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Homofobia: Filho de casal gay morre após ser agredido dentro de escola em SP

Via SpressoSP

Jovem de 14 anos não resistiu às agressões e faleceu depois de ficar quatro dias em coma; pai informou que pretende processar o governo de São Paulo: “Queremos que a justiça seja feita.”

Nesta segunda-feira (9), o adolescente Peterson Ricardo de Oliveira, de 14 anos, morreu após ser agredido por outros cinco jovens em uma escola pública na Vila Jamil, em Ferraz de Vasconcelos, Grande São Paulo, na última quinta-feira (5). Peterson era filho adotivo de um casal gay e estava em coma desde o incidente.

Em entrevista ao portal R7, um dos pais da vítima, Márcio Nogueira, lamentou o ocorrido e informou que pretende processar o governo de São Paulo. “Queremos que a justiça seja feita. Eu não sabia que meu filho sofria preconceito por ser filho de um casal homossexual. Estamos tristes e decidimos divulgar o que aconteceu para que isso não se repita com outras crianças”, afirmou.

Em nota, a Secretaria Estadual de Educação negou a versão da família e informou que não há nenhum registro de agressão no interior da escola. Já a Secretaria Estadual de Saúde confirma que o adolescente deu entrada na última quinta-feira (5) no Hospital Regional de Ferraz de Vasconcelos com parada cardiorrespiratória e passou por um processo de reanimação. Exames feitos no garoto também constataram que ele teve hemorragia, mas não apresentava sinais externos de violência física.

Ivan Valente quer que deputados citados em lista se afastem da CPI da Petrobras

Por Luciano Nascimento | Via Agência Brasil

O deputado Ivan Valente (PSOL-SP) solicitou hoje (10) ao presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, Hugo Motta (PMDB-RJ), que os deputados citados na lista encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF) com pedido de abertura de inquéritos para investigar nomes citados nos depoimentos da Operação Lava Jato, se afastem da comissão.

“Quem está sob investigação não pode exercer o papel de investigador de si mesmo”, objetou. O pedido foi apoiado pelos líderes do PPS, Rubens Bueno (PR) e do DEM, Mendonça Filho (PE). “Quem tiver o nome mencionado na lista do Janot, não deveria fazer parte da CPI [da Petrobras] e do Conselho de Ética, é uma decisão de bom senso e de ética”, complementou Filho.

A lista traz nomes de ex-governadores, ex-ministros de Estado, senadores e deputados federais. Dois deles – os deputados Lázaro Botelho (PP-TO) e Sandes Júnior (PP-GO), como suplente, integram a CPI da Petrobras.

Ivan Valente disse que seu partido vai recorrer ao STF, caso os deputados não se afastem da comissão. De acordo com o relator da CPI da Petrobras, Luiz Sérgio (PT-RJ), cabe aos líderes partidários substituir os integrantes. “Essa é uma tarefa das lideranças partidárias. Nem eu nem o presidente temos poder de substituir membros desta comissão, disse.

“É inconcebível que quem está sob investigação se mantenha como investigador. Isso pode colocar dúvidas no trabalho da comissão. Se as lideranças não tomarem uma atitude até amanhã, nós protocolaremos uma representação na corregedoria”, anunciou o líder do PSDB, Carlos Sampaio (PSDB-SP).

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha que já se dispô s a falar na CPI. Cunha vai à comissão na próxima quinta-feira (12).

Ainda de acordo com Valente, o partido protocolará na sessão deliberativa do Plenário desta terça-feira, um projeto de Resolução para que todos os membros da Mesa Diretora, do Conselho de Ética e presidentes de Comissão citados na lista sejam afastados imediatamente de suas funções, durante o período de investigação da CPI.

Na sessão de instalação da CPI, o PSOL já havia protocolado uma questão de ordem pedindo que parlamentares que receberam doações para a campanha eleitoral de empresas investigadas na Operação Lava Jato fossem afastados da CPI. O pedido, contudo foi negado pelo deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), que dirigiu os trabalhos por ser o parlamentar mais velho da comissão.

Ontem (9), o PSOL e o PPS protocolaram requerimentos para que a CPI convoque para prestar esclarecimentos os políticos que tiveram inquéritos abertos na última sexta-feira. O PPS apresentou um pedido para ouvir 47 investigados – todos os listados pelo Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot. Já o Psol quer ouvir 34 parlamentares mencionados, além do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto.

Hervé Falciani: O país mais interessante para bancos offshore é o Brasil

Via Jornal GGN

“O Brasil é o maior alvo dos bancos que praticam a opacidade financeira no mundo inteiro, alvo número 1 dos centros estratégicos de decisão dos bancos”, disse, em entrevista ao Estadão.

O Estadão entrou na briga do monopólio das informações sobre os Swissleaks, dados das contas secretas mantidas no HSBC da Suíça, e conseguiu entrevistar Hervé Falciani, engenheiro de computação e ex-funcionário do HSBC, a fonte que vazou a lista de clientes para a imprensa. “O Brasil é o maior cliente de bancos opacos do mundo”, alerta ao jornal brasileiro.

Denunciante do esquema montado pela filial do banco em Genebra, Falciani é a maior autoridade para falar sobre o Swissleaks. Hoje, dedica-se a pesquisas sobre escândalos financeiros e colabora com partidos antissistema em diferentes países da Europa, para políticas com o objetivo de evitar esquemas de corrupção como o do HSBC.

Hervé Falciani informou que o Brasil era um dos países que bloqueavam o avanço das investigações, além da França, Itália e Espanha, “por razões políticas”, e que esse foi o motivo que o levou a vazar os dados para a imprensa mundial. E revelou: “o Brasil é o maior alvo dos bancos que praticam a opacidade financeira no mundo inteiro. (…) é o alvo número 1 dos centros estratégicos de decisão dos bancos”.

“É assim para o HSBC, do qual fiz parte, e também para outros bancos. Me reúno sempre com outros insiders e temos a convicção de que o país mais interessante do mundo para os bancos opacos, os bancos offshore que vendem serviços de opacidade, é o Brasil”, disse. O motivo, segundo Falciani, pode ser visto na reação atual do país: “Por que o Brasil só começa agora a se mexer para tomar providências para investigar o caso HSBC se ele é o País mais exposto em termos de capitais? Por que o Brasil abre investigações só sobre os clientes, no momento em que está claro há muitos anos que são os bancos que precisam ser investigados?”, questionou.

Um desses problemas das investigações, aponta o ex-funcionário do HSBC, é que “em muitos países, como no Brasil, acredita-se que uma investigação deve priorizar os clientes dos bancos, os fraudadores. É verdade. Mas o maior tema não são os fraudadores, que são os sintomas da doença”. “As causas da doença são as estruturas financeiras, os bancos, que oferecem a intermediação. São suas estruturas que permitem e estimulam a organização do crime, as fraudes, a lavagem de dinheiro, o terrorismo”, completa.

O engenheiro de computação lembrou que o esquema estrapola a lavagem de dinheiro, mas trata-se de um “dinheiro negro”, que corresponde à “ocultação” do “traçado do dinheiro”, realizado pelos bancos offshore. “Os bancos offshore (em paraísos fiscais) representam a metade da dívida mundial em volume de atividade”, afirma.

O repórter Andrei Netto decidiu questionar Falciani sobre o esquema de corrupção da Petrobras, relacionando-o com o do HSBC: “esse dinheiro parava na Suíça e, podemos imaginar, em muitos outros países em que estão instalados sistemas como o do HSBC. O que esse escândalo revela para o senhor?”, perguntou. Falciani restringiu-se a responder que é um exemplo de ocultação de dinheiro, “esquema organizado para partilhar o mercado da concorrência pública”, e afirmou que é o maior problema de uma democracia.

Leia a entrevista completa na reportagem do Estadão.

Sem democracia na mídia, mulher continuará sendo tratada como objeto

Por Tiago Pereira | Via RBA

Especialista da representação feminina na mídia, Rachel Moreno, acusa impactos na autoestima da mulher por imposição de padrões estéticos que atendem apenas aos interesses do mercado.

Mobilizações por todo o país marcaram a luta por igualdade no Dia Internacional da Mulher, ontem (8)

São Paulo – A psicóloga e coordenadora do Observatório da Mulher, Rachel Moreno, afirma que para mudar a representação feminina na mídia, quebrando com estereótipos e pondo fim à exploração sexual da imagem da mulher, é preciso democratizar os meios de comunicação. Para ela, não basta escalar repórteres mulheres para apresentar os principais jornais da maior emissora do país, na véspera e no Dia Internacional da Mulher (8 de março).

Rachel, que também é autora dos livros A Beleza do Impossível e A Imagem da Mulher na Mídia, ressalta que a atual forma de representação da mulher, em um cenário de concentração da mídia, é “absolutamente estreita”, e que falta “diversidade e pluralidade”.

“A mulher é sempre representada como branca, jovem, magra, cabelos lisos etc quando, na verdade, a mulher brasileira é branca, negra, jovem, velha, magra, gorda, de uma diversidade que, simplesmente, não se veem representadas.”

A psicóloga afirma que a perpetuação de tais estereótipos estabelecem padrões de beleza inatingíveis, que atende aos interesses da indústria, do comércio e das cirurgias plásticas, com irremediável prejuízo à autoestima da mulher.

Para Rachel, a mídia concentrada atende, basicamente, a dois interesses fundamentais: marcar posição, contra ou a favor, em relação ao governo vigente e produzir consumidores.

“No caso da sexualização das mulheres, inclusive da erotização precoce das crianças e do bombardeio a respeito de modelos de felicidade e valores, acaba justamente acontecendo para produzir consumidores para os anunciantes. Isso é muito pouco. Os nossos problemas do dia a dia não são discutidos, a realidade vivida pelas mulheres não é discutida, as novas questões e demandas também não são discutidas”, diz, acrescentando que é muito pouco fazer uma vez por ano matérias especiais que homenageiam o Dia Internacional da Mulher.

Rachel ressalta que, mesmo veículos de imprensa “mais sérios”, quando buscam fugir da objetivação e ultrasexualização da mulher, nunca as representam como especialistas, detentoras de opinião e conhecimentos relevantes, mas apenas como “vítimas ou testemunhas”.

Para alterar tal panorama, Rachel Moreno cobra, primeiramente, compromisso, por parte da grande imprensa, que, segundo ela, é “educadora informal poderosíssima”, mas que colabora na banalização e naturalização da violência contra a mulher.

A psicóloga diz não acreditar nos mecanismos de autorregulação defendidos pelas redes de comunicação e agências de publicidade e ressalta que o Conselho Nacional de Autorregulamentação (Conar) demora para agir, chega atrasado – quando anúncios denunciados por abuso já saíram do ar – e, na maioria das vezes, toma partido dos anunciantes. Ela defende a criação de normas e regras para o setor e um órgão independente que fiscalize implementação destas.

“A Constituição garante o direito de comunicação, e comunicação é uma via de duas mãos. Como é que estamos falando na existência de democracia na comunicação se nós temos seis famílias que detêm todos os meios, neste país. Eles definem o que nós vamos ver, e o que não vamos ver, e o que nós vamos pensar sobre o que eles decidem que vão nos mostrar. Isso não é democracia.”

Rachel defende também a reforma política com participação da sociedade civil para aumentar a representação da mulher no parlamento, com o fim do financiamento privado de campanha, pois, segundo ela, “as mulheres acabam sendo mais pobres e resistem mais a recorrer aos recursos das empresas”. Cobra também voto em lista alternada, que garanta a paridade entre homens e mulheres.

Para além das reformas, na mídia e na política, a coordenadora do Observatório da Mulher espera uma mudança de costumes: “As mulheres não participam da política porque são sobrecarregadas, têm dupla jornada de trabalho. Está na hora de dividir o trabalho doméstico entre homens e mulheres. Mostrar nas novelas o homem chegando em casa mais cedo e preparando o jantar e, quando a mulher chega, a mesa está posta para naturalizar uma nova divisão das tarefas domésticas, Além disso, desnaturalizar a violência de gênero, discutir seriamente a sexualidade e cuidados necessários, enfim, exercer com responsabilidade social a sua função de educadora informal e de concessão. E repensar a distribuição do espectro eletromagnético, e dos recursos governamentais para a mídia”.

Bob Fernandes: “Panelaço” se esqueceu de gritar contra Renan, Eduardo Cunha e Lista de Janot

Por Bob Fernandes | Via Facebook

“Panelaço” contra a presidente em várias cidades. Em São Paulo, nos chamados “bairros nobres”, panelas e gritos de “Fora Dilma”. E também ofensas impublicáveis.

Em milhares de relatos, nem uma (1) notícia de um (1) só grito, uma baixela contra Eduardo Cunha, Renan Calheiros, ou demais 47 da Lista de Janot…ou contra empreiteiras…

É um direito de todo e qualquer cidadão desejar a queda de Dilma. Como é o de xingá-la nas suas sacadas e varandões. Ainda que ofender a presidente na sua condição de mulher diga muito sobre quem xinga.

Lembremos: Dilma governa a crise que sua própria gestão criou. Mas, ao contrário dos presidentes do Senado e Câmara, ela não está na Lista de Janot… Renan, Cunha e outros 47 estão.

Renan é um sobrevivente. Sentiu o cheiro antes e escapou do governo Collor. Foi ministro da Justiça de Fernando Henrique.

Renan sobreviveu a sucessivos escândalos. Se vier a ser investigado, vai usar todo seu Poder para sobreviver.

Isso inclui operar contra o governo do seu PMDB. Como fez no dia em que seu nome vazava da Lista de Janot e ele era saudado por líderes da oposição.

Eduardo Cunha tornou-se presidente da Câmara com aplausos da oposição. Que, como dizem hoje alguns de seus líderes, quer “ver Dilma sangrar”.

Eleito, Cunha logo informou que só sobre seu “cadáver” a “regulamentação econômica da Mídia” seria aprovada. Cunha é inteligente e hábil.

Experiente, o agora presidente da Câmara já foi aliado de Collor e PC, Maluf e Garotinho.

Para esvaziar a relatoria da CPI da Petrobras, que é do PT, Cunha criou 4 sub-relatorias. A CPI será sua arma para arrancar o que busca.

O Supremo pode ou não investigar e indiciar Cunha, Renan e os 47. Mas quem cassa é o Congresso. E eles julgarão a si mesmos.

Renan, Eduardo Cunha & Cia sequestrarão a pauta do Congresso, farão qualquer acordo para não serem cassados.

Dia 15 vem ai grande manifestação.

Uma pena o pessoal do “panelaço” nas sacadas e varandões ter se esquecido do Renan Calheiros, do Eduardo Cunha, dos outros 47…das empreiteiras…Ainda dá tempo.

Obama declara Venezuela ameaça à ‘segurança nacional’ dos EUA e impõe sanções ao país

Por Vanessa Martina Silva | Via Opera Mundi

Medidas aplicadas a sete altos funcionários venezuelanos não afetarão setor petroleiro, nem indústria; Caracas chamou seu representante dos EUA para consultas.

“Uma ameaça não usual e extraordinária à segurança nacional dos Estados Unidos”. Essa foi a definição dada pelo presidente norte-americano, Barack Obama, à Venezuela, governada por Nicolás Maduro. A declaração, proferida nesta segunda-feira (09/03), precedeu o anúncio de sanções econômicas a sete venezuelanos.

Obama declarou a existência de uma “emergência nacional” e manifestou preocupação com relação à suposta violação de direitos humanos na Venezuela após os protestos violentos realizados no ano passado e que mataram 43 pessoas, além de deixar milhares de detidos.

Tensão nas relações entre EUA e Venezuela aumentou nos últimos meses. Agência Efe

A declaração de “emergência nacional” permite que o presidente aplique sanções além do que fora aprovado pelo Congresso. Parlamentares já haviam aprovado em 10 de dezembro do ano passado sanções a 56 oficiais e Obama as ratificou em 18 de dezembro, mas somente hoje foram anunciados os nomes dos afetados.

“Oficiais venezuelanos passados e presentes que violaram os direitos humanos de cidadãos venezuelanos e estão envolvidos em atos de corrupção pública não serão bem-vindos aqui e nós temos agora as ferramentas para bloquear seus ativos e uso do sistema financeiro norte-americano”, disse o porta-voz da Casa Branca Josh Earnest, em um comunicado.

“Estamos profundamente preocupados com a escalada do governo venezuelano contra seus adversários políticos. Os problemas venezuelanos não podem ser resolvidos com a criminalização da dissidência”, acrescentou Earnest, que também pediu a libertação de políticos detidos por suposto envolvimento em um golpe de Estado contra o presidente Maduro.

As pessoas sancionadas pertencem ao alto escalão da segurança e justiça do governo Maduro e terão os bens e investimentos nos EUA bloqueados, além da entrada proibida no país. Cidadãos norte-americanos também podem ser proibidos de fazer negócios com eles. De acordo com um alto funcionário norte-americano, em declarações à agência Reuters, o setor petroleiro não será afetado pelas medidas. Os Estados Unidos são o principal comprador do petróleo venezuelano. O setor industrial também não sentirá o impacto da sanção.

Os Estados Unidos mantêm sanções contra 19 países, entre eles Rússia, Ucrânia e Síria. Apenas dois deles são americanos: Cuba e Venezuela.

Repercussão

No Twitter, a chanceler do país, Delcy Rodríguez, informou que o encarregado de negócios nos Estados Unidos, Maximilien Arveláiz, foi chamado “imediatamente” para consultas.

O anúncio dá também em meio a uma disputa entre EUA e Venezuela com relação ao tamanho do corpo diplomático que cada país pode ter. Maduro ordenou na semana passada a redução da quantidade de funcionários da embaixada dos EUA em Caracas de 100 para os mesmos 17 que seu governo mantém em Washington.

Já Ricardo Patiño, chanceler do Equador, disse que a Unasul (União das Nações Sul-Americanas) não permitirá a “intervenção estrangeira” na Venezuela, nem um “golpe de Estado” no país.

Mais cedo, o secretário-geral da Unasul, Ernesto Samper, fez um chamado para que Venezuela e Estados Unidos se aproximem por considerar que esta seria a única saída para a crise na Venezuela.

Jornal diz que Caixa não vai abrir capital, mas entidades aguardam posição oficial do governo

Via Fenae Net

A edição desta segunda-feira (9) do jornal Valor Econômico informa que o governo desistiu de abrir o capital da Caixa Econômica Federal. De acordo com a nota, a medida será feita apenas na Caixa Seguros, seguradora que mantém sociedade com a francesa CNP Assurances e da qual o banco detém 48,2%. Na avaliação do Planalto, diz o texto, a abertura de capital “seria um processo muito demorado, pouco lucrativo e ainda poderia paralisar os investimentos sociais da instituição”.

“Recebemos a notícia com cautela. A Fenae e as outras entidades vão continuar mobilizadas até que o governo se pronuncie oficialmente sobre a manutenção da Caixa 100% pública. Aliás, aguardamos a audiência solicitada com a presidenta Dilma, com o ministro Miguel Rossetto e com a presidente do banco, Miriam Belchior”, afirma o presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira. Ele acrescenta: “Abrir o capital não interessa aos brasileiros, mas apenas ao setor privado, que está incomodado com o protagonismo da Caixa”.

A coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa – Contraf/CUT), Fabiana Matheus, que também é diretora de Administração e Finanças da Fenae, frisa que as ações realizadas pelos mais de 100 mil trabalhadores do banco são fundamentais para que essa vitória se concretize. “Sem dúvida, as mobilizações ocorridas nas últimas semanas fizeram o governo repensar a proposta de fatiar a Caixa. Os empregados e a sociedade brasileira deram o recado: não aceitam a venda de um pedaço sequer da empresa. Aguardemos agora a posição oficial”, diz.

Novas mobilizações

Na sexta-feira (6), o Comitê Nacional em Defesa da Caixa 100% Pública se reuniu em Brasília (DF), na sede da Fenae, e definiu as próximas atividades na luta contra a abertura de capital do banco. Entre elas, destacam-se a criação de comitês estaduais, o agendamento de um “tuitaço” na semana do dia 23 e a produção de materiais de comunicação. Após a reunião, o Comitê protocolou ofício solicitando audiência com a presidente da Caixa, Miriam Belchior.