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Carta Aberta a FHC

Por Paulo Nogueira | Via DCM

Votei em outro homem

Caro FHC,

Votei no senhor mais vezes que em qualquer outro candidato.

A última vez em que fiquei pessoalmente arrasado com a derrota de alguém foi quando o senhor perdeu a prefeitura de São Paulo para Jânio Quadros.

Deixei de votar no PSDB quando o partido começou a se tornar o que é hoje: uma reedição da UDN de Lacerda, em que ao moralismo demagógico e cínico se soma um conservadorismo petrificado.

Atribuí este movimento rumo à direita, em certo momento, a Serra. Mas hoje tenho clareza de que o senhor também empurrou o PSDB para o neoudenismo que o vai transformando em quase nada.

Faz já algum tempo que não espero muita coisa do senhor, dadas suas manifestações públicas.

Ainda assim, mesmo com expectativas baixas, fiquei surpreso com seu palavreado chulo numa entrevista dada à Veja.

O senhor é a Veja. A Veja é o senhor. É uma comunhão patética para um sociólogo que entrou para a política com o propósito de renová-la, na redemocratização do país, no final da década de 1970.

A frase que simboliza seu mergulho nas trevas foi destacada e louvada pela Veja: “É preciso tirar essa gente do poder.”

Essa gente.

Fosse outra a época, e os militares estivessem à espera de uma chance para derrubar um governo eleito, o senhor estaria certamente dizendo aquela frase a generais, como Lacerda. E a repetiria, em inglês, a representantes do governo americano.

Votos, senhor. É com votos que o seu partido poderia tirar “aquela gente” do poder.

Mas onde estão estes votos? O senhor imaginava que o apoio da plutocracia e da mídia traria votos para o PSDB? Foi o mesmo delírio que teve, no passado, a UDN.

Como um estudioso, o senhor deveria conhecer isso, para não repetir o mesmo erro. Esta miopia, hoje, me faz duvidar até de sua capacidade como intelectual.

Como demagogo, o senhor repete que o maior problema do país é a corrupção, para enganar o povo. Partindo de um homem que se reelegeu graças à compra de votos no Congresso, é algo que mistura comédia com tragédia, descaro com mistificação.

Ora, a real tragédia nacional é a abjeta desigualdade, e contra ela suas realizações, como presidente, são medíocres.

A idade melhora certas pessoas. Um contemporâneo seu, o Papa, é um dos combativos propagadores da causa da justiça social.

Quando comparamos a essência das declarações de Francisco e as suas, vemos grandeza épica de um lado e pequenez míope de outro.

Com tudo isso, não me arrependo dos votos que dei para o senhor. Prefiro pensar que votei num outro homem, com outras ideias e outros propósitos. E não na versão do século 21 de Carlos Lacerda, o Corvo, com o mesmo reacionarismo mas sem a verve da versão original.

Sinceramente.

Paulo Nogueira

PS do Desenvolvimentistas: Não corroboramos com todo o conteúdo da carta, porém, a mensagem da decadência deste senhor em conjunto com seu partido é muito importante, por isso, replicamos.

 

O eterno déjà-vu dos programas liberais

Por Bruno Conti | Via Brasil Debate

Ao longo de 12 anos, o diagnóstico que fazem para o País é o mesmo, assim como as políticas propostas são as mesmas. Uma coerência quase religiosa em torno do ideário do liberalismo econômico, que revela certo desapego em relação à análise concreta de uma realidade em transformação

Ler o programa econômico dos candidatos à Presidência não é exatamente uma tarefa prazerosa. De toda forma, em meio a esses calhamaços repletos de palavras bonitas e vãs, existem propostas importantes, reveladoras da maneira como o candidato pensa o Brasil e de suas estratégias.

Para perceber como os candidatos do PSDB pensam o País desde o início do século até hoje, resolvi ler os programas de suas últimas quatro candidaturas presidenciais. Não sei nem se isso é motivo de espanto, mas os programas revelam que eles continuam enxergando um mesmo Brasil – como se estivéssemos congelados no tempo – e propondo as mesmas coisas ano após ano, eleição após eleição.

Em 2002, o programa do candidato José Serra bradava pela manutenção do tripé macroeconômico; defendia um “choque de eficiência na administração pública”; dizia que a legislação trabalhista deveria se adaptar às “novas tendências da economia e do mercado de trabalho”, dando liberdade para negociações entre trabalhadores e empresas; fazia um apelo ao empreendedorismo. No campo externo, prometia a implementação da ALCA, a Área de Livre Comércio das Américas.

Quatro anos depois, em 2006, o programa de Geraldo Alckmin, ironicamente fazendo ode ao período 1930-80, dizia ser necessário retomar as bases do crescimento.

Para tanto, a receita seria: o ajuste das contas públicas, já que “o Estado é grande e ineficiente”; a modernização da legislação trabalhista; e o aprofundamento da abertura ao comércio exterior, para impor a “disciplina do mercado”. Para a política externa, dizia que os BRICS “não são aliados naturais” e propunha novamente a ALCA.

Passam-se mais quatro anos e, em 2010, José Serra propõe de novo uma “gestão fiscal eficiente”, com austeridade e a criação de um Conselho de Gestão Fiscal. No setor externo, defende menos conivência com a China e os países sul-americanos e acordos preferenciais com os grandes mercados (leia-se EUA).

Outros quatro anos se seguem e, em 2014, Aécio Neves, em suas diretrizes, defende austeridade fiscal, “Estado eficiente”, reformas micro, incentivo ao empreendedorismo, aprofundamento da abertura comercial etc. Afirma, inclusive, que serão “lançadas as bases para um acordo preferencial com os Estados Unidos” – ou seja, até mesmo a ALCA, reiteradas vezes rejeitada nas ruas pelo povo brasileiro, continua a fazer parte da receita.

Não bastasse essa repetição quadrienal do programa econômico do PSDB e, na atual eleição, ele se desdobra em dois! A candidatura Marina Silva – como repetidamente indicado por seus assessores – tem elevadíssima convergência com o programa econômico de Aécio: reforço do tripé macro; austeridade nos gastos públicos, com a criação de um Conselho Fiscal; flexibilização do mercado de trabalho e estímulo ao empreendedorismo.

A diferença é que o programa de Marina é menos despudorado que o dos tucanos, radicalizando os argumentos liberais e propondo um Banco Central independente e o fim dos empréstimos compulsórios.

É impressionante como ao longo de 12 anos e quatro eleições o diagnóstico que eles fazem para o País é exatamente o mesmo e as políticas propostas são exatamente as mesmas.

Alguns dirão que isso se trata de coerência. Concordo em parte. Por um lado, trata-se de uma coerência quase religiosa em torno ao ideário do liberalismo econômico. Por outro lado, revela certo desapego em relação à análise concreta de uma realidade em transformação.

Será que nada mudou de 2002 a 2014?

No cenário internacional, esse período inclui uma fase de elevado dinamismo econômico, uma crise de dimensões globais e o esforço de todos os países do mundo por enfrentar as consequências dessa crise – na Europa, a propósito, a tentativa de enfrentá-la por meio da austeridade fiscal, regra de ouro dos programas supracitados, tem se revelado desastrosa.

No Brasil, algumas coisas também aconteceram. À maioria da população brasileira os números são desnecessários, já que ela percebe, a despeito dos inúmeros problemas que ainda enfrenta, que sua vida melhorou nos últimos 12 anos.

Àqueles que precisam de números, eles mostram, por exemplo, que a dívida líquida do setor público era de 60,4% do PIB em 2002 e de 35% do PIB em 2014. Em 2002, a taxa de desemprego era de 11,7% do PIB e em 2014 está em torno de 5%. Em 2002, a taxa de pobreza era de 34,4%, tendo caído para menos da metade em 2014.

Esses números são evidentemente restritos e as análises não podem parar aí. De toda forma, eles levantam algumas questões: por que o mantra da austeridade, se as contas públicas estão controladas? Por que a obsessão pela flexibilização do mercado de trabalho, se os empregos estão sendo criados? E assim por diante.

Marina e Aécio criticam o programa de Dilma por seu pretenso caráter retrógado. Colocando-se como os arautos da modernidade, dizem que a coordenação estatal da economia é algo do passado, devendo ser substituída pelo ágil Estado (Mínimo) do século 21.

O que não percebem é que o século 21 já está a pleno vapor, com todos os seus conflitos e transformações e eles continuam com o mesmo discurso.

Discurso, aliás, que não retrocede apenas a 2002, mas aos anos 1980, com Thatcher e Reagan; aos anos 1970, com a ditadura Pinochet; e até mesmo ao século 19, na Inglaterra. Se já é estranho ver um mesmo receituário repetido ao longo de mais de uma década no Brasil, mais estranho ainda é vê-lo reiteradamente proposto em países e períodos tão distintos.

A pergunta inevitável é: o que têm a ver o Chile de 1973, os EUA de 1981 e o Brasil de 2014? Bem pouco. Mas, para eles, não importa. O receituário liberal será obstinadamente proposto a qualquer país do mundo e em qualquer momento histórico. Por quê? Porque favorece alguns interesses e classes sociais, em detrimento de outros.

A despeito da sensação de déjà-vu que sempre provoca, esse receituário será reapresentado nas eleições de 2018, 2022 e enquanto houver capitalismo. Cabe, portanto, à população brasileira rejeitá-lo novamente – nas urnas e nas ruas – a cada vez que ele se colocar.

Bruno De Conti é professor do Instituto de Economia da Unicamp e pesquisador do Centro de Estudos de Conjuntura e Política Econômica (CECON/Unicamp)

Sem censurar Requião, Beto Richa sai derrotado do debate da RPC

Via Requião PMDB

CBN/Reprodução

Além de apresentar propostas de governo, senador Roberto Requião fez críticas à atual administração; Beto tentava se defender pedindo direitos de resposta, mas não conseguiu.

O debate da RPC teve as características que todos esperavam: apresentação de propostas, discussão sobre a situação do estado e também críticas à atual administração. O senador Roberto Requião, candidato ao governo do Paraná pela coligação Paraná Com Governo (PMDB/PV/PPL), mostrou a diferença entre fazer e falar que vai fazer.

“Construí 12 presídios, acabei com a privatização de penitenciárias e abri concurso publico para agentes penitenciários. Eu me escandalizo com as 22 rebeliões em 12 meses e com uma recente denúncia do presidente dos agentes penitenciários”, disse.

Requião ainda complementou que o Richa “recebeu R$ 136 milhões do governo federal para construir seis novas penitenciarias e reformar mais 14. E não fez porque não entregou os projetos adequados. O que temos é inexperiência, incompetência e um apagão de gestão.”, revelou.

Como solução, Requião apontou que “precisamos mexer no código penal, viabilizando penas alternativas para esvaziar os presídios”, apontou.

Só no primeiro bloco, Beto Richa pediu dois direitos de resposta. Mas ambos foram negados pela assessoria jurídica da emissora de TV. No intervalo, Richa ficou nervoso. Gritou para quem quisesse ouvir: “O TRE (Tribunal Regional Eleitoral) me dá direito de resposta no horário eleitoral e aqui vocês não me dão”.

Esse episódio que não foi ao ar retrata uma das principais estratégias das campanhas de Beto Richa: força jurídica atuando nos bastidores das eleições. Richa disse no debate que sua assessoria conseguiu 73 direitos de resposta durante essa campanha eleitoral. Dá um por dia, em média. Isso porque as críticas à sua gestão são flagrantes, diante da situação do estado.

Na campanha ao governo de 2010, Richa travou uma batalha contra os institutos de pesquisa. Para barrar a revelação de que Osmar ganhava a preferência do eleitorado, Richa conseguiu impedir que fossem divulgadas as últimas pesquisas eleitorais na véspera da eleição.

Relação com a Assembleia – O assunto foi sorteado e o escolhido para fazer a pergunta foi Roberto Requião. Ele não titubeou e disparou: “Richa, como você conseguiu adquirir a maioria da Assembleia Legislativa, adquirir alguns deputados e também Orlando Pessuti?”, questionou. Requião ainda complementou: Como você coloca o Pessuti no programa pra me dizer sob encomenda aquelas barbaridades? Que hipocrisia! Você não tem ideia o que acontece no governo. Você delega para um grupo de secretários”, disse.

Outras questões – Requião ainda debateu questões referentes ao auxílio-moradia de juízes e promotores públicos, geração de emprego e renda, investimentos em Educação, financiamento de campanha, pedágio e agricultura familiar, entre outros.

“Mantive as tarifas de água e luz mais baratas do Brasil por sete anos. Me comprometo a acabar com a Substituição Tributária, que que está quebrando as empresas e o estado todo”, finalizou.

Richa cortou recursos destinados à prevenção e monitoramento de cheias

Por Eduardo Mira | Via Requião PMDB

Gazeta do Povo/Reprodução

As chuvas dos últimos dias já causaram estragos em pelo menos 18 municípios do Paraná. Em Francisco Beltrão, o Rio Marrecas subiu 4 metros e 20 famílias estão desabrigadas. Ruas estão alagadas e a população está em alerta.

As cheias acontecem algumas semanas depois de o atual governo cortar R$ 10 milhões que estavam destinados à gestão de riscos naturais, como enchentes e vendavais, para saldar uma dívida com o BRDE.

O governador Beto Richa, que se afastou do governo por uma semana para se dedicar exclusivamente à campanha eleitoral, desamparando ainda mais os desabrigados, assinou no início de setembro o Decreto 11.994, cortando cerca de R$ 200 milhões a título de “remanejamento orçamentário”.

A verba deveria ser investida em equipamentos e mapeamentos para modernizar o sistema de monitoramento, prevenção e alerta de desastres naturais. Segundo os especialistas no assunto, o monitoramento permite que as autoridades saibam com antecedência de três dias a incidência de desastres naturais.

Até a manhã desta segunda, os temporais haviam prejudicado 1.429 pessoas, segundo o último boletim divulgado pela Defesa Civil. O mau tempo danificou 153 residências e ao menos 38 pessoas permaneciam desalojadas, ou seja continuam abrigadas na casa de amigos ou parentes. Cascavel, no oeste – com 270 pessoas atingidas -, Nova Tebas, no norte – outras 258 – e Nova Cantu, na região central – com mais 200 – são as cidades mais atingidas pelo mau tempo.

A previsão para os próximos dias, conforme o Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar), é de mais chuvas, principalmente no sul, oeste e sudoeste do estado, em especial nas áreas mais próximas da divisa com Santa Catarina.

OAB pede cassação da candidatura de Fidelix por declarações homofóbicas

Por James Cimino | Via Uol Eleições

Internautas ironizam os candidatos à presidência Pastor Everaldo (PSC) e Levy Fidelix (PRTB) em uma montagem que imita o aplicativo de encontros Tinder: “Eles combinam” (tradução livre)

A Comissão Especial da Diversidade Sexual do Conselho Federal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) vai requerer para o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) a cassação da candidatura de Levy Fidelix (PRTB) e direito de resposta às declarações homofóbicas ditas pelo candidato durante debate ocorrido na “TV Record” na noite de domingo (28).

Segundo o presidente da Comissão da Diversidade Sexual da OAB/SP-Jabaquara, Marcelo Gallego, “existe um movimento de diversas comissões da Diversidade Sexual da OAB de diversos Estados, no sentido de repudiar as declarações”.

O deputado Renato Simões (PT-SP) também acionou o candidato. A primeira representação foi feita à Procuradoria Regional Eleitoral do Ministério Público Federal, instituição cujo procurador-geral, Rodrigo Janot, recentemente se pronunciou pela adoção do crime de discriminação previsto na legislação contra o racismo para embasar processos por homofobia.

Outra junto à comissão especial da lei 10.948, que pune a homofobia no Estado de São Paulo, de autoria do próprio Renato quando deputado estadual, que funciona junto à Secretaria de Justiça e Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo.

“Esperamos que a impunidade não alcance Fidelix, pois seu comportamento como candidato à Presidência da República não pode estimular o preconceito, a discriminação e a violência contra LGBTs em todo o país”, disse o deputado.

Segundo ele, Fidelix incentivou uma reação da sociedade contra os LGBTs. Como a lei 10.948 é estadual, o candidato não será imputado criminalmente, mas poderá ter de pagar multa ou sofrer outras sanções.

O candidato do PV à presidência, Eduardo Jorge, também fez solicitação semelhante ao Ministério Público. A representação pede que se instaure inquérito/processo crime pelo desrespeito à dignidade humana e igualdade de direitos.

“Hoje cedo já mobilizei o Jurídico do Partido Verde e o PV Diversidade, na figura de André Pomba, e entramos hoje no Ministério Público, em São Paulo, com uma representação contra Levy Fidélix pelas declarações homofóbicas no debate de ontem. Para nós, mesmo sem essa legislação explicitamente aprovada no congresso, julgamos que cabe o processo por incitação à violência e preconceito. O Jurídico do PV também está estudando para amanhã uma ação no TSE”.

Luciana Genro e o deputado federal Jean Wyllys, ambos do PSOL, também fizeram o mesmo pedido.

No Facebook, um grupo formado por mais de 6.100 pessoas está coletando dados pessoais para formalizar uma denúncia coletiva à Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos do governo federal.

A coordenadora de Políticas para a Diversidade Sexual da Secretaria de Justiça do Estado de São Paulo, Heloisa Gama Alves, também representou ofício ao candidato com base na lei estadual 10.948/01.

Além disso, diversos usuários de redes sociais têm denunciado o candidato no site do Ministério Público Federal por ferir o artigo 5º da Constituição Federal, inciso XLI, que diz que “a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais”, especialmente por ter sido feito em uma emissora de televisão de concessão pública.

A polêmica

Em debate realizado na noite de domingo (28) pela “TV Record”, Levy Fidelix associou a homossexualidade com pedofilia e afirmou que gays precisam de atendimento psicológico “bem longe daqui”.

As declarações foram dadas após pergunta da candidata Luciana Genro (PSOL), que citou a violência a que a população LGBT é submetida e indagou Levy sobre os motivos pelos quais os que “defendem a família se recusam a reconhecer como família um casal do mesmo sexo.”

“Aparelho excretor não reproduz (…) Como é que pode um pai de família, um avô ficar aqui escorado porque tem medo de perder voto? Prefiro não ter esses votos, mas ser um pai, um avô que tem vergonha na cara, que instrua seu filho, que instrua seu neto. Vamos acabar com essa historinha. Eu vi agora o santo padre, o papa, expurgar, fez muito bem, do Vaticano, um pedófilo. Está certo! Nós tratamos a vida toda com a religiosidade para que nossos filhos possam encontrar realmente um bom caminho familiar”, afirmou.

Na réplica, Luciana defendeu o casamento igualitário como forma de reduzir a violência contra a população LGBT. Na tréplica, entretanto, Levy subiu o tom e deu a entender que caso fossem dados direitos ao grupo, metade da população sairia do armário.

“Luciana, você já imaginou? O Brasil tem 200 milhões de habitantes, daqui a pouquinho vai reduzir para 100 [milhões]. Vai para a avenida Paulista, anda lá e vê. É feio o negócio, né? Então, gente, vamos ter coragem, nós somos maioria, vamos enfrentar essa minoria. Vamos enfrentá-los. Não tenha medo de dizer que sou pai, uma mãe, vovô, e o mais importante, é que esses que têm esses problemas realmente sejam atendidos no plano psicológico e afetivo, mas bem longe da gente, bem longe mesmo porque aqui não dá”, disse.

O que acontece com os pagamentos no comitê do Richa?

Via Blog Wilson Vieira

O cheque acima é da cabo eleitoral, que era para receber R$400,00 por serviços prestados, lhe deram R$350,00 em dinheiro, mesmo o cheque sendo de R$400,00.

“Titanic” Richa poderá ter seríssimos problemas com suas prestações de contas de campanha, parte do problema poderá ser por causa do comitê dele em Maringá.

Vazou que dois coordenadores de campanha dele, foram encaminhados à delegacia de polícia do município no último dia 13, pela manhã, após serem flagrados trocando cheques do comitê do “Titanic” Richa, emitidos com a CNPJ: CNPJ 20572328/0001-90, em nome de Carlos Alberto Richa Governador. E ainda cobrando ágio de 10%.

Todo mundo se silenciou na campanha de “Titanic” Richa, com medo do escândalo ser um “prelúdio” para a “bala de urânio” de Requião.

E o “bagulho ficou louco”, porque envolve pessoas de confiança de “Titanic” Richa em Maringá.

O cheque acima é da cabo eleitoral, que era para receber R$400,00 por serviços prestados, lhe deram R$350,00 em dinheiro, mesmo o cheque sendo de R$400,00.

Aonde foi parar a diferença?

Pior, o pagamento não poderia ser efetuado em “cascalho”, já que ela deveria trocar o cheque no banco e receber os R$400,00.

Mais uma BOMBA relógio contra a campanha de “Titanic” Richa.

Debate na Record: Marina mente e Fidelix ultrapassa todos os limites

Por Rennan Martins | Brasília, 29/09/2014

Ontem (28) a noite, a Record exibiu o penúltimo debate entre os presidenciáveis. A proximidade ao dia 5 de outubro naturalmente acirrou os ânimos e ataques, e quem perde com isso é a própria política e a democracia. Ataques moralistas vazios só contribuem para a despolitização.

A presidente e candidata a reeleição pelo PT, Dilma Rousseff, demonstrou mais uma vez vasto conhecimento dos problemas pelos quais passa nosso país e se torna a cada dia mais propositiva com a corrupção, deixando claro que toma medidas práticas no sentido de combatê-la, para além do discurso de indignação que em nada contribui. Sofreu duros ataques dos outros candidatos.

Eduardo Jorge, do PV, caiu muito no rendimento. Se anteriormente ele assumiu o importantíssimo papel de nos lembrar sobre o serviço da dívida pública que imobiliza o Estado, ontem conseguiu servir de auxiliar aos conservadores quando comparou os médicos cubanos a escravos.

Luciana Genro (PSOL) permanece lembrando aos telespectadores e adversários verdades incômodas, questionando o falido tripé macroeconômico. Dá sinais de que crescerá com vigor nos próximos anos. Vacilou quando não deu combate as declarações homofóbicas de Levi Fidelix.

Aécio (PSDB) melhorou seu desempenho e se mostra mais coerente, demonstrou que sabe debater sem necessariamente atacar o PT. Assim continuando, a tendência é que observemos certo crescimento na preferência do eleitorado em detrimento de Marina Silva.

Marina, candidata pessebista, assiste sua aura do “novo” desfazer-se, afunda nas próprias contradições e não dá sinais de saber como superar o discurso demagógico que profere. Mentiu quando afirmou que manterá a atuação dos bancos públicos, já que não é isto que consta em seu programa nem nas propostas de seus assessores econômicos. Quando confrontada por Dilma sobre a CPMF, respondeu longamente sem nada dizer.

Everaldo (PSC) é incapaz de articular uma frase que não envolva os tópicos da violência, corrupção e o sofrimento do “cidadão de bem”, aliando a isso chavões batidos sobre livre iniciativa. O que intriga é que o partidário ferrenho da globalização não titubeia em privatizar a Petrobras, mas considera que o dinheiro destinado a criação do Banco dos BRICS deveria ficar no Brasil.

Everaldo e Levi Fidelix (PRTB) atuaram em bloco, tabelaram durante todo o debate, realizando ataques descabidos, carregados de preconceito e senso comum. Um verdadeiro “jogo de compadres”.

Mas tudo isso foi ofuscado pelas declarações absurdas de Fidelix. O candidato conseguiu, em menos de 3 horas, afirmar que os investimentos no BRICS podem financiar cocaína dos países andinos, que os “bolivarianos” pretendem nos invadir, e ultrapassou todos os limites quando equiparou homossexuais a pedófilos, dizendo que deviam se tratar “bem longe da gente”.

Conclui-se desse debate que o Brasil precisa superar a política do denuncismo, que é demagógica e em nada acrescenta. E que é urgente, imperativa, a criminalização da homofobia. Não podemos mais tolerar tanto ódio e violência gratuita.