Empresa instala simulador de voo na entrada do Congresso

Quando a gente pensa que já viu de tudo, surge isto! Será que os senhores parlamentares, representantes do Povo Brasileiro,  ao aceitar o “mimo” da Boeing, pensaram em qual seria a reação dos seus pares americanos no caso da nossa Embraer querer instalar um simulador do Super-Tucano, no Capitólio, em Washington D.C.?

Reproduzindo, luisnassif, 16/08/2011

GABRIELA GUERREIRO, DE BRASÍLIA
Da Folha.com,

A Câmara e o Senado autorizaram a empresa americana Boeing a instalar um simulador de voo do caça Super Hornet F/A-18 na chapelaria do Congresso Nacional, porta de entrada do Legislativo brasileiro.

O lobby da empresa americana no Congresso pretende sensibilizar os deputados e senadores pela escolha da aeronave, que disputa com a francesa Dassault e com a sueca Saab a venda de 36 aviões-caças ao governo brasileiro.

Em comunicado enviado à imprensa, a Boeing confirma o lobby ao afirmar que está “à disposição” dos senadores brasileiros para esclarecer “quaisquer dúvidas” sobre a proposta de venda das aeronaves.

“Além de ajudar o Brasil a atingir domínio aéreo, a Boeing pode ainda ser parceira estratégica em diversas áreas”, afirma o vice-presidente da Boeing para Desenvolvimento de Negócios Internacionais, Joe McAndrew.

A Câmara diz que autorizou a instalação do simulador a pedido do Senado, que neste mês realiza audiências na CRE (Comissão de Relações Exteriores) para ouvir as três empresas. O Senado confirmou a autorização à Boeing ao afirmar que a empresa americana foi a única a solicitar formalmente a simulação de voo.

Segundo a Secretaria de Comunicação do Senado, o simulador foi instalado em um espaço tradicionalmente destinado a exposições na Casa, com o aval da Mesa Diretora.

O simulador vai ficar disponível para o público de terça até sexta-feira (19). Os visitantes e parlamentares poderão entrar na aeronave, simular combates aéreos, ataques contra alvos de superfície, navegação e operação dos sistemas da aeronave.

O impasse sobre a compra dos 36 aviões-caça se arrasta desde o governo Lula, que deixou a decisão para a presidente Dilma Rousseff.

Nas negociações, além do Super Hornet, concorrem os aviões Rafale, da empresa francesa Dassault (uma opção que chegou a ser dada como certa pelo ex-presidente Lula), e os Gripen NG, da companhia sueca Saab.

 

Sobre Carlos Ferreira

Engenheiro, com especialização em Políticas Públicas e Governo pela EPPG-IUPERJ. Atuando na área de Energia Nuclear. Membro do Conselho Diretor e do Conselho Editorial do Clube de Engenharia. Conselheiro do CREA-RJ, período 2005 a 2007.
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