A campanha do petróleo e a mobilização popular em favor da Petrobrás

 

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Reproduzido do Antonio Lassance

A aula de História de Gilberto Bercovici sobre o petróleo brasileiro e a Petrobrás

21 Feb 2015

Importante para quem quer saber o que está em jogo.

A campanha do petróleo e a mobilização popular em favor da Petrobrás
Conheça a história da Petrobrás, que desde a sua criação, foi mais que uma empresa pública. Surgiu como emblema da nacionalidade e da soberania brasileira.

Gilberto Bercovici (*)

No Brasil da década de 1930, sob a Presidência de Getúlio Vargas, embora não houvesse propriamente um plano de desenvolvimento, a instituição de uma série de novos órgãos realça a mudança nas relações entre o Estado e o sistema econômico, buscando o aprofundamento da industrialização de base, o redirecionamento do centro dinâmico da economia para o mercado interno e a redução da dependência do país em relação aos mercados internacionais de produtos primários.

O peso do petróleo e derivados sobre a pauta de importações brasileira, em tempos tumultuados que antecediam a eclosão de mais uma guerra mundial, adquire grande importância. Tratar de petróleo não dizia respeito apenas ao equilíbrio da balança comercial, mas também à dependência nacional em relação ao suprimento de produtos básicos para o processo de industrialização, para o sistema de transportes e comunicações e para a própria defesa do país. É neste contexto que os militares passam, também, a se preocupar com a questão petrolífera. No campo militar, o nome que se destacaria na proposição e implementação de uma política petrolífera foi o do General Júlio Caetano Horta Barbosa, primeiro presidente do Conselho Nacional do Petróleo, órgão criado por meio do Decreto-Lei nº 395, de 29 de abril de 1938. Foi sob a direção do General Horta Barbosa que o Conselho Nacional do Petróleo descobriu as primeiras jazidas de petróleo do Brasil, na região do Município de Lobato, na Bahia, em 1939.

No entanto, a partir de 1943, com a saída do General Horta Barbosa do Conselho Nacional do Petróleo, há uma mudança significativa na linha de atuação da política nacional do petróleo. As iniciativas nacionalistas são cada vez de menor intensidade, ampliando-se as tentativas de alteração da legislação no sentido de permitir a participação do capital estrangeiro e diminuir a atuação direta do Estado na indústria petrolífera.

A equipe do Presidente Dutra, em 1947, elaborou um anteprojeto de lei sobre o petróleo em que buscava revogar a orientação nacionalista seguida desde 1938. A proposta do Governo Dutra, denominada de “Estatuto do Petróleo”, tinha como ideia-chave a abertura do setor para o capital privado, nacional ou estrangeiro. Para os autores do projeto, a participação do capital estrangeiro era a única forma de assegurar a exploração de petróleo no país, pois o Estado não teria recursos para investir no setor, o que poderia comprometer as futuras gerações.

O debate sobre o controle do Estado sobre os recursos estratégicos, especialmente o petróleo, começou a ganhar espaço em alguns órgãos de imprensa e vários setores da sociedade, como o próprio Clube Militar. O Clube Militar convidou o General Juarez Távora, ex-Ministro da Agricultura do Governo Provisório e um dos responsáveis pela elaboração do Código de Minas de 1934, que consagrou a nacionalização dos recursos minerais do subsolo, a pronunciar uma série de conferências sobre o tema do petróleo em 1947. Revendo suas ideias, o General Juarez Távora, embora ainda se afirmasse defensor da soberania nacional sobre os recursos minerais, advogava a colaboração do capital estrangeiro para a exploração das reservas petrolíferas brasileiras. Como o Brasil dispunha de reservas, mas não de recursos técnicos, humanos e econômicos suficientes para explorá-las, o capital estrangeiro seria necessário para este empreendimento. Não bastasse isto, a condição brasileira de aliado dos Estados Unidos também favoreceria a permissão de colaboração do capital estrangeiro, especialmente norte-americano, ainda mais levando-se em conta a necessidade de exploração de um recurso tão estratégico como o petróleo. O monopólio do Estado, para Juarez Távora, seria a solução ideal, mas as condições objetivas brasileiras impediriam sua adoção naquele momento.

Além do General Juarez Távora, o Clube Militar convidou o ex-Presidente do Conselho Nacional do Petróleo, General Horta Barbosa, para se manifestar sobre o assunto, em duas conferências, também em 1947. A posição de Horta Barbosa foi contraposta à de Juarez Távora. Para ele, seria impossível conciliar os interesses nacionais da política do petróleo com os interesses privados das grandes empresas internacionais. A única alternativa viável para a preservação da soberania nacional sobre os recursos minerais seria a exploração do petróleo em regime de monopólio estatal. Para Horta Barbosa, se o petróleo não fosse monopólio estatal, se tornaria um monopólio internacional.

A tramitação do “Estatuto do Petróleo” não foi tranquila. A falta de convicção da própria maioria parlamentar que sustentava o Governo Dutra contribuiu para a abertura às contestações. O crescimento da oposição à aprovação do “Estatuto do Petróleo”, apesar do boicote da grande imprensa, vai ser perceptível nos meios políticos e empresariais. A organização de vários setores da sociedade em defesa da nacionalização dos recursos minerais, particularmente do petróleo, vai conseguir pressionar o Executivo e o Legislativo a não aprovarem o “Estatuto do Petróleo”, cuja discussão foi sendo abandonada até a aprovação da legislação que instituiria o monopólio estatal do petróleo em 1953.

Estudantes, sindicalistas, intelectuais, militares, técnicos e integrantes de praticamente todas as camadas sociais vão conseguir, em um momento raro da história política brasileira, mobilizar a opinião pública a favor da tese do monopólio estatal do petróleo. A “Campanha do Petróleo”, cujo lema, “O Petróleo é Nosso”, ganhou as ruas de todo o país, foi articulada, a partir de abril de 1948, em torno do Centro de Estudos e Defesa do Petróleo e da Economia Nacional (CEDPEN), que tinha entre seus presidentes de honra o General Horta Barbosa e o ex-Presidente Arthur Bernardes. A “Campanha do Petróleo” enfrentou uma série de obstáculos, como o boicote da grande imprensa, a repressão policial (justificada pela sua suposta vinculação ao Partido Comunista, na ilegalidade desde 1947), a hostilidade do empresariado, entre outros. Apesar das dificuldades, serão realizadas palestras e conferências sobre o tema do petróleo por todo o país, com a publicação de inúmeros textos e panfletos, visando esclarecer a população. Ao conseguir mobilizar a opinião pública nacional, a “Campanha do Petróleo” tornou o tema uma questão obrigatória nos debates das eleições gerais de 1950, ampliando ainda mais o seu impacto.

A eleição de Getúlio Vargas à Presidência da República, em 3 de outubro de 1950, fortaleceu a alternativa nacionalista para a questão do petróleo. A Assessoria Econômica da Presidência da República, chefiada por Rômulo de Almeida e Jesus Soares Pereira, iniciou, em julho de 1951, a elaboração da proposta que Getúlio Vargas apresentaria como política nacional do petróleo. O ponto de partida seria a criação de uma sociedade de economia mista, a Petróleo Brasileiro S.A., com participação acionária da União, Estados e Municípios, para executar essa política (Projeto de Lei nº 1.516, de 1951). A proposta já anunciava que a União deteria, no mínimo, 51% das ações com direito a voto na sociedade a ser constituída e de suas subsidiárias, enfatizando a imprescindibilidade do controle nacional do setor de petróleo.

O projeto de criação da Petrobrás buscava se contrapor ao “Estatuto do Petróleo”, tentando incorporar as críticas nacionalistas e antecipando-se a eventuais contestações mais nacionalistas. No entanto, a solução proposta de criação de uma sociedade de economia mista, em que há participação do capital privado, será criticada por permitir que o capital estrangeiro pudesse ser incorporado no setor de petróleo, por meio de empresas vinculadas a seus interesses organizadas no país. Outra crítica nacionalista feita ao projeto foi a ausência de qualquer menção ao monopólio estatal.

Defendendo a proposta de criação da Petrobrás, a Assessoria Econômica da Presidência da República afirmava que a União já exerceria um monopólio de fato sobre a exploração do petróleo brasileiro. Como as jazidas de petróleo e gás natural já eram integrantes do patrimônio da União, a proposta de legislação sobre o petróleo apenas estaria buscando regular a utilização de bens da União por ela mesma, portanto, não seria preciso justificar a sua exclusividade.

Com o conhecimento e o apoio do Presidente Vargas, o deputado Euzébio Rocha (PTB-SP) apresentou um substitutivo, o Projeto de Lei nº 1.595, em 28 de janeiro de 1952, no qual reforçava o controle estatal sobre a empresa a ser criada. A inovação mais importante do substitutivo de Euzébio Rocha foi a previsão de um dispositivo que proibia a instituição de novas organizações e de novas autorizações e concessões com objetivos idênticos, correlatos ou afins aos da Petrobrás e suas subsidiárias. O monopólio estatal estava previsto, assim, de forma implícita.

A oposição ao Governo Vargas, encabeçada pela União Democrática Nacional, até então favorável ao capital estrangeiro na exploração do petróleo e demais recursos minerais, apresentou, em 6 de junho de 1952, uma proposta mais nacionalista do que a que estava em discussão. A proposta da UDN, assinada pelo deputado Bilac Pinto (UDN-MG), defendia a instituição do monopólio estatal para a pesquisa, lavra, refinação e o transporte de petróleo e, ao invés de uma sociedade de economia mista, a constituição de uma empresa pública, denominada Empresa Nacional de Petróleo (ENAPE), com capital integralmente público. A ENAPE, ainda, atuaria em todos os setores diretamente, sem constituir subsidiárias. O substitutivo recebeu o apoio de vários parlamentares integrantes da base de sustentação parlamentar do governo, que, durante a tramitação do Projeto nº 1.516/1951, tentaram deixar explícito aquilo que entendiam que estaria apenas implícito no projeto.

A “Campanha do Petróleo” continuou ativa durante todo o período de tramitação do Projeto nº 1.516/1951, defendendo a tese do monopólio estatal do petróleo e combatendo os pontos que julgava contrários ao interesse nacional no projeto do governo. Os obstáculos enfrentados para a mobilização continuavam gigantescos, como a repressão policial, a perseguição de alguns governadores, o boicote da mídia, etc. No entanto, a pressão a favor do monopólio estatal foi constante. Apesar das críticas nacionalistas, a mudança no rumo da política nacional do petróleo se tornou evidente, apesar das falhas e omissões, propositais ou não, do projeto de lei. A mudança de política era tão clara, além da pressão da opinião pública, ainda mobilizada pela “Campanha do Petróleo”, que não surgiu nenhuma proposta na Câmara dos Deputados com uma posição politica e ideológica contrária à do Governo Vargas.

O debate público e parlamentar irá transcorrer a partir do pressuposto do controle nacional sobre os recursos petrolíferos e das alternativas mais adequadas para assegurar este controle. Após um acordo com as principais lideranças partidárias, em que o Governo aceitava expressamente a inclusão do monopólio estatal na pesquisa, lavra, transporte e refinação do petróleo, mas exigia a manutenção da estrutura jurídica de sociedade de economia mista, o Projeto nº 1.516/1951 conseguiu ter sua votação acelerada na Câmara dos Deputados.

O debate no Senado Federal em torno da criação da Petrobrás foi muito mais difícil. A pressão dos setores econômicos contrários ao monopólio estatal, inclusive a grande imprensa, foi mais intensa, e parte dos senadores, liderados por Othon Mäder (UDN-PR), Plínio Pompeu de Sabóia Magalhães (UDN-CE) e Assis Chateaubriand (PSD-PB), se declaravam expressamente contrários ao projeto aprovado na Câmara. A defesa do monopólio estatal do petróleo foi feita por Landulfo Alves (PTB-BA), Alberto Pasqualini (PTB-RS), Domingos Velasco (PSB-GO) e Kerginaldo Cavalcanti (PSP-RN). Ao final do processo de votação, o Senado aprovou trinta e duas emendas ao projeto da Câmara, muitas delas alterando radicalmente o sentido da proposta, ao permitir, inclusive, meios para a participação e o controle do capital estrangeiro sobre o setor de petróleo.

Em 15 de julho de 1953, a Câmara dos Deputados buscou restaurar a estrutura e intenção originais do projeto de lei, com a rejeição de onze das emendas aprovadas pelo Senado que desfiguravam o projeto, mantendo-se as demais. A votação do Projeto nº 1.516/1951 foi encerrada em 15 de setembro de 1953, e a redação final foi aprovada pelo plenário da Câmara dos Deputados em 21 de setembro de 1953, sendo remetido o texto aprovado para a sanção presidencial. Finalmente, em 3 de outubro de 1953, Getúlio Vargas sancionou, sem nenhum veto, a Lei nº 2.004, que instituiu a política nacional do petróleo, explicitou o monopólio estatal do petróleo no Brasil e autorizou a criação da Petrobrás.

Nas principais regiões produtoras de petróleo, a indústria petrolífera é estatal ou foi nacionalizada. Cerca de 90% das reservas petrolíferas do mundo pertencem ao Estado, sendo exploradas por empresas estatais, que controlam aproximadamente 73% da produção, atuando em regime de monopólio ou quase-monopólio sobre os recursos de seus países. O papel do Estado é central para a política energética em geral e, em particular, no setor de petróleo, servindo para coibir o poder econômico dos grandes oligopólios, garantir a exploração não-predatória das jazidas e defender o interesse da coletividade, além de atuar de forma estratégica, militar e economicamente, controlando o suprimento de petróleo e derivados.

O contexto histórico da luta dos países em desenvolvimento por independência política e emancipação econômica tornou as empresas petrolíferas estatais entidades que personificam o controle soberano sobre os recursos naturais. As empresas estatais são instrumentos da política econômica nacional dos seus Estados, atuando de acordo com os objetivos estratégicos e de bem-estar social do Estado, indo muito além da mera busca de rentabilidade.

A “Campanha do Petróleo” foi, nas palavras de Carlos Lessa, a “maior mobilização popular e social da história do Brasil em defesa de algum projeto de desenvolvimento”. Não haveria nada similar antes, nem depois. A campanha abriu espaço para a manifestação política popular, cuja mobilização era uma novidade na história do país. Um projeto nacional de desenvolvimento precisa estar presente no imaginário coletivo da sociedade, sob pena de não sair do papel. Afinal, não é um simples plano de governo, mas uma construção coletiva que busca essencialmente os objetivos de uma sociedade melhor, mais igualitária e mais democrática no futuro. A “Campanha do Petróleo” conseguiu realizar isto, ao defender a soberania nacional. A aprovação do monopólio estatal do petróleo não teve como causa única a “Campanha do Petróleo”, mas, certamente, a campanha contribuiu de modo decisivo para influenciar as lideranças políticas e foi crucial para o Presidente Getúlio Vargas se posicionar diante das pressões provenientes do governo norte-americano.

A Petrobrás, como bem afirmou Barbosa Lima Sobrinho, é uma conquista do povo brasileiro, cujo irresistível movimento de opinião superou todos os obstáculos para fazer prevalecer a vontade nacional. O que a “Campanha do Petróleo” revelou foi uma dimensão política não esperada para um projeto nacional de desenvolvimento. Afinal, o que se estava decidindo não era apenas a forma de exploração de um recurso mineral estratégico, mas a própria soberania econômica nacional. A causa do petróleo foi identificada à afirmação da soberania nacional.

Há a tentativa deliberada de criar em torno do tema do petróleo a identidade com a soberania nacional e a perspectiva de fundação de um novo país, um país soberano e industrializado. A “Campanha do Petróleo”, ao defender a soberania econômica do Brasil, propunha que se completasse a superação da economia colonial e se fizesse efetiva a Nação. Neste sentido, da Petrobrás como símbolo de afirmação nacional, são significativas as palavras de Barbosa Lima Sobrinho: “A Petrobrás, desde a sua criação, foi mais que uma empresa pública. Surgiu como emblema da nacionalidade, a sigla mística que podia abranger e reunir o maior número possível de brasileiros fiéis à sua pátria. Petrobrás era um símbolo que, por si só, despertava emoções, como se a sua missão fosse a de acender estrelas, para iluminar o céu do futuro do Brasil”.

(*)Professor Titular de Direito Econômico e Economia Política da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo

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A fábula petista, por Frei Betto

A fábula petista, por Frei Betto

A Cigarra & a Formiga

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

da Folha, 10/11/2014

Frei Betto

A fábula petista

Com o tempo, o PT deixou de valorizar o trabalho da formiga e passou a entoar o canto da cigarra. O projeto de Brasil deu lugar ao de poder

A disputa presidencial se resumiu em um verbo predominante na campanha: desconstruir. Em 12 anos de governo, o PT construiu, sim, um Brasil melhor, com índices sociais “nunca vistos antes na história deste país”. Porém, como partido, houve progressiva desconstrução.

A história do PT tem seu resumo emblemático na fábula “A cigarra e a formiga”, de Ésopo, popularizada por La Fontaine. Nas décadas de 80 e 90, o partido se fortaleceu com filiados e militantes trabalhando como formigas na base social, obtendo expressiva capilaridade nacional graças às Comunidades Eclesiais de Base, ao sindicalismo, aos movimentos sociais, respaldados por remanescentes da esquerda antiditadura e intelectuais renomados.

No fundo dos quintais, havia núcleos de base. Incutia-se na militância formação política, princípios ideológicos e metas programáticas. O PT se destacava como o partido da ética, dos pobres e da opção pelo socialismo.

À medida que alcançou funções de poder, o PT deixou de valorizar o trabalho da formiga e passou a entoar o canto presunçoso da cigarra. O projeto de Brasil cedeu lugar ao projeto de poder. O caixa do partido, antes abastecido por militantes, “profissionalizou-se”. Os núcleos de base desapareceram. E os princípios éticos foram maculados pela minoria de líderes envolvidos em maracutaias.

Agora, a cigarra está assustada. Seu canto já não é afinado nem ecoa com tanta credibilidade. Decresceu o número de sua bancada no Congresso Nacional. A proximidade do inverno é uma ameaça.

Mas onde está a formiga com suas provisões? Em 12 anos, os êxitos de políticas sociais e diplomacia independente não foram consolidados pela proposta originária do PT: “Organizar a classe trabalhadora” e os excluídos.

Os avanços socioeconômicos coincidiram com o retrocesso político. Em 12 anos de governo, o PT despolitizou a nação. Preferiu assegurar governabilidade com alianças partidárias, muitas delas espúrias, em vez de estreitar laços com seu esteio de origem, os movimentos sociais.

Tomara que Dilma cumpra sua promessa de campanha de avançar nesse quesito, sobretudo no que diz respeito ao diálogo permanente com a juventude, os sem-terra e os sem-teto, os povos indígenas e os quilombolas.

O PT até agora robusteceu o mercado financeiro e deu passos tímidos na reforma agrária. Agradou as empreiteiras e pouco fez pelos atingidos por barragens. Respaldou o agronegócio e aprovou um Código Florestal aplaudido por quem desmata e agride o meio ambiente.

É injusto e ingênuo pôr a culpa da apertada e sofrida vitória do PT nas eleições de 2014 no desempenho de Dilma.

Se o PT pretende se refundar, terá que abandonar a postura altiva de cigarra e voltar a pisar no chão duro do povo brasileiro, esse imenso formigueiro que, hoje, tem mais acesso a bens materiais, como carro e telefone celular, mas nem tanto a bens espirituais: consciência crítica, organização política e compromisso com a conquista de “outros mundos possíveis”.

CARLOS ALBERTO LIBANIO CHRISTO, 70, o Frei Betto, é assessor de movimentos sociais e escritor. É autor de “A Mosca Azul – Reflexão sobre o Poder” (Rocco), entre outros livros

 

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A-DARTER próximo da certificação e fabricação no Brasil

Reproduzindo matéria do site DefesaNet

A-DARTER próximo da certificação e fabricação no Brasil

A expectativa das empresas nacionais participantes do projeto do míssil Ar-Ar de 5ª Geração em conjunto com a África do Sul A-DARTER.

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A expectativa das empresas nacionais participantes do Projeto do míssil Ar-Ar de 5ª Geração em conjunto com a África do Sul A-DARTER.
Nelson Düring
Editor-Chefe DefesaNet

A contratação da certificação e produção do míssil A-DARTER pela indústria nacional deve ocorrer nos próximos meses. É o que consideram a MECTRON, controlada pela ODEBRECHT Defesa e Tecnologia (ODT), e suas parceiras no projeto (AVIBRAS e OPTOELETRÔNICA).

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Enquanto o programa caminha para a fase final do desenvolvimento na África do Sul, com ensaios em voo contra alvo em diferentes condições de lançamentos do míssil, pelo lado brasileiro as empresas aguardam as negociações para a próxima fase do programa (Fase 4), que envolverá a industrialização do míssil e a certificação do processo produtivo.

PROJETO A-DARTER
FASES DO PROJETO
Fase 1 Desenvolvimento do míssil na África do Sul
Fase 2 Participação da Indústria Nacional no Desenvolvimento na
África do Sul
Fase 3 Preparação do Parque Industrial Nacional com a Adaptação dos Laboratórios e Reprodução de Subsistemas Prioritários no Brasil
Fase 4 Integração dos Subsistemas, Certificação no Brasil e Desenvolvimento da Industrialização
Fase 5 Produção e Logística

 

A avaliação que se faz hoje é que as equipes brasileiras estão em estágio de conhecimento tecnológico similar ao dos sul-africanos. “Os resultados são altamente satisfatórios, ainda mais se considerando que é uma parceria tecnológica entre países e empresas com diferentes culturas, metodologias de desenvolvimento, processos de trabalho etc.”, afirma o engenheiro Thomaz Tavares, Diretor de Contrato na MECTRON.

Tavares também esclarece que até agora foi garantida a transferência de tecnologia e puderam demonstrar a capacidade das empresas brasileiras envolvidas de mobilizar a indústria nacional para a fabricação deste sistema. “Estamos prontos para dar o próximo passo. A contratação da fase de industrialização é fundamental para a consolidação do programa no Brasil e para que possamos fornecer o A-DARTER em larga escala para a futura geração de caças da FAB. A falta de continuidade no processo esfriará a prontidão da indústria nacional”.

De origem sul-africana, conduzido pela empresa DENEL Dynamics, o programa do A-DARTER consiste no desenvolvimento de um míssil ar-ar de quinta geração, cujas principais características são uma avançada capacidade de detecção e rastreio de alvos através de imageamento infravermelho e alta capacidade de manobra através de empuxo vetorado.

Em 2006, com base num acordo governamental entre o Brasil e a África do Sul, a Força Aérea Brasileira decidiu investir no desenvolvimento deste míssil, passando a participar ativamente no projeto, tendo direitos industriais sobre ele e contratando empresas brasileiras para participar do programa, como a MECTRON, responsável pela seção de controle e guiamento, incluindo seu autodiretor, sua eletrônica embarcada e sua espoleta de proximidade por radiofrequência. Esse programa gera um grande investimento na capacitação e fortalecimento da indústria nacional de defesa.

As gerações de mísseis e a performance

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A MECTRON entrou no programa em janeiro de 2008 atuando com uma equipe que passou a trabalhar na África do Sul, participando ativamente do desenvolvimento do míssil. Outra equipe foi alocada no Brasil para dar prosseguimento ao processo de capacitação tecnológica e materialização do produto no país. Esta etapa foi alcançada em 2013 com a finalização da montagem e testes da seção frontal do míssil nas instalações da empresa em São José dos Campos/SP. No total, mais de 50 integrantes da MECTRON participaram deste processo.

Seção frontal do A-DARTER em teste no seu banco óptico na MECTRON
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F-X2 e Gap Filler

O míssil A-DARTER deverá ser o míssil de média distância da FAB. Assim no RFP (Request for Proposal) do F-X2 consta como requisito a integração do sistema à aeronave. As negociações atualmente em curso para ter como o caça Gripen C/D,  como GAP Filler (preencher a necessidade de caça e servir de treinamento para pilotos e equipes de terra) traz uma outra vantagem ao Míssil A-DARTER.

Todos os ensaios aviônicos foram concluídos na aeronave Gripen C/D, inclusive o teste de envelope da aeronave com o míssil e disparo deste. Haveria grande reaproveitamento da integração que já ocorreu na África do Sul.

Era prevista a integração no caça A-1M (AMX). Mas não é conhecido se os planos da FAB permanecem estes ou focará os esforços no Gripen NG.

É importante a entrada da 4ª Fase do Projeto A-Darter, pois no momento em que a configuração for estabelecida com o encerramento do desenvolvimento, a MECTRON e suas parceiras levariam cerca dois anos para se estruturarem e entregarem as primeiras unidades do míssil.

Assim a FAB teria não só uma aeronave de caça, o Gripen C/D, como GAP FIller, e o futuro Gripen NG já compartilhando o  sistema de arma, o míssil de 5ª Geração A-DARTER com importantes ganhos de operacionalidade, logística e escala industrial.

 

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Empresa Estratégica de Defesa vai exportar VANTs para a África

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Empresa Estratégica de Defesa vai exportar VANTs para a África

Brasília, 8/08/2014 – Com apoio e intermediação do Ministério da Defesa, pela primeira vez uma empresa brasileira venceu uma concorrência internacional para exportar Veículos Aéreos Não Tripulados (VANT). Até o final do mês, a Flight Technologic – credenciada como empresa estratégica de Defesa – passará a fornecer à África unidades do VANT Horus FT-100, veiculo leve capaz de realizar o aerolevantamento de até quatro mil hectares por voo. O equipamento pode ser utilizado em operações especiais de busca de alvos e de suporte ao deslocamento de tropas.

O gerente do Departamento de Produtos de Defesa (Deprod) do Ministério da Defesa, coronel Hilton Grossi, afirma que essa conquista fortalece a Indústria Nacional de Defesa e comprova a importância do esforço do governo em apoiar o setor.

“O domínio dessa tecnologia é importante para o país porque mostra a nossa capacidade instalada. É mais um degrau sendo conquistado, o que estimulará essa e outras empresas a desenvolverem, no futuro, produtos ainda mais sofisticados e com grandes chances de novas exportações”, disse.

O representante de Produtos de Defesa do ministério lembrou ainda que o contrato de exportação implica em mais carga de trabalho e, consequentemente, novas contratações, já que a venda envolve ainda o apoio logístico para atender por completo a negociação.

“É o chamado efeito cascata que a indústria de defesa propicia ao país: na medida em que ela vende, pode usar parte de seu lucro no desenvolvimento de produtos ainda mais sofisticados, o que pode levar a outras exportações, gerando mais empregos”, explica Grossi.

Negociação

O coronel explica que autoridades africanas fizeram contato com o Brasil interessadas nos VANT produzidos em território nacional. Diante disso, as empresas que fazem parte da Indústria Nacional de Defesa foram apresentaram suas propostas e a Flight Tech acabou vencendo a concorrência.

“Intermediar esse contato das nossas empresas com outros países e mostrar as nossas competências é uma das atribuições do Ministério da Defesa no âmbito do esforço de incentivo à Base Industrial de Defesa”, explica. “Essa ‘propaganda’ faz com que os países identifiquem as competências e procurem as nossas empresas”, esclarece.

Além disso, o coronel explica que, nesse caso específico, o Ministério da Defesa atua ainda como facilitador dos trâmites burocráticos para assegurar que a empresa consiga cumprir os prazos estabelecidos pelo cliente estrangeiro.

Detalhes como a data de envio das primeiras unidades do VANT ou o nome do país africano que receberá as aeronaves não podem ser revelados por causa do sigilo obrigatório nesse tipo de transação.

VANT

O nome ‘Veículo Aéreo Não Tripulado’ (VANT) designa as aeronaves que voam sem a necessidade de ter um piloto a bordo para guia-las. Todos os movimentos desse tipo de veículo são controlados à distância por computador em cidades com acesso à rede de aviação comercial.

Justamente por não precisarem da presença de pessoas a bordo, os VANT podem ser utilizados com flexibilidade em operações complicadas como as realizadas em locais inóspitos ou regiões de conflito.

De acordo com o fabricante, o VANT Horus FT-100 foi projetado para operações de curto alcance que envolve busca de alvos, deslocamento, reconhecimento policial urbano e vigilância perimetral. Esse VANT também pode ser utilizado para aerolevantamento em geral.

DIVULGAÇÃO: Ministério da Defesa

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Como pensa a elite brasileira

 

Pensamento da Elite brasileiraReproduzindo artigo de Antonio Lassance : Como pensa a elite brasileira

A elite brasileira é engraçada. Gosta de ser elite, de mostrar que é elite, de viver como elite, mas detesta ser chamada de elite, principalmente quando associada a alguma mazela social. Afinal, mazela social, para a elite, é coisa de pobre.

A elite gosta de criticar e xingar tudo e todos. Chama isso de liberdade de expressão. Mas não gosta de ser criticada. Aí vira perseguição.

Quando a elite esculhamba o país, é porque ela é moderna e quer o melhor para todos nós. Quando alguém esculhamba a elite, é porque quer nos transformar em uma Cuba, ou numa Venezuela, dois países que a elite conhece muito bem, embora não saiba exatamente onde ficam.

Ideia de elite é chamada de opinião. Ideia contra a elite é chamada de ideologia.

A elite usa roupas, carros e relógios caros. Tem jatinho e helicóptero. Tem aeroporto particular, às vezes, pago com dinheiro público – para economizar um pouquinho, pois a vida não anda fácil para ninguém.

A elite gosta de mostrar que tem classe e que os outros são sem classe.

Mas, quando alguém reclama da elite por ser esnobe, preconceituosa e excludente, é acusado de incitar a luta de classes.

Elite mora em bairro chique, limpinho e cheiroso, mas gosta de acusar os outros de quererem dividir o país entre ricos e pobres.

O negócio da elite não é dividir, é multiplicar.

A elite é magnânima. Até dá aulas de como ter classe. Diz que, para ser da elite, tem que pensar como elite.

Tem gente que acredita. Não sabe que o principal atributo da elite é o dinheiro. O resto é detalhe.

A elite reclama dos impostos, mesmo dos que ela não paga. Seu jatinho, seu helicóptero, seu iate e seu jet ski não pagam IPVA, mesmo sendo veículos automotores.

Mas a elite, em homenagem aos mais pobres e à classe média, que pagam muito mais imposto do que ela, mantém um grande painel luminoso, o impostômetro, em várias cidades do país.

A elite diz que é contra a corrupção, mas é ela quem financia a campanha do corrupto.

Quando dá problema, finge que não tem nada a ver com  a coisa e reclama que “ninguém” vai para a cadeia. “Ninguém” é o apelido que a elite usa para designar o pessoal que lota as cadeias.

A elite não gosta do Bolsa Família, pois não é feita pela Louis Vuitton.

A elite diz que conceder benefícios aos mais pobres não é direito, é esmola, uma coisa que deixa as pessoas preguiçosas, vagabundas.

Como num passe de mágica, quando a elite recebe recursos governamentais ou isenções fiscais, a esmola se transforma em incentivo produtivo para o Brasil crescer.

A elite gosta de levar vantagem em tudo. Chama isso de visão. Quando não é da elite, levar vantagem é Lei de Gérson ou jeitinho.

Pagar salário de servidor público e os custos da escola e do hospital é gasto público. Pagar muito mais em juros altos ao sistema financeiro é “responsabilidade fiscal”.

Quando um governo mexe no cálculo do dinheiro que é reservado a pagar juros, é acusado de ser leniente com as contas públicas e de fazer “contabilidade criativa”.

Quando o governo da elite, décadas atrás, decidiu fazer contabilidade criativa, gastando menos com educação e saúde do que a Constituição determinava, deram a isso o pomposo nome de “Desvinculação das Receitas da União” -  inventaram até uma sigla (DRU), para ficar mais nebuloso e mais chique.

A elite bebe água mineral Perrier. Os sem classe se viram bebendo água do volume morto do Cantareira.

A elite gosta de passear e do direito de ir e vir, mas acha que rolezinho no seu shopping particular é problema grave de segurança pública.

A elite comprou o livro de um francês, um tal Piketty, intitulado “O Capital no Século 21″. Não gostou. Achou que era só sobre dinheiro, até descobrir que o principal assunto era a desigualdade.

A pior parte do livro é aquela que mostra que as 85 pessoas mais ricas do mundo controlam uma riqueza equivalente à da metade da população mundial. Ou seja, 85 bacanas têm o dinheiro que 3,5 bilhões de pessoas precisariam desembolsar para conseguir juntar.

A elite não gostou da brincadeira de que essas 85 pessoas mais ricas do mundo caberiam em um daqueles ônibus londrinos de dois andares.

Discordou peremptoriamente e por uma razão muito simples: elite não anda de ônibus, nem se for no andar de cima.

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Marinha do Brasil no programa ‘Domingo espetacular’

Ótima reportagem do jornalista Paulo Henrique Amorim destinada ao público leigo, sobre os investimentos que estão sendo feitos para modernizar as Forças Armadas brasileiras. Destaque para o Programa de Submarinos (Prosub), que prevê a construção de quatro submarinos convencionais e o primeiro submarino brasileiro com propulsão nuclear.

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Exército recebe lançadores de foguetes produzidos no país

Exército recebe lançadores de foguetes produzidos no país

viaturas do projeto astros 2020_abr8967Fonte: Agência Brasil

Desenvolvidas com tecnologia nacional, as primeiras nove viaturas lançadoras de foguetes Astros MK6 foram entregues hoje (6) ao Exército. Capazes de lançar mísseis e foguetes táticos e teleguiados, com precisão e alcance de 300 quilômetros, os veículos poderão ser usados na proteção das fronteiras do país. Foram encomendadas 50 viaturas.

AV-MT-300_Astros 2020De acordo com o ministro da Defesa, Celso Amorim, a entrega das viaturas faz parte do processo de modernização do aparato militar. “Apesar de todas as dificuldades que o país vive, dentro de um contexto mundial complexo, estamos dando passos firmes”, disse Amorim.

“Estamos orgulhosos de ter uma indústria de defesa capaz de produzir os meios para a nossa própria proteção. Isso nos faz sentir mais protegidos dentro de um mundo que ainda é muito marcado por incertezas, em que a nossa estratégia tem que levar em conta, necessariamente, o elemento de dissuasão”, acrescentou o ministro.

Segundo o general do Exército, José Júlio Dias Barreto, gerente do Projeto Estratégico Astros 2020, os equipamentos entregues hoje formam a primeira bateria de mísseis e foguetes do Exército brasileiro. “Ela é composta por uma viatura de posto de comando e controle, uma meteorológica, seis lançadoras, com capacidade de disparar toda a família de foguetes [fabricados no país] – mais o míssil tático de cruzeiro, que ainda está em desenvolvimento -, além de uma viatura remuniciadora.”

Barreto ressaltou a importância de o país ter a capacidade de desenvolver e produzir o próprio arsenal de defesa. “Se comprássemos mísseis e foguetes de fora, íamos ficar na dependência bélica estrangeira. No dia que precisássemos nos defender contra uma agressão externa, a história mostra que isso corta o apoio a quem compra. Então, a decisão da Estratégia Nacional de Defesa é que tenhamos a produção nacional para obtermos a capacidade de dissuasão extra-regional”, argumentou.

O presidente da Avibras Indústria Aeroespacial, Sami Youssef Hassuani, empresa responsável por desenvolver o armamento em conjunto com o Exército, disse que os equipamentos podem ser exportados, fortalecendo a indústria bélica nacional.

“Na parte de artilharia, o Brasil lidera [o mercado], o que não acontece com os caças [aviões], por isso o Brasil importa a tecnologia industrial. Mas, na área em que a Avibras atua, o Brasil é líder. Desenvolvemos e temos a capacidade de exportar. Hoje, a gente exporta 50% da produção”, disse.

As viaturas integrarão o 6º Grupo de Lançadores Múltiplus de Foguetes, em Formosa (GO).

 

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Escritora holandesa, falando sobre o Brasil

Pátria BrasilReproduzido do site Plantão Brasil

Escritora holandesa, falando sobre o Brasil

Os brasileiros acham que o mundo todo presta menos o Brasil, realmente parece que é um vício falar mal do Brasil. Todo lugar tem seus pontos positivos e negativos, mas no exterior eles maximizam os positivos, enquanto no Brasil se maximizam os negativos. Aqui na Holanda, os resultados das eleições demoram horrores porque não há nada automatizado. Só existe uma companhia telefônica e pasmem: Se você ligar reclamando do serviço, corre o risco de ter seu telefone temporariamente desconectado.

Nos Estados Unidos e na Europa, ninguém tem o hábito de enrolar o sanduíche em um guardanapo – ou de lavar as mãos antes de comer. Nas padarias, feiras e açougues europeus, os atendentes recebem o dinheiro e com mesma mão suja entregam o pão ou a carne.

Em Londres, existe um lugar famosíssimo que vende batatas fritas enroladas em folhas de jornal – e tem fila na porta.

Na Europa, não-fumante é minoria. Se pedir mesa de não-fumante, o garçom ri na sua cara, porque não existe. Fumam até em elevador.

Em Paris, os garçons são conhecidos por seu mau humor e grosseria e qualquer garçom de botequim no Brasil podia ir pra lá dar aulas de ‘Como conquistar o Cliente’.

Você sabe como as grandes potências fazem para destruir um povo? Impõem suas crenças e cultura. Se você parar para observar, em todo filme dos EUA a bandeira nacional aparece, e geralmente na hora em que estamos emotivos…

Vocês têm uma língua que, apesar de não se parecer quase nada com a língua portuguesa, é chamada de língua portuguesa, enquanto que as empresas de software a chamam de português brasileiro, porque não conseguem se comunicar com os seus usuários brasileiros através da língua Portuguesa. Os brasileiros são vitimas de vários crimes contra a pátria, crenças, cultura, língua, etc… Os brasileiros mais esclarecidos sabem que têm muitas razões para resgatar suas raízes culturais.

Os dados são da Antropos Consulting:
1. O Brasil é o país que tem tido maior sucesso no combate à AIDS e de outras doenças sexualmente transmissíveis, e vem sendo exemplo mundial.
2. O Brasil é o único país do hemisfério sul que está participando do Projeto Genoma.
3. Numa pesquisa envolvendo 50 cidades de diversos países, a cidade do Rio de Janeiro foi considerada a mais solidária.
4. Nas eleições de 2000, o sistema do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) estava informatizado em todas as regiões do Brasil, com resultados em menos de 24 horas depois do início das apurações. O modelo chamou a atenção de uma das maiores potências mundiais. Os Estados Unidos, onde a apuração dos votos teve que ser refeita várias vezes, atrasando o resultado e colocando em xeque a credibilidade do processo.
5. Mesmo sendo um país em desenvolvimento, os internautas brasileiros representam uma fatia de 40% do mercado na América Latina.
6. No Brasil, há 14 fábricas de veículos instaladas e outras 4 se instalando, enquanto alguns países vizinhos não possuem nenhuma.
7. Das crianças e adolescentes entre 7 a 14 anos, 97,3% estão estudando.
8. O mercado de telefones celulares do Brasil é o segundo do mundo, com 650 mil novas habilitações a cada mês.
9. Telefonia fixa, o país ocupa a quinta posição em número de linhas instaladas..
10. Das empresas brasileiras, 6.890 possuem certificado de qualidade ISO-9000, maior número entre os países em desenvolvimento. No México, são apenas 300 empresas e 265 na Argentina.
11. O Brasil é o segundo maior mercado de jatos e helicópteros executivos.

Por que vocês têm esse vício de só falar mal do Brasil?
1. Por que não se orgulham em dizer que o mercado editorial de livros é maior do que o da Itália, com mais de 50 mil títulos novos a cada ano?
2. Que têm o mais moderno sistema bancário do planeta?
3. Que suas AGÊNCIAS DE PUBLICIDADE ganham os melhores e maiores prêmios mundiais?
4. Por que não falam que são o país mais empreendedor do mundo e que mais de 70% dos brasileiros, pobres e ricos, dedicam considerável parte de seu tempo em trabalhos voluntários?
5. Por que não dizem que são hoje a terceira maior democracia do mundo?
6. Que apesar de todas as mazelas, o Congresso está punindo seus próprios membros, o que raramente ocorre em outros países ditos civilizados?
7. Por que não se lembram que o povo brasileiro é um povo hospitaleiro, que se esforça para falar a língua dos turistas, gesticula e não mede esforços para atendê-los bem? Por que não se orgulham de ser um povo que faz piada da própria desgraça e que enfrenta os desgostos sambando.

É! O Brasil é um país abençoado de fato. Bendito este povo, que possui a magia de unir todas as raças, de todos os credos. Bendito este povo, que sabe entender todos os sotaques. Bendito este povo, que oferece todos os tipos de climas para contentar toda gente. Bendita seja, querida pátria chamada BRASIL!”

 

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KC 390, gigante da Embraer voará em 2014

A Embraer está de parabéns com o desenvolvimento do KC 390, finalmente o Governo Brasileiro investiu para valer nela. Sem dúvida alguma será um sucesso.

O KC-390 é a maior aeronave já construída pela indústria aeronáutica brasileira e estabelecerá novos padrões ao transporte militar de porte médio em termos de performance e capacidade de carga. Com sua capacidade de 23 toneladas e velocidade máxima de cruzeiro de 465 nós (860 km/h), o KC-390 proverá significativos ganhos de mobilidade para seus operadores e considerável redução no tempo da missão.
O super cargueiro e avião tanque KC-390 abre um mercado de 700 aviões e US$ 50 bilhões em 80 países até 2024!

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A perimetral, o caos no trânsito e o abandono da cidade: Entrevista com Carlos Ferreira

Por Rennan Martins

Os grandes eventos previstos no Brasil e em especial no Rio de Janeiro que além da Copa sediará as Olimpíadas trouxeram diversas mudanças na cidade. Grandes obras projetos se iniciaram, e com eles os efeitos sobre o centro da cidade estão sendo sentidos.

A polêmica derrubada da Perimetral e o rearranjo do trânsito contribuíram com ainda mais confusão na circulação, e o trânsito já sobrecarregado piorou. Todos estes problemas que os cariocas enfrentam diariamente levantou o debate sobre o modelo de cidade que se almeja, sobre a democratização das decisões tomadas pelos nossos representantes e o que pode ser feito para tornar o Rio uma cidade inclusiva, que vise o bem público antes de servir a interesses privados.

Esta situação nos moveu a entrevistar Carlos Ferreira, engenheiro e membro do Conselho Diretor e Editorial do Clube de Engenharia e colaborador da Associação Brasileira dos Desenvolvimentistas acerca do assunto. Demonstrando conhecimento de causa, Carlos se posiciona de forma veemente contra a derrubada da Perimetral, considera que o propósito foi de pura especulação imobiliária e sugere que a capital carioca retorne a operar efetivamente subprefeituras.

Confira:

Qual a razão da derrubada da Perimetral? Que interesses serão atendidos na nova esquematização do centro do rio?

Primeiramente eu gostaria de me posicionar contra a derrubada da Perimetral. A Perimetral atendia a um fluxo de transito imenso, uma ligação do centro zona sul, zona norte e baixada, uma das saídas do Rio de Janeiro. Todo mundo sabe que o Rio é uma cidade atípica pois se encontra imprensada entre o mar e a montanha, então existe muita dificuldade de circulação, temos somente duas entradas e saídas que seriam a Avenida Brasil e a Linha Vermelha, e essa questão em específico da Perimetral, eu acho que foi um interesse basicamente de especulação imobiliária.

A área em questão era sabidamente abandonada, uma área que no período ditatorial se construiu o elevado e que foi sendo negligenciada, mas haveriam outras soluções para revitalização. A própria perimetral em sua estrutura feia, possui uma grande qualidade em termos de construção, e teria uma longa vida, se fossem implementados processos de revitalização e remodelação, o que faria com que a própria região portuária pudesse ter sido utilizada para uma maior mobilidade de populações. Poderiam ter sido construídos edifícios residenciais para a população de média renda, atraindo assim as pessoas para perto de seu local de trabalho. O centro da cidade é uma área imensa de serviços, e os maiores supridores de trabalhadores são a Zona Oeste, Zona Norte e Baixada Fluminense. Se as pessoas pudessem vir a residir na área, Gamboa, Santo Cristo, toda a região do entorno do porto, estariam mais próximas de seus locais de trabalho, pressionando menos ,portanto, o sistema de transporte público.

Mas eu acho que na visão das pessoas que assim decidiram, dos gestores públicos que tomaram a decisão de acabar com o elevado o objetivo maior está ligado a especulação imobiliária. Daí tivemos a destruição da perimetral, e trabalhou-se anteriormente para considerar isto um fato consumado. No Clube de Engenharia nós lutamos muito contra esta medida. E hoje diz-se que aquilo será preparado para a Olimpíada.

Não precisamos ir muito longe, na primeira vez que a via dita Binária, que possui diversas curvas e sinais, enfrentou uma chuva forte, a via inundou, pois o sistema de drenagem não funcionou. Então tratou-se de um despreparo total. Dizem que na área serão construídos prédios para as Olimpíadas, o que é assustador, pois, quando passamos na área não se observa a construção de nada. Estamos a dois anos das olimpíadas, é muito pouco tempo pra se fazer algo, pode-se observar na área indicações do que será construído em cada local, mas nada está sendo feito. Então a decisão foi de olho na especulação imobiliária, é só olharmos para quem está realizando as vendas e incorporações dos grandes edifícios de negócios que ali serão construídos que saberemos a quem interessa esta medida.

Houve um estudo do impacto a ser gerado no trânsito? O novo arranjo aumenta ou diminui o congestionamento na cidade?

Quando do início da discussão da derrubada da perimetral, houve um forte debate sobre este assunto no Clube de Engenharia. O próprio vice-prefeito do Rio, Carlos Alberto Muniz, disse a nós, está gravado, que demolição só seria realizada após a construção e operação do túnel, a fim de não gerar os transtornos que estamos vivenciando.

Se a gente for ver e lembrar um pouco, a perimetral atuava em sua via elevada com duas mãos em cada sentido, e na parte da Rodrigues Alves, abaixo, três mãos em cada sentido, então eram cinco vias por sentido. Agora teremos um túnel, onde se diz que serão três pistas por mão, perdemos duas. Aí a prefeitura alega que na binário serão disponibilizadas duas ou três, com todo aquele trânsito. Fazendo um balanço de tudo aquilo chegamos a conclusão de que se troca seis por meia dúzia. Porque na verdade a tendência do trânsito é aumentar, e a área de escoamento, é bom lembrar nesse momento que toda a zona sul ao se direcionar pra saída do rio ou pra ir pra Zona Norte, Oeste e Baixada Fluminense, fluía pelo elevado.

Então, se esse estudo ocorreu, ele não foi aplicado e houve toda uma precipitação e criação de um fato consumado em torno da medida, e hoje a situação é o caos no trânsito, vemos isso diariamente.

Quais são os projetos previstos para revitalização da área portuária? Eles são duradouros ou só atenderão aos grandes eventos?

Como disse a pouco, o foco inicial é a Olimpíada. Fala-se da construção de várias estruturas na região, museus, a construção de um boulevard com um veículos sobre trilhos por ali. O meu questionamento neste ponto é, estamos há dois anos das olimpíadas e nada se vê por ali, provavelmente não teremos tempo, podemos nesse ponto traçar um paralelo. Qual é o legado da Copa do Mundo no Rio?

A mim parece que o único legado é termos destruído um monumento cultural carioca histórico, gastando uma fortuna absurda, e transformando um estádio que comportava 200 mil pessoas, num estádio pra 70, 80 mil pessoas, sem que o povo possa participar. Porque sem a geral e com os preços praticados nos ingressos atualmente, o povo não tem acesso.

O Maracanã era um grande ponto de congraçamento, até de alívio das tensões do dia-a-dia, quando o “Geraldino” ia assistir a seu jogo de futebol. Há duas semanas atrás assisti a uma partida de futebol, Flamengo e Vasco, e o estádio estava de todo esvaziado, isso é algo raro de se ver que tem ligações com estas novas políticas e modelo de cidade praticados no Rio.

O prefeito Eduardo Paes solicitou aos cariocas que deem preferência ao transporte público no período das obras. A estrutura atual do sistema de transporte público do Rio atende a esta demanda?

Não, a estrutura não atende, o prefeito e seus assessores deveriam utilizar o transporte público, como exemplo e pra sentirem a na pele o que estão causando. O metrô hoje por exemplo, sai da estação General Osório já praticamente lotado, ao longo do percurso os vagões param sistematicamente sob alegação de problema de tráfego a frente, então não é uma viagem contínua e sim intermitente. O metrô é um problema que condiz ao estado, mas está dentro do conjunto de transportes o qual o prefeito se referiu.

Neste metrô, ligarão a linha 4, que saiu completamente de seu projeto original, que previa descarregar no centro da cidade, e irá descarregar em torno de 300 mil pessoas na estação Gávea. Quer dizer, essas pessoas já lotarão o metrô a partir da Gávea, quem conseguirá entrar nos vagões a partir daí? Hoje os intervalos entre as composições já são pequenos e é difícil reduzi-los, ainda mais por conta do período de aceleração e desaceleração requerido para parada entre estações.

Sobre o transporte por ônibus, o Rio é uma cidade muito quente que já possuiu em sua frota diversos carros com ar condicionado, hoje em dia não há mais, os ônibus estão  em estado deplorável. Não podemos pensar somente na Zona Sul, devemos lembrar de quem realmente usa o transporte público que é Zona Norte, Oeste e Baixada Fluminense, o pessoal que se desloca neste percurso, é aterrador. A Avenida Brasil já é um paredão de ônibus, um colado no outro e esse povo despende no deslocamento muitas horas por dia.

Aqui mesmo no centro, pensemos num idoso que tem de pegar um táxi no início da Rio Branco com a presidente Vargas. Como ele irá conseguir? O táxi não para mais ali. Foram uma série de ações impensadas que agora se tenta corrigir, que levaram o caos total a cidade. Eu diria que o prefeito perdeu o controle da cidade.

Veja agora esse caso absurdo do lixo no carnaval, onde foram gastos rios de dinheiro pra mostrar ao mundo uma cidade cidade maravilhosa que realmente foi um dia, pra vender essa imagem aos turistas, pra Carnaval, Olimpíadas, Copa do Mundo. Esse abandono completo da cidade foi visto no mundo inteiro, como carioca me senti envergonhado em ver a cidade neste caos tamanho.

As unidades de ordem pública estão alheias ao que está acontecendo, é lixo, é camelô, grupos de moradores de rua instalados em todos os lugares fazendo suas necessidades em qualquer lugar. E cadê o prefeito?

Diante deste quadro, que medidas você considera necessárias para uma proposta de cidade inclusiva e democrática?

No caos que nos estamos atualmente, no nível de abandono dos bens e locais públicos, na anarquia que tomou conta da cidade. Penso que é muito difícil, mas vamos sugerir.

Devemos voltar a ter subprefeitos atuantes, o sistema público, as secretarias de governo devem atuar e fiscalizar efetivamente todos os processos. Se vai reparar uma rua por exemplo, que tenha fiscalização, que a guarda municipal atue realmente.

Você não vê na Fontana di Trevi mendigos tomando banho porque a guarda de Roma não permite isso. Já aqui, no chafariz da Candelária, vemos que aquilo hoje é um banheiro público, uma lavanderia pública, na frente de quem quer que seja e não se toma nenhuma providência, isto é só um exemplo de como podemos lidar com as coisas.

Devemos aplicar a tolerância zero dentro do critério democrático. A democracia é um sistema que pressupõe direitos e também deveres, o cidadão precisa saber se comportar. O prefeito teve uma iniciativa de certo sucesso, mas como tudo por aqui é por espasmos não foi a diante, que foi a tolerância zero com o lixo, de repente a Rio Branco ficou limpa, as calçadas ficaram limpas, porque existiu uma efetiva fiscalização e punição. O caminho é por aí.

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