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	<title>Caleidoscópio Brasileiro &#187; Desenvolvimentistas</title>
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		<title>COMO NA REPUBLICA VELHA&#8230;.</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Apr 2011 19:45:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Desenvolvimentistas]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Em matéria de energia, transportes e comunicações, a República Velha foi mais entreguista dos que os representantes das familias européias que governaram o País a partir de 1841.  Nos anos 1890,  Joaquim Murtinho declarou alto e bom som que o &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/caleidoscopiobrasileiro/2011/04/29/como-na-republica-velha/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Em matéria de energia, transportes e comunicações, a República Velha foi mais entreguista dos que os representantes das familias européias que governaram o País a partir de 1841.  Nos anos 1890,  Joaquim Murtinho declarou alto e bom som que o Estado não deveria intervir na produção, pois era manifestamente incapaz de reger e custear indústrias.   Logo depois, como Ministro de Viação e Obras Públicas declarou que estava abrindo concorrência internacional para privatizar os serviços de viação férrea.   A Central do Brasil escapou por pouco, mas ainda não sei as razões de a conservarem na esfera estatal.</p>
<p>A farra &#8211; de britânicos, norte-americanos, belgas e franceses &#8211;  só terminou quando Getúlio chegou ao poder.  E por isto ele é tão vilependiado até hoje.</p>
<p>FHC reencarnou Joaquim Murtinho e procedeu de forma similar.  Ainda estamos no auge da farra, há indícios de que pode piorar.  Hoje o Brasil é mais rico, a população é dez vezes maior, logo um excelente campo de geração de lucros (pilhagem?).  Como nunca antes na história deste país.</p>
<p>Leio no Valor de hoje</p>
<p>&lt;&lt;&lt;&lt;&lt;   BT &#8211; BRITISH TELECOM OF BRAZIL &#8211; assina contrato milionário para interligar agencias dos Correios &gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;</p>
<p>Trata-se de uma filial da empresa britânica, British Telecom, e da BT Global Services, que oferece serviços gerenciados de TI em rede para empresas e organizações governamentais (sic),  Organizações governamentais, é o que está escrito.  Ela já tem contrato com a operadora de TV a cabo SIM, do grupo Bandeirantes de Comunicação, e é responsável, lá no Centro, pela infraestrutura de comunicações das Olimpiadas 2012, em Londres.</p>
<p>Ela ganhou agora no Brasil um contrato &#8211; que é o maior de seu portfólio -.  pois:</p>
<p>&lt;&lt;&lt;&lt;&lt;  Os Correios bateram o martelo e assinaram com a British Telecom do Brasil o contrato relativo à licitação pública para prestação do serviço de transmissão de dados para interligação das agências postais no país, em 12 meses.&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;</p>
<p>O valor oferecido pela BT of Brazil foi inferior ao teto estipulado na licitação.   Haja teto !</p>
<p>Esta Global Services já serve, entre outros, a Caixa Econômica Federal e a Fundação Bradesco.</p>
<p>Quando leio notícias &#8216;desse porte e com tal dimensão geopolítica&#8217;  sempre me pergunto &#8211; em que mundo vivem aqueles que exigem do governo uma política industrial ?  Não leram Celso Furtado sobre o poder dos conglomerados mundiais ?   Desconhecem que em casos similares os centros de decisão &#8211; sobretudo em matéria de decisões estratégicas &#8211; estão situados fora do Brasil, ao não alcance do governo brasileiro ?   Porque será que cada governador &#8216;brasileiro&#8217; visita o Reino Unidos e os States assim que assume o picolo poder regional ?</p>
<p>É preciso cair no real.  Mais uma vez.</p>
<p>Ceci</p>
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		<title>PITADA DE HUMOR NEGRO NO PROJETO NACIONAL*</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Feb 2011 12:39:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Desenvolvimentistas]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[A mídia e os embates políticos mantém pauta não diversificada há alguns anos:  ajuste fiscal, moralidade da política,  catástrofes e tragédias variadas, crises econômicas interna e internacional, e por aí vai.  Outros temas são sistematicamente descartados, como o da desnacionalização &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/caleidoscopiobrasileiro/2011/02/11/pitada-de-humor-negro-no-projeto-nacional/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A mídia e os embates políticos mantém pauta não diversificada há alguns anos:  ajuste fiscal, moralidade da política,  catástrofes e tragédias variadas, crises econômicas interna e internacional, e por aí vai.  Outros temas são sistematicamente descartados, como o da desnacionalização do sistema produtivo brasileiro.</p>
<p>No momento em que parcela dos segmentos lúcidos da sociedade brasileira volta-se, de forma recorrente, para a necessidade de construção de um projeto nacional de desenvolvimento, volta a pergunta que muitos corações e mentes não conseguem calar:   é possível adotar um projeto nacional de desenvolvimento quando os principais ativos produtivos pertencem, são propriedade,  de conglomerados mundiais ?</p>
<p>Não estarão relacionadas à desnacionalização do sistema produtivo manifestações recorrentes em nossa história do tipo :   desequilíbrios da balança comercial, pífio desempenho do processo de inovação tecnológica (em 2010, enquanto a demanda mundial de patentes foi de 162.900, informa o Valor, a demanda total de ‘empresas’ brasileiras foi de apenas 422), desarticulação dos fundamentos da cultura nacional, concentração de renda e do poder político, devastação do patrimônio de recursos naturais, e tanto outros que não escapam a qualquer observador atento?</p>
<p>Exemplos de desnacionalização recente não faltam.   Na energia elétrica, no transporte ferroviário e aéreo, nas telecomunicações, no conjunto editorial,  nas finanças, para citar apenas alguns ramos de conteúdo estratégico.   Mas há também os ramos classicamente estrangeiros, como é o caso do automotivo e da produção de medicamentos. </p>
<p>A ausência de debate acadêmico e político sobre tais questões parece refletir o cansaço, a ausência de perspectivas, a derrota.  No entanto o momento é propício para o registro dos mecanismos que apóiam esse processo de desnacionalização permanente, estrutural, possívelmente perverso, da economia brasileira.  Refiro-me a  mecanismos concretos baseados em dados empíricos.  Já que não se pode evitá-lo, cumpre pelo menos entender a dinâmica do processo em curso. </p>
<p>Bom exemplo para estudo de caso encontramos no mercado de genéricos, lançado no Brasil há pouco mais de uma década.  Tão recente quanto a constituição do mercado nacional, é a existência de um grupo de porte considerável &#8211; a HYPERMARCAS – que  já <em>é vice-líder em genéricos no país e não esconde seus planos de se tornar líder no segmento farmacêutico</em>” (O Valor, B8, 10-2-2011). Esta é uma companhia que opera no Brasil desde 2002 e no oitavo ano de suas operações já era ‘o maior fabricante de medicamentos OTC e o quinto maior laboratório brasileiro &#8230;’ (ibid).</p>
<p>Tal expansão considerada meteórica teve o apoio de integrantes do setor privado e do Estado brasileiros.  Em 2008, ano da crise econômica mundial mais recente, a Hypermarcas mostrou seu ‘poder de fogo’ incorporando a Farmasa, uma das dez mais do setor farmacêutico e  que era controlada entre outros, pelo grupo GP (Garantia). Assim, logo em 2009 a Hypermarcas pôde figurar pela primeira vez na seleção Valor das 1000 maiores empresas e ocupar a terceira posição no ranking de vendas líquidas do setor farmacêutico.</p>
<p>Compras e fusões realizadas pela companhia tiveram decisivo apoio em recursos obtidos em Bolsa, e seu montante extrapolou, por vezes,  critérios considerados ‘racionais’.  Assim,  enquanto a fronteira para compra de ativos no exterior por uma empresa situa-se entre 12 e 14 ‘EBITDA’s , a última aquisição feita pela Hypermarcas no Brasil situou-se em montante próximo a 22 vezes aquele valor de referência (Ibid).  No Brasil, esta ‘generosidade’ na compra de concorrentes pode ser lucrativa  graças a funcionalidades do sistema tributário brasileiro, como a que permite deduzir do lucro tributável o ágio de incorporações.   Por outro lado, parece que não lhe tem faltado o apoio do BNDES.  O último lançamento de debêntures da Hypermarcas gozou de um estímulo considerável – garantia pelo BNDESPar de compra dos papéis. </p>
<p>Para terminar, destaco que O Valor informa que ‘esse apoio do governo visa conter o avanço de múltis nesse segmento, considerado estratégico’ (ibid).  Mas será a Hypermarcas uma empresa brasileira ? de capital nacional ou estrangeiro? Para onde são enviados os royalties e dividendos percebidos pelo grupo?</p>
<p>_________  *  Ceci Juruá, economista (RJ, fevereiro de 2011)</p>
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