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	<title>Blog do Bruno Galvão &#187; Editoria</title>
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		<title>O Prêmio Nobel da Guerra</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Dec 2010 12:34:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Bruno Galvão]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[Liu Xiaobo não deveria nunca ter sido detido, mas o Comitê quis dar uma lição à China, ignorando os pontos de vista do seu herói. OPINIÃO &#124; 16 DEZEMBRO, 2010 &#8211; 00:00 &#124; POR TARIQ ALI Quem recebeu o Prêmio &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/brunogalvao/2010/12/17/o-premio-nobel-da-guerra/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste">Liu Xiaobo não deveria nunca ter sido detido, mas o Comitê quis dar uma lição à China, ignorando os pontos de vista do seu herói.</div>
<div id="_mcePaste">OPINIÃO | 16 DEZEMBRO, 2010 &#8211; 00:00 | POR TARIQ ALI</div>
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<div>Quem recebeu o Prêmio Nobel da Paz do ano passado intensificou a guerra no Afeganistão algumas semanas depois de receber o prémio. O prêmio surpreendeu o próprio Obama. Este ano o governo chinês foi louco a ponto de fazer um mártir de Liu Xiaobo, presidente do PEN chinês e um neoconservador. Ele não deveria nunca ter sido detido, mas os políticos noruegueses que fazem parte do comité, liderado por Thorbjørn Jagland, um antigo primeiro-ministro trabalhista, quiseram dar uma lição à China. E assim ignoraram os pontos de vista do seu herói. Ou talvez não o tenham feito, dado que os seus próprios pontos de vista não são dissimilares. O comité pensou em oferecer a Bush e Blair um prémio da paz conjunto por invadirem o Iraque mas o protesto público forçou a uma retirada.</div>
<div id="_mcePaste"></div>
<div>Para que conste, Liu Xiaobo afirmou publicamente que no seu ponto de vista:</div>
<div id="_mcePaste">(a) o drama da China consiste em não ter sido colonizada durante pelo menos 300 anos por um poder ocidental ou pelo Japão. Isto, ao que parece, tê-la-ia civilizado para sempre;</div>
<div id="_mcePaste">(b) as guerras da Coreia e do Vietnam feitas pelos EUA foram guerras contra o totalitarismo e aumentaram ‘a credibilidade moral de Washington’;</div>
<div id="_mcePaste">(c) Bush teve razão em ir para a guerra com o Iraque e as críticas do Senador Kerry foram uma “promoção da difamação”;</div>
<div id="_mcePaste">(d) O Afeganistão? Nenhuma surpresa aqui: pleno apoio à guerra da NATO.</div>
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<div>Ele tem direito a essas opiniões, mas será que elas deviam obter um prêmio pela paz?</div>
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<div>O jurista norueguês Fredrik Heffermehl argumenta que o comitê está violando a vontade e o testamento deixado pelo inventor do dinamite cujas heranças financiam os prêmios:</div>
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<div>“O comitê Nobel não recebeu o dinheiro dos prêmios para uso livre, mas foi-lhe confiado dinheiro para dar ao elemento fundamental na criação da paz, quebrando o círculo vicioso de corridas ao armamento e de jogos de poder militares. Deste ponto de vista o Nobel 2010 é novamente um prêmio ilegítimo concedido por um comitê ilegítimo”.</div>
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<div>Tradução de Paula Sequeiros.</div>
<div id="_mcePaste">Publicado na London Review of Books, 11/12/2010</div>
<p>O Prêmio Nobel da Guerra  Liu Xiaobo não deveria nunca ter sido detido, mas o Comitê quis dar uma lição à China, ignorando os pontos de vista do seu herói.<br />
OPINIÃO | 16 DEZEMBRO, 2010 &#8211; 00:00 | POR TARIQ ALI Quem recebeu o Prêmio Nobel da Paz do ano passado intensificou a guerra no Afeganistão algumas semanas depois de receber o prémio. O prêmio surpreendeu o próprio Obama. Este ano o governo chinês foi louco a ponto de fazer um mártir de Liu Xiaobo, presidente do PEN chinês e um neoconservador. Ele não deveria nunca ter sido detido, mas os políticos noruegueses que fazem parte do comité, liderado por Thorbjørn Jagland, um antigo primeiro-ministro trabalhista, quiseram dar uma lição à China. E assim ignoraram os pontos de vista do seu herói. Ou talvez não o tenham feito, dado que os seus próprios pontos de vista não são dissimilares. O comité pensou em oferecer a Bush e Blair um prémio da paz conjunto por invadirem o Iraque mas o protesto público forçou a uma retirada.<br />
Para que conste, Liu Xiaobo afirmou publicamente que no seu ponto de vista:(a) o drama da China consiste em não ter sido colonizada durante pelo menos 300 anos por um poder ocidental ou pelo Japão. Isto, ao que parece, tê-la-ia civilizado para sempre;(b) as guerras da Coreia e do Vietnam feitas pelos EUA foram guerras contra o totalitarismo e aumentaram ‘a credibilidade moral de Washington’;(c) Bush teve razão em ir para a guerra com o Iraque e as críticas do Senador Kerry foram uma “promoção da difamação”;(d) O Afeganistão? Nenhuma surpresa aqui: pleno apoio à guerra da NATO.<br />
Ele tem direito a essas opiniões, mas será que elas deviam obter um prêmio pela paz?<br />
O jurista norueguês Fredrik Heffermehl argumenta que o comitê está violando a vontade e o testamento deixado pelo inventor do dinamite cujas heranças financiam os prêmios:<br />
“O comitê Nobel não recebeu o dinheiro dos prêmios para uso livre, mas foi-lhe confiado dinheiro para dar ao elemento fundamental na criação da paz, quebrando o círculo vicioso de corridas ao armamento e de jogos de poder militares. Deste ponto de vista o Nobel 2010 é novamente um prêmio ilegítimo concedido por um comitê ilegítimo”.<br />
Tradução de Paula Sequeiros.Publicado na London Review of Books, 11/12/2010</p>
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		<title>Taxa de juros baixas e o ciclo expansivo da economia mundial</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Oct 2010 19:21:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Bruno Galvão]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Manchete]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Bruno Galvão Taxas de juros – de curto e longo prazo – muito reduzidas nos países exportadores de capital têm efeitos muito positivos para a expansão mundial. Em primeiro lugar, o rendimento insignificante faz com que os detentores de &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/brunogalvao/2010/10/05/taxa-de-juros-baixas-e-o-ciclo-expansivo-da-economia-mundial/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Por Bruno Galvão</p>
<p>Taxas de juros – de curto e longo prazo – muito reduzidas nos países exportadores de capital têm efeitos muito positivos para a expansão mundial. Em primeiro lugar, o rendimento insignificante faz com que os detentores de capital desejem aplicar em oportunidades mais rentáveis – ações, investimento produtivos</p>
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		<title>Crescimento mundial e interesse americano</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Oct 2010 19:17:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Bruno Galvão]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Manchete 2]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Bruno Galvão Em 1944, mesmo ano que Polanyi publica a Grande Transformacao, Kalecki escreve um clássico texto de economia política “Aspectos políticos do pleno emprego” que tenta mostrar porque não é do interesse da elite de um país que &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/brunogalvao/2010/10/05/crescimento-mundial-e-interesse-americano/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Por Bruno Galvão</p>
<p>Em 1944, mesmo ano que Polanyi publica a Grande Transformacao, Kalecki escreve um clássico texto de economia política “Aspectos políticos do pleno emprego” que tenta mostrar porque não é do interesse da elite de um país que o governo resolva o problema do desemprego. O argumento é que isso, apesar de aumentar o lucro dos capitalistas, iria diminuir seu poder político tanto em relação aos trabalhadores e ao governo. E isso é um perigo maior para os capitalistas do que os prejuízos econômicos de uma depressão.</p>
<p>Ao transpor do plano nacional para mundial, poderemos verificar que não é do interesse das grandes potencias, o crescimento econômico acelerado, pois isso poderá propiciar o surgimento de novas potencias mundiais. Pode-se notar que o desenvolvimento a convite de satélites militares dos EUA – Alemanha, Japão, Coréia e Taiwan – é bastante coerente com a idéia do Kalecki (1944) de que apenas no facismo é permitido o pleno emprego, pois o acesso dos trabalhadores ao poder está bloqueada.<span id="more-7"></span></p>
<p>Por outro lado, se for observado outro texto também publicado em 1944, no caso o livro a Grande Transformacao, pode-se notar que também não interessa a elite a depressão econômica a nível mundial ou nos países desenvolvidos. A Grande Depressão destruiu o que restava da Civilização do século XIX. Para o liberalismo econômico e para as elites internacionais não há nada mais perigoso do que o nacionalismo econômico e a descoberta do Estado como o principal solucionador dos problemas sociais. Esses dois fatores limitaram a haute finance durante cerca de trinta anos.</p>
<p>Temendo uma nova Grande Depressão, setores conservadores a níveis nacionais e internacionais, como a imprensa, bancos centrais e organismos internacionais, deixaram de bloquear e mesmo, incentivaram a adoção de políticas consideradas anteriormente irresponsáveis.  Os governos elevaram seus déficits a níveis recordes desde o fim da Segunda Guerra, a taxa de juros, tanto nos países desenvolvidos e subdesenvolvidos – baixaram de forma sem precedentes e organismos internacionais financiaram os maiores volumes já registrados. Isso tudo permitiu uma recuperação rápida e vigorosa, o que foi surpreendente, quando comparado com o pessimismo que vigorou durante o fim de 2008. A ofensiva foi tão bem sucedida que permitiu o retorno das ideias conservadoras – das finanças saudáveis e bancos centrais centrados exclusivamente na inflação. Em vista da redução da minimização do risco,  a proclamação da heregia do governo pro-ativo não era mais necessária.<a href="#_ftn1">[1]</a></p>
<p>A crise grega é o abre-alas do retorno das finanças saudáveis. Não importa que o problema nao apareceu – e nao teria como ter aparecido – em unidades nacionais que nao tivessem renunciado de ter banco central próprio. A crise da periferia da zona euro é própria de unidades sub-nacionais, como estados e municípios. Mas, a imensa concentração de poder dos conservadores na imprensa, na academia e na política, os dispensa de apresentar fortes evidências empíricas de sua argumentação. O retorno do domínio ideológico e político das finanças saudáveis é um perigo para a recuperação mundial. Esse risco ficou conhecido como recuperação em w. E foi o que ocorreu na Grande Depressão. Em 1937, a recuperação econômica permitiu o retorno das políticas saudáveis. Com a contenção dos gastos públicos, a segurança de encontrar compradores para seus produtos, evaporou. Dessa forma, investimentos e consumos privados se retraíram. Apenas a Segunda Guerra permitiria passos seguros em direção aos Grandes Déficits e, portanto, a uma recuperação vigorosa da economia. Mas, a segurança para a economia mundial é que o w poderia tornar evidente demais a relação entre crescimento dos gastos públicos e recuperação. Nao seria de interesse da elite econômica um retorno tão rápido dos orçamentos equilibrados. Há que mencionar ainda que o regime é democrático o suficiente para que o controle dos conservadores nao seja completo.</p>
<p>Nao podendo controlar o Tesouro dos EUA e de outros países, a possibilidade de controlar o crescimento mundial fica limitado. Há outras fontes autônomas de demanda e reservas internacionais em profusão para permitir autonomia política em grande parte da periferia. Alem disso, o desejo de manter a moeda americana competitiva é um limite para a elevação da taxa de juros dos EUA. O problema para os conservadores se agrava na medida em que a acumulação de superávit do setor privado trará num futuro próximo muito dinamismo a demanda privada. Quanto mais tempo demorar para agir, maior será a dose necessária do remédio. Mas, nao estamos nos anos 70. Em virtude da grande quantidade de reservas, o choque de juros poderia ter ate efeito positivo sobre a periferia. As incertezas geopolíticas e geoeconômicas da próxima década dificultam a ação das grandes potencias. Mas, sem duvida, a nao-acao é um risco ainda maior.</p>
<hr size="1" /><a href="#_ftnref1">[1]</a> De forma aparentemente contraditória, o sucesso das políticas fiscais expansionistas permitiu o retorno da ideologia de que todos os problemas são resultados de déficits públicos excessivos. Os governos tivessem evitado o déficit e permitido a depressão, os conservadores poderiam ficar afastado da hegemonia por décadas.</p>
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		<title>Condições para uma nova era de Desenvolvimento</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/brunogalvao/2010/10/05/condicoes-para-uma-nova-era-de-desenvolvimento/</link>
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		<pubDate>Tue, 05 Oct 2010 19:12:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Bruno Galvão]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Editoria]]></category>
		<category><![CDATA[Manchete]]></category>
		<category><![CDATA[Posição]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Bruno Galvão O pós-guerra é conhecido como o período do desenvolvimento, tanto do ponto de vista da política econômica, quanto da teoria. As décadas de 1940 e 1950 são marcadas por profusão de teorias de desenvolvimento da periferia[1], pelo &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/brunogalvao/2010/10/05/condicoes-para-uma-nova-era-de-desenvolvimento/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Por Bruno Galvão</p>
<p>O pós-guerra é conhecido como o período do desenvolvimento, tanto do ponto de vista da política econômica, quanto da teoria. As décadas de 1940 e 1950 são marcadas por profusão de teorias de desenvolvimento da periferia<a href="#_ftn1">[1]</a>, pelo otimismo quanto à possibilidade de superação de desenvolvimento e pela adoção sistemática de políticas com o objetivo de acelerar o crescimento econômico. De fato nos anos 50 e 60, o conjunto dos países subdesenvolvidos registraram a maior expansão da renda per capita já registrada e os casos mais bem sucedidos de convergência – os milagres japoneses, europeus e o surgimento dos Tigres Asiáticos – são desse período ou iniciam nele. Contudo, no conjunto, os resultados ficaram muito aquém do esperado. <span id="more-4"></span>A taxa média de expansão da renda per capita era insuficiente frente ao nível de atraso e era inclusive, menor do que os países desenvolvidos. Quase todos os esforços de industrialização fracassaram – parcial ou totalmente. E os casos de maior sucesso fora do Extremo Oriente, Brasil e México, foram sucumbidos pela crise da divida dos anos 80. No final do século XX, as diferenças de renda per capita entre países subdesenvolvidos, excluindo o Leste Asiático, e as nações desenvolvidas eram maiores do que no início do período desenvolvimentista.</p>
<p>No final dos anos 90, as condições para uma nova era desenvolvimento pareciam bastante adversa:</p>
<ul>
<li>as instituições internacionais – FMI, Banco Mundial e OMC – eram muito avessas à políticas keynesianas e de industrialização;</li>
<li>a ideologia neoliberal dominavam a teoria econômica e os executores de política;</li>
<li>o pessimismo quanto à possibilidade de crescer a taxas elevadas e de que isso pudesse melhorar a qualidade de vida da população faziam com que o desenvolvimentismo não tivesse qualquer força significativa na política.</li>
</ul>
<p>Contudo, a primeira década do século XXI foi o período de maior crescimento acelerado dos países subdesenvolvido e a explicitação do caso mais radical e de maior sucesso do desenvolvimentismo – a China.</p>
<hr size="1" /><a href="#_ftnref1">[1]</a> Os clássicos de Prebisch, Baran, Rostow, Kuznets, Nurkse, Furtado, Singer, Lewis, Chenery, Rosentein-Rodan, Myrdal, Hirschman são dessa época.</p>
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