesa que mudarão a atual situação.
      Abs,
      Carlos

  99. Uma invasão territorial brasileira partindo do hemisfério norte, parece que não é muito pertinente e a distância, embora hoje não seja um obstáculo, ainda é um fator de peso. Acredito que essa invasão partirá mesmo do hemisfério sul e não há uma especificidade para a escolha desse território invasor, que acabará por serem dois ou três alinhavados para não perderem o pé da situação. Os EUA poderão incentivar e prover essas frentes com armamentos e provisões, afinal, eles estarão aqui bem ao nosso lado e há interesses escusos por parte de seus comandos. A história mostrará o caminho e o final será visto por todos os hemisférios sem que haja qualquer tipo de reação, como sempre foi, é claro. Instaurar um governo amigo também tem sido a tônica e tudo isso nos leva a crer que estamos no prato, basta que espetem o garfo e corram a faca.

  100. Eu compartilho esse pessimismo ao olhar cartazes para as próximas eleições: “ BOB o homem limão, Vote 44”; “PINTASILGO na lata e caneta na camara, vote 21”; “Zé do Lé no trabaio, vote 12”; “RAMBO pra cuncertá, 41”; “Istocolmo o homem do conserto, 23”;”RANDAP pra acabar com as praga, vote 14”; “Tião bode, o homem certo”, 15 na cabeça”; ”Vote PURGA pros homens lá em cima coçar, 20 na cabeça”; “Zé Gambá o que incomoda, vote 10”; “VOTE VISGUIM, 14 é o número”; ”Chapuleta no 13, vote bem!”; “CARLIM da charrete, vote 30” e por aí vai!…Como um país desses pode ser sério? As eleições viraram piada. Não há seriedade ao se representar o bem público. Não há respeito ao se falar em política, porque o próprio político que a representa não é um cidadão ilibado e traz consigo uma vida pregressa incompatível para mexer com o dinheiro público. Há um fosso entre a população, o governo e seus aliados ou apadrinhados. O STF vergonhosamente não aprovou o ficha limpa para que o indivíduo possa se candidatar a um cargo público. Esse país é uma vergonha.

    • Carlos Ferreira disse:

      Regis, é claro que tudo isto também me desespera, mas cada um de nós, a sociedade brasileira, somos responsáveis por esta situação, pois quem os elege somos nós. Quantos trocam o voto por vantagens pessoais imediatas. Nunca esqueça, somos os “espertos, que gostam de levar vantagem em tudo, certo…”, como a propaganda apregoava. Mas isto, como tudo, tem um preço.
      A reforma política é de todas as reformas a mais urgente. É FUNDAMENTAL, mas extremamente difícil, pois os políticos jamais aceitarão abrir mão do paraíso que habitam.
      Com a Constituição de 1988 e a miríade de partidos políticos advindos, é impossível para qualquer partido obter maioria no Congresso. Portanto, sem coligação, não há governo. Não precisamos falar sobre o balcão de negócios criado para a montagem das ditas coligações.
      Por outro lado, como já disseram: “todos os regimes são ruins, mas a democracia é o menos pior”. Assim, para mudar o estado das coisas, precisamos não somente votar corretamente, como também disseminar este conceito na sociedade. Não há o que esperar da nossa mídia empresa, comprometida em defender os seus interesses e os dos grupos que representa. Isto tem que ser feito com paciência e determinação insuperáveis, por cidadãos, como você, eu e os colegas que expressam seus comentários neste espaço, por exemplo.
      Forte abraço,
      Carlos

  101. O que se espera de um país que cobra de seu próprio povo um imposto de renda nesse patamar? O que se espera de um país que cobra 61 (sessenta e um) impostos, sendo que 48 (quarenta e oito) são federais e o restante, estaduais e municipais? Qualquer brasileiro sabe que o IPVA é uma sobretaxação, por que já pagamos o imposto sobre o veículo na data de sua compra e o pior, pagamos esse absurdo todo o ano, repetidamente, onde existe isso? Quando o governo tiver que devolvê-lo, por ser uma cobrança inconstitucional, será uma enorme quebradeira. Senhor ex-presidente Lula, o senhor não sabia o que era saneamento básico e aqui vai uma prévia: 1-esgotos; 2-ruas e estradas pavimentadas; 3- água potável; 4- luz; 5-coletas de lixo e aterros sanitários; 6-escolas e educação; 7-segurança; 8-saúde e o favorecimento para que a população adquira suas casas, isso é o mínimo que um governo precisa fazer à sua gente, isso é básico a vida. O que foi feito até agora? Há muito a se fazer não acha?

  102. A política abordada aqui tem tudo a ver e sem ela, principalmente com bastante consciência, não há como mudar o país ou melhorar a nossa força de dissuasão. O Brasil precisa se encontrar para muito depois, aplicar-se a outros comandos. Esses desencontros políticos determinam um imenso buraco entre o governo e a população. Quando tudo se esclarecer, aí sim teremos um caminho a ser seguido. Quanto ao vetor para a FAB é necessário que haja uma linha de pensamento sem nós ou laços e o BRICs certamente é um caminho interessante a se seguir. Aqui nesse blog há principalmente maturidade entre seus participantes e será muito agradável segui-lo.

  103. O chefão da quadrilha do mensalão que todos sabem perfeitamente quem é, sai ileso e pior, nem se apresenta para depor. Essa blindagem não ocorreu com Fernando Collor de Melo. Isso é Brasil. A podridão é clara aos olhos da população e vergonhosamente a justiça não se faz presente. Pizzas que vão à mesa e voltam ao forno. A FAB encontra-se nessa sena de inoperância administrativa e dificilmente deixará de amargar vetores inconsistentes. A Armada brasileira é tipicamente de mostruário e pela situação obsoleta em que se encontra, dificilmente fará o seu papel dissuasivo. É necessário que haja uma mudança radical no país e o seu início se dará a partir de uma punição aos corruptos. A ficha limpa é o mínimo que se deseja de um político que vai exercer um mandato e isso é primordial para que haja coerência administrativa.

  104. Há muita coisa errada no Brasil e vamos empurrando com a barriga, essa é que é a verdade. O perigo de tudo isso é o momento em que a população chegar ao limite e jogar tudo para cima. O governo precisa dialogar mais com a população, não pode exercer seu cargo no monossilábico. A política existe para que haja benefícios à população e não sofrimento. O político deve satisfação à sociedade, é um cargo público que ele exerce representando o povo. Todas as ações na Câmara e no Senado não poderiam distanciar-se da população. Criam-se medidas provisórias constantemente, jogando-se por terra a Constituição Federal. Nossas Forças Armadas são uma calamidade pública e não condiz com a soberania nacional. O Brasil encontra-se na contramão e precisa mudar seu rumo.

  105. Sou cético em relação a uma melhora de convergência na atual gestão presidencial, ou melhor dizendo, no gerenciamento do país. Há um distanciamento político em relação às necessidades básicas da população brasileira. Há muita cobrança e pouco trabalho ou retorno desse imenso capital pago, ou seja, há uma incompatibilidade nos impostos e serviços públicos. Quando o Ministro Guido Mantega disse que não havia capital para se investir na FAB, todos os brasileiros, indistintamente, ficaram revoltados. Paga-se muito para não se ter nada. O refrão do governo sempre foi que não há dinheiro e o que falta realmente nessa afirmativa é vergonha. Quando houver uma limpeza pública dessa corrupção que aí está, o país terá dinheiro e muito mais do que se pensa. É de conhecimento de alguns que em uma tal cidade do interior de São Paulo pediu-se ao governo federal dinheiro para se construir um hospital, fez-se no terreno um esqueleto de tijolos e ferragens sem a conclusão do projeto, mas lá na Bahia soube-se que o mesmo prédio do projeto inicial foi concluído, para uso particular é claro, sendo que a construção foi fotografada e as fotografias apresentadas ao Palácio do Governo para comprovar a sua conclusão, feito isso, doou-se os esqueletos reais para uma escola e assim foi-se o dinheiro público para o saco. Provavelmente esse hospital da Bahia foi vendido, encontra-se em uso ou está alugado. Isso acontece a todo o momento pelo Brasil a fora e nada passa incólume ao brasileiro que tudo assiste e se torna cada dia mais descrente com tudo isso. O governo Federal não manda averiguar e fica por isso mesmo. Vergonha nacional.

  106. Carlos Ferreira, o Brasil no aspecto político precisa modificar-se e a correção da corrupção é o fator mais impactante no semblante do país. O FX e vários outros programas de importância não se consolidaram por falta de um planejamento adequado. As Forças Armadas precisam de uma injeção de capital com vistas a resguardar o território nacional, assim como outros setores de importância estratégica. Não se faz uma obra sem a sua fiscalização. O dinheiro público não pode ir para o ralo e faltar para obras essenciais. A transparência pública é fundamental para que o país caminhe a um futuro menos obscuro. O descompasso nas ações está fundeada nas prerrogativas desastrosas que se tem visto e isso traz um verdadeiro “black out” no desenvolvimento do país. Hoje o Brasil necessita de um bom gerenciamento e um planejamento mais arrojado; melhor fiscalização das obras públicas; unificar a cobrança de impostos; realizar uma reforma administrativa e também do judiciário e finalmente, desburocratizar os serviços públicos. O caminho é mais que conhecido e nada se faz para focá-lo e torná-lo real. Estamos novamente em um ano eleitoral e a “lei do Ficha Limpa” ainda não foi aprovada pelo STF, um absurdo sem precedentes em se tratando de cadeiras públicas. Um mandato político requer idoneidade, responsabilidade, seriedade, aptidão e acima de tudo, uma vida pregressa limpa. Como vamos entregar nosso país a bandidos? As pessoas que possuem pendências jurídicas? Aos inconseqüentes que ferem a ordem pública? O mensalão está aí para mostrar toda essa sujeira que a todo o custo precisa ser limpa. O Brasil de hoje é um país maduro e sua população o quer livre dessas bandalheiras para que possa assumir seu posto de 6ª economia mundial com galhardia.

    • Carlos Ferreira disse:

      João Delalis, você tocou no ponto que é a essência de qualquer democracia, de qualquer Estado Republicano, o Judiciário. Sem uma Justiça Republicana, que veja todos os cidadãos como iguais perante a Lei, não haverá qualquer chance de nós construirmos uma Nação. Na verdade, junto com a Reforma Política, a mais importante de todas, precisamos com extrema urgência da Reforma do Judiciário, pois o que aí esta não nos atende. Foi construído pelos poderosos e potentes, desde o 1º Império, para protegê-los. E assim permanece. Veja quem é preso, as vezes sem qualquer prova efetiva, são os pobres, negros principalmente, as pessoas mais desfavorecidas e desprotegidas.
      Enquanto isto, réus confessos ou cujos crimes foram cometidos sob a vista de todos, mas detentores de poder econômico ou político, ficam impunes, livres de qualquer constrangimento ou privação, gozando dos salamaleques e apupos dos “doutores”.
      Você citou a Ação Penal 470, chamada pela mídia empresa do pensamento único, de “mensalão”, ora em apreciação no STF, porém já com o veredito pautado por esta mesma mídia em suas publicações e noticiosos. Tudo bem, eu também defendo a punição exemplar para malfeitos, especialmente para crimes de corrupção (corruptos e corruptores). Mas, importante, PARA TODOS.
      É incrível que esta mesma mídia e os órgãos de defesa da cidadania, não tenham tido os mesmo furor em apurar e julgar a compra de votos para a reeleição nos anos 90, ou o mensalão de Minas, a origem, ou pior, a extensa documentação comprobatória dos malfeitos explicitados pelo jornalista Amaury Ribeiro Jr. no livro “A Privataria Tucana”.
      Enfim, as leis e suas aplicações têm que ser iguais para todos, amigos ou inimigos.
      Forte abraço,
      Carlos

  107. Voltando à vaca fria, se o Brasil opt Desenvolvimentistas

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