Via Brasil 247

Mais dois estaleiros, Ecovix e Enseada, mandaram cartas a seus fornecedores de máquinas e equipamentos suspendendo as compras; Ecovix é o braço de construção naval da Engevix, que possui um contrato de US$ 2,7 bilhões para a construção das sondas Cassino, Curumim e Salinas; o Enseada paralisou a produção da sonda Ondina, parte de um contrato de seis sondas no valor de US$ 4,8 bilhões; em fevereiro, o Atlântico Sul já havia rompido de forma unilateral a construção de sete sondas; notícia das paralisações coincide com declaração do presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, de que pré-sal é a joia da coroa e que estatal poderia, com os sócios (Petros, Funcef, Previ, Valia, FI-FGTS, Bradesco, BTG Pactual e Santander), fazer um aporte “mínimo” na Sete Brasil.
O presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, diz em entrevista publicada neste domingo (9) que a estatal continua apoiando, com o sócios, o projeto da Sete Brasil. “Para um primeiro momento, se houver necessidade de aporte, vai ser mínimo”, afirmou (aqui). Pode não ser o suficiente para salvar a empresa. A declaração do executivo coincide com a informação de que mais dois estaleiros contratados pela Sete paralisaram as compras devido à falta de pagamentos.
Pelo menos dois deles, Ecovix e Enseada, mandaram cartas a seus fornecedores de máquinas e equipamentos suspendendo as compras. O Ecovix é o braço de construção naval da Engevix, que possui um contrato de US$ 2,7 bilhões para a construção das sondas Cassino, Curumim e Salinas.
O documento enviado à Ecovix foi divulgado pela Folha neste domingo (9) e diz, segundo o jornal, que a medida é consequência da paralisação da Sete Brasil, que “vive uma substancial dificuldade financeira”. “Como consequência, resultou na suspensão global de pagamentos, que está afetando fortemente o fluxo de caixa e as operações em geral”.
A empresa pede, ainda segundo a publicação, que nenhuma nota fiscal de venda seja emitida durante o período, ainda sem prazo definido.
Em outras carta em poder do jornal, o estaleiro Enseada, consórcio entre Odebrecht, UTC, OAS e Kawasaki, pede a paralisação do fornecimento de máquinas industriais para a sonda Ondina, uma das seis que foram contratadas pela Sete. Esse contrato para as seis sondas seria de US$ 4,8 bilhões.
Os estaleiros sequer haviam iniciado a construção das primeiras sondas.
Os sócios da Sete, Petrobras, Petros, Funcef, Previ, Valia, FI-FGTS, Bradesco, BTG Pactual e Santander, tentam evitar uma redução que comprometa o retorno dos R$ 8,3 bilhões investidos da empresa. Para manter as operações, a Sete fez empréstimo de curto prazo de R$ 12 bilhões.
Vencida a dívida, a Sete, que passa por um plano de reestruturação e diz que os contrato das sondas permanece em vigor.
As paralisações do Ecovix e do Enseada se somam a outras, como o Atlântico Sul,consórcio entre Camargo Corrêa e Queiroz Galvão, que já havia parado em fevereiro a construção de sete sondas da empresa, ao romper, de forma unilateral, seu contrato.
Os estaleiros Jurong e Keppel Fells, estrangeiros, têm contrato com a Sete, cada um com a sua primeira sonda praticamente pronta.

Relator no Tribunal de Contas da União (TCU) do processo que analisa as contas de 2014 do governo Dilma Rousseff, o ministro Augusto Nardes disse a amigos que deve propor na sessão de hoje à tarde um aumento de prazo de defesa do governo para responder a novos questionamentos que ele pretende fazer ao Palácio do Planalto.
As contas de 2014 de Dilma são as tais que incluem as pedaladas que teriam sido cometidas pela sua equipe econômica. E que poderiam ser enquadradas na lei de Responsabilidade Fiscal, ameaçando de impeachment a presidente da República.


De todos os pecados atuais cometidos pela indústria da comunicação jornalística, o que tem consequências mais graves é o da uniformização da agenda de informações. O fato de noticiar dados novos, fatos inéditos e eventos a partir de um único viés não falseia apenas a visão que as pessoas têm da realidade, mas as leva a desenvolver opiniões cada vez mais radicais e extremadas.
A primeira reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, nesta quarta-feira (5), terminou às 23h, depois de quase nove horas de trabalho. Com previsão dos depoimentos dos presidentes das