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	<title>Blog do Bruno Galvão &#187; Sem categoria</title>
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		<title>Martin Woolf pensa parecido comigo.</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Feb 2011 13:38:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Bruno Galvão]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Valor: Mas esse problema de fluxo de capitais migrando dos países ricos aos emergentes também pega o Brasil em cheio, inclusive com formação de grandes reservas internacionais oriundas de intervenções no mercado cambial. Wolf: O Brasil é um exemplo, sim. &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/brunogalvao/2011/02/15/martin-woolf-pensa-parecido-comigo/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Valor: Mas esse problema de fluxo de capitais migrando dos países ricos aos emergentes também pega o Brasil em cheio, inclusive com formação de grandes reservas internacionais oriundas de intervenções no mercado cambial.</p>
<p>Wolf: O Brasil é um exemplo, sim. O grande fluxo de capitais valoriza a moeda, reduz a competitividade da indústria doméstica e isso será um problema a ser administrado. Países como o Brasil terão de administrar essa entrada de capitais para evitar uma nova crise. A nova crise econômica será num país emergente, e ela vai ocorrer dentro dos próximos dois anos.</p>
<p>Valor: Qual país?</p>
<p>Wolf: Não sei dizer qual, hoje, mas garanto que será graças à entrada de capital estrangeiro nos países emergentes. Administrar esse fluxo será um grande problema. Particularmente no Brasil, que é um grande exportador de commodities. O destino do Brasil, aliás, está muito amarrado à China. Para os próximos dez anos estou razoavelmente otimista, porque a não ser que a economia mundial tenha um desempenho terrível devido aos países ricos, a China continuará crescendo muito fortemente e por causa disso a situação será muito boa para os exportadores de commodities.</p>
<p>Valor: Quais são os desafios para o Brasil?</p>
<p>Wolf: Basicamente, acho que o grande desafio para o Brasil está em administrar o ingresso de capitais estrangeiros. Não ficar apenas na exportação de commodities, mas também tentar construir o desenvolvimento do setor industrial, e isso será muito complexo, principalmente com a competição que vem da China e da Índia. Há grandes oportunidades para o Brasil, que, no entanto, também são grandes desafios.</p>
<p>Valor: Como o sr. vê o atual crescimento da economia brasileira, acima de 7% em 2010?</p>
<p>Wolf: O crescimento atual brasileiro é claramente acima do sustentável, não tenho dúvida disso. As pessoas que estão conduzindo a política econômica terão de garantir ao mercado que os erros do passado não serão repetidos. Essta será uma missão para o novo governo, que será, como se prevê, presidido pela candidata do presidente Lula. Ela terá de pensar bastante sobre essa fase boa que o Brasil está passando e tentar evitar os erros cometidos sempre que o país crescia fortemente.</p>
<p>Valor: Como o sr. vê toda a atenção internacional que o Brasil vem recebendo, fenômeno refletido na sucessão de matérias em publicações tradicionais sobre o país?</p>
<p>Wolf: Sempre há países que são o &#8220;sabor do momento&#8221;. E eles são o &#8220;sabor do momento&#8221; porque vivem um boom de crescimento insustentável, com setor público se endividando, setor privado alavancado e moeda se valorizando. A pior coisa que pode ocorrer com um país é ficar popular no mercado de capitais. O Brasil claramente já passou por explosão de bolhas no passado, e a estabilidade é algo relativamente recente, uma vez que passou apenas uma década desde a última maxidesvalorização, em 1999. Se olharmos os números, há um risco.</p>
<p>Valor: Qual?</p>
<p>Wolf: Não acredito, tendo os dados do Brasil em mãos, que um ritmo de crescimento do PIB superior a 5% seja sustentável. Dado o patamar dos investimentos, da poupança pública, da entrada de capital externo, não vejo uma situação que sustente algo além de 5%. Quando, no entanto, isso ocorre, há erros sendo feitos e isso pode levar a crises, e isso acontece com o câmbio se valorizando muito e o setor industrial perdendo competitividade.</p>
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		<title>O perigo está do outro lado</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Feb 2011 13:36:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Bruno Galvão]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[As análises pessimistas sobre a economia brasileira afirmam que o Brasil está em risco por causa que as perspectivas do crescimento dos EUA e da Europa são sombrias. Contudo, tudo indica que os EUA estão prestes a experimentar uma das &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/brunogalvao/2011/02/15/o-perigo-esta-do-outro-lado/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>As análises pessimistas sobre a economia brasileira afirmam que o Brasil está em risco por causa que as perspectivas do crescimento dos EUA e da Europa são sombrias. Contudo, tudo indica que os EUA estão prestes a experimentar uma das expansões mais aceleradas de sua história recente. O enorme déficit público impulsiona a poupança das famílias. Ao contrário do que os monetaristas afirmam, déficit público é bom para economia, uma vez que significa que o governo está dando a sociedade, por meio de gastos, mais do que tirando, por meio de impostos. Esse superávit primário acumulado em 3 anos deve chegar a 30% do PIB. O fato que os investimentos estão estagnados é ótimo. Uma Quando a demanda começar a crescer, a capacidade ociosa vai cair rapidamente, impulsionando os investimentos. A baixa taxa de juros permite que famílias e empresas endividadas resolvam seus problemas financeiros a custos mais baixos. E a economia e o comércio mundial estão com tendência de alta. Esse fato somado à competitividade da economia americana fará com que o setor externo contribua positivamente com a expansão dos EUA. Ao contrário do Brasil, os EUA atualmente já estão expandindo sua participação no mercado mundial de manufaturas.</p>
<p><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Times New Roman;">            Os problemas europeus também tendem a diminuir. A Alemanha está crescendo no ritmo mais rápido em décadas. Outras máquinas exportadoras, como os países nórdicos, também estão crescendo. A Europa Oriental, por causa do câmbio mais desvalorizado, está em uma situação tranqüila. O problema europeu está concentrado em países que entraram no euro ou atrelaram sua moeda ao euro, mas não tinham competitividade para fazer isso. As pessoas estão escandalizadas porque Itália e Bélgica estão pagando 4,5% a.a. nominais  nos títulos de longo prazo. Essa taxa não tem nada de extraordinária. Há poucos anos atrás os EUA pagavam mais do que isso sem qualquer problema. Com exceção de Grécia e algum outro país-problema, a situação européia será resolvida. A Europa voltará a crescer, menos do que os EUA, mas voltarão. </span></span></p>
<p><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Times New Roman;">            O problema brasileiro começará exatamente quando os EUA e Europa voltarem a crescer. Aliás, o Brasil só consegue manter essa política monetária-cambial estúpida, por causa do baixo crescimento dos EUA e das crises na Europa periférica. Esses fatores têm mantido a taxa de juros de curto e de longo prazo nos níveis mais baixo da história, a despeito da forte expansão dos preços das commodities. Alguém poderia imaginar o conservados Banco Central Europeu, mantendo os juros em 1% a.a., nível mais baixo da história, quando a inflação ultrapassa o intervalo superior da meta, que é de 2% a.a. ? O Banco Central Europeu faz isso porque, se eleva os juros, ele acaba de quebrar países, como Irlanda e Grécia. Piorar a situação deles induzirá os governos a saírem do euro. </span></span></p>
<p><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Times New Roman;">            O BP do Brasil depende exclusivamente da entrada de capitais especulativos, das compras de empresas nacionais por firmas estrangeiras, do <em>boom </em>de commodities e da expectativa dos especuladores (residentes e não residentes) de quando o barco vai virar. E todos dependem da taxa de juros internacional. Enquanto elas tiverem em praticamente zero, os especuladores vão continuar a especular em commodities e em Brasil. Os preços das commodities estão no geral três vezes ou mais do que a média histórica. As exportações anuais de minério de ferro não chegavam a US$ 3 bilhões; atualmente elas caminham para US$ 40 bilhões. Se os juros dos EUA forem para 5%, aí preços das commodities vai cair juntamente com a saída dos especuladores. O déficit em conta corrente estimado para 2011 é de US$ 70 bilhões. Qual seria o déficit em conta corrente se as exportações brasileiras caírem em US$ 50 bilhões? Essa redução é até conservadora. O passivo externo atualmente está em US$ 1 trilhão e a riqueza líquida dos residentes é mais de US$ 2 trilhões. De maneira burra, o governo nos últimos anos liberou os residentes de mandarem livremente o dinheiro para fora do país. Como se isso fosse resolver o problema da valorização cambial. As reservas mostram-se muito insuficientes para fazer frente a saída de capitais de residentes e não residentes. Com uma perspectiva de desvalorização acentuada, qualquer agente racional aceitaria receber 5% ao invés de ganhar 12% em reais. Mais um problema do governo: na minha opinião, estamos no limite de uma política monetária restritiva. Daqui alguns meses nos surpreenderemos com os efeitos negativos dessa elevação dos juros. A economia brasileira está crescendo movida a crédito imobiliário e outros empréstimos a famílias. Isso torna o aumento dos juros um risco grande para a economia. Por exemplo, um amigo meu diz que em Brasília um apartamento de R$ 1 milhão rende um aluguel de R$ 2500 por mês (R$ 30.000 por ano). Se o investidor comprar títulos públicos, ele teria R$ 120.000 por ano (4 vezes mais). A questão é qual é o limite de juros que põe em risco a expansão dos investimentos imobiliário do Brasil? As famílias brasileiras comprometem grande parte de sua renda com o pagamento de juros. A expansão do consumo privado depende do aumento do endividamento. O aumento ainda maior dos juros acarretaria em uma diversidade de problemas: inadimplência e retração de demanda, desemprego, etc., provocando um círculo vicioso: menor demanda, menos vendas, menos empregos, menor capacidade de pagamento dos empréstimos, contração do crédito e diminuição da demanda. Estarmos próximo do limite superior dos juros é tudo que o especulador cambial quer. Com taxa de juros nos EUA de 5% é só comprar dólar no futuro e esperar. Não tem risco: porque o real não tem como valorizar. O governo se enfiou numa sinuca de bico. Não pode desvalorizar porque a inflação ultrapassa a meta. E o pior é que a crise não deverá vir por agora. Deve vir lá para 2013. E aí, o bicho pega. O modelo é baseado na expansão do crédito privado (mais endividamento e problema de alavancagem). E maiores serão os passivos externos do Brasil. Solução:</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;">1) Usar os limites superiores da meta de inflação, como qualquer país usa.</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;">2) Inflação deve ser combatida de outras maneiras que não a valorização do câmbio. </span></p>
<p><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Times New Roman;">3) Temos que desvalorizar a moeda. Desvalorização mesmo: R$2,30/US$. Isso aliás é pouco. Vender reservas só a partir de determinado ponto, ao contrário do que o BC faz hoje.  </span></span></p>
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		<title>Olá, mundo!</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Sep 2010 15:29:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Bruno Galvão]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Bem-vindo ao BLOG sites. Esse é o seu primeiro post. Edite-o ou exclua-o, e aí comece a brincadeira! Email this page]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Bem-vindo ao <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/">BLOG sites</a>. Esse é o seu primeiro post. Edite-o ou exclua-o, e aí comece a brincadeira!</p>
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