Bayer threatens to quit Germany over nuclear shutdown

A posição populista adotada pela chanceler alemã, senhora Merkel, que determinou o desligamento das usinas nucleares alemãs começa a apresentar suas consequências e custos.

As usinas nucleares alemães sempre estiveram entres as de melhor performance no mundo, assegurando o fornecimento de energia limpa e segura ao povo alemão. Energia produzida por alemães, em solo alemão.

A decisão eleitoreira tornou a Alemanha dependente do suprimento externo de energia, implicando em alto risco estratégico para a maior economia da Europa.

 

 

German companies may relocate production to countries with lower energy costs.

Ruby Russell, 7 August 2011

Germany’s decision to phase out nuclear power after the Fukushima catastrophe in Japan could lead to some of the country’s major companies relocating elsewhere in search of cheaper energy.

Marijn Dekkers, head of Bayer, the pharmaceuticals group, said: “It is important that we remain competitive compared with other countries. Otherwise, a global company like Bayer will have to consider relocating its production to countries with lower energy costs.”

Under a package of energy bills passed last month by the German government, all nuclear power facilities in the country will be taken offline by 2022. Analysts say that the move will hit energy companies hard and contribute to an increase in electricity prices.

Dekkers told the business magazine WirtschaftsWoche that Germany’s electricity costs were already the highest in the EU, making the country “unattractive” for the chemicals industry.

Bayer, which developed the first aspirin in 1897, employs more than 35,000 people in Germany. Dekkers said that his company was planning 4,500 job cuts worldwide, including 1,700 in Germany, but that it was already investing in emerging markets.

“Overall, we will create over 2,500 new jobs in countries like Brazil, India, Russia or China,” he told WirtschaftsWoche.

The report also quoted Robert Hoffmann, head of the communications company 1&1, saying that taxes to subsidise renewable energy sources were too high in Germany. Hoffmann said that his company drew energy from Norwegian hydropower plants, but that it still had to pay a contribution to German renewable energy costs.

“Essentially, we’re subsidising the construction of solar-powered roofs… So we end up paying double,” he said. Hoffmann said that his company was looking at locations where “green electricity exists without the extra costs”.

In a report released last week, the Swedish energy company Vattenfall attributed a fall of 10.2bn Swedish krona (£1bn) in operating profit for the second quarter of 2011 to “a one-off effect of the German parliament’s decision to phase out the country’s nuclear power”.

The move has also prompted concerns about disrupted power supplies. German transmission systems operators have warned there could be a risk of power outages this winter, and have questioned the reliability of renewable energy sources, saying there is
still a need for base power sources to ensure the stability of the grid.

Sobre Carlos Ferreira

Engenheiro, com especialização em Políticas Públicas e Governo pela EPPG-IUPERJ. Atuando na área de Energia Nuclear. Membro do Conselho Diretor e do Conselho Editorial do Clube de Engenharia. Conselheiro do CREA-RJ, período 2005 a 2007.
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5 respostas a Bayer threatens to quit Germany over nuclear shutdown

  1. Neila disse:

    Carlos, parabéns pelo seu blog!
    Muito interessante os artigos que já li. Vou divulgar para os amigos.

    Um grande abraço,

    Neila

  2. Thiago Krempel disse:

    Prezado Carlos Ferreira,
    essa matéria ajuda a mostrar o quão errada é essa politica populista alemã com relação a sua política energética. Os governos devem sim investir e subsidiar o uso e desenvolvimento de fontes alternativas de energia, mas isso, de forma alguma, deve vir em detrimento de fontes limpas, econômicas e com grande capacidade de garação, como a geração Hidroelétrica e a Nuclear. Não é necessário abrir mão de uma fonte para desenvolver outras. O Brasil hoje é um grande exemplo disso, simuntâneamente temos em construção usinas hidroelétricas, nucleares, eólicas e de biomassa.
    Sabemos que a decisão de desligar as usinas nucleares na alemanha, foi uma decisão política. Em prol de votos, o governo alemão abre mão de sua soberania energética, diminui a competividade de suas indústrias, colocando desta forma em risco a própria economia nacional.
    Vamos aguardar e acompanhar o desenrolar desta história.

  3. Ronald Gomes da Silva disse:

    Caro Carlos.

    Excelente a reportagem. Alemanha que é um país, com um povo politizado, ainda passa por decisões de governos, que são realmente duvidosas em sua eficácia.
    A Bayer, deixar a Alemanha, realmente é um grande prejuízo para aquela nação.

    Abraços
    Ronald

  4. Jean Brunswick disse:

    Se o devaneio de desligamento das usinas nucleares alemãs persistir, a Bayer será apenas uma das muitas empresas que procurarão terrenos mais férteis, no que diz respeito ao custo da energia elétrica.

    Cabe lembrar que a economia alemã é uma das principais responsáveis pela força que a União Européia ainda possui. Uma evasão em massa de empresas do país pode levar a um cenário de enfraquecimento do bloco europeu frente às outras potências mundiais. Afinal, o ritmo de construção de novas usinas nucleares na Europa ainda está lento, de modo que não será possível, nem mesmo para a França, arcar com a redução de capacidade instalada, provocada pelo desligamento das usinas nucleares alemãs. Enquanto isso, a China, que já vem se tornando potência industrial no cenário mundial, está construindo 27 usinas nucleares.

    Será que os Verdes e outros tantos eco-chatos, digo, ambientalistas alemães vão gostar quando começar a ficar caro demais ligar o ar condicionado no verão europeu? Claro que não! Afinal, eles terão muitos cataventos para se refrescarem, enquanto a economia alemã agoniza com o preço exorbitante do Megawatt-hora das fontes “limpas”.

    Todo esse cenário pessimista é, obviamente, apenas uma suposição, que pode ser facilmente descartada, caso a Alemanha cancele o desligamento e adote medidas mais prudentes e menos populistas. Vamos esperar que essa decisão não chegue tarde demais.

    Grande abraço,

    Jean

  5. Jair ORICHIO Junior disse:

    Caro Carlos Ferreira,

    Estive na Espanha, em treinamento, no simulador de Almaraz, por 45 dias… A realidade que a Europa está vivendo, não condiz com esse tipo de atitude… Posso estar enganado, mas acho que a Bayer está blefando, para colocar a Merkel na parede, pois a energia está ficando cada vez mais caro por lá…
    Aproveito para cumprimentá-lo pela identidade do Blog.
    Parabéns.

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