América Latina: avançar em bloco

Retirado do site Patria Latina
Ronaldo Zulke e Luiz Marques/Carta Maior

Alguns observadores classificam os governos de (centro-) esquerda da América Latina, eleitos após o fracasso das políticas de ajuste fiscal, privatização do patrimônio público, desregulamentação estatal, desindustrialização e desemprego em massa produzidos pelo neoliberalismo, fruto de uma inserção subordinada na chamada Nova Ordem Mundial, de “reformadores” e “refundadores”. Aos últimos pertenceriam os governos que refizeram o pacto político-jurídico em suas respectivas pátrias votando outra Carta Magna, como a Venezuela e a Bolívia. A diferença diz respeito à correlação de forças entre as classes sociais e às possibilidades constitucionais existentes para viabilizar pontos programáticos de interesse das maiorias, como a desconcentração de terras para atender os reclames represados pela reforma agrária. A subdivisão analítica entre governos reformadores e refundadores, contudo, não significa uma distinção ideológica do tipo “reformistas” e “revolucionários”, até porque nenhuma Constituição na AL questiona a propriedade privada dos meios de produção, base do capitalismo.

Propósitos
Mais que as diferenças procedimentais, chamam a atenção as semelhanças de propósitos entre os governantes que emergiram da onda democrática desde el fin de siglo. Onda que, se não é linear como comprovou-se no Chile recentemente, é densa o suficiente para alterar a geopolítica do território que já foi tido como uma simples extensão dos Estados Unidos.

“A dependência econômica ainda é um fato, mas politicamente a AL é cada vez mais livre. Washington jamais voltará a exercer a influência que tinha antes”, observou historiador Eric Hobsbawm (FSP, 15/09/09). Mas, mesmo a dependência econômica, precisaria ser relativizada em função da sofisticada diversificação de parcerias comerciais atualmente. O Brasil, por exemplo, tem hoje na Ásia o destino de 25,8% de suas exportações, na AL e no Caribe 23,3%, na União Européia 22,2% e no Mercosul 10,3%. Se os EUA somados a China e a Argentina representam um terço das exportações brasileiras, a União Européia, a AL e o Caribe contabilizam 45,5% (Ministério do Desenvolvimento, da Indústria e do Comércio Exterior, 2009). Os dados revelam uma complexidade nas relações internacionais que já não se coaduna com a proverbial e pejorativa metáfora do “quintal”. O tempo passou, e há quem ainda não viu.

O fortalecimento do Mercosul, em contraposição à Alca, contribuiu também para o processo de independentização econômica em curso fazendo as exportações intra-regionais saltarem de U$ 4 bilhões para U$ 33,5 bilhões e, as exportações da região para o mundo, de U$ 46 bilhões para U$ 222 bilhões nos últimos anos (fonte: idem). Setores da economia, sem compromisso com o empoderamento da soberania nacional e continental, lamentam o rompimento do antigo cordão umbilical. “O Mercosul foi um dos projetos que mais sofreu com a partidarização da política externa brasileira. A visão de mundo do PT, a prioridade para criar um contrapeso aos EUA e a inclusão da Venezuela como membro pleno do Mercosul alteraram profundamente os rumos do processo de integração subregional”, acusou o presidente do Conselho de Comércio Exterior da Fiesp, o desembargador tucano Rubens Barbosa (O Globo, 27/04/10).

“Despartidarizar” significaria flexibilizar as regras em vigor para tornar possíveis tratados individuais de livre comércio: a Alca, claro, para intensificar os laços com a grande potência. Serra reiterou essa disposição entreguista e subserviente às vésperas da derrota (Zero Hora, 22/10/10). Tem-se uma idéia, assim, da dimensão internacional da disputa político-eleitoral que se encerrou.

Libertadores
A vitória de Dilma nas eleições presidenciais acena para o sonho dos libertadores latino-americanos: Simon Bolívar, José Artigas, San Martin, Tupac Amaru, El Cura Hidalgo, Bernardo O’Higgins, Tiradentes. Ou seja, para um nacionalismo que não se fecha ensimesmado sobre si mesmo numa atitude belicosa frente aos países vizinhos, senão que procura a integração através do intercâmbio político, econômico, social e cultural. Tal é o caminho para consolidar e aprofundar a democracia no Continente, como em várias ocasiões partidos políticos e movimentos sociais debateram no Fórum de São Paulo. Vale sublinhar que uma cláusula do Mercosul advoga a entrada no bloco apenas às nações que vivam sob regime democrático. Com idêntica preocupação, o Parlamento do Mercosul elabora informes anuais sobre os direitos humanos na região, o que atualiza o tema da cidadania na agenda pública. Uma forma de recrudescer as defesas da civilização contra os ataques da barbárie que tantas vezes supliciou os povos da AL, abrindo-lhes as veias sob tortura com a cumplicidade ativa e vergonhosa das “elites”.

Em continuidade ao trabalho do governo Lula, Dilma incrementará o Mercosul inclusive para enfrentar em melhores condições a guerra fiscal que os EUA insuflam com a desvalorização competitiva do dólar, à guisa de “política econômica” para sair da crise provocada pela bolha imobiliária gerada pelos próprios. No intuito de aumentar a competitividade de suas exportações desconsideram os efeitos colaterais devastadores que jogam sobre o “sistema-mundo”, na sintomática expressão do sociólogo Immanuel Wallerstein. O artifício estadunidense (e chinês, diga-se de passagem) foi o principal foco de tensão sobre os líderes do G-20 na reunião de Seul, que tirou um documento com indicativos para evitar o desequilíbrio global nas taxas de câmbio e o protecionismo comercial. Se o tensiômetro funcionará é outra conversa.

Ações concretas
Priorizar o vetor de relacionamento Sul-Sul é uma questão fundamental, para a saúde da economia e da política por assegurar o crescimento com soberania na AL. A criação do BANCO DO SUL, em 2007, avalizada conjuntamente pela Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai, Uruguai e Venezuela, com capital inicial (U$ 20 bilhões) formado por parte das reservas monetárias internacionais dos países membros para financiar planos de obras em infraestrutura e de comércio regional, foi uma iniciativa importante para vertebrar financeiramente a coletiva declaração de independência face ao neocolonialismo imperial. “Devemos trazer nossas reservas depositadas no hemisfério Norte, que eles usam para dar crédito a nós mesmos”, demarcou o entusiasta presidente Hugo Chávez à época.

Os critérios para a autorização de empréstimos ficaram definidos por meio de uma fórmula mista de cálculo sobre a cota de poder de decisão atinente à cada sócio, nessa ambiciosa empreitada que se apresenta como uma alternativa ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e ao Banco Mundial (Bird).

Na mesma ótica inscreveram-se: a TELESUR (www.telesurtv.net), uma emissora televisiva vinculada às causas populares que dá voz e imagem aos latino-americanos e se opõe à ditadura do monopólio direitista e golpista dos meios de comunicação, não à toa sediada em Caracas; a PETROSUR, uma empresa petroleira para fomentar mecanismos de cooperação e complementariedade na AL para el mejoriamento socioeconómico de sus pueblos; o GASODUTO DO SUL, com cerca de 8000 km de encanamentos que se estendem do Caribe ao Pampa para atender às demandas energéticas do presente e do futuro, tendo como pilar a questão social; a UNIVERSIDADE DE INTEGRAÇÃO LATINO-AMERICANA (UNILA), localizada na fronteira trinacional de Foz do Iguaçu, cuja primeira unidade foi emblematicamente o Instituto Mercosul de Estudos Avançados, e que contempla linhas de formação ligadas à Ecologia e à Biodiversidade, à Economia e ao Desenvolvimento Integrado, à Engenharia de Energias Renováveis e à Engenharia Civil de Infraestruturas, acrescidas de seminários sobre a Sociedade, o Estado e a Política na AL.

Que a mídia nativa não noticie as ações integradas e integradoras praticadas pelos governos reformadores ou refundadores compreende-se: contrariam o senso comum sedimentado e alastrado na esteira do neoliberalismo, contraditam o silêncio imposto pelos pretensos donos da opinião pública, recuperam o valor da dignidade e da autonomia.

Avançar em bloco
Continuar a avançar em bloco é a maneira correta para sobreviver na selva capitalista contemporânea. Trata-se, não da realização da profecia de Leon Trotsky sobre a União das Repúblicas Socialistas da América Latina, mas de prospectar novos horizontes e ampliar os espaços de autodeterminação do Brasil e da AL na construção de um destino com justiça social e participação popular. Nenhum país, fale português ou espanhol, conseguirá erguer os alicerces do Estado de Bem Estar-Social isoladamente. Nessa luta, a primeira mulher eleita para o Palácio do Planalto, a Presidenta Dilma, não estará sozinha. Com certeza.

(*) Ronaldo Zulke é deputado federal eleito do PT-RS; Luiz Marques é professor de Ciência Política da UFRGS.

Texto: / Postado em 24/11/2010 ás 21:04

Publicado em Sem categoria | Deixar um comentário

Ultraderecha republicana. Declaración de guerra a gobiernos de izquierda de América Latina

El miércoles pasado se reunieron en el Congreso en Washington representantes de las ultraderecha republicana con personeros de partidos y organizaciones derechistas de países de América Latina para organizar acciones contra los gobiernos de izquierda.

Niko Schvarz

El encuentro, realizado en los salones de la Cámara de Representantes, fue caracterizado como una declaración de guerra contra estos gobiernos de la nueva América Latina. Los congresistas republicanos convocantes actuaron alentados por el resultado de las elecciones del 2 de noviembre, que les dio el control de la Cámara de Representantes, desbancando a los demócratas. Y quedó claro que aspiran a llevar al gobierno al enfrentamiento a los mencionados gobiernos,  particularmente a los de Venezuela, Bolivia, Ecuador, Nicaragua (se presentó una moción para su expulsión de la OEA) y desde luego Cuba. El título del encuentro era: “Peligro en los Andes: amenazas a la democracia, los derechos humanos y la seguridad interamericana”.

Quien dio la tónica fue la congresista Ileana Ros-Lehtinen, de la mafia anticubana de Miami, que pasará a presidir la Comisión de Relaciones Internacionales de la Cámara de Representantes. Expresó que “ahora más que nunca es el momento de que EEUU apoye a sus amigos” y coopere “con sus socios en la región para enfrentar el declive de las libertades democráticas y los derechos humanos” por parte de los gobiernos de Venezuela, Bolivia, Nicaragua y Ecuador. Se recordará que la congresista respalda furiosamente el bloqueo a Cuba y llamó alguna vez a eliminar a Fidel Castro, intervino a favor de un indulto y de la liberación del terrorista Orlando Bosch (responsable junto a Posada Carriles, entre otros actos, de la voladura del avión de Cubana de Aviación en 1976) y apoyó el golpe de estado en Honduras. Junto a ella estaba Connie Mack, republicano por Florida y próximo jefe del subcomité de Relaciones Exteriores para el Hemisferio Occidental (o sea que se ocupará especialmente de América Latina) quien esbozó su programa de acción en estos términos: “Espero que ahora que vamos a tener una nueva mayoría, enfrentemos de manera frontal a Chávez, que es una amenaza para la democracia en América Latina y en el mundo”. (El presidente venezolano acaba de denunciar un plan para asesinarlo, para el cual ya hay un millón de dólares disponibles para el pago).

Entre los think-tanks organizadores de este aquelarre o caza de brujas en el Capitolio se encuentra la Fundación Heritage, de la cual son miembros prominentes Otto Reich y Roger Noriega, que también echaron leña al fuego. Son dos viejos pájaros de cuenta, adalides de la política intervencionista de EEUU en América Latina. Otto Reich fue enviado especial para América   Latina del ex presidente George W. Bush, y Noriega subsecretario de Estado para la región del mismo mandatario, lo que acentúa la convicción de que el objetivo del cónclave es resucitar la política del antecesor de Barack Obama respecto a nuestra América. Otto Reich apoyó el fracasado golpe de estado de abril 2002 en Venezuela y contribuyó a legitimar el golpe hondureño de junio 2009. En cuanto al cubano-norteamericano Roger Noriega, integrante de una cofradía con Otto Reich y el conocido John Negroponte, fue embajador de EEUU en la OEA, estuvo directamente involucrado en el escándalo de la operación Irán-Contras en Nicaragua y también en la guerra civil en El Salvador a principios de los 80, junto a los Escuadrones de la Muerte y en el asesinato de varios misioneros.

La nómina de participantes se complementó con personajes como los siguientes: Luis Núñez, presidente del Comité Cívico de Santa Cruz, Bolivia, que promueve la secesión de ese departamento boliviano, e integró la conspiración paramilitar que proyectó el asesinato de Evo Morales y terminó dos años atrás con la muerte del conspirador húngaro-croata Eduardo Rózsa Flores; el ex presidente boliviano Gonzalo Sánchez de Lozada, responsable de la Guerra del Gas de octubre 2003 y su secuela de sangrienta represión y que está prófugo en EEUU, país que se niega a extraditarlo como reclama Bolivia; el ex candidato presidencial y ex gobernador boliviano Manfred Reyes Villa, prófugo de la justicia; Guillermo Zuloaga, propietario del canal venezolano Globovisión, acusado de corrupción, también prófugo de la justicia y radicado en Miami. No podía faltar desde luego la benemérita Sociedad Interamericana de Prensa (SIP), en cuyo nombre habló el presidente saliente Alejandro Aguirre. Esta nómina está lejos de ser exhaustiva.

El embajador venezolano  en EEUU, Bernardo Álvarez, dijo con razón  que esta reunión evidencia que en Washington hay quienes quieren “apagar la luz de las nuevas democracias latinoamericanas”, que la extrema derecha latinoamericana cuenta con el respaldo de sectores políticos del país norteño para “frenar los aires integradores que soplan en la Patria Grande” y que “la idea es volver al escenario de la desestabilización, pero este escenario está condenado al fracaso”.

Documento de Santa Fe

La Heritage Foundation, una de las organizadoras del cónclave, es la misma que, junto con el Grupo de Santa Fe (por la capital de Nuevo México) elaboró en mayo 1980 el llamado Documento de Santa Fe I dirigido a Ronald Reagan y que contenía las líneas maestras de un plan para el dominio incompartido de América Latina. En vísperas de la asunción de George W. Bush apareció en enero 2001 el Documento de Santa Fe IV, que revive la doctrina Monroe, con su componente abiertamente intervencionista, y coloca en primer plano el poderío militar de EEUU. Es con estos antecedentes que la Heritage Foundation participó en la reunión del Capitolio.

Publicado en La República, 22 de noviembre 2010, pág. 11

Publicado em Sem categoria | Deixar um comentário

Golpes y Contragolpes en la Economía Mundial

Other News, Por Martin Khor (*)

GINEBRA, Nov (IPS/South Center) Las últimas semanas han visto el surgimiento de un caos monetario, que representa una nueva amenaza para las perspectivas de recuperación económica mundial.

Algunos de los países más importantes están tomando medidas para devaluar sus monedas a fin de ganar ventajas comerciales. Si el valor de la moneda de un país desciende, sus productos de exportación resultarán más baratos y aumentará la demanda internacional. Por otro lado, se encarecerán las importaciones en el mismo país, lo que fomentará la producción local y mejorará la balanza comercial.

Pero los países que sufren a causa de estas políticas pueden “desquitarse”, devaluando también sus monedas o colocando barreras o altos aranceles a las importaciones.

Esto puede llevar a una sucesión de devaluaciones competitivas como ocurrió en los años 30, precipitando una contracción del comercio mundial y una prolongada recesión.

La situación actual es compleja y comprende por lo menos tres cuestiones interrelacionadas.

Primero, Estados Unidos acusa a Pekín de mantener al yuan a un nivel artificialmente bajo, lo que -asevera Washington- está causando su enorme déficit comercial con China. Un proyecto de ley estadounidense está solicitando la aplicación de aranceles extra a los productos chinos, mientras China asegura que esto sería contrario a las normas de la Organización Mundial del Comercio (OMC) y que una fuerte apreciación del yuan sería desastrosa para su economía y no lograría corregir el déficit estadounidense.

Segundo, Washington está tratando de devaluar el dólar mediante nueva ronda de “expansión cuantitativa” en la cual el Banco Central gastará 600.000 millones de dólares para comprar bonos del gobierno y otras deudas. Esto incrementará la liquidez en el mercado, reduciendo las tasas de interés a largo plazo y, según se espera, contribuiría a la recuperación económica.

Esto coloca a Estados Unidos en la situación de ser acusado de provocar una devaluación competitiva. Además, la nueva liquidez se agregaría a una oleada de capitales que emigran de Estados Unidos, donde los rendimientos son muy bajos, hacia países algunos países en desarrollo y emergentes. En el pasado, tales oleadas de “dinero caliente” fueron bienvenidas por los países receptores. Pero los países del Sur han aprendido de malas experiencias anteriores, cuando repentinas entradas y salidas de ingentes capitales causaron serios problemas, por ejemplo:

-La afluencia de capital conducirá a un exceso de dinero en el país que lo recibe, incrementando la presión sobre los precios al consumidor y alimentará las “burbujas de activos” o aumentos en los precios de las casas y en el mercado de valores. Esas burbujas tarde o temprano explotarán y causarán un gran daño.

-La afluencia de capitales extranjeros hará que la moneda del país receptor se aprecie significativamente con respecto a otras monedas. En ese caso las autoridades financieras deberían intervenir en el mercado para contrarrestar la apreciación, que encarecería las exportaciones nacionales.

-Las repentinas entradas de capital también se pueden convertir en igualmente repentinas salidas de capital cuando las condiciones globales cambian, como se vio en la crisis asiática de 1997. Esto puede causar un desorden económico, incluyendo una fuerte depreciación monetaria, restricción crediticia, dificultades en la balanza de pagos y recesión.

Recientemente, el International Herald Tribune advirtió que Wall Street  está comprando con avidez los activos de economías emergentes y pidió a los países en desarrollo que “presten mucha atención” y que “consideren el control de capitales para reducir su afluencia.”

Tercero, algunos países ya han introducido controles de capitales. El Instituto de Finanzas Internacionales estima que una suma de 825.000 millones de dólares fluirá hacia los países en desarrollo este año, un incremento del 42% con respecto al año pasado.

Brasil ha triplicado el impuesto a los extranjeros que compren bonos locales, Tailandia fijó un impuesto del 15% sobre los intereses y los rendimientos del capital sobre los bonos tailandeses, Corea del Sur ha anunciado que establecerá nuevos límites en el mercado futuro y solicitó a los bancos que no otorguen préstamos en moneda extranjera.

Finalmente, existen temores de que si el caos monetario o la guerra de divisas no se soluciona pronto el mundo deba enfrentar una oleada proteccionista, sea elevando barreras aduaneras, sea mediante depreciaciones competitivas. (FIN/COPYRIGHT IPS)

(*) Martin Khor es el Director Ejecutivo del South

Publicado em Economia | Deixar um comentário