Notícias da Economia globalizada: Estado e sistema bancário em tempos neoliberais

Por Ceci Juruá | Rio de Janeiro, outubro de 2015

Em 2008, um dos maiores bancos da França, a  Société Générale,  declarou prejuízos de 4,9 bilhões de euros (mais de R$ 20 bilhões), e atribuiu este resultado ao  “affaire  Kerviel” (apostas realizadas nos mercados financeiros por um funcionário da SG, Jerome Kerviel).

Declarando-se isenta de responsabilidade, a sociedade bancária beneficiou de um crédito fiscal no valor de 2,2 bilhões de euros que lhe foram repassados pelo Estado francês em 2009 e 2010.  Hoje há dúvidas sobre a legitimidade de tal dedução fiscal que cobriu, de fato,  cerca de 40%  dos prejuízos declarados, com base no argumento de que se tratou de uma fraude cuja responsabilidade foi imputada exclusivamente a um funcionário do banco – Jerome Kerviel.

Na ocasião em que ocorreram estes fatos, a titular do Ministério de Economia e Finanças da França  era Christine Lagarde, que hoje é um membro destacado na diretoria do Fundo Monetário Internacional, entidade com imensas responsabilidades mundiais no plano econômico-financeiro, responsabilidades que lhe permitem, inclusive, participar das configuração das atribuições de vários Estados nacionais, sobretudo daqueles localizados fora do espaço de poder da Tríade.

_____  Fonte:  Le Monde on line em 15 de outubro de 2015.

Sobre Rennan Martins

Jornalista e analista político. Duvida da tese da narrativa isenta. Contato: rennan.m.martins@gmail.com
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