FX-2, paradoxalmente o atraso caiu do céu

Há mais de uma década discute-se a aquisição de novos caças para a FAB. Em alguns momentos parecia que a contratação ia ser efetivada, mas logo a seguir a decisão era adiada. Hoje, já não há mais como viabilizá-la a tempo de substituir os Mirage 2000 C/D, cuja vida útil encerra-se em 2013 e os F 5M, que serão desativados a partir de 2017. O tempo passou e a janela fechou.

Nestes mais de 10 anos o Brasil mudou de forma impressionante, tanto em seu desenvolvimento interno, social e econômico, quanto em sua projeção internacional, incluindo maiores responsabilidades e ambições associadas à governança global. Houve a descoberta do Pré-Sal e foi aprovada a “Estratégia Nacional de Defesa”. O mundo ficou mais complexo e perigoso.

Os caças selecionados para a fase final do certame FX-2, a saber: o francês – Dassault Rafale, o norte-americano – Boeing F/A-18 E/F Super Hornet e o sueco – Saab Gripen NG, são aeronaves de 4ª geração, com chances quase nulas de sobrevivência em combate com os novos caças de 5ª geração, que estarão operacionais nas principais forças áreas, incluindo os outros  BRICs, a partir de 2015. Cabe ressaltar que a aeronave a ser adquirida será o nosso principal meio de defesa nos próximos 30 a 40 anos. Portanto, não podemos errar na seleção do equipamento mais adequado para esta missão.

Sukhoi PAK-FA T-50

Com as inseguranças originadas da grave crise financeira internacional que assola o mundo desde 2008, com forte recrudescimento em 2011, há que ser prudente. Assim, começam a ser analisadas alternativas que permitam ao Brasil manter algum nível de capacidade de defesa aérea. Dentre elas, estudos racionais e ponderados para a aquisição de aeronaves usadas de 4ª geração, que permitam a FAB substituir seus Mirage 2000 e F 5M e dê ao governo mais tempo para a decisão sobre o futuro caça, inclusive com a possibilidade de este venha a ser um caça de 5ª geração. Se assim for, paradoxalmente o atraso caiu do céu, pois então teremos um caça atualizado, no estado-da-arte, no mesmo nível das demais potências mundiais.

Chengdu J-20

Sob todas as perspectivas, a melhor opção seria uma associação no âmbito dos BRICs, seja com a Rússia no Projeto do Sukhoi PAK-FA T-50, no qual a Índia também participa, ou com a China no Projeto do Chengdou J-20.

Carlos Ferreira

Sobre Carlos Ferreira

Engenheiro, com especialização em Políticas Públicas e Governo pela EPPG-IUPERJ. Atuando na área de Energia Nuclear. Membro do Conselho Diretor e do Conselho Editorial do Clube de Engenharia. Conselheiro do CREA-RJ, período 2005 a 2007.
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318 respostas a FX-2, paradoxalmente o atraso caiu do céu

  1. Wellington disse:

    Concordo com o comentário , o Brasil realmente deveria adquirir algum caça com capacidade superior aos que possui mais a menor preço , um segundo tampão , a se associar com empresas capacitadas e produzir seus próprios caças de superioridade !

  2. Rafa disse:

    Bom dia, a respeito da aquisição de caças usados (como de abito fazemos) podemos analizar uma serie de propostas tanto dos EUa como da UE, más não adianta o Brasil continuar com esta falacia de aeronave se não tivermos o que realmente importa em um ambiente de combate que é o que esta em baixo das asas do mesmo. Então se não tivermos o que à de mais moderno em misseis não adianta gastar um centavo em qualquer aeronave que não vai adiantar nada. Pela extenção territorial nós precisamos de pelo menos um missel anti-aereo com capacidade minima de 250KM de alcance . Agradeço!

    • Carlos Ferreira disse:

      Rafael, você tem toda razão. De nada adiantará ter uma excelente aeronave, sem os “dentes afiados”, neste caso, mísseis de alta performance, tanto os de grande alcance _ BVR (“Beyonde Visual Range”) quanto os de menor alcance _ WVR (“Within Visual Range”). O problema é que os modernos mísseis custam milhões de dólares e não se pode ter somente uma meia dúzia nos paióis. Assim, pode-se considerar que o custo para armar adequadamente as novas aeronaves e mantê-las em condições de combate, pode ser quase equivalente aos investimentos para adquiri-las. Mas não há opção, se quisermos efetivamente ter capacidade de dissuasão.
      Outro ponto fundamental (o exemplo das Malvinas não pode ser esquecido) é termos as capacidades tecnológicas de projetar e fabricar nossos próprios mísseis. Neste sentido, por exemplo, a Marinha do Brasil, junto com empresas da Base Industrial de Defesa (BID) nacional, desenvolve o Projeto MANSUP (Míssil Anti-Navio de SUPerfície), míssil BVR com características semelhantes ao modelo MM-40 Block II Excocet, com alcance superior a 60 km.
      No caso dos mísseis ar-ar, os principais desenvolvimentos são o míssil BVR A-Darter (60 km) em conjunto coma Denel sul-africana e o míssil WVR_ MAA-1B “Piranha B” (12 km),Mectron.
      Abs,
      Carlos

  3. Moacir José da Silva disse:

    Não precisamos nada desses gastos,façamos uma duzia de bomba atomica e uma centena de bombas nuclear de pequena capacidade (o suficiente para uma bomba afundar uma esquadra inteira),quero ver quem vai olhar para o Brasil.Na pior das hipoteses voce deixa o recado quem por a mão na amazonia ou no pré-sal tera que esperar os efeitos das bombas passarem,não é nosso não sera de ninguem.

  4. Fco disse:

    Sr. Carlos Ferreira. É preciso que alguém diga a Dilma e o Celso Amorim, as opções citadas ( T-50 e J-20). Quem poderá convencê-los, pois, tudo indica que é o Rafale o vencedor, se, os EUA, não nos empurrar o f-18, em nossa aguela. Aliás, nem sei o porque dele estar na final, sendo que o governo sempre soube que os americanos não deseja o nosso desenvolvimento.

    • Carlos Ferreira disse:

      Coutinho, tenho certeza que você faz uma idéia do nível de pressão geopolítica (e comercial), interna e externa, que envolve esta decisão de governo. Veja, o tempo dos pequenos países (Inglaterra, França, Alemanha e Japão) como potências militares de projeção global, acabou. O futuro do poder mundial estará com os grandes países continentais, sendo os EUA o exemplo mais evidente, assim como a China, Rússia, Índia e talvez o Brasil (BRICs). Destes, no caso da indústria de aviação militar, tanto a China como a Índia fazem uso das teconolgias russas ou densenvolveram suas próprias habilidades a partir destas. A França para garantir a sobrevivência da sua indústria militar, diga-se de excelência, necessita deseperadamente de um parceiro externo grande. Apesar da recente venda dos Rafales para a Índia, com transferência de tecnologia e fabricação em território indiano, por todos os motivos, incluindo os históricos, o parceiro mais adequado para os franceses é o Brasil. Mas os franceses precisam ter esta percepção estratégica!
      Abs,
      Carlos

  5. Ricardo Silva disse:

    O Brasil atrás de um Saab Gripen NG para a sua frota aérea é uma verdadeira piada de mau gosto, praticamente são os mesmos e velhos JAS-39C, de 2ª geração, monoturbinados, que atuaram há tempos na Líbia, hoje totalmente obsoletos e substituíveis. Se fosse um velho F-16C usado, conforme fez o Chile, certamente estaríamos bem melhores. Para quem estava habituado com hélices ou com os obsoletos “Super”Tucanos T-27, os F-5E/F, os T-26 Xavante, os Mirage 2000, os AMX ou mesmo os McDonnell-Douglas A-4 Skyhawk, com certeza não poderia escolher bem o caça que comporia nossa Força Aérea. O pior de tudo isso é que ainda fazem vídeos enaltecendo nosso poderio aéreo e ridicularizando a FAB diante de outros países. O Brasil não duraria nem alguns segundos diante desses caças de 5ª geração que andam por aí, com radares AESA e miras multipontuais a laser ou infravermelho. Seria um verdadeiro massacre a céu aberto. Nesse FX-2/3 infelizmente falta tudo. O Brasil com o Dassault Rafale F-3 ou o Boeing F/A F-18 “Super” Hornet seria a mesma situação, perderia seu espaço aéreo ao inimigo em pouquíssimo tempo. Estamos em um mundo tecnológico e não há lugar para brincadeiras, principalmente no setor de defesa. Continuar não enxergando essa verdade, é deixar definido que a FAB nunca terá o controle sobre o seu espaço aéreo.

    • Carlos Ferreira disse:

      Prezado Ricardo, concordo plenamente com voce quanto as carências de meios adequados (desde sempre) para proteger o espaço aéreo nacional e ter efetivamente alguma capacidade de dissuasão. A novela do FX-2/3 se arrasta por mais de década e meia. Chegamos a um ponto em que não há mais tempo para aguardarmos o desenvolvimento de uma aeronave de 5ª geração, pois os F-5M terão sua vida útil encerrada por volta de 2018. Por outro lado também não temos tecnologia e capacidade industrial para fazê-lo, necessitando nos associarmos com aqueles que as tem.
      O único caça de 5ª geração atualmente operacional é o Lockheed Martin F-22 Raptor, com sido suas atividades suspensas devido a diversos eventos de perda de consciência dos pilotos em voo. Trata-se de um avião extremamente caro, cuja exportação é proibida.
      Existem ainda 2 outros caças de 5ª geração em desenvolviento: o russo Sukhoi T-50 do Programa PAK FA (em conjunto com a Índia) e o chinês Chengdu J-20. Na minha opinião o Brasil deveria buscar se associar a um destes parceiros no BRIC, para a obtenção de seu caça de supremacia aérea.
      O F-35 FSF é na verdade um caça de geração 4,5.
      Premida pelo tempo a FAB precisa de uma solução urgente, tendo sobrado do processo de seleção os seguintes caças de 4ª: o Gripen, que voce já bem avaliou; o F/A-18 Super Hornet, cujo projeto está no limite, não permitindo mais qualquer melhoria (além das tradicionais restrições impostas pelos EUA a transferência de tecnologias) e o Dassault Rafale, para mim sob todos os aspectos, a melhor opção no momento.
      Forte abraço,
      Carlos

  6. Ricardo Silva disse:

    A americana lockheed Martin possui a melhor plataforma de aeronave/caça de 5ª geração da atualidade para equipar qualquer força armada mundial, o F-35 Lightning II A e B que o programa FX brasileiro eliminou da concorrência. O Japão precisava de um vetor desse nível e queria montar algo que barrasse qualquer intenção de invasão de seu território e fez justamente o contrário do Brasil, escolheu essa plataforma excepcional para a sua força aérea. Os outros vetores que se encontram no mercado aeronáutico são meros paliativos, de 2ª, 3ª e 4ª gerações, que ficarão obsoletos e terão de ser substituídos a partir de um curto espaço de tempo. O reaparelhamento de uma força aérea ou um programa FX como o do Brasil, que visa a proteção territorial, não pode adquirir um vetor que terá que ser substituído a um curto espaço de tempo, e mais, não pode se dar ao luxo de trilhar um rumo arrastando tecnologias obsoletas. Se todo esse planejamento de segurança se iniciar mal, terá um fim trágico e a população ficará com o ônus de tudo isso sem que haja um resultado plausível. Se a FAB vai ser reaparelhada, que seja com o melhor vetor tecnológico existente, pois, sabemos que o espaço aéreo é o ponto vulnerável de um país e se não for bem protegido com um bom aparato de segurança, torna-se uma lacuna irremediável. A FAB deverá ser a maior força combativa e dispersiva do território brasileiro e deverá ter em mãos a melhor plataforma mundial para esse fim, custe o que custar.

    • Carlos Ferreira disse:

      Realmente o Lockheed Martin F-35 Lightning II, ainda em desenvolvimento, será uma excelente plataforma, mas para os EUA e suas forças auxiliares compostas por países da OTAN e mais alguns aliados da Ásia e Oriente Médio. Apesar dos diversos níveis de participação no Programa JSF, todas as aeronaves serão montadas nos EUA. Assim, além de ser um caça muito caro, a impossibilidade de transferência de tecnologia já o elimina de qualquer análise, segundo os preceitos do mais importante documento de defesa já publicado no Brasil, a “Estratégica Nacional de Defesa” (“http://http://www.sae.gov.br/site/wp-content/uploads/Estrat%C3%A9gia-Nacional-de-Defesa.pdf”), documento de Estado que encerra quase 100 anos de doutrinas militares voltadas para o “inimigo interno” e operações contrainsurgência, passando a focar no inimigo externo, aplicando o conceito de Dissuasão.
      Reitero que considero como melhor opção no momento, a parceria com a França pelo Rafale, que bem “recheado” de aviônicos e sistemas de defesa e ataque é uma formidável plataforma, como provado recentemente no teatro da Líbia. Devido aos custos astronômicos envolvidos no desenvolvimento de caças de alta performance, uma associação estratégica da França com o Brasil, é a única chance para que os franceses poderem manter sua indústria aérea de defesa. Portanto, esta parceria deveria ser do interesse das duas nações.
      Por outro lado, há que se desenvolver um caça de 5ª geração, que ao meu ver deveria ser no âmbito dos BRICs. A dúvida é se haverá coragem e independência geopolítica para uma decisão destas.
      Abs,
      Carlos

    • vancley disse:

      Sr. Ricardo, hoje o melhor 5° geração é o f22, o f35 é um 4.5 melhorado, saiba que o su35 sem ter aquele designer stealth, apenas com pintura radar absolvente, e sistemas anti-medidas enfrenta um f35 de igual para igual, podendo inclusive detectar o f35 antes que o mesmo o detecte, o t50 sera um anti-f22, maior capacidade de armas internas, tvc 3d em qualquer direção, o f22 é apenas bi-angular, sistema de navegação por satélite estilo gps e por milhares de pontos no solo ou seja não precisa de satelites, os melhores misseis do mundo são russos, durante o governo bill clinton dois avioes russos (não stealth) fizeram um rasante sobre um porta aviões americano, que por sua vez demoraram 45 minutos para conseguir lançar um avião para iniciar a defesa, sistema de invisibilidade por plasma, na decada de 90 quando caiu a cortina de ferro o mundo tremeu ao ver mig29 com mira atraves do capacete, o piloto olha e o alvo é designado até 60° do bico da aeronave, tvc russo tem mais de 2 decadas, americanos iniciaram em 2008, fly by wire russo desde a decada de 80, mig 29 voa a 62.500 pés NA EXTRATOSFERA, quem acompanha?Iuguslávia na decada de 90 ordem para pilotos da otan (eua,gra-bretanha,alemanha, frança,etc) evitar combate com mig29, autorização para fugir, isto contra os maus treinados pilotos bósnios, brasil tem comprar aeronave rústica, barata, e respeitada, a unica solução t50…

  7. Ricardo Silva disse:

    O Lockheead Martin F-35 Lightning II, assim como o F-22 Raptor, o J-20 ou mesmo o T-50 é um caça de 5ª geração, com tecnologia stelth e não um 4,5ª geração como o EADS Eurofighter Thyphoon. O Dassault Rafale F4, evoluiu com seu radar AESA, o acréscimo de uma multi-detecção por infravermelho e melhorias em seus armamentos, mas, só isso, perderia feio em um confronto com caças de 5ª geração. É difícil imaginar a FAB em busca de um monoturbinado SAAB Gripen NG e ouvi-la dizer que seria o melhor vetor para o Brasil. A escolha deste caça bate em cheio com a falta de critério técnico e visão futurística para a perfeita sincronização do sistema defensivo brasileiro. Em pleno século XXI ainda se fala em monoturbinados e turbofans como se fossem jóias aeronáuticas. O Brasil busca montar um museu aeronáutico ou se compromete a mudar a situação da FAB? Qual é realmente o objetivo desse FX-2/3 de Dilma Rousseff? O Boeing F/A F-18 Super Hornet, de 3ª geração, seria a solução que o Brasil procura? Acho tudo isso muito obscuro e falta um planejamento estratégico para buscar a melhor plataforma e os pacotes necessários à evolução da FAB. É a soberania nacional em jogo, é o Brasil que se arma em prol de sua segurança e isso não é errado, não é pernicioso, não é vergonhoso. Se a Europa e os E.U.A. encontram-se em crise, isso não é pertinente ao Brasil em termos de soberania. Essa crise poderá facilitar ainda mais as negociações e fim. O governo brasileiro precisa ser mais objetivo e financiar o sistema defensivo como é necessário. O corredor aéreo não poderá ficar por mais tempo à mercê de inimigos e isso é uma realidade fria e crua.

    • Carlos Ferreira disse:

      Ricardo Silva, concordo com sua argumentação e também partilho das mesmas preocupações, mas para mim não há melhor solução no momento que não seja o Rafale (F4), inclusive porque este também pode ser lançado e recolhido pelo NAe São Paulo. As aeronaves de 5ª geração ainda estão em desenvolvimento, mesmo o F-22 que recentemente apresentou sérios problemas de perda opracionais. Defendo que o Brasil deveria se associar a um dos programas no âmbito dos BRICs (J-20 ou T-50), para vir a possuir um caça de efetiva superioridade aérea, no médio prazo. Acredito que pela experiência de intercâmbio tecnológico com a China, como o bem sucedido Programa CBERS (Chine-Brazil Earth Resources Satellite), bem como pela experiência operacional das parcerias da Embraer na China, a opção pelo Programa J-20 seria a melhor. Não podemos esquecer os enormes avanços tecnológicos obtidos recentemente pela China na área aeroespacial.
      Abs,
      Carlos

  8. O Dassault Rafale F4 e não o F3, assim como o EADS Eurofighter Typhoon, poderia “quebrar um galho” e manter a soberania nacional sob guarda, embora não satisfaçam plenamente as exigências tecnológicas do século XXI. A grande vantagem da EADS é a parceria tecnológica e financeira com a EMBRAER na aquisição e manutenção dos AMX e agora os AMX1 da FAB. A Dassault também forneceu os Mirage 2000 (precursores do Rafale), mas, sua ligação com o Brasil é mais frágil e existe aí a dificuldade em se cumprir compromissos assinados. Já por outro lado temos a Boeing com seu caça de 3ª geração, caminhando para a aposentadoria, o F/A F-18 Super Hornet, com um congresso antipático a tiracolo, mas, com um ponto positivo a frente: muito simpático à presidente Dilma Rousseff. A FAB ainda esboça um sorriso para o SAAB Gripen NG, uma ligação desprovida de razões, mas, enfim, ainda não se definiu o candidato e tudo será possível a partir daí. Bater na tecla do caça de 5ª geração ainda é a tônica de todo o brasileiro que lê, conhece e se interessa por aeronáutica. Acho muito difícil que o governo opte por um vetor tecnologicamente avançado em detrimento ao custo de manutenção do mesmo. Um projeto de 5ª geração exigirá a modernização de todo o aparato de apoio ao mesmo e isso gera custos. O Brasil prefere recondicionar as sucatas a um custo estratosférico, manter as padronizações ultrapassadas de seus centros operacionais, que encarar novas tecnologias e ficar como o Hugo Chaves, travado por não conseguir colocar no ar caças tão avançados. Tudo é uma questão de planejamento, nada se faz por fazer. Acredito em uma solução plausível, desde que se faça uma boa escolha e que se tenha em mente que essa dita escolha terá reflexos futuros. Observar o que a Índia faz com seu aparato de segurança é uma diretriz, mas não um ponto de definição. O Celso Amorim precisa coçar mais a cabeça e pensar com propriedade senão a FAB morrerá na praia.

    • Carlos Ferreira disse:

      Ricardo, o problema é que as graves deficiências da FAB não se restringem somente à aviação de caça, apesar desta ser a mais importante. Veja o caso do treinamento primário na AFA, ainda feito com o T-25 (Universal) ou o treinamento avançado, na mesma AFA, por incrível que pareça ainda feito com o T-27 (Tucano), com sistemas e tecnologias da época da 2ª Guerra. Quase nada disto pode ser aproveitado ao ser feita a transição para aeronaves com as novas tecnologias atuais.
      Abs,
      Carlos

  9. O Chengdou J-20 chinês é um protótipo nada confiável, embora seja a cópia perfeita do F-22 Raptor americano, já o Sukhoi T-50 vem de uma linhagem bastante conhecida e traz consigo a India como parceira. Para o Brasil seria interessante a associação nesse PAK/FA russo, para que os dividendos sejam mais promissores e possivelmente tragam “royalts” ao Brasil. Os “Offset” virão com certeza e serão diferentes dos apresentados até então no FX-2/3. Sou Sukhoi.

  10. O cruzex V em 2010 mostrou a defasagem tecnológica que já existia entre o Brasil e os EUA, embora aqui só se viu os F-16C do 120th Fighter
    Squadron da USAF em ação.A França como estava de olho no programa de reaparelhamento da FAB, aproveitou a oportunidade para trazer o
    seu Dassault Rafale F-3 B e o Chile, como tinha adquirido os F-16D usados, queria colocá-los à prova.Percebe-se claramente que os EUA
    queria brincar de caça x caçador com os vetores de 3a.geração e, claro, não trazer tecnologias que humilhassem ou mostrassem todo o seu
    potencial bélico perante os caças da região.O Brasil como sempre veio de F-5EM e os AMX, vetores totalmente obsoletos no senário de defesa
    aérea mundial e a mídia local, é claro, enalteceu essas duas plataformas, dizendo que houve registros de parabenização ao Brasil por parte
    dos pilotos norte-americanos, principalmente em relação aos AMX.Tudo isso não passou de uma encenação grosseira para encobrir a deficiência
    de nosso espaço aéreo e seus vetores que o guardam. É simplesmente vergonhoso tudo isso.A discrepância era gritante: enquanto os EUA brincavam,
    a FAB trabalhava com o melhor que tinha em mãos e se vangloriava de seus feitos, um verdadeiro vexame internacional.Imaginem o que a RAAF da
    Inglaterra e mesmo outros países europeus mais avançados em termos de tecnologia aérea de policiamento territorial pensaram sobre isso.Hoje
    quando se fala em Dassault Rafale F-3 como uma peça interessante ao Brasil nesse FX-2/3, pensa-se logo que o mesmo não passa de um Upgrade do
    velho e cansado Mirage 2000, Uma plataforma com uma sobrevida esticada ao limite.A Lochheed Martin americana não deveria estar fora desse
    FX-2/3, assim como a russa Sukhoi. A SAAB com seu Gripen NG, deveria estar há muito tempo com suas malas prontas e de longe é o que o Brasil
    necessita para a FAB, um projeto rascunhado em uma velha prancheta surrada e além do mais,com uma monoturbina ridícula. A Boeing já se associou
    a Lockheed Martin para a criação do F-22 Raptor e possui um grande potencial aeronáutico, embora, seu Super Hornet F-18 também esteja em fim
    de carrreira. O Brasil poderia exigir da Boeing o EA-18G Growler, uma plataforma high-tech mais avançada, que poderia ser de 4,5a. geração.
    Tudo é uma questão de saber colocar a questão e sua ordem de prioridade. Um grande abraço à todos e ao nosso exmo.redator deste que tanto nos
    presenteia com suas colocações extraordinárias

    • Carlos Ferreira disse:

      Luiz Carlos, é muito bom participar deste nosso grupo de discussão onde o amor ao nosso País e o agudo sentimento de brasilidade, nos une na busca do que cada um de nós entende ser o melhor para a nossa capacidade de defesa e claro, desenvolvimento tecnológico do Brsail. Como expresso na 2ª Edição, da Estratégia Nacional de Defesa (http://www.sae.gov.br/site/wp-content/uploads/Estrat%C3%A9gia-Nacional-de-Defesa.pdf):
      “A estratégia nacional de defesa é inseparável da estrtégia de desenvolvimento. Esta motiva aquela. Aquela fornece escudo para esta. Cada uma reforça as razões da outra. Em ambas se desperta para a nacionalidade e constrói-se a Nação. Defendido, o Brasil terá como dizer não. Terá capacidade para contruir seu próprio modelo de desenvolvimento”.
      Quanto Gripen NG, me parece que somente certa mídia nativa o considera a melhor opção. Imagine, um país com as nossas dimensões + a Amazônia Azul, defendido por um equipamento mono-reator!! É para rir (ou chorar).
      O F-22, ainda não “full” operacional, tem a exportação proibida, inclusive para Israel.
      O Boeing EA-18G Growler, que substituiu o Northrop Grumman EA-6B Prowlers, é uma aeronave de guerra eletrônica e não uma F/A.
      Teimo em insistir no Rafale F4, a nossa melhor opção no curto prazo e, para médio/longo, um caça de 5ª geração no âmbito dos BRICs (o Sukhoi T-50 ou o Chengdon J-20).
      Como nossas demandas de defesa são muitas e o momento me parece bastante propício, gostaria de convida-lo e aos outros participantes que comentem também outros posts associados com o tema, como aqueles referentes a dimensão naval.
      Forte abraço,
      Carlos

    • vancley disse:

      Sr. Luiz, o EA-18g growler, não é um caça de combate dog fighter nem de interceptação, dos quais o Brasil nescessita, ele é na verdade um f-18 super hornet equipado com sensores anti medidas e de guerra eletronica, nossa força aerea esta um pouco (nem tão pouco assim) defasada em quantidade de equipamentos, mas não em qualidade, de material humano, e acima de tudo treinamento, os poderosos mirages 2000 da arme de l’air passaram vergonha diante dos nossos velhos mirages III na operação mistral 2, isso por que eles contavam com radares pulso dopler top de linha! A tal RAAF dos principes que nunca virarão reis, utiliza várias derivações do caça Harrier desenvolvido na decada de 50 e apenas recebendo evoluções ao longo desses 62 anos, tendo em vista que trata-se de um avião sub-sonico, e que o principio do combate aereo se define na velocidade, acredito que escolheu mal o exemplo para ridicularizar nossa força aerea, o f5m talvez conte com melhor avionica que os harriers britanicos, e os poucos typhoon que operam na RAAf talvez superem o f5m apenas por conta do super cruise, a embalagem é feia mas o produto por baixo da fuselagem é top, quanto aos elogios aos pilotos envolvidos no exercicio, foram reais devido a grande experiencia e capacidade dos FABulosos guerreiros envolvidos, o indice de operacionalidade (nem sei se este termo existe), da nossa FORÇA é muito alto, poucos avioes mas sempre prontos para voar, não se engane com merchandising, o cinema sempre diz que os americanos são os tops na aviaçao, mas os numeros mostram a russia como a mais letal, Santos Dumont voou no centro de paris na presença de varias pessoas foi ate filmado, mas muitos acreditam que os irmãos wright inventaram o avião, midia!

      • Carlos Ferreira disse:

        Sem falar que os Typhoons (Eurofighters) não estão operacionais para a condição ar-terra. Estão limitados (ainda) a utilização ar-ar. Por não ter conseguido projeção no mercado externo, estando limitado ao grupo do consórcio europeu (Reino Unido, Alemanha, Espanha e Itália), corre o mesmo risco do seu irmão mais velho, os Tornados, isto é: não ter futuro.
        Pelos astronômicos custos e riscos envolvidos, acredito que o Typhoon seja o último projeto de caça feito na Europa, que deverá passar a condição plena de cliente da indústria norte-americana. A exceção talvez seja a França, se esta perceber a importância e urgência para a sobrevivência de sua indústria, da construção de uma parceria estatégica com o Brasil, a exemplo da que a Rússia tem com a Índia.
        Forte abraço,
        Carlos

  11. Carlos Ferreira, parabéns por esse blog! As opiniões aqui presentes nos dá a sensação que estamos em meio a profissionais, pessoas que sabem o que dizem e isso é muito bom levando-se em conta que no brasil existem muito poucos formadores de opinião, principalmente nesse setor aeronáutico de defesa. É gratificante e prazeroso ler cada linha desse seu blog.

  12. Carlos Ferreira, bom dia! O problema maior de se focar no Dassault Rafale F4 e não no F3, como ocorre no FX-2/3, é o seu custo / benefício extremamente alto, muito superior ao que a India estaria negociando com a Dassault e embora tenha melhorado muito com o radar AESA e mudanças na aviônica, continua não sendo um caça moderno e seu DNA provém do velho e cançado Mirage 2000 como todos nós sabemos. Falta-lhe a assinatura radar/stelth que na era atual é um fator de desequilíbrio. Por outro lado, me agrada bastante o seu formato em delta e não flexado, o que determina uma manobrabilidade incrível em combate, possui um trem de pouso extremamente robusto, principalmente no Rafale B, direcionado a porta-aviões e é um caça muito mais compacto que seus concorrentes, o que facilita muito o seu manuseio e manutenção. É um biturbinado e com uma autonomia bastante grande (3.893 Km), embora o combate atual tenha mudado bastante suas características e foge a todo o custo de um corpo à corpo, onde as aeronaves (caças ou VANTS) detectam o inimigo a quilômetros de distância e com seus laser e infra-vermelhos selecionam seus alvos e lançam mísseis teleguiados com precisão cirúrgica. Talvez devêssemos pensar na EADS como opção melhor que o Rafale, com seu Eurofighter Typhoon 2020, um caça muito mais barato, avançado e que já equipa várias forças aéreas européias, como a RAAF, por exemplo. O Boeing F/A-18E/F Super Hornet também poderia ser um dos caminhos menos espinhosos ao Brasil, desde que a empresa americana cumpra com seus compromissos de transferência de tecnologia e não se enrosque com seu complicado congresso. O que não se pode pensar mesmo é em um SAAB Gripen NG, um vetor retrógado e limitadíssimo, conforme todos aqui disseram. Espero que tudo se clareie. Um grande abraço.

    • Carlos Ferreira disse:

      Carlos Eduardo, muito obrigado pela gentileza dos seus comentários. É muito bom termos cada vez mais participantes, ajudando a divulgar e a melhor compreender as questões ligadas à Defesa, fundamentais para assegurar ao País uma condição de protagonista neste nosso mundo cada vez mais instável. A outra opção, oferecer vassalagem aos “senhores do mundo”, deve ser rechaçada.
      Quanto às alternativas, por você apresentadas, me permita comentá-las:
      1) Somente o Reino Unido, a Alemanha e a Itália têm em seu inventário o Eurofighter Typhoon, que no teatro de oprações da Líbia, foi amplamente superado pelos Rafales. Com a entrada em operação dos F-35, a tendência será o desaparecimento desta aeronave. Pode-se dizer que as limitações a este Programa, são as mesmas que selaram o destino dos Tornados. Isto é, vendas restritas aos países (poucos) do consórcio projetista. Por outro lado, esta opção já está descartada do certame F-X 2/3.
      2) O F/A-18E/F Super Hornet, é um projeto da década de 70 (célula), não permitindo mais qualquer desenvolvimento. Por outro lado, trata-se de uma aeronave pesada, impossível de utilização no NAe São Paulo. Mas para mim a maior de todas as questões é a certa limitação na transferência de tecnologia. Não devemos esquecer que fomos proibidos pelos EUA de vender um expressivo lote de Super Tucanos à Venezuela, devido a simples presença de componentes fornecidos por empresas norte-americanas.
      3) Não temos mais tempo para a curto prazo, para sonharmos com uma aeronave de 5ª geração no Programa F-X2. Portanto, a nossa única opção é o Rafale.
      Forte abraço,
      Carlos

  13. A RAAF adquiriu em 2010 o Boeing F/A-18E/F em sua versão Growler, em um total de 24 aeronaves, sendo que a USAF em 2009 adquiriu 629 Super Hornet em várias versões, demonstrando que o vetor da Boeing não é tão ultrapassado assim e nem está se aposentando como dizem alguns. O Brasil não estaria mal servido com esse caça de 3ª geração, mas também, não estaria na vanguarda entre os caças do século XXI. O Dassault Rafale F-4 traria ao Brasil uma autonomia maior, distanciando os EUA de seu caminho e traria com certeza um pacote de offset mais recheado. Não há interesse por parte dos EUA em armar a América Latina com tecnologias de ponta, afinal, o seu poderio aeroespacial é irrefutável e isso faz com que o mesmo não queira armar outras regiões onde há algum interesse geográfico. O petróleo é o principal deles. Por aqui há esquerdistas que ainda preocupam os EUA e isso tem peso político.

  14. O Brasil carrega consigo um gasto estratosférico com a manutenção de seus velhos e obsoletos vetores, sem qualquer finalidade, pois, ainda se utiliza do EMB-314 Super Tucano, um turbofan, como treinador de acesso aos AMX1, aos Mirage 2000 e aos Douglas Skyhawk A-4 MKU, um horizonte de defesa aérea extremamente defasado. Se não temos vetores compatíveis para absorver o corredor aéreo com propriedade e estabelecer os limites de nossa soberania nacional, para que serve tudo isso? Com os atuais caças existentes no Brasil a FAB não consegue gerir o seu papel de guardiã territorial e seu “status quo” atual é de um simples expectador. Ter uma força aérea somente para fazer shows em período de festas, não é a tônica, não é o que o território brasileiro necessita. Existe potencial em nossos pilotos de caça, mas, pouco se aproveita disso. Há no mercado treinadores leves como o EADS MAKO e o M-346 AADA que realmente treinam pilotos de caças avançados e não são plataformas a hélices ou turbofans. Nota-se claramente que a FAB abaixa a sua cabeça e cochicha ao comentar sobre o futuro desse FX-2/3, falta-lhe a coragem de se posicionar favorável a esse ou aquele vetor, pois, o governo que tem a ultima palavra nesse processo licitatório não se pronuncia e não lhe dá o devido respaldo. Não são somente os caças e sim toda uma conjectura a ser determinada para que o Brasil tenha realmente a proteção de seu território. É crítico e preocupante tudo isso. Que Deus nos ajude.

    • Carlos Ferreira disse:

      Gusmão, nossas angústias são compreensíveis, afinal, amamos nosso Brasil e desejamos o melhor para nosso Povo, principalmente a liberdade.
      Vivemos hoje numa democracia, apesar de ainda ainda frágil. Portanto, embora a FAB saiba de todos os problemas que a afligem, a decisão é do MD, isto é, do governo federal constitucionalmente eleito. Por outro lado, a mídia tradicional tupiniquim, luta contra qualquer ação positiva que vise prover as FFAA brasileiras de meios no estado-da-arte. Eles sim, a mídia tradicional, nos preferem com equipamentos para “paradas cívicas”!
      Que bom seria se a AFA pudesse utilizar os A-29 Super Tucanos, com sua suíte de aviônicos e sistemas de alta tecnologia, no treinamento avançado de seus pilotos, na verdade a situação é de penúria uma vez que, o equipamento utilizado ainda é o velho T 27 Tucano, dotado de tecnologias similares as do P-47 da II Guerra Mundial.
      Pelo que tenho acompanhado do processo da modernização dos A-1M + F-5M (FAB) e A-4 (Marinha), estes vetores passarão a ter reais capacidades táticas de combate, passando a ser um importante componente para a atuar em conjunto com os futuros F-X 2/3, de acordo com os respectivos requisitos de missão. Cabe ressaltar ser o Super-Tucano, turbohélice, a melhor aeronave de combate, na sua categoria, no mundo.
      Abs,
      Carlos

  15. Quanto tempo as empresas aéreas, Dassault, Boeing ou mesmo a SAAB, levariam para entregar os caças que o Brasil se propôs a adquirir? Esse tempo, com certeza, seria suficiente para que o vetor adquirido se tornasse obsoleto, principalmente se a respectiva compra se basear em caças de 2ª, 3ª e 4ª gerações. Há um risco extremo em se comprometer a performance da FAB em termos de guardiã do território brasileiro por conta de cronograma. A Associação do Brasil ao BRICs, visando a aquisição do J-20 chinês ou o T-50 russo, seria o caminho mais concreto e deixaria a FAB em um patamar ideal durante um bom tempo. Os centros operacionais encontram-se defasados por conta dos vetores antigos que ainda se encontram em atividade e também necessitariam de uma ressuscitação, enfim, o Brasil precisa tomar uma resolução com vistas ao futuro e não se basear em paliativos que logo se somarão as já sucateadas aeronaves que aí estão.

    • Carlos Ferreira disse:

      Waldecy, embora o cronograma não seja conhecido, eu arriscaria dizer que se a escolha do vencedor fôsse em dezembro/2012 (qualquer dos 3), o Contrato seria assinado em dezembro/2013, com o 1º lote (feito no exterior) sendo entregue em 2018, passando então a produção a ser feita no Brasil.
      Forte abraço,
      Carlos

  16. O NAe SãoPaulo que tanto se fala aqui nesse blog é o que o Brasil tem de melhor, embora lá esteja o A-4 Skyhawk e os Eurocopter AM-39 Block I em final de vida. Sei que existe uma previsibilidade para se adquirir o Sikorsky S-70B e o Eurocopter EC-725, mas, em 2013 vem mais uma sucata para ser modernizada, especificamente o Grumman C-1A Trader. Veja bem, o porta-aviões é usado, os vetores são usados e vem logo a pergunta: Os EUA iriam dispensar algo que para eles não fosse obsoleto?
    A marinha e a aeronáutica convivem harmonicamente com vetores ultrapassados e precisavam mudar isso de uma vez por todas. No mar o que comanda hoje são os submarinos, muito mais letais e furtivos. Uma plataforma marítima recheada de caças como o NAe São Paulo, se torna um alvo muito fácil aos VANTs, aos caças de 5ª geração e também aos submarinos nucleares. O Brasil precisa de um sistema de detecção por varredura de alta tecnologia no centro do país, em Brasília, por exemplo, para lançar os caças concentricamente sobre o inimigo e que acionasse com precisão toda a frota marítima e que esse centro de recepção e comunicação não fosse acessível ou detectável para ataques inimigos. A importância de ser no centro do país é que daria tempo para contra-ataques de aeronaves invasoras. O Chile, por exemplo, possui um centro observatório no Atacama, voltado a observações estelares e sua natureza militar de detecção e varredura territorial é constantemente questionada. Há 11 (onze) montanhas ou picos no Brasil que poderiam compor nosso sistema de detecção. Uma pergunta que fica: Há algum radar militar de alta tecnologia instalado no Pico da Neblina? Quantos satélites de uso militar foram lançados no Brasil até agora? São situações que poderiam estar ajudando e compondo o sistema defensivo. Há inúmeras perguntas e questionamentos que morrem na burocracia brasileira. Um grande abraço à todos e ao criador desse blog.

    • Carlos Ferreira disse:

      Waldecy, o NAe São Paulo, não é a “velharia descartável” que a “briosa” mídia nativa tenta impingir, como sendo uma sucata flutuante cheia de problemas e inútil. Trata-se do mais importante meio da Marinha do Brasil (MB), que passou por um grande e desafiador retrofit, implementado com total sucesso pela MB no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro.
      Chega um momento em que um país tem de decidir qual destino deseja, torna-se um protagonista mundial ou se encolher em insignificância no cenário internacional.
      O NAe São Paulo tem uma missão importantíssima, fazer a transição do NAe Minas Gerais, sucateado em uma paria perdida na Índia (infelizmente), para o futuro novo porta-aviões a ser construído no Brasil, que eu espero tenha propulsão nuclear.
      Quanto ao sistema de defesa aeroespacial, o Brasil já o tem, o Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (COMDABRA), com uma rede de radres fixos de defesa espalhados pelo território nacional. O problema deste tipo de configuração é o grande inimigo natural dos radares: a curvatura da terra. Aqui então aparece a nossa maior vulnerabilidade, a falta de satélites próprios civil/militar. Nas privatizações feita pelo sr. FHC, a nossa Embratel passou para mão mexicanas, estando hoje sob controle da América Móvil do sr. Carlos Slim. Assim, inacreditavelmente, as Forças Armadas brasileiras, bem como o próprio Ministério de Defesa, Itamaraty e demais órgãos do governo federal, que fazem uso de sistemas seguros de comunicação, incluindo imagem, internet e dados sigilosos, encontram-se nas mãos de uma empresa estrangeira, com todos os riscos inerentes aos interesses do país. Isto também impossibilita a adequada utilização dos sistemas de datalink existentes nas nossas aeronaves, sistemas C2, navios e outros. Algo impensável em qualquer país do mundo, mas que aqui foi feito.
      Abs,
      Carlos

  17. Uma pergunta pertinente e que me aguça a curiosidade: Além da aviônica, o que a EMBRAER fez para esticar a vida dos AF-1 Skyhawk do porta-aviões NAe São Paulo, que será devolvido em 2014? Esse Douglas foi equipado com o famoso e eficiente AESA com datalink BR da FAB ou foi o EL/M-2032 visando apenas alvos navais? Particularmente acho-o estranho com sua famosa “corcundinha”, mas, ainda acredito em seu potencial para os porta-aviões, pelo seu tamanho compacto, estilo arrojado e indiscutivelmente robusto. Espero que o seu substituto seja eficiente e que tenha características iguais ou melhores.O Douglas AF-1 Skyhawk veio com a mesma deficiência do Lockheed Martin & Boeing F-22 Raptor, ou seja, falha na oxigenação do cockpit, onde o piloto desfalece colocando a vida e o vetor em risco. Acredito que o armamento tenha mudado para melhor, pois há uma parceria Índia / Brasil / África do Sul que promete bons resultados. O que você me diz Carlos Ferreira?

    • Carlos Ferreira disse:

      Alencar, é muito bom olharmos também para a Força Naval. No Programa de Modernização dos A-4 Skyhawk, designados na MB como AF-1 (monoplace) e AF-1A (biplace), estão incluídos os seguintes itens principais:
      • Revisão Geral das aeronaves (PMGA);
      • Novo radar com inúmeras capacidades (Elta 2032), com capacidade ar-ar e ar-superfície;
      • Sistema OBOGS (On Board Oxygen Generation System), que gerará o oxigênio proveniente da atmosfera para os tripulantes, sem a necessidade de abastecimento das atuais garrafas de oxigênio;
      • Novo sistema de geração de energia, com a substituição dos atuais geradores e conversores;
      • Novos rádios para realizar, automaticamente, comunicação criptografada e que permitirá no futuro a transmissão de dados via data-link;
      • Sistema inercial (EGI) de última geração;
      • HOTAS (Hand On Throttle and Stick), mão sempre no manche;
      • Novo HUD (Head Up Display), que permitirá aos pilotos manter sua atenção para fora do cockpit.
      • Dois display tático 5”x7”, Color Multi-Function Display (CMFD) , que apresentará ao piloto as informações de missão através das “páginas” selecionadas;
      • Computador principal que executará todo cálculo de navegação e balístico, para o piloto poder empregar os armamentos (bombas, metralhadora e futuramente o míssil MAA-1B)
      • Revisão Geral dos motores.
      • Instalação do Radar Warning Receiver (RWR): possibilita à aeronave detectar e se evadir de ameaças, como mísseis e caças inimigos, o que aumenta a capacidade de sobrevivência da aeronave e a probabilidade de sucesso nas missões;
      • Instalação do 3º Rádio VHF: capacita a aeronave a operar seus dois rádios ROHDE SCHWARZ na transmissão de dados via data-link, enquanto permanece com a escuta dos órgãos ATC (Air Traffic Controler);
      • Revitalização do Piloto Automático: possibilita ao piloto gerenciar seus sistemas, permitindo maior concentração na missão imposta;
      • Integração do Radar Altímetro e do TACAN: facilita ao piloto focar a sua atenção em apenas um instrumento (a tela do CMFD que concentrará todas estas informações), aumentando assim sua consciência situacional quando operando do porta-aviões e quando voando em condições de voo por instrumento;
      • Integração dos instrumentos do motor: possibilita ao piloto receber os avisos aurais dos limites de funcionamento do motor, concentração das informações em uma única tela e melhor visualização das informações dos indicadores; e
      • Estações de briefing e debriefing: possibilita ao piloto condições de preparar melhor a missão, garantindo assim um maior aproveitamento, economia de utilização dos equipamentos aviônicos, melhor disposição das informações geradas em vôo para treinamento das equipagens e avaliação das missões.
      Forte abraço,
      Carlos

  18. O Sukhoi T-50 do programa PAK/FA russo possui algumas diferenciações em relação ao Lockheed Martin & Boeing F-22 Raptor e ao Jenghdou J-20 chinês. O sistema avançado de multi detecção por infravermelho e seu radar Tikhomirov NIIP, tipo AESA trabalhando em banda X no “nariz” do caça e em banda L nos bordos das asas, com um alcance de detecção de 400Km, são excepcionais para o tipo de combate que foi projetado. Possui uma boa velocidade final, ou seja, 2.600 Km / h (Mach 2.44, a 11.000m ISA) sempre necessária em um confronto e um sistema de armamento extremamente letal (os novos mísseis KTVR RVV-SD). Por outro lado sua autonomia é bem menor que a do Dassault Rafale F-4 e gira em torno de 2000 Km, necessitando reabastecimento terra /ar e sua envergadura de 78 m2 (asas) não é nada pequena e pouco interessante em um porta-aviões se comparada a outros vetores do FX-2/3. O Dassault Rafale F-4 B seria com certeza o melhor vetor para substituir os A-4 Skyhawk no NAe São Paulo. Para o policiamento amazônico eu não descartaria o SAAB Gripen NG monoplace, um caça leve e de boa autonomia. Nos centros operacionais em Brasília eu utilizaria o Sukhoi T-50 biplace com o máximo de poder de fogo e no Rio de Janeiro, Pirassununga e outros centros estratégicos eu optaria pelos Boeing F/A-18 EF Super Hornet biplace, aproveitando assim todo o potencial gerado no FX-2/3 com todos os offset que os acompanham.

    • Carlos Ferreira disse:

      Lucas, ótima análise e obrigado pelas infos trazidas a respeito da configuração radar do T-50, mas como já expressei em outros comentários, não há tempo ou estrutura técnica-industrial para nos aventurar, no momento, em na produção de uma caça de 5ª geração. Devemos sim, tão logo ocorra a decisão do Programa F-X2, que insisto, o Rafale é a melhor opção, nos associarmos a um dos parceiros dos BRICs, no Programa T-50 (Rússia & Índia) ou J-20 (China).
      Por outro lado, nossos recursos (humano/econômico/industrial) são bastante limitados, o que não nos permite pensarmos em um inventário composto de T-50s + Rafale F-4 + Gripen NG. Se conseguirmos no curto prazo, contar com o F-X2 + F-5M + A-1M + A-29 + A-4M, já passaremos a ter uma razoável capacidade de dissuasão. Sim, porque esta é a doutrina a ser seguida, como expressa na END.
      Forte abraço,
      Carlos

  19. Jaspion disse:

    O Sukhoi T-35 é um caça avançado, com um projeto de engenharia aeroespacial espetacular e poderia compor a FAB trazendo ao Brasil uma estabilidade em sua defesa territorial sem um custo estratosférico como o Lockheed Martin F-35 Lightning II ou o Dassault Rafale F-4. Descartaria o F/A-18E/F da Boeing, assim como o SAAB Gripen NG. Que o FX-2/3 traga a Rússia para a mesa de negociações.

  20. Esse infravermelho utilizado no caça stelth Sukhoi T-50 do programa russo PAK/FA é um espectro a laser. O laser possui seu espectro normalmente na cor azul e o infravermelho surgiu na depuração do mesmo, ou seja, uma evolução do que já existia. Ele poderá ou não estar ligado ao radar desse vetor e hoje ainda existe o dopler que acelera em muito a decodificação da imagem. O laser trabalha multipontualmente e poderá definir alvos distintos, tornando o radar com dopler ainda melhor na varredura e recepção de imagem. Todo esse sistema, além dos já citados mísseis teleguiados, faz com que o T-50 seja mais letal que o americano Lockheed Martin & Boeing F-22 Raptor e possivelmente até o Jenghdou J-20 chinês, que é a cópia fiel da plataforma americana. O caminho do Brasil, à partir desse Fx-2/3, é consolidar-se ao BRICs e em conjunto com a India e Rússia, alavancar a concretização desse vetor que certamente é o 5ª geração de maior impacto no meio aeronáutico de defesa. O seu projeto inicial se baseou em um monoplace, mas, no caso do Brasil e India, o biplace parece ser o melhor arranjo. A oxigenação do cockpit também parece não ser o problema desse incrível caça. Normalmente os vetores da Sukhoi são exageradamente grandes e esse volume alar desfavorece muito a manobrabilidade, mas, essa plataforma desenvolvida no PAK/FA russo compensou todo esse volume em detrimento ao empuxo gerado pelas duas possantes turbinas do mesmo.

  21. Amigos, acho que há aqui alguns enganos gramaticais ou tecnicos que acabam persistindo e é bom que saibamos o correto para que tenhamos qualidade nessas nossas eloqüencias e peço, por favor, ao nosso editor desse blog, sr.Carlos Ferreira, que apresente seu parecer para que possamos nos corrigir e melhorarmos nossa redação (esse blog merece um cuidado especial pela sua excelência):
    1-Afinal é Chengdou ou Jenghdou? Por que J-20? Sei que esse nome é derivado de uma região do território chinês.
    2-RAF (Inglaterra) e RAAF (Austrália) estou certo?
    3- Não existe uma continuidade de fabricação do AMX na Itália? AMX ou AMX1?
    4-A-4 ou A-4 MKU Skyhawk?
    5-F-5 E/F ou F-5M?
    6-A autonomia do T-50 é somente 2000 Km mesmo? Será que não há algum engano nesses dados?
    Obrigado e um grande abraço à todos!…

    • Carlos Ferreira disse:

      Sebastião, muito obrigado pela sua colaboração, que respondo a seguir:

      1) É “Chengdou”, originado de uma cidade do sudoeste da China, capital da província de Sichuan. Já o “J” vem de “Jian”, algo como “bem-estar” e o 20 certamente é o número do Projeto.

      2) Vc esta certo: RAF=Reino Unido e RAAF=Austrália.

      3) O último exemplar do AMX foi produzido em 2000. Ao longo da produção, a AMI (Aeronautica Militare Italiana) recebeu 136 AMXs enquanto a FAB, onde é denominado A-1, recebeu 56 unidades.

      4) O TA-4KU Skyhawk, denominado na Marinha do Brasil como AF-1A, possui dois assentos e o AF-1, um assento.

      5) F-5: o E/F significa um e dois assentos. O “M” é de Modernizado, atividade em andamento na unidade da Embraer de Gavião Peixoto, SP.

      6) O alcance do Sukhoi T-50 é de 5.500 Km (http://en.rian.ru/infographics/20120216/171345395.html).

      Forte abraço,
      Carlos

  22. Para quem desconhece o pacote oferecido pela Boeing ao Brasil, aqui vão alguns detalhes técnicos: São 24 (vinte e quatro) F/A-18E e 08 (oito) F/A-18F Super Hornet, tecnologicamente mais avançados e que desde 2007 são denominados Bloco II, já com um novo cockpit onde consta de um painel LCT (Liquid Crystal Touch) de 11×19 polegadas, com 40 a 150% de área de exibição de dados como informações de vôo e gerenciamento de batalhas, onde um novo conceito de Hardware chamado COTS encontra-se presente, com uma linguagem de programação de alto nível e interconexões de fibra ótica. Houve mudanças na aviônica e nesse pacote há um verdadeiro Joint Advanced Strike Technology constando de um radar AESA AN/APG-79; uma baixa assinatura-radar (RCS); um IRST ou sensor de localização e rastreamento; controles variados de armamentos de precisão como os 04 (quatro) mísseis ar-ar AIM-120 AMRAAM, somados a 01 (uma) bomba MK.84, mais 01 (uma) bomba MK.83, mais 02 (duas) bombas MK.82 ou outras opções a escolher, e ainda, um canhão Vulcan M61 de 20 mm; há também uma conectividade por Datalink 16 e redes de banda larga, demonstrando que todo o conjunto está preparado para multimissões. As duas turbinas GE F414 (EPE) com palhetas integrais de dois estágios, são capazes de gerar 20% a mais de empuxo e melhorar substancialmente a sua autonomia com os mesmos 1.360 Kg de combustível utilizados anteriormente. Um novo conceito foi trabalhado em cima desse vetor chamado de “Hard to See, hard to hit and hard to kill”, ou seja, “Difícil de ver, difícil de acertar e difícil de destruir”. Enfim, é um caça que se encontra em constante evolução e poderá inclusive vir na versão high-tech EA-18 Growler, bastando que se queira esse formato. Um grande abraço à todos.

  23. O Brasil, na pessoa do Ministro Celso Amorim e também a EMBRAER, já perguntou à China se a mesma se interessa por uma parceria no stelth Chengdou J-20? O nosso grande redator Carlos Ferreira, um verdadeiro mestre cerimonial, já fez acima uma bela exposição da imagem desse caça que a meu ver é mais limpa e muito mais interessante que os outros vetores de 5ª geração que se encontram no mercado. Não conheço a aviônica dessa plataforma aérea e muito menos o seu sistema de armamentos, afinal, o bloco chinês é fechado e não se abre a esses detalhes. Será que há alguma reportagem ou informação pertinente? Como é um simples protótipo, ainda não vi falar de seu potencial no campo de batalha e muito menos de sua manobrabilidade. Em princípio parece uma cópia muito fiel do F-22 Raptor americano. Quais turbinas promovem o seu empuxo, qual sua autonomia e que tipo de radar esse vetor utiliza? Qual o seu volume alar? Acredito que a China traria esse caça por um custo bastante interessante aos cofres públicos e, independente disso, a FAB não pode permanecer brincando de ser policial e montada em cabo de vassouras. Há um Brasil a se resguardar. Há riquezas potenciais em solo brasileiro que o mundo lá fora reconhece e isso acaba por trazer vulnerabilidade ao país. Em um momento de eleições e julgamento do indiscutível mensalão, um momento político delicado do país, não se espera que a coerente presidente Dilma Rousseff tome providências em relação a defasagem da FAB, mas, há sempre uma expectativa em se solucionar com a rapidez necessária esse vazio no corredor aéreo de defesa brasileiro. Nas condições atuais, qualquer vetor mais avançado que substitua as carcaças que se encontram nos hangares brasileiros, é interessante ao país.

  24. O que se observa na América Latina, em praticamente todo o seu continente, é um forte sentimento de patriotismo e uma tenacidade absurda no enfrentamento em disputas esportivas e no campo militar há também uma corrida armamentista para que não haja uma discrepância tão gritante entre as partes e isso não é um simples sentimento de orgulho nacionalista, é uma necessidade de proteção territorial. A FAB é consciente dessa necessidade, mas, é refém da burocracia e do pouco caso dos políticos com a soberania nacional. Na cabeça do brasileiro, gastar dinheiro com o Exército, a Marinha e a Aeronáutica é um desperdício, justamente por ser um povo extremamente pacífico, mas, essa mentalidade aos poucos vai dando lugar ao medo, a insegurança e a dúvida em relação a possibilidade de um ataque surpresa. Hoje o país é outro, há riquezas incalculáveis em seu solo e subsolo que podem estimular uma invasão. Ninguém se encontra livre de situações como essa no mundo atual, embora haja ainda um respeito mútuo que com o tempo e as deficiências mundiais, poderá se apagar. O poder aéreo é o melhor meio para se desestimular ações de pirataria internacional. A Argentina muito recentemente sofreu esse revés da Inglaterra e todo o globo terrestre assistiu a isso sem esboçar qualquer reação, inclusive o próprio bloco da América Latina e isso é assustador. A RAF hoje é uma das forças aéreas mais bem preparadas mundialmente e com os seus vetores muito bem cuidados tecnologicamente falando. Reconquistar as Malvinas foi como se tirasse um doce de uma criança, um absurdo sem precedentes no pós-segunda guerra mundial. Algum país europeu se oporia se fosse o Brasil no lugar da Argentina? A Inglaterra possui um “status quo” próprio e ninguém teria a coragem de contestá-la, inclusive seus aliados. Acorda Brasil!…

  25. Nesse programa de reaparelhamento da FAB FX-2/3, indiscutivelmente o melhor caça é o Dassault Rafale F-4 revigorado em sua aviônica e com o inquestionável radar AESA em seu arsenal de varredura. É o mais compacto de todos; testado em combate nas piores condições climáticas (deserto) com um ótimo aproveitamento; excelente autonomia; manobrabilidade excepcional; designer inovador; robusto; não tão desconhecido da FAB como os outros dois concorrentes; total abertura política na transferência tecnológica; bom armamento de combate, enfim, uma excelente plataforma e uma escolha inteligente para o Brasil. Essa situação em que todos se preocupam com a geração tecnológica do vetor e seu prazo de validade é irrisória diante dos benefícios que ele trará ao país. O Brasil não pode ficar regateando e tornando esse FX-2/3 uma incógnita. Excelência na concepção da arte e um vetor que trará um novo horizonte à FAB. Rafale F-4 e fim de papo.

  26. A França possui vários vetores de interesse ao Brasil, além do Rafale F-4 da Dassault Aviation, como os sistemas de defesa pontuais tipo MANPADS, mais conhecidos por Mistral, onde o deslocamento e o posicionamento de defesa anti-aérea é eficaz e amplamente favorecido em termos dinâmicos. Duas pessoas poderão executá-lo sem a mínima dificuldade e em qualquer tipo de terreno. O Rafale como é derivado do Mirage 2000, um vetor amplamente utilizado pela FAB, facilitará em muito a transposição e a pilotagem. O próprio Mirage se torna nesse aspecto um treinador. O que o Brasil não possui no momento para os caças da SAAB ou da Boeing, são os treinadores para caças avançados que a EADS e a Alenia / Finmeccanica desenvolvem e que são excepcionais e amplamente conhecidos em toda a Europa, ou seja, o MAKO e o M-346 AADA. De acordo com o Diretor do Consórcio Rafale no Brasil, Jean-Marc Merialdo, “o Rafale é uma aeronave madura, com o seu desenvolvimento completo”. É um caça que fará a diferença ao Brasil e dotará a FAB com um potencial ofensivo extraordinário. Tanto os biplace, como os monoplace, poderão compor o vazio que a FAB vem lutando para preencher há algumas décadas. A soberania nacional tem estado sem a devida atenção por parte dos políticos brasileiros e essa situação precisa ser resolvida com a máxima rapidez por Dilma Rousseff. A escolha do Rafale F-4 para a FAB é sem sombra de dúvidas a melhor.

  27. Notícia recente:

    10/08/2012 UOL Economia – Brasil adia compra de aviões de combate

    O ministro da Defesa, Celso Amorim, anunciou o adiamento do processo de compra de aviões de combate devido às dificuldades econômicas, durante uma entrevista publicada nesta sexta-feira (10) pelo jornal americano”Wall Street Journal”.
    “O projeto não está abandonado. Haverá uma decisão no momento oportuno. Mas no dia de hoje prefiro não fornecer uma data”, declarou o ministro ao jornal.
    “A situação econômica tomou uma direção menos favorável que o previsto e naturalmente isto requer prudência”, acrescentou.
    Amorim considerava até agora que uma decisão seria tomada neste ano. O Rafale do construtor francês Dassault Aviation compete com o Gripen do sueco Saab e com o F/A-18 Super Hornet da americana Boeing para conquistar este mercado de 36 aeronaves, avaliado em US$ 5 bilhões.
    “Não diria que há uma empresa favorita”, explicou o ministro. “A questão importante é saber quando o faremos e então examinaremos novamente as propostas. Temos a necessidade de renovar a frota, mas devemos responder em função das possibilidades do país”.
    A Força Aérea Brasileira (FAB) pede a cada seis meses aos construtores em disputa que renovem seu interesse pela contratação ao prorrogar suas propostas. Ela o fez novamente no fim de junho.
    O Estado francês apoia a oferta da Dassault, cujo Rafale aparecia como favorito em 2010 depois de um acordo entre Lula e o então presidente da França, Nicolas Sarkozy. Mas, com o fim de seu mandato, Lula deixou a decisão nas mãos de sua sucessora Dilma Rousseff.

  28. O Brasil sempre se posicionou na contramão em termos de defesa territorial e o soldo pago ao Exército, Marinha e Aeronáutica sempre foi irrisório e desestimulante. Os políticos brasileiros se esquivam quando há a necessidade de se votar emendas que favoreçam o sistema defensivo. Não se cuida nem do básico que é a pessoa humana do militar, como se espera que haja um futuro para nossas forças de dissuasão? É um país que nunca se preocupou em renovar seus vetores nos três segmentos citados acima, seus armamentos, sua tecnologia aeroespacial e muito menos o seu setor de inteligência militar. Tudo foi sucateando sem que houvesse uma mentalidade de se recompor qualitativamente o que se tornava obsoleto. Quando há esse tipo de postura é difícil se restabelecer todas as peças de uma só vez. O sistema de defesa territorial precisa evoluir juntamente com o país, senão o vazio vai se apresentando e colocando em risco tudo o que se construiu. Essas palavras de hoje do Ministro da Defesa, Celso Amorim, no Jornal UOL/Economia, demonstra claramente uma ineficácia do governo em resguardar a soberania nacional. A cautela não deveria estar centrada somente na economia e sim no sentimento nacionalista, onde todo um país resgata o seu poderio militar para a sua própria segurança. O território brasileiro necessita urgentemente de policiamento e as forças armadas não estão cumprindo com suas obrigações por conta de uma burocracia cretina e uma enorme má vontade política. Porque o mundo lá fora se encontra em crise, abrem-se as portas das penitenciárias? Porque o mundo lá fora se descuidou eu passo a deixar minha casa de portas abertas ao inimigo? O que se espera de uma resolução tão omissa como essa? O Brasil em sua totalidade merece respostas mais coerentes.

  29. Em 11/01/2011 O Stealth Chengdu J-20 (anteriormente conhecido como J-XX) acelerava suas duas turbinas WS -10A de 130 KN (a WS -15 de 146 KN já estava em desenvolvimento) para alçar um curto vôo inaugural de 18 (dezoito minutos) e estaria pronto para entrar em operação entre 2017 e 2019. Iniciava-se ali uma nova era do Instituto de Pesquisas No. 611 em Chengdu, na província ocidental de Sichuan, na China, que desde 1990 já trabalhava nesse sigiloso projeto. Seu comprimento de 20m e uma envergadura de 13m, em formato de asa-delta, mais parecia um F-111 Northrop americano para o observador, inclusive na cor. No cockpit observava-se um grande Head-up Display e monitores coloridos e os controles de vôo com o novo sistema fly-by-wire. Tudo muito moderno e de altíssima tecnologia. As baias para armamentos apresentavam espaços para mísseis ar-ar, do tipo PL-12 e bombas JDAM. A partir desse lançamento intrigante, demonstrando que houve um grande período de desenvolvimento com o respectivo caça já acabado e pronto para a utilização em combate, os EUA passaram a desconfiar de uma espionagem industrial e os temores dos vizinhos, mais precisamente o Japão, que já pleiteava o Lockheed Martin F-22 Raptor para a sua força aérea, muitas vezes negado pelos EUA, passou a ter um certo fundamento. A China a partir daí passou a merecer respeito e preocupação dos americanos, principalmente em relação aos aviões que decolam de Guam e também dos porta-aviões no Pacífico. Com certeza ainda ouviremos falar muito desse vetor.

  30. O BRICs (Brasil, India Rússia e China) foi criado para que os países participantes se fortalecessem e trocassem tecnologias entre si e o Brasil, inexplicavelmente, tem procurado buscar vetores para sua força aérea no bloco europeu ou americano. Há um contra-senso gritante nessa evasão, pois a China e a Rússia possuem tecnologias nesse setor e os três participantes do bloco assistem a isso sem entenderem o que se passa na cabeça do governo brasileiro. Essa proximidade não surgiu por acaso, houve todo um trabalho de diplomacia de anos a fio para que esses países reconhecessem a importância dessa interconexão. Indiscutivelmente o Brasil é o mais frágil participante desse bloco, principalmente por focar sua exportação em bens não manufaturados, não investir em pesquisas tecnológicas e derivar pouco investimento para o seu parque industrial. O momento seria crucial para alavancar o bloco e criar uma coesão onde todos se beneficiariam, principalmente o Brasil. Tanto o programa PAK/FA vinculado a Sukhoi, quanto o do Instituto de Pesquisas chinesas em Chengdu, denominado 611, poderiam suprir o Brasil de sua deficiência na área de defesa estratégica territorial. Há inclusive outros setores além da aeronáutica, como o exército e a marinha, que poderiam receber um universo de tecnologias desse mesmo bloco com um excelente custo-benefício. O Ministro da Defesa brasileiro, Celso Amorim, encontra-se perdido em suas andanças infrutíferas pela Europa e EUA, buscando as já sucateadas tecnologias ali existentes (raspas de tacho), para que a FAB permaneça no seu anonimato incômodo. Esses dizeres do dia 10/08/2012, mostra um Brasil com uma política unidirecional e fragilizada, o que não condiz com o crescimento e pujança que o país experimenta nessa ultima década. Que a presidente Dilma Rousseff consiga corrigir a tempo os rumos incertos que a política brasileira está trilhando no momento.

  31. O Ministro da Defesa brasileiro, Celso Amorim, encontra-se com uma venda nos olhos que impede que o mesmo enxergue o BRICs como a solução mais racional ao Brasil no momento. Tanto o Chengdu J-20, quanto o Sukhoi T-50, são caças perfeitos para compor a FAB com o que há de melhor em termos de tecnologia. É totalmente irracional o Brasil optar por vetores ultrapassados de 2ª, 3ª ou 4ª geração se o bloco Índia, Rússia e China, ao qual o Brasil encontra-se inserido, possui um caça de 5ª geração. É um raciocínio lógico optar-se pela melhor tecnologia, principalmente quando o alvo é a soberania nacional de um país. Tudo o que se disser fora do BRICs no momento é paliativo e desconexo ao Brasil. Haja o que houver, o Brasil precisa se impor em termos de segurança territorial e definir seu espaço aéreo com o que há de melhor, senão, permanecerá trocando bananas, incapacitado de definir-se estratégicamente e todo o esforço do FX-2/3 terá sido em vão. A FAB precisa adquirir um “status quo” internacional de uma força aérea combativa, com vetores extraordinários e assim, desestimular qualquer possibilidade de invasão territorial ao país. Um exemplo clássico é Israel, um país pequeno, sem grandes riquezas em seu território, em meio a um imenso estopim e todos os países daquele bloco o tratam com o devido respeito.

  32. Está aí uma boa pergunta: Por que o Brasil não buscou tecnologia no BRICs para o lançamento de satélites em Alcântara? Precisou passar pelo vexame de uma explosão, demonstrando claramente para a comunidade internacional sua imaturidade tecnológica, irresponsabilidade (matando pessoas inocentes) e deixando estampado a perda de tempo e bilhões de reais gastos sem qualquer finalidade. O sistema defensivo brasileiro precisa de cabeças pensantes e não essa imbecilidade, atropelo e descompromisso com o herário público. Faltou planejamento para essas ações e o engajamento político no BRICs. Celso Amorim encontra-se aquém do esperado.

  33. As palavras do Ministro de Defesa do Brasil no jornal americano foi uma agua gelada em todo o setor de defesa brasileiro, além de criar revolta nos patriotas de plantão. O Brasil não precisa e nem pode ficar pisando em ovos nesse reaparelhamento da FAB, pois, todos sabem que houve um sucateamento dos vetores existentes nos hangares há muito tempo. Essa corrida contra o tempo iniciou-se em 1998, época de início do FX e, já estamos em 2012, um período extremamente grande para haver dúvidas quanto a sua necessidade e qualquer movimentação em sentido contrário é mera especulação. Celso Amorim sabe como ninguém que o Brasil não pode esperar mais. Pelo raciocínio lógico esse vetor virá logo, ainda dentro desse ano, seja de que bloco for. O que se encontra totalmente incompreensível é a ausência do BRICs nesse FX-2/3.

  34. A situação começou a se complicar para o Brasil a partir do isolamento do Paraguai no bloco do Mercosul, uma estratégia política totalmente equivocada e antipática, sendo que o mesmo respondeu rapidamente abrindo seu território à instalação de um centro avançado do exército americano, que já estava de olho no Aqüífero Guarani, nos movimentos militares da América Latina e no petróleo produzido na região. Politicamente foi uma enorme perda e o retorno disso tudo é bastante temeroso. Além de todas essas gafes políticas, o Ministro da Defesa, Celso Amorim, em 10/08/2012, anuncia que não fará a aquisição dos caças para o momento e não definiu datas para o retorno das discussões nesse sentido, deixando a FAB uma vez mais órfã de pai e mãe. Os EUA se aproximam de nosso território, de olho nas jazidas de petróleo existentes no pré-sal e tantas outras riquezas de interesse mundial e o Brasil, montado em cavalos de pau e algumas pipas, sorri com suas falhas de dentes e, com sua velha e angustiante ingenuidade política. O momento é muito delicado e requererá maturidade. A recomposição da FAB com caças de 5ª geração derivado do BRICs e não outros, deverá ser acelerado ao extremo, custe o que custar. O FX-2/3 iniciou-se mal, houve uma má administração do mesmo e hoje o seu fim é o limite, morreu e não deverá ser ressuscitado. Inicia-se uma nova era, com mais objetividade e maturidade. O Brasil não pode no momento se dar ao luxo de errar, pois, já errou além da conta.

    • Carlos Ferreira disse:

      Gustavo, concordo plenamente quanto a uma solução dentro dos BRICs. Por todos os comentários aqui postados, acredito ser esta posição um consenso entre nós. Quanto ao Paraguai, me permita discordar, não havia outra saída e a solução encontrada pelos governos da Argentina, Brasil e Uruguai foi magistral, revertento uma jogada paraguaia muito arriscada para as cartas que tinha em mãos, ou que lhe haviam prometido. Como diz o ditado: “jabuti em cima de árvore foi enchente ou mão de homem”. Claro que lá não foi enchente. Me parece haver um claro objetivo de transformar o Paraguai em um imenso “porta-aviões”, estrategicamente “fundeado” no coração da América Latina.
      Politicamente foi uma grande vitória do Mercosul e da Unasul. O resto é discurso da mídia antipatriota que temos. Por sinal, ferrenha crítica de uma melhor remuneração e treinamento de nossos militares, o reaparelhamento das FFAA e do desenvolvimento de indústria nacional de defesa.
      Forte abraço,
      Carlos

      • Carlos Ferreira, A UNASUL e o MERCOSUL perderam muito com essa abertura territorial do Paraguai aos EUA e isso é inquestionável e lesivo aos interesses da América Latina. Politicamente essa presença americana vai incomodar e trazer ao bloco uma constante instabilidade. A coesão deste e os interesses nacionalistas ficarão sob a mira americana. Gostei de sua colocação em relação ao “fundeamento desse imenso porta-aviões no coração da AméricaLatina”, muito bem colocado.

  35. Sou plenamente favorável as ultimas elucidações desse blog, onde cessa de vez o programa FX-2/3 que foi uma piada de mal gosto e inicia-se um novo estudo dentro do BRICs exclusivamente. O Brasil ficará muito bem servido, terá um custo-benefício muito melhor e se tornará um dos poucos países a ter uma força aérea provida de caças de 5ª geração, o que lhe trará respeito internacionalmente e fará da FAB uma das maiores forças dissuasivas do globo terrestre. É isso que o brasileiro espera do senhor Ministro Celso Amorim. Quanto ao exercito e a marinha, aos poucos o Brasil vai incorporando vetores que também sairão do BRICs. Não há o porquê de ser diferente disso. Ninguém em sã consciência diria que o Brasil se encontra atualmente em uma boa situação, em termos militares. Há janelas e mais janelas abertas ao inimigo e esse chaveamento só ocorrerá ao longo dos anos, pois, houve um grande período de sucateamento que não se corrige da noite para o dia. Essa conexão com o BRICs precisa ser melhor aproveitada e trazê-los para uma negociação é bem mais pertinente. Dilma Rousseff não pode ser tendenciosa nesse momento da escolha desses vetores, vislumbrando um horizonte com os americanos, franceses ou suecos e sim, mostrar maturidade política e tenacidade para colocar o Brasil à frente de outras nações em termos de proteção territorial, buscando o que há de melhor: O BRICs e seus indiscutíveis vetores de 5ª geração.

  36. Infelizmente o governo Brasileiro fugiu do BRICs, deixou a EMBRAER de lado e estabeleceu um programa licitatório totalmente incoerente para a FAB, envolvendo empresas e vetores europeus / americanos totalmente ultrapassados, vetores esses de 2ª, 3ª e 4ª gerações, um caminho que se não for reavaliado será sem volta, sem objetividade e comprometendo a Força Aérea Brasileira, colocando-a em xeque e estabelecendo riscos a soberania nacional. As palavras ditas pelo então Ministro da Defesa, Celso Amorim, mostra o quão o governo se acha perdido nesse FX-2/3.

  37. O imperialismo americano está se aflorando a cada dia dentro da América Latina. Onde há jazidas de petróleo ou riquezas de interesse mundial, como o Aqüífero Guarani, por exemplo, ali se encontra instalada uma base do exército americano. Definitivamente o Brasil não poderá brincar na escolha do vetor que proverá a FAB suficientemente para o policiamento de seu imenso território. A aquisição de um caça de 5ª geração para proteção do território brasileiro fará muita diferença, mesmo frente aos EUA, que embora seja uma nação armada até os dentes, se instabilizou ao conhecer o caça Chengdu J-20 chinês. Concordo plenamente com o Ministro Celso Amorim, parando mais uma vez o programa de reaparelhamento da FAB. Os vetores oferecidos no FX-2/3 não condizem com os interesses nacionais e muito menos com a dimensão territorial brasileira. Ele é o comprador e somente ele escolherá o vetor que lhe convier e, faço votos que não seja nenhum dos três apresentados nessa licitação inicial. A consulta ao BRICs é o ponto capital e como o nosso Ministro da Defesa e a presidente Dilma Rousseff são coerentes, sei que repensarão essa possibilidade com muito cuidado.

  38. A impressão que tenho é que o Ministro da Defesa, Celso Amorim, encontra-se com amnésia e ainda não percebeu que se afastando do BRICs só terá sucatas nas mãos. Os europeus e americanos tratam a América Latina como terceiro mundo e jamais passarão tecnologias de ponta ao Brasil. Dentro do bloco ele terá poder mandatário, pois, é um dos componentes do mesmo e a negociação será entre camaradas e não empresas que tentam furar o olho do Brasil. O processo licitatório da FAB tem que ser encarado com uma previsibilidade em longo prazo, onde se busca a aeronave que ficará por um longo período em atividade, sem que haja a necessidade de substituí-la a curto espaço de tempo e mais, sendo um vetor de 5ª geração, não será colocado em xeque tão cedo, portanto, um bom investimento e que cobrirá nosso espaço aéreo sem grandes questionamentos. A nação brasileira precisa se recompor e a Marinha o Exército e a Aeronáutica são nossos cartões de visita. Quando essas três forças encontram-se bem há uma demonstração clara que o país é bem cuidado e que a população é tranqüila em relação a sua soberania nacional. BRICs sem sombras de dúvidas.

  39. Aguífero Guarani, Petróleo ou Política? Parece que esses três aí tem mexido com o Obama. Os EUA sempre desejaram montar uma base militar na América Latina e o Mercosul tinha afastado essa hipótese, mas, o Paraguai sempre teve uma política instável o que corroborou para que se chegasse a esse ponto. Infelizmente o bloco perde sua capacidade de gerir as crises, se impor diante de outras nações e o Brasil perde o status de comandante do mesmo. Os americanos estando aqui, conhecerão de perto nossas fraquezas e saberão que o bloco não é tão forte politicamente e nem militarmente. Há um vazio preocupante. Traçar seus planos de interesse será bem mais fácil e quando não há um sistema organizacional ou cabeças pensantes, há lacunas a se preencher. O Brasil precisa se cuidar. Um caça de 5ª geração é o mínimo que se exigirá para o Brasil nessas circunstâncias. O melhor caminho para o FX-2/3 é trazer a EMBRAER para a mesa de discussão. Até o momento essa única empresa brasileira de aviação ficou de fora, um contra-senso absurdo e em segundo lugar, direcionar-se ao BRICs para que dentro do bloco se busque a solução que o Brasil precisa. Esse Programa de Reaparelhamento da FAB bateu cabeça e o consenso está longe de ser alcançado, portanto, é necessário que se pare e se pense. Esse vetor não ficará aqui por uma década e sim por inúmeras décadas e todo o aparato de sustentabilidade em torno dele também. Uma resolução desse porte não pode ser tomada de ultima hora

  40. Nesse século XXI a palavra “SUPER” traz consigo um forte apelo de “SUPERADO”, como por exemplo, SUPER Tucano, SUPER Hornet… Só a EMBRAER acha o seu Tucano um “Super”, só a Boeing acha seu Hornet um “Super” e o restante do mundo certamente não os acha, principalmente o brasileiro, por que o auge dos vetores a hélices ocorreu na 2ª guerra mundial, onde a palavra “MACH” não existia. Hoje se fala em vetores com turbinas ultrasônicas e as hélices há muito foram parar nos museus, por que insistir na sobrevida de algo tão ultrapassado? Por que sair anunciando “um superavião”? Hoje a ALENIA e a FINMECANNICA possuem protótipos treinadores como o MAKO e o M-346 AADA que deixam o “Super Tucano” anos-luz atrás. A EMBRAER precisa se envolver com um projeto sério de caça avançado para o Brasil e não ficar dançando sobre um rabisco ridículo e sem futuro como esse EMB 312. Já não está na hora de crescer e assumir uma nova postura? Engenheiros aeroespaciais tem de sobra.

    • Carlos Ferreira disse:

      Antonio, o Super Tucano é uma aeronave excepcional, o melhor no mundo em sua categoria.
      Com sua robustez, manobrabilidade, grande capacidade de carga, a possibilidade de ser configurado para armamento convenciona ou inteligente e sensores especiais, itegrados a uma aviônica de última geração, pode ser usado na função de treinador avançado, a um custo operacional infinitamente menor que os modelos por voce citados.
      Com capacidades únicas de cumprir missões especiais, tais como: apoio aéreo aproximado, policiamento controle de fronteiras ou contra insurgência (COIN) pode atuar como principal vetor de 2ª linha de combate. Este avião foi projetado para atuar em condições severas, podendo ser desdobrado para bases remotas com quase nenhuma infraestrutura e apoio logístico. Sua comprovada excelente performance em ambientes hostis como a Floresta Amazônica, a Cordilheira dos Andes ou deserto do Atacama, são a prova cabal de sua excelência, e orgulho para a engenharia aeronáutica brasileira.
      Forte abraço,
      Carlos

  41. Carlos Ferreira, bom dia! O Super Tucano é a grosso modo um “Teco-teco” embrulhado em uma aviônica mais avançada e isso não faz mais sentido nesse século XXI. Pode até ser o orgulho da EMBRAER, mas, convenhamos, é melhor que o exército use um Legacy 500, não acha? A nação que invadir o nosso país não virá de Piper ou um TBM com certeza. Os pilotos que treinam com velocidades abaixo de Mach I não possuem condições satisfatórias para assumirem um caça de 5ª geração, ficam inteiramente limitados. Tire um motorista de dentro de um Fusca e o Coloque em uma Ferrari F-40, você acha que será a mesma coisa? Ele conseguirá pilotar a Ferrari com o mesmo potencial? O treinamento em vetores apropriados é fundamental e indispensável a qualquer piloto.

    • Carlos Ferreira disse:

      Ewerton, vamos por parte:
      1º) O excelente Super Tucano não é uma aeronave para supremacia aérea e sim para atuação específica como ataque e apoio a baixa altura. Dentro do planejamento estratégico da Ordem de Batalha, sua capacidade de ser desdobrado em diversos cenários é de grande importância tática.
      2º) A formação de pilotos de caça é feita por níveis, sendo no caso do uso do Super Tucano, em função da sua aviônica de última geração, facilitada enormemente para a transição para aeronaves superiores.
      3º) Para o Brasil, o sonho de um caça de 5ª geração esta ainda longe, independentemente de o considerarmos a melhor opção. Veja, hoje somente o F-22 esta operacional, ainda que não plenamente, e com exportação proibida. Os outros estão ainda em desenvolvimento. Mas, como exercício, vamos considerar que o governo decidisse por uma dessa aeronaves em 2015 (pois seria necessário uma nova licitação). O tempo necessário para as discussões contratuais/parcerias/confidencialidades/financiamentos/offsets/outros levaria uns 2 anos. As instalações industriais/qualificações/formação de pessoal/etc para produção no Brasil, mais uns 2 anos. A fabricação do 1º lote (provavelmente 4 aviões) que seria feita no país da empresa contratoda e a entrega/aviões em condição operacional, mais uns 4 anos. Teríamos assim os primeiros aviões disponíveis em 2023! Não há como esperar tanto tempo sem a existência de uma aeronave intermediária, no caso, de 4ª geração.
      Abs,
      Carlos

  42. Por mais que tentam camuflar sua defasagem, o Super Tucano é pagina virada na história da FAB e se tornou o ícone que reflete bem o atraso de nossa força aérea. A EMBRAER pode ter se superado no LEGACY 600, mas em termos de aeronáutica de defesa, o atraso é gritante. Desculpem-me os fãs do EMB 312, mais conhecido por T-27, mas por melhor que possam dizer sobre esse treinador ou “protetor de fronteiras” e por mais que tenham mexido em sua aviônica, não passa de um aviãozinho com motor a hélice e ideal apenas para compor um museu. Estou sendo apenas realista. Acho que esse preciosismo em torno dessa aeronave é mais uma questão de apego ao passado, onde ainda existia uma certa magia ou “glamour” nos aviões a hélices. Hoje é inconcebível dizer-se que esse é um “superavião”, conforme a mídia brasileira propaga. O Brasil precisa ter o senso do ridículo e evitar essas gafes que acabam projetando negativamente o país lá fora. Talvez para um país pequeno na própria América Latina, pouco populoso, pobre e com uma defasagem em seu sistema de defesa, o Super Tucano possa realmente ser um “super”, mas não para o Brasil que cresce vertiginosamente em riquezas (solo e subsolo), em população, possui uma das maiores bacias hidrográficas do mundo e em seu território há também a maior reserva florestal do planeta. Para o brasileiro formador de opinião, o Brasil se encontra a pé na condução do seu sistema defensivo. O Ministro Celso Amorim não mostrou ainda a que veio.

    • Carlos Ferreira disse:

      Primeiramente, vamos esclarecer, o EMB 312 Tucano, designado na FAB como T-27 e utilizado em treinamento, não é o EMB 314 Super Tucano, designado pela FAB como T-29 e por esta empregado dentro de doutrina específica para qual as excelentes caeacterísticas da aeronave são melhor aplicadas.
      Reafirmo: o Super Tucano não é uma aeronave para superioridade aérea ou interceptdor, não sendo destinado a estar apto a cruzar os céus do país em pronta resposta, por razões óvias.
      Pensar que aviões turbohélice não são úteis no cenário atual é cometer o mesmo êrro de avaliação que esta fazendo com que a US Navy esteja voltando atrás na decisão de eliminar submarinos diesel-elétricos de seu inventário. Em águas marrons (região costeira), submarinos nucleares tem pouca capacidade de manobra e ficam muito vulneráveis.
      Para aqueles que sob o famoso complexo do “vira-latas”, nos acham tão frágeis e ridículos, até em comparação com a vizinhos sulamericanos, eu sugiro que leiam a publicação: “Flap internacional”, nº 478_Aviação Militar na América Latina.
      Sistematicante tenho lido mensagens desqualificando o Ministro Celso Amorim, pois saibam tratar-se de um grande patriota e brilhante diplomata, responsável junto com o Presidente Lula pelo respeitabilidade e inserção do Brasil entre os players mundiais. Fruto da habilidade destos brasileiros, fundou-se os BRICS. Quando chanceler, Celso Amorim foi eleito pelos seus pares internacionais, o melhor chanceler do mundo. Eu sugiro esperar para ver o resultado da recente decisão de postergar (mais uma vez) a decisão sobe o FX. Talvez sejamos contemplados com o sonho da aeronave de 5ª geração.
      Por último gostaria de pedir-lhes que leiam o post referente ao cerco a nossa indútria de defesa, ali sim estão sendo formadas as maiores ameaças a nossa segurança e independência na área militar.
      Forte abraço,
      Carlos

  43. Vejo que aqui nesse blog há defesas extraordinárias para o Super Tucano, mas faço aqui algumas perguntas aos senhores: Quanto tempo levaria para esse vetor atravessar o país de fora a fora? Quanto tempo ele levaria para cobrir o território amazônico? Não precisa muita coisa para dizer que esse avião não atende o que o Brasil necessita. É um vetor superado para longas distâncias e não digo isso por autonomia e sim por velocidade no atendimento a uma invasão territorial. Manter um vetor desses para cobrir curtas distâncias não condiz com as dimensões de nosso país. Para simples manobras acrobáticas também não há finalidade em mantê-lo. Afinal, porque os senhores permanecem voltados ao passado se o presente exige tecnologias mais promissoras? A EMBRAER e os fãs de carteirinha ainda não acordaram para essa realidade? O Brasil é mal coberto pelos vetores que possui e isso é inquestionável.

  44. Miguel Zanola disse:

    Hugo Chaves ou qualquer outro presidente da América Latina gosta de ver o Super Tucano no ar, assim, não traz perigo para os seus Sukhoi T-35 ou F-16 e confirma a inferioridade aérea brasileira. Lembro-me bem quando o Brasil estava dando apoio logístico à Argentina quando houve aquele confronto de cinco minutos com a RAF e definitivamente passaram a falar inglês nas Ilhas Malvinas, uma vergonha. Será que emprestaram os Super Tucanos para “los hermanos” ou foram os F-5M / MX-1? Os Ingleses devem ter dado boas risadas. Se o Brasil não tomar a resolução de abraçar uma tecnologia de ponta, essa fragilidade vai continuar e virar piada. Parem de dizer que o Super Tucano é um “superavião” senão eu vou passar mal de tanto rir.

    • Carlos Ferreira disse:

      Miguel, não concordo em ridicularizar os argentinos pelos acontecimentos nas Malvinas, muito pelo contrário. Se os argentinos tivessem tido o decisivo suporte norte-americano em logística e informação através de seus satélites espiões, além dos franceses terem fornecido aos ingleses os códigos para interferência nos mísseis Exocet usados pelos argentinos, o resultado daquele conflito teria sido outro, e veja que haviam 2 submarino nucleares ingleses operando na área, o que paralizou a Armada Argentina após o desnecessário afundamento do cruzador Belgrano, saindo e já na borda da Zona de Exclusão estabelecida pelos ingleses.
      Os pilotos argentinos foram de um patriotismo, bravura e coragem, invejáveis, lutando em uma situação de grande desvantagem, no “cheiro de combustível nos tanques, e em um ambiente com clima extremamente hostil. Mesmo assim, com seus A-4Q Skyhawks e Super Étendards conseguiram inflingir pesadas perdas à Royal Navy, afundando ou danificando os seguintes navios: destróier HMS Sheffield (afundado); fragatas HMS Ardent (afundada) e HMS Antelope (afundada); navios de desembarque RFA Sir Galahad (afundado) e Sir Lancelot (avariado); destróier HMS Conventry (afundado) e o MV Atlantic Conveyor (afundado); RFA Sir Tristan (avariado) além do destróier HMS Glamorgan (avariado) atingido por um míssil lançado de terra. Convenhamos que não foi pouca coisa que aqueles herói hermanos fizeram.
      Abs,
      Carlos

  45. Miguel Zanola disse:

    A Embraer que me desculpe, mas, esse EMB-312 é uma pedra no sapato da FAB, pois foi a partir dele, que o governo achou que estava bem e não renovou a frota aérea brasileira. Concordo com o que disseram aqui nesse blog: Ele é um excelente treinador para os atiradores de baterias antiaéreas. O dia em que a Argentina revidar e querer de volta as Malvinas, o Brasil deveria emprestar novamente os Super Tucanos, com certeza a RAF voltará à trás e devolverá as ilhas por conta do medo de um confronto.

  46. Não vamos aqui ridicularizar o Super Tucano, afinal ele prestou bons serviços ao país e a EMBRAER é uma empresa respeitadíssima, inclusive internacionalmente. Os meus amigos que escreveram nesse blog também possuem suas razões, pois aviões a hélices são ultrapassados e hoje, inclusive, os treinadores americanos e europeus, são vetores turbinados com velocidades ultrasônicas e que favorecem a transferência do piloto para caças tecnologicamente mais avançados. Realmente um esquadrão dotado de Super Tucanos não fará frente aos caças de Hugo Chaves, aos caças do Chile ou mesmo aos Learjet dos traficantes, mas poderão sinalizar a invasão de nosso espaço aéreo, pedindo reforços ou fazendo algum mapeamento estratégico, ou ainda, servindo a Esquadrilha da Fumaça em Pirassununga, para shows aéreos. Esperar o que mais de um vetor como esse? O horizonte é amplo e irrestrito e, somente o nosso Ministro da Defesa, Celso Amorim, poderá preenchê-lo com alguma tecnologia. Espero que haja consenso e sabedoria nessa escolha. Que esse FX seja realmente o ponto capital da FAB.

  47. Falar em T-27 ou T-29 ou ainda, F-5M ou mais ainda, MX-1, é navegar em velharias, em sucatas e isso é o que a FAB faz diariamente, inclusive limpando-os, lustrando-os e estendendo-lhes a vida por mais alguns dias. A FAB vive hoje com alguns doentes terminais e a fatalidade virá mais dia ou menos dia, mesmo que haja um coro de choros pela frente, pois a longa convivência traz muito apego. O saudosismo em dar a partida movimentando manualmente as palhetas das hélices é o mesmo experimentado em um Ford 29. É triste deixá-los, mas é conveniente ao Brasil. Imaginem: “A FAB de pai prá filho desde 1910”… Acho que há muito museólogo pelo Brasil a fora e todos querem que o horizonte da Força Aérea Brasileira permaneça como está. É bom que se ouça a verdade de vez em quando, como esses sujeitos aqui tiveram a coragem de dizer, para que não se crie mais teias de aranha em nossos hangares. Carlos Ferreira, você é um sonhador e isso é o que o Brasil precisa, de pessoas positivas, idealistas e que queiram assistir a um horizonte melhor ao Brasil. Seu blog é dez. Parabéns!.

  48. Acho que os “hermanos” foram realmente bravos contra os Ingleses, mas a bravura somente não adianta, perderam as Malvinas e isso é irreparável. Não importa que os brasileiros também sejam bravos, o que importa é que tenham em mãos vetores acima dos AMX, dos Mirage 2000, dos Skyhawk, dos Mirage 2000, dos Super Tucanos e que consigam fazer frente aos invasores. Essa história de que foram bravos e resistiram até o fim, são justificativas de perdedores. A América Latina em sua totalidade não pararia a Inglaterra, e isso, é um fato consumado. É um país que há muito cuida de seu sistema defensivo e de suas tecnologias militares. Esse acontecimento é para ser gravado, aprendido e extraído algum suco que reflita para o futuro. Uma armada não se faz da noite para o dia, um território, seja qual for, deveria estar sempre resguardado e o dono de um imóvel nunca deveria deixar suas portas e janelas abertas facilitando a vida dos ladrões. A Argentina falhou em não ter investido em suas forças armadas, mantendo vetores defasados e o Brasil, mantém a mesma postura não tomando providências para mudar esse foco. Será necessário que haja um invasor para que se tomem providências? A Argentina perdeu muito e o Brasil também perderá se não acordar desse sono profundo. Ilmo.Sr. Ministro Celso Amorim, está ficando tarde demais!…Um bom sono. Bons sonhos. Boas idéias para o Brasil!…

    • Carlos Ferreira disse:

      José Carlos, não é verdade a afirmativa de que a Inglaterra aquela época venceria a AL unida. Saiba que se o alto comando argentino tivesse sido mais profissional e imediatamente construído uma pista naquelas ilhas, com alguma logistica, para a operação dos seu jatos a partir das ilhas, a frota inglesa seria contida a distância. Os ingleses estavam extendidos no limite de suas capacidades militares e logísticas, não aguentariam muito mais tempo longe de uma base de apoio (apesar da forte ajuda norteamericana), principalmente pela aproximação do inverno, quando operações aéreas e navais na região são extremamente difíceis. Mas havia um elemente naquele conflito que pela assimtria que significava, fez os argentinos vacilarem, trata-se dos 2 submarinos nucleares, armados com mísseis nucleares. talvez um dia sabamos quais eram as ordens do Almirantado inglês, para retaliar caso o porta-aviões HMS Hermes tivesse sido afundado pelos argentinos.
      Mas como voce também assinalou, a Argentina também falhou por não ter investidos nos seus meios. Hoje, 30 anos após, dentre as lições aprendidas, uma das mais fundamentais é que, uma Nação que não tenha um bom parque industrial e produza seus princiapis armamentos, tendo o controle das tecnologias sensíveis e empresas e pessoal qualificado, não terá qualquer chance no cenário militar, e isto não é um paradigma desta início de século, sempre foi assim desde as primeiras civilizações.
      Por outro lado, para este nosso grupo de discussão, cada vez mais interessante gostaria de colacar a seguintes questão: que país pode efetivamente ser uma ameaça real ao Brasil?
      Abração,
      Carlos

      Obs.: peço a todos que leiam os outros posts, existem temas importantíssimos a serem discutidos, como o cerco a nossa tenra indústria de defesa

  49. Acho estranho que um país como o Brasil, com as riquezas que possui, fique mais de dez anos nesse FX-2,3,4,5,6 sem definir o vetor que fará sua proteção territorial. Será que é tão difícil assim chavear uma porta que se encontra aberta? É fechá-la e ponto final. Ninguém em sã consciência acha que o Brasil está resguardado. Entendendo-se pouco de defesa aeroespacial, percebe-se que os vetores que a FAB utiliza são fracos. Há uma má vontade política muito grande e uma enorme irresponsabilidade para se reverter. Gosto de ler esse blog e degustar essas idéias que aqui nascem. Legal!…

  50. O T-29 já teve o seu glamour, foi e é amado por todos os pilotos da FAB inquestionavelmente, mas tudo é passageiro, as coisas precisam ser mudadas. Os EUA que são a maior força dissuasiva do globo terrestre descartam seus vetores, por que o Brasil acha que os seus aqui são diferentes? Essa mentalidade conservacionista é retrógrada em termos militares. Há evolução constante nesse setor e o Brasil precisa mais que nunca acompanhar isso de perto. A inteligência militar deveria ser o foco principal, onde o Brasil se utilizaria de satélites próprios para delimitar o seu território e definir um sistema defensivo com mais objetividade. Há muita dependência externa nesse setor. O Brasil engatinha enquanto todos os países correm para defender seus territórios. Contra senso? Não. Ingenuidade mesmo.

    • Carlos Ferreira disse:

      Reginaldo, voce foi preciso em sua avaliação quanto à inteligência militar, nela incluída a urgência da disponibilização de uma rede de satélites próprios. Como já informei, desde que o sr. FHC “privatizou” a nossa Embratel, na bacia das almas, toda a comunição de dados, som e imagem, via satélite, nelas inclusas aquelas sigilosas de governo, diplomáticas e miltares, estão nas mãos dos de uma empresa mexicana, parte do império do sr. Carlos Slim. Assim, não adiatria nada caças de 5ª geração cujos datas link estivessem dependentes de estrangeiros!
      Quanto ao termo “ingenuidade”, devo dizer que nesta área isto não existe. Na verdade trata-se de um brutal e poderoso jogo de poder, no qual as potências dominantes, EUA + UE, ditam as regras que somente Estadistas ousam enfrentar.
      Forte abarço,
      Carlos

  51. Qualquer país da América Latina ou de outro hemisfério seria uma ameaça real ao Brasil, inclusive ele próprio com suas constantes desordens internas (política e social). Os EUA em meio a sua escassez de petróleo poderia perfeitamente fazer o que fez no golfo pérsico, criando uma “idiotice” qualquer para justificar uma invasão territorial e desestabilizar a região. O mesmo só não invadiu o Irã por receio de uma retaliação regional que provavelmente nem existiria. A China com seu imenso arsenal bélico e a própria Rússia, poderiam colocar o mundo sob domínio, simplesmente anulando as forças americanas. As reservas viáveis a vida humana estão se escasseando dia a dia em todo o planeta e com isso, os países que possuem uma força militar mais ostensiva poderão buscar provisões em outras paragens e certamente as buscarão em nações frágeis militarmente. Quantos países do globo terrestre já não possuem água potável, petróleo, riquezas minerais e agrícolas? Há uma superpopulação em busca de sustento próprio e muitas vezes possuem um arsenal bélico muito maior e melhor que o Brasil. Os intuitos são muitos e poderão surgir quando menos se espera. Se houvesse realmente um sentido de irmandade entre as nações ou os países realmente reconhecessem seus aliados, não existiriam guerras ou invasões como houve nas Malvinas. Todos se silenciaram perante a ganância inglesa e aí? Quais são os aliados da Argentina em um momento como esse? O Brasil não está se cuidando suficientemente e qualquer governo autoritário que possua uma mentalidade expansionista, com visão militar e não se importando com a forma como será julgado, poderá trazer problemas ao Brasil e ao seu próprio hemisfério. Bin Laden mostrou ao mundo que os americanos não são tão invulneráveis como pensavam, enfim, qualquer país que não se preparou suficientemente poderá ser uma porta aberta ao inimigo. Se há dúvidas quanto a isso eu sinceramente não as tenho.

    • Carlos Ferreira disse:

      Romualdo, muito obrigado por este excelente texto, preciso. Somente me permita fazer as seguintes observações:
      1) Graças a Deus a unidade sulamericana se fortalece cada dia mais, somos irmãos. Mas fique tranquilo, mesmo que houvesse uma união de todos, não teriam chance, por uma questão básica no campo militar, capacidade industrial e econômica, que temos.
      2) A China, milenarmente jamais foi uma nação invasora, muito ao contrário, sempre foi invadida. Por outro lado, sua estratégia esta restrita a aquela região do Pacífico e ao Mar da China. Veja, somente agora esta começando a aprender a operar porta-aviões, o antigo porta-aviões soviético Varyag. Não teria qualquer possibildade de projetar poder em região do globo tão afastada de suas bases continentais, como o Brasil.
      3) A Rússia tem um único porta-aviões, ainda da época da União Soviética e hoje tudo faz para manter a sua única base fora do território nacional, no caso Tartus, na Síria. Assim como a China, não tem como projetar poder nesta região do globo.
      Forte abraço,
      Carlos

  52. Carlos Ferreira, acredito que não há a necessidade de nascer outro Hitler em algum continente para que o Brasil sinta a necessidade de reaparelhar suas forças armadas. A Europa jamais esperava que Hitler iria atacá-los em algum momento. Os EUA nem imaginavam que o Japão estava de olho em seu território e os invadiria em Pearl Harbor. Por pouco, muito pouco mesmo a poderosa armada japonesa não derrota e conquista o território americano. Acredito que não há a necessidade se citar mais alguma coisa para determinar se o Brasil se encontra ou não vulnerável. Quem deixa sua casa aberta sempre estará sujeito a um roubo, a uma invasão de pessoas mal intencionadas. Nunca se sabe o que vai à cabeça de um indivíduo inescrupuloso. Você na sua sã consciência acredita que existem países aliados que queiram entrar em uma guerra por outros sem que haja algum interesse próprio? Muito bem dito pelo colega que aqui escreveu: “Onde estavam os aliados da Argentina?”.

    • Carlos Ferreira disse:

      Ronaldo, ao longo dos séculos, as guerras na Europa eram cíclicas. A II Guera já estava assegurada a partir da assinatura do Tratado de Versailles, somente faltava marcar o dia e a hora. Lá os conflitos cessaram devido à Guerra Fria e a formação da Comunidade Econômica Européia.
      Os EUA sabiam que o Japão os atacaria, pois já tinham quebrado os códigos de comunicação dos japoneses, antes do início do conflito. Tinham assim acesso a toda a comunicação secreta deles, militares, diplomáticas e de governo. Já os japoneses jamais tiveram a pretenção ou capacidade de derrotar os norte-americanos, em seu território. O próprio Almirante Isoruto Yamamoto tinha a convicção desta limitação.
      No caso da Argentina, houve ajuda de alguns paíse sulamericanos, como o Brasil e o Peru, enquanto o Chile ajudou os ingleses. Mas o maior revés foi a decisiva ajuda norte-americana aos seus aliados de sempre, os ingleses, agindo frontalmente contra o estabelecido no Tratado Interamericano de Assistência Recíproca _ TIAR, também conhecido como Tratado do Rio, que haviam co-assinado em 1947, na cidade do Rio de Janeiro.
      Abs,
      Carlos

  53. O Brasil há algum tempo atrás não tinha realmente algo de muito interesse aos países lá fora, mas hoje, a coisa é diferente, há petróleo, há progresso, há riquezas minerais e inclusive água potável e matas em um volume incalculável. Todos os países mundialmente falando são potencialmente interessados na costa marítima e em terras brasileiras. Qualquer desses países, sejam eles europeus, americanos ou asiáticos são potencialmente perigosos e no futuro poderão trazer problemas ao Brasil. É melhor que um stealth de 5ª geração esteja sob a mira de nosso Ministro da Defesa. Há sim perigo e não há pouco.

  54. Você já pensou se saíssemos perguntando por aí quem iria invadir o Brasil ou se haveria essa possibilidade? É a mesma coisa se saíssemos para uma área qualquer, em meio a bandidos e traficantes, perguntando se nossa casa poderia ser invadida a qualquer momento. É claro que há interesses no território brasileiro e certamente não estamos fazendo leilão buscando quem se interessaria primeiro. Quem fará isso não avisará antecipadamente. O que o Brasil terá que fazer é se armar e esperar, haja ou não uma invasão, mas o mais importante, é saber que as armas funcionarão no momento oportuno.

    • Carlos Ferreira disse:

      Luiz, me desculpe se não me fiz entender. Na verdade, o que busquei era o que leva estrategistas a se planejarem, e isto não é exclusivo do campo militar, vale para as nossas ações na vida. O que temos a fazer é identificar quais as potenciais ameaças, nossos pontos fortes e os fracos, os meios disponíveis e aqueles necessários à netralização ou minimização das potenciais ameaças, otimizando os recursos disponíveis.
      No nosso caso, não há como pensar, de forma séria, em uma ameaça vinda do norte, naturalmente protegido pela Floresta Amazônica; do oeste, pela Cordilheira dos Andes ou até do Sul. Pelo seu tamanho, nele incluída a população e a posição geográfica, mesmo com os limitados meios disponíveis, é impossível invadir o Brasil. Mas isto não significa que não sejamos ameaçados, daí a necessidade de se estar preparado para a defesa.
      Qualquer ameaça com potencial efetivo, terá que vir por mar, pela nossa Costa Atlântica, através de imensas forças-tarefas nucleadas em portas-aviões, com um formidável suporte logístico a assegurar as linhas de abastecimento, a um custo hoje impossível de ser bancado. Assim, mais fácil seria a instalação de um governo “amigo”.
      Sugiro a leitura da END, lá esta de forma clara estabelecidada a estratégia a ser seguida para nos garantir contra os avetureiros do século XXI.
      Abs,
      Carlos

  55. O mais engraçado em tudo isso é que no Brasil, de uma forma geral, pensa-se muito curto e a imagem do inatingível, inabalável, persiste porque sempre foi um país pacifista e acredita piamente em seus aliados, afinal, quem são eles mesmo? A argentina também não era um país pacifista quando foi abordada pela Inglaterra? Os EUA não era um país pacifista quando foi alvejado pelo Japão? A Inglaterra não era um país pacifista quando foi destruída por Hitler? A França, a Holanda, a Dinamarca, a Suécia, a Finlândia, Portugal, Espanha, Grécia, todos esses estariam sem força defensiva para ver como é que fica? Até hoje o Brasil sobreviveu por conta de uma 3ª via, era um país calado, sem expressão internacional e sem representatividade. Hoje ele é um país que se posiciona, participa e possui seu papel no âmbito das decisões mundiais. Há uma mudança também no cenário econômico (6ª economia do mundo) onde é respeitado, juntamente com a China, justamente no momento em que há uma recessão internacional. Em seu território descobriu-se jazidas de petróleo e gás, componentes esses que geram royalt e o tornam autônomo em termos de gerenciamento de suas fontes de energia. O horizonte é diferenciado e mudam-se também as pedras do tabuleiro. Os riscos são maiores, a cobiça internacional aumenta e o país se torna um alvo perfeito. Todo o olhar se volta para o país e tudo o que acontece com o mesmo, inclusive em relação às olimpíadas e copa do mundo, tem uma repercussão internacional. O Brasil muda sua imagem e se torna o Rei Midas em um momento delicado das finanças mundiais. É o país da vez. Você acha ainda que isso é pouco para uma invasão territorial? Qual deles faria? Todos, sem exceção. Um grande abraço amigos!…

  56. A América Latina em si anda mal em termos de aparelhamento militar, há muita coisa ultrapassada e sem sentido em termos de proteção territorial. O Chile e a Venezuela têm estado melhores e o investimento foi razoável, assim mesmo adquiriram-se vetores usados ou novos já ultrapassados. A Argentina, assim como o Brasil, não investiu em material bélico e se lascou entregando de mão beijada as Ilhas Malvinas à Inglaterra. Há um descompasso nesse hemisfério. Por outro lado temos a Europa, EUA e Ásia, armados até os dentes, com excelentes tecnologias, mas com o caixa liso. O momento para o Brasil é bom porque há disponibilidade e vontade de se engordar esse caixa, diferente de tempos anteriores, onde o dólar e o euro encontravam-se fortes e havia má vontade em relação ao terceiro mundo. Normalmente as tecnologias de ponta, principalmente no âmbito militar, são guardadas a sete chaves e atualmente há uma abertura que não se sabe quanto tempo permanecerá assim.

  57. O 16º teste com o caça estealth do programa russo PAK-FA, de 5ª geração, o Sukhoi T-50, foi realizado na região sul de Moscou, em Zhukovsky, frente a uma grande delegação indiana que foi lá para assisti-lo. A India deseja uma nova variante desse excepcional vetor, o FGFA biplace. Na Rússia os 300 PAK-FA monoplace, encomendados pela sua força aérea, estarão em atividade já em 2015. Já na marinha, como exigirá um espaço de decolagem menor, principalmente em porta-aviões, um maior reforço nos trens de pouso será necessário, além de uma menor área alar, portanto, não haverá um prazo específico para o seu desenvolvimento. Uma avaliação detalhada do T-50 por técnicos europeus, mostra que há uma superioridade aérea em relação a todas as aeronaves americanas em atividade. Ele utiliza alguns recursos do SU-35, mas é um vetor totalmente diferenciado e dotado de tecnologias de ultima geração. Seu sensor infravermelho (AIRST) é o seu diferencial na detecção antecipada de vetores inimigos, além é claro, de seu radar Tikhomirov NIIP, tipo AESA, com alcance de detecção de 400Km, que o faz imbatível nesse aspecto. Já utilizará de cara as novas gerações de mísseis russos KTRVRW-SD da família R-77 e também as bombas AIM -120 D. Seu teto operacional é excelente (20.000 m) o que facilitará em muito a detecção inimiga. Possui também uma ótima autonomia de vôo de 3,3 horas a 2.600Km/h. O Brasil ao buscar o BRICs estará frente a frente com essa combativa máquina voadora e todos esperam que o Ministro Celso Amorim possa fechar essa negociação e trazê-lo ao nosso território.

  58. A aviação militar exige uma estratégia e aparatos interligados que forneçam subsídios suficientes para respostas rápidas e precisas. Esse data-link deve ser comum às três forças e jamais deve haver compartilhamento com uma quarta via ou controle externo (via Carlos Slim por exemplo). O Brasil em termos de inteligência militar e respectivo uso de satélites para esse fim, encontra-se com um atraso extremamente preocupante. Há a necessidade de um universo de pontos estratégicos para recepção e decodificação de informações que possam ser compartilhadas em tempo real em todo o território nacional. O SIVAM na Amazônia é somente uma azeitoninha nessa imensa pizza que deverá ser servida. Adquirir vetores avançados para a FAB, adquirir submarinos para a Marinha e cuidar do Exército, são fatores de necessidade conjuntural, mas os centros nervosos de atividade estratégica precisam estar em condições de processar comandos que organizem essa ofensiva. Mensagens por cavalos, bicicletas e pombos-correios já não são a tônica. O Brasil precisa acompanhar a evolução e não ficar sob jugo de alguém. Satélites militares específicos devem existir, assim como bases militares estrategicamente colocadas para cobrir todo o território nacional. Cuidar para que essas bases não tenham tanta exposição física e sujeitas a um ataque, anulando-as, também é uma condição de extrema atenção. Não vejo falar em bases subterrâneas aqui no Brasil, como no Ocidente, Oriente e Ásia, buscando resguardar as informações e transferências de comandos militares. Todo o país é despreparado para um confronto onde o que se visa primeiramente é a anulação das comunicações. As hidroelétricas brasileiras podem facilmente serem anuladas e não há um plano “B, C ou D” emergencial se caso isso vir a ocorrer. As forças armadas baterão cabeça, serão alvos fáceis e nada sustentará seus avanços. Por que uma corda apenas nessa escalada se há a possibilidade de se utilizar roldanas, mecanismos de suporte logístico e maior sustentação física? O território brasileiro é imenso e requer estruturas espetaculares de sustentabilidade estratégica. Falta só vontade política e cabeças pensantes.

  59. Vamos aferir os relógios uma vez mais e contarmos minuto a minuto o que o Brasil tem feito pela sua soberania nacional. A FAB mantém um museu particular em seus hangares e não mais que isso, pois fazer o seu trabalho de resguardar as fronteiras passou além de sua capacidade geradora de serviços. Há muita sucata, excelentes pilotos e muitos objetivos inatingíveis. Falta tudo ali e principalmente vontade política para se reverter o caos. Se o FX puder ser chamado de licitação, é a mais longa e mais desorganizada que assisti até hoje. Não há seriedade; os fundamentos técnicos são totalmente obscuros; houve a escolha de três vetores que destoaram das melhores tecnologias existentes; não há respeito aos concorrentes pelo excessivo tempo de espera e definição; o ex-presidente se antecipou definindo um projeto e após a isso se manteve a distância; a FAB não obteve a autonomia suficiente para dizer o que desejava, enfim, uma lástima total, um verdadeiro engodo à população brasileira que assistia e comentava sobre o assunto.

  60. Quanto não está custando ao Brasil a revitalização pela EMBRAER dos 43 (quarenta e três) AMX da FAB (programa A-1M) e também os últimos caças F-5M? Não seria melhor desfazer desses vetores e adquirir alguns F-16 usados como fez o Chile? Dizer também que o SIVAM (Sistema de Vigilância da Amazônia) depende dos A-29 Super Tucano, um vetor fabricado unicamente para desempenhar um papel de treinamento e pior, dizendo-nos que é para um “treinamento avançado”, sinceramente, onde querem chegar? O programa KC-390 deveria carregar à tira-colo um projeto de um caça avançado ao Brasil. Engatilhar várias frentes que promovam uma melhoria substancial à FAB é o caminho que o Brasil deveria trilhar com mais cuidado e com os pés no chão literalmente. Há posições contraditórias nessa gestão da FAB. A própria aviação civil acha difícil estabelecer parâmetros para o gerenciamento de seus terminais, imagine o que a FAB não gasta de neurônios para estabelecer seus pontos de referência na manutenção do sistema de defesa brasileiro com o que possui em mãos. Há muito “auê” e pouca ação ou melhor, rumos incertos. Um abraço à todos.

    • Carlos Ferreira disse:

      Stênio, quanto às dificuldades e deficiências que a nossa FAB enfrenta, eu concordo com você, agora comparar a aquisição de F-16 usados, com os programas de modernização implementados pela FAB, realmente não da. O que não se diz, porque não interessa a mídia e a aqueles a quem serve, este inteligente e oportuno programa de modernização implementado pela FAB e a MB, com a Embraer, elevando todos os vetores de asas fixas, para um mesmo padrão, no estado da arte, trás consigo um imenso arrasto tecnológico, que vai muito além da Embraer, envolvendo diversos institutos militares de pesquisa e centro universitários, bem como diversas empresas brasileiras, responsáveis pelo desenvolvimento, fabricação e manutenção de diversos sistemas e subsistemas embarcados. O Programa de Modernização destas aeronaves alcançou tamanho sucesso que há interesse de outros países em contratar a Embraer para programas similares. Qualquer país periférico como o nosso estaria orgulhoso de ter as capacidades tecnológicas, humanas e industriais para executar um programa desta envergadura. Por aqui, o ridicularizam.
      Quanto aos tais F-16, pergunto: você já viu algum deles embarcados nos porta-aviões norte-americanos? Claro que não, não são loucos de mandar estes aviõezinhos para missões de superioridade aérea e ataque a longa distância. Tais aeronaves são úteis para a defesa de pequenos países, como o Chile, países europeus e outros de pequena dimensão territorial.
      Mas Stênio, no momento nossa maior fragilidade e risco, nem são os vetores que temos e sim, como muito bem assinalado pelo Lionel Resk Visotto, nossa total dependência do sr . Carlos Slim para as nossas transmissões de dados via satélite. Isto é, não temos satélites próprios que possam ser utilizados em C2 (Comando e Controle), bem como não os temos para a vigilância territorial, tanto continental quanto da Amazônia Azul. Para mim, esta é a maior questão a ser discutida no momento, pois o vetor, mesmo uma aeronave de 5ª geração, não funciona sozinho.
      Forte abraço,
      Carlos

  61. O que vimos durante o confronto das Malvinas foi muito triste, alguns países sul americanos apoiavam a Argentina e outros do próprio hemisfério, apoiavam a Inglaterra. O Brasil fez o seu pequeno papel aos “hermanos” e por mais que quisesse fazer algo mais, não possuía vetores a altura para que houvesse um equilíbrio tecnológico no confronto. Abriu suas fronteiras para que as armas russas chegassem, mas com muito pouco efeito. Estratégias fracas e forças pífias. Assistimos a tudo isso como se assistíssemos a um peru sendo sacrificado para o natal. Acredito que com isso os argentinos tenham acreditado menos no Mercosul e seus desígnios. Em algumas batalhas assistimos a bravuras excepcionais, mas exatamente como os “kamikaze” japoneses que ao verem que suas capacidades combativas eram menores se jogavam com tudo para morrerem com os inimigos. Foi um massacre sem sombra de dúvidas. A Inglaterra como principal aliada dos EUA, já possuía na época uma armada espetacular e com certeza não invadiria a região com todo o seu potencial, assim como os EUA, ao participarem do CRUZEX, não trouxeram nem a 15ª parte de seu potencial aéreo. Conforme as forças que se medem é que nos preparamos para esse ou aquele embate. Participar de um embate aéreo com F-5, AMX, T-29 e Mirage 2000 é, com certeza, jogar para perder. São vetores na linha da aposentadoria. A RAF não é de brincadeira, não é uma força aérea para exposições em museus como aqui no Brasil. A Inglaterra já possui o conhecimento tático da “batalha cirúrgica” e entrou no confronto desconectando qualquer possibilidade de reação. O resumo dessa batalha foi o seguinte: “Com uma faca, cortou-se a fatia de bolo”, apenas trouxeram o chá como de costume para saboreá-lo. Tudo o que for dito aquém ou além disso é puro nacionalismo.

    • Carlos Ferreira disse:

      Cristiano, a decisão da Junta Militar Argentina, em 1982, de invadir as Malvinas, na tentativa de desviar a atenção do povo argentino dos graves problemas políticos e principalmente econômicos que o país enfrentava, transformou-se em um grave “erro de percepção” até hoje estudado nas relações internacionais.
      A cúpula argentina não acreditou que apesar das dificuldades que o Reino Unido passava à época, a srª Thatcher reagiria à altura, mesmo estando aquelas remotas ilhas a mais de 13.000 km de distância. Além disto, a Argentina estava totalmente despreparada para tamanha empreitada militar (e diplomática). O resultado de tal erro de avaliação todos nós conhecemos. Mas apesar de toda a supremacia tecnológica britânica, a ajuda norte-americana, seja através de valiosas informações dos seus satélites e sensores ou do uso da Base de Widewake, na Ilha de Ascensão, foi decisiva.
      Abs,
      Carlos

  62. O mundo passou pela etapa da guerra fria, entre EUA e a antiga União Soviética, onde havia projeções e suposições de ataque, gestos mais ou menos às claras que evidenciavam uma desavença entre as partes, para uma etapa mais profunda, de obscuridade, onde praticamente todos os países acumulam material bélico suficiente para dizimar o globo terrestre, sem se mostrar tanto, em um anonimato total. A bomba atômica é uma tecnologia não tão sigilosa como se pensava e existem até livros que explicam o seu mecanismo. A grande maioria dos países controla essa tecnologia, inclusive o Brasil. Hoje a coisa caminha para a bomba H, muito mais poderosa e letal. Fora outros mecanismos que estão por aí e não são expostos por serem tecnologias que promovem a morte em vários estágios. O homem é um ser pensante e territorial, preocupado em manter a sua espécie, o seu habitat, mas, a maior de suas pretensões é a expansão de seu domínio terrestre onde a busca por bens de consumo e manutenção de sua vida o faz mesquinho e perigoso. Haverá um dia e acredito que não esteja tão distante, que teremos a escassez de água potável, alimentos e combustíveis. Civilizações estarão propensas a se dizimarem caso não busquem condições para se manterem e isso gerará muitas mortes e muitas disputas por territórios. Resguardar as fronteiras será a tônica da vida. A Aeronáutica, o Exercito e a Marinha serão as barreiras territoriais contra o avanço de países piratas e a contínua renovação de seus vetores nos trará segurança, tanto no presente, quanto no futuro. Esse FX brasileiro mostra uma falta de engrenamento político entre o executivo, o legislativo e o judiciário. Esse tempo de desencontros em relação à reestruturação da FAB (mais de dez anos) não condiz com uma nação soberana. O Ministro Celso Amorim está com a faca e o abacaxi nas mãos, precisando descascá-lo a qualquer custo. Que ele seja iluminado nessa escolha e que traga o vetor ideal, que fará realmente a diferença entre o simples ter ou ser o melhor.

    • Carlos Ferreira disse:

      José Francisco, você faz uma acurada observação sobre os recursos que estarão em futuro não muito distante, sendo disputados a ferro e fogo pelas nações que detenham o poder. Mas, apesar da existência de FFAA adequadamente equipadas e treinadas ser a condição essencial a qualquer pretensão de dissuasão ou resistência, existem outras maneiras dos países serem tomados sem uso militar direto, como através de desestabilizações e golpes visando a implantação de “governos amigos”, como há uma constelação de exemplos. Não devemos negligenciar sobre eventuais ações deste tipo. Somente a conscientização da sociedade e a democratização dos meios de comunicação poderão minimizar este tipo de ação.
      Abs,
      Carlos

  63. Realmente não se compra uma Ferrari se não há como fazer sua manutenção ou no mínimo ter uma garagem para protegê-la ou boas rodovias para que a mesma percorra. Fala-se muito aqui em vetores x, y ou z e pouco se fala em estratégia militar, ou melhor, de “inteligência militar”. Para que alguns aviões caças funcionem bem é necessário que haja vários centros de apoio aos mesmos em todo o território nacional e aqui pergunto: Há isso no Brasil em nível avançado e com qualidade? Vejo falar no SIVAM, um ponto de referência lá na floresta amazônica e só, não precisariam mais centros inteligentes do mesmo nível em todo o território brasileiro? Não há também uma defasagem tecnológica nos já existentes? Onde se encontram nossos radares e satélites militares? Nem a aviação civil brasileira consegue que os suas torres de comunicação funcionem a contento, que dirá para monitorar caças de 5ª geração. Há muitos sonhos e pouca coisa no papel. Projetos necessitarão serem levados ao senado federal e aprovados em regime de emergência, senão, não há como mudar o panorama que a FAB almeja. O presente que o Brasil vislumbra não condiz com sua estrutura territorial. Há muito a se construir para que se pense em vetores mais avançados. Há muito a se costurar politicamente falando. Há muito a se pensar.

  64. O Ministro da Defesa, Celso Amorim, está com um grande problema nas mãos, ou seja, a sua grande experiência como embaixador não lhe deu tanto conhecimento na área de defesa militar. É uma autoridade em termos de maneabilidade da política internacional, mas, a parte técnica de uma aeronave de defesa, foge de sua alçada e requer uma terceirização. O fato de ter que definir um vetor em tempo recorde (sua entrada foi muito recente) lhe traz uma tremenda dor de cabeça. Imagine o quanto ele teve que se desdobrar para pelo menos entender o que se passava nesse FX. É um profissional inteligente, possui bons contatos e tenho a certeza que nenhum outro faria melhor para o Brasil. Tenho a certeza que seu olhar se deteve no BRICs e o seu raciocínio, que não é nada pequeno, já passou a trabalhar nessa segunda hipótese. O Brasil está despreparado em termos básicos como disseram alguns aqui nesse blog, mas uma plataforma mais desenvolvida (5ª geração) já deverá ser negociada para que todo o aparato a se construir seja voltado a ela. Essa questão de vetor e respectivo “offset”, principalmente nesse período de recessão internacional, com certeza não será problema ao Ministro porque há vontade de se vender e se apresentar tecnologias de defesa. O ponto capital é ir à fonte certa e a meu ver essa água límpida se encontra indiscutivelmente no BRICs. O Brasil está iniciando uma nova fase e tem pela frente um amplo campo de negócios para o seu sistema defensivo e ir à feira com um bom carrinho de compras e bolsos cheios vai ajudar bastante. Tenho a certeza que teremos pela frente boas surpresas.

  65. Essa questão do “governo amigo” é muito séria, há nações como os EUA que são propensas a esse tipo de ação e que na maioria dos casos dá muito certo. Há instabilidade política em todo o canto do mundo e principalmente no Oriente Médio e na América Latina e, um país bem aplicado nesse tipo de interlocução, poderá dominar até um hemisfério inteiro instaurando instabilidade, tornando-o submisso e fadado a caminhar como a um regime ditatorial. Os maiores exemplos estão no Golfo Pérsico, onde os EUA se estabeleceram e passaram a controlar a política e o petróleo que ali é produzido. Foi inventado que haveria armas de destruição em massa colocando em risco as nações vizinhas, que seria um regime ditatorial e maléfico à população local e que por isso fariam uma limpeza e, que ainda, ali determinariam um novo governo. Dito e feito. Tudo sob controle. Esse perigo existe e temos conhecimento dele. O Brasil e toda a América Latina deverão estar espertos quanto a isso. O Paraguai ingenuamente já abriu suas cortinas e logo estarão assentando seus “mariner” por aqui. Ditarão certamente o que o governo paraguaio fará a partir daí, uma influência danosa ao MERCOSUL, criando instabilidade e focados em interesses próprios.

  66. É gostoso falar de aviação militar, de soberania nacional, de proteção territorial e de vetores aéreos, inclusive, de lançamentos de satélites militares. Poderíamos diversificar nossos satélites e cobrirmos nossas TVs, levando a iniciativa privada brasileira ao espaço a um custo bem menor que a do sr. Carlos Slim. Cruzar os braços é a solução que o Brasil tem feito, entregando de mãos beijadas o que precisamos como estratégia militar e esse fato não é bom para o país. Qualquer coisa que o Brasil descobre em seu subsolo, coloca países estranhos para extraí-los e essa dependência também nas comunicações, no petróleo, na energia elétrica, só tem gerado dores de cabeça. Essas muletas são para quem não tem pernas para caminhar e o Brasil possui um parque industrial que precisa de injeção de capitais. A EMBRAER não trabalhou as condições para definir seu setor de aviação? Cada área que necessitar de tecnologia vai traçando rumos e parcerias que no final trará maiores benefícios e maior criação de empregos. A nossa iniciativa privada está louca para produzir frutos e só falta o estímulo e a diretriz a ser traçada. O Brasil precisa acreditar nas empresas brasileiras e terceirizar essas construções de centrais de comunicação militar. Há engenheiros altamente qualificados sem emprego no país e coloca-los no mercado é altamente salutar.

  67. A palavra faltante no FX é “ARQUITETAR”. O Ministro Celso Amorim precisa arquitetar essa licitação para que a mesma traga ao Brasil algo que se preste à FAB, algo que valha a pena depois desses mais de dez anos de desencontros. Estou propenso a não pensar no BRICs, com receio de me entusiasmar muito e cair do cavalo. Qualquer plataforma aérea que vier será bem vinda e melhor do que já tem. Esses três que estão na disputa não são nada de se entusiasmar, mas é melhor que estejam por aqui. Caso o Ministro acorde, quem sabe migre para um caça de 5ª geração.

  68. Carlos Ferreira disse:

    Amigos, tem sido extremamente enriquecedora a discussão desenvolvida a partir deste post.
    É incrível a dedicação dos participantes na elaboração de comentários, com a qualidade dos textos postados, e mais importante, a convergência do Grupo para a urgência na montagem de um sistema de defesa, efetivamente capaz de proteger nosso País e seus interesses. Assim, gostaria de propor uma maior abertura nas discussões, a partir de comentários a outros posts sobre o tema Defesa, como os abaixo indicados. Seria também interessante receber sugestões sobre assuntos para serem abordados em futuros posts.
    Reitero que quanto mais o tema Defesa seja conhecido e discutido pela sociedade brasileira, mais próximo estaremos das capacidades que buscamos. Portanto, é fundamental que cada um de nós ajude neste processo de conscientização de nosso povo.
    Forte abraço,
    Carlos

    http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/carlosferreira/2012/08/16/o-cerco-do-ocidente-a-industria-brasileira-de-defesa/
    http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/carlosferreira/2012/08/21/um-outro-olhar-para-a-defesa-nacional/
    http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/carlosferreira/2012/07/13/concluida-montagem-do-vls-1-na-nova-torre-de-lancamento/
    http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/carlosferreira/2012/07/08/marinha-do-brasil-inicia-projeto-do-submarino-de-propulsao-nuclear/
    http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/carlosferreira/2012/06/09/defesa-nacional-tema-estrategico-para-o-brasil/

  69. Os civis desde o AI-5 não se pronunciam ou têm receio que seus computadores sejam monitorados pelo comando militar e coincidentemente os meus dois aparelhos emudeceram por uns dias após alguns palpites aqui neste blog. Temos um regime ainda muito imaturo que permeia a ditadura em sua forma de avançar e resolver as coisas. Para falar a verdade, utilizo ainda de codnomes com receio que isso aconteça, embora saiba que não estou fazendo nada de errado. Penso que o anonimato permite que façamos críticas mais corajosas. Sei que a democracia me permite essa dinâmica e tenho a certeza que faço isso por amor à minha pátria, por eu ser um indivíduo pensante e preocupado com os rumos que tudo isso tem tomado. Caso eu chegue à conclusão que através desse blog eu possa ajudar meu país, certamente o farei sem piscar. Minhas colocações poderão ser interpretadas de uma forma um pouco críticas, mas através de um questionamento é que chegaremos a uma dinâmica e faremos com que esse país seja realmente o que sempre sonhamos. A sociedade precisa ser participativa e ajudar nessa dinâmica para que o país que se manteve totalmente no casulo possa liberar sua ninfa e estabelecer um novo horizonte. Leio muito tudo o que escrevem aqui, mas, fico triste porque sinto que a sociedade brasileira é pouco participativa em assuntos altamente interessáveis a evolução de seu país. “A participação da iniciativa privada junto ao governo” é um título interessante e condiz com o que precisamos para o Brasil. Vale à pena falar disso. Falar também sobre a educação em um contexto mais dinâmico, também é algo importante ao país, fora é claro, a falta de uma dinâmica militar mais concisa e fundamentada em nossa soberania nacional. Há aqui argumentos e pensamentos divergentes, mas há também uma enorme convergência quando se fala em patriotismo. Sou mais Brasil e quando vejo uma situação como essa do mensalão, onde todos possam sair ilesos após esses deslizes, fico pensando se os meus sonhos não são tão irreais para sobreviverem em meio a esse caos. Particularmente considero o Ministro Celso Amorim, um indivíduo, um político, um diplomata altamente ilibado e reconheço a sua importância nessa transição econômica e militar em que o Brasil atravessa. A defesa brasileira não poderia estar em melhores mãos. Acredito em suas deliberações, assim como acredito que o Brasil um dia possa ser melhor a nossos filhos e netos.

    • Carlos Ferreira disse:

      Reginaldo, excelente e corajoso testemunho. Saiba que este seu sentimento de preocupação, anonimato e sensação de eventual vigilância, não é isolado, muitos também o experimntam. Mas, na verdade isto esta mais arraigado naqueles que como nós viveram o período da ditadura, estiveram submetidos a todas as limitações e riscos daquela época. Hoje, pelo menos em nossa amada Pátria, é diferente e aqui, neste blog, nossa luta é pelo desenvolvimento pleno do nosso Brasil e seu Povo, nossos irmãos. Veja a divisa da blog: “Desenvolvimento com Soberania e Justiça Social”. Nosso Povo é muito desinformado, principalmente porque a chamada grande imprensa somente informa e defende aquilo que coaduna com os seus interesses sejam aligárquicos ou supranacionais.
      Ainda bem que temos o livre espaço de difusão de idéias proporcionado pela Internet, permitindo que a informação flua de baixo para cima, abrindo brechas no monólito do pensamento único, da mídia tradicional.
      Quanto à monitoração dos computadores, hoje isto é corriqueiro e em todo tipo de meio eletrônico utilizado, incluindo mensagens de voz (celulares) e imagem (satélite). Opera por palavras-chave que ao serem ditas ou digitadas, são automaticamente selecionadas e o texto avaliado. Não há o que fazer, vivemos na era Big Brother, com cameras nos espaços públicos e privados, GPS´s e outros dispositivos. Como aqui neste blog discutimos muitos assuntos ligados a defesa e tecnologias sensíveis, é quase certo que uma vez ou outra sejamos contemplados com alguma “visita”.
      Meu amigo, não podemos nos impor limitações no que entendemos ser importante discutir, dentro da ética e do respeito mútuo aqui praticado, visando o melhor para o Povo Brasileiro.
      Forte abraço,
      Carlos

  70. Os vetores que a FAB possui são apenas plataformas de treinamento e se prestam a não deixar os pilotos fora de forma e ainda atuantes. Se houver um confronto certamente esses aparelhos serão abatidos nos próprios hangares, pois, com a tecnologia de satélites, detecção por infravermelho, o uso de ultra velocidades, a utilização de radares tipo AESA , o emprego de aeronaves stealth e o conhecimento tático adquirido pelas forças de ataque, o Brasil estaria sob o domínio externo em poucos minutos. A base militar denominada Area 51 dos EUA continua buscando novas tecnologias aéreas de alta performance e desde 2010 é testada uma nova plataforma não tripulada que voa sem reabastecimento, em órbita terrestre, onde a mesma poderá levar imensa carga explosiva, atacando qualquer país do globo com precisão cirúrgica e se afastando sem qualquer tipo de detecção. As más línguas dizem que se trata de uma tecnologia desenvolvida por ETs. que foram capturados na própria base na década de 60 (sessenta). Tudo é possível em se tratando de força militar, onde se busca o que há de melhor em termos tecnológicos. O mundo não está livre de surpresas nesse campo. O Brasil vive uma situação atualmente de observador e futuro comprador de tecnologias, pois em sua Area 51 só há uma boa pinga e nada mais que isso. O campo de pesquisas brasileiro encontra-se totalmente vazio e sem perspectiva de grandes mudanças. As indústrias não possuem grandes potenciais, o governo não investe e cruza seus braços, esperando que a iniciativa privada faça suas mágicas. Parece que há troca de posições e responsabilidades. Com a carga tributária brasileira alcançando um patamar insustentável o governo entrou para o parque industrial, se tornando um sócio majoritário de peso. Como um país poderá ser produtivo dessa forma?

  71. Nesse ultimo mês o governo brasileiro ficou preocupado e encomendou uma pesquisa para saber até que ponto a FAB encontrava-se deficiente e o quanto poderia esperar com esse FX-2/3 para a renovação de seus vetores. Chegou-se a uma assustadora confirmação de que 50% da frota aérea brasileira apresentava-se totalmente inoperante e sucateada, sem condições de voar. Esperar para que as plataformas de combate, que já se encontram obsoletas, cheguem a esse nível crítico de sucateamento para tomar providências quanto a sua renovação, demonstra claramente o quanto o gerenciamento governamental encontra-se falho. O sistema de defesa é prioridade máxima em qualquer país, seja ele de primeiro ou terceiro mundo, já no Brasil, cruzam-se os braços, atira-se uma moeda para cima e espera-se que não haja alguém que queira invadir nosso espaço aéreo. Um raciocínio ridículo e irresponsável.

  72. Irresponsabilidade; comodismo; inconseqüência; descuido; abandono; descaso; essas são algumas palavras para definir o que o Brasil faz com sua soberania nacional. A FAB há mais de dez anos espera para definir esse absurdo programa de reaparelhamento ou licitação se assim o convier, chamado de FX. Quando o governo pediu uma reavaliação das necessidades da FAB nesse mês de agosto de 2012 eu fiquei pasmo, não pelos 50% de sucateamento que já era mais que conhecido e esperado, mas pelo absurdo em se fazer novo levantamento sabendo-se que a situação já era caótica há muito tempo. Que segurança o governo oferece ao país agindo dessa forma, deixando esse corredor aéreo totalmente aberto? O patriotismo certamente não está irraigado em uma atitude como essa. O país como um todo entrega ao governo toda a sua responsabilidade em relação a governabilidade e confia que haja bom-senso, maturidade e cuidado com o mesmo. As forças armadas brasileiras atualmente são o retrato do abandono e descaso com o bem público e nós brasileiros exigimos explicações. Não se brinca com a nação dessa forma. Precisa dizer mais?

  73. A força aérea japonesa (JASDF) encontrava-se até há pouco tempo com seu FX em aberto para a substituição de 50 (cinqüenta) aeronaves McDonnell Douglas F-4 Phantom II, que se encontravam totalmente obsoletas. Houve o envolvimento de três vetores para essa escolha: O F/A-18 Super Hornet (Boeing); o F-35 Lightning II JSF (Lockheed Martin) e o Eurofighter Typhoon II (EADS & Cia.). Como o Japão queria em sua frota aérea caças stealth de 5ª geração, quem levou a melhor foi a americana Lockheed Martin. Além dos F-35 escolhidos nesse FX, ela já possuia em seus hangares os Mitsubishi F, equivalentes aos Boeing F-15 Eagle e aos F-16. Com essa ultima aquisição a JASDF ampliou em muito seu raio de alcance, versatilidade, agilidade e letalidade. É uma das plataformas aéreas mais avançadas da atualidade e mostra o quanto há seriedade por parte dos japoneses quando o assunto é soberania nacional. O Brasil aproxima-se de 15 (quinze) anos com seu FX em aberto e eliminou de cara a Lockheed Martin e a EADS & Cia, mantendo ainda a Boeing, a SAAB e a Dassault na licitação. Trabalha ainda com uma hipótese de dissuasão momentânea, ou seja, mantendo aviões caças de 2ª, 3ª e 4ª gerações (Saab Gripen, F/A-18 Super Hornet e o Rafale F-4), não se importando com os custos de substituição e recomposição para que num futuro bem próximo, possa abrir uma nova licitação para um vetor de 5ª geração. Nota-se claramente o quanto falta de objetividade e seriedade nesse FX brasileiro. O Japão iniciou seu processo de licitação para a sua força aérea em 2010 e em 2012 já definiu sua plataforma. Seu FX só não foi mais rápido porque o mesmo defendia a aquisição do Boeing F-22 Raptor negado pelo congresso americano. Tudo isso dito acima envergonha a todos nós brasileiros e principalmente quando se sabe que após tanto tempo de FX, o governo ainda pediu em final de agosto 2012, um levantamento do quanto a FAB se encontrava sucateada e teve a notícia constrangedora que 50% de sua frota aérea não possui a mínima condição para voar. É assim que se cuida de uma soberania nacional? Cadê a seriedade e a responsabilidade de nossos dirigentes?

  74. Os setores essenciais como energia elétrica, telefonia, combustíveis, fábricas de armamentos e transportes devem estar sob o olhar governamental por serem de importância capital para a estratégia militar. É irracional que o Brasil, até o presente momento, não tenha um único e exclusivo satélite que faça uma constante varredura territorial e passe informações codificadas aos centros de gerenciamento militar (decodificadores) sem que haja um conhecimento externo. Parece puro amadorismo quando se diz que tudo isso se encontra nas mãos do senhor Carlos Slim, um mexicano. O centro de lançamentos em Alcântara deveria ser repensado e direcionado para esse fim. O corredor aéreo brasileiro encontra-se vazio, inoperante e absurdamente aberto ao inimigo, uma vulnerabilidade sem precedentes desde a existência da FAB. O petróleo no pré-sal já se encontra loteado e entregue às empresas estrangeiras. A telefonia, as comunicações e outros bens essenciais e estratégicos se encontram entre empresas espanholas, portuguesas e mexicanas. Tudo isso está errado. O Brasil deve ter total controle sobre esses setores, senão ficará vulnerável mesmo que se adquiram nesse FX caças de 5ª geração. O Exército, a Marinha e a Aeronáutica são forças essenciais ao país e precisam estar antenados nesses mínimos detalhes para que exerçam seu papel sem o mínimo deslize, afinal é uma soberania nacional em jogo. O governo brasileiro precisa se reorganizar e priorizar as forças armadas criando logísticas que justifiquem a sua existência.

    • Carlos Ferreira disse:

      Francisco, excelente, voce foi preciso na sua avaliação. De nada adianta termos caças de 5ª ou n’ geração, se a infraestrutura estratégica, fundamental para qualquer sistema básico de defesa, não existir ou estiver em mãos estrangeiras, como a maior parte da nossa esta. Agora, com a “mídia de pensamento único” que temos, qualquer presidente que tente reverter este quadro de insegurança, será deposto.
      Forte abraço,
      Carlos

  75. O mundo em sua totalidade manda mensagens que ditam constantes ameaças ao homem civilizado e uma das mais preocupantes é a falta de bens essenciais à vida como a água potável, alimentos e combustíveis. A população mundial tem aumentado em proporções inversas às riquezas naturais e isso gera uma constante atenção sobre as áreas produtivas. O governo brasileiro age de uma forma desordenada e irresponsável, deixando portas abertas nesse momento delicado. Com as tecnologias aéreas em pleno desenvolvimento, a questão relacionada à extensão territorial não é um empecilho a um ataque aéreo de surpresa. Qualquer ponto geográfico do planeta poderá ser atingido sem grandes dificuldades. A importância estratégica de satélites militares e forças dissuasivas de alto poderio poderão minimizar essa empreitada, mas nunca evitá-la. O senso comum de toda a armada militar é mostrar seu poderio para desestimular a ofensiva e, caso isso não seja suficiente, enfrentar sem receios o inimigo. As três forças militares brasileiras encontram-se desestabilizadas por falta de vetores e comandos militares mais ostensivos. Investiu-se muito pouco nessa área e hoje pagamos o preço dessa insensatez. O melhor a se fazer é acelerar e retomar a posição de líder do bloco Sulamericano e uma plataforma de 5a. geração para a FAB poderia ajudar bastante.

  76. Os brasileiros que lêem, que são estudados e também formadores de opinião se desesperam perante a situação atual das forças armadas, principalmente a FAB. O quadro de defesa territorial é caótico e impossível de ser digerido. O contingente humano existe com qualidade, mas os vetores necessários à dissuasão estão longe de atenderem a necessidade do país. O Super Tucano A-29, plataforma idealizada para o treinamento aéreo e que ainda possui a capacidade de voar, realiza trabalhos muito além de sua performance e isso denota a deficiência intrínseca estabelecida na FAB. O caos chegou ao absurdo para uma força aérea que tem como responsabilidade policiar o espaço aéreo brasileiro que não é nada pequeno. Os F-5 e os AMX não possuem potencial para parar um Sukhoi T-35 ou um F-15 Eagle, ou ainda, um caça de 5ª geração. O que o Exército ou a Marinha farão sem o apoio aéreo? Nada, absolutamente nada!…Cadê pelo menos os satélites militares para a orientação espacial da tropa ou esquadra?

  77. O que o Brasil poderia fazer nesse seu FX, como cartada final, é pedir à Rússia, China e EUA que tragam ao Brasil respectivamente o Sukhoi T-50, o Shengdu J-20 e o Lockheed Martin F-35 para que a FAB fizesse alguns testes. Para não ficar chato, os três outros concorrentes, Boeing, SAAB e Dassault, trariam também seus vetores. Quem for o escolhido certamente entenderá porque o Brasil demorou tanto para indicar sua plataforma de combate, em razão das tecnologias de vanguarda existentes.

  78. Dez a Quinze anos que o FX não sai do papel e permanece na cabeça do brasileiro. Será que o Governo Federal sabe o que é soberania nacional? Tenho cá minhas dúvidas, pois se soubesse, estaria muito preocupado. Há um ditado que diz: “É melhor desconhecer um problema, porque ao aprender sobre ele criam-se responsabilidades”. Será que há medo em se aprender sobre ele?

  79. O governo brasileiro encontra-se na contramão. Ao aprovar a “Estratégia Nacional de Defesa” esqueceu-se que já entregou todos os setores de estratégia militar nas mãos de americanos e europeus. Ainda não possui satélites militares para bancar a ofensiva ou simplesmente para saber onde está o inimigo e tomar alguma providência. A ciência prevê para esse final de 2012 um alinhamento de planetas e uma possível catástrofe em relação a isso e, aqui fica a pergunta: O Brasil está preparado para uma situação desse nível? O Exército, a Marinha e a Aeronáutica são forças não só de persuasão, mas também, de organização social em períodos de crise e catástrofes. Os módulos de recepção e emissão de comandos deveriam ser em maior número e eficiência em decorrência da extensão territorial brasileira, devendo haver inúmeras repetidoras para levar informações em tempo real. As torres de recepção coordenariam e distribuiriam imagens ou determinações do alto comando militar e, também, do Governo Federal a serem executadas em todo o território nacional. Haveria realmente um sincronismo indestrutível e bastante coeso entre as partes. A sexta economia do mundo não está preparada para nada que se relacione ao fora do normal, vive a sua vidinha de “feijão com arroz” e trata de porcos e galinhas no seu quintal, no máximo uma vaquinha para tirar o seu leite da manhã…A sensação é real: Estamos alheios ao mundo lá fora.

  80. Quando se fala em um país com a 6ª economia mundial, pensamos logo que possui uma educação de 1º mundo; que não há mais saneamento básico a se concluir; que as cidades estejam bem planejadas e respeitando um plano piloto; que a política social seja coerente e que há uma força dissuasiva altamente eficaz; que as rodovias e as vias de escoamento estejam em ótimas condições; que as ferrovias escoem os bens de produção rapidamente; que não haja corrupção; que não seja um país de 3º mundo. Não estamos falando certamente da Inglaterra e sim do Brasil e, é aí que a coisa muda radicalmente. Ao contrário da primeira, o Brasil não cuida bem de nenhum desses setores e o pior de tudo: É um país de terceiro mundo com os maiores impostos existentes no globo terrestre. Cobram-se impostos aterradores e não há o mínimo retorno à população. Diante de tamanha arrecadação a lógica seria ter o melhor serviço público existente, mas aqui, não existem lógicas. Olhem para tudo a sua volta e verão que há falhas e falhas gritantes em todos os âmbitos. Como um país assim, com esse “perfeito gerenciamento”, poderá ter aviões caças ou plataformas de combate que beiram a perfeição? Pela organização que possui, ter alguns caças em seus hangares, sejam quais forem, é um verdadeiro luxo.

  81. Uma saída honrosa para o Brasil é se aproximar do BRICs e extrair uma carta na manga, se desculpando com as outras três ou assumindo de vez o Dassault Rafale F-4 como sua plataforma preferida. Andar na corda bamba como até agora se andou é muito arriscado, ninguém consegue se equilibrar tanto tempo assim. A FAB não pode esperar mais e todos sabem disso. Depois de praticamente 15 anos de FX, pedir mais tempo para pensar no caso é totalmente insensato por parte do governo brasileiro.

  82. Enfim a USAF obteve sucesso com seu avião não tripulado, denominado X-51A Waverider, voando a 7.400 Km/h (Mach 6), o que equivale a ir de Londres a Nova York em apenas 01(uma) hora. Esse projeto estava sendo trabalhado desde 2010 e houve insucesso em seu primeiro lançamento que acabou por cair no mar. Esse vetor foi desenvolvido na base militar americana de segurança máxima, designada de Area 51, no deserto de Nevada, a 133Km de Las Vegas e diz-se que sua engenharia foi desenvolvida através de cópias de naves alienígenas acidentadas nos EUA e México.Verdade ou não, chegou-se a uma velocidade espantosa e atingiu-se o objetivo previsto. Esses testes são uma prévia do que virá por aí em termos de tecnologia aeroespacial. Coincidentemente a Área 51 faz divisa com o Nevada Test Site (NTS), local de testes nucleares americanos. Enquanto estamos pensando em um vetor de 5ª geração, um Sukhoi T-50, por exemplo, que desenvolve Mach 1,80 os EUA já voam a Mach 6, por isso é importante se investir em pesquisas tecnológicas.Onde se encontra a Area 51 do Brasil? Por quê o ITA, em parceria com a EMBRAER, não está desenvolvendo a nossa plataforma aérea de combate? Por quê Alcântara já não lançou um satélite militar brasileiro? Temos tudo em mãos para direcionar ações desse tipo e fazermos bonito lá fora. Precisamos de mais patentes nesse setor, vontade política e ações que remetam nossos cientistas aos centros de pesquisas. Abraços à todos.

  83. Ministro Celso Amorim, ajude a FAB a proteger nossa Soberania Nacional, por favor!…

  84. Os EUA já voava a Mach 3.2 e já chegou a registrar a marca de 3.670 Km/h com o LockHeed Martin SR-71 Blackbird. Os caças de 5ª geração chegam a Mach 2,5, nada mais, nada menos que 2.527 Km/h. Um Sukhoi T-35 de Hugo Chaves anda na casa de Mach 2,0. Os F-16 dos uruguaios e chilenos também andam na casa de Mach 2,0. Pergunta pertinente: Como nossas plataformas aéreas de combate (AMX1, F5M, Mirage 2000 ou os A-29) parariam esses vetores em um possível ataque? Será que fariam como os caças argentinos na guerra da Malvinas que ao chegarem na aceleração máxima caiam aos pedaços?

    • Carlos Ferreira disse:

      Existem vários equívocos neste comentário, assim me permita esclarecê-los:
      1. O SR-71 foi uma poderosa aeronave espiã, sendo logo aposentado pelo surgimento dos satélites espiões. Para alcançar a excepcional velocidade e teto operacional, incorporava soluções de engenharia aeronáutica que o tornava extremamente frágil. Portanto, jamais poderia entrar em combate.
      2. Somente 2 países sul-americanos possuem F-16.
      a. O Chile com 10 novos F-16C/D Block 50M + 18 usados (ex-Holanda) F-16AM/BM/MLU + 18 usados (ex-Holanda) F-16AM.
      b. A Venezuela, com 21 antigos F-16A/B Block 15.
      3. O Uruguai conta como seu principal vetor, com 11 obsoletos Cessna A-37B Dragonfly.
      4. Não é verdadeira a descrição feita sobre a performance da aviação argentina no conflito.
      E o mais importante, esta lenda criada pelas potências coloniais e posteriormente alimentada pela potência dominante, e a mídia, a respeito de ameaças e disputas com os nossos irmãos latino-americanos, visa exclusivamente semear a discórdia e impedir a nossa união. Felizmente, temos hoje a Unasul para desarticular este tipo de ação desestabilizadora. Com toda certeza, as eventuais ameaças virão do hemisfério norte.
      Sdçs,
      Carlos

  85. Esse sim é um projeto altamente tecnológico, recente e desenvolvido na AREA 51 com a parceria da NASA e que todos os países deveriam se preocupar:
    Top Secret USA: AREA 51 / Aurora Black Project
    Lockheed Martin SR-91 / NASA / NRO
    Velocidade: Mach 11.8
    Com uma plataforma dessas a USAF poderá dominar qualquer espaço aéreo a qualquer hora ou a qualquer momento, independentemente da distância, portanto, é importante que o Brasil não se precipite e vá adquirindo vetores de 2ª, 3ª ou 4ª geração para a FAB. Vale à pena ouvir mais um pouco, decidir com calma e com os pés inteiramente apoiados no chão.

  86. Para um bom entendedor um pingo basta: Seja um F-15, 16 ou 18 não importa, e também, não importa quem os tem e sim, quem os enviará mais dia, menos dia ao Brasil. Se há alguém nesse blog que tem dúvidas quanto a isso, eu não tenho. Há sempre mentes doentias por aí, mesmo dentro do bloco da UNASUL. Alguém aqui acha que os EUA é bonzinho e que jamais atacaria o Brasil? Eles estão agora no Paraguai…Que a Europa é mansinha? Que Hugo Chaves e o cocaleiro são sensatos? Que a Argentina é temerosa quanto a isso? Que o Chile é benevolente? Falar em Chile, ele apoiou a Inglaterra na guerra das Malvinas e hoje tem uma aliada… Que o Uruguai é pacífico? Que jamais estariam de olho no petróleo, urânio ou minério de ferro produzidos no país? Qual país da América Latina possui o que o Brasil possui hoje? Se não existem riscos mundiais, por quê os EUA se armam tanto? Por quê há uma corrida armamentista em todos os cantos do planeta? O Brasil conquistou a 6ª economia do mundo, mas é 500º em ingenuidade.Tchau!…

    • Carlos Ferreira disse:

      Nossos estrategistas do Ministério da Defesa não são estes ingênuos que a mídia tradicional tenta nos inpingir. Lá com profissionalismo, nossos militares e civis trabalham duramente com vários cenários diversos e planejamentos, e posso assegurar, se não houver uma brusca mudança política no País, que nos leve novamente aos negros anos neoliberais, em mais 5 anos teremos motivos de grande orgulho.
      Quanto a eventuais ameaças no nosso subcontinente, posso também garantir que mesmo com os meios atuais, qualquer um ou até mesmo uma coligação de alguns, seria derrotada.
      Um ameaça ao Brasil virá do hemisfério norte.
      Abs,
      Carlos

  87. Existe relato sim, inclusive saiu na época da guerra das Malvinas no jornal “O Globo” que um Skyhawk, pilotado por um capitão argentino, ao decolar de seu porta-aviões à medida que acelerava para chegar a MACH 1 foi se esfacelando e os pedaços iam caindo no mar. Convenhamos, tanto no Brasil quanto na Argentina, há sucatas reformadas e esses antigos caças, em dado momento, não dá mais caldo e ponto final. Esconder isso prá quê? Para resguardar a esquadra argentina e seus velhos vetores? É assim que o Brasil tem feito, escondendo suas deficiências por longos anos.

    • Carlos Ferreira disse:

      Pessolamente não acredito nisto e embora seja um leitor voraz sobre o tema, nunca li tal relato. Por outro lado, se me permite, neste tipo de assunto “O Globo” não é a melhor fonte.
      Forte abraço,
      Carlos

  88. Desculpe-me Carlos Ferreira mas, o Projeto Aurora não é antigo e sim atualíssimo e não é o caça Lockheed Martin SR-71 como você disse aqui e sim o SR-91 que desenvolve MACH 11.8, uma velocidade impensável para a epoca da guerra fria entre EUA e União Soviética. A AREA 51 tem feito alguns milagres e dizem que é tecnologia alienígena, você duvida?

    • Carlos Ferreira disse:

      Ricardo, a menção ao SR-71 foi em resposta ao comentário feito pelo Gabriel Nalio Ferraz.
      Vou bsucar maiores informações para comentar sobre o SR-91, mas já posso adiantar que esta lenda de alienígenas foi espetacularmente criada pelos órgãos de segurança norte-americanos para camuflar experimentos e desenvolvimentos de veículos aéreos ultra-secretos, logo após a II Guerra. Veja os discos voadores, na verdade era um projeto alemão do fim da guerra, que a Luftwaffe havia voado experimentalmente e que os americanos capturaram e levaram para os EUA, assim como a Asa Voadora e outros artefatos. Acredite, o que eles lá fazem, não tem nada a haver com ETs.
      Abração,
      Carlos

  89. O que temos de melhor aqui no Brasil é o porta-aviões NAe São Paulo que opera com os A-4 Skyhawk, mas é uma peça única no tabuleiro e sujeito a ser abatido por um míssel inimigo lançado de um submarino nuclear, não se sabe de onde. Os AMX, os F5M, os Mirage 2000 e os Super Tucanos A-29 poderão assistir a esse desfecho de camarote, nada mais que isso. Se houvesse um sistema de satélites militares e radares específicos talvez pudéssemos exercer alguma manobra evasiva para evitar a perda. A força aérea é o maior ponto de referência e de dissuasão de um país, isso não resta a menor dúvida, mas é necessário mais que isso, que a Marinha, a Aeronáutica e o Exercito estejam antenados e que tenham centros de referências ou comandos melhores e mais modernos. O que existe é precário e muito antigo, o mais novo é o SIVAM e toda essa velha estrutura não condiz com o século XXI. O Brasil anda mal.

  90. Essa “estória” de sermos irmãos latino americanos não condiz com o fato do Chile apoiar a Inglaterra no conflito das Malvinas ou o Brasil se envolver na guerra contra o Paraguai ou outros conflitos mais existentes no hemisfério, basta que haja algum interesse ou animosidade para que tudo isso desabe e não vamos ser ingênuos ao ponto de acreditarmos que nossas fronteiras jamais poderiam ser invadidas.

    • Carlos Ferreira disse:

      Isaac, o Chile talvez até pelo seu isolamento geográfico e história, nunca se sentiu integrado aos países sulamericanos. Até a inauguração do Canal do Panamá, em 1914, o Chile era basicamente um ponto de passagem, de apoio nas rotas marítimas principalmente para a costa leste do México e dos EUA, dominadas fundamentalmente pela Inglaterra, sendo Valparaiso o principal porto. Dií que a influência britânica sempre foi (atualmente é a norte-americana) imensa na elite chilena. No caso do apoio aos ingleses, também contribuiu as fricções em torno da disputa por ilhotas no Canal de Beagle.
      Já a guerra do Paraguai, foi um conflito insuflado pela Inglaterra por razões comerciais e de poder político na região do Rio da Prata e Rio Paraná. Para se ter uma idéia, antes do conflito o Paraguai por determinação do presidente Carlos Antonio López, pai de Solano López, decidiu implementar um vigoroso plano de industrialização, enviando jovens a Europa, principlamete à França para estudarem engenharia e outras ciências. O Paraguai foi o 1º país sulamericano a construir um alto forno siderúrgico, destruído completamente pelas forças da tríplice aliança.
      Como a industrialização paraguaia poderia despertar a Argentina e o Brasil para este importante fator de desenvolvimento, e afetar os interesses ingleses, a Inglaterra tratou de corta o “mau” pela raíz e dai houve a guerra d Paraguai. Claro que, financiada por bancos ingleses, ajundando a endividar fortemente o II Império do Brasil.
      Eu pessolamente tenho muito orgulho de ser sulamericano.
      Abraço,
      Carlos

  91. Temos sempre que confiar desconfiando, essa é que é a pura verdade no mundo de hoje!…

  92. O Brasil é um país colônia e jamais passou pela cabeça do brasileiro entrar em confronto com alguém ou agir como a um colonizador, só que essa cabeça existe lá fora por parte da Inglaterra, EUA e outros mais. Os territórios estão se escasseando e a população mundial aumentando o seu consumo e suas necessidades. Há olhares para as terras férteis e produtivas e isso é um fato e não um boato. Cuidar da soberania nacional brasileira é um ato de patriotismo e consciência política. Nosso país só será soberano quando suas forças armadas derem conta do seu próprio quintal. Hoje é 7 de Setembro, uma data especial para se falar nisso. Que o Brasil tenha consciência de suas responsabilidades como nação.

  93. O poderio da força aérea chilena (FACh) é um fato e muito inteligentemente vai sendo emoldurado e consolidado diante de toda a América Latina. A partir da aquisição dos F-16 Fighting Falcon ou especificamente o F-16C/D Block 50 e mais os F-16A/B Block 20 MLU, da americana Lockheed Martin, o Chile tem crescido em potencialidade aérea e dominado o hemisfério sul americano. Recentemente anexou à sua frota aérea mais três Boeing KC-135E Stratotanker de reabastecimento aéreo, adquiridos da USAF, além dos vetores de alerta aéreo chamados de Boeing EB-707/EL/M-2075 Condor. A Alenia fornecerá ao Chile seus treinadores avançados M-346 que além de serem vetores espetaculares para esse fim, auxiliará a FACh também em sua estratégia de defesa territorial. Por quê a FAB não caminha inteligentemente para o mesmo propósito?

    • Carlos Ferreira disse:

      Sebastião, não é verdadeira a afirmação de que a FACh domina o hemisfério sul-americano. Trata-se de um força aérea reduzida, de atuação regional. Saiba que apesar de nossas conhecidas mazelas, nenhuma força aérea sul-americana, incluida a venezuelana, tem capacidade para dominar o espaço aéreo brasileiro.
      O quadro na América do Sul é de grande fragilidade geral. Sugiro a leitura da publicação especializada “Flap International” nº 478 – Aviação Militar na América Latina.
      De qualquer forma reafirmo: as potenciais ameaças virão do hemisfério norte.
      Abs,
      Carlos

  94. O Brasil deixou-se perder. O tempo de descaso com as forças armadas foi muito grande e houve uma defasagem enorme entre o que existe em seus pátios e o que seria necessário para a sua sobrevivência nessa selva que aí está. Dentro da própria América Latina o país se encontra à margem em termos de tecnologias e inteligência militar. Se formos colocar aqui um parâmetro entre as forças amadas da Europa, EUA e ASIA o Brasil estaria em um patamar tão inexpressivo que não valeria a pena especificar sua posição numérica. Tudo isso assusta quem vive em meio a uma situação como essa. Acredito em sã consciência que não há indivíduos ou mídias que queiram incitar discórdias ou criar obstáculos dentro do próprio hemisfério em que o Brasil se encontra para justificar uma necessária aquisição militar, mas, é tenebroso pensar que uma nação desse porte não se preocupou ainda com sua posição, importância ou vulnerabilidade. O excesso de confiança na interpretação de que o Brasil é um país pacifista ou geograficamente extenso para uma invasão leva-o a se situar em um patamar de extremo risco. Um fio muito tênue divide o pacifismo da crueldade e temos visto essa situação em todo o transcorrer da história mundial. Em quantos pedaços a Europa foi dividida e quantos momentos de aflição foram necessários para que ela se situasse no patamar atual? Houve muito sofrimento e perdas de vidas incalculáveis. Certamente há muitos “grileiros” de olho nessa extensão territorial desprotegida e isso não é um exagero. Principalmente o petróleo é uma fonte constante de discórdias mundiais, pois, poucos países possuem jazidas desse óleo essencial e a dependência do mesmo geram preocupações e instabilidade.

  95. O “curriculum vitae”do Brasil carrega consigo um descuido com as forças armadas, mesmo no período da ditadura militar, principalmente por questões orçamentárias. O país era pouco explorado, pobre e não podia arcar com despesas dessa natureza. Hoje há petróleo; muito minério de ferro; urânio e outras riquezas em seu subsolo até então desconhecidas. É um dos maiores produtores de grãos e uma economia forte e ascendente. O horizonte mudou, mas a mentalidade de terceiro mundo permanece intocada. A educação é falha; a saúde é caótica e o saneamento básico não acontece conforme deveria. Há setores totalmente descobertos, principalmente a indústria. Não há investimentos e a governabilidade é unidirecional visando apenas uma carga tributária desumana e sem objetividade, sem um planejamento gerencial, traçando um horizonte cada vez mais distante da sociedade e se perdendo dia a dia em uma burocracia sem sentido e totalmente irracional. É a típica governabilidade acéfala. Todos sofrem com isso, inclusive a FAB em sua empreitada nesse FX.

    • Carlos Ferreira disse:

      Kênio, me permita fazer uma correção: no governo Geisel o Brasil chegou a ter uma importante indústria de defesa, com projeção e forte presença internacional, e genuinamente verde & amarela.
      Forte abraço,
      Carlos

  96. Andando de costas e sem perceber onde vai, esse é o sistema de governabilidade adotado no Brasil e isso preocupa o brasileiro. Carga tributária incompatível com os serviços prestados e sobretaxações inconstitucionais como o IPVA ainda é mantida às custas de um projeto inexistente. O brasileiro encontra-se a beira de um precipício financeiro para manter uma máquina administrativa inoperante. Todos os setores encontram-se estagnados em função de uma gestão desastrosa. Gerenciamento zero; planejamento idem. O país ainda suporta uma carga insustentável de corrupção que o degola a cada iniciativa política. A FAB encontra-se nessa colcha de retalhos e não sabe se corre ou espera a bordoada. Se vingar o FX é sinal que ainda sobrou um resquício de vergonha.

  97. Marcelo disse:

    Seguindo o raciocinio que as ameaças virão do hemisferio norte, como disse, por que então o Brasil ainda considera de comprar armas ( aviões) destes paises,que so vendem equipamentos fora de uso em suas forças armadas,e com reserva de dominio de codigos chave e etc, teriamos que avaliar com calma e pé no chão as opções de adquirir tecnologia militar como a China fez e restaurar e incentivar a capacidade nacional de produzir e aprimorar a tecnologia adquirida,seria de bom tamanho a participação do Brasil no Pak russo,com compartilhamento de produção e obtenção de tecnologia sensivel, coisa que no hemisferio norte(?) não conseguiriamos numca

  98. O Brasil pensa que é uma potência militar sul americana e não é; pensa que tem vetores que fazem a diferença em seu território e não tem; pensa que sabe muito sobre ação militar e não sabe; pensa que tem caças nos seus hangares e não tem; pensa que o NAe São Paulo é tudo e não é; pensa que vai segurar uma invasão territorial e não vai; pensa que sabe sobre soberania nacional e não sabe; pensa que tem cabeças pensantes para comandar suas ações e não tem; pensa que fechará o FX com chave de ouro e não vai; pensa que seus submarinos são essenciais e não são; pensa que é a 6ª economia do mundo e não é; pensa que irá se manterá livre dos problemas lá fora e não vai; é um país que se acha e não há nem um plano de governabilidade para sua auto-sustentação; politicamente está muito aquém do que precisava; suas ações mais parecem atropelos; suas diretrizes mais parecem rascunhos; suas metas nunca existiram, simplesmente aconteceram por acaso; os sonhos, esses sim, são reais. O Brasil ainda dorme. Há muito à ser feito.

    • Carlos Ferreira disse:

      Me desculpe Gustavo, mas não compartilho de tamanho pessimismo e desqualificação do nosso Brasil e, principalmente do nosso Povo.
      Realmente, em matéria de Defesa, foram quase 30 anos de um descaso total, que acredito tenha até sido intencional, principalmente no período neoliberal Collor/FHC, com suas globalizações; Consenso de Washington; Fim da História e das fronteiras nacionais, e outras bobagens do tipo.
      Claro que há muito a ser feito, mas acredito que comentários com o seu de nada ajudarão.
      Já vivi bastante e conheci um Brasil do passado, pobre, atrasado e subserviente, ao qual eu não gostaria de voltar. Posso dizer que o Brasil avançou uma barbaridade e hoje, quando viajo ao exterior vejo o quanto somos admirados pelo País que estamos construindo, o que já alcançamos. Tudo muito diferente do passado onde era conhecido somente pelo futebol, suas mulheres, Copacabana e o samba.
      Tenho certeza, logo seremos a 5ª economia e também logo teremos grandes novidades na área de Defesa que mudarão a atual situação.
      Abs,
      Carlos

  99. Uma invasão territorial brasileira partindo do hemisfério norte, parece que não é muito pertinente e a distância, embora hoje não seja um obstáculo, ainda é um fator de peso. Acredito que essa invasão partirá mesmo do hemisfério sul e não há uma especificidade para a escolha desse território invasor, que acabará por serem dois ou três alinhavados para não perderem o pé da situação. Os EUA poderão incentivar e prover essas frentes com armamentos e provisões, afinal, eles estarão aqui bem ao nosso lado e há interesses escusos por parte de seus comandos. A história mostrará o caminho e o final será visto por todos os hemisférios sem que haja qualquer tipo de reação, como sempre foi, é claro. Instaurar um governo amigo também tem sido a tônica e tudo isso nos leva a crer que estamos no prato, basta que espetem o garfo e corram a faca.

  100. Eu compartilho esse pessimismo ao olhar cartazes para as próximas eleições: “ BOB o homem limão, Vote 44”; “PINTASILGO na lata e caneta na camara, vote 21”; “Zé do Lé no trabaio, vote 12”; “RAMBO pra cuncertá, 41”; “Istocolmo o homem do conserto, 23”;”RANDAP pra acabar com as praga, vote 14”; “Tião bode, o homem certo”, 15 na cabeça”; ”Vote PURGA pros homens lá em cima coçar, 20 na cabeça”; “Zé Gambá o que incomoda, vote 10”; “VOTE VISGUIM, 14 é o número”; ”Chapuleta no 13, vote bem!”; “CARLIM da charrete, vote 30” e por aí vai!…Como um país desses pode ser sério? As eleições viraram piada. Não há seriedade ao se representar o bem público. Não há respeito ao se falar em política, porque o próprio político que a representa não é um cidadão ilibado e traz consigo uma vida pregressa incompatível para mexer com o dinheiro público. Há um fosso entre a população, o governo e seus aliados ou apadrinhados. O STF vergonhosamente não aprovou o ficha limpa para que o indivíduo possa se candidatar a um cargo público. Esse país é uma vergonha.

    • Carlos Ferreira disse:

      Regis, é claro que tudo isto também me desespera, mas cada um de nós, a sociedade brasileira, somos responsáveis por esta situação, pois quem os elege somos nós. Quantos trocam o voto por vantagens pessoais imediatas. Nunca esqueça, somos os “espertos, que gostam de levar vantagem em tudo, certo…”, como a propaganda apregoava. Mas isto, como tudo, tem um preço.
      A reforma política é de todas as reformas a mais urgente. É FUNDAMENTAL, mas extremamente difícil, pois os políticos jamais aceitarão abrir mão do paraíso que habitam.
      Com a Constituição de 1988 e a miríade de partidos políticos advindos, é impossível para qualquer partido obter maioria no Congresso. Portanto, sem coligação, não há governo. Não precisamos falar sobre o balcão de negócios criado para a montagem das ditas coligações.
      Por outro lado, como já disseram: “todos os regimes são ruins, mas a democracia é o menos pior”. Assim, para mudar o estado das coisas, precisamos não somente votar corretamente, como também disseminar este conceito na sociedade. Não há o que esperar da nossa mídia empresa, comprometida em defender os seus interesses e os dos grupos que representa. Isto tem que ser feito com paciência e determinação insuperáveis, por cidadãos, como você, eu e os colegas que expressam seus comentários neste espaço, por exemplo.
      Forte abraço,
      Carlos

  101. O que se espera de um país que cobra de seu próprio povo um imposto de renda nesse patamar? O que se espera de um país que cobra 61 (sessenta e um) impostos, sendo que 48 (quarenta e oito) são federais e o restante, estaduais e municipais? Qualquer brasileiro sabe que o IPVA é uma sobretaxação, por que já pagamos o imposto sobre o veículo na data de sua compra e o pior, pagamos esse absurdo todo o ano, repetidamente, onde existe isso? Quando o governo tiver que devolvê-lo, por ser uma cobrança inconstitucional, será uma enorme quebradeira. Senhor ex-presidente Lula, o senhor não sabia o que era saneamento básico e aqui vai uma prévia: 1-esgotos; 2-ruas e estradas pavimentadas; 3- água potável; 4- luz; 5-coletas de lixo e aterros sanitários; 6-escolas e educação; 7-segurança; 8-saúde e o favorecimento para que a população adquira suas casas, isso é o mínimo que um governo precisa fazer à sua gente, isso é básico a vida. O que foi feito até agora? Há muito a se fazer não acha?

  102. A política abordada aqui tem tudo a ver e sem ela, principalmente com bastante consciência, não há como mudar o país ou melhorar a nossa força de dissuasão. O Brasil precisa se encontrar para muito depois, aplicar-se a outros comandos. Esses desencontros políticos determinam um imenso buraco entre o governo e a população. Quando tudo se esclarecer, aí sim teremos um caminho a ser seguido. Quanto ao vetor para a FAB é necessário que haja uma linha de pensamento sem nós ou laços e o BRICs certamente é um caminho interessante a se seguir. Aqui nesse blog há principalmente maturidade entre seus participantes e será muito agradável segui-lo.

  103. O chefão da quadrilha do mensalão que todos sabem perfeitamente quem é, sai ileso e pior, nem se apresenta para depor. Essa blindagem não ocorreu com Fernando Collor de Melo. Isso é Brasil. A podridão é clara aos olhos da população e vergonhosamente a justiça não se faz presente. Pizzas que vão à mesa e voltam ao forno. A FAB encontra-se nessa sena de inoperância administrativa e dificilmente deixará de amargar vetores inconsistentes. A Armada brasileira é tipicamente de mostruário e pela situação obsoleta em que se encontra, dificilmente fará o seu papel dissuasivo. É necessário que haja uma mudança radical no país e o seu início se dará a partir de uma punição aos corruptos. A ficha limpa é o mínimo que se deseja de um político que vai exercer um mandato e isso é primordial para que haja coerência administrativa.

  104. Há muita coisa errada no Brasil e vamos empurrando com a barriga, essa é que é a verdade. O perigo de tudo isso é o momento em que a população chegar ao limite e jogar tudo para cima. O governo precisa dialogar mais com a população, não pode exercer seu cargo no monossilábico. A política existe para que haja benefícios à população e não sofrimento. O político deve satisfação à sociedade, é um cargo público que ele exerce representando o povo. Todas as ações na Câmara e no Senado não poderiam distanciar-se da população. Criam-se medidas provisórias constantemente, jogando-se por terra a Constituição Federal. Nossas Forças Armadas são uma calamidade pública e não condiz com a soberania nacional. O Brasil encontra-se na contramão e precisa mudar seu rumo.

  105. Sou cético em relação a uma melhora de convergência na atual gestão presidencial, ou melhor dizendo, no gerenciamento do país. Há um distanciamento político em relação às necessidades básicas da população brasileira. Há muita cobrança e pouco trabalho ou retorno desse imenso capital pago, ou seja, há uma incompatibilidade nos impostos e serviços públicos. Quando o Ministro Guido Mantega disse que não havia capital para se investir na FAB, todos os brasileiros, indistintamente, ficaram revoltados. Paga-se muito para não se ter nada. O refrão do governo sempre foi que não há dinheiro e o que falta realmente nessa afirmativa é vergonha. Quando houver uma limpeza pública dessa corrupção que aí está, o país terá dinheiro e muito mais do que se pensa. É de conhecimento de alguns que em uma tal cidade do interior de São Paulo pediu-se ao governo federal dinheiro para se construir um hospital, fez-se no terreno um esqueleto de tijolos e ferragens sem a conclusão do projeto, mas lá na Bahia soube-se que o mesmo prédio do projeto inicial foi concluído, para uso particular é claro, sendo que a construção foi fotografada e as fotografias apresentadas ao Palácio do Governo para comprovar a sua conclusão, feito isso, doou-se os esqueletos reais para uma escola e assim foi-se o dinheiro público para o saco. Provavelmente esse hospital da Bahia foi vendido, encontra-se em uso ou está alugado. Isso acontece a todo o momento pelo Brasil a fora e nada passa incólume ao brasileiro que tudo assiste e se torna cada dia mais descrente com tudo isso. O governo Federal não manda averiguar e fica por isso mesmo. Vergonha nacional.

  106. Carlos Ferreira, o Brasil no aspecto político precisa modificar-se e a correção da corrupção é o fator mais impactante no semblante do país. O FX e vários outros programas de importância não se consolidaram por falta de um planejamento adequado. As Forças Armadas precisam de uma injeção de capital com vistas a resguardar o território nacional, assim como outros setores de importância estratégica. Não se faz uma obra sem a sua fiscalização. O dinheiro público não pode ir para o ralo e faltar para obras essenciais. A transparência pública é fundamental para que o país caminhe a um futuro menos obscuro. O descompasso nas ações está fundeada nas prerrogativas desastrosas que se tem visto e isso traz um verdadeiro “black out” no desenvolvimento do país. Hoje o Brasil necessita de um bom gerenciamento e um planejamento mais arrojado; melhor fiscalização das obras públicas; unificar a cobrança de impostos; realizar uma reforma administrativa e também do judiciário e finalmente, desburocratizar os serviços públicos. O caminho é mais que conhecido e nada se faz para focá-lo e torná-lo real. Estamos novamente em um ano eleitoral e a “lei do Ficha Limpa” ainda não foi aprovada pelo STF, um absurdo sem precedentes em se tratando de cadeiras públicas. Um mandato político requer idoneidade, responsabilidade, seriedade, aptidão e acima de tudo, uma vida pregressa limpa. Como vamos entregar nosso país a bandidos? As pessoas que possuem pendências jurídicas? Aos inconseqüentes que ferem a ordem pública? O mensalão está aí para mostrar toda essa sujeira que a todo o custo precisa ser limpa. O Brasil de hoje é um país maduro e sua população o quer livre dessas bandalheiras para que possa assumir seu posto de 6ª economia mundial com galhardia.

    • Carlos Ferreira disse:

      João Delalis, você tocou no ponto que é a essência de qualquer democracia, de qualquer Estado Republicano, o Judiciário. Sem uma Justiça Republicana, que veja todos os cidadãos como iguais perante a Lei, não haverá qualquer chance de nós construirmos uma Nação. Na verdade, junto com a Reforma Política, a mais importante de todas, precisamos com extrema urgência da Reforma do Judiciário, pois o que aí esta não nos atende. Foi construído pelos poderosos e potentes, desde o 1º Império, para protegê-los. E assim permanece. Veja quem é preso, as vezes sem qualquer prova efetiva, são os pobres, negros principalmente, as pessoas mais desfavorecidas e desprotegidas.
      Enquanto isto, réus confessos ou cujos crimes foram cometidos sob a vista de todos, mas detentores de poder econômico ou político, ficam impunes, livres de qualquer constrangimento ou privação, gozando dos salamaleques e apupos dos “doutores”.
      Você citou a Ação Penal 470, chamada pela mídia empresa do pensamento único, de “mensalão”, ora em apreciação no STF, porém já com o veredito pautado por esta mesma mídia em suas publicações e noticiosos. Tudo bem, eu também defendo a punição exemplar para malfeitos, especialmente para crimes de corrupção (corruptos e corruptores). Mas, importante, PARA TODOS.
      É incrível que esta mesma mídia e os órgãos de defesa da cidadania, não tenham tido os mesmo furor em apurar e julgar a compra de votos para a reeleição nos anos 90, ou o mensalão de Minas, a origem, ou pior, a extensa documentação comprobatória dos malfeitos explicitados pelo jornalista Amaury Ribeiro Jr. no livro “A Privataria Tucana”.
      Enfim, as leis e suas aplicações têm que ser iguais para todos, amigos ou inimigos.
      Forte abraço,
      Carlos

  107. Voltando à vaca fria, se o Brasil optar em ultimo caso pelo Dassault Rafale F4, estará colocando em sua força aérea um caça de 4ª geração que não fará feio perante as plataformas européias que utilizam o EADS Eurofighter Typhoon 2020. Os dois são muito parecidos e se equiparam em letalidade e acredito até que o Rafale é mais rápido e com uma manobrabilidade maior. Sei que a palavra do ex-presidente Lula ficou no ar e acabou por comprometer a decisão final do FX e já que as coisas ficaram nesse pé, é melhor definir assim. O Brasil não ficará mal com a plataforma francesa e os offset serão bons ao país. Esse caça já participou da guerra do Golfo e se apresentou muito bem lá fora e fará ao Brasil o mesmo efeito. Já é uma plataforma conhecida da FAB e a transição será muito mais fácil que um caça de 5ª geração. Para o futuro talvez outros pensamentos poderão surgir e novos caças poderão compor a nossa FAB.

  108. Nem um gás hilariante faz a gente rir tanto: O PT tenta jogar a culpa do mensalão para o PSDB. Há ainda quem jogue a batata quente para cima no intuito de achar uma mão aberta. Em ano eleitoral há muito empurra-empurra e tentam achar alguém que assuma a “latrina” do maior esquema de corrupção da história. É claro, precisam manter a vaca que dá leite (o estado) e eleger o maior número possível de bancadas. O Brasil infelizmente anda nesse pé, nessa corda bamba e esperar que haja um espaço para a FAB durante essas eleições é esperar muito. Estamos praticamente em final de setembro, só um mês e meio para dezembro e é mais que lógico que 2012 já se foi sem que a plataforma tão esperada chegasse até aqui. Janeiro será ano novo e nada acontecerá; fevereiro é carnaval; em março e abril tudo estará voltado ao imposto de renda; em maio há uma preocupação com o comércio; em junho e julho iniciam-se algumas reações governamentais e poderá ocorrer algo novo. Talvez em julho aja algum esboço em torno desse FX novamente. De agosto para frente será bem mais difícil alguma sacada espetacular do governo Dilma. Acredito que o Dassault Rafale F4 será mesmo a plataforma escolhida depois de tanto disse-não-disse. A Lógica ditará essa trilha e não espero que o Ministro da Defesa, Celso Amorim, tenha alguma carta na manga diferente disso.

  109. Eu só tenho receio de uma coisa: Que calem o Carlos Ferreira nesse blog. Já aconteceu a muitos outros e não será novidade se ocorrer novamente. Temos aqui um espaço muito especial e onde se fala a verdade, mas essa danada da verdade sempre machuca alguém que está se escondendo e evitando se expor. A Democracia ainda não foi assimilada como deveria e outros espaços como esse poderiam existir e corroborar ainda mais com a verdade. Uma situação que achei bonito aqui foi a abertura, não há a necessidade de senhas, de se preencher cadastros, de burocracias ou coisa parecida, apenas há respeito, liberdade e uma unidade em torno de um bem comum: Nosso amado Brasil. Não me canso de ler cada linha que aqui está e isso me faz acreditar que ainda há jeito para esse nosso país. É uma luz de esperança ao fundo do túnel. Um abraço meu amigo!.

  110. As eleições estão aí e acredito que será bem diferente das edições passadas, o povo já “encheu o saco” com tudo que vê e ouve sobre políticos e, principalmente, a legenda que participou desse mensalão que não terá a mínima chance de ocupar cadeiras em qualquer parte do país. Todos que forem indicados pelo ex-presidente Lula não terão chances, assim como, todos que se aproximarem de Paulo Salim Maluf. A população amadureceu politicamente e votará consciente. Só pessoas realmente de caráter ocuparão cargos públicos. Penso que assim o Brasil terá pessoas condizentes para exercerem cargos públicos de responsabilidade. As eleições passadas tiveram “um momento de desabafo”, onde o palhaço Tiririca teve expressiva votação, mas agora o chão é outro e a população se cansou de lamentar por ter desperdiçado seu voto. Hoje querem repensar a função do eleitor em relação aos problemas brasileiros e isso é ótimo, teremos nas urnas um momento de reflexão e seriedade. Só ganhará quem realmente trouxer propostas sérias e sensatas. O eleitorado da cidade de São Paulo, por exemplo, dará a sua resposta ao PT e aos seus respectivos mensaleiros, uma atitude mais que esperada por todos. Tenho tido muitos contatos com o paulistano e as palavras parecem que vem de uma só boca, é incrível, há muita maturidade nas respostas e nota-se que a população em peso já possui um excelente posicionamento. O eleitor sabe que as respostas certas virão das urnas e ditarão uma nova fase para o país e isso está evidente no aumento de interesse aos debates e nas discussões em espaços culturais e simples barzinhos. Vai haver uma bela reviravolta. O Brasil merece essa remodelagem. Acho que a FAB terá a sua resposta com mais sabedoria.

  111. Se uma desorganização mundial qualquer viesse a ocorrer, onde todos os países entrassem em conflitos aleatoriamente, como uma 3ª guerra mundial, por exemplo, o Brasil estaria em maus lençóis porque a sua soberania nacional estaria fragmentada e com amplos espaços para uma possível invasão. Até o momento a ordem mundial encontra-se sob equilíbrio, mas isso pode não durar tanto e a própria história tem relatos fiéis sobre os dramas passados. Os EUA são rejeitados em grande parte do globo terrestre, principalmente pela sua posição de maior força de dissuasão e por sua postura autoritária e prepotência extrema. Se houvesse uma desestabilização ou uma implosão desse país, o mundo se tornaria um quintal de ninguém, porque bem ou mal, ele ainda dita as regras de não agressão no contexto global. Manter uma força de defesa atuante e com vetores de ultima geração é uma forma de se dizer aos outros que o dedo se encontra no gatilho diante de qualquer ameaça. O pacifista também recorre às armas quando necessário e para restabelecer a ordem. O Brasil precisa ampliar seus conceitos e passar a obter um olhar mais crítico para o seu arsenal militar. Não é bom que o país se aquiete com o que tem em seus pátios para a sua defesa territorial.

  112. A China começa a mostrar suas garras e lança seu primeiro porta-aviões com o nome de LIAONING, entrando em operações nesta data ( 25/09/2012). O mesmo foi adquirido da antiga União Soviética em 1985 e, desde aquela época, foi levado a um estaleiro para receber uma total remodelação que fez com que esse vetor marítimo se tornasse um dos mais modernos e letais da era atual. O período coincidiu com os entraves políticos enfrentados com o Japão e ambos tem caminhado para uma corrida armamentista sem precedentes, aliás, observa-se que toda a ASIA tem se armado até os dentes e essas tensões tem preocupado enormemente todo o ocidente. Todo o estopim que se acende, seja ele derivado de qualquer continente, coloca em risco a estabilidade mundial. Todos os países acabarão por se envolver no conflito direta ou indiretamente. Nota-se que no Brasil há um acanhamento em se buscar vetores de letalidade maior e essa visão amadora torna-se preocupante para o futuro do país. Não há gasto e sim investimento quando se trata de fortalecer as forças armadas.

  113. João Delalis, o seu relato quanto ao hospital fantasma é real e a cidade é do interior de São Paulo realmente e as fotos, que são da Bahia, encontram-se no Palácio do Governo do Estado de São Paulo, como sendo a conclusão do referido “Hospital da Mulher”. A prefeitura da referida cidade recebeu o dinheiro em sua totalidade, deixou um esqueleto de construção no lote, com tijolos baianos dos piores e algumas meras ferragens, desviando o dinheiro para uma cidade praiana na Bahia e concluindo a obra, que foi toda documentada, com fotos durante e após a construção e, a seguir, para limpar a area, doou aquele lote e respectivos esqueletos para uma Escola cujo dono da mesma é amigo íntimo do ex-governador de São Paulo. A população local perdeu um hospital municipal ou estadual e seu espólio foi simplesmente doado para uma escola particular. Pura falcatrua. Ingenuidade? Não. Achavam mesmo que isso seria mantido “invisível ao governo federal” e ao próprio povo. Talvez tenha sido idéia de algum míope no poder ou algum louco varrido que se achava muito transparente. O dinheiro do povo encontra-se ainda nas mãos desses bandidos. A saúde, bom, a saúde do país vai bem, obrigado!….

  114. Ser incluso no 1º mundo ou não ser, essa é a questão…6ª economia do mundo no próprio submundo. Nessa reunião da ONU, onde Dilma Rousseff discursa, fica lá o vazio do país desigual, de terceiro mundo, corrupto e que ainda quer ditar regras. Fala em desigualdade social na Síria e convive com um verdadeiro aborto social em seu próprio território. Cobra da classe média um imposto desumano e oferece em troca um esboço de saúde, saneamento básico e uma aposentadoria vergonhosa. Por falar em aposentadoria, é possível um país considerá-la uma renda e cobrar imposto sobre a mesma? Isso incrivelmente existe no Brasil de hoje. Existem também as palavras vãs; os políticos individualistas; as medidas provisórias para desonrarem a Constituição Federal; a demagogia escarrada; a falta de vergonha em lidar com o dinheiro público; as sobretaxações de impostos; a desonra da política pelos próprios políticos; as promessas não cumpridas; a formação de quadrilha dentro do próprio patrimônio público; a falta de caráter em se lidar com a sociedade. Se fossemos aqui falar mais, ficaríamos vários anos citando as vergonhosas artimanhas políticas que não deixam o Brasil melhorar e se tornar um país de 1º mundo. Parece que no Brasil há uma verdadeira escola de corrupção e ninguém faz nada para mudar isso. A população precisa cobrar um posicionamento do governo e cobrar com absoluta convicção de que deseja mudar isso. Precisamos de um país forte e soberano. Precisamos participar mais das decisões governamentais.

  115. vancley disse:

    tirando o fato da baixa autonomia, o saab gripen não fica tão abaixo dos concorrentes, apesar de ser um prototipo, caminha para uma grande capacidade de evoluções, ainda modesto, mas com uma grande capacidade algumas modificaçoes no designer das entradas de ar, em volta da nacele, e uma pintura R.A. já começa nascer um stealth, sei que mudar um projeto não é facil, mas nesse caso é bem possivel, o Brasil já tem know how para turbinas colméia, geo posicionamentos terrestre (UAV autonomos guiados por detalhes do relevo, como leitos de rios e montanhas, melhor que GPS), misseis tele-guiados, quem sabe uma pinturinha R.A., daí compra um gripen e todo mundo critica, adquire conhecimento no desenvolvimento da encriptografia do sistema de armas, que é o que realmente nos falta, desenvolve um caça 5° ou 6° geração, os eua boicotam as vendas,etc,etc… A FAB sabe o que faz, meu medo são os politicos, ja presenciei uma palestra com alguns engenheiros da FAB, já temos um caça(SIM, TEMOS ATÉ PROTOTIPO EM ESCALA VOANDO), temos um gps mundial sem satélite barato e indestrutivel, e uma turbina colméia testada e certificada em sigilo (os EUA não conseguiram certificar a deles ainda, e se ofereceram para serem parceiros da nossa), na logica os russos levariam o fx-br mas os americanos não aprovaram, eles não obrigam o Brasil comprarem deles, mas foram claros em PROIBIR a compra dos aparelhos russos, o que nos resta?

  116. A FAA (Força Aérea Argentina) há muito vem utilizando o IA-63 Pampa II como treinador de caças multifunções supersônicos, embora o mesmo não ultrapasse Mach 0.63 e tenha como impulsionador um turbofan Honeywell TFE 731, originários dos Jatos executivos Learjet e Falcon; possui a vantagem de ser extremamente silencioso e econômico e hoje já há um “upgrade”, com o nome de AT-63 Pampa III, com um belo reforço nas asas que já era excepcional, tornando-o compatível para sustentar forças G de +7 a -3 e seu novo motor TFE 731-40R aumentou o empuxo em 336 Kg, perfazendo 1.928 Kg em sua totalidade. A FAB está de olho nesse treinador argentino e quem sabe será a opção para os nossos pilotos pelo seu custo/benefício baixo. O Super-Tucano é um ótimo vetor e treinador só que se tornou obsoleto por ser um avião movido a hélice e consequentemente possuir baixa performance. Os “hermanos” após a guerra das Malvinas, aos poucos vão mudando seus paradigmas e se armando com o melhor que há para que não tenham pela frente outros percalços. A América Latina como um todo tem buscado um novo horizonte bélico e isso tem tido um reflexo em relação aos EUA, Europa e Asia que se preocupam com essa crescente corrida armamentícia, embora muitos desses sejam grandes fornecedores de tecnologias. O Brasil não vai mal, desde que não perca o pé da situação. Como cabeça de seu próprio hemisfério, não poderá permanecer obsoleto por mais algum tempo, senão perderá credibilidade e poderio dissuasivo. Ainda acredito em uma FAB poderosa, em uma Marinha inteligente e em um Exército objetivo. Acredito em um Brasil de amanhã fortalecido e mais humano.

  117. O Super Tucano da Embraer é o exemplo típico do que o Brasil pensa em termos de defesa aérea. É um vetor a hélice de velocidade próxima a Mach zero e treinaria aviadores saudosistas que quisessem relembrar as relíquias da segunda guerra mundial e não aviões caças do século XXI. Alguns dizem aqui que o mesmo serviria também como um apoio aéreo amazônico; para um apoio aéreo à Marinha; para um apoio aéreo ao Exército e por fim, como treinador de pilotos. A meu ver se a própria FAB, a Marinha e o Exército se fiassem a esse tipo de apoio para manter a soberania nacional sob seus olhares, certamente estariam em maus lençóis. Zero como treinador, zero como estratégia aeroespacial. Um museólogo certamente saberia onde colocá-lo no momento. Sei que ao citá-lo dessa forma mexo com inúmeras pessoas que aqui escrevem e o acham fantástico, mas convenhamos, seu tempo já se foi há muito e hoje é um vetor inteiramente obsoleto em termos de letalidade. Mesmo para barrar traficantes em seus Learjets não se encontra a altura, imagine para combater um F-15 Eagle, um F-16 ou 18, ou ainda, um Su-35 e aí diriam, serviria para um apoio aéreo secundário e eu teimosamente digo: Apoio de quê? Para simplesmente ser um alvo? Não há razões para mantê-lo no ar. Alguns ainda diriam que é por questão de custo-benefício e eu diria aqui: Um Renault Gordini e um DKW Vemag também possuiam custos-benefício ótimos e por quê foram abandonados? Tudo que disserem a favor desse vetor da Embraer, direi que seu tempo já se foi e só permanece ativo porquê nossa frota já é obsoleta e mais um, menos um, não fará a mínima diferença. Na verdade para os dias de hoje o Super-Tucano é um rascunho embolorado, já com o seu papel amarelado e com os traçados tão antigos que se encontram apagados. Será que ainda o revitalizarão como fizeram aos outros? Sabe o que é melhor em tudo isso? Pegar as pentapás das hélices com as mãos e ajudar na partida do velho motor Pratt & Whitney PT 6A-68C, aí sim, ficará bem saudosista. Acho que o piloto que tem sua vida em jogo em um embate aéreo não deseja saudosismo em seu plano de vôo.

  118. O vetor A-29 Super Tucano não é nenhum “super”e nenhum “avançado” treinador de pilotos de caça e sim um básico turbo hélice. Por quê avançado se sua velocidade é praticamente zero? Por quê super se é um pentapá comum? Enquanto o Brasil brinca com aviãozinhos a hélices, a USAF testa o X-37B de vôo em orbita baixa e enquanto o A-29 dá apoio ao SIVAM, os EUA bisbilhotam o mundo com seus fabulosos satélites militares. Enquanto o Brasil risca um fósforo, os americanos desenvolvem armas a laser. Motores aéreos tipo magnetohidrodinâmico tem sido pesquisados e tenta-se com esses estudos anular a força gravitacional, dinamizando a aeronave do futuro. Onde se encontra o CNPQ e os centros de pesquisa aeroespacial brasileiro? Os aviões, navios e submarinos a querosene já se foram há muito tempo…O atraso tecnológico do Brasil é assustador. Quando Einstein desenvolvia a teoria da relatividade o Brasil andava de carroças. Essa perda deveria ser repensada e uma corrida tecnológica deveria ser a prioridade atual. Não se compra ou se ganha tecnologias, há a necessidade de se investir e buscá-las a qualquer custo. Há cabeças pensantes e poucos recursos aplicados. Continuaremos a seguir esse rumo de um país feudal?

  119. Não será esse ou aquele país ou mesmo algum hemisfério a colocar o Brasil na saia justa e sim uma desestabilidade mundial que poderá ocorrer a qualquer momento. O mundo já passou por inúmeras guerras e todos já sofreram perdas incalculáveis, inclusive o próprio Brasil e isso deveria ter servido como reflexão, onde o país determinaria uma força dissuasiva mais coerente com a realidade. Estamos em meio a um mundo tecnológico e andar de carroças não fará verão. O Brasil precisa de um amplo investimento em áreas de pesquisas em todos os âmbitos e consequentemente não depender de tecnologias externas. Há a necessidade de se modernizar a indústria e criar perspectivas futuras. Um contra-senso: O Brasil é o maior produtor de minério de ferro do mundo e importa trilhos de trens originários de países europeus. Se as multinacionais saírem do país, o que restará? O CNPQ é uma simples cigla que não justifica sua sobrevida e os projetos se encontram parados, travados por falta de materiais ou equipamentos porque não se investe em tecnologia nesse país. Que futuro o Brasil terá se tudo isso não for mudado? O empresariado encontra-se disponível e deseja melhorar seu parque industrial, mas como fará isso se o Estado não abre mão de empréstimos? Há investimentos e presença de grandes construtoras brasileiras no mercado mundial e aqui, nada se faz ou se transforma. Como um país que possui um governo míope poderá mostrar todo o seu potencial?

  120. Os nazistas já pesquisavam o Levitador Shumann e acreditavam que iriam revolucionar a forma como impulsionavam uma aeronave e, depois disso, surgiram pesquisas sobre impulsão por campo magnético e empregaram até mecânica quântica para copiar os espantosos deslocamentos dos UFOS até então vistos no espaço aéreo de todos os países. Sempre houve uma interrogação em relação à AREA 51 em Nevada, nos EUA e também a Yamantaw Monte, em Mezhgorye, na Rússia, onde pesquisas e testes militares são realizados até hoje visando uma aeronave futurística. Muitos acreditam que houve captura de naves alienígenas naquelas áreas com tecnologias avançadíssimas e que a partir daí, os dois países tem desenvolvido vetores cada vez mais rápidos como os B-1B, os E-11A e o ultimo X-37 que desenvolve a espantosa velocidade de Mach 25. Só o Brasil não investe em pesquisas militares e deixa de abocanhar patentes no setor e pior, fica dependente de tecnologias de fora que já se expiraram do topo da cadeia. Adquirir um caminhão de bananas é muito arriscado e principalmente nesse calor, apodrecem muito rápido. Nosso Ministro da Defesa, Celso Amorim, está nos devendo explicações.
    Vejam as palavras dirigidas à ele:
    http://www.youtube.com/watch?v=Ovk_iOalKPk&feature=youtube_gdata_player

  121. “Acabaram de entrar os bezerros novos para mamar nas tetas do Estado”, essa é a realidade do Brasil, ninguém produz visando o país e sim a ele próprio, quanto mais dinheiro ele tiver nos bolsos melhor. Assim saiu o PT e assim sairão outros mais. O Patriotismo foi engavetado ou engessado, se assim o preferir e nada fará com que isso mude até que o STF acorde e veja que está facilitando a vida desses deliqüentes. O Ministro da Defesa, Celso Amorim, apenas cumpre o seu papel burocrático, afinal, ele não tem nenhuma relação ou preparo para assumir essa função. O certo mesmo é que um militar de alta patente o faça. Quando digo que o país está mal administrado é por aí, deveria haver pessoas certas para lugares certos, assim funciona uma empresa, assim funciona qualquer setor que queira se manter no mercado. O governo brasileiro parece que vive em palanques e ainda não saiu do marketing para o gerenciamento. As peças do tabuleiro encontram-se fora do lugar e o jogo jamais se inicia.

  122. Como pode um UFO pairar no ar ou voar tão lentamente e no mesmo instante acelerar do zero até o limite inimaginável sem provocar nenhum ruído? É o que presenciei em uma filmagem de um OVNI monstruoso em forma de um bumerangue, do tamanho de um campo de futebol, sobre uma cidade americana e, deu o que falar, inclusive, o prefeito local esteve até Washington para relatar o ocorrido, com a filmagens e provas concretas sobre o mesmo, para saber se foi detectado por radar e se invadiu o espaço aéreo sem permissão. Estamos recebendo visitas alienígenas desde os primórdios dos tempos e isso já foi relatado por aviadores militares e civis, controladores de vôos, satélites militares e radares. Não há como negar isso e são seres altamente tecnológicos com certeza. Dizer que se trata de evolução humana, que são testes americanos e russos, não há cabimento, é muita tecnologia de ponta para que um ser humano possa dizer que é sua. Só se há um horizonte paralelo ao nosso em termos de tecnologia que desconhecemos. Será que o Brasil conhece algo sobre isso? Será que estamos vivenciando tecnologias tão avançadas que não cabem em nossas próprias mentes? Em que mundo estamos?

    • Carlos Ferreira disse:

      Gilberto, respeito sua opinião, mas eu não acredito em OVNI, alienígenas e coisas do gênero. Tudo isto é uma tremenda armação norte-americana, criada a partir do final dos anos 40, para camuflar o desenvolvimento das novas tecnologias aeronáuticas, originadas daquelas extremamente avançadas (para a época), capturadas dos alemães ao fim da guerra. Tudo isto sob a luta feroz do início da guerra fria e da divisão do mundo entre os dois blocos hegemônicos (capitalismo x comunismo).
      Magistralmente, a indústria da comunicação norte-americana criou no imaginário coletivo, principalmente através do poder da indústria do cinema, a certeza dos seres extraterrestres e suas naves inacreditáveis.
      No livro “Legado de Cinzas – Uma História da Cia”, o jornalista do New York Times, Tim Weiner, laureado com o Pulitzer de 1988, relata de forma irretocável, a montagem deste verdadeiro roteiro cinematográfico.
      Forte abraço,
      Carlos

  123. Algumas perguntas que me intrigam: Quanto tempo faz que o McDonnell-Douglas A-4 Skyhawk encontra-se nas Forças Armadas Brasileiras? Quanto tempo faz que os F-5 e os AMX encontram-se em serviço na FAB? Os Dassault Mirage IIIE ainda arrremetem? Que monte de velharias são essas? Por que deixar vetores de longas datas totalmente obsoletos e ainda nos hangares brasileiros? Com que finalidade tudo isso? Parece até que se encontram bem cuidados e provavelmente alguns museus se interessarão pelos mesmos e se parecem até com aqueles carrões americanos em Cuba, certamente os colecionadores encontram-se de olho nessas relíquias. E os AT-29 ainda são chamados no Brasil de super aviões? Ou ainda…vetor de apoio do SIVAM? Só no Brasil acontecem coisas desse tipo, piadas no mínimo de mau gosto. O que é bastante certo: Nosso corredor aéreo continua se abrindo dia a dia ao inimigo ou quem quer que seja. Nossa soberania nacional encontra-se à mercê de qualquer força medíocre que queira se arriscar a uma invasão. Não há a mínima possibilidade de dizermos que o Brasil possui uma força dissuasiva pertinente. Nossas Forças Armadas deveriam ter vergonha do que há em seus estoques para qualquer tipo de enfrentamento. Uma vergonha nacional. Uma vergonha sem precedentes na história mundial.

  124. O X-37 americano, voando em órbita terrestre baixa poderá levar consigo inúmeros armamentos, material de espionagem ou simplesmente se tornar um míssel teleguiado intercontinental com ogiva nuclear a espantosos Mach 25 e por isso, um Super Tucano AT-29 ou coisa parecida, ainda em atividade, torna-se um transtorno e não uma solução. Há muita coisa a se repensar no Brasil e em suas Forças Armadas.

  125. Ao entrar um avião caça SU-35, de 4ª geração, em nosso território, com velocidade Mach 4, ele não terá em seu encalço nenhum vetor a altura e irá depositar em Brasília, com bastante tranqüilidade, a bomba que desejar, essa é a triste realidade do Brasil. Quem discorda dessa afirmativa, por favor, se apresente e diga seu parecer ou mostre uma versão diferente dessa. Se esse caça for de 5ª geração, aí nem se fale, não será detectado e quando a bomba explodir ele estará retornando ao país de origem. Quero dizer com isso que o Brasil se encontra virtualmente em mãos inimigas e isso é só uma questão de tempo. A FAB encontra-se muito aquém de outras Forças Armadas e sua depreciação é enorme em relação aos caças que voam nesse século XXI. A Marinha é uma força que necessita de apoio aéreo ostensivo, uma central de radar eficiente, satélites militares avançados e um perfeito entrosamento com a Aeronáutica, senão ficará à mercê dos inimigos. O Exército é um apoio terrestre para atuar quando todas essas frentes falharem e também necessita de um bom apoio aéreo. Há uma discrepância entre essas 03 (três) forças brasileiras e se houvesse uma invasão desse tipo, haveria uma dispersão geral, como se jogasse um spray venenoso em meio a um ninho de baratas. Não existem satélites militares que façam uma perfeita coordenação dessas forças militares, extraindo o que de melhor elas possuam. Baseiam-se apenas em hipóteses e falam-se nesse ou aquele hemisfério que poderia atacar o Brasil. Com a presença de um X-37 americano qualquer território estaria vulnerável e rapidamente dominado. Há certamente outros vetores que também dominariam qualquer tipo de território e isso encontra-se intrínseco na conjectura atual. O Brasil vai mal, muito mal mesmo.

    • Carlos Ferreira disse:

      Rogério, algumas das suas colocações são bastante pertinentes e outras praticamente improváveis, com a tal bomba colocada por SU-35.
      Pergunto: de quem e decolando de onde, para cobrir tamanha distância e com alguma probabilidade de sucesso? A propósito, trata-se de uma aeronave experimental que não faz parte do inventário da VVS (Força Aérea Russa). Na verdade, “A Aeronave” dos sonhos é o T-50 PAK- FA, ora em desenvolvimento pela Rússia, em parceria com a Índia (quem sabe outro BRIC venha a se juntar ao Projeto!!).
      Em 2008, no rápido conflito da Geórgia, um poderoso Tu-22MR russo foi abatido por uma bateria de mísseis antiaéreos S-300, de fabricação também russa, emprestada pela Ucrânia para a Geórgia.
      Há muita coisa acontecendo, e não divulgada, na área de defesa no nosso Brasil. Aqueles que nos veem como “lame ducks”, certamente serão surpreendidos.
      Forte abraço,
      Carlos

  126. O melhor país para que o brasileiro se espelhe é Israel, que investe em diversidades tecnológicas e amplia constantemente seu campo de visão. Se o Brasil tivesse apenas 1% dessa característica, seria um país realmente diferente. O CNPQ é uma anomalia, não apoia e nem financia projetos, estudos ou tecnologias de ponta, há muitos estudiosos brasileiros fora do país porque dizem que aqui não há como desenvolver nada e isso é desastroso para o país que é obrigado a pagar royalties para obter tecnologias desenvolvidas pelos próprios patrícios em países europeus, asiáticos ou americano.

  127. Carlos Ferreira, bom dia! Sempre vejo você perguntando para os internautas de onde virá um ataque ao território brasileiro e fico pasmo, se alguém pudesse prever quem é o verdadeiro inimigo da nação brasileira ou outro território qualquer, todas as guerras nem se iniciariam e já estariam ganhas. Outro fator que também me intriga é ver você falar sobre a extensão territorial, você acha que isso impede uma ação militar aérea? Uma ogiva nuclear poderá ser transportada em uma mochila; em containeres; em submarinos; navios; barcos; em um avião militar; em um avião civil; em carros; caminhões; helicópteros. Tudo dependerá da vontade em se atacar esse ou aquele alvo. Toneladas de drogas entram no país de todas as formas, de todos os jeitos e a qualquer momento. Coordenar uma ação de destruição não requer espaço e sim planejamento. Atingir pontos estratégicos normalmente é a tônica e o resto é só seguir uma planilha. Você não tem idéia do que o homem é capaz quando quer, basta dizer que Bin Laden rompeu a barreira mais difícil que existe na atualidade e deixou os EUA à bancarrota e não se importou, foi parar bem no meio do furacão. Há inúmeras possibilidades e o País deverá estar preparado para o pior e não jogar moedas para cima.

  128. Carlos Ferreira, bom dia! Sempre vejo você perguntando para os internautas de onde virá um ataque ao território brasileiro e fico pasmo, se alguém pudesse prever quem é o verdadeiro inimigo da nação brasileira ou outro território qualquer, todas as guerras nem se iniciariam e já estariam ganhas. Outro fator que também me intriga é ver você falar sobre a extensão territorial, você acha que isso impede uma ação militar aérea? Uma ogiva nuclear poderá ser transportada em uma mochila; em containeres; em submarinos; navios; barcos; em um avião militar; em um avião civil; em carros; caminhões; helicópteros. Tudo dependerá da vontade em se atacar esse ou aquele alvo. Toneladas de drogas entram no país de todas as formas, de todos os jeitos e a qualquer momento. Coordenar uma ação de destruição não requer espaço e sim planejamento. Atingir pontos estratégicos normalmente é a tônica e o resto é só seguir uma planilha. Você não tem idéia do que o homem é capaz quando quer, basta dizer que Bin Laden rompeu a barreira mais difícil que existe na atualidade e deixou os EUA à bancarrota e não se importou, foi parar bem no meio do furacão. Há inúmeras possibilidades e o País deverá estar preparado para o pior e não jogar moedas para cima.

    • Carlos Ferreira disse:

      Ronaldo ou Jesiel, confesso ter ficado curioso sobre o porque de dois participantes enviarem exatamente o mesmo texto!
      Reitero que este blog é um campo livre para conversarmos sobre questões que nos interessam e aproximam, como defesa, aviação, tecnologia e outros, mas isto tem que acontecer em um ambiente de mútua confiança e respeito, principlamente por ser um espaço virtual, no qual nao há o olho-no-olho, importante nas relações humanas
      Saudações,
      Carlos

  129. Quando se pergunta aqui em que hemisfério virá a invasão brasileira, penso que essa mesma pergunta ingênua poderá estar irraigada na cabeça dos próprios militares. O Brasil é despreparado militarmente para esse século XXI, onde os embates são realizados à distância e sincronizados via satélites militares. Há uma gama de opções. Os vetores são outros, assim como as cabeças militares são outras. Quando o Brasil der um passo, estará sob o domínio de outra nação sem que se dê conta do ocorrido. Duvidam disso?

  130. Quando um míssil intercontinental estiver se dirigindo ao Brasil, seja ele de qualquer hemisfério, é bom que se tenha um bom plano de parada do mesmo. Quando um tiro sai do cano de uma arma, é bom que o alvo esteja dotado de um bom colete senão será o caos. As Forças Armadas brasileiras possuem um satélite militar que possa rastrear esse invasor ou possui um antimíssil compatível? Estamos no século XXI, não se esqueçam disso!…Os caças de 5ª geração combatem a 300 Km de distância com multi-alvos; os submarinos nucleares são indetectáveis e extremamente letais; estamos na era eletrônica e jamais se verá embates no corpo a corpo; os mísseis poderão ser comandados por satélites militares, enfim, tudo poderá acontecer.

  131. Carlos Ferreira, boa noite! Isso já aconteceu comigo em outro blog, onde dois internautas apresentaram coincidentemente mensagens no mesmo momento e houve uma espécie de fusão determinando duas pessoas em um mesmo espaço e assunto. Não se preocupe com isso, sei que é possível, apesar de ter ficado encabulado na época, assim como você. O importante aqui é que há vontade em se apresentar opiniões e isso é fabuloso, o que não se vê em outros blogs. Parabéns pelo que você conquistou aqui!.

    • Carlos Ferreira disse:

      Carlos Eduardo, muito obrigado pela gentileza em explicar o “fenômeno”, mas vc não acha ser muita coincidência o mesmo “fenômeno” acontecer duas vezes em 24 horas, como pode ser visto no caso de outros 2 e-mails, agora do Joaquim Navarro e Lieb Zimermann?
      Forte abraço,
      Carlos

  132. Há na minha cabeça várias perguntas que gostaria de obter respostas aqui nesse blog. Já ouviram falar no emprego do plasma para eliminação de ruídos em motores aeronáuticos? Que tipo de engenharia estuda a anti-gravidade osciloscópica nos motores aeronáuticos e em que país isso acontece? É possível fabricar um disco voador que tenha um melhor coeficiente de arraste aerodinâmico que um caça de 5ª geração? Que tipo de motor é utilizado no X-37B americano para se alcançar Mach 25? O Brasil está acompanhando essas evoluções? Poderia existir uma aeronave atômica, com motores movidos a energia nuclear? Qual seria o menor coeficiente de arraste aerodinâmico em um avião caça? Qual o combustível utilizado nas naves espaciais? A EMBRAER já vislumbra um caça exclusivamente brasileiro? O Brasil possui mesmo a bomba atômica ou tecnologia mais avançada? Qual a carta na manga de nossa FAB?

  133. Há na minha cabeça várias perguntas que gostaria de obter respostas aqui nesse blog. Já ouviram falar no emprego do plasma para eliminação de ruídos em motores aeronáuticos? Que tipo de engenharia estuda a anti-gravidade osciloscópica nos motores aeronáuticos e em que país isso acontece? É possível fabricar um disco voador que tenha um melhor coeficiente de arraste aerodinâmico que um caça de 5ª geração? Que tipo de motor é utilizado no X-37B americano para se alcançar Mach 25? O Brasil está acompanhando essas evoluções? Poderia existir uma aeronave atômica, com motores movidos a energia nuclear? Qual seria o menor coeficiente de arraste aerodinâmico em um avião caça? Qual o combustível utilizado nas naves espaciais? A EMBRAER já vislumbra um caça exclusivamente brasileiro? O Brasil possui mesmo a bomba atômica ou tecnologia mais avançada? Qual a carta na manga de nossa FAB?

  134. Coloco aqui uma observação ao Carlos Ferreira, em relação ao Su-35:
    O Sukhoi Su-35 pertence a uma classe caças de ataque e superioridade aérea pesados, de longo alcance e multi-função. É uma variante melhorada do Su-27 M / Su-30 e é considerado como de geração 4++. Entrou em serviço em pequenas quantidades na Força Aérea Russa em 2008 e já em 2009, mais de 48 caças dessa mesma variante já foram incorporados a Força Aérea Russa. Palavras do Presidente da Venezuela, Hugo Chaves: “Eu já enviei um comunicado ao governo da Rússia que estamos prontos para considerar a compra nos próximos anos, de caças Su-35 para modernizar e melhorar os nossos poderes de defesa,” (Rádio Nacional da Venezuela). Portanto, o SU-35 não é uma aeronave experimental como você mesmo disse e sua letalidade como vetor avançado de quarta geração já é amplamente conhecida.

    • Carlos Ferreira disse:

      Rogério, você está correto e muito obrigado por assinalar o meu êrro. A confusão foi toda minha, pois ao responder estava considerando o SU-37, embora tanto você quanto a minha própria resposta tenhamos indicado o excepcional SU-35.
      Muito obrigado.
      A Venezuela hoje possui em seu inventário, 24 Sukhois SU-30Mk2V Flanker-G. Devido às dificuldades econômicas, que assim como a mairoria dos países, eles estão enfretando, eu pessoalmente acho difícil esta nova compra ser concretizada no curto ou médo prazo.
      Forte abraço,
      Carlos

  135. Para quem não acredita que a USAF já possui o X-37 / X-37 B como plataforma de defesa, recolhi essas informações valiosas:

    Boeing X-37
    Origem da informação: Wikipédia, a enciclopédia livre.

    Nome do vetor: Boeing X-37
    Variante já preparada para o lançamento: Boeing X-37 B
    Tipo: Espaçonave
    Fabricante: Boeing
    Primeiro voo: 22 de Abril-3 de dezembro 2010 (primeiro vôo espacial)
    Capacidade: Zero passageiros
    Comprimento: 8,9 metros
    Envergadura: 4,5 metros
    Altura: 2,9 metros
    Velocidade máxima: (orbital) 28.200 km/h
    Peso máx. decolagem: (carregado) 4.990 kg

    O Veículo de Teste Orbital Boeing X-37 é uma nave espacial Norte-americana não tripulada. É operado pela Força Aérea dos Estados Unidos para missões espaciais orbitais com a intenção de demonstrar tecnologias espaciais reutilizáveis. O X-37 é uma Espaçonave robótica derivada do X-40A, mas que possui 120% do tamanho de seu antecessor que servia como plataforma de testes.
    O X-37 começou como um projeto da NASA em 1999, porém foi transferido para o Departamento de Defesa dos Estados Unidos em 2004.

  136. Carlos Ferreira, quanto ao vetor Sukhoi SU-35, as informações à cima são pertinentes e esse site poderá clarear qualquer dúvida que possa existir quanto ao mesmo:

    search?q=sukhoi+su-35&hl=pt-BR&prmd=imvns&tbm=isch&tbo=u&source=univ&sa=X&ei=Sdd6UMCHK-WA0AG36YHYDQ&sqi=2&ved=0CCAQsAQ&biw=1600&bih=809

    Um grande abraço à você e aos internautas que aqui escrevem.

  137. Carlos Ferreira, esse seu blog é fantástico e desejo que mais internautas participem do mesmo e assimilem todas as informações que aqui fluem. Para quem deseja conhecer um pouco de Brasil, industrias bélicas e aviação militar esse é o espaço certo. As discussões são sérias, as dúvidas são levantadas com inteligência e as soluções buscadas com muita propriedade. Gostaria de ter o prazer de conhecê-lo pessoalmente ou pelo menos que você tivesse uma foto sua divulgada nesse blog . Sei que você participa também de discussões no âmbito governamental e nós internautas poderemos participar indiretamente dessas deliberações. Colhemos aqui muitos frutos mas, podemos também plantá-los conjuntamente e levarmos até você o que pensamos de tudo isso. O País é assim, feito, entalhado por todos nós e a obra prima é o que importa.

  138. Acredito que a EMBRAER, assim como a Fabrica Argentina de Aviones S.A. poderiam desenvolver conjuntamente um vetor aéreo de combate que priorizasse a velocidade, a localização e a letalidade sobre alvos fixos e móveis. A empresa brasileira já possui “know how” suficiente para partir para um projeto dessa natureza e perde seu tempo com o KC-390, muito menos necessário ao cenário mundial, principalmente porquê já existem vetores nesse mercado de altíssima qualidade como o Boeing C-17 Globemaster III. Optar pelo BRICs na escolha de vetores como o SU-50 ou o J-20 também seria um bom plano “B”. Resta saber até onde a FAB poderá ir com seu sonho de consumo.

    • Carlos Ferreira disse:

      Wellington, incrível coincidência, embora eu não acredite nisto, pois para mim nada acontece por acaso, mas desde que li na “Aerospace Engineering” uma matéria sobre a possibilidade real do fechamento da indústria de aviões de combate européia, fruto do erro estratégico da existência de 3 projetos (Eurofighter Typhoon; SAAB Gripen e Dassault Rafale) competindo entre si, em uma mercado interno restrito e com custos cada vez mais impossíveis de serem suportados, e cuja sobrevivência depende da conquista do mercado externo, penso em escrever um texto sobre isto. No texto pensado, há uma analogia em relação ao Brasil e Argentina. O melhor exemplo disto é o projeto do KC-390, o mais avançado e melhor projeto de aeronave para transporte/REVO em desenvolvimento. Com capacidade de carga útil de pouco mais de 23 t, com um mercado potencial de substituir até 50% dos 700 Hércules C-130 atualmente em serviço.
      A grande inovação estratégica deste Projeto é a participação de outros países no desenvolvimento e produção da aeronave, tais como: Argentina; Chile; Colômbia; Portugal e República Tcheca.
      No caso da Argentina, atuará a FAdeA (Fabrica Argentina de Aviones Brigadeiro San Martin), que desenvolve o treinador avançado IA-63 Pampa II, o qual poderia vir a ser adotado pela FAB, em uma parceria que poderia incluir (quem sabe) a futura aeronave de supremacia aérea (FX-n).
      Forte abraço,
      Carlos

  139. Carlos Ferreira, não gostaria de aqui estar para simplesmente ser mais um que lê ou palpita no seu blog. Quero participar direta ou indiretamente nas diretivas de nossas Forças Armadas. Tenho um conhecimento razoável sobre aviação e estratégia militar e isso poderia ser um ponto de partida para colocações nesse sentido. O Brasil possui parênteses de longa data nesse sentido e isso reflete em sua postura perante assuntos que transcendem a esses paradigmas. Passamos por um regime de ditadura onde houve até uma priorização nesse sentido, mas há grandes lacunas não preenchidas e imensos vazios administrativos que beiram a loucura. O Período do SIVAM foi muito ostensivo e o Brasil se posicionava contra essas empreitadas por não achar necessário tamanho investimento. Ainda não existia um PIB satisfatório e a economia passava por um limbo penoso e que o brasileiro jamais pensava em conseguir transpô-lo. A era do ex-presidente Itamar Franco foi crucial para essas mudanças e a partir daí a economia brasileira pegou pé da situação e se reergueu. O PT foi apenas um coadjuvante nessa história e se sentiu responsável por colocar o Brasil nos trilhos, o que sabemos não ser verdade e o mensalão está aí para comprovar esse engodo. O país se reergueu por conta de atitudes de economistas muito anteriores a era do PT e isso é claro e notório ao rever toda a história do cruzado I e II, Plano Bresser, Plano Verão e por fim Cruzado Novo até o Real dos dias de hoje. Gostaria de levar nossa conversa adiante, focando momentos importantes para a retomada de um processo de crescimento limpo e direcional, onde o Brasil teria pela frente um campo extenso de opções de crescimento como a maior força dissuasiva da América Latina. Sei que o processo de mutação é longo e penoso, mas o horizonte grita a presença do Brasil nesse patamar de seriedade. A soberania nacional não é conquistada a gritos, há uma necessidade de se repensar o papel das Forças Armadas e se investir em fortalecimento da mesma. As diretrizes orçamentárias devem priorizar esse setor por se tratar de uma base de construtiva nacional. Sei que vários setores prioritários encontram-se imexíveis, mas a meta é tracionar todos os outros setores em efeito dominó, mudando o panorama atual. Não há razão para o Brasil amargar a pior relação com suas Forças Armadas sendo a 6ª economia mundial, embora a saúde, a habitação, o saneamento básico e toda uma conjectura básica e inteiramente quadrada teima em boicotar esse crescimento real. Acredito que teremos bastante espaço para extrair algo concreto de tudo isso. A indústria que é a principal interlocutora dessa massa crítica amarga dia- a- dia gráficos obscuros de potencialidade de crescimento, uma face no mínimo contraditória e irreal frente ao parâmetro estabelecido pela economia mundial. O brasileiro acredita em um encaixe de todas essas peças e uma boa reviravolta administrativa. Vamos discutir isso.

  140. Carlos, a presença de pessoas aqui escrevendo, discutindo e colocando opiniões é espetacular e se houve esse ou aquele problema descrito por você, bastante comum no mundo da informática, não se preocupe o que importa é o que se extrai de tudo isso. Ao ler seu blog fiquei pasmo com o nível que se discute assuntos que muitas vezes são escassos na literatura e muitas vezes não permissíveis às pessoas comuns. Embora a internet tenha aberto um amplo campo de pesquisas, esses internautas que aqui postam encontram-se com um conhecimento acima do normal. Percebi também uma boa interação sua com a galera que aqui visita. É um verdadeiro prato de filé mignon a se saborear. Quem gosta do assunto se lambuza à vontade. O mérito de tudo isso é certamente seu. Um grande abraço.

  141. Uma terceira guerra mundial poderá existir a qualquer momento, basta que a instabilidade européia continue a crescer juntamente com o enfraquecimento do euro e que os países árabes continuem a manter a mesma falta de diálogo que há muito não ensaiam. Que a China por fim perca a paciência com o Japão e que a Russia nessa constante transação de armas volte a encarar os EUA de frente. Simples assim. O Brasil e a América Latina, é claro, serão como sempre afetados e terão que se posicionar a qualquer momento. O AT-29, o AMX, o F-5 e o Mirage serão meros pesos mortos em um momento como esse. O NAe São Paulo será um simples vetor isolado em meio a um furacão de animosidades. Inicialmente haverá uma compressão e posteriormente uma expansão do conflito. O Brasil não poderá se utilizar apenas da diplomacia como tem feito no decorrer de sua existência. Como não há satélites militares por aqui, ficará à mercê de ajuda externa, onde todos se encontram voltados aos seus próprios problemas e desinteressados em dividir informações. A indústria nacional pouco poderá fazer para suprir as deficiências internas, se enfraquecerá por se encontrar distanciada das exportações em que sempre se baseou. O horizonte será muito instável e horripilante. Outros momentos que poderão desestabilizar o mundo moderno são a ocorrência de catástrofes climáticas intensas e altamente destrutivas que poderão acarretar um rompimento ou a desconexão entre as nações, exigindo uma estrutura sustentável dentro do próprio país e principalmente das Forças Armadas, mantendo a ordem e acudindo a esse ou aquele setor mais combalido. Dizer-se que o país está a salvo desses tipos de acontecimentos é apenas uma retórica, da mesma forma quando se diz que não poderá haver uma invasão territorial e que esse ou aquele hemisfério é mais passível em se tratando de ostensividade. As situações nem sempre são tão previsíveis como desejamos. Portanto, o preparo, a previsibilidade e o investimento em tecnologias é fundamental a qualquer nação e não a simples observação como o Brasil tem feito no decorrer de sua existência.

    • Carlos Ferreira disse:

      Assim os países centrais protegem seus interesses tecnológicos, estratégicos e econômicos, bloqueando a desnacionalização de suas empresas estratégicas. Praticam de maneira clara o ditado: Façam o que eu digo, mas não façam o que faço!
      Enquanto isto, pressionados pelo deus mercado e a mídia tradicional, há no Brasil uma brutal desnacionalização da economia, inclusive na estratégica indústria de defesa.
      Abs,
      Carlos

  142. Carlos Ferreira, a matéria que se encontra neste seu blog não me pertence. Ao transferir meu contato com você perdi o que tinha escrito e ficou apenas meu nome e respectivo e-mail. Desculpe-me o transtorno. Abraços.

  143. Penso que se as asas dos aviões caças fossem ligeiramente curvadas para baixo, haveria um maior fluxo de sustentação, menor coeficiente de arraste, maior manobrabilidade e maior empuxo na aceleração. É só notar o posicionamento das asas dos pássaros de rapina, onde necessitam de máxima performance no vôo. Há uma curvatura ligeiramente descendente nas mesmas. O fluxo gerado na turbina poderia ser voltado também para baixo, em ângulo de15 graus, por exemplo, gerando mais forças na ascensão e consequentemente mais rapidez. Tudo isso deveria ser levado para a prancheta e depois já com o protótipo em pequena escala, ao túnel de vento. São sugestões para que a EMBRAER comece o processo de estudos avançados de nosso FX-X que poderia ser trabalhado com outros países interessados. Vamos colocar gravetos nessa fogueira!….Quem sabe um dia nossa aviação conheça um novo caça.

  144. O SR-91 do Projeto AURORA (Aircraft), desenvolvendo Mach 5.8, substituirá o SR-71 da USAF utilizado na guerra fria entre os EUA e a antiga União Soviética. A cor negra será mantida identicamente ao projeto inicial. Diz-se que é uma aeronave anfíbia que tanto poderá pousar na terra, quanto na água, ampliando enormemente sua performance em períodos de guerra.
    Deixo aqui uma visão dessa máquina fenomenal:
    search?q=sr-91&hl=pt-BR&sa=N&prmd=imvns&tbm=isch&tbo=u&source=univ&ei=xXx8UNLBO4HnqwGs84DgBA&ved=0CCMQsAQ&biw=1600&bih=809

  145. Há aviões que trazem ao piloto uma identidade própria, parece que faz parte do próprio corpo e a sensação de segurança no vôo aumenta e, consequentemente, extrai-se mais daquela máquina. Tenho um avião caça em minhas veias que é o McDonnell Douglas A-4 Skyhawk, já com o upgrade da EMBRAER. Um ótimo vetor. Caso o Brasil optasse pelo Dassault Rafale F4, que já tive um certo contato com o mesmo, ganharíamos em qualidade de empuxo e manobrabilidade. Todos os outros vetores inclusos no FX ou são desajeitados ou com pouca capacidade de impulsão. O que voga em um caça é a pouca extensão alar, um bom propulsor e uma boa capacidade de combate. Preferencialmente que seja um biturbinado. Se o caça é um biplace ou um monoplace, não importa, o que vale é se o esquadrão fala a mesma língua. Os pilotos que compõem a esquadra do NAe SãoPaulo aguardam ansiosamente o desenrolar desse FX para saberem que vetor irá compor a referida plataforma.

    • Carlos Ferreira disse:

      Rogério, seja bem-vindo a bordo.
      A questão da integração piloto-máquina é lendária, descrita em sua essência romântica e dramática por grandes ases, como Saburo Sakai, Adolf Galland e Hans Rudel, dentre outros. Ela na verdade toma todos os pilotos de caça, com especial ênfase naqueles da aviação embarcada. Sozinho sobre o oceano tendo somente sua aeronave para protege-lo e leva-lo em segurança ao porta-aviões ou à base mais próxima, há que se ter harmonia, misto de confiança e amizade, na qual homem e máquina se fundem em um ente único.
      Como os colegas do blog sabem, sou um defensor do Rafale. Agora então com a incorporação do radar AESA, ficou perfeito! Sem contar claro ser capaz de operar no NAe São Paulo.
      Por sinal, gostaria de lhe solicitar que visite o post sobre o saudoso Minas Gerais, e veja os comentários, principalmente aqueles que tocam no São Paulo. Há uma ação, com a participação da mídia nativa, de se tentar menosprezar este importante vetor. Talvez você possa escrever um texto a ser postado sobre a importância da nossa Capitânia da Armada.
      Forte abraço,
      Carlos

  146. O Iraque foi invadido por que se supôs que em seu território haveriam armas químicas de destruição em massa e no final constatou-se que ali não havia nada do que se supunha anteriormente. Uma pergunta pertinente: Não deveria haver uma inspeção internacional e um maior rigor em não se quebrar uma soberania nacional sem que houvesse provas concretas quanto a isso? O que realmente levou os EUA a invadir o território iraquiano? A única riqueza daquela região é o petróleo, justamente o que os americanos não tem. Por quê Hugo Chaves é tão odiado pelos EUA? Porque em seu quintal há enormes jazidas de petróleo, o que os americanos não possuem. O Brasil precisa se cuidar mais, concordam?!….

  147. O Dassault Rafale F4 (modernizado) com o radar AESA e uma nova aviônica, é o caça de 4ª geração mais cobiçado na Europa atual. Pelas suas características de multifunção, vai bem na terra no ar e na água, ou seja, poderá compor as Forças Armadas em sua totalidade (Exército, Marinha e Aeronáutica).Sua robustez, autonomia, menor área alar, duas possantes turbinas e uma letalidade sem igual, permite a esse caça estar pronto a qualquer confronto e acredito ser realmente o melhor vetor ao Brasil nesse FX, só que a quantidade preterida é pouca, a FAB e a Marinha, principais interessadas, precisavam rever essa conta e requerer mais unidades. A total transferência de offset é algo que o Brasil deveria valorizar pois, a França é um dos países europeus mais bem servidos em termos de tecnologia militar.

  148. Carlos, estive visitando o capítulo de seu blog que fala sobre o fim do NAeL Minas Gerais A-11 na Índia e fiquei pasmo. A todo o momento me pego lembrando daquelas imagens de desmonte de uma plataforma excelente, histórica e que com um simples upgrade continuaria sua vida útil por mais um bom tempo. A China revitalizou um porta-aviões da antiga União Soviética e hoje, após esse trabalho em estaleiro, o mesmo é considerado um dos mais modernos do mundo, por que o Brasil não fez o mesmo com essa excepcional plataforma? Ela era menor que o NAe São Paulo mas, há momentos de um conflito que se necessita de uma peça naval menor e mais rápida. O que vi na índia foi muito triste e um sacrilégio em se tratando de um porta-aviões tão bom e de renome como esse. Considero que o Brasil ficou órfão a partir desse fatídico momento.

    • Carlos Ferreira disse:

      Reinaldo, o que mais revolta é que a elite nativa quando vai aos EUA paga e visita, orgulhosa e deslumbrada, os diversos navios-museus da US Navy, expostos à vistação em diversas citades costeiras norte-americanas, esta mesma elite que aqui não dá a mínima para a nossa história, seus marcos, símbolos e heróis. Não estão nem aí com o que foi feito com o histórico Minas Gerais. Para ela, tratava-se apenas de sucata flutuante, e estão doidos para fazer mesmo com o São Paulo.
      A grande mídia empresarial que aqui viceja, também só se interessa pelos seus negócios e lucros. Logo chegará a Copa eles colocarão a “Pátria de Chuteiras”, ufanismo puro. Na verdade, precisam cativar os parocinadores e auferir os lucros. E haja mobilização, concursos e gincanas. Esta gente não escreveu uma linha ou dedicou algum dos precisos minutos no horário nobre para defender e preservar o querido Minas. É fácil entender, um país cujo povo não tem memória histórica, é um país extremamente vulnerável a dominação externa.
      Obs.: muito obrigado por visitar outros posts e comentar. Seria muito bom se mais visitantes o fizessem, comentando e sugerindo temas para discutirmos.
      Forte abraço,
      Carlos

  149. Bom dia, meu amigo, Carlos Ferreira!.Proponho aqui fazermos uma campanha, inclusive com abaixo-assinados se for o caso, para encaminhar ao Congresso Nacional e evitarmos que o NAe São Paulo A-10 tenha o mesmo fim que o NAeL Minas Gerais A-11. A mentalidade do governo brasileiro é diminuir custos, seja de que ponto vier e a nossa Marinha está perdendo vetores importantes que poderiam compor uma estratégia militar. O Brasil por acaso pretende comprar novos vetores maiores ou se encontra simplesmente como sempre foi, “descarta pra ver como é que fica”? Já não basta a FAB com problemas? O que o governo brasileiro pretende com essas ações? Chocar a opinião pública?

  150. Sou da opinião de que o Brasil necessita aumentar seus efetivos e não diminuir. Diminuindo um ou dois porta-aviões, o Brasil necessitaria da mesma quantidade ou mais para compensar essa perda e nesse caso, um “upgrade” é muito melhor que dispor de um capital imenso para a aquisição de vetores novos. Na aviação tudo bem, mas na Marinha, os vetores antigos são aproveitáveis e úteis em embates. O Brasil já não possui uma boa estratégia militar por falta de satélites e agora resolve “bagunçar o coreto” com mais essa? Não consigo entender essa linha de pensamento retrógrado. Perda de unidades importantes para compor a armada fazem com que o país tenha campos minados pela frente. Que estratégia é essa? Que loucura é essa? Que falta de discernimento é esse? Isso é uma vergonha nacional.

  151. Não tenho a informação de que a marinha americana está vendendo o Nimitz e ou o Reagan, se for isso, vale à pena descartar o NAeL Minas Gerais e até mesmo o NAe São Paulo, fora essa hipótese deixo aqui meu recado: Estão loucos? Que atitude irracional é essa? A India certamente agradece o espólio, mas isso é papel que se apresente? Sei que essas plataformas são da era de 1950, mas em termos de qualidade e história são indiscutíveis. O Rio de Janeiro sempre promove eventos como o “Boat Show”, voltados à vendagem de produtos nauticos e a projeção de nossa indústria naval e, esses respectivos encontros se dão em estaleiros ou na marina local. Já imaginou eventos desse porte acontecendo com o NAeL Minas Gerais A-11 presente, ancorado ali e apoiando todas essas iniciativas? Que atitude desastrosa foi essa do governo brasileiro frente a esse espetacular porta-aviões. Atitude digna de dó. Mostra o quanto o mesmo desconhece a importância histórica desse vetor. É revoltante, indigesto e decepcionante saber que o Brasil destrói história como se destrói uma carcaça qualquer de um carro abandonado no ferro velho. Os políticos brasileiros estão dormindo? Ninguém viu isso? Que esses registros importantes que o Carlos Ferreira nos proporcionou se tornem eternos para que não se repita no futuro tamanha ignorância.

  152. Carlos Ferreira disse:

    Flávio, me permita discordar, pois este é o tipo de discurso sempre propagado pela mídia empresa, algumas ONG´s e países do centro do poder mundial.
    Graças a Deus podemos ter uma matriz energética das mais limpas do mundo. Também temos a felicidade de possuir um sistema interligado, o que nos proporciona maior segurança. Entretanto, não podemos nos descuidar do futuro e, a preservação dos nossos reservatórios é uma questão estratégica. Sabemos que cada vez mais teremos limitações de ordem ambiental e socioeconômica para o aproveitamento dos nossos rios. Por isto, temos que utilizar todas as fontes possíveis para geração de energia, selecionando-as em função das suas especificidades e das características dos sítios nos quais, estarão inseridas. Por outro lado, no momento, as alternativas economicamente mais viáveis para a produção de grandes blocos de energia, tão necessária ao nosso desenvolvimento, são: a fonte hídrica e a fonte térmica. Como dito no início, a segurança do manejo do inventário dos nossos reservatórios é fundamental para a nossa segurança e desenvolvimento, portanto, temos que ter alternativas complementares. Neste caso, a mais viável (grandes blocos) é a fonte térmica, basicamente: óleo, gás, carvão, biomassa e nuclear.
    No caso da nuclear, hoje considerada até pelos ambientalistas como limpa, ainda temos a vantagem de possuir a 4ª maior reserva de urânio do mundo, tendo prospectado pouco mais de 30% do território nacional. Além disso, o Brasil, os EUA e a Rússia, são os únicos países do mundo que possuem grandes reservas de urânio e dispõem de tecnologia abrangendo todo o ciclo do combustível. Uma tremenda vantagem também. Entretanto, nossa fragilidade está na falta de continuidade do nosso Programa Nuclear. Não há como fixar e desenvolver tecnologia própria sem que haja um programa mínimo de continuidade, com recursos permanentes, associado a um plano de desenvolvimento e implantação de novas usinas nucleares.
    Ter uma Política de Estado para este valioso e cobiçado recurso energético é vital para os interesses e o futuro da Nação. Esta discussão precisa chegar ao Congresso Nacional.
    O projeto de uma usina nuclear contempla diversos níveis de barreiras de segurança, tornando-a intrinsicamente segura. Os chamados rejeitos de alta (elemento combustível “queimado”) ficam armazenados na própria usina, dentro da contenção metálica, em total segurança. Fiz uso da palavra _ “chamados”_ porque as novas tecnologias, em desenvolvimento, levarão a que estes elementos possam vir a ser reaproveitados., isto é: têm valor.
    Por outro lado, os rejeitos de baixa (filtros, ferramentas, resinas, etc) são armazenados em local seguro e sofrem permanente controle. Também aqui, novas tecnologias têm propiciado processos de reprocessamento e redução dos volumes.
    Posso lhe assegurar que dentre as diversas indústrias, a de energia nuclear é aquela que melhor controle tem sobre o inventário dos seus rejeitos.
    Trabalho há 30 anos nesta área e considero a produção de energia elétrica através de fonte nuclear, altamente segura e uma das mais ambientalmente corretas.
    Forte abraço,
    Carlos
    Veja também:
    http://www.cliptvnews.com.br/eletronuclear/adm/imagens/pdf/1340194128_pdf.pdf
    http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/carlosferreira/2011/11/02/potencias-ensaiam-renovar-arsenais-nucleares-2/
    http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/carlosferreira/2011/10/03/alemanha-tenta-sem-exito-se-manter-longe-da-energia-nuclear/
    http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/carlosferreira/2011/09/22/geisel-acordo-nuclear/
    http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/carlosferreira/2011/08/27/programa-nuclear-da-marinha-nos-contextos-nacional-internacional/
    http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/carlosferreira/2012/10/06/nuclear-quem-sai-quem-fica/

  153. A China que troca seu comando por esses dias e que sustenta a economia mundial para que ela não desabe de vez, desde 1990 tem revitalizado suas Forças Armadas continuamente. Esse é o melhor parâmetro ou termômetro para o Brasil e o mundo atual. Uma das frases ditas pelo seu atual ministro da defesa foi: -“Os porta-aviões são os vetores que demonstram se um país é ou não uma grande nação”. Parece que o Brasil na contramão, não ouviu essa frase e colocou justamente o NAeL Minas Gerais para escanteio. Tudo bem, a gente ainda não conhece o que o Ministro da Defesa, Celso Amorim, pensa ou fará pelo Brasil. O brasileiro de uma forma geral tem amargado contra-sensos e um fraco gerenciamento nacional. A expectativa é que haja uma luz ao fundo desse interminável túnel em que nos enfiamos.

  154. Carlos Ferreira, bom dia! Esse meu comentário não precisa ser exposto. Percebi que você se enganou e colocou respostas ao internauta errado e ficou estranho, parecendo que você foi contra ao omesmo disse do NAeL Minas Gerais. Um abraço.

    • Carlos Ferreira disse:

      Marques, já corrigi o êrro. Realmente eu tinha endereçado ao Flávio, mas na verdade eu estava respondendo ao Reinaldo, sobre o absurdo que fizeram ao histórico Minas Gerais.
      Muito obrigado pela atenção e mais ainda, pela participação.
      Abração,
      Carlos

  155. Incrivelmente nos encontramos em final de 2012 sem a conclusão de nosso FX, mais de uma década sem que houvesse qualquer decisão, ao contrário dos japoneses que definiram seu FX em dois anos e só não o fizeram mais cedo por estarem empenhados em pegar o F-22 Raptor americano. Acabaram por fazer uma boa escolha levando o F-35 Lightining II. Isso tudo demonstra um imenso descompasso governamental e essa indecisão mostra o quão o Brasil não se preocupa com sua segurança territorial. Vendo a FAB como está fico pasmo e não consigo digerir essa insensatez. O poder de dissuasão de uma força armada depende enormemente da aeronáutica, sem ela, nada é concretizado com precisão. O apoio aéreo é indiscutivelmente o mais importante de um país que deseja manter a integridade de sua soberania nacional. Falar aqui de um sistema integrado entre todas as forças, me levaria a sitar um satélite militar que não temos em disponibilidade, mas fica aqui registrado esse vazio que nossas Forças Armadas possui. Não há como integrar segmentos militares sem que haja um ponto comum estratégico e bastante visual. Há imensas falhas conjunturais e pouca objetividade em nossas Forças Armadas e isso se torna extremamente preocupante.

  156. O Chile possui em seu território, mais especificamente no Atacama, um dos maiores centros de radares e observatórios do mundo. É certamente uma estratégia militar mesclada a ciência espacial. O Chile inteligentemente vai recompondo suas forças armadas sem muito estardalhaço, com objetividade, colocando-a em um patamar interessante em relação a todo o bloco latino-americano. No Brasil há pontos estratégicos de observação como o 1-Pico da Bandeira, com 2.891,98 m de altura, no Estado de Minas Gerais; 2-o Pico do Calçado, com 2.849 m de altura, no Estado de Minas Gerais; 3-O Pico da Neblina, com 2993,78 m de altura, no Estado do Amazonas; 4-o Pico 31 de Março, com 2.972,66 m de altura, no Estado do Amazonas; 5- a Serra da Mantiqueira, com 2.798,39 m de altura, no Estado de São Paulo; 6-o Pico das Agulhas Negras, com 2.792,66 m de altura, nos Estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais; 7-o Pico do Cristal,com 2.769,76 m de altura, nos Estados de Minas Gerais e Espírito Santo; 8-o Monte Roraima,com 2.734,06 m de altura, no Estado de Roraima; 9-o Morro do Couto,com 2.680 m de altura, no Estado do Rio de Janeiro; 10- a Pedra do Sino, com 2.670 m de altura, no Estado do Rio de Janeiro. Pergunta pertinente ao nosso Ministro da Defesa, Celso Amorim: – Existem nesses pontos estratégicos alguns radares ou centros de observatórios das Forças Armadas brasileira?

    • Carlos Ferreira disse:

      Marcelo, não há qualquer possibilidade de nos comparar com o Chile, pois são realidades absurdamente diferentes. O Chile é uma “tripa” com 4.300 km de comprimento e 175 km de largura. O Brasil tem dimensões continentais, um dos maiores países do mundo.
      Também não estamos a perscrutar os nossos céus à olhos nu, como pensam alguns.
      Dentro da END o País está construindo um moderno e eficiente Sistema de Defesa Aeroespacial, tendo o Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (COMDABRA) como encarregado de gerenciar e integrar os equipamentos, os meios de vigilância e de comunicações para o controle do espaço aéreo.
      O COMDABRA é o órgão central do Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro (SISDABRA) e comando operacional, dispondo de recursos que incluem radares e sensores para detecção e rastreamento, sistemas de telecomunicações, aeronaves de interceptação, reconhecimento e de alarme antecipado/controle avançado (AEW&C), além de mísseis superfície-ar e armas de tubo.
      Dentro da estrutura do COMDABRA está também o CINDACTA (I, II, III e IV) cobrindo todo o espaço aéreo nacional e parte da Amazônia Azul.
      O Sistema tem implantado uma variedade de equipamentos terrestre, incluindo radares tridimensionais (3D) móveis, específicos para a defesa aérea.
      Estamos no caminho. Só espero que desta não haja mudança de rumo.
      Forte abraço,
      Carlos

  157. Preocupo-me bastante com as cercas que o PT vai colocando na população brasileira (já viram como se pega porco do mato?). As origens do partido eu conheço bem e o caminho que vai sendo traçado é bastante obvio. Acredito que Dilma Rousseff caminha tentando se estabelecer demarcando o seu próprio território extra-partidariamente, mas sempre há a mão do Lula por perto para lembrá-la que o partido necessita de injeção e cuidado. Em meio a todo esse entrave encontra-se de um lado a FAB e de outro o Ministro Celso Amorim, que com a bola nos pés não sabe pra quem chutar. Em outro parêntese, Guido Mantega diz que não há caixa para recompor a frota aérea e lá de cima a presidente namora o Boeing F-18 Super Hornet para mostrar sua independência decisória. Tudo isso girando nos bastidores mostra a complexidade do caso FX e o berço em que nasceu essa idéia. Indiscutivelmente o Brasil precisa se acertar e definir essa plataforma de suma importância para que a soberania nacional não se torne, cada vez mais, um alvo exposto. O corredor aéreo da atualidade é vazio em termos estratégicos e também no aspecto qualitativo de vetores disponíveis. Chega-se a dizer que o AT-29 Super Tucano é indispensável ao SIVAM e por aí se tem a real filosofia das Forças Armadas: “Desconhecer o inimigo, custe o que custar e consequentemente brincar com coisas sérias”. Por ser pacifista o Brasil não tem a necessidade de andar desarmado. Acho que o desarmamento da população e a legislação totalmente favorável aos bandidos, é outro horizonte também questionável que mostra exatamente onde se situa o raciocínio governamental. Qualquer objeto poderá se transformar em arma, dependente apenas do que vai na cabeça do agressor. Alguns aviões comerciais e pacíficos não destruíram prédios e parte do Pentágono? A Suécia e a Suíça são países armados até os dentes e são pacifistas. O que falta no Brasil é um pesado investimento na EDUCAÇÃO, nas PESQUISAS e na INDUSTRIA, aí sim estaremos caminhando a passos largos ao futuro que sempre sonhamos.

  158. Hoje acordei com vontade de falar sobre a estratégia militar de nossas Forças Armadas. Não adianta ter um SINDACTA ou um SIVAM, centros nervosos de ação militar, se não há dinamismo entre essas unidades pontuais no território nacional, ou seja, não há extensões que possam ouvi-los em tempo real e agir imediatamente. Vejo ações mediatistas pura e simples. Quais seriam esses vetores para o século XXI? 1-satélites militares; 2-aviões caças de 5ª geração com radares AESA e visões multipontuais; 3-submarinos nucleares; 4-porta-aviões nucleares. O Brasil não dá conta do tráfego de drogas e armas em seu próprio território, que dirá de sua soberania nacional. Onde entra toneladas de drogas e armamentos, sem que as autoridades coíbam, não se pode esperar ações complexas no campo militar. Os traficantes aqui fazem sua própria lei: matam civis, militares e políticos, sem que haja qualquer reação governamental e isso tende a crescer e a se tornar fora de controle. Cortar os suprimentos do inimigo não é a principal estratégia militar? Por que não há ações concretas sobre o tráfego de drogas, armas e pessoas nesse país? Há um tremendo descompasso político arrastando a sociedade ao caos. A organização, a coordenação e o gerenciamento militar passam longe e deixam lacunas. Há entraves em todos os âmbitos que não deixam o país deslanchar. A base social precisa estar bem implantada para que outros setores funcionem. O país é corrupto praticamente em todos os setores e isso é preocupante, pois, a manipulação e o controle se tornam fáceis aos fora da lei. Tudo acontece às vistas das autoridades e nada se faz. As reportagens televisivas a todo o instante mostram arbitrariedades e desumanidades. Redutos são estabelecidos pelos traficantes deixando a população à mercê de seus quereres. Não há planos governamentais que dizimem ou quebrem essas forças dispersivas dentro do próprio território nacional. É o “câncer social” que aniquila qualquer ação direcional para se ter um país de primeiro mundo. Falar em estratégia militar sem que haja campos minados seria o ideal. Nossa perâmide social ainda não foi desenhada e muito menos nosso sossego em termos de tecnologia militar. Abraços.

  159. Eu gostaria de pensar que o Exército, a Marinha e a Aeronáutica encontram-se bem e que o Ministro da Defesa, Celso Amorim, cumpre seu papel. Os AMX, os F-5, os Skyhawk, os mirage 2000 e os T-29 já emboloraram, passaram da hora de serem substituídos. Para os treinadores o EADS/ALENIA M-346 é a ultima palavra e para os aviões caças, a melhor opção indiscutivelmente é o F-35 Lightning II que o Japão escolheu para a sua frota. Todos os outros são comuns e se equiparam. A Dassault colocou um “upgrade” de ultima hora no Rafale F-3 (radar AESA) e só; o Super Hornet é o velho trombolho americano que a Boeing tenta empurrar e finalmente o Gripen NG é tudo o que a SAAB não gostaria de ter como referência aérea. São três plataformas que nunca entendi o porquê de estarem nesse FX e com grandes chances de ficarem por aqui. Qualquer bobo sabe que há muito tempo as melhores plataformas americanas são construídas pela empresa Lockheed Martin e não pela Boeing. Que a SAAB é ótima para carros e caminhões apenas. Que a Dassault encontra-se às portas com a falência. O BRICs é só uma carta na manga, mas a Rússia, tem exatamente o que o Brasil precisa: O Sukhoi T-50 do Programa PAK/FA. Já buscamos o Mi-35M russo e não custa buscar mais algum reforço. O que realmente importa é se a tecnologia é boa o suficiente.

  160. Os vetores marítimos de superfície são muito óbvios e de fácil abate, ao passo que os submarinos são mais furtivos e letais, por outro lado, os aviões caças “stealth”de 5ª geração passam desapercebidos pelos radares inimigos e se tornam mais objetivos. Um tanque ou qualquer bateria antiaérea ao disparar um projétil ou míssil se expõe o suficiente para ser abatido, enfim, há vetores que dependem de outros para que continuem sua trajetória ofensiva. A Aeronáutica é o ponto-chave para a coordenação de tudo isso e sem ela, não há o apoio suficiente às outras duas forças (Exército e Marinha) . Outro vetor que se torna necessário ao setor de defesa é o satélite militar que poderá antever um ataque e organizar uma ofensiva em tempo real. Se dispararem um míssil intercontinental com ogiva nuclear e tecnologia “stealth” em direção ao Brasil ou próximo ao mesmo, não há um sistema de detecção que possa sinalizá-lo, desviá-lo ou desativá-lo. Temos uma dependência tecnológica doentia, irracional e sem um caráter estratégico com o México e EUA em relação aos satélites e isso é totalmente errado, assim como, empresas estrangeiras exercendo prospecção de petróleo em território brasileiro, controle sobre a energia elétrica e telefonia. O país precisa buscar autonomia nesses setores para que possa exercer um controle sobre a soberania nacional e um total domínio territorial de efeito dissuasivo. Nota-se que há muitas secções friáveis e não uma unidade coesa e indestrutível. Há lacunas e muita visão retrógrada em pleno século XXI dentro de nosso próprio território. O Brasil continua órfão de tecnologias por não investir em pesquisas e fortalecimento de sua indústria se tornando refém de países que as possuem. Quando a Inglaterra invadiu as Malvinas, seus soldados atacavam os argentinos à noite, com mecanismos de visão noturna até então desconhecidos por aqui. A tecnologia é o ponto capital onde um país define sua sobrevivência ou a sua destruição perante um confronto. O povo que tinha um machado ou uma lança de pedra na era das cavernas, certamente possuía maiores chances diante dos percalços da época. Não só os Mirage 2000 encontram-se defasados, as diretrizes de defesa territorial brasileira se distanciam do ideal e não são convincentes. Nenhum SIVAM ou SINDACTA atua sozinho e com tecnologias aéreas tão pobres. Que o nosso Ministro da Defesa, Celso Amorim, deixe de ser lacônico e tenha pulso para definir o que o Brasil realmente necessita em seu arsenal de defesa. Haja paciência para assistir a toda essa incapacidade administrativa para um setor que indiscutivelmente é prioritário ao país.

  161. A Dassault está querendo fazer de seu F-3 um F- 4 à custa de um radar AESA, só que ela se esquece que o caça Rafale não é um stealth e poderá ser localizado e abatido como qualquer outro. Essa situação de se fazer upgrade tem limites e esse caça francês já é a plataforma do Mirage 2000 que há muito tempo vem sendo transformada. Nessa era tecnológica essas evoluções possuem um ponto de parada e no próprio computador se a placa-mãe não for compatível, não gerará trabalhos além do esperado. Estamos na era dos aviões caças de 5ª geração e isso é claro e indiscutível. Todos os países estão desenvolvendo ou adquirindo tecnologias mais avançadas e só o Brasil coloca em seu FX caças de 2ª e 3ª gerações, um indício claro de despreparo técnico na escolha dos vetores para a FAB. Estamos brincando com o dinheiro público e colocando em risco nossa soberania nacional. Quando se busca renovar uma frota aérea, principalmente de vetores para a segurança nacional, a palavra EVOLUÇÃO deverá ser o ponto de partida e não vejo nessa escolha brasileira dos três vetores em disputa, nada de especial ou de extraordinária capacidade dissuasiva. Um deles até é monoturbinado, um absurdo que a SAAB, uma empresa de peso internacional, apresente em pleno século XXI um vetor aéreo tão defasado para uma disputa tão séria e ainda diga que é o “top” da tecnologia. Não somos otários simplesmente por sermos um país de terceiro mundo. Vivenciamos também a era tecnológica que se iniciou no século XX ou até mesmo anteriormente, na revolução industrial de 1900 a 1950. Conhecemos o que é bom para o país. Um recado ao Ministro Guido Mantega: “O que a FAB mais necessita é investimento e não gastos ou falácias ”.

  162. João Neto disse:

    Estou de pleno acordo com tudo o que se diz aqui de evolução e modernidade, por exemplo, um Boeing C-17 Globemaster III é infinitamente superior aos A400M; um EADS / ALENIA M-346 AADA é uma Ferrari perto dos T-29 Super Tucano usados pela FAB; um SUKHOI T-50 do Programa russo PAK/FA é muito superior ao SAAB Gripen NG que ainda teima em permanecer no FX brasileiro, enfim, opta-se aqui no Brasil por latas velhas e não tecnologias aéreas avançadas. Não sei se chamo a isso de incapacidade técnica ou já taxo logo como ignorância. A FAB e o Ministro Celso Amorim e Dilma Rousseff precisam acordar sobre esse tema e direcioná-lo melhor.

  163. Creio que se o Brasil acelerar essa aquisição para a FAB grande parte da problemática relacionada às nossas Forças Armadas serão solucionadas, embora a modernização total ainda leve um tempo para se concretizar. Foi um período muito longo de descaso com o setor de defesa e isso fez com que tudo o que se tinha nos pátios ficassem defasados e isso eu falo em torno de mais ou menos um século atrás. Passamos pelo período das hélices, dos turbo-hélices e agora convivemos com os turbofans, onde velocidades supersônicas são atingidas facilmente, esse é o legado do século XXI. No Brasil ainda se convive com aviões caças da era subsônica e se formos pensar no que está acontecendo lá fora, estamos anos-luz atrasados. Para corrigir essa defasagem temos que dar um salto além e não aquém da tecnologia. O mais certo para a FAB na atualidade é optar por aviões caças de 5ª geração, não menos que isso, senão, ao chegar esses vetores já estaremos com praticamente a mesma defasagem que estamos vivenciando. Celso Amorim e Dilma Rousseff precisam pensar nessa hipótese se não quiserem ver a FAB inoperante novamente. Há no mercado o Sukhoi T-50 do PAK / FA russo; o americano Lockheed Martin F-35 Lightning II ou mesmo o chinês J-20 que poderiam suprir essa defasagem. Dos três concorrentes do FX, o melhor certamente seria o Dassault Rafale F-4 com radar AESA, embora não seja um caça de 5ª geração como disse anteriormente, mas na pior das hipóteses, poderia suprir nossas deficiências momentaneamente. Acredito que tanto na Aeronáutica, quanto na Marinha ou no Exército, o vetor aéreo como ponto de apoio ainda é o mais importante por sua versatilidade, velocidade e letalidade. Na realidade não há como separar as três unidades de defesa e dizer que são auto-suficientes. Vamos ser realistas: O Brasil vai mal.

    • Carlos Ferreira disse:

      Irineu, realmente o Brasil “vai muito mal” nas questões associadas à Defesa, mas está no caminho para superar os 25 anos de abandono ao qual nossas FFAA foram relegadas! Se considerarmos que só recentemente com a publicação da END (2008) passamos a ter uma efetiva Política de Estado para o setor, fica claro o quanto temos a caminhar, mas posso lhe assegurar que muitos Projetos de ponta estão em andamento.
      Como escrevi no artigo netse post, o atraso havido com o FX acabou vindo ao nosso favor, pois hoje há efetivamente a possibilidade do caça de 5ª geração (talvez o T-50). Claro que devido a todas as questões de geopolítica/estratégicas internacionais envolvidas com uma decisão no âmbito dos BRIC, há que se jogar com astúcia o complicado xadrez do poder mundial. Mas a decisão não passará do 1º trimestre de 2013.
      Quanto a importância dos caças, questão indiscutível, eu diria sem qualquer dúvida que o mais importante meio de defesa que devemos buscar tenazmente, é o submarino com propulsão nuclear. Este sim fará toda a diferença na dissuasão contra eventuais agressores.
      Forte abraço.
      Carlos

      Obs.: Pessoal existe neste blog uma variedade de posts sobre questões de Defesa, assim seria muito bom se pudéssemos apliar as discussões para outras questões ligadas ao tema. Fica aqui o apelo.

  164. Por que o Brasil não tenta pegar o Lockheed Martin & Boeing F-22 Raptor dos EUA? Por que não? Já que vamos gastar que gastemos com o melhor e não acredito que dentro de uma crise tão aberta os EUA barrem a saída desse vetor para o Brasil. Em ultima análise, poderíamos ficar como o Japão ficou, com o F-35 Lightning II, um vetor também de 5ª geração e de excelente performance. O horizonte das Forças Armadas está nas mãos do Ministro Celso Amorim e da presidente Dilma Rousseff, só eles poderão predizer o futuro desse FX, mas o brasileiro comum e com conhecimento de aeronáutica, precisa apresentar sua opinião e cobrar do governo um vetor mais avançado.

  165. O “estado da arte” como muito se tem dito aqui não se atinge com aviões caças de 2ª e 3ª gerações, conforme se vê nesse FX brasileiro. Vetores de 5ª geração exigiriam reformulações nos centros de processamento de dados e isso ocorreria também em aeronaves de 4ª geração, então o que fazer a partir daí? Permanecer amarrado a tecnologias ineficazes? Avanços requerem preparos ou pessoas qualificadas para a perfeita decodificação e alinhamento de dados, assim como, o processamento imediato a outros segmentos. O seqüenciamento seria mais pertinente se houvesse pelo menos 01(um) satélite militar disponível e exclusivo. Vejo aqui também que se diz que o melhor e mais letal vetor é o submarino e isso é uma inverdade quando se pensa na necessidade do imediatismo, da dinâmica de ataque ou defesa, da distância em que ocorrerá o conflito. As barreiras marítimas são ilimitadas, o que não acontece no ar onde os aviões caças poderão viajar em órbita terrestre e longe dos radares ou utilizarem tecnologias “stealth”, podendo despejar bombas ou transportarem ogivas nucleares avassaladoras. Está certo que mísseis intercontinentais poderão ser transportados por inúmeros vetores, mas a dinâmica que uma força aérea proporciona é infinitamente mais dissuasiva que qualquer outro vetor. Os EUA que hoje são considerados um dos mais bem preparados militarmente, reconhecem a supremacia aérea como a mais letal e seus porta-aviões sempre se encontram voltados aos campos de ação militar. O Brasil precisa se adequar aos novos tempos e observar de perto as tecnologias que são utilizadas com sucesso em confrontos internacionais. Sempre há uma carta na manga ou um plano “B” que jamais é conhecido até que se busque uma finalização daquele conflito. Vejo muito amadorismo em nossas forças armadas não só de manejo, mas também, de disponibilidade tecnológica. Ainda se pensa em gastos e não investimentos em nossas forças armadas, basta ouvir os pronunciamentos de Guido Mantega, um resumo do que o governo pensa em termos defensivos e dissuasivos.

  166. O programa americano “Joint Strike Fighter (JSF)” visa tornar o vetor Lockheed Martin F-35 o único a compor tanto a USAF, quanto a Marinha, substituindo os A-10 Thunderbolt II, os F-16 Fighting Falcon, os F/A-18 Hornet, os AV-8B Harrier II e os Sea Harrier GR.5/7/9, portanto, é a plataforma que o Brasil deveria ficar de olho nesse FX de recomposição da FAB. Há três variações para o mesmo projeto, que são: 1-CTOL F-35-A; 2-STOVL F-35C e o 3-CV F-35C. O Japão já se antecipou ao tempo e compôs sua frota com esse excepcional vetor, o que o Brasil está esperando para também fazê-lo?

  167. O Chile está bem armado; possui estratégia de combate e defesa; adquiriu vetores mais modernos; é uma população consciente e deseja modernidade; seu território possui uma complexa rede de radares; possui satélites militares; sua topografia favorece o fator surpresa; seu território é longo, estreito e com altitudes elevadas, favorecendo a proteção e o combate; seu povo é determinado e acostumado a intempéries; levam a sério a defesa territorial; investem pesado em armamentos modernos; possui uma força aérea redondinha; uma marinha suficiente para detonar intrusos e um exército acostumado com um regime ditatorial e pesado. O Brasil? Sei lá o que tem, só sei que há muita lata velha e ferrugem…

  168. Jaspion disse:

    Um resumo do que a FAB está passando no momento: Os planos de vôo dos pilotos encontram-se colados no cockpit com chicletes; há fios de arames segurando o trem de pouso; na aviônica observam-se mostradores com ponteiros quebrados ou caídos; há tapa-sóis de papelão; o assento do piloto encontra-se rasgado e há espuma saindo em um dos lados; o capacete e o visor encontram-se rachados; há cheiro de vômito no cockpit; as asas possuem Araldite, fitas crepe e Epóxi; as sondas pitots encontram-se cobertas com uma grossa camada de ferrugem; as metralhadoras .50 encontram-se emperradas e não atiram; as bombas encontram-se amarradas com barbantes; há sempre uma velha Kombi para empurrar o avião até que o motor de arranque funcione ou pegue no tranco…Tudo isso poderia ser até verdade em se tratando de Brasil, mas acredito que não fique muito longe disso. Imaginem o estresse do piloto ao decolar com uma aeronave que já passou do tempo de ser substituída. Não dá para arriscar uma evolução mais ousada. É uma pena que esteja acontecendo tudo isso em meio a pilotos tão qualificados e arrojados como os nossos. Tenha dó sr. Ministro Celso Amorim!…

  169. Normalmente quando venho digitar aqui nesse blog, já venho com alguma idéia na cabeça mas hoje, confesso, trago um enorme vazio. Talvez seja comparável ao vazio que a FAB sente ao se deparar com um espaço aéreo sem um policiamento pertinente por falta de vetores que o façam com propriedade. É como se tivéssemos uma enorme fazenda para vigiarmos, fossemos únicos e nos dessem um espingardinha de pressão para calar os invasores. Não vejo uma lógica em tudo isso e muito menos nas palavras de Guido Mantega. Sei que Dilma Rousseff tem feito o possível e tiro meu chapéu à mesma por deixar que julguem o mensalão sem sua interferência. A lacuna deixada pelo ex-presidente Lula ainda pesa em seu currículum. Deixar a situação das Forças Armadas como está é um alto risco para o seu governo e acredito que ela não queira somar mais esse lapso. Nós brasileiros temos que cobrar um posicionamento mais efetivo em nossa defesa territorial e isso é o mínimo que podemos fazer nessa definição do FX brasileiro.

    • Carlos Ferreira disse:

      Erivelton, no último dia 8, participei do Seminário sobre Indústria de Defesa, no Clube de Engenharia (há o convite postado no blog). Por tudo que lá vi e ouvi, apresentado e discutido por profissionais do mais alto nível, militares e civis envolvidos com o tema, estou certo que estamos no caminho certo. Há muita coisa em andamento, de nos encher de orgulho e, eu diria até surpresa com o grau de preparação e consciência dos nossos militares, indústria e agências de fomento, envolvidos, para fazer frente aos desafios postulados.
      Projetos da envergadura dos que estão sendo desenvolvidos requerem de longa maturação até estarem operacionais. Há que se considerar que foram 25 anos de abandono e conceitos neoliberais que pregavam o fim das fronteiras, FFAA e outras sandices.
      O único temor que tenho é que alguma ruptura da ordem constitucional vigente ou o retorno de governos descompromissados com a Nação, possa acabar, mais uma vez, com todo o esforço ora em andamento.
      Forte abraço,
      Carlos

  170. Tudo o que se disser aqui não me mostrará uma FAB resolvida, as Forças Armadas com vetores a altura das nações de primeiro mundo ou que o Brasil encontra-se bem em termos militares. Parece que a tônica é tapar o sol com peneira e empurrar os problemas com a barriga. O descaso com o sistema defensivo é secular e a realidade fria e crua está aí, à frente de nossos olhos, uma ineficácia defensiva horripilante. Se fosse o contrário do que digo, eu poderia perguntar:
    1- Onde se encontram nossos submarinos, quantos são e que qualidade possuem?
    2- Onde se encontram nossos vetores marítimos de suporte? São pertinentes?
    3- Onde se situam nossos satélites militares? Não estou vendo…
    4- Nossos sistemas de radares são realmente o “top” da tecnologia? Encontram-se em pontos estratégicos que não possam ser detectados ou bombardeados?
    5- Onde se encontram nossos vetores aéreos “stealth”de 5ª geração?
    6- Há algum sistema antimísseis?
    7- Nossa tropa é bem remunerada?
    8- O Exército se encontra com pessoal preparado e vetores a altura do primeiro mundo?
    9- O que realmente temos?
    10- Há um controle estratégico da energia, telefonia e combustíveis?
    São perguntas que ficam e que nos deixam preocupados, pois, sabemos que a verdade e a decepção só aparece depois do primeiro ataque. Terceiro mundo é isso, é somente um monte de sucatas e muitos desdentados. Onde a saúde, a educação e o saneamento básico são tratados como meros empecilhos, certamente não haverá espaço para mais nada.

  171. Quando abrimos vídeos onde consta “O poderio das Forças Armadas Brasileiras”, a atenção redobra e queremos ver muita tecnologia de ponta, mas há uma total decepção. É chocante o quanto a gente vê vetores ultrapassados e muito aquém do Exercito Americano e países Europeus. O Brasil deveria ter vergonha de expor tais arsenais. Para que ficasse pelo menos próximo ao nível europeu, deveria substituir todos os arsenais ultrapassados, mas todos mesmo, sem exceção, a começar pelo Exército e Marinha, terminando na Aeronáutica. São fraquíssimas as três forças que deveriam manter nosso território protegido, muito aquém mesmo do ideal. Um país como Israel, que é do tamanho de um Estado brasileiro, possui em suas Forças Armadas tecnologias muitas vezes superior a nossa e isso podemos ver também em relação a toda a Europa. Há muita boa vontade em se dizer que pelo menos os contingentes humanos são bons. Quando há baixa tecnologia, há baixa performance humana e assim por diante, não adianta esconder a verdade. O Brasil é fraco.

    • Carlos Ferreira disse:

      Irineu, você é uma pessoa esclarecida e consciente da importância de termos FFAA treinadas e equipadas no estado-da-arte, mas pessoas como você, ainda são exceção na nossa sociedade. Se o governo brasileiro propusesse ao Congresso Nacional um aumento no orçamento para construção das FFAA que desejamos, e o Brasil precisa, a mídia faria um escarcéu, os diversos segmentos da sociedade se levantariam contra o que seria chamado de insanidade, e o parlamento não aceitaria. Esta é a nossa realidade. Veja que somente agora falamos abertamente sobre Defesa e suas necessidades, como aqui neste blog.
      Por enquanto meu amigo, este é o trabalho árduo que temos pela frente, esclarecer e procurar trazer o maior número possível de pessoas para esta causa. E como você bem sabe, nenhuma outra área provoca tanto arrasto tecnológico e desenvolvimento econômico quanto a indústria de defesa.
      Abração,
      Carlos

  172. A crise de 1929 foi avassaladora, gerando um confronto mundial e agora em 2012, parece que há uma reação em cadeia arrastando os países a uma nova crise e possivelmente a outro confronto ou uma 3ª guerra mundial. Só o Brasil e os brasileiros não atentam para isso. Só os brasileiros acham que essa crise não existe ou os atingirá. O país deveria estar ligado a todos os acontecimentos em efeito cascata que já estão ocorrendo mundialmente e acelerar os passos na escolha dos vetores que comporão a FAB. O Brasil se encontra totalmente despreparado para tal acontecimento e com certeza esse despreparo terá um efeito desastroso em nossa sociedade. Já há uma desestabilidade das instituições e as facções criminosas se fortalecem a cada dia sem que o Estado intervenha e mude esse horizonte. Chegará um momento em que não haverá reversibilidade e ocorrerá um enfraquecimento do Estado. Tudo conspira para que um grande movimento ocorra e que novos traçados geográficos favoreçam países de pequeno porte e com grande poderio dissuasivo. Há escassez por toda a parte e esse vazio gera insatisfações e intrigas. Passou do momento em que esse FX deveria se definir.

    • Carlos Ferreira disse:

      Lélio, realmente a crise econômica atual é brutal. Na verdade é a maior crise do Capitalismo e, como sempre, por ele mesmo criada. Verdadeira autofagia em prol da acumulação cada vez maior de riqueza, por uma minoria, pela via puramente financeira, sem gerar qualquer emprego ou produção de bens e serviços. Claro que situações como esta geram convulsões, haja vista o que ocorre atualmente na zona do euro. Como a história ensina, os governos pressionados acabam buscando a saída da guerra, mas não acredito que haja mais a possibilidade de guerras mundiais, pois os custos advindos seriam muito superiores a quaisquer ganhos econômicos/financeiros, o que efetivamente manda nas decisões dos “Donos do Mundo”.
      Por outro lado, a possibilidade de países pequenos fazerem guerra em larga escala, projetando poder longe de suas bases, isto acabou. Não há a menor possibilidade de que isto acorra. Somente como exemplo, os diversos países europeus sob a bandeira da OTAN, que operaram contra a fragilizada Líbia, tiveram de se socorrer com os EUA para manter suas aeronaves operativas, abastecidas e armadas, além de toda a linha logística e de Sistema C2 (Comando&Controle) supridos pelos norte-americanos.
      A guerra hoje custa muito dinheiro. Os modernos sistemas de armas e munições que são portadas pelas aeronaves de combate, custam quase tanto como a própria aeronave.
      Repito_ a era das pequenas potências territoriais, como as européias ou algumas asiáticas, acabou. A era que se iniciou é das nações com vastos territórios, populações, poder econômico/tecnológico e industrial/militar.
      A única potência existente atualmente, capaz de operar em qualquer cenário, inclusive simultaneamente, projetando poder militar ou em combate, são os EUA. E contra eles, nem a junção de todas as demais potências, em uma guerra convencional, teria sucesso.
      Em outro patamar, mas ainda dentro dos critérios acima temos a Rússia e China e atendendo a alguns deles a Índia e o Brasil, nesta ordem. Cabendo ressaltar que o Brasil é o único que pela Constituição, não possui armamento nuclear.
      Quanto à criminalidade nas nossas grandes cidades, posso lhe assegurar que nenhuma outra chegou tão fundo ao poço, quanto o Rio de Janeiro, com várias regiões dominadas pelo poder paralelo da bandidagem, risco permanente nas ruas e decadência econômica. Isto durou décadas, passou por diversos governos, de diversos partidos. Hoje vivemos outra realidade, estamos em paz, as comunidades com a instalação das UPP´s ganharam vida, ressurgiram, as regiões se valorizaram. A cidade caminha para voltar a ser Maravilhosa. O milagre: Vontade Política.
      Forte abraço,
      Carlos

  173. Os cokpit dos treinadores em terra da Força Aérea Brasileira (FAB) não condizem com caças de 5ª geração e muito menos com aeronaves da era supersônica, com turbofans de alto desempenho. Quando os pilotos vão ao ar para treinarem nos T-29 também não se vêem dentro de vetores de desempenho avançado. Todo esse entrave tecnológico, portanto, mina a qualificação dos pilotos em atividade. Um militar nessas condições para enfrentar um campo de batalha com aviões caças do século XXI, estará diante de um impasse: Sou um piloto combativo ou devo agir apenas como um kamikaze? O país precisa pensar o quanto a FAB se encontra desarticulada para exercer a tão difícil tarefa de manter o território brasileiro sob vigia. Para ser apenas um “nada consta” e não exercer sua autonomia aérea a contento, por que sua existência como força de dissuasão? Para apenas exibições em um T-29? Quando as exibições são feitas pelos EUA, Inglaterra, França e outros mais, já são caças de combate atualizados e não simples treinadores. A mentalidade é outra, um momento a mais de testes de manobrabilidade e destreza com sua frota aérea. Por que os melhores pilotos do mundo são os israelenses? A palavra mais correta aqui é: INVESTIMENTO. A Alenia Aermacchi está presente em Israel com seu treinador avançado M-346 AADA Máster ou anabolizado, mantendo a equipe afinada para combates e isso está longe de acontecer no Brasil, por ser os T-29 a referência aérea regional, treinadores subsônicos e a hélices. Até que esse paradigma mude é melhor que nem saibamos o que acontece nos bastidores. O Ministro Celso Amorim está caminhando a passos de mandarim e até que ele chegue o Brasil não será mais aquele.

    • Carlos Ferreira disse:

      Prezado Rovilson me parece haver certa desinformação no seu comentário, assim me permita tentar responder.
      1. Grupos de exibição, como a nossa conhecida “Esquadrilha da Fumaça”, não são grupos de combate, portanto utilizam as aeronaves que consideram mais adequadas aos seus objetivos, isto é: levar as platéias ao êxtase, nas acrobáticas e arriscadas manobras aéreas. No nosso caso já está havendo a migração do Tucano para o Super-Tucano. Não há qualquer motivo ou justificativa para considerar os Áses da “Esquadrilha da Fumaça” menos qualificados do que os pilotos de outras esquadrilhas de exibição em função dos equipamentos utilizados.
      2. A formação e qualificação dos pilotos de caça, começa na formação básica, passa para a intermediária e chega a avançada. Aeronaves Tucano e Super-Tucanos são utilizadas pelas forças aéreas do Reino Unido, França, Chile e Indonésia. Trata-se do melhor vetor hoje disponível, na sua classe.
      3. A FAB está atenta e plenamente consciente de suas responsabilidades. Há em implantação todo um programa integrado visando à defesa aeroespacial do Brasil, nele inclusa a Amazônia Azul, e interagindo com as demais forças singulares. Posso lhe assegurar que o nível é de primeira linha, planejado, implantado e operado por pessoal da mais alta competência, motivação e compromisso com o País.
      4. O Ministro Celso Amorim que, não devemos esquecer conhece como poucos no mundo, as filigranas da movediça arena internacional, que ressalto _ não é para amadores ou subservientes _ está fazendo um discreto e ótimo trabalho, mas os resultados requerem tempo! Claro que nada disso sai na velha mídia nativa tão pródiga a nos “jogar pra baixo”.
      5. Quem disse que os pilotos israelenses são os melhores do mundo? Alguém avaliou a baixa qualificação dos oponentes contra os quais lutaram, e isto lá na década de 70?
      Pois para mim os melhores pilotos de caça do mundo são os nossos, da FAB, provados a cada exercício conjunto, aqui e no exterior, nos quais diante de oponentes das melhores forças aéreas ocidentais, tais como norte-americanos e franceses, mesmo equipados com vetores menos modernos, têm conseguindo SEMPRE excelentes escores de vitória e sobrevivência em combate. Isto sim é uma avaliação real.
      6. Como já escrive em comentário de 14/10/12, acho que o treinador avançado poderia ser o que a Argentina desenvolve, o treinador avançado IA-63 Pampa II, o qual poderia vir a ser adotado pela FAB, em uma parceria que poderia incluir (quem sabe) a futura aeronave de supremacia aérea (FX-n). Tudo no âmbito da Unasur.
      Abraços,
      Carlos

  174. Carlos, como vai? O que disse sobre mudanças de paradigmas é isso, a FAB trocar vetores subsônicas por tecnologias hipersônicas e essa visão se inicia nos treinadores disponíveis para melhorar a qualidade do aprendizado. Ninguém em sã consciência acredita que um piloto treinado em um Super Tucano T-29, possa se igualar a um outro treinado em um Alenia Aermacchi M-346 AADA, por exemplo. A exibição realizada em caças hipersônicos mostra o real treinamento da Força Aérea para os futuros embates e isso é indiscutivelmente melhor ao público presente. Já em relação à Força Aérea Israelense, é a pura verdade, são destacadamente os melhores pilotos de caças do mundo, temidos na região e, muito elogiados e respeitados pelos EUA e Europa. Por favor, não quero aqui dizer que a FAB é ruim, longe disso, mas falta à mesma tecnologias avançadas que outras forças já utilizam há anos e isso se torna uma desvantagem técnica, levando o piloto a um baixo rendimento. O treinamento em velocidades reais (mach 1, 2, 3 e 4 ou mais), estimulam a rapidez de raciocínio e a tomada de decisões com maior agilidade, fazendo com que o piloto diminua sua margem de erros. Desculpe-me, acredito que não me encontro tão mal informado, fui mecânico de aviação na Suécia de 1975 a 2009 e tenho o meu brevê de aviador há 28 anos, já pilotei aviões caças na Europa e EUA, sabendo perfeitamente o que se passa ali, dentro daquele apertado cokpit. Abraços.

    • Carlos Ferreira disse:

      Obrigado Rovilson. A propósito, seria muito bom se você pudesse compartilhar conosco um pouco desta experiência vivida, tanto voando quanto na manutenção. Percebo que muitos dos nossos colegas têm interessantes vivências em diversas áreas do conhecimento, assim talvez com os seus relatos possamos estimular outros participantes do blog a também escreverem. Imagine o quanto poderiamos aprender, discutir e divulgar, a partir dos diversos campos que venham a ser abordados. Fica aqui o pedido.
      Abraços,
      Carlos

    • Carlos Ferreira disse:

      Pessoal, veja a notícia abaixo. Assim ficamos cada vez mais distantes de uma mínima autonomia técnica/industrial!! E isto ainda com financiamento público!!
      Abs,
      Carlos

      Companhia nacional perde espaço no KC-390
      22 de novembro de 2012,
      O programa de desenvolvimento e produção do novo cargueiro militar KC-390 já criou cerca de mil oportunidades de trabalho dentro da Embraer, entre novos contratados e funcionários que foram remanejados de outros programas, diz o presidente da Embraer Defesa e Segurança, Luiz Carlos Aguiar. Mas para os fornecedores locais, as oportunidades têm sido pequenas.
      “O KC-390 é um projeto mobilizador de recursos. No pico do desenvolvimento, em meados de 2013, acreditamos que 7,8 mil pessoas venham a fazer parte desse programa no Brasil”, afirmou.
      Além da geração de novas tecnologias e formação de recursos humanos especializados, Aguiar destaca que a aeronave tem potencial de US$ 18,7 bilhões em exportações nos próximos 20 anos, o que representará a geração de um saldo líquido da balança comercial da ordem de US$ 9,4 bilhões.
      “Nas fases de produção e desenvolvimento o KC-390 deverá gerar um total de 3,4 mil empregos diretos e 17 mil indiretos, algo em torno de R$ 6,8 bilhões”, disse o executivo.
      Aguiar admite, no entanto, que apesar de existir um esforço da Embraer e do governo para o adensamento da cadeia produtiva, a participação da indústria nacional no programa do KC-390 se dará de forma mais efetiva na fase de produção. “Tem muito pouco dessa cadeia conosco na fase de desenvolvimento. Quase nada é feito no Brasil”, afirmou.
      A Embraer informou que oito empresas brasileiras ou com operações no Brasil estão envolvidas hoje no desenvolvimento do cargueiro, como a AEL Sistemas, controlada pelo grupo israelense Elbit; a Eleb, uma empresa da Embraer; LH Collus e Aerotron. Na área de engenharia foram contratadas as empresas Aernnova e Alestis, de origem espanhola; a Sobraer, do grupo belga Sonaca; e a Akaer, criada por ex engenheiros da Embraer.
      No programa de desenvolvimento do caça AMX, considerado uma das bases mais importantes para o desenvolvimento dos jatos que levaram a Embraer a liderança mundial no segmento de aviação regional, segundo o Valor apurou, houve um envolvimento mais amplo da indústria nacional em todos os sistemas críticos do produto. “No caso do KC-390 o envolvimento mais pesado se dará na área de aeroestruturas“, comentou uma fonte.
      Fontes do setor comentam que um envolvimento maior da cadeia nacional no desenvolvimento do KC-390 era a grande oportunidade que as empresas teriam para evoluir e reduzir a dependência da Embraer, capacitando-as para se tornarem fornecedoras de nível global.
      Na fase de produção do KC-390, de acordo com as fontes consultadas, a cadeia continuará fornecendo peças usinadas e serviços, atividades consideradas de baixo valor agregado. “Até o projeto do ferramental do KC está sendo feito fora do país. Para a indústria nacional só resta cortar ferro e metal”, afirmou uma das fontes ouvidas pelo Valor.
      Para o gerente do Centro para a Competitividade e Inovação do Cone Leste Paulista (Cecompi), Agliberto Chagas, o grande problema do baixo índice de participação da indústria nacional na fase de desenvolvimento do KC-390, que envolve maior valor agregado, é que as empresas não tem capacidade financeira para suportar o risco de desenvolvimento do programa, devido às dificuldades para apresentar garantias para conseguir um financiamento.
      “Falta acesso a capital para investimento competitivo com garantia e fundo de aval”. O BNDES, segundo ele, exige, além das garantias reais, o balanço contábil auditado. O banco chegou a disponibilizar um crédito de R$ 200 milhões para as empresas da cadeia, mas como existe a dificuldade das garantias, não houve tomador e o prazo para solicitar os recursos se encerra em março de 2013.
      O chefe do Departamento de Exportação do BNDES, Márcio Migon, disse que o banco tem se esforçado para ajudar as empresas da cadeia, mas que o setor também precisa ser mais pró-ativo e empreendedor.
      A especialista em projetos na área aeronáutica da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Cynthia Mattos, disse que o governo vem trabalhando em algumas medidas que deverão aumentar a competitividade da cadeia, tendo em vista a necessidade de se fortalecer o conteúdo de engenharia e de desenvolvimento básico do setor.
      “No longo prazo todos esses programas mobilizadores e de aumento da capacidade empresarial e tecnológica da cadeia vão permitir que outras oportunidades surjam e não sejam perdidas como aconteceu no KC-390″, comentou.
      O presidente da Associação das Indústrias Aeroespaciais do Brasil (AIAB), Walter Bartels, disse que instrumentos como o regime especial de tributação para a indústria aeronáutica (Retaero), embora se proponha a reduzir a carga fiscal efetiva do setor, não tem sido muito utilizado pelas pequenas empresas. “O acesso aos benefícios do regime é complicado, porque exige mudanças na forma de executar os balanços financeiros das empresas para se adequar às exigências da Receita Federal”, disse.

      FONTE: http://www.aereo.jor.br/2012/11/22/companhia-nacional-perde-espaco-no-kc-390/

  175. Santos disse:

    Um dos maiores problemas para um piloto de caça é a força G gerada em manobras mais radicais e isso requer realmente um treinamento avançado. Essa força aumenta à medida que a velocidade se torna ultra ou hipersônica e leva o corpo humano ao extremo. As roupas e capacetes utilizados, além de um cokpit totalmente climatizado ajudam bastante o piloto, mas é no treinamento que o mesmo adquire a capacidade de tolerância a essas mudanças gravitacionais que tornam o corpo humano extremamente pesado e a partir daí todo o movimento é largamente dificultado. Na velocidade subsônica a força G se torna menor e menos agressiva. Em velocidades hipersônicas, com evoluções extremas, já houve casos de pilotos desfalecerem no cokpit.

    • Carlos Ferreira disse:

      Haja vista os problemas que os norte-americanos continuam faceando no desenvolvimento do F-22. O famoso Stuka alemão, da década de 30, já trazia um dispositivo automático que recuperava a aeronave em mergulho independentemente do piloto, quando este desfacelia nos segundos finais do mergulho. Naquela época só havia o macacão e gorro de couro, forrado.
      A verdade é que apesar do glamour, pilotos de caça tem a saúde bastante afetada, principalmente a parte circulatória, razão pela qual, assim como com os atletas de elite, a vida útil na aviação de caça é reduzida.
      Abs,
      Carlos

  176. Hoje tem-se utilizado caixas de redução para fazer o fan (GTF) girar mais lento que o conjunto compressor + turbina nos novos motores para aviação, diminuindo assim o consumo (redução de 50%) e o ruído (chapter 4 da Oaci), ou seja, motores bem mais silenciosos. A General Eletric; a Snecma; a Pratt & Whitney e a Rolls-Royce tem trabalhado nisso com bastante atenção. O intuito é diminuir-se o número de palhetas ou peças móveis e consequentemente o atrito entre as mesmas, aumentando o empuxo e a eficiência do motor. As emissões de NOx também sofrerão diminuição em torno de 75%. Até a NASA se interessou por esses números e pretende absorvê-los em suas aeronaves. São desafios que trarão ganhos incalculáveis nas novas gerações de motores e que provavelmente estaremos assistindo a isso em torno de 2025. Essa prévia é certamente um furo para esse nosso blog que tanto tem se empenhado para trazer aos internautas que aqui visitam informações de primeira linha. Abraços.

  177. Carlos, boa tarde! Essa minha informação é um pouco mais ampla, profunda e relativamente sigilosa, envolvendo alguns engenheiros do setor que não gostariam de se expor. Há alguma coisa publicada. Uma prévia poderia ser vista no seguinte Link:
    es.wikipedia.org/wiki/Pratt_%26_Whitney_PW1000G
    No final tudo ficará a mostra e seremos nós a beneficiarmos com tudo isso.
    Abraços.

  178. CURIOSIDADES: O taxiamento de aviões de pequeno porte, embora não seja tão necessário, ajuda para que haja mais segurança nos hangares e nas pistas. O empuxo gerado pela turbina de um jato de carreira ( +_ 52.500 libras) possui equivalência ao de um avião caça, o que muda é a conformação aerodinâmica, o volume e o peso. Os radares contidos nos caças exercem várias funções além de detectarem o inimigo e uma delas é marcar os alvos multipontualmente. Quando os tanques extras dos caças são destacados, visa-se um maior ganho de velocidade e agilidade. Pilotos de aviões caças toleram forças de até 9 G, bem maiores que os pilotos de Fórmula 1.

  179. Santos disse:

    Embraer/FMA CBA-123 Vector
    Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

    O Embraer CBA-123 Vector foi um projeto de avião turbohélice, voltado para vôos regionais e capacidade para 19 passageiros.
    Seu desenvolvimento se deu pela parceria entre a empresa brasileira Embraer e a argentina FMA. Seu nome “CBA” deriva da sigla para “Cooperação Brasil-Argentina”.
    Foram construidos dois protótipos da aeronave, a partir do projeto do Embraer EMB-120 Brasília, e o primeiro produzido teve seu voo inaugural em 18 de julho de 1990 e seu primeiro voo oficial em 30 de julho de 1990, que contou com a presença dos presidentesFernando Collor de Mello, do Brasil, e Carlos Saúl Menem, da Argentina.
    Considerada uma das aeronaves mais modernas de seu tempo, incluindo tecnologia de ponta em aviônica, aerodinâmica e propulsão, teve dois protótipos construídos, que foram desmontados após o fim prematuro do projeto, que se deu pelos altos custos que inviabilizaram a aeronave para o mercado civil. Mesmo assim, o conhecimento adquirido resultou na modelagem do bem sucedido jato Embraer ERJ-145.
    O curioso no projeto foi a adoção da configruração de propulsão pusher (com os motores junto à fuselagem na traseira e as pás voltadas para trás).
    Desenvolvimento
    Em 1986 os governos brasileiro e argentino iniciaram o projeto, denominando-o CBA (cooperação Brasil-Argentina). Os custos foram divididos entre a Embraer, que arcou com 67% dos custos e a FMA que arcou com 33%. A aeronave era equipada com tecnologia avançada, possuindo propulsão do tipo “pusher”. O nome Vector foi escolhido por uma competição internacional.
    O primeiro protótipo voou pela primeira vez no dia 18 de julho de 1990 e a apresentação oficial foi em 30 de julho de mesmo ano.
    Processo de restauração
    Deu-se inicio a restauração dos dois protótipos do CBA-123 em fevereiro de 2008, contando com a mão-de-obra de 24 alunos doServiço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI). Os estagiários revezam no processo de restauração em dois turnos, com um funcionário especializado para auxiliar na restauração.
    Quando entregues, um dos aviões ficará exposto no Memorial Aeroespacial Brasileiro (MAB), localizado dentro do Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial (CTA) em São José dos Campos, interior de São Paulo, e o outro avião ficará exposto no Museu Aeroespacial, localizado no Campo dos Afonsos, na cidade do Rio de Janeiro, contando inclusive com seu interior montado.
    Especificações
    Características gerais
     Tripulação: 2
     Capacidade: 19 passageiros
     Comprimento: 18,5 m (60,67 ft)
     Envergadura: 16,46 m (54 ft)
     Altura: 5,6 m (18,37 ft)
     Peso vazio: 4900 kg
     Peso máximo de decolagem: 7711 kg
     Motorização: 2x Garrett Systems TPF351-20A com 1219 hp cada
    Performance
     Velocidade máxima: 593 km/h
     Alcance: 1610 km
     Teto de serviço: 12192 m (40000 ft)

  180. Ricardo disse:

    Que nação é essa que não cuida dos seus aposentados, professores e cientistas? Concordo plenamente que são três setores distintos que são totalmente abandonados pelo Governo Federal e isso é uma injustiça sem precedentes. Pagam-se ou recolhem-se para o INSS valores pertinentes ao salário mínimo e não sobre outros benefícios sociais quaisquer, portanto, deveriam receber seus dividendos baseados na mesma forma em que foram recolhidos e da mesma forma em que deveriam sofrer reajustes. Vergonhoso.

  181. Por favor, vejam a data dessa matéria e imaginem como se encontra a FAB nos dias de hoje.

    Aviação: a decadência da FAB

    A“Gazeta Mercantil”, caderno “Fim de Semana”, dezembro / 2000.

    É fácil entender por que uma nação soberana e pacífica precisa de uma força aérea.
    Mais complicado, no entanto, é compreender as razões de se manter uma força aérea
    sem aviões, combustível e comida. Esta é a situação da Força Aérea Brasileira (FAB),
    que atravessa o pior momento desde a sua criação, em 1941. Neste fato há pelo menos
    três contra-sensos: o Brasil hoje se orgulha de possuir a segunda maior frota de
    aeronaves comerciais do mundo – e uma das mais atualizadas -, enquanto a FAB vem
    amargando reduções de orçamento, que comprometeram seriamente sua capacidade de
    defesa e seu moral; a Embraer, única empresa brasileira global, segue conquistando o
    mundo e incomodando fabricantes tradicionais, enquanto a maior parte da frota de 754
    aeronaves da FAB está praticamente sucateada; por último, aquela que nos anos 50 e
    60 foi a força aérea mais poderosa da América Latina está mais desatualizada que a
    Marinha e o Exército. A Marinha, por exemplo, celebrou em 15 de novembro último a
    aquisição do porta-aviões São Paulo (ex-Foch), vendido pela França por US$ 12,2
    milhões.
    O comandante da Aeronáutica, brigadeiro Carlos de Almeida Baptista, chegou a
    ironizar que a “sociedade” (leia-se Palácio do Planalto) deveria decidir logo se a FAB
    deve acabar de vez ou se modernizar. O presidente Fernando Henrique Cardoso, em
    meio às discussões sobre os percentuais de reajustes salariais dos militares, respondeu
    com uma assinatura no Programa de Reaparelhamento da Força Aérea, avaliado em
    US$ 3,4 bilhões ao longo de oito anos (2000-2007). Mas já avisou ao Ministério da
    Defesa que este valor mínimo necessário para tirar a FAB do atraso precisa ser
    reduzido. E parte dos US$ 380,9 milhões anunciados para este ano ainda não foi
    liberada.
    O Programa de Reaparelhamento, versão atualizada do Plano Fênix (1996), prevê
    aquisição e modernização de aeronaves, um dos problemas mais aflitivos da FAB. Um
    contrato já em andamento é o de atualização de algumas das 14 aeronaves Hércules (C-
    130H) e aquisição de outras dez de segunda mão, do mesmo modelo. Só o contrato para
    o programa dos C-130H envolve R$ 135 milhões. Os Hércules, usados em transportes
    não realizados pela aviação comercial, estão sendo aguardados ansiosamente pela FAB
    para suprir as demandas geradas pelo Sivam (Sistema de Vigilância da Amazônia), que
    deverá estar concluído em julho de 2002.
    Fênix é a ave que, na mitologia grega, renasce quando destruída. Neste sentido, o nome
    ainda é o mais apropriado. Talvez por envolver negócios milionários, poder, prestígio,
    imagem institucional, etc., o assunto tem-se mantido muito restrito às Forças Armadas
    e aos especialistas e aficionados por aviação militar. Mas qualquer tenente ou
    brigadeiro reconhece que a frota da FAB está no limite e sua capacidade de ação num
    país continental, seriamente comprometida.
    A situação mais crítica é a dos caças. Um bom caça pode voar a uma velocidade duas
    vezes maior que a do som. Reabastecido no ar, pode cobrir todo o território nacional e
    fazer interceptações aéreas em qualquer ponto da costa. Neste quesito, a FAB caducou.
    Os pilotos sonham com os F-18 americanos, que custam US$ 150 milhões cada e por
    isso estão descartados. Os F-5 e Mirage da frota, ambos desenvolvidos com tecnologia
    dos anos 60, terão de atravessar uma peneira. A FAB possui 45 jatos F-5E. Todos têm
    pelo menos 25 anos de uso, em média. Alguns já sofreram duas reformas e a cada dia
    torna-se mais dispendioso mantê-los em operação.
    Já os 20 Mirage franceses não sofreram nenhuma atualização nos sistemas de
    navegação e combate. Em 2005 atingirão o pico de vida útil e terão de ser desativados.
    Ou até antes, porque, na verdade, poucos Mirage estão em condições de voar. O envelhecimento desses aviões resulta em carências graves. Os radares dos Mirage, por
    exemplo, não conseguem captar uma aeronave ilegal voando em altitude inferior.
    Anterior ao esgotamento dos caças é a quantidade. As comparações são inevitáveis e
    podem começar por uma das missões mais importantes de uma força aérea, que é a
    defesa do território. O Chile, por exemplo, possui 52 caças para a defesa aérea de seus
    757 mil quilômetros quadrados. Ou seja, uma aeronave para cada 14,5 mil quilômetros
    quadrados. Os 67 caças brasileiros têm de cobrir 8,6 milhões de quilômetros
    quadrados.
    A FAB foi uma das primeiras frentes do poder público a desbravar a inóspita região
    amazônica (60% do território nacional). Suas incursões produziram informações
    valiosas, como conta o livro “Do CAN ao Sivam – A FAB na Amazônia”, de Carlos Lorch,
    lançado hoje. Um dos aviões que por mais de 20 anos foi extremamente importante na
    Amazônia é o bimotor canadense Buffalo (DHC-5A), capaz de transportar 6,5 toneladas
    e pousar em pistas rústicas. Mas suas ações de integração e apoio ao Exército estão
    restritas. Alguns Buffalos já foram recuperados mais de uma vez e agora só resta à FAB
    substituir 12 deles. “Nossos Buffalos não são confiáveis”, revela um tenente da FAB.
    Em aviação militar, o ritmo de obsolescência das tecnologias de navegação lembram o
    desenvolvimento de computadores e softwares. A mecânica (asas, trem de pouso,
    motores, etc.) suporta mais o passar dos anos, mas radares, sensores, painéis e
    instrumentos se renovam rapidamente. Daí a necessidade de, como nos computadores,
    haver plataformas que possam absorver as constantes inovações. “Ocorreu na FAB o
    que chamamos “obsolescência em bloco”. Várias aeronaves sucateadas ao mesmo
    tempo”, observa Mário Roberto Vaz Carneiro, consultor civil especializado em defesa
    militar, atividade rara no Brasil. “Durante muito tempo, defesa era assunto só de
    militares. Tudo se restringia às casernas. Em outros países não é mais assim”, diz
    Mário.
    Atualmente, os recursos da FAB que escapam ao custeio representam cerca de 5% do
    orçamento anual. “Não precisamos ter uma força aérea como a da Suécia, que conta
    com 55% do orçamento para investimentos e atualização tecnológica. Mas o fato é que
    estamos parados no tempo”, diz um major-piloto baseado no interior de São Paulo, que
    pediu para não ser identificado. Esse tipo de cautela entre os oficiais de todos os níveis
    hierárquicos revela a dificuldade da FAB de manejar politicamente a situação atual.
    Dois aspectos ajudam a explicar o relativo “silêncio”. Primeiro: leigos, parlamentares e
    não-parlamentares certamente estão se perguntando como um país sem inimigos
    visíveis e cheio de demandas sociais pode empregar US$ 3,4 bilhões em aeronaves
    militares.Outros irão reclamar que as Forças Armadas em geral são “sítios de
    ociosidade”. A segunda justificativa, mais cultural, resulta da primeira: durante os 21
    anos que os militares governaram o país (1964-1985), a finalidade elementar das Forças
    Armadas – segurança e defesa – ficou publicamente desfocada.
    O que faz (ou deveria fazer) a Força Aérea Brasileira cotidianamente? Na falta de um
    inimigo visível, equipes realizam transportes leves e pesados, mapeamentos,
    aerofotogrametria, controle do espaço aéreo, inspeções em sistemas de navegação de
    aeroportos, patrulhamento nas fronteiras e litoral, apoio à Marinha e Exército, buscas e
    salvamentos em regiões remotas.
    O conflito no golfo Pérsico, em 1991, marcou uma guerra de alvos. Mísseis precisos e
    imprecisos eram vistos ao vivo pela TV. No entanto, outro tipo de conflito – a guerra de
    guerrilha, em que o inimigo não pode ser identificado, definido e combatido pelos
    meios disponíveis atualmente – voltou a incomodar. O Ministério da Defesa acredita que a disputa entre guerrilheiros de esquerda, Exército colombiano e paramilitares de
    direita é localizada e não haverá contaminações em outros países.
    Com a decisão dos EUA de patrocinar o Plano Colômbia (US$ 1,7 bilhão) para combate
    ao narcotráfico, a FAB e outras forças foram chamadas a explicar do que são capazes.
    Para militares e diplomatas, conflitos são como incêndio. Por mais que se previna, não
    há garantia de que não poderá ocorrer. “Em relações internacionais, não existe
    amizade. Há interesses. Os indefesos ficam vulneráveis também diplomaticamente”, diz
    Mário Vaz Carneiro.
    Em 1941, quando foi criada, a FAB também não tinha preparo mínimo. Na época,
    possuía 430 aviões de 35 modelos diferentes, a maioria obsoleta, incapaz de combater.
    Eram 350 homens também despreparados, 47 deles pilotos. Mas a FAB aproveitou-se
    da pressão dos Aliados para dar um salto qualitativo. Na Escola de Tática Aérea da
    Flórida (EUA), os soldados aprenderam técnicas de combate; na Base Aérea de Long
    Island, Nova York, conheceram o lendário Thunderbolt (P-47D), o mais moderno caça
    americano da época. A FAB executou mais de 2 mil missões em território italiano. Dos
    quase 50 pilotos, em quatro esquadrões, cinco foram abatidos em combate e quatro
    morreram em acidentes. Em 1994, o compositor Geraldo Vandré, símbolo de
    resistência ao regime militar, apresentou na Semana da Asa canção em homenagem à
    FAB: “Fabiana”.
    Nos últimos anos, especialistas buscam explicações para a decadência. Um das versões
    diz que erros de planejamento da reposição e modernização das aeronaves levaram a
    uma inadministrável diversidade de equipamentos (35 tipos e modelos diferentes), que
    encarece os estoques de componentes e exige procedimentos específicos para cada
    uma. Outra tese argumenta que a maior parte da estrutura da Aeronáutica foi orientada
    para a aviação comercial, que exige controle do espaço aéreo e operação de aeroportos.
    Contudo, não basta reformar ou comprar aviões. É preciso combustível, peças e pilotos
    treinados, três demandas intercaladas. Pouco recurso para combustível significa
    redução nas horas de vôo anuais e debilitação na formação de pilotos. O tempo de vôo
    anual acumulado de toda a força militar brasileira caiu de 270 mil horas em 1987 para
    apenas 120 mil horas em 1996. O ministro da Defesa, Geraldo Quintão, anunciou
    suplementação de R$ 220,8 milhões para atingir 145 mil horas anuais de vôos e
    treinamentos, ainda abaixo das expectativas mínimas.
    Além de tudo, a comida está racionada. Segundo oficiais, a FAB só tem como gastar
    hoje cerca R$ 3 por dia (para café da manhã, almoço e jantar) para cada oficial.
    Nenhuma empresa de alimentação industrial se dispõe a prestar o serviço. O valor mal
    dá para cobrir as despesas com plantonistas de turno. Segundo comandantes, esse tipo
    de carência “afeta o moral”. A alternativa foi eliminar o expediente nas manhãs de
    segundas e tardes de sextas-feiras. Ao que tudo indica, a plena recuperação da FAB será um processo longo, dadas as restrições orçamentárias da União.

    • Carlos Ferreira disse:

      Excelente contribuição Sérgio, esta matéria da “Gazeta Mercantil”, de dezembro / 2000. Naquela triste época, no auge do neoliberalismo, vivíamos sob a égide do Consenso de Washington. Aqueles que nos governavam defendiam conceitos como o fim das fronteiras, a globalização, a não necessidade de FFAA. Daí para o descaso a que foram relegadas, foi um pulo. Imagine o descalabro como reportado na matéria e, o imenso desafio humano e material, para tentar recuperar tantos anos de abandono. Mas estou confiante. Se não tivermos novas recaídas entreguistas, conseguiremos atingir um nível operacional satisfatório. Os projetos ora em andamento são muitos e caros, além de demandar tempo. É continuar lutando para chegarmos lá!
      Abraços,
      Carlos

      • Excelente matéria trazida pelo nosso colega, Sérgio Zanetta Góes. Mostra a triste realidade da FAB desde o ano 2000 e acredito que isso ainda não tenha sido resolvido, afinal, pouca importância se dá às nossas Forças Armadas. Essa situação já seria muito crítica se fosse um motorista automotivo, imagine em se tratando de um piloto de avião caça que tem que suportar uma força G descomunal e necessita ter uma alimentação balanceada para obter saúde para uma atividade tão extrema e rigorosa como essa. O nosso governo brinca com situações de extrema seriedade. Imaginem um caça com seus mais de 30 (trinta) anos de vôo, armado até os dentes e despencando de seus 12.000 pés em cima de uma cidade populosa, por conta de um piloto que passou mal por se encontrar mal alimentado ou desnutrido. É ou não é uma calamidade? Isso é Brasil.

  182. Carlos Ferreira disse:

    Interessante vídeo do teste do Embraer KC-390 em túnel de vento, na Holanda.
    Abs,
    Carlos
    http://www.aereo.jor.br/2012/12/03/video-de-testes-do-kc-390-em-tunel-de-vento-publicado-em-novembro/

  183. 10 (dez) perguntas pertinentes:

    1-Por que os europeus não apresentaram o Eurofighter Typhoon 2020 nesse F-X brasileiro ao invés do SAAB Gripen NG, que nunca saiu do papel?
    2- Por que os EUA não trouxeram o Lockheed Martin F-35A Lightning II que será a aeronave substituta de toda a sua frota aérea, ao invés do Boeing F-18 Super Hornet ?
    3- Por que a Dassault só falou em Rafale F- 4 com radar AESA, após o Brasil manter sua dúvida quanto ao caça que comporia sua frota aérea?
    4- Por que o Brasil só pensou no BRICs após tantos anos remoendo esse F-X?
    5- Por que tanta demora nesse F-X sabendo-se com bastante antecedência da copa de 2014, um período de alto risco de terrorismo?
    6- A pacificação das favelas não era dado como certo para a copa de 2014? Ainda queimam ônibus e matam policiais por todo o país…Será assim a segurança da copa e de todo o país?
    7- O que fez até agora o Ministro da Defesa Celso Amorim?
    8- Afinal a FAB escolheu tecnicamente o Boeing F-18 Super Hornet, conforme foi dito recentemente ou foi mesmo o SAAB Gripen NG, na era do ex-presidente Lula?
    9- Por que o Japão definiu seu caça em menos de 02 (dois) anos e o Brasil ainda não chegou a uma conclusão depois de 15(quinze) anos?
    10- O que adiantou a troca de Ministros? Foi apenas por pura estratégia política? Que resultado tirou-se disso?

    • Carlos Ferreira disse:

      Donatelli, seguem abaixos as tentativas de resposta às suas 10 (dez) questões

      1-Por que os europeus não apresentaram o Eurofighter Typhoon 2020 nesse F-X brasileiro ao invés do SAAB Gripen NG, que nunca saiu do papel?
      • O Tyhooon chegou a ser ofertado, mas seu preço é proibitivo, absurdamente caro, razão pela qual ainda não conseguiu ser exportado e, certamente terá o mesmo fim do seu irmão mais velho, o Tornado, isto é: ficar restrito ao pequeno grupo de países europeus donos do consórcio que o projetou e fabrica.

      2- Por que os EUA não trouxeram o Lockheed Martin F-35A Lightning II que será a aeronave substituta de toda a sua frota aérea, ao invés do Boeing F-18 Super Hornet ?
      • Porque esta aeronave, ainda em desenvolvimento, faz parte de um consórcio (clube) no qual cada parceiro é responsável por uma parte dos custos do desenvolvimento, mas com fortes restrições de acesso às tecnologias aplicadas. Somente os EUA e UK têm acesso pleno. Não há qualquer possibilidade de transferência de tecnologia. Por outro lado, seus custos (cada vez maiores) são também proibitivos para a nossa realidade.
      • Muitos países que haviam feito opção por este vetor já estão revendo suas posições, muitos inclusive optando pelo Super_Hornet.

      3- Por que a Dassault só falou em Rafale F- 4 com radar AESA, após o Brasil manter sua dúvida quanto ao caça que comporia sua frota aérea?
      • Aquisições deste tipo são cercadas de muito sigilo e extremas pressões. Não é para amadores. Neste caso, como escrevi no artigo, o atraso na decisão nos levou a um novo cenário dos pesos e contrapesos nesta disputa, razão pela qual a Dassault teve que tornar o seu produto mais competitivo. Por outro lado só recentemente houve a incorporação do radar AESA ao Rafale.

      4- Por que o Brasil só pensou no BRICs após tantos anos remoendo esse F-X?
      • Porque somente agora o reposicionamento no tabuleiro do poder mundial está nos permitindo avaliar esta opção, que é essencialmente política.

      5- Por que tanta demora nesse F-X sabendo-se com bastante antecedência da copa de 2014, um período de alto risco de terrorismo?
      • Os vetores que nós temos são mais do que suficientes para assegurar a realização com total segurança da Copa/2014 e das Olímpíadas/2016.

      6- A pacificação das favelas não era dado como certo para a copa de 2014? Ainda queimam ônibus e matam policiais por todo o país…Será assim a segurança da copa e de todo o país?
      • O que tem o FX com esta questão? Trata-se de pura segurança pública, para a qual basta vontade política, com o exemplo da aplicada aqui no Rio de Janeiro.

      7- O que fez até agora o Ministro da Defesa Celso Amorim?
      • Faz um dificílimo trabalho, porém muito elogiado pelo pessoal especializado na área. Trata-se de um dos nossos melhores quadros, com vasta experiência e trânsito internacional. Habilidoso o suficiente para negociar os diversos acordos e contratos, ora em andamento, que mudarão a nossa realidade nesta dimensão, a Defesa. O problema é que nesta área nada acontece rápido. Veja o caso dos submarinos convencionais cujo contrato foi assinado com a França em 2008, porém o 1º barco somente estará operacional em 2017.

      8- Afinal a FAB escolheu tecnicamente o Boeing F-18 Super Hornet, conforme foi dito recentemente ou foi mesmo o SAAB Gripen NG, na era do ex-presidente Lula?
      • Na verdade ainda não houve a escolha, lembre-se de que a presidenta estará na França e na Rússia, nos próximos dias. Espera-se que a decisão ocorra ainda em janeiro/2013, mas serão necessários de 10 à 12 meses para a assinatura dos contratos, após a decisão.

      9- Por que o Japão definiu seu caça em menos de 02 (dois) anos e o Brasil ainda não chegou a uma conclusão depois de 15(quinze) anos?
      • Eu não sei qual foi a definição japonesa. Sei que havia uma brutal pressão para que optasse pelo F35, ainda não operacional.
      • De qualquer maneira, realmente não há como justificar tamanha demora na tomada de decisão, aqui no Brasil.

      10- O que adiantou a troca de Ministros? Foi apenas por pura estratégia política? Que resultado tirou-se disso?
      • Se você está se referindo ao ministro Amorim, reitero, está fazendo um excepcional trabalho e, observe, com total discrição, qualidade essencial para atuar bem nesta área.
      Forte abraço,
      Carlos

  184. Provavelmente vamos ter alguns problemas de segurança na copa de 2014 e vai ser bom para as nossas Forças Armadas no sentido de se avaliar seu potencial. A principal arma para uma situação complexa como essa é a inteligência militar, conhecendo com bastante antecedência os passos que serão dados em nosso território, intenções hostis ou não e com que tipo de indivíduos ou facções estaremos lidando em caso de condutas suspeitas, farão uma grande diferença no momento de se agir coibindo excessos, um exemplo clássico e bastante elogiável são as ações da Polícia Federal, com total objetividade. A segunda arma também importante é a comunicação, sem ela não há como coordenar nada com seriedade. A terceira seriam os próprios sistemas defensivos utilizados para protegerem o território nacional, inclusive detectores de armas nos próprios estádios, que possibilitem um controle mais efetivo. As interfaces que ligam as três forças precisam estar limpas, audíveis e livres de interferências externas, senão serão facilmente manipuláveis pelos hakers de plantão vinculados a qualquer braço terrorista. Acho que o Brasil fará essa festa com galhardia e será até mais eficiente que a África do Sul em sua copa.

  185. Gilson Braga disse:

    12/12/201209h36
    Estados Unidos lança avião futurista sem piloto ao espaço.
    AFP Em Washington
    Fonte: Jornal UOL
    Os Estados Unidos lançaram na última terça-feira (11) pela terceira vez ao espaço seu avião futurista X-37B, um pequeno dispositivo teleguiado que os especialistas pensam que poderá dar início a uma nova era de espionagem.
    O longo veículo, de 8,9 metros, foi lançado por um foguete Atlas V à 01h03 local (16h03 de Brasília) de Cabo Cañaveral, na Flórida, em uma missão sobre a qual a força aérea americana deu pouquíssimos detalhes.
    A United Launch Alliance, uma empresa conjunta entre a Boeing e a Lockheed Martin, ofereceu em troca ao vivo e em streaming imagens da decolagem em sua página na internet e afirmou que a missão apoiaria “a experimentação espacial”.
    O exército americano descreveu o programa X-37 B como uma forma de por à prova “tecnologias para uma plataforma de testes espaciais confiável, reutilizável e não tripulada”, depois da retirada do programa de ônibus espaciais da Nasa.
    A natureza secreta do equipamento do X-37B levou à especulação na mídia sobre os objetivos da missão, com alguns especialistas apontando que a Força Aérea americana está buscando novas formas de espionagem.
    Especialistas em temas espaciais acreditam que o pequeno veículo, com capacidade para voltar à Terra e retornar mais uma vez ao espaço, poderia ser o último grito em programas de espionagem e ser usado potencialmente para interferir com satélites de países rivais.
    A China mostrou recentemente grande interesse no espaço, tornando-se a terceira nação depois dos Estados Unidos e da antiga União Soviética a enviar seus próprios satélites em uma prova interpretada por Washington como uma advertência.
    Esta é a segunda missão do X-37 B original, que foi lançado ao espaço em 2010 no programa inaugural de voo e permaneceu em órbita durante mais de meio ano.
    Um segundo X-37B retornou à Terra em junho após orbitar durante 469 dias em um teste que foi além da intenção inicial de voo da nave, estimada em 270 dias.
    O projeto X-37 B foi lançado pela agência espacial da Nasa em 1999 e adotado pela Agência de Projetos de Pesquisa Avançados do Pentágono, que projeta novas tecnologias militares para os Estados Unidos.

    • Carlos Ferreira disse:

      Gilson, na verdade trata-se da reação norte-americana ao míssil anti-satélite desenvolvido pelos chineses, desde 2007. No caso do X-37B, como dito na reportagem, trata-se de uma arma recuperável.Porém infinitamente mais cara.
      Diferentemente da União Soviética que mordeu a isca da corrida armamentista, procurando igualar ou superar cada novo meio militar lançado pelos EUA, e acabou desmoronando, a China é pragmática, sabe não ter as capacidades necessárias para enfrentar os EUA, assim atua de maneira específica, empregando “verdadeira tática de guerrilha”, como no caso de possuir um vetor (míssil anti-satélite) capaz de paralizar a formidável máquina de guerra norte-americana, totalmente dependente da sua constelação de satélites. Feito similar também conseguiu ao desenvolver um míssil anti-navio, lançado de terra, com capacidade de atingir os valiosos porta-aviões americanos, navegando no Mar da China.
      Na verdade, a China busca mostrar sua força de dissuasão, capaz de lhe permitir ter liberdade de ação na área que considera de sua influência. Não por outro motivo, os EUA estão revendo seu posicionamento militar geoestratégico com o foco na contenção da China.
      Forte abraço,
      Carlos

  186. O Sukhoi T-50 do programa russo PAK/FA que tem a parceria da Índia em seu projeto, encontra-se no BRICs a disposição do Brasil, afinal, fabricar um caça de 5ª geração dentro de casa, no quintal, é bem mais salutar e se essa parceria pudesse acontecer dentro da EMBRAER, melhor ainda. Ainda não consegui digerir a escolha no FX brasileiro se baseando em caças americanos e europeus, sendo que essa parceria já existe no próprio bloco em que o Brasil se encontra, facilitando em muito a colocação dos “off-set”. O volume alar e a língua são empecilhos, conforme se diz por aí, mas, convenhamos… Nada que não se resolva. O que se torna importante ao Brasil é a evolução da FAB (caça de 5ª geração), colocando-a na vanguarda aérea sem custos estratosféricos ou adicionais, como por exemplo, o Dassault Rafale F4. Para parar um SU T-50, somente um americano F-22 Raptor, assim mesmo, há muita tecnologia embarcada no mesmo que supera o segundo em vários aspectos. O queijo encontra-se aí para se cortar e o nosso Ministro da Defesa, Celso Amorim, está com a faca nas mãos.

    • Carlos Ferreira disse:

      Zanolla, no último dia de visita oficial a Moscou, a presidente Dilma Rousseff confirmou a suspensão temporária da compra de caça para a Força Aérea.
      A decisão pode abrir caminho para que a Rússia participe da licitação que já tem França, Estados Unidos e Suécia. Portanto, há esperança de que o sonho (T-50 PAK/FA) possa se transformar em realidade.
      O problema é que a Embraer está cada vez mais envolvida com a Boeing, o que pode ser determinante para o futuro do FX-n. Até porque, que não outra empresa aeronáutica no Brasil com as capacidades necessárias para em uma associação com a Sukhoi, construir uma aeronave tão sofisticada.
      Forte abraço,
      Carlos

  187. Vejo falar nesse blog em 15 (quinze) anos de FX, inacreditavelmente dá para se criar um filho até a adolescência com esse período e fico pasmo por ainda existirem empresas aéreas como a Boeing, a SAAB e a Dassault, com prestígio internacional, ainda com a paciência de ali estar e ainda prestando satisfações ao país. A meu ver isso é um desrespeito a essas mega empresas. A India e o Japão também tinham uma licitação desse tipo para comporem suas forças aéreas e já se definiram há muito tempo. O período se iniciou, acredito-me, com o ex-presidente FHC e se estendeu ao ex-presidente Lula e agora se encontra nas mãos da presidente Dilma Rousseff, três mandatários omissos em questões de disponibilidade às Forças Armadas Brasileiras. Vejo tudo isso como um descaso, falta de pulso, falta de comprometimento com a nação, desconhecimento quanto a necessidade real de se prover a FAB para que haja um patrulhamento aéreo mais ostensivo, falta de gerenciamento presidencial e nota zero como estratégia militar. O Brasil sempre foi cético quanto a se armar e sempre se apresentou como uma nação pacífica, mas isso não poderá permanecer por muito tempo, o pré-sal está aí; o Aqüífero Guarini está também aí; as riquezas no solo e subsolo brasileiro são imensas e visíveis aos olhos do mundo. Há muito a se compensar em termos de proteção territorial. A dependência de tecnologias externas é o que mais me preocupa como brasileiro. Há uma ligação umbilical com o exterior e caso essa ligação seja quebrada por quaisquer circunstâncias, faltará oxigênio para que a indústria brasileira sobreviva. Tudo que aqui se cria, entrega-se para o americano ou para o europeu ou ainda o asiático, exemplos? O Japão com a patente do nosso Açaí; os europeus com a patente de nossa Cachaça; a Troller, um ícone dos trilheiros 4×4, entregue aos americanos; a Gurgel perdeu seu campo de apoio, seu foco e sucumbiu-se; as concessões de nosso pré-sal e por aí vai…O Brasil não consegue ter sua própria tecnologia, precisa dividir, entregar de mãos beijadas seus méritos ao exterior e depois disso, passamos a comprar essa mesma tecnologia, pagando royalties vultuosos aos países de primeiro mundo. O governo diz que há um protecionismo às indústrias nacionais, mas, vejo sim, uma carga tributária estonteante e massacrante que não permite que a indústria deslanche ou invista em seu parque industrial. O governo tornou-se um sócio majoritário em toda a cadeia produtiva desse país e aí fica a pergunta: Aonde o governo brasileiro quer chegar com tudo isso? Houve sim, uma abrupta inversão de papéis e uma irresponsabilidade sem limites. Li nos jornais, bem recentemente, que em Belo Horizonte, MG estuda-se cobrar o IPTU das covas de cemitérios. Daqui a pouco o ar que respiramos será cobrado porque a água existente no Brasil já possui seu preço cobrado de uma forma ou outra. Continuo não acreditando em uma mudança radical desse quadro em 2013. Será apenas mais um ano que se estuda mais uma medida provisória para burlar a Constituição Federal e fazer com que esse país se torne refém do seu próprio governo.

    • Carlos Ferreira disse:

      Donizette, no geral concordo com o teu brado, mas me permita fazer as seguintes observações, as quais, tenho insistido em expor em resposta aos diversos comentários recebidos.
      • Embora poucos acreditem e claro, os barões da mídia nativa para quem o Brasil é uma m…., nada divulguem, há no momento um vigoroso programa de investimento e capacitação das nossas FFAA, em consonância com a END e Livro Branco da Defesa.
      • Com a crise que tomou os países centrais, há muito poucas opções de vendas para estes fabricantes e o Brasil se tornou o grande negócio a ser disputado. Esteja certo de que eles têm toda a paciência do mundo, até porque este quesito é essencial neste tipo de negócio.
      • Desde o período Collor e, principalmente no período FFHH, passando pelo 1º governo Lula, as FFAA foram relegadas a um total abandono sem que houvesse qualquer reação da sociedade, dos políticos ou dos barões midiáticos. Isto claro atendia plenamente ao poder mundial, chegar aqui seria como ir à caça ao pombo. Na verdade, o processo havia começado ao final do governo Figueiredo e, seu ponto mais devastador ocorreu durante o tucanato.
      A reversão destes 25 anos de sistemática deterioração, iniciada no 2º governo Lula é uma dura tarefa de médio/ longo prazo e muito investimento, não cabendo os fatídicos contingenciamentos orçamentários. Eu pessoalmente acredito que estamos no caminho certo. Mas os resultados somente começarão a ser visíveis nos próximos 5 anos.
      • A Troller quebrou quando perdeu para a Agrale o fornecimento dos “jeeps” para EB. Poderia ter tentado outras saídas, mas seus donos acharam melhor vende-la para a Ford. Gurgel sofreu e veio a falecer quanto teve seu pedido ao BNDES negado no governo FHC, governo este tão pródigo em dar financiamentos aos grupos multinacionais, principalmente nas famosas privatizações. Se o Carlos Gurgel tivesse tido o mesmo tratamento, hoje teríamos uma marca automotiva nacional!!
      • Como seria bom se o governo realmente participasse até minoritariamente, da cadeia produtiva, como acontece na China, no Japão, França, Alemanha, Inglaterra, EUA (por exemplo a GM), Coréia e diversos outros países. Assim certamente teríamos algumas empresas genuinamente brasileiras. Hoje a nossa situação é extremamente crítica, pois todos os segmentos da economia forma vendidos ao capital estrangeiro. No setor industrial então é muito difícil encontrar uma empresa que não seja transnacional. Não há como fazer política industrial, com P&D + Inovação quando o nosso parque industrial está em mãos estrangeiras. Por outro lado, o empresariado nacional insiste no rentismo, não aplica na produção e, claro, culpa o governo, impostos, custo Brasil, etc. Os barões da mídia fazem sua parte, divulgando somente as notícias que interessa ao sistema de poder que representam. Sugiro ler o interessante e bastante verdadeiro artigo: Festa de final do ano de 2042
      Forte abraço e um excelente 2013.
      Carlos

  188. Base Aérea de Natal/RN – Artigo interessante
    do Jornal local.
    Arquivos:
    U.S. Navy / North American B-25 “Mitchell”/B-17 F “Flying Fortress”.
    Arq. pessoal do Coronel Paul Tibbets ( Boeing B-29 Superfortress / Enola Gay).
    Arq. da Força Aérea Brasileira (B-25J / FAB 5071 / Maria Boa).

    Justa homenagem.

    Durante a segunda guerra mundial, os americanos estabeleceram uma base aeronaval
    na cidade de Natal, no Rio Grande do Norte.
    O que determinou a escolha do local, não foi o fato de Natal ser uma das mais
    aprazíveis cidades litorâneas do Brasil, com uma deliciosa e refrescante brisa sempre soprando do mar, mas sim a sua localização estratégica, em uma das extremidades
    do ponto mais curto de travessia do continente americano para a África.
    De Natal até Freetown, a capital de Serra Leoa, são apenas uns 2.900 quilômetros.
    Diz a lenda que muitas crianças nascidas naquela época em Natal, foram batizadas
    com o nome de Usnávi, uma corruptela do “U. S. Navy”, que os natalenses viam escrito
    nos aviões americanos daquela base.
    Não sei se isso foi mesmo verdade, ou se é só folclore, mas não deixa de ser uma
    história divertida.
    Quando os americanos finalmente conseguiram convencer o Getúlio Vargas a deixar
    de lado a sua simpatia pela Alemanha e entrar na guerra tomando o partido dos
    Aliados, o Brasil recebeu bastante material bélico, para reforçar as suas defesas.
    Foi criada uma tal de Lei de Empréstimo e Arrendamento, ou Lend-Lease, que facilitou bastante essa transferência de equipamento militar.
    No meio desse armamento todo, estavam incluídos 30 bombardeiros North American
    B-25 “Mitchell”, nas versões B, C, D e J, que chegaram no Brasil entre os anos de
    1942 e 1944.
    Os B-25 eram bombardeiros relativamente pequenos, mas eram muito eficientes
    e deliciosos de se pilotar, além de serem resistentes e de fácil manutenção, coisa indispensável em um teatro de guerra.
    No total, 9.984 deles foram construídos e ajudaram bastante na vitória dos Aliados
    contra os nazistas e contra os japoneses.
    Aliás, foi uma esquadrilha desses B-25 americanos que conseguiu a proeza de decolar
    de uma catapulta de um porta-aviões e fazer o primeiro bombardeio a Tóquio, em uma espécie de resposta ao ataque a Pearl Harbor.
    Esse incrível vôo sem volta, cada um dos 16 aviões que participaram da missão
    pousou onde deu lá na Ásia, isso aconteceu em abril de 1942 e, além de Tóquio,
    também destruiram alguns alvos em Nagóia.
    Só uns poucos daqueles milhares de B-25 que foram produzidos durante a guerra sobreviveram e hoje estão em museus, ou nas mãos de colecionadores particulares.
    Não é raro vermos algum desses sobreviventes que pertencem a particulares, se apresentando em shows aéreos nos Estados Unidos.
    Era comum os aviões de bombardeio serem batizados com o nome de mulheres,
    com direito ao nome bem grande e um retrato da homenageada pintados no nariz da aeronave.
    Um dos casos mais famosos foi o do Memphis Belle, um Boeing B-17F “Flying Fortress” que foi o primeiro bombardeiro pesado a conseguir completar as 25 missões exigidas das tripulações, antes que elas pudessem dar baixa e voltar para casa.
    Conhecidos como Fortalezas Voadoras, esses quadrimotores fizeram um estrago
    danado na parte nazista da Europa.
    O Memphis Belle foi praticamente destruído na última missão, mas mesmo assim
    conseguiu pousar e, depois de restaurado, foi para um museu dos Estados Unidos,
    aonde se encontra até hoje.
    A senhorita de Memphis que foi a musa desse B-17, se chamava Margaret Polk e era a namorada do então Capitão Robert Knight Morgan, o comandante do avião.
    Um outro caso clássico é do Enola Gay, o Boeing B-29 “Superfortress” que jogou a
    bomba atômica em cima de Hiroshima e posteriormente em Nagazaki.
    Enola Gay Tibbets era o nome da mãe do comandante da aeronave e também
    comandante do esquadrão aéreo encarregado do lançamento de todas as bombas
    nucleares que foram e que seriam produzidas pelos americanos, o Coronel Paul Tibbets.
    E já que americano pode, brasileiro também pode e, por conta disso, alguns dos bombardeiros da nossa força aérea também tiveram o nome de suas musas pintados
    na fuselagem.
    O caso mais pitoresco foi o da Maria Boa, que foi homenageada por um daqueles B-25
    que vieram a reboque da entrada do Brasil na guerra ao lado dos americanos.
    Maria Boa era a dona do mais famoso e mais agitado bordel da cidade de Natal, naquela época da base aero-naval dos americanos e, depois da guerra, da base aérea da FAB.
    Além das raparigas, os clientes podiam saborear uma cerveja gelada servida em mesas
    ao ar livre. Como boa parte dos tenentes, pelo menos uma vez, foi até lá para conhecer
    e saborear uma cerveja,
    com justa homenagem lembraram-se da Maria Boa.
    Tratava-se de um North American B-25J “Mitchell”, que na Força Aérea Brasileira
    recebeu a matrícula FAB 5071.
    Infelizmente eu não tenho nenhuma foto “de corpo inteiro” do Maria Boa.
    Na verdade Maria Boa era só um “apelido de guerra”, o seu nome de batismo era Maria Oliveira Barros, nascida em Campina Grande, na Paraíba (1920-1995).
    Não há como negar que ela foi uma das muitas heroínas da época do chamado esforço
    de guerra…

  189. Não é de hoje que sabemos que há uma intima relação entre as redes terroristas e os quartéis do narcotráfico; onde passa um, passa o outro e nossas fronteiras encontram-se à mercê dessas linhas radicais. Trazer ao Brasil uma ogiva nuclear é simplesmente fácil e ao mesmo tempo aterrador. Essa ogiva poderá chegar por avião, navio, van, carro, caminhão ou mesmo através dos barcos e submarinos ilegais que transitam nossos mares e rios. Por aqui chega qualquer coisa, em qualquer proporção e em qualquer região, sem que haja qualquer controle fronteiriço. O que a polícia pega é apenas uma ínfima parte, considerado a isca, para que as atenções se virem para uma determinada região, o grosso mesmo entra por outras paragens e com total segurança, inclusive com o aval da própria polícia. A INTERPOL já localizou em São Paulo-SP importantes contatos de redes terroristas e isso é apenas a nata que paira sobre esse caneco de leite. Esse país se encontra inteiramente despreparado frente a essas investidas. As refinarias de petróleo encontram-se muito expostas; a eletricidade depende inteiramente de barragens muito vulneráveis a ataques terroristas e as comunicações se encontram centradas em satélites mexicanos, um prato cheio para o anarquismo. A verdade pura e simples: O Exército, a Marinha e a Aeronáutica encontram-se sucateados e despreparados para uma investida coordenada e com alvos pré-fixados. Basta que haja um cérebro por trás dessas diretrizes, que o país inteiro se sucumbirá irremediavelmente. Caso existissem satélites militares que controlassem as fronteiras brasileiras e uma rede de inteligência militar que não deixasse uma mosca entrar sem que fosse reconhecida, aí sim, haveria pelo menos um ponto de partida positivo. Reconhecer o inimigo e suas intenções são os pontos capitais para se controlar invasores. Os pontos vulneráveis (combustíveis, energia e comunicações) encontram-se muito à vista e necessitariam de bases militares para respostas imediatas. Caso essas frentes fossem eficientes, não necessitaria de uma Aeronáutica fabulosa, de um exército espetacular ou de uma Marinha fenomenal, bastaria que houvesse uma coordenação de ações inteligentes ou seja , uma eficiência cirúrgica para ações dentro do território nacional. Os investimentos deveriam se dirigir para a criação de um satélite militar e inteligência militar que pudessem juntos manipular dados e acionar ações de ataque. As forças poderiam ser pequenas, porém de absurda eficiência, com os melhores equipamentos existentes e com um treinamento diferenciado, assim como ocorreu no aniquilamento de Bin Laden. Passar um “rapa” nas sucatas e vendê-las o mais rápido possível para países mais pobres desafogaria os pátios e as manutenções desses museus, trazendo oxigênio e vida nova às três forças existentes. A polícia civil e militar precisam comungar com essas novas prerrogativas, senão, não haverá a coordenação devida e tudo ficará incoordenado. O Brasil precisa urgentemente repensar seu papel na área de segurança. Tenho dito.

  190. SUKHOI e fim, desde que, é claro, a Rússia não nos deixe no chão como a Venezuela e não exista tanto sinistro como há no próprio país de origem. De sucata já estamos cheios.

  191. Rubens Castro disse:

    Carlos Ferreira, bom dia! Vi em um de seus blogs de 18/12/2013, onde você afirmava que a FAB juntamente com o atual Ministro da Defesa, Celso Amorim e Governo Federal, definiram o Gripen NG como o caça brasileiro que será responsável pelo policiamento de nosso espaço aéreo. Se isso for mesmo confirmado, onde se situa o bom senso nessa escolha absurda? Uma plataforma de terceira geração, monoturbinado e advindo de um consórcio onde as partes podem barrar esse ou aquele item. Um projeto que ainda não saiu do papel. Uma aeronave ultrapassada dentro dos padrões dos caças modernos. Um caça que já se tornou obsoleto antes mesmo de sua aquisição. Você já entendeu o porquê de tantas sucatas nos hangares da FAB? Não se pensa a longo prazo; não há uma meta de previsibilidade futura; não há um raciocínio lógico e evolucionista; não há um horizonte concreto e definido para os impasses futuros; o imediatismo é danoso ao Brasil e essa escolha só veio complicar esse caótico cenário. Celso Amorim demorou e não escolheu essa aeronave com a real determinação de um Ministro que deseja ver o Brasil futuristicamente evoluído e sem entraves. Escolheu mal. Uma plataforma fraca, mal impulsionada e trazendo à tiracolo uma gama de incertezas futuras. Só para dizer que tem caças, ficasse com o que já se encontrava nos páteos. É melhor soltar pipas. Vergonhoso.

    • Carlos Ferreira disse:

      Da lista final dos 3 aparelhos selecionados, o melhor é o Rafale, sem dúvida, porém mais que preço e fricções na arena internacional , o que eu acho que pesou contra foram as dificuldades na transferência de tecnologia no milionário contrato dos submarinos. Parece que o franceses não estão entregando o prometido, além dos atrasos.
      O Grippen não era a melhor opção para um país como as características do Brasil, além de ter grande parte de suas partes principais fornecidas por empresas americanas, com as conhecidas implicações que isto acarreta. Entretanto, dentre aquelas opções me parece ter sido um decisão correta.
      Embora seja uma postura otimista, eu acho que esta decisão visou a tranquilizar os EUA e,posteriormente obter condições políticas e de liberdade de decisão para associar o Brasil o projeto russo/indiano do T-50. Este sim, o sonho de um efetivo caça de 5a geração, capaz de gerar segurança pelos próximos 30 anos.
      Forte abraço.
      Carlos Ferreira

      http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/carlosferreira/2013/12/18/gripen-ng-e-o-novo-caca-da-fab/
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  192. Johnny disse:

    Na verdade qualquer coisa que chegasse para a FAB já seria lucro frente a esses “lixões” que se encontram nos hangares, embora um SAAB Gripen NG, vulgo JAS-39, de terceira geração, monoturbinado, seja de longe a pior plataforma das três em disputa nesse FX, ferindo de frente todas as expectativas evolucionistas aqui discutidas ferrenhamente ao longo desses anos de FX e colocando nossa Força Aérea no pior patamar dissuasivo possível. A EMBRAER será a principal beneficiária, justamente porque fará o mesmo “upgrade” que os AMX-1 necessitaram, também obsoletos e monoturbinados. Tecnologicamente não muda nada. Agora sobra a pergunta: como o Brasil pretende parar um caça invasor de quinta geração? O Brasil, ou melhor, Celso Amorim & Cia, não fizeram essa opção com a cabeça no futuro. Um preço que o Brasil pagará caro de agora para frente. Incrível nisso tudo foi o tempo em que se levou, para no fim, optar-se mal. Acho que a política brasileira inexiste em termos de desenvolvimento. Marca-se passos e nunca se chega a lugar algum. O corredor aéreo permanecerá vazio como sempre foi.

    • Carlos Ferreira disse:

      Da lista final dos 3 aparelhos selecionados, o melhor é o Rafale, sem dúvida, porém mais que preço e fricções na arena internacional , o que eu acho que pesou contra foram as dificuldades na transferência de tecnologia no milionário contrato dos submarinos. Parece que o franceses não estão entregando o prometido, além dos atrasos.
      O Grippen não era a melhor opção para um país como as características do Brasil, além de ter grande parte de suas partes principais fornecidas por empresas americanas, com as conhecidas implicações que isto acarreta. Entretanto, dentre aquelas opções/condições me parece ter sido um decisão correta.
      Embora seja uma postura otimista, eu acho que esta decisão visou a tranquilizar os EUA e,posteriormente obter condições políticas e de liberdade de decisão para associar o Brasil o projeto russo/indiano do T-50. Este sim, o sonho de um efetivo caça de 5a geração, capaz de gerar segurança pelos próximos 30 anos.
      Forte abraço.
      Carlos Ferreira

      http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/carlosferreira/2013/12/18/gripen-ng-e-o-novo-caca-da-fab/
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  193. A alegação de que a hora/vôo do Saab Gripen NG, por ser mais barata (US$ 4,7 mil) que o Boeing F-18 (US$11 mil), teve peso nessa aquisição é simplesmente ridícula. O Brasil esteve atrás de pechinchas ou de tecnologias de ponta nesse FX para compor o seu espaço aéreo? É simples: Tente com um Gripen NG, combater um F-18 e aí mora toda a diferença. O Gripen NG ou JAS-39, se assim o preferir, é o engodo desse processo de reformulação da FAB. É um projeto que ainda se encontra no papel; trás consigo um consórcio europeu que está incluso os EUA; é uma plataforma retrógrada (2ª. geração) e não uma 5ª geração; é impulsionado por apenas uma única turbina como o AMX e o Mirage; nunca foi testado ou participou de campos de batalha; não carrega grandes quantidades de armamentos e ainda possui baixa autonomia para um país continental como o Brasil. Peca em todos os âmbitos em termos de tecnologia. Me desculpe, Sr.Ministro Celso Amorim, o senhor errou feio nessa lastimável escolha.

    • Carlos Ferreira disse:

      É bem promissor que assuntos de defesa também sejam discutidos entre nós, pois isso pode significar que a sociedade tenha passado a considerar o tema importante. Até recentemente, a sociedade brasileira considerava que falar sobre isto era pertinente somente aos militares, bem como ter FFAA era um desperdício desnecessário. Para isto muito contribui o papel exercido pela mídia do capital e dos vendilhões da Pátria, tão pródigos na prestação de serviços aos nossos inimigos. Sim, porque apesar do discurso, temos inimigos!
      Como já dito, a indústria de defesa tem alta capacidade de arrastar consigo o desenvolvimento tecnológico de um país e, por suas características duais é poderoso indutor do desenvolvimento/crescimento econômico.
      Adicionalmente, gostaria de ponderar:
      1) A Suécia que ao longo dos anos prega uma “neutralidade” e produz meios militares de excelência, foi grande fornecedora de matérias prima essenciais para o esforço de guerra alemão, nos anos 30/40 e,recentemente, temos o emblemático caso Assange.
      2) A China que a exemplo da Índia tem a sua indústria militar baseada na transferência de tecnologia soviética/russa, diga-se muito eficaz, possui no seu inventário a família de caças J, baseada nos Sukhoi’s, sendo o J-31 o equivalente chinês do F-22 Raptor.
      3) Da lista final dos 3 aparelhos selecionados, o melhor é o Rafale, sem dúvida, porém mais que preço e fricções na arena internacional , o que eu acho que pesou contra foram as dificuldades na transferência de tecnologia no milionário contrato dos submarinos. Parece que o franceses não estão entregando o prometido, além dos atrasos.
      4) O Grippen não é a melhor opção para um país como as características do Brasil, além de ter grande parte de suas partes principais fornecidas por empresas americanas, com as conhecidas implicações que isto acarreta. Entretanto, dentre aquelas opções me parece ter sido um decisão correta.
      5) Embora seja uma postura otimista, eu acho que esta decisão visou a tranquilizar os EUA e,posteriormente obter condições políticas e de liberdade de decisão para associar o Brasil o projeto russo/indiano do T-50. Este sim, o sonho de um efetivo caça de 5a geração, capaz de gerar segurança pelos próximos 30 anos.
      Forte abraço.
      Carlos Ferreira

      http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/carlosferreira/2013/12/18/gripen-ng-e-o-novo-caca-da-fab/

  194. O SAAB Gripen NG não é certamente a melhor escolha para o Brasil, independentemente desse ou aquele pretexto. Se essa escolha teve a influência e peso da espionagem americana, fundamentalmente se torna inexplicável: O Gripen faz parte de um consórcio em que os EUA são filiados. Caso o velho e controlador congresso americano se sinta lesado, não abrirá mãos da sua monoturbina, principal peça de impulsão dessa aeronave que, por incrível que pareça, o Ministro Celso Amorim afirma categoricamente que sob o ponto de vista técnico, ela não é a mais importante do Gripen NG. Talvez ele esteja pensando na possibilidade de usá-lo rebocado, vai saber o que a cabeça desse Ministro pensa no momento. O Super-Tucano pelo menos está voando e não deixará a FAB no chão, isso é um fato concreto. Há muito a se pesar diante dessa escolha hilária. O Brasil precisava se firmar como principal articulador político da América Latina e essa escolha “fantasmagórica” não o auxiliará nessa empreitada importante. A FAB continuará a amargar uma posição de lamúria no cenário mundial de defesa. Muitos designam o Gripen NG como um caça de terceira geração e sabe-se de longa data que essa classificação não é verdadeira. É uma aeronave de segunda geração. As de terceira e quarta gerações já são biturbinadas, com maior capacidade de empuxo e consequentemente maior letalidade em termos armamentícios. Fica aí a incógnita: O que fazer à partir daí?

    • Carlos Ferreira disse:

      Não há como eu discordar de boa parte dos seus argumentos, até porque outro dia eu li um comentário afirmando que este Projeto trará novos conhecimentos tecnológicos e vantagens à Embraer nas áreas de materiais compostos e aviônicos, além dos programas de C2 e de missões. Achei estranhos, pois estas tecnologias já são de domínio da Embraer e de pleno uso nos E-Jets, no desenvolvimento do KC390, no F5M, A-1M e no A-29. Assim, esta justificativa não se sustenta.
      Mas voltando aos seus comentários, gostaria de ponderar:
       Por princípio acredito que foi intencional a escolha com esta forte dependência dos EUA, pela simples razão de o Brasil não poder cancelar aquela licitação (FX-2) e convocar outra com a inclusão do Sukhoi. Não havia condição política/autonomia para isto. Como devido a questão da espionagem, não havia mais como escolher o F/A-18 Super Hornet, foi encontrada esta solução “salomônica”, agradando “gregos e troiano”.
       O Rafale, para mim o melhor dos 3 finalistas, ficou inviável pelos desencontros Brasil/França na arena internacional, bem como dificuldades enfretadas no complexo contrato do PROSUB.
       Claro que não há como negar a superioridade de um caça biturbina, não somente em relação ao seu poder de fogo e alcance, mas também de segurança em vôo, pois haverá sempre um backup. Porém, dentro da doutrina preconizada na END, o Brasil optou pela capacidade de dissuasão e não a de projetar poder. Foi uma decisão de Estado. Nesta linha, o leve Grippen NG se enquadra, inclusive por ser o único dos 3 finalistas com possibilidade de operar a plena carga, a partir do NAe São Paulo. Convenhamos que não é pouca coisa.
       Dada as nossas características e posição geográficas, qualquer ameaça real ao Brasil, que não seja por golpe de estado, isto é um ataque militar, somente poderá ser feita em algum ponto dos 8.400 km da nossa Costa Atlântica, com uma ou mais Força-Tarefa, nucleada em porta-aviões. Com o nível de informações hoje disponível, preparar, organizar e despachar uma armada destas em sigilo é impossível, assim como ter a capacidade de juntar os meios e recursos econômicos para tal empreitada, também me parece quase inviável. Mas imaginando que isto fosse ainda possível, qual seria o melhor meio de bloquear o ataque? Negando o acesso do mar ao inimigo. Como? Com submarinos operando em mar aberto distante da nossa costa, bloqueando a passagem da armada atacante. Se nuclear, então dificilmente alguma nação beligerante se arriscaria.
       Ainda no caso do Grippen NG, e como a recente Cruzex 2013 demonstrou, a guerra aérea está definitivamente na nova dimensão dos mísseis BVA. Para tal, desde que tenhamos o controle do projeto e produção dos mísseis, o Grippen nos atende.
       Por último, eu realmente acredito que o Grippen NG será um caça intermediário e que o Brasil irá se associar ao Projeto russo/indiano do T-50, talvez o caça de supremacia aérea dos BRICS.
      Ver também: http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/carlosferreira/2013/12/18/gripen-ng-e-o-novo-caca-da-fab/

  195. Quero crer que o Ministro Celso Amorim foi envolto no quesito “embrulho político” de fim de ano, não tendo como se safar da escolha letárgica de um caça monoturbinado, de segunda geração e arrastando um pesado consórcio que dificilmente o levará ao espaço aéreo. Nasceu no papel, permaneceu por décadas no papel e certamente ficará no papel. Um protótipo que não vingou, embolorou-se e hoje o Brasil deu ares de que deseja ressuscitá-lo. Caso os EUA cedam seus turbofans que se encontram em seus velhos celeiros abandonados, haverá a possibilidade de montá-lo, só que há um porém preocupante: será que funcionará a contento? Não esteve sob a ameaça de um MIG soviético e tão pouco foi utilizado em confrontos internacionais. Já sei: será utilizado como “boi de piranha”. De SAAB não existe nada ali, afinal essa marca só fabrica veículos automotores e jamais se envolveu em incursões aéreas. Dizem por aí que os velhos e ultrapassados JAS 39 que foram utilizados nos conflitos árabes e que apanharam até dizerem “chega”, nada mais são que os precursores do nosso “estonteante” Gripen NG. Dizer que o Ministro Celso Amorim é ingênuo, estaria cometendo um sacrilégio, afinal, ele já mostrou serviços em outras áreas do governo. Acho que é apenas a pessoa certa no lugar errado, como um Delfim Neto atirado de pára-quedas no Ministério da Agricultura.

  196. Robson Takeo disse:

    É isso mesmo Sakamoto, Delfim Neto teve uma charge famosa transcrita em um dos jornais que circularam na época, onde ele perguntava onde estaria o “pamonhal ou a árvore que produzia pamonhas”, uma nítida alusão à “pessoa certa que se encontrava no lugar errado”. Isso acontece muito nesse país e o resultado é esse que presenciamos: AUSÊNCIA DE CRITÉRIO TECNICO. O Saab Gripen NG há muito deixou de ser uma aeronave multifunções para um país continental como o Brasil, principalmente por ser uma tecnologia ultrapassada e de segunda geração. Infelizmente para o Ministro Celso Amorim, houve um excesso de tempo para essa escolha e, talvez, pela exposição longa ao sol, ocorreu uma insolação, deixando-o “fora de nexo”. Uma escolha “doentia”e não “evolucionista”, como diz o nosso caro e inestimável amigo Carlos Ferreira. Vamos continuar vagando nesse famosíssimo blog em busca de uma aeronave de quinta geração, afinal, o sonhar faz muito bem ao ego. Os meus pêsames ao Ministro da Defesa e principalmente ao Sr. Saito que foi levado a apoiar esse engodo. A FAB merecia algo melhor, sem sombra de dúvidas, afinal, sua responsabilidade todos conhecem ou “quase todos” compartilham. Tem-se plena consciência desse descaso com a Força Aérea Brasileira desde os primórdios de sua vida útil, mais que isso seria desnecessário para simples mortais. O governo sim, esse precisa escolher e pisar em terreno firme. O Brasil grita por melhores rumos. FAB ao nível das instalações preteridas pela FIFA, essa sim seria a retórica para esse fim de ano. Abraços.

  197. O JAS 39, vulgo: SAAB Gripen NG necessitará das mãos miraculosas da EMBRAER se quiser ter fôlego e aclimatação para esse imenso país continental. Celso Amorim preferirá as areias das praias de Guarujá-SP, afinal, sua estadia no Ministério da Defesa só lhe causou uma grave gastrite e a triste ufania de escolher esse monoturbinado para a FAB. Amizade à parte, o japa Saito saiu rindo amarelo dessa penosa realidade. Em minha sã consciência achava que quando voltasse à Pirassununga-SP, minha terra natal, encontraria um Sukhoi T-50, de quinta geração, estacionado no hangar mais próximo ou mesmo um Dassault Rafale F-4, mas essa latinha de sardinha enferrujada, chamada de “Gripen”jamais estaria em minhas pretensões como Engenheiro Aeronáutico. Chamo a isso de “fim de linha”. Meus sinceros pesares ao Brasil, a pátria que amo com paixão.

  198. A diferença entre o que o Brasil exporta e importa, ou seja, o seu saldo comercial fechou em 2013 com o pior resultado em 13 (treze anos), com um superávit de 2,56 bilhões de dólares, portanto, não cabe aqui discutir os feitos do PT na economia brasileira que foram caóticos e tão pouco a má escolha de seu caça de segunda geração. Se há uma má gestão, certamente tudo influirá no restante. O que não se admite é que o Ministro Celso Amorim e o Comandante Saito não tenham pesado suas ações e os impactos futuros provenientes dessa diretriz, aumentando o vazio do espaço aéreo brasileiro em termos de defesa. Quando uma aeronave é escolhida, todo um aparato é modificado em função de se melhorar seu desempenho e os centros de comunicações, como também os de decisões, se tornarão específicos para aquele tipo de plataforma. Se for uma aeronave ultrapassada, de segunda geração, o aparato montado em torno da mesma se tornará obsoleto, envelhecendo todo o sistema em curto espaço de tempo. Quando em um futuro muito próximo se optar por caças de gerações maiores todo esse complexo terá que ser substituído e o Brasil estará na estaca zero em termos dissuasivos. Uma lástima pensando-se na precocidade de tudo isso. Não vejo diferença significante entre um AMX A-1M com “upgrade” da EMBRAER e um Saab Gripen NG adquirido recentemente e esse aspecto se torna assustador ao olharmos para o mundo ao redor. As previsões ditam que haverá escassez mundial de água em 2025 e já assistimos a isso quando nos referimos aos alimentos. O petróleo já é ponto pacífico em termos de escassez e abrangência. Somente isso é suficiente para que o país se resguarde. Temos pela frente um futuro complicado e visivelmente desfavorável ao Brasil que possui todas essas fontes em abundância. Uma má gestão, uma má escolha e um caos em termos de futuro. Meus pêsames aos nossos dirigentes.

  199. Ruy Galatti disse:

    Vejo aqui poucas palavras de ordem que contradigam Saito, Amorim e Dilma. O brasileiro é cético e se aquieta frente às decisões que envolvem a FAB brasileira, onde o poderio dissuasivo deve e precisa ser áspero, objetivo e instigante frente à opinião pública mundial. O Brasil precisa se armar se quiser ter respeito lá fora. Optar pelo JAS-39 ou Gripen NG para alguns, foi a pior decisão que o governo brasileiro tomou nesses 15 (quinze) anos de FX2. Em sã consciência duvido que o Ministro Celso Amorim tenha permanecido satisfeito com essa decisão estúpida tomada que desconsertou até mesmo a mídia sueca frente à decisão brasileira de pilotar o Gripen NG à partir de 2014. Uma afronta ao bom senso.

    • Carlos Ferreira disse:

      Nós tempos discutido bastante aqui a questão do elemento aéreo de defesa, no caso o caça, mas estamos deixando fora de nossas discussões aquele que está se transformando hoje no verdadeiro vetor dissuasório contra incursões aeroespaciais inimigas: sistema de defesa antiaérea, baseado em baterias móveis de mísseis cobrindo as faixas de curta, média e longa distância. Em relação à sistemas antiaéreos, estamos com equipamentos da década de 60, isto é: totalmente indefesos!
      Que tal começarmos a discutir também esta dimensão da defesa aérea?
      Forte abraço,
      Carlos

  200. O SAAB Gripen NG tem uma leve semelhança com o Typhoon europeu, aliás apenas se diferencia pela turbina e também pela envergadura menor. É uma plataforma até bem interessante e o que peca é a mono turbina que o impulsiona pouco em relação aos aviões caças de quinta geração. A EMBRAER poderá melhorá-lo adicionando a segunda turbina. A Suécia não possui um “now how” de combate por ser um país pacifista, mas, sua indústria é fantástica e em termos qualitativos e com certeza vai apresentar um bom diferencial ao Brasil. A escolha acabou sendo de míopes quanto ao futuro aeronáutico de combate, mas, o Brasil se souber absorver e administrar isso, poderá sair com um bom saldo positivo. Sou otimista e menos reativo a essa escolha.

  201. Meu caro e inestimável amigo Carlos Ferreira, bom dia! Melhor que baterias antiaéreas de curto, médio e longo alcance seriam satélites militares bem posicionados e bem monitorados que demonstrariam com precisão onde estaria o inimigo e como combatê-lo. Realmente equipamentos da década de 1960, que necessitavam de tempo para aquecer suas válvulas e que serviam para detectar aviões a hélices, não poderiam de forma alguma detectar os atuais caças supersônicos stealth. Estamos em uma nova era e é por isso que há um verdadeiro “auê” em torno da compra do SAAB Gripen NG, uma plataforma de segunda geração totalmente obsoleta e que trará ao Brasil um imenso atraso tecnológico. Quantas vezes haverá a necessidade de se mexer em todo o aparato de apoio aéreo até que se traga uma tecnologia de quinta geração? Deixo aqui um grave alerta: amanhã a quinta geração já poderá ser uma sexta, sétima ou uma oitava evolução do que já temos hoje e esse Gripen de segunda geração que o Brasil abraça hoje será apenas uma pipa que a garotada quererá soltar ou uma lata de sardinha enferrujando no hangar, nada mais que isso. Quando se adquire uma plataforma de defesa os passos dados se refletirão no futuro e isso é notório, não há como esconder o fiasco, o “elefante branco”.

    • Carlos Ferreira disse:

      Rogério, a questão do satélite, bem trazida por você mostra o descaso da nossa sociedade com as questões de defesa. Por exemplo: as telecomunicações instaladas no Brasil pela Embratel, trabalho árduo e recursos de gerações, eram motivo de orgulho, com suas antenas de rastreamentos em Itaboraí-RJ e satélites próprios. O que fizeram (FHC I&II), entregaram tudo à empresas estrangeiras. Hoje toda e qualquer tipo de comunicação via satélite do ou para o Brasil, inclusive a de Governo, militar ou diplomática, depende do sr. Carlos Slim, mexicano, dono da Embratel; Claro; NET e Sky ou DirecTV. O mais incrível é que não houve sequer um pio contra tamanho comprometimento da nossa soberania, justo por quem jurou garantí-la, muito pelo contrário a mídia do pensamento único manchetou seu ufanismo sobre a excelência do processo e a grandiosidade do futuro que nos aguardava. O que temos hoje, toda as empresas de telecomunicações operando no Brasil são estrangeiras ou por elas controladas. Temos um serviço péssimo e pagamos a maior tarifa do mundo! Isto afeta diretamente a capacidade de comunicação, a estratégia de defesa. Mas quase ninguém percebe esta dimensão do problema.
      Parece que agora, isto é, em 2016, teremos um satélite próprio, tipo “Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas” (SGDC), coordenado/operado pela empresa Visiona (Telebras + Embraer). Participam as empresas francesas: Thales Alenia Space, fornecendo o satélite e Arianespace, responsável pelo lançamento.
      A cobertura satélite a qual você se referiu estará inserida no chamado: “Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz), em fase final de concepção no MD.
      Quanto às baterias antiaéreas, espero que logo tenhamos uma meia dúzia de Pantsyr S1 russos, o problema é o alcance limitado (20 km de alcance e 15 km de teto operacional). Melhor seriam alguns sistemas S-300 também russos, mas aí o buraco é mais embaixo e dificilmente teríamos autorização para tal.
      Forte abraço,
      Carlos

  202. A palavra mais apropriada para essa escolha impensada do SAAB Gripen NG é: PICHOTAGEM. Foram 15 (quinze) anos de FX jogados fora. Não se optou pelo Boeing F-18 Super Hornet por conta da espionagem americana em cima de Dilma, uma atitude infantil onde o pai pega a criança fazendo arte e a reprime. O fator técnico na escolha da plataforma de ataque e defesa não pode de forma alguma estar ligada politicamente atropelando fatos que extrapolam o lado tecnológico da questão. Colocar a FAB com um Gripen NG nas mãos e pedir-lhe que patrulhe as fronteiras brasileiras é pura covardia. O Ministro Celso Amorim fala de cabeça baixa à imprensa, indício forte de contrariedade e depressão. Ele sabe que a coisa foi mal, que será difícil digeri-la daqui para frente. Os “offset” advindos no pacote não compensam o crime por serem tecnologias retrógradas (segunda geração) e continua no ar a velha sensação de descaso com a FAB. Desculpas sempre aparecem: 1-Hora de vôo mais barata; 2-Volume alar compatível com o porta-aviões NAe São Paulo; 3-Facilidade de adaptação na pilotagem; 4-Transferência irrestrita de tecnologias….Em um mundo moderno onde a tecnologia de ponta faz a diferença, principalmente no que tange ao sistema defensivo, fica aqui o vazio ao se deparar com essa escolha, não se sabe o porque de tamanho descaso nessa opção e a falta de visão futurística dos dirigentes desse país. Um ZERO à esquerda.

  203. O Ministro da Defesa Celso Amorim se enganou, acreditou que estaria adquirindo um composto virulento que provocava gripe no inimigo (Gripen) e se desfará da compra, para a alegria do brasileiro. Dilma se desculpará com o consulado e dirá que Amorim estava com amnésia por causa do calor. A imprensa sueca que se assustou com a aquisição do Brasil, logo dirá que ainda bem que foi um engano, ela achava que “o Brasil tinha ficado louco” e já estava preparando algumas doses de Prozac para o Amorim. Quando souberam que tinham ganhado a concorrência os dirigentes suecos disseram: – E agora, o que faremos? Precisamos achar aquela maquete custe o que custar!…Será que eles desconfiariam se mandássemos um “teco-teco”? NG é uma sigla que quer dizer: Nada Garantido. A SAAB estava estupefata: Não sabia de nada e nunca desenhou uma aeronave (onde eles inventaram essa de avião?). Enquanto eles procuram os papéis, Dilma faz biquinho para o Obama: -Estou de mau!…

  204. Quando o Brasil faz opção por algum artefato bélico, toda a comunidade internacional tem o olhar complacente e sabe que aquele produto não é certamente um “top 10”. Acontece isso porque não há seriedade em se avaliar criteriosamente esse ou aquele componente, testando-o exaustivamente. Quando houve a abertura da concorrência de aviões caças (FX), o Brasil deveria ter exigido que cada país deixasse em solo brasileiro uma aeronave para um “best drive”antes que se posicionasse favorável a essa ou aquela plataforma. Os engenheiros aeronáuticos da EMBRAER deveriam estar envolvidos até o pescoço para definir os laudos tecnicos, o que não aconteceu. Designaria os melhores pilotos para esse fim, dando-lhes cobertura plena e cada hora/vôo seria avaliada criteriosamente. Todos os detalhes seriam computados para um posterior confronto técnico. Essa escolha do SAAB Gripen NG foi grotesca, primeiro porque não existe aeronave (nem sequer um protótipo) e segundo, porque a aeronave escolhida não passou por testes aéreos ou de combates ou atuou em conflitos internacionais. Esse emaranhado existente nesse consórcio complica ainda mais sua flexibilidade. É uma decisão estranha e longe de produzir bons frutos ao Brasil. Todos sabemos que é uma aeronave de segunda geração e essa tecnologia ultrapassada já temos nos hangares da FAB, precisávamos sim, de um novo contexto, de uma plataforma de quinta geração e com um potencial dissuasivo irrepreensível. O corredor aéreo de defesa territorial é amplo e há uma imensa lacuna para se patrulhar. Sinceramente não sei o que vai na cabeça de Celso Amorim e muito menos de Dilma Rousseff. Essa decisão técnica ou política se tornou absurdamente conflitante perante a opinião pública que lê, estuda e discute aeronáutica. A chance que a FAB teve de ganhar um poder dissuasivo para estabelecer uma soberania nacional consistente se esfacelou brutalmente. Pintou-se um horizonte com a ausência de tons futurísticos e desenvolvimentistas, como desejariam o guru Carlos Ferreira e seus seguidores. Morre aqui um grande sonho onde a tecnologia de ponta sempre esteve presente. A triste realidade e a sensação de perda permanece no ar. Um bom dia à todos!….

    • Carlos Ferreira disse:

      Ronaldo, a Índia fez exatamente isto no seu programa M-MRCA para escolha do novo caça estratégico, vencido pelo Rafale,.
      Quanto à decisão, como já escrevi em resposta ao comentário do Rubens Sakamoto, eu acredito que foi uma decisão de acomodação, função da nossa real limitação em tomar decisões independentes em áreas sensíveis ao controle geopolítico, com as questões de tecnologia de ponta envolvidas com defesa.
      Quanto ao Ministro Celso Amorim, eu gostaria de lembrar que foi ele junto com o Ministro Samuel Pinheiro Guimarães, sob o governo Lula, que mudaram a face política externa brasileira de uma postura subalterna e de alinhamento automático com os países centrais, praticada nos governos FHC, para outra forma de inserção afirmativa de projeção e alianças no cenário internacional. Haja vista a formação do G20, BRICS, IBAS e na própria ONU, atuações de comando no Haiti e no Líbano-UNIFIL. Tudo isto apesar da forte campanha de e descrédito praticada pelo oligopólio midiático antipatriótico existente.
      Por confiar no Ministro Celso Amorim, eu realmente acredito que tão logo existam as condições políticas necessárias, o Brasil será incluído no Programa T-50, que será o verdadeiro vetor de supremacia área, baseado em Anápolis, ficando o Gripen JAS 39 E/F (Gripen NG) como a aeronave principal de missão, baseado nos outros centros de defesa aérea.
      Forte abraço,
      Carlos
      Ver o post: http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/carlosferreira/2013/10/16/ministro-russo-chega-ao-brasil-para-propor-producao-conjunta-do-caca-de-quinta-geracao-t-50/

  205. Não é Celso Amorim ou Dilma Rousseff que estará no manche ou no cockpit do SAAB Gripen NG, será todo o Brasil, todo o brasileiro, cada um de nós em cada piloto da FAB. Um país não faz verão sozinho e jamais será alguma coisa se não houver amor à pátria, ao solo, ao horizonte, à vida nascida naquele espaço, as cores, o cheiro, o verde, a luz. O PT não fez com que o Brasil decolasse e não trouxe à sua população o vigor necessário para que houvesse esperança, segurança e princípios de cidadania. Não se vive de promessas; não se vive de vazios; não se vive de inverdades; não se vive em ambientes individualistas; onde há corrupção não há felicidade; onde há formação de quadrilha, não há ações desenvolvimentistas; onde o futuro se torna distante ou incerto, há sempre um vazio estonteante; onde há roubo, há carências e aridez. Um país se forma com princípios e esses princípios nada mais são que berço, educação e honestidade. Não há como se ter bases sem que os traçados de engenharia sejam seguidos. Nada se faz sem projetos. Nada se constrói sem que hajam sonhos ou vontade política. Com os aviões cacas suecos voaremos mas, com certeza, será apenas um vôo de reconhecimento e jamais com capacidade dissuasiva. Fazer o que o brasileiro quer e necessita com sua soberania nacional é o âmago da questão. Quando os políticos se conscientizarem que estão ali representando o povo e seus respectivos desejos, tudo será diferente, com certeza.

    • Carlos Ferreira disse:

      Rovilson,o problema da deterioração e descaso com as nossas FFAA, a Pátria e nosso Povo, começou com Collor em 1990 e atingiu o seu apogeu os governos do nos governos FHC I & II, quando todos os investimentos militares foram cancelados, os principais programas de desenvolvimento seja o SNB ou O VLS, bem como aquele referente aos mísseis, foram pro ralo. Acompanho o Programa do SNB, iniciado nos anos 70. Te digo, se não fôsse FHC o 1º já estaria incorporado a MB. Lembre que FHC defendia a não existência de fronteiras nacionais e o fim das FFAA, pois a segurança do País passaria a ser feita pelos EUA e a Aliança do Norte. Procure ler o que FHC disse sobre o Sete de Setembro. Sugiro também a leitura do livro recém lançado: “Operação Banqueiro”, do jornalista Rubens Valente.
      O objetivo deste blog não é discutir política partidária e sim o Brasil, sob o conceito Desenvolvimentista e Nacionalista, com Soberania e Justiça Social.
      Sdçs,
      Carlos

  206. Quando olhamos para os lados e nos deparamos com a crise mundial e os cálculos mediáticos e inexpressivos de Guido Mantega & companhia, não conseguimos vislumbrar alguma luz ao Brasil. Politicamente e economicamente o país se encontra a pé, há muito a se fazer pelo mesmo e sua população. As poucas propostas que o PT fez no mundo desenvolvimentista ficaram no papel e algum passo sempre tropeçava na Improbidade Administrativa, na Corrupção Ativa e Formação de Quadrilha, onde era desviado dinheiro público e o STF conseguiu colocar isso a pratos limpos muito após esses acontecimentos, embora saibamos que há muito mais a se desvendar. O próprio Lula ainda não prestou contas ao Ministério Público. Enfim, tudo a prestação. Um SAAB Gripen NG é um vetor apropriado a essa anarquia, a essa falta de critério e comprometimento com nossa pátria querida. A FAB mais uma vez fica na mão e não tem poder dissuasivo para desestimular o inimigo em sua possível e futura empreitada. Soberania Nacional, essa não é levada a sério. O nosso editor, muito bem intencionado, Sr. Carlos Ferreira, comenta sobre o T-50 e sua possível presença em território brasileiro, só que isso dependerá do governo e esse pensamento não é compartilhado com o alto escalão e nem com a FAB. Há muita água a passar sob a ponte. Certamente um outro FX será iniciado ou nunca cogitado. O assunto morreu à partir da aquisição da plataforma sueca. Fechou-se as portas aos visitantes.

  207. Ministro Celso Amorim: o NAe São Paulo estará melhor servido com o Mc Donnell Douglas A-4 Skyhawk que já se encontra incorporado a seu aparato operacional. É um excelente vetor monoturbinado, também de segunda geração. Já passou pelo “upgrade” da Embraer e encontra-se em condições de realizar vôos de reconhecimento. Não precisava gastar com o SAAB Gripen NG, segunda geração, para fazer à mesma coisa. Agora se o senhor quer realmente um avião caça que além dos vôos de reconhecimento faz a patrulha marítima com seriedade e com potencial de combate, anote seu nome por favor: Dassault Rafale F-4 B, de quarta geração e já possui o famoso radar AESA, que o senhor possivelmente tenha ouvido falar. A sigla B demonstra que seu trem de pouso é mais reforçado e apropriado para porta-aviões. Seu empuxo é maior por possuir 02 (duas) turbinas e isso é excelente para a sua decolagem em porta-aviões. Um detalhe muito importante: Já participou de combates. Deu para clarear as idéias? Um abraço.

  208. SAAB Gripen NG / JAS-39, um marco de incompetência brasileira na escolha de seu guardião tecnológico do século XXI. Quando se estabeleceu que o FX seria definido, o Ministro Celso Amorim deveria comunicar às partes envolvidas, ou seja, Dassault, SAAB e Boeing, que impreterivelmente daria prioridade à plataforma mais nova, com tecnologia mais atual e que essa aeronave deveria ser de volume alar menor, com potencial de dissuasão maior, com boa autonomia, bom empuxo e que já deveria ter passado por testes em conflitos internacionais. Entre as três tecnologias apresentadas nesse programa de reaparelhamento da FAB, a única que realmente fugia dessas características era o Gripen NG. O Brasil é um país difícil de ser patrulhado pela sua imensa extensão e complexidade. O ideal é que a aeronave fosse biplace para diminuir os custos de hora / vôo e por se tratar de um país continental, o segundo piloto estaria no manche alternadamente, podendo também ser um observatório de apoio. Faltou cabeça ou um potencial visionário maior.

    • Carlos Ferreira disse:

      Prezado Ronaldo, muito apropriada a sua observação a respeito da utilização de caças biplaces. Realmente esta é uma forte tendência atual, principalmente em função do grande volume de informações e sistemas a serem gerenciados. Visa não somente a redução da carga de trabalho do piloto, como também na ampliação do envelope de missão.
      Quanto à relação autonomia/dimensões continentais do Brasil importante na equação, a solução é a disposição de aeronaves cobrindo as diversas regiões, como hoje praticado com os F-5M, bem como a utilização de REVO.
      Quanto ao empuxo, com o novo propulsor General Electric F -404, capaz de gerar a excepcional relação peso/potência de 1,08, sua performance está assegurada, mesmo quando em subida vertical.
      Quanto a ter sido provado em combate, o único a ostentar tal credencial é o F/A-18E/F Super Hornet, pois convenhamos a ação na Líbia (estréia do Rafale), com seu sistema de defesa aéreo fornecido pelos ingleses inoperante, bem como a ação no Mali, nada provam efetivamente sobre o que é um duro combate aéreo efetivo.
      Na verdade, contra a única potência com capacidade e meios efetivos para nos atacar, sabidamente não teríamos qualquer chance de vitória, daí o conceito de dissuasão, isto é: cabe ao eventual agressor avaliar a relação custo/benefício de sua ação.
      Uma característica interessante do Gripen JAS-39 é a capacidade de atuar de forma autônoma de pistas curtas (500 m/350m) sem grandes preparos, o que lhe proporciona uma importante flexibilidade operacional em um ambiente assimétrico, podendo operar a partir de trechos de rodovias, desdobrado para áreas seguras e aleatórias.
      A nossa FAB e o MD, a quem coube efetivamente a decisão pela aeronave escolhida, possuem em suas áreas decisórias profissionais e estrategistas altamente qualificados e experientes, com grande amor a Pátria e pleno compromisso com o dever de protegê-la da melhor maneira possível. Assim, seria ingênuo acreditarmos que decisão de tamanha responsabilidade e complexidade foi tomada de forma irresponsável ou pueril.
      Reafirmo minha total confiança no Ministro Celso Amorim e na FAB.
      Forte abraço,
      Carlos Ferreira

  209. 4,5 bilhões por 36 caças SAAB Gripen NG, envolto em um imenso consórcio, uma tecnologia já envelhecida e, por incrível que pareça, após 12 anos de FX, para ainda se entregar essa barganha em fins de 2018. Três pessoas estão envolvidas nesse processo: Juniti Saito da FAB, o Ministro da Defesa Celso Amorim e a Presidente Dilma Rousseff, sem contar, é claro, com todos os acessores de cada área do governo que se encontravam ali para opinar. Será que nenhuma dessas pessoas viram que estavam entrando em um “balaio de gatos”? De que vale uma negociação de plataformas de segunda geração, se as aeronaves de quinta geração já estão atuantes em outros países, já envelhecendo e com possibilidade de serem substituídas por gerações mais modernas? A FAB não teria que estar no mesmo padrão desses países? A ingenuidade e a falta de visão futurística jamais deveriam estar em meio a esse escalão. Serão essas mesmas pessoas que definirão as posições das pedras no tabuleiro em uma possível e futura invasão territorial? O que esperar de tudo isso? Há cabeças pensantes como o nosso inestimável interlocutor desse blog, sr. Carlos Ferreira, mas há também esse finíssimo fio que a qualquer momento poderá se romper. A FAB não está preparada para uma dissuasão ou para enfrentar aeronaves “stealth” inimigas, de quinta geração, com velocidades hipersônicas e armadas até os dentes. Não há como conter um inimigo bem equipado, conhecedor do seu campo de batalha e com uma estratégia militar irrepreensível.

  210. Entre as três plataformas envolvidas nesse FX brasileiro, a mais próxima do ideal seria o Boeing F/A-18E/F Super Hornet, com duas turbinas F414-GE-400 e potência de 97,9 KN, desenvolvendo a velocidade hipersônica de Mach 1.8+ e, ainda, autonomia de 2.346 Km, muito importante para um país continental como o Brasil. Sua envergadura não é tão grande como dizem e atinge apenas 13,62 m. A grande vantagem é a metralhadora Vulcan M61-A1 de 20 mm e o imenso arsenal de mísseis e bombas que pode carregar sob as asas. Uma outra variante dessa plataforma seria o EA-18G Growler, com acréscimo de tecnologias computadorizadas importantes para os combates ar/terra à distância e multipontuais a laser. O piloto passa a ter em mãos um verdadeiro videogame de ataque e defesa. Esse avanço seria muito bem vindo à FAB que se encontra muito aquém das tecnologias de vanguarda, principalmente com o SAAB Gripen NG / JAS 39 atualmente nos seus hangares. Infelizmente quem opta por tecnologias aéreas de segunda geração na atualidade, nem precisa sair dos hangares para conferir sua derrota. O Ministro da Defesa Brasileira é a pessoa certa no lugar errado com certeza e quem entende de aviação de combate e não enxerga isso, não quer encarar a dura realidade de frente. Nossa Soberania Nacional continua ameaçada como sempre, assim como nosso corredor aéreo. O governo brasileiro, assim como, a própria FAB, faz o possível e o impossível para tapar esse sol com peneira. Dizer que o país possui uma Força Aérea sem expressão e que a utiliza apenas para shows públicos seria a lógica após essa atual aquisição, mas dizer que possui uma força de dissuasão competente e objetiva é um outro parâmetro totalmente oposto e que o Brasil precisa a todo o custo alçar. Doze anos totalmente perdidos nesse moroso FX e totalmente destituído de lógica, atitude, raciocínio e tecnologia. O melhor a se fazer nesse blog maravilhoso do senhor Carlos Ferreira é parabenizá-lo pelas palavras aqui ditas e, por outro lado, desejar os meus sinceros pêsames ao Ministro Celso Amorim por sua visão embotada ao escolher essa plataforma retrógrada que antes de entrar em nosso território já se tornou obsoleta e irremediavelmente destituída de qualificação no cenário mundial.

  211. O Chengdu J-20 chinês, de quinta geração, possui uma passagem não muito glamorosa no meio aeronáutico de defesa, em detrimento a espionagem tecnológica de um F-117 Nighthawk norte-americano abatido na Sérvia, servindo de réplica na fabricação do primeiro stealth oriental e pegando de surpresa toda a imprensa internacional. É uma aeronave imensa, bem maior que o F-22 Raptor e também o Sukhoi T-50. Há uma semelhança com os MiG 1.42, que voaram nos anos 90, com asas em delta, canards dianteiros, lemes e barbatanas ventrais. O denteamento nas saídas das turbinas demonstram que a cópia obedeceu rigorosamente os padrões estabelecidos pelas indústrias aeronáuticas dos E.U.A. na redução do RCS ou da assinatura radar. Houve também o desenvolvimento de um míssil cruise stealth oriundo do programa do B-2, que deu o que falar. Realidade ou não, os “shing-ling” possuem um histórico em produzir réplicas e sabemos que a qualidade sempre foi o “calcanhar de Aquiles”desses Mandarins. Hoje ao produzirem satélites, inclusive para o Brasil, deixam também a desejar. Que toda essa parafernália não caia um dia em nossas cabeças. Queiramos ou não, o mundo ainda se encontra nas mãos dos americanos e isso não é nada bom para a soberania de um país.

  212. Carlos Ferreira, bom dia! Parabéns pelo seu maravilhoso blog. Li sobre as causas políticas envoltas na aquisição do SAAB Gripen NG, recomendado por você e, achei até interessante, há uma gama de contextos que realmente devem ser analisados. Dilma Rousseff agiu conforme um político agiria, frente a esses últimos acontecimentos de espionagem relatadas por Snowden. É aquela velha história de brigas de cônjuges onde há a separação e o marido, já com seus sessenta anos, dispõe de todos os seus bens para deixar a esposa e filhos tranqüilos, tudo certo, nada mais bonito, tudo foi muito honesto, na paz, mas e aí? E depois disso? O que fazer? Onde ir? Começar tudo de novo com essa idade? Para o fator político na aquisição da plataforma sueca foi realmente um ganho, mas para o fator tecnológico, para o fator de dissuasão, para o rejuvenescimento da FAB, foi um caos a aquisição desse avião de combate de segunda geração. Acredito que houve mais perdas, que ganhos. A FAB inicia uma fase que poderia ser chamada de renovação, de substituição, de aperfeiçoamento, de crescimento tecnológico, para uma fase de “estaca zero”. O sorriso é amarelo com certeza e sabe-se que a perda foi substancial ao país. A opção política de se sobrepujar o respaldo tecnológico, para mostrar à Obama insatisfação com o ocorrido, com certeza foi um tiro que saiu pela culatra. Os EUA não estão nem aí para o Brasil e para eles, esse país sempre foi a “república das bananas”, que nem sabem onde é e se a Amazônia faz parte ou não de nosso território. Ainda acham que as cidades no Brasil possuem matas enormes, com cobras e bichos perambulando pelas ruas. A Boeing não perdeu tanto assim como dizem e acho que quem realmente perdeu foi a Dassault francesa que estava com o caixa baixo e próximo a uma falência. Acredito piamente que o Rafale F4 tenha sido a melhor opção desse FX brasileiro, embora o preço fosse singular e merecesse um empenho maior do Brasil na negociação. A Franca estava fazendo o seu papel, cabia ao Brasil regatear como fez a India. O que acho estranho é o Brasil participar do BRICs e não aproveitar essa ocasião para buscar uma parceria nessa aquisição e diminuir o custo final do produto. Faltou foco e é esse detalhe que todos nós cobramos do Ministro Celso Amorim.

    • Carlos Ferreira disse:

      Rubens, sua análise está perfeita. Reforçando seus argumentos, gostaria de acrescentar:
       Realmente para a Boeing, a venda de alguns poucos F/A-18 E/F Super Hornet, já em final de produção nada a afetará. Talvez os últimos a serem fabricados sejam aqueles para a Austrália. Esta aeronave logo será substituída pelos Lockheed Martin F-35C Lightning II. O interesse dos EUA verdade estava associado à manutenção da dependência geoestratégica.
       Como já expressei diversas vezes, na minha opinião, a melhor aeronave dentre os 3 finalistas, era o Rafale. Mas faltou a França uma visão geopolítica e estratégica de médio e longo prazo, pois sabidamente a França não terá recursos para manter sua indústria militar, sem estar associada a um parceiro com as características necessárias a tal continuidade. A França não tem os recursos nem a demanda necessária para manter uma indústria de defesa no estado-da-arte, principalmente a aeroespacial. Vai acabar como a Inglaterra, isto é: dependente dos EUA ou de consórcio com outros países europeus. Não há espaço a Dassault e a EADS desenvolverem aeronaves militares de alto desempenho, separadamente. A França errou feio, talvez pela nova postura implantada a partir da gestão Sarkozy de se aliar incondicionalmente ao esquema EUA/Aliança do Norte.
       Da Índia eles não poderão esperar o parceiro vital, pois trata-se de um país cuja indústria de defesa, cada vez melhor, foi e continua sendo apoiada na transferência de tecnologia (total) soviética/russa.
       A era de pequenos países (território e população) serem grandes potências militares, a exemplo da Inglaterra, Alemanha e Japão, findou com a da II Guerra Mundial. Hoje os únicos países com tal possibilidade são os EUA (ainda o Hegemon), a China, a Rússia e a Índia, em consolidação, e o Brasil tendo tal potencial, mas sem visão e interesse de sua classe dirigente, continua como promessa.
       Uma aliança plena e preferencial com o Brasil garantiria à França a sobrevivência e independência da indústria militar francesa. Com toda certeza foram os grandes perdedores.
       Quanto ao desenvolvimento no âmbito dos BRICS, sugiro acessar os links abaixo.
      Forte abraço,
      Carlos Ferreira

      MINISTRO RUSSO CHEGA AO BRASIL PARA PROPOR PRODUÇÃO CONJUNTA DO CAÇA DE QUINTA GERAÇÃO T-50
      http://www.diariodarussia.com.br/programas/voz-da-russia/2014/01/programa-2-entrevista-eduardo-brick/

  213. O Consórcio SAAB Gripen NG há muito se encontrava nas Bolsas européias e americanas para se tentar vender ações e tornar viável a plataforma de combate, que ainda não tinha saído das pranchetas dos engenheiros aeronáuticos e se tornado um protótipo. Existia um modelo chamado JAS-39C, de primeira geração, utilizado na Líbia, que seria a precursora desse projeto de segunda geração e que permaneceu como um modelo disponível ao comprador do Gripen NG, que deseja ver o produto que compra. O tempo foi passando e os ânimos quanto a sua fabricação foram minando. Na verdade o projeto não vingou. Passou-se o tempo e o Gripen NG não tinha potencial para concorrer com os aviões caças de terceira geração que já surgiam no mercado europeu, como o Thyfoon e o Rafale. Quando surgiu no mercado aeronáutico a plataforma F/A-18 E/F Super Hornet, da americana Boeing, houve o abafamento de vez da plataforma sueca e a fina linha de sobrevida da mesma no mercado praticamente se rompeu. O Brasil no seu FX e sempre na contramão do que exige o mercado aeronáutico de defesa, voltou-se para esse avião caça retrógrado e com todo esse consórcio a tira-colo. A tabua de salvação que faltava aos investidores. Os próprios dirigentes e a imprensa sueca ficaram estupefatos com a escolha que, para eles, seria improvável perante os concorrentes de terceira geração. No Brasil tudo é possível e até um diplomata que não tem nada a ver com a aeronáutica, chega a ocupar a cadeira de Ministro da Defesa. Degaulle já dizia muito anteriormente que “o Brasil não era sério” e isso, infelizmente, se confirma a cada momento de decisões importantes ao país envolvendo nossos representantes. Precisa dizer algo mais, se é um fato político ou técnico?

  214. Lê-se THYPHOON, por favor!. Desculpem-me esse lapso.

  215. “O caricato fez a caricatura da caricatura e se tornou o primeiro caricato a caricaturar a caricatura”. É mais ou menos isso que aconteceu com nosso extraordinário FX, que caminhou por doze anos no limbo, sem definir o que queria ou precisaria para a recomposição da FAB. O resultado final foi “caricaturesco”. Esperávamos um desenho e veio um rascunho. O Japão e a Índia sabiam perfeitamente o que queriam: POTENCIAL DE DISSUASÃO. Antes que uma guerra se inicie, é melhor pará-la. Mostrar os músculos desestimula os adversários e “tudo fica como estava”, essa é a tônica atual. O Brasil ainda não assimilou essa conjectura e se perde nesse contexto.

  216. Robson Mattos disse:

    Acho que os olhos do sr Juniti Saito ainda não se abriram e os seus ouvidos estavam tampados quando Celso Amorim disse à toda a imprensa que o SAAB Gripen NG é o caça mais avançado do mundo. Como pode um Ministro da Defesa ser tão desinformado assim? Estamos na quinta geração de caças e ele ainda se encontra no “tempo do onça”, enaltecendo uma plataforma de segunda geração. Charles De Gaulle disse coisas que tivemos que engolir sobre nossas decisões políticas e só não podemos continuar na ignorância aceitando que nossos dirigentes digam inverdades como essas por aí.

  217. Discute-se aqui uma forma de se explicar o inexplicável, pois a politicagem varreu a possibilidade de se escolher tecnicamente um vetor compatível nesse famigerado FX brasileiro. Aliás, diga-se de passagem, nenhum dos três vetores eram compatíveis com as exigências do século XXI para ataque e defesa. Todos os aviões caças apresentados eram de segunda e terceira gerações, o que não condiz com a tecnologia stealth, de quinta geração, que cruza os céus de norte a sul no globo terrestre. Os EUA já voam a 20.000 Km/h no HTV-2, uma velocidade impensável no transcorrer da guerra fria entre EUA e a antiga União Soviética. O século XXI exigirá mais tecnologia e as guerras já estão ocorrendo aos nossos olhos de uma forma pouco convencional e vemos constantemente “cabos de guerra” sendo disputados entre um continente e outro. Músculos são expostos diariamente sem que os arsenais sejam acionados de uma forma mais contundente. Sabe-se que a Rússia e EUA há muito possuem tecnologias suficientes para aniquilar a vida no globo terrestre. Há uma consciência global de não proliferação de armas nucleares, mas muitos países já fazem parte do bloco detentor dessa tecnologia, inclusive o Brasil. Ogivas caminham no mercado negro e chegam a galope em qualquer terreno. O que falta ao governo brasileiro é investir em tecnologias de alto impacto na defesa territorial e mostrar ao mundo que se encontra preparado para qualquer ofensiva ou contra-ofensiva, desestimulando ações que visem desestabilizar a democracia existente. A aquisição do SAAB Gripen NG mostra que o Brasil se encontra aquém das forças de dissuasão existentes nesse século e abre seu território às incursões inimigas, deixando à mostra uma vulnerabilidade estonteante. Existe nesse país há muito tempo uma irresponsabilidade doentia com a soberania nacional. O espaço aéreo que deveria estar totalmente protegido continua sendo um vazio sem precedentes. O sucateamento das três forças é evidente e preocupante. O ideal é que existisse um arsenal de tecnologicamente avançado, bem pequeno e bastante objetivo. Um satélite de vigia constante vinculado diretamente às três forças seria o ponto inicial dessa questão. Quando se aumenta esses vetores em quantidade e não em qualidade, há a possibilidade de maior sucateamento, principalmente nos hangares, porque a aeronáutica é mais susceptível a uma evolução em relação as outras duas forças (exército e marinha). O Brasil precisa repensar o seu papel nesse universo evolutivo e investir mais na indústria, na educação, nas pesquisas laboratoriais e estimular a aquisição de patentes. A saúde, a previdência social, o saneamento básico, moradia e outros setores sociais importantes à sua população, são consequências normais dessa mudança de paradigma. A evolução puxa tudo e determina um horizonte diferenciado ao país que a adota. Um adendo ao Carlos Ferreira: Parabéns pela forma como você lida com esse maravilhoso blog, basta ver o que se lê e o que se diz nessas entrelinhas e ainda as maravilhosas discussões que mais parecem advindas de profissionais!. Nível “A” realmente.

    • Carlos Ferreira disse:

      Prezado Rubens,

      Mais uma vez agradeço pela gentileza da participação no blog, trazendo informações importantes e estimulando o debate. A luta da nacionalidade nos une, assim como o amor a Pátria e o desejo de um desenvolvimento soberano, e justo para com o nosso Povo.
      Quantos aos pontos por você citados, peço que me permita comentar:
      1. Exceto os EUA, nenhum outro país possui no momento, ou pelo menos terá nos próximos 4 anos, caças A/F “Stealth”, isto é aeronaves de 5ª geração. Mesmo os EUA no momento tem somente alguns F-22 Raptor em operação na USAF. Os F-35 Lightning II ainda não estão operacionais.

      2. O HTV-2 é um drone experimental que visa o desenvolvimento de um veículo (drone) a ser capaz de entregar um artefato (nuclear ou convencional) em qualquer ponto do globo, em até 1 hora. Os 2 testes já realizados não obtiveram os resultados esperados.

      3. Armas nucleares são e continuarão sendo o grande e único real definidor do poder militar de uma nação. Mas tê-las por si só não basta, pois sem o meio de entregá-las (mísseis, submarinos ou aeronaves) não há como utilizá-las. No nosso caso, pela Constituição de 1988 é vetado o desenvolvimento ou posse de artefatos nucleares.

      4. Pelos critérios internacionais o JAS-39E Gripen é um caça multimissão classificado como geração 4+ (possui o radar de varredura eletrônica ativa_AESA).

      5. É fundamental que a sociedade brasileira entenda (e aceite) a importância de se ter FFAA bem equipadas e treinadas para fazer frente às ameaças a nossa soberania, possuindo na retaguarda uma Indústria Nacional de Defesa que as suporte e apoie. Claro que esta ação de esclarecimento ao povo tem sido tem sido interditada pela mídia tradicional, que prega a cantilena de que recursos aplicados nas FFAA são desperdícios que seriam melhor utilizados em outras áreas.

      6. Dos recursos destinados às FFAA, aproximadamente 80% são gastos com pagamento de pessoal (ativos, inativos e pensionistas), os 20% restantes destinam-se a custeio (O&M) e investimentos. Convenhamos que sobra quase nada para investimentos em novas tecnologias, equipamentos e meios. Como sempre afirmo: nossas FFAA “tiram leite de pedra”.

      Forte abraço,
      Carlos Ferreira

  218. Bom dia, Carlos Ferreira, parabéns por esse seu blog! Um espetáculo à parte diante de tantos outros que se encontram na Internet. Este seu blog, com certeza, é o TOP 10 que nasceu nesse FX. Concordo que o SAAB Gripen NG é de geração 4+ e não de segunda geração como dizem alguns aqui nesse blog e em outros mais, mas infelizmente continua sendo uma plataforma ultrapassada, levando-se em consideração que já temos no espaço aéreo gerações 4++ ou 4,5, como o F/A-18E Super Hornet, o Eurofighter Typhoon e os Sukhoi SU-30 e 35 e também, os caças de quinta geração como o F-22 Raptor, o F-35, o Chengdu J-20 e o T-50 PAK-FA. A Rússia já começa a projetar um avião caça de sexta geração, não tripulado, com velocidade hipersônica Mach 5 e com certeza totalmente invisível aos radares. Os EUA já se preocupam com essa questão e há uma corrida tecnológica para se suplantar o poderio aéreo, quer queira ou não. O primeiro Gripen NG a equipar a FAB só chegará em 2018 e imagine o que ocorrerá com a aviação de defesa daqui há quatro anos. Quando se investe nessa área, deve-se prever o envelhecimento precoce da plataforma adquirida e por isso é importante que se opte por tecnologias de vanguarda. Essa falta de perspicácia de Celso Amorim, Dilma & Cia, é preocupante e o brasileiro fica de cabelos arrepiados diante de tudo isso. Um grande abraço.

  219. Bom dia, Carlos Ferreira! Sou Engenheiro Aeronáutico formado pelo ITA e sei que aqui neste blog não se discute política, conforme você mesmo disse anteriormente, aliás, em nenhum ambiente brasileiro quer-se discutir política e ser apartidário virou moda, onde o cidadão vira suas costas para o que não está sendo feito politicamente pelo Brasil e sua população e, ainda mais, com a proximidade das eleições que são a pedra no sapato do eleitor consciente, do cidadão que está assistindo na arquibancada seu país afundar. É um ano atípico e vejo com parcimônia tudo isso. Quanto ao FX brasileiro, como tudo o que acontece nesse país, não houve a necessária seriedade em se estabelecer uma soberania nacional com propriedade. Há um vazio a ser preenchido pela FAB e o SAAB Gripen NG não seria a plataforma ideal para esse fim. Tecnologicamente há um fosso enorme entre o primeiro mundo e a América Latina, deixando intrínseco quem manda no pedaço. Já cheguei a esboçar um avião caça na prancheta (hoje uma tela informatizada) e acredito que há muitas cabeças no país que fariam a diferença nesse setor. O país tem capacidade para desenvolver suas próprias tecnologias, bastando se associar a empresas sérias. A aviônica produzida no Brasil é reconhecidamente uma luz na escuridão do descaso governamental. Há pesquisas em desenvolvimento que necessitam de investimentos. O BNDES se encontra em Cuba, na ilha de Fidel Castro, na contra-mão do país, financiando portos marítimos. Onde se encontram os investimentos em infra-estrutura portuária no Brasil? O cego é aquele que não quer ver.

    • Carlos Ferreira disse:

      Prezado Rubens Canesqui,
      1. Sou muito grato pela participação no blog. Assim como a maioria do povo brasileiro, tenho grande admiração pelo ITA e pela excelência dos quadros lá formados. O ITA e seu desdobramento, a Embraer, são exemplos do sucesso de uma Política de Estado, prática tão rara entre nós.
      2. Como você assinala com toda razão, não há como fugir da política, até este nosso contato virtual é um ato político. Portanto, é de grande importância a observação quanto ao comportamento de vários compatriotas nossos que se recusam a discutir política e assim delegam a outros a decisão sobre o seu próprio futuro.
      3. A minha afirmação de que “O objetivo deste blog não é discutir política partidária e sim o Brasil, sob o conceito Desenvolvimentista e Nacionalista, com Soberania e Justiça Social”, que reitero, não visou interditar o debate político, mas sim deixar claro o posicionamento político do blog. Isto é, para os adeptos do neoliberalismo, desregulamentação geral, privatização e desnacionalização, que conduziram o mundo à crise de 2008, eu sugiro procurar outro blog. Como pode ser visto em vários posts, este blog também discute política.
      4. A defasagem tecnológica ainda é brutal, afinal foi mais de um século de abandono das FFAA, bem como do desenvolvimento de tecnologias de defesa, as quais como você bem sabe, demandam muito recursos e tempo para se tornarem efetivas após, a tomada de decisão. Mas, tenho certeza que chegaremos lá.
      5. Seria interessante se você pudesse enviar uma foto (ou arquivo) da sua aeronave, assim como um resumo das características por você propostas.
      Espero continuar contando com a sua participação e informações.
      Um forte abraço,
      Carlos Ferreira

  220. Um pouco longo de se ler, mas vale a pena. É essa a imagem do Brasil lá fora. É triste mas é a pura realidade.

    A edição da revista FRANCE FOOTBALL esta semana veio com a capa toda negra, onde se lê “Peur sur le Mondial”, algo como: “Medo do Mundial”, sendo que a letra “O” da palavra “mondial” está a bandeira do Brasil, e onde deveria estar escrito “Ordem e Progresso”, foi colocada uma tarja negra. (foto ilustrativa)

    No subtítulo diz: Atingido por uma crise econômica e social, o Brasil está longe de ser aquele paraíso imaginado pela FIFA para organizar uma Copa do Mundo, a menos de 5 meses do mundial, o Brasil virou uma terrível fonte de angústia.

    A revista pode ser acessada no site: http://www.francefootball.com mas apenas se vê a capa, a reportagem, de 12 páginas, não está liberada no Brasil. (CENSURADA).

    O que consta na reportagem:

    A renomada revista FRANCE FOOTBALL traz sempre belíssimas capas, ilustradas com fotos de lances sensacionais, gols, voleios, troféus, torcidas celebrando com suas bandeiras, etc… mas esta semana veio com uma “EDIÇÃO DE LUTO”. A capa, toda negra, onde se lê “Peur sur Le Mondial”, algo como: “O mundial do medo”, sendo que a letra “O” da palavra “mondial” está a bandeira do Brasil, e onde deveria estar escrito “Ordem e Progresso”, foi colocada uma tarja negra. No subtítulo diz: Atingido por uma crise econômica e social, o Brasil está longe de ser aquele paraíso imaginado pela FIFA para organizar uma Copa do Mundo. A menos de 5 meses do mundial, o Brasil virou uma terrível fonte de angústia.

    A revista FF é a mais respeitada publicação de futebol no mundo. O prêmio “Ballon d’Or” (Bola de Ouro) foi criado por ela, e a FIFA teve que pagar para ter o direito de promover tal prêmio. Também foi dela a série de reportagens que culminaram na suspensão do campeonato Italiano de 2005/06, assim como as denúncias de corrupção que resultaram na queda de João Havelange. A revista pode ser acessada no site:www.francefootball.com, mas lá apenas se vê a capa, a reportagem, de 12 páginas, não está liberada no Brasil. Aqui vai ela, na integra ;

    ALGUNS FATOS SOBRE A COPA: POLÍTICA: – Apesar do lema brasileiro: “Ordem e Progresso”, o que menos se vê na preparação deste mundial, é Ordem ou Progresso. – A FIFA não pediu o Brasil para sediar a Copa, foi o Brasil que procurou a FIFA e fez a proposta. – A corrupção no Brasil é endêmica, do povo ao governo. – A burocracia é cultural, tudo precisa ser carimbado, gerando milhões para os Cartórios. – Tudo se desenvolve a base de propinas. – Todo o alto escalão do governo Lula está preso por corrupção, mas os artistas e grande parte da população acham que eles são honestos, e fazem campanhas para recolher dinheiro para eles. – Hoje, tudo que acontece de errado no Brasil, a culpa é da FIFA, antes era dos EUA, já foi de Portugal, o brasileiro não tem culpa de nada.

    O Brasileiro dá mais importância ao futebol do que à política. – O Brasileiro elege jogadores de futebol para cargos públicos. – Romário (ex-Barcelona) é hoje deputado. Aproveita o descontentamento com a Copa para se auto-promover, mas nunca apresentou um projeto de lei sobre saúde ou educação. Sua meta é dar ingresso da Copa para pobre(como se essa fosse a prioridade para um pobre brasileiro). O Deputado mais votado do Brasil é um palhaço analfabeto e banguela, que faz uma dança ridícula, com roupas igualmente ridículas, e seu bordão é: “pior que está não fica”. Será? – Em uma das músicas deste palhaço analfabeto ele diz: “Ele é ladrão mas é meu amigo!”, Isso traduz bem o espírito do Brasileiro. (http://letras.mus.br/tiririca/176533/ ) – Brasileiros se identificam com analfabetos. – A carga tributária do Brasil é altíssima, maior que a da França, e os serviços públicos são péssimos comparáveis aos do Congo. – Mas o Brasileiro médio pensa que ele mora na Suíça. Quem está lá, na verdade, é a FIFA. – Há um dito popular que diz que “Deus é brasileiro”.

    A FIFA, como imagem institucional, busca não associar-se a ditaduras. Tanto que excluiu a África do Sul na época do Aparthaid e, ao contrário do COI, recusou a candidatura da China, apesar das ótimas condições que o país oferecia. Mas o Brasil, sede da Copa, vive um caso de amor com ditaduras. – O Brasil pleiteava uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU, para sentar-se ao lado França, mas devido ao seu alinhamento com ditaduras, a França já se manifestou contrariamente. – A Presidente Brasileira parece estar alienada da realidade e diz que será o melhor mundial de todos os tempos, isso, melhor que o do Japão, dos EUA, da França, da Alemanha. http://www.youtube.com/watch?v=urmR5fXMJu8 – Só ela pensa assim, na FIFA se fala em maior erro estratégico da história da Instituição.

    CONFRONTOS: – Ano passado os brasileiros saíram as ruas para manifestar, pela primeira vez se viu um movimento assim num país acostumado a inércia, mas o Governo disse que eles eram baderneiros e reprimiu o movimento com violência. 2 mortos, mais de 2000 feridos, mais de 2000 prisões. Ninguém responsabilizado… – Há um movimento chamado “Black Blocs” que ameaça revidar a violência do Governo. – Há um # hastag que já foi repetido mais de 500.000.000 de vezes em redes sociais e ameaça #naovaitercopa – Os próprios brasileiros pedem para os estrangeiros não irem para o Brasil. Há milhares de vídeos feitos por brasileiros neste sentido : http://www.youtube.com/watch?v=0A-mFVEE7Ng – O governo brasileiro acaba de gastar 400milhões de Euros com compras de armas para a polícia e disse estar disposto a colocar o exército na rua para proteger a Copa contra os…. Brasileiros (???) Isso mesmo, o governo está ameaçando seu próprio povo. – Há um movimento de alguns jogadores de futebol, liderado pelo ídolo do Lyon (França) Juninho Pernambucano, chamado “Bom Senso”, pedindo conscientização dos jogadores. -
    Analisando os países sedes desde 1970, o número de mortes em estádios, nos 16 anos prévios a cada edição da Copa: México: (1970): 06 mortes; Alemanha (1974): 00 mortes; Argentina (1978): 04 mortes; Espanha (1982): 00 mortes; México (1986): 12 mortes; Itália (1990): 00 mortes; EUA (1994): 00 mortes; França (1998): 00 mortes; Japão (2002): 00 mortes; Coreia do Sul (2002): 00 mortes; Alemanha: (2006): 00 mortes; Africa do Sul: (2010): 17 mortes; Brasil: (2014): 234 mortes; – http://www.youtube.com/watch?v=8bn17OLPyOYOBRAS: – O Brasil foi o país que teve mais tempo na história de todos os mundiais para prepará-lo: 7 anos, mas o Brasil é o mais atrasado. – O Francês Jérome Valcke, secretário geral da FIFA criticou o Brasil pelos atrasos. O governo brasileiro disse que não conversaria mais com Jérome Valcke. – A França teve apenas 3 anos, e finalizou as obras 1 ano e 2 meses antes – A África do Sul teve 5 anos, e terminou com 5 meses de antecedência. – Há pouco mais de 3 meses da Copa, o Brasil ainda tem que fazer 15% do previsto. – O custo do “Stade de France” foi de 280 milhões de Euros(o mais caro da França), uma vergonha se comparado ao “Olimpiastadium” sede da final da Copa da Alemanha em 2006, que consumiu menos de 140 milhões de Euros. – Mas perto do Brasil isso não é nada. Cada estádio custa em média mais de 1/2 bilhão de Euros. – E o dinheiro sai do bolso do Brasileiro. Tudo é financiado com recursos públicos. Na França tudo foi financiado com recursos privados. – Mas o custo não é alto porque os trabalhadores recebem muito. Os trabalhadores recebem salários de fome. – As empreiteiras é que ganham muito e há muita corrupção para os políticos. – Não há segurança para os trabalhadores, acidentes e mortes são comuns. Na França o número de mortes nas construções foi 0(zero) – Mesmo com os milhões a mais, os Estádios são ruins. – Em 2007 o Brasil construiu um estádio para o Pan-americano do Rio e homenageou quem???? Um diretor da FIFA, um brasileiro, corrupto para variar: João Havelange! No Brasil corruptos recebem homenagens. – O estádio era tão ruim que não durou nem 6 anos. Isso mesmo, 6 anos…. – Hoje o estádio está interditado e não recebe mais jogos. Detalhe: custou mais de 150 milhões de Euros(mais do que o Estádio do Olympic de Marseille), e hoje serve de ninho para pombos. Na França, os Estádios são multiuso, servem para competições olímpicas, jogos de Rugby, e são centro de lazer, com lojas e restaurantes e estacionamento nos outros dias da semana. No Brasil são usados só para jogos. – Em Brasília estão construindo um Estádio para 68.000 pessoas, sendo que o time local está na quarta divisão do campeonato brasileiro e tem média de público de 600 pagantes. Tudo com financiamento público. – Em São Paulo há 2 estádios, Morumbi e Pacaembu, ao invés de reformá-los, construíram um 3° estádio, Itaquerão, 23km do centro da cidade e sem metrô até lá. – O ex-presidente Lula, torcedor do Corinthians, empenhou-se pessoalmente para que construíssem este estádio em vez de reformar um dos outros 2 já existentes. – Exceto os seus correligionários, ninguém acredita que Lula foi movido por amor ao “Timão” . – Lula é amigo íntimo de Marcelo Bahia, Diretor da Odebrecht, vencedora da licitação. Um reforma custaria menos de 100 milhões de Euros, um novo estádio tinha previsão de custo inicial de 300 milhões de Euros (mas já passou de 500 milhões) um dos mais caros da história da humanidade. Lula e Marcelo são constantemente vistos em caríssimos restaurantes de Paris, tomando bons vinhos franceses. Lula, claro, se declara socialista. – Este estádio é igualmente ruim, alagamento, péssima infraestrutura, e antes mesmo de inaugurar já caiu, matando funcionários. vide: http://oglobo.globo.com/esportes/video-mostra-momento-do-acidente-no-itaquerao-10911765TRANSPORTES:
    – A atual presidente Dilma Rousseff garantiu que faria um trem-bala, nos moldes do TGV Francês, que ligaria 4 cidades-sede: SP-RJ-BH-Brasilia. A promessa está gravada em redes sociais. (http://www.estadao.com.br/noticias/esportes,governo-garante-trem-bala-pronto-ate-a-copa-de-2014,381839,0.htm) –

    Em 2009 foram aprovados 13 bilhões de Euros no PAC, uma soma gigantesca de dinheiro, suficiente para construir um TGV de Paris a Cabul no Afeganistão. Nunca se viu um orçamento tão alto. – Mas o dinheiro desapareceu e nem um único centímetro do TGV brasileiro foi construído. – Nenhum brasileiro cobra da Dilma a responsabilidade sobre a promessa do trem bala. – Nenhuma das cidades-sede tem metrô até o Aeroporto. – O taxis são caríssimos e os taxistas fazem trajetos mais longos com os estrangeiros que não conhecem a cidade. – Aprenda Português pois os Taxistas não falam nem espanhol, francês não existe, inglês nem pensar??? – Para os taxistas não há cursos de inglês financiados pelo governo, mas para as prostitutas sim. Parece piada, mas é verdade: vide: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2013/01/1211528-prostitutas-de-bh-tem-aulas-gratis-de-ingles-para-se-preparar-para-a-copa.shtml) –

    É assim que o Brasil está se preparando para receber os turistas, ensinando inglês para as prostitutas. Pergunte se há um programa assim para policiais??? – Metrôs não funcionam bem, não cobre nem 10% das cidades ou simplesmente não existem. – Os ônibus são precários, com muitos atrasos. – O sistema de ônibus é complicadíssimo e ineficiente. – Diariamente os ônibus são atacados por gangues que lhes ateiam fogo sob ordem de criminosos ou simplesmente para protestar. – Às vezes não dá tempo do passageiro sair correndo e morre carbonizado. – Ninguém é preso, mas as autoridades dizem: “estamos investigando…” – O aeroporto da Megalópolis São Paulo tem uma capacidade de receber voos inferior ao Aeroporto da pequena cidade de Orly, no interior da França. – Os preços de passagens de aviões dispararam. Por um trajeto de 400km chegam a cobrar 1.000 Euros durante a copa. – Como o Brasil não tem infraestrutura, não aproveitará a alta demanda, devendo permitir que empresas aéreas estrangeiras atuem durante a Copa, o lucro virá para a Europa ou os EUA. – Aluguel de carros é caríssimo, e, como disse um ex-presidente brasileiro, Fernando Collor, também afastado por corrupção, os carros brasileiros são carroças, sem os principais itens de segurança. Muito cuidado ao dirigir, o trânsito é uma selvageria. Sinalização, quando existe, é exclusivamente em português. – Ônibus lotados a toda velocidade, dividem faixas com carroças, mendigos que puxam carros de ferro-velho, motoqueiros cruzando faixas sem sinalizar, pessoas xingando, engarrafamentos de horas. Em São Paulo chega a passar de 300 km de engarrafamento, dentro da cidade, o maior da humanidade. – Faixa de pedestre não serve para nada, não espere que os carros parem. Atropelam, matam e fogem. – Não tente andar de bicicleta, será atropelado ou roubado. – As estradas estão caindo aos pedaços, sem sinalização e o número de mortes em acidentes de trânsito em 2008 foi de 57.166, na França, 399, ou seja, quase 15.000% a mais de mortes, e levando em conta que no Brasil não há acidentes por neve ou gelo na pista. – Apesar do Brasil ser autossuficiente em petróleo e estar do lado de países da OPEP, como Venezuela e Equador, a gasolina uma das mais caras do mundo, e de péssima qualidade, misturada com etanol e solvente de borracha, não há fiscalização nos postos. – Mas o Brasileiro defende o monopólio do petróleo. É o único país do mundo onde os consumidores acham que o monopólio é bom para o consumidor, e não para o monopolista. – Não existe transporte fluvial, apesar de ser o país com mais rios no mundo. O Brasil deveria investir em barcos, todo ano as cidades alagam. Vide http://www.youtube.com/watch?v=aNHnPUcZOFA

    – As autoridades dizem que foram pegas de surpresa! – Não há transporte por trens. SAÚDE: – Reze para não ter problemas de saúde enquanto estiver alí. – Vacina contra febre amarela é recomendada. – Use repelentes, no Brasil ainda há pessoas morrendo com dengue, malária ou doença de Chagas, já erradicadas na França no século XVIII. – Faça um seguro de saúde
    privado antes de ir ao Brasil. Médicos privados cobram mais de 100Eurs por consultas de 20 minutos. – Os hospitais públicos são péssimos. vide http://www.youtube.com/watch?v=cE9znkKV–k comparáveis a zonas de guerra. -

    Nos últimos 10 anos o número de leitos em hospitais públicos caiu 15%.
    vide http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/em-11-anos-taxa-de-leitos-hospitalares-caiu-15-no-brasil-o-bravateiro-no-entanto-dava-licoes-a-obama-vinda-de-cubanos-serve-para-demonizar-medicos-brasileiros-e-e-projeto-ideologico-dos-paises-do/

    O Brasil precisa importar médicos de Cuba, já que não tem competência para formar médicos no próprio país. Acredite: Há um programa governamental para isso. – O Brasil gasta apenas 4% do seu PIB com saúde, e 12% com pagamentos de funcionários públicos. Nos últimos anos o gasto com funcionários cresceu, e com saúde encolheu. A França gasta 12% com saúde e 4% com funcionalismo. – Resultado: Brasil é 72. entre 100 países pesquisados pela OMS, a França 7. – O craque Zinédine Zidane já era mal visto no Brasil, por ser responsável direto por 2 derrotas humilhantes da “canarinha” em mundiais. Ao saber que o Brasil sediaria a Copa, Zidane afirmou que o Brasil tinha outras prioridades, como a saúde, não os Estádios. – Ronaldinho Fenômeno rebateu a frase dizendo que “não se faz copa com hospitais”. Vide http://www.youtube.com/watch?v=uRRoXJQf8f0 – A frase de Ronaldinho Fenômeno virou hit no Twitter e Record e visualizações no youtube. – O Pelé pediu para os Brasileiros esquecerem os problemas e curtirem a Copa.

    HOSPEDAGEM: – Paris é a cidade mais visitada do mundo, com quase 20 milhões de turistas / ano. São Paulo é menos visitada que a pequena Benidorm na Espanha, ou que a cinza Varsóvia, na Polônia ou a poluída Chenzen na China. – São Paulo perde para Buenos Aires, Cuzco e outras cidades Sul-americanas. – Nem no Brasil é a mais visitada. Ninguém faz turismo em São Paulo. – Amarga o posto 68 na lista das mais visitadas do mundo. – No entanto, um hotel em São Paulo custa em média 40% mais do que se hospedar em um equivalente hotel em Paris. – Na época da Copa, um hotel de baixa qualidade em São Paulo chega a pedir 800 Euros por noite. – Os brasileiros não tem hábito de intercambiar casas, alugar sofás ou hospedar pessoas por sites em internet. – Leve adaptador de tomada. O Brasil adotou um sistema que só existe no Brasil, e muda a cada 4 ou 5 anos, gerando milhões para algumas empresas.

    TELECOMUNICAÇÕES: – Minuto de celular mais caro do mundo vide http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2013/10/1352956-minuto-do-celular-no-brasil-e-o-mais-caro-do-mundo.shtml
    - O sinal é péssimo, um dos piores do mundo. – 4G não existe na maioria das cidades. A internet é horrível e caríssima. Para o Brasil chegar aos níveis do Iraque deveria dobrar o investimento em banda larga. Vide http://veja.abril.com.br/noticia/vida-digital/conexao-de-internet-no-brasil-e-mais-lenta-que-no-iraque-e-cazaquistao:

    SEGURANÇA – Se você não gostou do que leu até agora, o pior está aqui. – No Brasil há mais assassinatos que na Palestina, no Afeganistão, Síria e no Iraque JUNTOS. – No Brasil há mais assassinatos que em toda a AMÉRICA DO NORTE + EUROPA + JAPÃO + OCEANIA. – A guerra do Vietnã matou 50.000 pessoas em 7 anos. No Brasil se mata a mesma quantidade em um ano. – Ano passado foram 50.177 segundo o governo, segundo a ONGs superam 63.000 mortes. – Todo brasileiro conhece alguém que foi assassinado. – 1% dos casos resulta em prisão. – Este 1% não chega a cumprir 1/6 da pena, e é beneficiado por vantagens que se dão aos criminosos. – As prisões parecem masmorras e não recuperam. – Rebeliões com dezenas de mortos, pessoas decapitadas, esquartejadas são frequentes. – Recomenda-se levar uma pequenas quantidade de dinheiro para caso de assaltos. É comum assassinarem as pessoas que nada têm para o assalto.

    Não leve o cartão consigo, você pode ser vítima de uma espécie de sequestro que só tem no Brasil: “Sequestro Relâmpago”. – Não use relógios, máquinas fotográficas, celulares, pulseiras, brincos, colares, anéis, bolsas caras, bonés caros, óculos caros, tênis caro, etc… vista-se da forma mais simples possível. – Se for assaltado, não reaja. – Não ande pelas ruas após as 22:00hs. – Caixas eletrônicos não funcionam após as 22hs30, devido aos assaltos. Os políticos, ao invés de aumentar a segurança, tiveram a brilhante ideia de proibir o cidadão de bem de tirar dinheiro do caixa. – Os bancos fecham as 16:00hs. – Só faça câmbio em bancos ou casas autorizadas. Existe uma grande quantidade de moeda falsa e estrangeiros são alvo fácil. – Policiais são monoglotas. Aprenda frases como: “Eu fui assaltado”; “preciso de ajuda”, “estou ferido”, “sou francês, leve-me ao consulado por favor” – Há falsas blitz para assaltar pessoas.CONCLUSÃO: – O que falta no Brasil é educação. Os números são assustadores, mesmo quando comparados com seus vizinhos sul-americanos. – O Brasil tem uma porcentagem de universitários menor que o Paraguai; Apenas 3% dos Brasileiros são bilíngues. – A Argentina tem 5 prêmios Nobel, o Chile 3, a Venezuela 1, a Colômbia 4, o Brasil??? Zero!

    Entre as 300 melhores Universidades do mundo, não tem nenhuma Universidade Brasileira. – O país tem 9% de analfabetos; – No Brasil há 33.000.000 de analfabetos funcionais. – Ano passado surgiram 300.000 novos analfabetos. – No ranking da ONU de 2012 o Brasil, que já estava mal colocado, caiu mais 3 posições, e hoje é o número 88 no mundo. (A França é 5.) – O Brasil fica atrás de Belize, Ilhas Fiji, Tchad, Azerbaidjão, Ilhas Maurício, Uzbequistão, Mongólia, Paraguai, Trinidad e Tobago, Belarus, Tajiquistão, Botswana, São Tomé e Príncipe, Namíbia, Santa Lúcia, Moldávia…. até atrás da Palestina em guerra, o Brasil conseguiu ficar.

    UMA VERGONHA INTERNACIONAL mas o brasileiro está muito feliz de ser pentacampeão de futebol. Nos corredores da FIFA já se admite que foi o maior erro da história da Instituição eleger o Brasil como sede. O que se fala é que os dirigentes deveriam ter ouvido o grande Estadista Francês Charles deGaulle, quando disse: “O Brasil não é um país sério”.
    ——————————————————————————–

  221. Bom dia, Carlos Ferreira! Há um bom tempo acompanho esse blog e vejo muita seriedade, além é claro, de conhecimentos qualitativos excepcionais. Confesso que suas respostas é que fazem a grande diferença. Hoje resolvi participar diretamente do mesmo, me envolvendo um pouco mais. Vi que aqui há colegas e isso é bom, deixa-me à vontade. Sou Engenheiro Aeronáutico formado pela USP e concordo com o Rubens. Há sim capacitação técnica para projetos dessa natureza, mas só isso não é suficiente, há a necessidade de se “costurar” frentes de trabalho e investimentos, sejam eles privados ou estatal e, melhor ainda, fusionados (estado e iniciativa privada). A EMBRAER seria um excelente ponto de inserção, pela sua experiência na área e seu espaço físico compatível para esse tipo de plataforma. Um avião caça necessita de uma aviônica de primeira linha e isso já temos. Os turbofans pouco mudam e poderão ser fornecidos por empresas que já se encontram no mercado. Projetar uma estrutura aerodinâmica stealth, com vaporização do RCS, não é inalcançável. O mais difícil não é o projeto e sim a sua viabilidade financeira. O governo, a FAB e a iniciativa privada devem estar falando a mesma língua. Defendo a ousadia acima de tudo isso. Um abraço.

    • Carlos Ferreira disse:

      Prezado Lauro,
      Seja bem-vindo a bordo. Certamente sua participação e seus conhecimentos muito irão enriquecer as nossas discussões e claro.
      A luta é árdua na busca de nosso desenvolvimento tecnológico, principalmente em área tão sensível à injunções de interdições geopolíticas, advindas das potências dominantes e seus representantes internos.
      Conhecendo um pouco das potencialidades e conhecimentos específicos de tecnologias de ponta, no estado-da-arte, desenvolvidas no nosso Brasil, vejo o quanto nos faz falta um Projeto Nacional de Estado. Nossos inimigos, sim porque nós os temos, atuando de maneira magistral, ditam a agenda do país e com a inestimável ajuda da mídia empresa, ONGs e outros entes, bloqueiam nossa evolução. Um exemplo clássico: a atuação contra os grandes projetos de geração de energia hidrelétrica na região amazônica ou a energia nuclear como fonte complementar na base. Todos nós sabemos que sem este insumo básico (energia), não conseguimos nos desenvolver e melhorar o nosso IDH.
      Você, assim como o Rubens mencionaram nosso domínio na área de aviônicos, o que é verdade, mas com a aquisição das principais empresas do setor por empresas estrangeiras, acho ficamos vulneráveis. O que você acha?
      No caso das turbinas de alta performance, somente EUA, Inglaterra, França e Rússia as produzem. Portanto, também seria uma considerável vulnerabilidade para um projeto autóctone.
      Assim, no médio prazo, desenvolver um aeronave de 5ª geração sozinhos, eu acredito estar fora de questão. Os custos são tão grandes que nos impossibilitam tamanha ousadia. Continuo a defender uma solução no âmbito dos BRICS, o T-50 já em desenvolvimento pela Rússia e Índia, e o Brasil já foi formalmente convidado a participar do Projeto. Mas falta a vontade política (ou coragem).
      Se discute muito aqui, a necessidade do FX-2 ter sido um caça stealth, mas nem a nação mais poderosa do planeta pode manter as suas forças aéreas providas somente de aeronaves stealth. Os custos não o permitem, são proibitivos.
      Uma frota de uns 80 JAS-39E/F Gripen plenamente operacionais + uns 20 T-50, nos daria um poder de dissuasão que poucos países poderiam sonhar. Se a isto então pudéssemos acrescentar o sonhado submarino com propulsão nuclear, ainda então…, nem consigo imaginar!
      Forte abraço,
      Carlos
      Obs.: tenho tentado trazer para a nossa “arena”, o tema “sistemas de defesa antiaérea”, no qual somos extremamente frágeis, dependentes de antiquados sistemas tubo. Vc pode colaborar?

  222. Jaspion disse:

    Bom dia, pessoal! Hoje os caças stealth são construídos em fibras de carbono pela sua leveza e resistência; têm-se o cuidado especial com as saídas das turbinas (normalmente duas); não há baias externas para mísseis e bombas (uso de portinholas) e a assinatura radar (RCS) o mais próxima de zero possível. É um pacote de “esconde-esconde” para surpreender o inimigo. O Brasil só não possui esse tipo de plataforma porquê nunca se esmerou em pesquisas e com isso se tornou alheio às tecnologias de ponta. No passado já foi a maior força de dissuasão da América Latina, hoje sua fragilidade é perceptível, incômoda e extremamente preocupante. A plataforma mais utilizada no espaço aéreo brasileiro é o Super Tucano, um avião a hélice, que não faz frente aos turbofans que hoje dominam o espaço aéreo e que desenvolvem velocidades hipersônicas em torno de Mach 3. Os aviões caças que receberam upgrade da Embraer, aumentando suas sobrevidas, já se tornaram velharias e só incomodam os hangares. Somando-se a todos esses problemas, em 2018 chegam os SAAB Gripen NG / JAS-39C, um aborto aeronáutico na defesa do país. Fim de linha. O que dizer mais de tudo isso?

  223. Bom dia a todos! Acho estranho dizer-se aqui que o F-35 Lightning II ainda não se encontra operacional. O projeto desse avião caça de quinta geração iniciou-se no ano de 2002. Nos anos de 2006 e 2007 o projeto recebeu reformulações e em 2009 foi finalizado. Dentro do programa JSF, promovido pela Marinha e Aeronáutica dos EUA, houve o primeiro vôo do F-35 (AA-1) na data 15/12/2006, sendo que o F-35B (BF-1) voou em 11/06/2008 e logo em seguida, em 06/06/2010, o F-35C (CF-1) também levantou vôo. O que se sabe por fontes limpas e confiáveis é que o F-35 Lightning II encontra-se operacional desde março de 2012.

    • Carlos Ferreira disse:

      Tarcísio, sinto desapontá-lo, mas o F-35 ainda continua em processo visando a sua homologação operacional. No caso da versão naval então, os problemas são tantos que até a questão do gancho para recuperação no pouso em porta-aviões, virou dor de cabeça. Claro que existem diversas unidades em voo, mas de testes, não na condição operacional efetiva. A única aeronave de 5ª geração efetivamente em operação, no caso na USAF, é o F-22. Mesmo assim, como veladamente divulgado, ocorreram vários problemas de perda de consciência do piloto em determinadas manobras, levando o Pentágono a suspender temporariamente a operação com a aeronave. Ao que tudo indica, parece que o problema foi solucionado e os vetores voltaram a voar.
      Abraço,
      Carlos

  224. Bom dia, Carlos Ferreira! Acho que o pessoal se equivocou com o SAAB Gripen NG geração 4+, chamando-o de segunda geração, pelo mesmo derivar do JAS-39 que atuou na Líbia. Embora haja uma intima relação entre os dois em termos de DNA, há certamente tecnologia no Gripen que não existe no JAS e vice-versa. Caso a Embraer se envolva de cabeça no projeto, ele poderá ser melhorado com mais uma turbina e se equiparar aos seus concorrentes diretos. O que lhe falta é velocidade final, tecnologia stealth e mais algumas baias ou portinholas para mísseis. Talvez um volume alar um pouco maior lhe proporcione essa vantagem. Se formos analisar a qualidade do pacote e as enormes possibilidades advindas a partir daí, foi uma ótima aquisição. O projeto ainda se encontra no papel e debruçar sobre a prancheta é a tônica dos engenheiros aeronáuticos da Embraer. Produzirão maravilhas com essa plataforma, tenho a certeza disso. A FAB ficará bem servida e mudará sua imagem perante as outras forças da América Latina e inclusive do primeiro mundo. O Brasil possui excelentes pilotos e poderá se superar. Um abraço. Parabéns pelo seu blog!.

  225. As maiores tempestades em que o Brasil se envolverá em 2014 serão: Copa do Mundo e Eleições. Duas situações delicadíssimas, principalmente frente aos protestos que se sucederam nesse fim de ano passado. Há um fiozinho praticamente se arrebentando na política e do outro lado uma população de “saco cheio”com tudo e todos. Os impostos absurdos; a burocracia; a falta de planejamento governamental; a falta de investimentos; a ausência total de assistencialismo à população deterioram a paciência do eleitor. Roubos, corrupção e propinas denigrem o alto escalão. Já viu falar em pagamentos de impostos em cascata? Pois é, é isso mesmo: Compra-se um carro na agência (caríssimo por sinal) e nele paga-se os impostos pertinentes ao mesmo, até aí tudo bem, mas à seguir, paga-se mais o IPVA (imposto sobre veículos automotores) e isso não para por aí, acontece a cobrança anualmente, até que aquele veículo fique em suas mãos e ao vendê-lo, paga-se o imposto relativo a sua venda. No transcorrer de sua vida útil esse mesmo veículo estará sujeito a mil outros impostos e taxas (combustíveis; peças, pneus, serviços, seguros, emplacamentos, estacionamentos, pedágios, etc…). No compito geral, o trabalhador entrega o seu minguado salário ao governo para viver uma vida medíocre. Se fosse fabricado em ouro um automóvel não ficaria tão caro para o contribuinte. Eu disse a palavra CONTRIBUINTE e não uma escravidão onde o senhor do engenho, que pisoteia, chicoteia e suga o sangue do infeliz, seria o próprio governo, tanto federal, como estadual. A Constituição Federal torna-se apenas um livro abandonado, nada mais que isso. A podridão avassaladora se vê por todos os cantos desse país. Nada funciona a contento. As indústrias se encontram estagnadas e deixaram há muito de produzir. As pesquisas e o empreendedor não recebem incentivos governamentais e se sucumbem na velha e horrenda burocracia. A saúde, a Educação, o Saneamento Básico e a Previdência Social se sucumbem diante de uma inoperância absurda. Falta pulso e vontade política. O vazio social e a incompetência administrativa se fundem em um só bloco. Não há diálogo com o eleitor. Há muito o crescimento é ditado por números arrumados e bem traçados para esconder falhas e vazios políticos. Um país à bancarrota. Não podemos esperar muito disso tudo.

  226. Carlos Ferreira, bom dia! Trabalhei inúmeros anos com mecânica de aviação e ao contrário de muitas oficinas automotivas que vejo pelo Brasil, meu macacão precisava estar impecável como um cirurgião, senão poderia contaminar ou sujar as peças de precisão que tinha em mãos. Sempre trabalhei com luvas descartáveis e com um estetoscópio atravessado no pescoço. A checagem qualitativa era extremamente exigente. A organização é tudo em uma oficina desse nível, além é claro, da administração que deverá ser impecável. Hoje olho para o governo brasileiro e o enxergo com um macacão sujo, um ambiente desorganizado e mal administrado. Uma oficina que eu jamais entraria. Os consertos ali certamente serão paliativos e não me trarão segurança. Quando eu terminava o conserto da aeronave eu mesmo quem deveria testá-la e entrava na cabine com a segurança de quem sabia o que estava fazendo. Por acaso Dilma Rousseff ou o ex-presidente Lula entrariam nos hospitais do SUS para uma cirurgia importante? Eles é que estabeleceram os padrões que ali se encontram, portanto deveriam ter a segurança de se internarem naquele ambiente. Lula foi tratar seu câncer de laringe ou cordas vocais bem longe do SUS, se não me engano no Einstein, a referência médica de toda a América Latina. Há muita coisa a se mudar nesse país. O que o BNDES está fazendo em Cuba? Deveria estar financiando infra-estrutura ao seu próprio país. SAAB Gripen NG, uma lástima. Abraços.

    • Carlos Ferreira disse:

      Boa tarde Salvio, é muito bom tê-lo conosco. Desde jovem fui fascinado por aviação e, aqui no Rio, cheguei a ter uma breve fase de “rato de hangar”, nas oficinas da saudosa Varig no Galeão e no Santos Dumont. Certamente você poderá trazer muitas histórias e informações sobre as experiências vividas nesta área tão crítica da aviação, a manutenção de qualidade.
      Me parece pelo seu e-mail, que atualmente você atua na área de máquinas e implementos agrícolas, que me parece estar em franca expansão, aja vista os importantes investimentos que a sua concorrente “John Deere” programou para 2014/2015. Este entendimento está correto?
      Quanto ao estado de nossa infraestrutura de uma maneira geral, incluindo o sistema de saúde pública, cabe ressaltar que por 30 anos tudo foi abandonado por sucessivos governos, sem qualquer atenção sequer com a manutenção das estruturas e sistemas instalados. Investimentos então eram totalmente proibidos sob a vigilância pretoriana do FMI. Realmente, há muito que se fazer, mas eu acredito que estamos no caminho. Porém, temos de enfrentar a chaga centenária da corrupção (corruptos & corruptores) e da eterna leniência da justiça brasileira com os potentes e poderosos.
      Com toda certeza seria muito bom se a classe política e os governantes utilizassem sistemas públicos de saúde, como o faziam até meados da década de 60, com o Hospital dos Servidores do Estado, no Rio de Janeiro sendo modelo de referência. Espero que ainda possamos ver os nossos políticos praticando o exemplo do Presidente do Uruguai, Jose Mujica. Há muita coisa para fazer neste País.
      Quanto a crítica aos investimentos no Porto de Mariel, sugiro a leitura do artigo “Os investimentos no Porto de Mariel Odebrech defende porto de Mariel, em Cuba”, , que não deixa dúvida sobre o papel da mídia do capital na permanente cruzada contra um Brasil desenvolvido e soberano. A propósito, nós aqui no blog preocupados com as questões da defesa e da integridade da Pátria, precisamos observar com atenção as informações reverberadas por esta mídia sobre o vendaval de crises e violência que está se espalhando por diversos países, já atingindo a América do Sul.
      Quanto ao Gripen NG, saiba que quanto mais eu analiso a decisão, comparativamente com as opções e cenários de possíveis ameaças ao nosso Brasil, mais fico convencido de que a escolha foi a mais acertada.
      Forte abraço,
      Carlos

  227. Olá, Carlos Ferreira, como vai? Li sobre a Odebrecht no artigo que você indicou a todos nesse blog e não me contive, debrucei-me sobre o computador e lhe escrevi esta. Uma construtora que se encontra ligada ao governo, realizando todas as obras e ganhando todas as licitações, não poderia mesmo dizer algo diferente disso. Seu bolso a cada dia se enche mais, por que abrir-se uma frente de discussão? . Agora convenhamos, são dólares saindo do caixa brasileiro para financiar infra-estrutura portuária em Cuba, sendo que o Brasil encontra-se com um “problemão” em relação aos seus portos, inclusive para receber turistas na Copa do Mundo de 2014 e posteriormente nas olimpíadas de 2016. Há muito tempo o escoamento portuário brasileiro é um dos mais caóticos do mundo. Vejo também uma contramão governamental em apoiar investimentos em um país comunista e, pior ainda, para um governo ditador, autoritário ao extremo, onde o mundo capitalista e democrático fechou suas portas. Os direitos humanos em Havana e toda a ilha em geral, não são observados. Há trabalhos escravos em função da manutenção governamental e seu velho sistema de punhos serrados. Olhe para os médicos cubanos que se encontram no Brasil, você já leu sobre as vidas deles ligadas a Fidel Castro? Ali ninguém tem direito a nada. O PT sempre teve uma mão revolucionária em seu currículum e essa aproximação dos irmãos Castro é perigosa e danosa à democracia brasileira que só agora, após muitos anos de amargura, conseguiu se distanciar da ditadura. O mundo democrático internacional encontra-se de olhos nessas incursões brasileiras e os EUA vêem isso como uma afronta. Cuba e Fidel há muito encontram-se com embargos em função de permissividade de mísseis em seu território; um anti-americanismo extremo; um regime de ditadura que fere de frente os Direitos Humanos Internacionais; um regime que sempre financiou o terrorismo e a guerrilha, enfim, tudo o que o mundo reprime em busca da paz encontra-se ali, em Havana, nas mãos desses irmãos do barulho. Vira e mexe Dilma e Lula encontram-se por lá, aos sorrisos e abraços com esses ditadores, financiando hotéis de luxo, portos e outros mais. O atraso em que cuba se encontra mostra o quão o comunismo massacra e destitui de valores a sua população. Qual a razão de tudo isso?

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