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O ‘maior pesadelo’ dos EUA vira realidade

Via Sputnik Brasil

As relações que a Rússia está mantendo e desenvolvendo atualmente com a China implicam complicações para a política do mundo unipolar, pregada pelos EUA, diz um artigo intitulado “O maior pesadelo da América: Rússia e China se aproximam” da revista National Interest.

Os tempos de Richard Nixon e Henry Kissinger, que punham barreiras na tentativa de separar a Rússia e a China, já passaram. Agora, a China é um parceiro próximo e seguro da Rússia, o que cria um ambiente incômodo para a tradicional conduta dos EUA na região asiática.

“Além da sua simetria eurasiática, elas [a Rússia e a China] compartilham interesses comuns, ambas se opõem à supremacia dos EUA, aos valores da democracia e transparência dos EUA e um desejo comum de uma ordem mundial mais multipolar”, dizem os autores do artigo, Mathew Burrows e Robert A. Manning.

Deixando de lado o assunto da democracia e transparência (por acaso o sigilo em torno dos tratados TiSA, TTP e TTIP, promovidos pelos EUA, será testemunho de transparência?), é possível ver que a “supremacia dos EUA” ocupa o primeiro lugar nesta lista. E quanto ao mundo “mais multipolar”, os próprios autores da matéria reconhecem que os Estados Unidos têm “tendências unipolares”, que eles precisam abandonar para “agir como primeiro entre iguais”.

No entanto, vale lembrar que a China e a Rússia são atores de um projeto internacional que visa precisamente mais multipolaridade, que é o grupo BRICS, com instituições como o Novo Banco de Desenvolvimento, o Arranjo Contingente de Reservas. A China, por sua parte, organizou neste ano o Banco Internacional de Investimentos Infraestruturais (AIIB), ao qual um considerável número de países já aderiu.
Para a revista, a parceria sino-russa significará maior atenção aos Estados latino-americanos, implicando um maior grau de participação e envolvimento internacional destes países. Burrows e Manning destacam que a Rússia e a China “ultrapassam seriamente” os EUA no quesito de política internacional.

Reconhecendo a mestria russa e chinesa em “xadrez político”, os autores do artigo instam Washington a preparar uma resposta igualmente eficiente, o que os EUA parecem ignorar.

Para entender como funciona o neoliberalismo – Essa força estranha

Geniberto Paiva Campos | Brasília, agosto de 2015

1.Junho de 2013 tornou-se uma data marcante, definitiva, no calendário político brasileiro.

As marchas de junho continuam a desafiar os estudiosos da nossa realidade. Se não eram os “vinte  centavos” que movia os manifestantes, do que se tratava, verdadeiramente? Vários textos, ensaios e livros foram publicados após esses estranhos eventos sem,  entretanto, lograr até hoje explicações plausíveis. Sequer aceitáveis.

Ousando um pouco, afinal são acontecimentos bem recentes, seria possível fazer as devidas ilações entre algumas manifestações aparentemente desconexas dos últimos 2 anos no Brasil, estabelecendo uma ordem cronológica e, talvez, uma sequência política entre as Marchas de Junho>>a Copa do Mundo de Futebol l>> as Eleições Gerais de 2014 >> e a atual Crise Política.

Qual a lógica que uniria esses eventos, aparentemente tão díspares em sua natureza?

É legítima a impressão, para quem observa mais atentamente esses acontecimentos, de que o Brasil tornou-se uma espécime (hamster?) na qual se aplicam experimentos de um Laboratório de Pesquisa Política, cuja sede está situada fora das suas fronteiras. E que essas experiências são patrocinadas pelo Capitalismo Neoliberal, tendo como objetivo conter – “na lei ou na marra” – a continuidade de uma proposta política, econômica e social, em curso livre no país desde 2003, liderada pelo Partido dos Trabalhadores/PT. O qual consegue manter uma improvável, porém duradoura coalizão política com partidos de diferentes estratos sociais. Promovendo mudanças perceptíveis na estratificação social do país, com mais inclusão e fortes avanços na área educacional. Conquistas sociais que desagradam profundamente o neoliberalismo.

2. Arrefecida a onda do “Mensalão”, um conúbio da Grande Imprensa com elementos do Judiciário, com o qual se imaginou destruir a força política e eleitoral do PT, pregando no partido o selo da Corrupção, criminalizando seus quadros dirigentes, alguns deles presos após serem julgados em processos criminais no mínimo discutíveis. Todo esse esforço sem grandes resultados eleitorais a comemorar. A partir desse ponto novos e mais agudos experimentos foram gerados nos laboratórios neoliberais.

Junho de 2013, segunda metade do governo da presidente Dilma Roussef, marca o início da implementação das novas estratégias de ataque originadas no Laboratório Neoliberal:

a)- em primeiro lugar, colocar “povo” nas ruas, desde o início dos tempos uma característica das organizações de esquerda. (Tradição somente quebrada nos idos de 1964¸com as “Marchas Da Família). Que a partir daquele momento não mais seria uma exclusividade das chamadas forças progressistas e da classe operária. À falta de uma bandeira/mensagem mobilizadora, organizou-se a marcha contra o aumento recém concedido de vinte  centavos nas passagens dos ônibus urbanos. Talvez um simples pretexto, não uma causa. Na ausência de outro chamamento, era o que havia disponível. E funcionou. Para espíritos crédulos, dispostos a marchar pelas ruas, qualquer tema tinha a sua relevância. Foi este, talvez, o movimento inicial em defesa das teses neoliberais.

Assumido inicialmente pelo Governo como movimento político reivindicatório, os líderes das “Marchas de Junho” foram convidados a dialogar, visando o atendimento dos itens expostos em sua pauta. Foi aí que ficou evidente: a real motivação do movimento: era alguma coisa difusa, que não ousava dizer a que vinha. Para que os eventos não arrefecessem o entusiasmo foi introduzida, então, de forma temerária, a violência gratuita e sem direcionamento, através dos chamados “black blocks”, contra prédios públicos e comerciais. Os sociólogos e teóricos de ocasião, acionados, atribuíram uma característica “anarquista” às manifestações. O que deve ter feito Bakunin e Proudhon se revirarem em seus túmulos. Sem conseguir adquirir um ritmo e uma bandeira política efetiva, sem palavras de ordem, sem uma motivação clara, as Marchas de Junho foram se esvaindo. Já nos seus estertores, por pressão junto a um amedrontado Congresso Nacional, o Movimento conseguiu a aprovação da “PEC 37”,  sobre a qual a maioria dos manifestantes não tinha a menor ideia do que tratava. O “Movimento Passe Livre” ficou pendurado, solto no ar. Sem discurso e sem rumo. Era necessário criar outros experimentos.

(Entretanto, o saldo político das atabalhoadas “Marchas de Junho” não foi desprezível: houve a queda da popularidade da presidente Dilma Roussef, um objetivo não declarado, mas importante para os pesquisadores do Laboratório Neoliberal;  ficou clara a percepção de que gente na rua, mesmo sem uma pauta definida, incomoda os políticos de todos os partidos;  a partir daquelas estranhas manifestações, as ruas passaram a ser compartilhadas por outros grupos de manifestantes tendo,  daí em diante, outros “donos”).

b) nos radares do “Laboratório”, surgiu uma nova e excelente oportunidade: a Copa do Mundo de Futebol, a ser realizada em 2014, no Brasil, o país do futebol, cinco vezes campeão mundial da modalidade. Problemas de mobilidade urbana, custos do transporte coletivo nas cidades foram convenientemente esquecidos. Cabia agora mostrar aos crédulos brasileiros, ingênuos defensores dos sagrados direitos de lucro da Elite, que os “gastos da Copa”, exorbitantes e superfaturados, estavam a desviar recursos da Saúde e da Educação. Já nas festas de final de ano de 2013, apareceram inesperadamente nas concentrações populares, pequenos grupos de rapazes, gritando: – “NÃO VAI TER COPA!”, para o legítimo espanto de cidadãos que ainda acreditavam, com orgulho, que havia sido uma boa ideia, uma conquista, a realização de um evento de tal magnitude no Brasil. Os cientistas do “Laboratório” acreditavam ser possível reverter, mesmo com riscos, esse e outros sentimentos de orgulho nacional.  Com engenho e arte poderia ser recriado o “complexo de vira-latas”.  Esta a aposta dos pesquisadores.

Teve início, então, um movimento contrário à realização do torneio de futebol. Usando de todos os meios de comunicação disponíveis, e de vastos recursos financeiros, foi dada a largada do “Não Vai Ter Copa”.  Mesmo com o risco de afetar profundamente o sentimento de orgulho dos brasileiros pela sua Pátria  e pelo Futebol, a decisão tomada pelos pesquisadores foi a de fazer sim, o movimento. Começou,  então,  pesado bombardeio midiático demonstrando todas as desvantagens da realização da Copa: a situação dos hospitais públicos; as obras dos estádios e da infraestrutura de apoio logístico não estariam concluídas a tempo; os aeroportos não suportariam a demanda de passageiros dos voos doméstico e internacionais; e por fim, a ameaça de invasão dos estádios pelos manifestantes contrários à realização da Copa. Sem dar tempo à população para uma avaliação mais sensata de tais argumentos, persistia o bombardeio, agora com vídeos profissionais nos quais moças e rapazes  brasileiros, falando um inglês perfeito, e com legendas em português, alertavam para as imensas desvantagens do torneio para o país. E alertavam: “- não discutam, não argumentem. Apenas repitam as mensagens. Eles vão acabar aprendendo.” Como sabemos, a organização da Copa foi perfeita.  A seleção brasileira, no entanto, deu vexame na semifinal, e foi goleada pela  Alemanha por  7×1. Um placar estranho em jogo estranhíssimo. Tudo porque os pesquisadores entenderam que, caso o Brasil conquistasse, em casa, o hexacampeonato mundial, a presidente Dilma seria reeleita no pleito de outubro próximo, já visível nos seus radares.

c) As forças  Neoliberais investiram pesadamente nas eleições de 2014. Tinham como certa a vitória oposicionista no pleito presidencial. Assim garantiam pesquisas confiáveis dos cientistas do “Laboratório”. O pleito foi para o 2º turno. Mas a vitória, mais uma vez, foi do campo progressista. A presidente Dilma Roussef ganhou por uma diferença de mais de 3 milhões de sufrágios. Resultado que gerou perplexidade, revolta e inconformismo nas hostes neoliberais.

d) A derrota, no entanto, não foi assimilada. Já que dentro da Lei ( ou do Voto) a vitória não se concretizou, ficou evidenciado o risco concreto de maiores avanços na área social no novo mandato. Criando condições para a consolidação do projeto progressista e a perda do controle político da Elite na política econômica, vital para os seus objetivos estratégicos. Tornou-se essencial acionar o “plano B”, isto é, tomar o poder na “marra”. Através de recursos fora da Legalidade e das Normas Constitucionais. Seriam, portanto, acionados os testes de campo com novos tipos de manipulação política. Elaborados a partir de algumas constatações “científicas” dos pesquisadores, imediatamente acionadas: – a elite brasileira reaprendeu a marchar pelas ruas e avenidas. Sempre aos domingos; – a elite brasileira também aprendeu a bater panelas: uma barulhenta maneira de impedir a fala do “inimigo”; – finalmente, a elite brasileira retomou o gosto pela “política”. Desde que isso signifique reassumir a hegemonia do discurso e do exercício do Poder, direito adquirido, há séculos, no Brasil ,por quem sempre teve condições: a Elite. Um pequeno problema no entanto havia sido colocado:  se não houvesse a imediata troca do comando político do Brasil, o que fazer com essa elite solta nas ruas (a “massa cheirosa” batizada pela jornalista da  Folha de SP), movida pelo ódio político ideológico, semeado ao longo de anos pelos meios de comunicação? A mais perigosa e imprevisível forma de ingrediente do jogo político, comprovada historicamente desde as primeiras décadas do século 20 na Europa e que resultou no Nazifascismo, na II Guerra Mundial e numa prolongada Guerra Fria? Parece que esse “pequeno problema” não ocupou a mente dos pesquisadores. Foi assumido como uma espécie da dano colateral do jogo. Ou da Guerra Santa contra o petismo. E a favor do Rentismo.

3. A quem cabe a palavra  de sensatez nesta segunda quinzena de agosto? Onde estão os líderes, vá lá os escassos estadistas, capazes de fazer o país retornar à racionalidade? Todos dormindo em berço esplêndido? Tal como a orquestra do Titanic, absorta na execução da partitura musical, enquanto o navio prosseguia sua rota em direção ao abismo? E os velhos políticos que lutaram contra o regime autoritário, vestem agora a camisa neoliberal e incitam o Golpe?

A força estranha do Neoliberalismo enfeitiça e imobiliza todos. Admitem-se várias coisas, exceto impedir a inexorável trajetória de lucro, acumulação e desigualdade do Capitalismo Rentista e do seu filho mais dileto, o Neoliberalismo. Cada vez mais possuído de um estranho sintoma: a impossibilidade de convívio com a Democracia. O horror ao Voto e aos programas sociais. Insistindo em transformar o Brasil em uma república de bananas. Liquidar a soberania do país, para fazer os lucros obscenos fluírem para as suas contas nos paraísos fiscais.

O que falta agora para se fechar o ciclo? A edição do Ato Institucional nº 1 – com a chancela do Congresso Nacional e da Rede Globo – decretando a vigência de um novo regime autoritário, nazifascista em seus fundamentos? (Exagero? Leiam com atenção as faixas e os cartazes das marchas da Elite. Lembrem-se do aviso recente dos banqueiros e dos donos da mídia: “- Parem com o Golpe!”).   BEM VINDOS À BARBÁRIE, SENHORAS E SENHORES.

Cunha anuncia votação final da PEC da maioridade penal para esta quarta-feira

Por Luciano Nascimento | Via EBC

Foto: Fábio Motta/Estadão Conteúdo

A votação, em segundo turno, da proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos no caso de crimes hediondos, como estupro e latrocínio, e quando houver homicídio doloso e lesão corporal seguida de morte, ocorrerá nesta quarta-feira (19), disse hoje (18) o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Para que a matéria pudesse ser discutida hoje, Cunha convocou uma sessão extraordinária, que está sendo realizada neste momento, de modo a esgotar o assunto, já que não houve acordo para reduzir o número de inscritos.  Assim, para amanhã,  a sessão será apenas destinada à votação da PEC.

A proposta, aprovada após votação polêmica no início de julho, é criticada por movimentos sociais e organizações da sociedade civil. O vice-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e pesquisador da Fundação Getulio Vargas, Renato Sérgio de Lima considera o texto “um erro”. “O problema da segurança pública é muito maior que a maioridade penal. Existe todo um desenho institucional que o Congresso não discute por interesses corporativos e institucionais. Estamos em um momento muito complexo em termos da produção da Câmara. Tenho percebido pressa em votar questões que não estão devidamente maduras. Não é porque demoraram a ser votadas que quer dizer que estão maduras”, disse ele.

O texto aprovado em primeiro turno foi uma emenda apresentada pelos deputados Rogério Rosso (PSD-DF) e André Moura (PSC-SE), que excluiu da proposta inicialmente rejeitada os crimes de tráfico de drogas, tortura, terrorismo, lesão corporal grave e roubo qualificado.

Pela proposta os jovens de 16 e 17 anos deverão cumprir a pena em estabelecimento separado dos adolescentes que cumprem medidas socioeducativas e dos maiores de 18 anos.

Para a aprovação de uma PEC é exigido um quórum mínimo de 3/5 de votos favoráveis do total de membros da Casa, ou seja, o equivalente a 308 votos.

As lições de FHC a Dilma

Por Luis Nassif | Via Jornal GGN

Ex-presidente Fernando Henrique Cardoso sugere que, por questão de patriotismo, a presidente Dilma Rousseff renuncie ou admita que errou. Não incluiu nas recomendações ajoelhar no milho, vergastar-se em público ou ir a pé até Aparecida do Norte.

Tivesse nível político, a esta altura do jogo estaria nas articulações da governabilidade, o pacto tácito lançado na semana passada entre lideranças empresariais, políticas e alguns gurus suprapartidários, como Delfim Neto, para garantir um mínimo de governabilidade ao país.

Essa ira extemporânea visou apenas dar o troco a esses ignaros que o deixaram de fora do banquete dos sábios.

Fora do governo, nunca teve dimensão para se tornar uma dessas figuras reverenciais, a quem a Nação recorre em tempos de tempestade.

Nas eleições de 1998, FHC enganou os eleitores da mesma maneira que Dilma. Garantiu que a política cambial não mudaria. O câmbio explodiu menos de dois meses depois de eleito, provocando no público a mesma ira e desprezo dedicados, agora, a Dilma.

O país ficou com um vácuo de poder similar ao atual. Pior ainda, porque com o câmbio descontrolado. A crise arrebentou com as contas dos estados, a ponto do governador mineiro Itamar Franco dar o calote em um empréstimo internacional.

Os governadores pressionaram FHC para uma reunião palaciana que ameaçava botar mais lenha na fogueira da crise.

No dia 9 de fevereiro de 1999 publiquei em minha coluna na Folha o artigo “O imbróglio dos Estados”( http://migre.me/rd6r7), alertando para a necessidade de bom senso e acenando com a tese do “encontro de contas” como definidora do pacto federativo. Essa tese foi levantada no início dos anos 90, propondo um encontro de contas entre Estados e os diversos fundos sociais (INSS, FGTS) visando equilibrar as contas públicas.

FHC ficou tão perdido que seu genro David Zylbertsztajn me procurou querendo mais dados que pudessem ser apresentados na reunião com os governadores, porque o aturdimento era tal que FHC não sabia o que oferecer.

Fui a Brasília para uma conversa com o então Ministro das Comunicações Pimenta da Veiga, enquanto outros defensores da tese do encontro de contas procuravam o PFL.

No dia 10 de fevereiro, o artigo “A bola está com FHC” (http://migre.me/rd6zD), insisti na necessidade de um plano de voo. O que escrevi para ele cabe como uma luva para Dilma:

“Ficando onde está, nessa cantilena interminável de que cortes e mais cortes, por si, irão resolver a questão da crise, será condenar toda a nação ao imobilismo”. E insistia na tese do encontro de contas.

Naquele mesmo dia, Pimenta anunciou o plano em cima das ideias que havíamos conversado.

No dia seguinte publiquei a coluna “Uma saída para o futuro” (http://migre.me/rd6Fw) reportando ao anúncio de Pimenta e prevendo que se não fosse uma mera jogada de marketing, poderia ser o primeiro ensaio para romper com a inércia.

Houve a reunião com governadores. O tema encontro de contas serviu para baixar a fervura. Sem a pressão, porém, a ideia morreu pouco depois. E FHC continuou empurrando o país com a barriga, deixando explodir a crise do “apagão”, mantendo a economia em crise por falta de protagonismo.

Nem por isso, julgou ser questão de patriotismo renunciar e passar o bastão a outro.

Eduardo Cunha é derrotado no STF

Por Flávia Ayer | Via Hoje em Dia

Ministro Barroso decide que contas presidenciais serão julgadas pelo Senado também e não apenas pela Câmara.

O ministro Luís Roberto Barroso em sessão no STF (Foto: Carlos Humberto/SCO

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso decidiu nessa quinta-feira (13) à noite que quem deve julgar as contas presidenciais é o Congresso Nacional, em competência conjunta de deputados e senadores. A decisão representa uma derrota para o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O entendimento não anula as votações anteriores da Câmara, mas estabelece que, a partir de agora, as duas Casas vão dividir a função. A votação conjunta deverá, portanto, ser adotada nas contas da presidente Dilma Rousseff (PT), a contragosto de Cunha.

A posição do ministro vem de julgamento de mandado de segurança impetrado pela senadora Rose de Freitas (PMDB-ES), presidente da Comissão Mista de Orçamento do Congresso. Ela pedia a anulação da votação na Câmara das contas dos ex-presidentes Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva. Barroso negou a liminar para a senadora. No entanto, aceitou o argumento de que as contas sejam votadas conjuntamente pela Câmara e o Senado.

“Decorre do sistema constitucional a conclusão de que o julgamento das contas do presidente da República deve ser feito pelo Congresso Nacional em sessão conjunta de ambas as Casas, e não em sessões separadas”, destacou o ministro. Segundo ele, a manutenção das votações feitas até então pela Câmara não é uma tolerância a algo que fere a Constituição. A orientação é para que, a partir de agora, as contas presidenciais sejam julgadas pelo Congresso Nacional.

Numa manobra de Cunha, o plenário da Câmara dos Deputados havia aprovado na semana passada, em regime de urgência, quatro projetos que recomendam a aprovação das contas dos ex-presidentes. Em julho, Cunha rompeu com o governo Dilma Rousseff (PT) e, ao acelerar essas votações, tentava abrir caminho para que deputados pudessem votar o quanto antes as contas da petista, questionadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Cunha havia ido pessoalmente ao STF na quarta-feira argumentar sobre a manutenção da votação das contas de ex-presidentes e defender que a competência era da Câmara.

Janot critica Cunha

Em resposta ao pedido para anular provas colhidas contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou, em documento enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), que a Casa atuou em interesse particular do parlamentar. O pedido de anulação feito por meio da Advocacia-Geral da União (AGU), que representa judicialmente o Legislativo, foi alvo de discussões entre Cunha e o advogado-geral da União, Luis Inácio Adams. Segundo a PGR, há conflito entre o público e o privado e o recurso deve ser negado.

Câmara confirma financiamento de campanhas por empresas na Constituição; veja como votaram os parlamentares

Via Congresso em Foco

Em julho, a Câmara havia aprovado a proposta em primeiro turno e com a ratificação dela, em segundo turno, a matéria agora seguirá ao Senado.

Deputados concluíram, nesta quarta-feira, votação da reforma política. Luis Macedo / Câmara dos Deputados

Ponto mais polêmico da reforma política (PEC 182/07), a instituição do financiamento privado de campanhas eleitorais na Constituição foi confirmada pela Câmara, por 317 votos a favor e 162 contra e uma abstenção, na noite desta quarta-feira (12).

Em julho, a Casa já havia aprovado a proposta em primeiro turno e com a ratificação dela, em segundo turno, a matéria agora seguirá ao Senado. Este era o último item da reforma política que ainda estava pendente na Câmara.

De acordo com a PEC da reforma política, as empresas estão autorizadas a doar somente a partidos. Pelo texto, as chamadas pessoas jurídicas estão proibidas de doar para candidatos. Já as pessoas físicas, poderão doar tanto para as legendas, quanto para os candidatos. O PT, mais uma vez, foi derrotado já que a legenda queria o fim do financiamento privado de campanhas eleitorais.

A matéria suscitou, novamente, polêmica na Casa. O deputado Mário Heringer (PDT-MG), por exemplo, defendeu o financiamento empresarial. Segundo ele, a população não toleraria que os cofres públicos financiassem as campanhas. “Quem vai dizer na rua que o povo tem de pagar as campanhas de deputado estadual, federal e dos políticos em geral?”, questionou.

Oligarquias

Para o líder do Psol, deputado Chico Alencar (RJ), são as doações de empresas que perpetuam as oligarquias na política. O deputado Henrique Fontana (PT-RS) também criticou as doações empresariais. “Essa votação decide se as empresas vão continuar dominando o financiamento da democracia brasileira, se o poder econômico vai continuar dominando este Parlamento ou se vamos dar um passo de coragem e financiar uma campanha com pessoas físicas, que são os eleitores, sem megaempresas determinando quem tem chance ou não de se eleger”, defendeu.

O deputado Alessandro Molon (PT-RJ) afirmou que a proposta dá muito poder às direções partidárias, que vão concentrar os recursos e definir quem vai ou não receber o dinheiro doado. “Estaremos constitucionalizando a figura do intermediário. A direção partidária, que além de poder ocultar as doações, vai escolher quem poderá ou não se eleger”, criticou.

Confira abaixo como cada parlamentar votou.

 

Parlamentar UF Voto
DEM
Alberto Fraga DF Sim
Alexandre Leite SP Sim
Carlos Melles MG Sim
Claudio Cajado BA Sim
Efraim Filho PB Sim
Eli Corrêa Filho SP Sim
Elmar Nascimento BA Sim
Felipe Maia RN Sim
Hélio Leite PA Sim
Jorge Tadeu Mudalen SP Sim
José Carlos Aleluia BA Sim
Mandetta MS Sim
Marcelo Aguiar SP Sim
Mendonça Filho PE Sim
Misael Varella MG Não
Pauderney Avelino AM Sim
Paulo Azi BA Sim
Professora Dorinha Seabra Rezende TO Sim
Rodrigo Maia RJ Sim
Total DEM: 19
PCdoB
Alice Portugal BA Não
Aliel Machado PR Não
Carlos Eduardo Cadoca PE Não
Chico Lopes CE Não
Daniel Almeida BA Não
Davidson Magalhães BA Não
Jandira Feghali RJ Não
Jô Moraes MG Não
João Derly RS Não
Luciana Santos PE Não
Orlando Silva SP Não
Rubens Pereira Júnior MA Não
Wadson Ribeiro MG Não
Total PCdoB: 13
PDT
Abel Mesquita Jr. RR Sim
Afonso Motta RS Não
André Figueiredo CE Não
Dagoberto MS Não
Damião Feliciano PB Sim
Félix Mendonça Júnior BA Sim
Flávia Morais GO Não
Giovani Cherini RS Não
Major Olimpio SP Não
Marcelo Matos RJ Não
Mário Heringer MG Sim
Pompeo de Mattos RS Não
Roberto Góes AP Sim
Ronaldo Lessa AL Não
Sergio Vidigal ES Não
Subtenente Gonzaga MG Não
Weverton Rocha MA Não
Wolney Queiroz PE Não
Total PDT: 18
PEN
André Fufuca MA Sim
Junior Marreca MA Sim
Total PEN: 2
PHS
Adail Carneiro CE Sim
Carlos Andrade RR Não
Diego Garcia PR Não
Kaio Maniçoba PE Sim
Marcelo Aro MG Sim
Total PHS: 5
PMDB
Alberto Filho MA Sim
Alceu Moreira RS Sim
Aníbal Gomes CE Sim
Baleia Rossi SP Sim
Cabuçu Borges AP Sim
Carlos Bezerra MT Sim
Carlos Henrique Gaguim TO Sim
Carlos Marun MS Sim
Celso Jacob RJ Sim
Celso Maldaner SC Não
Celso Pansera RJ Sim
Daniel Vilela GO Sim
Danilo Forte CE Sim
Darcísio Perondi RS Sim
Dulce Miranda TO Sim
Edinho Bez SC Não
Edio Lopes RR Sim
Eduardo Cunha RJ Art. 17
Fabio Reis SE Sim
Fernando Jordão RJ Sim
Geraldo Resende MS Sim
Hermes Parcianello PR Sim
Hildo Rocha MA Sim
Hugo Motta PB Sim
Jarbas Vasconcelos PE Não
João Arruda PR Não
João Marcelo Souza MA Sim
José Fogaça RS Não
José Priante PA Sim
Josi Nunes TO Não
Laudivio Carvalho MG Sim
Lelo Coimbra ES Sim
Leonardo Picciani RJ Sim
Leonardo Quintão MG Sim
Lindomar Garçon RO Sim
Lucio Mosquini RO Sim
Lucio Vieira Lima BA Sim
Manoel Junior PB Sim
Marcelo Castro PI Não
Marcos Rotta AM Sim
Marinha Raupp RO Não
Marquinho Mendes RJ Sim
Marx Beltrão AL Sim
Mauro Lopes MG Sim
Mauro Mariani SC Sim
Mauro Pereira RS Sim
Newton Cardoso Jr MG Sim
Osmar Serraglio PR Não
Osmar Terra RS Não
Pedro Chaves GO Sim
Rodrigo Pacheco MG Sim
Rogério Peninha Mendonça SC Sim
Ronaldo Benedet SC Sim
Roney Nemer DF Sim
Saraiva Felipe MG Sim
Sergio Souza PR Sim
Silas Brasileiro MG Sim
Simone Morgado PA Não
Soraya Santos RJ Sim
Valdir Colatto SC Não
Veneziano Vital do Rêgo PB Sim
Vitor Valim CE Sim
Walter Alves RN Sim
Washington Reis RJ Não
Total PMDB: 64
PMN
Antônio Jácome RN Sim
Dâmina Pereira MG Sim
Hiran Gonçalves RR Sim
Total PMN: 3
PP
Afonso Hamm RS Não
Aguinaldo Ribeiro PB Sim
Arthur Lira AL Sim
Beto Rosado RN Sim
Cacá Leão BA Sim
Conceição Sampaio AM Não
Covatti Filho RS Sim
Dilceu Sperafico PR Sim
Dimas Fabiano MG Sim
Eduardo da Fonte PE Sim
Esperidião Amin SC Não
Ezequiel Fonseca MT Sim
Fernando Monteiro PE Sim
Guilherme Mussi SP Sim
Iracema Portella PI Sim
Jair Bolsonaro RJ Sim
Jerônimo Goergen RS Sim
José Otávio Germano RS Não
Julio Lopes RJ Sim
Lázaro Botelho TO Sim
Luis Carlos Heinze RS Sim
Luiz Fernando Faria MG Sim
Marcelo Belinati PR Não
Marcus Vicente ES Sim
Mário Negromonte Jr. BA Sim
Missionário José Olimpio SP Sim
Nelson Meurer PR Sim
Odelmo Leão MG Sim
Renato Molling RS Sim
Renzo Braz MG Sim
Ricardo Barros PR Sim
Roberto Balestra GO Sim
Roberto Britto BA Sim
Ronaldo Carletto BA Sim
Sandes Júnior GO Não
Toninho Pinheiro MG Não
Waldir Maranhão MA Sim
Total PP: 37
PPS
Alex Manente SP Não
Arnaldo Jordy PA Não
Carmen Zanotto SC Não
Eliziane Gama MA Não
Hissa Abrahão AM Não
Marcos Abrão GO Não
Moses Rodrigues CE Não
Raul Jungmann PE Não
Roberto Freire SP Não
Rubens Bueno PR Não
Sandro Alex PR Não
Total PPS: 11
PR
Aelton Freitas MG Sim
Alfredo Nascimento AM Sim
Anderson Ferreira PE Sim
Bilac Pinto MG Sim
Cabo Sabino CE Sim
Capitão Augusto SP Sim
Clarissa Garotinho RJ Não
Dr. João RJ Sim
Francisco Floriano RJ Sim
Giacobo PR Sim
Gorete Pereira CE Sim
João Carlos Bacelar BA Sim
Jorginho Mello SC Sim
José Rocha BA Sim
Laerte Bessa DF Sim
Lincoln Portela MG Sim
Lúcio Vale PA Sim
Luiz Cláudio RO Sim
Luiz Nishimori PR Sim
Magda Mofatto GO Sim
Marcio Alvino SP Sim
Marcos Soares RJ Sim
Maurício Quintella Lessa AL Sim
Miguel Lombardi SP Sim
Milton Monti SP Sim
Paulo Feijó RJ Sim
Remídio Monai RR Sim
Silas Freire PI Sim
Tiririca SP Sim
Wellington Roberto PB Sim
Zenaide Maia RN Sim
Total PR: 31
PRB
Alan Rick AC Sim
André Abdon AP Sim
Antonio Bulhões SP Sim
Beto Mansur SP Sim
Carlos Gomes RS Sim
Celso Russomanno SP Sim
César Halum TO Sim
Cleber Verde MA Sim
Fausto Pinato SP Sim
Jhonatan de Jesus RR Sim
Jony Marcos SE Sim
Marcelo Squassoni SP Sim
Márcio Marinho BA Sim
Roberto Alves SP Sim
Roberto Sales RJ Sim
Ronaldo Martins CE Sim
Rosangela Gomes RJ Sim
Sérgio Reis SP Sim
Tia Eron BA Sim
Vinicius Carvalho SP Sim
Total PRB: 20
PROS
Ademir Camilo MG Sim
Beto Salame PA Não
Domingos Neto CE Sim
Dr. Jorge Silva ES Não
Givaldo Carimbão AL Não
Hugo Leal RJ Sim
Leônidas Cristino CE Sim
Miro Teixeira RJ Não
Rafael Motta RN Sim
Valtenir Pereira MT Sim
Vicente Arruda CE Sim
Total PROS: 11
PRP
Alexandre Valle RJ Sim
Juscelino Filho MA Sim
Marcelo Álvaro Antônio MG Não
Total PRP: 3
PRTB
Cícero Almeida AL Sim
Total PRTB: 1
PSB
Adilton Sachetti MT Sim
Átila Lira PI Sim
Bebeto BA Não
Fabio Garcia MT Sim
Fabricio Oliveira SC Não
Fernando Coelho Filho PE Sim
Flavinho SP Não
Glauber Braga RJ Não
Gonzaga Patriota PE Sim
Heitor Schuch RS Não
Heráclito Fortes PI Sim
João Fernando Coutinho PE Não
José Reinaldo MA Sim
Jose Stédile RS Não
Júlio Delgado MG Não
Keiko Ota SP Não
Leopoldo Meyer PR Não
Luciano Ducci PR Sim
Luiz Lauro Filho SP Sim
Luiza Erundina SP Não
Marinaldo Rosendo PE Não
Pastor Eurico PE Não
Paulo Foletto ES Não
Rodrigo Martins PI Não
Stefano Aguiar MG Sim
Tadeu Alencar PE Não
Tenente Lúcio MG Não
Tereza Cristina MS Sim
Valadares Filho SE Não
Total PSB: 29
PSC
Andre Moura SE Sim
Edmar Arruda PR Não
Eduardo Bolsonaro SP Sim
Erivelton Santana BA Sim
Gilberto Nascimento SP Sim
Irmão Lazaro BA Sim
Júlia Marinho PA Sim
Marcos Reategui AP Não
Pr. Marco Feliciano SP Sim
Professor Victório Galli MT Sim
Raquel Muniz MG Sim
Silvio Costa PE Sim
Takayama PR Sim
Total PSC: 13
PSD
Alexandre Serfiotis RJ Sim
Átila Lins AM Sim
Cesar Souza SC Sim
Danrlei de Deus Hinterholz RS Não
Delegado Éder Mauro PA Sim
Diego Andrade MG Sim
Evandro Roman PR Sim
Fábio Faria RN Sim
Fábio Mitidieri SE Sim
Felipe Bornier RJ Sim
Fernando Torres BA Sim
Francisco Chapadinha PA Sim
Herculano Passos SP Não
Heuler Cruvinel GO Sim
Indio da Costa RJ Sim
Irajá Abreu TO Sim
Jaime Martins MG Sim
João Rodrigues SC Sim
Joaquim Passarinho PA Sim
José Carlos Araújo BA Sim
José Nunes BA Não
Júlio Cesar PI Sim
Marcos Montes MG Sim
Paulo Magalhães BA Sim
Ricardo Izar SP Sim
Rogério Rosso DF Sim
Rômulo Gouveia PB Sim
Sérgio Brito BA Sim
Silas Câmara AM Sim
Sóstenes Cavalcante RJ Sim
Walter Ihoshi SP Sim
Total PSD: 31
PSDB
Alexandre Baldy GO Sim
Alfredo Kaefer PR Sim
Antonio Carlos Mendes Thame SP Sim
Antonio Imbassahy BA Sim
Arthur Virgílio Bisneto AM Sim
Betinho Gomes PE Sim
Bonifácio de Andrada MG Sim
Bruno Araújo PE Sim
Bruno Covas SP Sim
Caio Narcio MG Sim
Carlos Sampaio SP Sim
Célio Silveira GO Sim
Daniel Coelho PE Sim
Delegado Waldir GO Não
Domingos Sávio MG Sim
Eduardo Barbosa MG Sim
Eduardo Cury SP Sim
Fábio Sousa GO Sim
Izalci DF Sim
João Campos GO Sim
João Castelo MA Sim
João Gualberto BA Sim
João Paulo Papa SP Não
Jutahy Junior BA Sim
Lobbe Neto SP Sim
Luiz Carlos Hauly PR Sim
Marcus Pestana MG Sim
Mariana Carvalho RO Sim
Max Filho ES Não
Miguel Haddad SP Sim
Nelson Marchezan Junior RS Sim
Nilson Leitão MT Sim
Nilson Pinto PA Sim
Otavio Leite RJ Sim
Paulo Abi-Ackel MG Sim
Pedro Cunha Lima PB Sim
Pedro Vilela AL Sim
Raimundo Gomes de Matos CE Sim
Rocha AC Sim
Rodrigo de Castro MG Sim
Rogério Marinho RN Sim
Rossoni PR Não
Samuel Moreira SP Sim
Silvio Torres SP Sim
Vanderlei Macris SP Sim
Vitor Lippi SP Sim
Total PSDB: 46
PSDC
Aluisio Mendes MA Sim
Luiz Carlos Ramos RJ Sim
Total PSDC: 2
PSL
Macedo CE Sim
Total PSL: 1
PSOL
Chico Alencar RJ Não
Edmilson Rodrigues PA Não
Ivan Valente SP Não
Jean Wyllys RJ Não
Total PSOL: 4
PT
Adelmo Carneiro Leão MG Não
Afonso Florence BA Não
Alessandro Molon RJ Não
Ana Perugini SP Não
Andres Sanchez SP Não
Angelim AC Não
Arlindo Chinaglia SP Não
Assis Carvalho PI Não
Assis do Couto PR Não
Benedita da Silva RJ Não
Beto Faro PA Não
Bohn Gass RS Não
Caetano BA Não
Carlos Zarattini SP Não
Chico D Angelo RJ Não
Décio Lima SC Não
Enio Verri PR Não
Erika Kokay DF Não
Fernando Marroni RS Não
Gabriel Guimarães MG Não
Givaldo Vieira ES Não
Helder Salomão ES Não
Henrique Fontana RS Não
João Daniel SE Não
Jorge Solla BA Não
José Airton Cirilo CE Não
José Guimarães CE Não
José Mentor SP Não
Leo de Brito AC Não
Luiz Couto PB Não
Luiz Sérgio RJ Não
Luizianne Lins CE Não
Marco Maia RS Não
Marcon RS Não
Margarida Salomão MG Não
Maria do Rosário RS Não
Moema Gramacho BA Não
Nilto Tatto SP Não
Odorico Monteiro CE Não
Padre João MG Não
Paulão AL Não
Paulo Pimenta RS Não
Paulo Teixeira SP Não
Pedro Uczai SC Não
Professora Marcivania AP Não
Reginaldo Lopes MG Não
Rubens Otoni GO Não
Ságuas Moraes MT Não
Sibá Machado AC Não
Toninho Wandscheer PR Não
Valmir Assunção BA Não
Vander Loubet MS Não
Vicente Candido SP Não
Vicentinho SP Não
Wadih Damous RJ Não
Waldenor Pereira BA Não
Weliton Prado MG Abstenção
Zé Carlos MA Não
Zé Geraldo PA Não
Zeca Dirceu PR Não
Zeca do Pt MS Não
Total PT: 61
PTB
Adalberto Cavalcanti PE Sim
Adelson Barreto SE Não
Alex Canziani PR Sim
Antonio Brito BA Sim
Arnaldo Faria de Sá SP Não
Benito Gama BA Sim
Cristiane Brasil RJ Sim
Deley RJ Sim
Eros Biondini MG Sim
Josué Bengtson PA Sim
Jovair Arantes GO Sim
Luiz Carlos Busato RS Sim
Nelson Marquezelli SP Sim
Nilton Capixaba RO Sim
Paes Landim PI Sim
Pedro Fernandes MA Sim
Ricardo Teobaldo PE Sim
Ronaldo Nogueira RS Sim
Sérgio Moraes RS Sim
Walney Rocha RJ Sim
Wilson Filho PB Sim
Zeca Cavalcanti PE Sim
Total PTB: 22
PTC
Uldurico Junior BA Sim
Total PTC: 1
PTdoB
Luis Tibé MG Sim
Pastor Franklin MG Sim
Total PTdoB: 2
PTN
Bacelar BA Sim
Christiane de Souza Yared PR Não
Delegado Edson Moreira MG Sim
Renata Abreu SP Sim
Total PTN: 4
PV
Dr. Sinval Malheiros SP Sim
Evair de Melo ES Sim
Evandro Gussi SP Sim
Fábio Ramalho MG Sim
Leandre PR Sim
Penna SP Sim
Sarney Filho MA Sim
Victor Mendes MA Sim
Total PV: 8
S.Part.
Cabo Daciolo RJ Não
Total S.Part.: 1
Solidariedade
Arthur Oliveira Maia BA Sim
Augusto Carvalho DF Sim
Augusto Coutinho PE Sim
Aureo RJ Sim
Benjamin Maranhão PB Sim
Carlos Manato ES Sim
Elizeu Dionizio MS Sim
Expedito Netto RO Sim
Ezequiel Teixeira RJ Sim
Fernando Francischini PR Sim
Genecias Noronha CE Sim
JHC AL Não
Laercio Oliveira SE Sim
Lucas Vergilio GO Sim
Mainha PI Sim
Paulo Pereira da Silva SP Sim
Wladimir Costa PA Sim
Zé Silva MG Sim
Total Solidariedade: 18

 

Eduardo Cunha tem que sair da presidência da Câmara

Por Luis Nassif | Via Jornal GGN

São visíveis os sinais de descontrole de Eduardo Cunha, por enquanto presidente da Câmara Federal.

Não se avalie apenas pelo olhar alucinado, que não consegue se fixar em nenhum ponto, pela fala descontrolada, pelos tiros que dispara a esmo, contra qualquer alvo que o descontente. Ele está clara e ostensivamente desequilibrado.

Fosse um piloto de avião, seria interditado. Se policial, tirariam suas armas até se submeter a um teste psicotécnico. Estivesse internado, seria confinado em uma área reservada a pacientes de alto risco.

Esse descontrole não recomenda que seja mantido à frente da Câmara, principalmente depois que for denunciado pelo Procurador Geral da República.

No cargo, ele pode armar barganhas, inclusive atropelando o regimento, como se observou no caso da votação da Lei da Maioridade Penal. Além disso,  possui poder de retaliação e já demonstrou pretender utilizar as instituições públicas para livrar-se da denúncia.

Testemunhas apontam-no como um sujeito perigoso – daí a importância de ser apeado do cargo, inclusive para que a Polícia Federal possa monitorá-lo, impedindo  ações de retaliação contra testemunhas.

Não se trata de um parlamentar comum, mas de uma ameaça pública – e ameaça individual aos seus adversários.