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Fitch rebaixa nota do Brasil, mas mantém grau de investimento para o país

Via Agência Efe

Agência Fitch rebaixou a nota de crédito soberana do Brasil de “BBB” para “BBB-”. EPA/Justin Lane

A agência de classificação de risco Fitch rebaixou nesta quinta-feira a nota de crédito soberana do Brasil, mas manteve o grau de investimento no país embora com perspectiva “negativa”, abrindo a possibilidade para novos rebaixamentos no futuro.

A nota passou de “BBB” para “BBB-”, último patamar dentro do nível de grau de investimento. E um novo rebaixamento levará o país a uma qualificação de crédito de investimento “especulativo”.

No último dia 9 de setembro, outra agência internacional de risco, a Standard & Poor’s, rebaixou a nota de crédito do país para o chamado “bônus lixo”.

“O ambiente político está piorando o progresso da agenda legislativa do governo e criando um ciclo negativo para a economia”, indicou o relatório da Fitch, que justificou a “perspectiva negativa ao mau desempenho econômico e tributário que deve persistir”.

A agência apontou que a “incerteza política pode continuar pesando sobre a confiança, postergando uma recuperação do investimento e do crescimento, além de aumentar os riscos para a consolidação a médio prazo necessária para a estabilização da dívida”.

No entanto, a Fitch indicou que o país conseguiu, segundo seus critérios de avaliação, manter o grau de investimento devido à solidez das instituições civis, a uma mudança flutuante e às reservas internacionais da ordem de US$ 360 milhões.

Além disso, a agência reconheceu que o governo “mostrou alguma capacidade de corrigir o curso das condições econômicas difíceis”, embora previu que o déficit fiscal das contas públicas no final de 2015 será de 9% do Produto Interno Bruto (PIB).

“O impacto da recessão maior do previsto sobre as receitas do governo, a dificuldade na implantação de medidas e um cenário de fundo político complicado esgotarão a estratégia de consolidação fiscal do governo”, avaliou o relatório.

As projeções de contração econômica da agência são de 3% para 2015 e de 1% para 2016. Já a inflação, segundo a Fitch, deve ficar em torno de 10% neste ano, acima do dobro da meta oficial de 4,5% e superando o teto máximo de 6,5% estabelecido pelo governo.

Unasul se posiciona contra impeachment de Dilma

Via Sputnik Brasil

Após se encontrar com a presidente Dilma Rousseff, o secretário-geral da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), Ernesto Samper, afirmou que o bloco é contra o impeachment e que a presidente tem legitimidade para terminar o mandato.

“A posição de Unasul é muito clara: a presidente pode e deve terminar o seu mandato”, disse.

Samper defendeu ainda que Dilma é uma “pessoa honesta” e que foi “eleita constitucionalmente”. “Esperamos que todos os temas políticos sejam tratados dentro do Congresso Nacional em respeito à Constituição Federal e em respeito às normas universais sobre o direito de defesa”, disse.

O secretário-geral evitou comparar a situação do Brasil com a do Paraguai de 2012, quando o então presidente Fernando Lugo sofreu um processo de impedimento. Na época, o país foi suspenso do bloco. “Não estabelecemos comparações e temos o maior respeito pela democracia paraguaia, por seu governo e Constituição Federal”, disse.

Na semana passada, durante a primeira reunião após a reforma ministerial, Dilma afirmou que a oposição no Brasil estava tentando colocar em prática “um golpe democrático” como o que havia acontecido no país vizinho.

Além da instabilidade política do Brasil, Sampler também conversou com a presidente sobre as eleições na Venezuela, marcadas para 6 dezembro. O bloco planeja enviar observadores ao país para acompanhar o pleito parlamentar.

Além de Brasil, Paraguai e Venezuela, fazem parte da Unasul Argentina, Uruguai, Bolívia, Colômbia, Equador, Peru, Chile, Guiana, Suriname.

A conspiração do TCU e TSE que nos empura para a convulsão social

Por J. Carlos de Assis | Via Carta Maior

Políticos irresponsáveis como Aécio e colegiados corporativistas como o TCU agem por puro interesse e estão levando o Brasil para o precipício.

Ditadura miliar não é coisa que a gente pede a frio. É coisa que a gente sofre a contragosto. Escrevi um artigo mostrando que estamos nos encaminhando para um terrível processo de convulsão social que pode acabar numa ditadura militar e alguns comentaristas, não entendendo patavinas do que escrevi, alegaram que eu estava propondo uma ditadura “benigna”. É o exato oposto. Na história, só existiram ditaduras “benignas” na Roma antiga, quando os senadores entregavam o poder a um ditador a fim de que ele tivesse as mãos livres para enfrentar algum perigo comum. Uma vez cumprido o dever, o ditador tratava de abrir mão do poder o mais rápido possível, pois considerava vergonhoso ser ditador.

Na atualidade brasileira, as condições para que tenhamos uma ditadura “benigna” em face do caos reinante é praticamente nula. Não há consenso possível em torno de uma solução desse tipo. Não obstante, as instituições da República estão se deteriorando em ritmo acelerado. Quando isso chega a um nível de não retorno, algo tão impensável quanto o impeachment de presidente da República por um capricho formal do TCU ou do TSE pode acontecer com uma “naturalidade” falsa, com característica similares ao golpe paraguaio. E é nesse momento que um estado de convulsão social transforma-se nas preliminares de uma guerra civil, levando muitos da população a pedir a intervenção militar.

Políticos irresponsáveis como Aécio e colegiados corporativistas como o TCU, agindo por puro interesse partidário, estão levando o Brasil de forma absurdamente leviana para a beira do precipício. Agem como se estivessem sozinhos no mundo sem considerar a reação do outro. Olhando acriticamente o resultado das pesquisas de opinião, acham que Dilma e o PT não tem condições de suscitar qualquer reação efetiva da população no caso de cassação dela. Esquecem o que é o PT, a CUT e o MST, com suas múltiplas correntes políticas internas, muitas delas se orientando explicitamente por uma vocação revolucionária. Deem a eles motivo –e não existe maior motivo que a cassação de Dilma -, e teremos o início de um banho de sangue.

Não tenho em mente os homens maduros, as pessoas de classe média, os chefes de famílias. Tenho em mente, principalmente, os jovens. Basta lembrar a guerrilha urbana brasileira e a guerrilha de Araguaia no início dos anos 70: a maioria eram jovens. César Benjamim tinha 16 anos. Dilma Roussef, 18. Ambos conseguiram salvar suas vidas. Outros  foram assassinados pela repressão antes dos 25. É que jovens, em geral, não tem medo de morrer na luta. São generosos. Não tem compromissos de família. Tomem o mandato de Dilma e, qualquer coisa que ela faça ou diga, ou que diga Lula, e centenas de milhares de pessoas irão para as ruas tirar a forra. Tudo isso começará “democraticamente”.

Contudo, recordam-se do que promoveram os black blocs nas manifestações de 2013? Lembro-me da expressão espantada dos apresentadores da Globo descrevendo as ações dos “vândalos”. No entanto, eram uns gatos pingados. Imaginem agora as ruas e avenidas das grandes capitais brasileiras ocupadas por dezenas de milhares de militantes enfurecidos do PT, da CUT, do MST, do PCdB, do PSTU, do PSOL, nem todas em apoio a Dilma, mas todos contra a quebra da institucionalidade: será que as PMs evitarão uma quebradeira generalizada? Será possível conter as multidões? Isso não vai misturar-se com a chamada luta contra o capitalismo, cujos maiores símbolos, bancos e empresas, provavelmente não restarão de pé?

Nossa obrigação, enquanto cientistas sociais, é relembrar a história para evitar que ela se repita. Estamos numa situação de derretimento de instituições similar ao que aconteceu séculos atrás, na Revolução Francesa. Então, o Rei estava contra a aristocracia, a aristocracia contra os burgueses, os burgueses contra os operários, os camponeses contra os latifundiários, todos contra a Igreja. Nós vemos o TRU e parte do TSE contra o Executivo, o Legislativo contra o Executivo e o Judiciário, o Judiciário contra todas as instituições e contra si mesmo. Na França, a guerra civil começou com a queda da Bastilha, que sequer era uma prisão política. Aos poucos quase nada sobraria da velha ordem e algumas milhares de cabeças rolaram.

Não pensem que os ministros do TCU e do TSE que ficarão impunes se a ordem política brasileira degenerar-se por obra de suas ações irresponsáveis. O mesmo se pode dizer dos políticos também irresponsáveis que, por puro interesse próprio, estão contribuindo para degenerar as instituições de forma próxima do irreparável. Pela história, sabemos como começou a Revolução Francesa e como terminou: caiu nas mãos de um general genial que impôs ao país uma ditadura “benigna”. Não sei se teríamos a mesma sorte no fim do processo. Mas estou convencido de que, entre o início caótico e a ditadura final, teríamos uma fase intermediária que a história tornou conhecida como Terror!

P.S. Prometo que no próximo artigo relatarei os esforços que um grupo responsável de brasileiros está fazendo para recuperar a economia, a política e as instituições, sem apelo para ditaduras.

***

J. Carlos de Assis é economista, doutor pela Coppe/UFRJ, autor, entre outros livros de economia política, de “Os Sete Mandamentos do Jornalismo Investigativo”, Ed. Textonovo, SP.

República de bandidos e ditadura “benigna”

Por J. Carlos de Assis

A quadrilha de dirigentes da Petrobrás, nomeada pelo Governo, que assaltou a empresa mediante a recepção de propinas de mais de cem milhões de reais em favor de si mesma e de esquemas partidários, reais ou supostos, mostra a podridão do sistema de nomeação de administradores de empresas públicas no Brasil pelo Executivo. Os altos cargos são negociados em troca de apoio parlamentar, e os contemplados com esses cargos se acham donos de uma sesmaria contemporânea de onde retiram imensos recursos para si e para os partidos que representam. Isso se tornou normalidade no Brasil. Veja a última reforma.

Entretanto, não é apenas no Executivo que temos uma república de bandidos. Pela primeira vez na história da República presidentes das duas casas do Congresso, e notadamente da Câmara, se eximem de prestar contas à Nação a despeito de indícios veementes, confirmados por registros bancários autenticados, sobre contas pessoais secretas e movimentações financeiras suspeitas no exterior. Com a cara de um palhaço de circo, o capo da Câmara afirma a jornalistas que não há a mais remota possibilidade de ele sair do cargo. E não há reação a isso por parte dos demais parlamentares.

E temos o Judiciário. Um ministro que foi acusado por colega de se valer da segurança de capangas decide, por conta própria e por razões partidárias que ferem a imparcialidade que se exige de magistrados, tentar arrastar o resto do Supremo numa aventura irresponsável de impeachment, a despeito do valor praticamente nulo, do ponto de vista jurídico, de suas alegações. Em tempos normais, isso seria ignorado pelo resto do Supremo e sobretudo pela sociedade. Entretanto, não estamos em tempos normais. A combinação de um Supremo pusilânime com um presidente da Câmara bandido é simplesmente explosiva.

O que nos resta, a nós cidadãos que pagamos os impostos que financiam todos esses bandidos, diante de uma situação em que os poderes da República se anulam por ataques recíprocos? Haverá acaso, em nossa Constituição, um meio que nos livre dos bandidos e nos aponte uma rota de saída da crise econômica, social e política? Ou seremos reféns permanentes do banditismo institucionalizado, incapazes de formular uma saída que nos proteja a nós e a nossos filhos, a nossos parentes, nossos amigos, a sociedade inteira dos excessos do banditismo institucionalizado?

Temos que buscar essa rota. Desesperadamente. Na minha concepção, quando todos os poderes institucionais de uma República derretem no plano político e moral, o poder acaba caindo nas mãos da plebe num processo pré-revolucionário. Isso terá uma entre duas resultantes: ou o setor produtivo, ancorando-se nos interesses objetivos de classe de trabalhadores e empresários, entra na rota de um pacto social para estabelecer um programa comum de regeneração da República, ou se vai para uma convulsão social generalizada, cujo desfecho provável seria uma ditadura militar, a instância organizada que resta.

Entretanto, às voltas com seus próprios traumas, as Forças Armadas dificilmente iriam intervir no início, exceto na emergência de uma guerra civil. Num contexto geral de desordem social e política não faltarão os que, inclusive de boa fé, apelariam para sua intervenção. Sabemos, porém, que não há ditadura militar “benigna”. Ela sempre acaba em perseguições, fim das liberdades, tortura e morte de inocentes. Portanto, gostaria de encarar seriamente a possibilidade de uma intervenção militar “benigna”, no limite da crise econômica, social e política, e dentro da institucionalidade.

O artigo 142 da Constituição, que define o papel das Forças Armadas na República, afirma que elas “destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem”. Ora, dos poderes da República, o único que sabidamente não está corrompido é o da Presidenta individualmente. A própria oposição reconhece que ela nada tem a ver com corrupção. Entretanto, para que ela convoque as Forças Armadas para por ordem na casa seria necessário que, antes, fizesse uma devassa no próprio Executivo, notadamente Petrobrás, a fim de eliminar a corrupção que ainda reina ali.

Feita essa devassa, no próprio ato em que convocasse os militares para uma intervenção saneadora, cuja justificativa constitucional seria a manutenção “da lei e da ordem” ela estabeleceria os limites dos poderes a eles conferidos, e as condições da volta à normalidade. Para isso, convocaria uma Constituinte exclusiva, no prazo máximo de três meses, tendo em vista a ruptura das instituições, com regras democráticas bem definidas, inclusive o impedimento de financiamento empresarial de campanhas eleitorais. Seguir-se-ia, um mês depois, a eleição presidencial e do novo Congresso.

Antes que digam que estou defendendo uma nova ditadura militar – a mim, que sofri pessoalmente a perseguição de uma e que tenho horror de ditadura -, devo esclarecer que, no meu modo de ver, uma ditadura virá de qualquer forma – e não será uma ditadura “benigna”, institucionalizada, como proponho – se não caminharmos celeremente para um pacto social a partir da sociedade civil. Os que tem olhos para ver, que vejam. Na verdade, meu intento não é propriamente o de mostrar o caminho de uma curta ditadura “benigna”, mas a necessidade de evitá-la, assim como ditaduras como outras quaisquer.

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José Carlos de Assis é economista, doutor pela Coppe/UFRJ, autor, entre outros livros de economia política, de “Os Sete Mandamentos do Jornalismo Investigativo”, Ed. Textonovo, SP.

Banco Julius Baer entregou contas atribuídas a Cunha

Por Graciliano Rocha | Via FSP

O banco Julius Baer informou às autoridades suíças que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e seus familiares figuram como beneficiários finais de contas secretas onde estão depositados US$ 2,4 milhões (R$ 9,3 milhões). O dinheiro está bloqueado.

Os ativos em dólares e francos suíços estão aplicados em fundos de investimento, por meio de quatro contas abertas em nome de empresas offshore –firmas de fachada baseadas em paraísos fiscais. Uma das contas foi aberta em 2008.

Segundo informações fornecidas pelo banco às autoridades suíças, os beneficiários finais são o próprio Cunha, sua mulher, a jornalista Cláudia Cordeiro Cruz, e uma das filhas do deputado. Ainda não está claro se era o próprio deputado quem movimentava as contas ou se isso ocorria por meio de procuradores.

O valor é menor do que o mencionado pelo delator Julio Camargo, que afirmou ter pagado US$ 5 milhões ao peemedebista como propina em um contrato de navios-sondas para a Petrobras.

Pesa ainda contra Cunha o depoimento do lobista ligado ao PMDB João Augusto Henriques, que disse ter feito depósitos em uma conta pertencente ao deputado no exterior.

O dinheiro depositado no Julius Baer não aparece no imposto de renda do peemedebista, que tem negado reiteradamente ser o dono de contas no exterior.

Os recursos estão bloqueados desde abril, após o próprio banco ter reportado as suspeitas de origem ilícita do dinheiro ao escritório do procurador-geral da Suíça, Michael Lauber. O Ministério Público do país europeu instaurou um inquérito contra Cunha por suspeita de corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

Cunha foi informado sobre o bloqueio dos valores, segundo a Procuradoria suíça. Além dos extratos bancários, o Julius Baer entregou às autoridades de Berna a documentação completa de abertura das contas –como formulários preenchidos e assinados, cópias de documentos e comprovantes de endereço dos beneficiários finais.

Todo este material está em um DVD enviado a Brasília, junto a um relatório da investigação conduzida pela equipe de Lauber e uma cópia dos ofícios trocados pelos procuradores brasileiros e suíços sobre a transferência do inquérito para o Brasil.

Para evitar risco de nulidade no compartilhamento de provas, a Procuradoria suíça enviou o material por malote diplomático, evitando o caminho habitual de cooperação, que seria o envio pelo correio ao Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional do Ministério da Justiça.

Após chegar ao Ministério da Justiça, o material foi encaminhado à Procuradoria-Geral da República no final da tarde desta quarta (7).

O Julius Baer foi um dos bancos por onde foi escoada parte dos recursos desviados da Petrobras. Dois ex-executivos da diretoria Internacional da estatal –o ex-diretor Jorge Zelada e o ex-gerente Eduardo Musa– mantinham contas secretas na instituição.

PALAVRA FINAL

Em depoimento de delação premiada, Musa afirmou que Cunha tinha a palavra final na indicação de nomes para a diretoria Internacional, que era controlada pelo PMDB.

Ao alertar os procuradores sobre as contas atribuídas a Cunha, o Julius Baer cumpriu uma lei suíça que obriga os bancos não só a identificar o beneficiário final de toda conta secreta em nome de empresas offshore, como a reportar às autoridades movimentações de clientes que possam ter origem ilegal.

A análise dos dados bancários vai determinar se as evidências serão anexadas a um dos inquéritos que correm no Supremo Tribunal Federal contra Cunha ou se haverá a abertura de nova investigação sobre evasão de divisas.

Em agosto, ele foi acusado por corrupção e lavagem de dinheiro em caso relacionado ao esquema de corrupção na Petrobras, mas o STF ainda não decidiu se acolhe a denúncia.

Brasil alcança recorde de medalhas na Olimpíada de Astronomia

Via Portal Brasil

País conquistou primeiro lugar na 7ª Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica.

O Brasil conquistou o primeiro lugar na 7ª Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (Olaa), encerrada no último domingo (4), nos municípios do Rio de Janeiro e Barra de Piraí  e estabeleceu um novo recorde de medalhas para o País. A delegação de estudantes brasileiros conseguiu quatro medalhas de ouro e uma de prata.

Dois medalhistas – Gustavo Guedes Faria, de São José dos Campos (SP) e Vítor Gomes Pires, de São Paulo (SP) -, tiveram a melhor prova em grupo, ficando a melhor prova individual com outra brasileira, Ana Paula Lopes Schuch, de Porto Alegre (RS). O Brasil foi eleito ainda o melhor companheiro da disputa.

A abertura da Olaa e a prova de planetário ocorreram no Planetário da Gávea, na capital fluminense, de onde as delegações seguiram para o Hotel Fazenda Ribeirão, em Barra do Piraí, para as demais atividades.

“Para o Brasil, [o resultado] não podia ter sido melhor. Foi o nosso recorde. Já obtivemos quatro de ouro, no passado, mas com uma [medalha] de bronze. Esta é a maior premiação que já tivemos”, disse o astrônomo João Batista Garcia Canalle, presidente da olimpíada.

Os estudantes visitaram o Observatório do Pico dos Dias, em Brazópolis (MG) e o Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro. Antes, eles estudaram com especialistas no Observatório Abrahão de Moraes, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da Universidade de São Paulo (USP), e aprenderam mais sobre a disciplina, posteriormente, no Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA), em Brazópolis (MG), onde fizeram treinamentos. “O treinamento surtiu efeito”, avaliou Canalle.

Incluindo o resultado da 7ª Olaa, o Brasil soma um total de 20 medalhas de ouro, 13 de prata e duas de bronze. Essa foi a terceira vez que o Brasil sediou o evento. Em 2016, a olimpíada deverá ter como sede a cidade argentina de Córdoba. Nos anos seguintes, o evento ocorrerá no Chile (2017), Paraguai (2018) e México (2019).

A 7ª Olaa reuniu 38 estudantes do ensino médio de oito países latino-americanos (Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Colômbia, México, Paraguai e Uruguai). Todos os alunos se classificaram por meio das olimpíadas nacionais de astronomia e astronáutica de seus respectivos países.

As provas foram divididas em teoria, prática e reconhecimento do céu. A Olaa foi fundada na cidade de Montevidéu (Uruguai), a partir de uma proposta do Brasil, e é feita desde 2009 sob a coordenação de astrônomos de vários países.

Cunha corta energia, ar e sitia com a polícia vigília de povos tradicionais

Via CIMI

O deputado Eduardo Cunha mandou a polícia cercar o Plenário 1 da chamada ‘Casa do Povo’, além de desligar o ar-condicionado e as luzes da sala sem janelas.

A Câmara Federal viveu mais um dia triste na recente história de desmandos e autoritarismos praticados pelo atual presidente, deputado Eduardo Cunha (PMDB/RJ). No final da noite desta segunda-feira, 05, Cunha mandou a polícia cercar o Plenário 1 da chamada ‘Casa do Povo’, sitiando-o, além de desligar o ar-condicionado e as luzes da sala sem janelas, com o intuito de acabar com uma vigília iniciada por cerca de 200 indígenas, quilombolas, pescadores e camponeses da Articulação dos Povos e Comunidades Tradicionais.


Não houve sucesso: a permanência da mobilização seguiu no interior da Câmara madrugada adentro e um ato ficou programado para acontecer às 7 horas desta terça-feira, 6, no estacionamento do Anexo 2 da Câmara Federal, para marcar o fim da vigília.


O presidente da Câmara se negou a receber as lideranças, que decidiram iniciar a vigília. Entre cantos rituais e falas de denúncias, chegou a informação de que a polícia tinha sido acionada por Cunha e a Tropa de Choque estava pronta para retirar todos e todas à força. Pelas redes sociais, o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, deputado Paulo Pimenta (PT/RS), confirmava as informações e ressaltava o clima tenso.


Numa tentativa de evitar a ação policial, Pimenta reabriu a sessão da Audiência Pública, iniciada às 15 horas, sobre a ação de milícias armadas contra povos indígenas, quilombolas e camponeses. “Então cortaram o microfone, o ambiente ficou abafado com o ar desligado e logo a luz foi cortada. Nesse momento, apareceram os policiais do Choque na porta do plenário”, conta Cléber Buzatto, secretário executivo do Conselho Indigenista Missionário (Cimi).

Além das lideranças de povos e comunidades tradicionais, estavam no Plenário parlamentares e a coordenadora da 6ª Câmara de Coordenação e Revisão Deborah Duprat, da Procuradoria-Geral da República (PGR). Mesmo na escuridão, indígenas passaram a dançar o Toré e a cantar suas rezas. Os presentes se alternavam no ‘gogó’ e seguiram com a audiência pública denunciando a ação criminosa e assassina contra as comunidades. A imprensa foi proibida de chegar perto do Plenário. Do lado de fora da Câmara, jornalistas e apoiadores da causa indígena se aglomeraram esperando o desfecho da situação.


Nas redes sociais, a solidariedade tomou conta de centenas de postagens e mensagens de apoio a todos e todas que mantinham a vigília, além de frases de repúdio ao presidente da Câmara. Para a imprensa, a assessoria de Cunha afirmou que o presidente da casa não havia solicitado a Tropa de Choque, mesmo com fotos desmentindo a informação, mas que de fato havia solicitado o desligamento da energia elétrica e do ar-condicionado com o objetivo de que todos e todas saíssem de ‘forma pacífica’. Pacífica, porém, era a vigília que reivindicava a demarcação de terras indígenas e em posição contrária à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 215, além de denunciar a ação de milícias e grupos de extermínio contra as lideranças em luta por direitos.


De acordo com dados da violência no campo sistematizados pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), nos últimos 10 anos, povos indígenas e comunidades tradicionais enfrentaram 5.771 conflitos; 4.568 pessoas foram vítimas de violência; 1.064 sofreram ameaças de morte; 178 sofreram tentativas de assassinato e 98 foram assassinadas.


Por outro lado, a vigília pretendia lembrar dos 27 anos da Constituição Federal e do quanto a ‘Carta Cidadã’ ainda não garantiu direitos e tampouco cidadania para os povos e comunidades tradicionais – e já vem sendo desconstruída conforme os interesses de grupos políticos e econômicos. Daniel Guarani e Kaiowá lembrou o sofrimento de seu povo no Mato Grosso do Sul e lembrou que no Brasil os direitos de uns valem mais do que os direitos de outros: “Uma propriedade vale mais que uma vida? No meu estado, um boi vale mais que a vida de um índio”. Conforme o deputado Paulo Pimenta, em vídeo nas redes sociais, a vigília transcorreu de forma pacífica e a violência é responsabilidade do presidente da Câmara, Eduardo Cunha.


Aos poucos, com pressões surgidas de todos os lados, Cunha não seguiu adiante com a desocupação forçada, mas não pediu a religação da energia elétrica e do ar refrigerado. Mesmo no escuro, como dezenas de pessoas lembraram nas redes sociais do poema de Thiago de Mello, todos e todas cantaram. Segue o poema:


Faz escuro mas eu canto,
porque a manhã vai chegar.
Vem ver comigo, companheiro,
a cor do mundo mudar.
Vale a pena não dormir para esperar
a cor do mundo mudar.
Já é madrugada,
vem o sol, quero alegria,
que é para esquecer o que eu sofria.

A Câmara Federal viveu mais um dia triste na recente história de desmandos e autoritarismos praticados pelo atual presidente, deputado Eduardo Cunha (PMDB/RJ). No final da noite desta segunda-feira, 05, Cunha mandou a polícia cercar o Plenário 1 da chamada ‘Casa do Povo’, sitiando-o, além de desligar o ar-condicionado e as luzes da sala sem janelas, com o intuito de acabar com uma vigília iniciada por cerca de 200 indígenas, quilombolas, pescadores e camponeses da Articulação dos Povos e Comunidades Tradicionais.


Não houve sucesso: a permanência da mobilização seguiu no interior da Câmara madrugada adentro e um ato ficou programado para acontecer às 7 horas desta terça-feira, 6, no estacionamento do Anexo 2 da Câmara Federal, para marcar o fim da vigília.


O presidente da Câmara se negou a receber as lideranças, que decidiram iniciar a vigília. Entre cantos rituais e falas de denúncias, chegou a informação de que a polícia tinha sido acionada por Cunha e a Tropa de Choque estava pronta para retirar todos e todas à força. Pelas redes sociais, o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, deputado Paulo Pimenta (PT/RS), confirmava as informações e ressaltava o clima tenso.

Numa tentativa de evitar a ação policial, Pimenta reabriu a sessão da Audiência Pública, iniciada às 15 horas, sobre a ação de milícias armadas contra povos indígenas, quilombolas e camponeses. “Então cortaram o microfone, o ambiente ficou abafado com o ar desligado e logo a luz foi cortada. Nesse momento, apareceram os policiais do Choque na porta do plenário”, conta Cléber Buzatto, secretário executivo do Conselho Indigenista Missionário (Cimi).A Câmara Federal viveu mais um dia triste na recente história de desmandos e autoritarismos praticados pelo atual presidente, deputado Eduardo Cunha (PMDB/RJ). No final da noite desta segunda-feira, 05, Cunha mandou a polícia cercar o Plenário 1 da chamada ‘Casa do Povo’, sitiando-o, além de desligar o ar-condicionado e as luzes da sala sem janelas, com o intuito de acabar com uma vigília iniciada por cerca de 200 indígenas, quilombolas, pescadores e camponeses da Articulação dos Povos e Comunidades Tradicionais.


Não houve sucesso: a permanência da mobilização seguiu no interior da Câmara madrugada adentro e um ato ficou programado para acontecer às 7 horas desta terça-feira, 6, no estacionamento do Anexo 2 da Câmara Federal, para marcar o fim da vigília.


O presidente da Câmara se negou a receber as lideranças, que decidiram iniciar a vigília. Entre cantos rituais e falas de denúncias, chegou a informação de que a polícia tinha sido acionada por Cunha e a Tropa de Choque estava pronta para retirar todos e todas à força. Pelas redes sociais, o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, deputado Paulo Pimenta (PT/RS), confirmava as informações e ressaltava o clima tenso.


Numa tentativa de evitar a ação policial, Pimenta reabriu a sessão da Audiência Pública, iniciada às 15 horas, sobre a ação de milícias armadas contra povos indígenas, quilombolas e camponeses. “Então cortaram o microfone, o ambiente ficou abafado com o ar desligado e logo a luz foi cortada. Nesse momento, apareceram os policiais do Choque na porta do plenário”, conta Cléber Buzatto, secretário executivo do Conselho Indigenista Missionário (Cimi).