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Abstenção, brancos e nulos são 29% dos votos; eleitor tem descrença no candidato

Via Agência Brasil

Com 99,99% das urnas apuradas, um percentual que representa 142.820.810 eleitores, as eleições de 2014 tiveram 90,36% de votos válidos. Os números foram computados até as 1h30 desta segunda-feira (6). Brancos e nulos somaram 9,64% dos votos totais, e os eleitores que não compareceram às urnas somaram 27.698.199, o que significa 19,39% do total.

Os percentuais relativos aos votos que não entram nas contas dos votos válidos aumentaram nas três modalidades. No primeiro turno das eleições presidenciais de 2010, quando o país tinha 135 milhões de eleitores, 18,12% deles não votaram. Em 2002, a abstenção atingiu 17,74% e em 2006, 16,75%.

A percentagem de votos em branco, neste ano, também cresceu. Em 2010, eles foram 3,13% do total; em 2006, 2,73%; e em 2002, 3,03%. Neste ano, os votos em branco representam 3,84%. Já os votos nulos, que vinham caindo nas três eleições anteriores, tendo registrado 7,35% em 2002; 5,68% em 2006; e 5,51% em 2010, tiveram um ligeiro aumento neste ano, atingindo 5,8%. Com isso, abstenções, brancos e nulos somam 29%.

Considerado o típico voto de protesto, o voto nulo tem o mesmo efeito do voto em branco por não entrar nas contas na hora de bater o martelo sobre quem está eleito. Embora não se possa dizer se esses percentuais crescentes revelam desinteresse por parte da população em relação à política, já que o voto é obrigatório, uma pesquisa do Instituto Data Popular, feita antes das eleições, mostrou que há um alto grau de desconfiança, por parte do eleitorado brasileiro, em relação à classe política.

Foram entrevistadas 15.652 pessoas, em 159 municípios, e 73% delas disseram não confiar nos candidatos que postulam um cargo eletivo neste ano. Segundo o presidente do Instituto Data Popular, Renato Meirelles, registrou-se que o brasileiro não confia até mesmo nos candidatos que escolhe e os deputados estaduais lideram o ranking. “Se a gente olhar a escala, os [candidatos] em quem os eleitores menos confiam são os deputados estaduais [82%]”, disse Meirelles. Em seguida, aparecem os candidatos a deputado federal, com 75% de desconfiança; os postulantes ao Senado, 65%; os que concorrem ao cargo de governador, com 40%; e os candidatos à Presidência da República, com 30% de desconfiança.

Meirelles disse que os entrevistados foram convidados a responder se concordavam ou não com frases apresentadas pelos pesquisadores. Entre eles, 65% disseram, por exemplo, concordar com a seguinte frase: “Os políticos são todos iguais”. Segundo o presidente do Data Popular, parte das respostas evidencia uma desconfiança em relação à classe política e “parte é um desconhecimento real da proposta do candidato”. Para a maioria dos eleitores, o voto é dado ao candidato que parece ser “o menos pior”.

O entendimento geral decorrente da pesquisa, indicou Meirelles, é que “a classe política está afastada da realidade cotidiana das pessoas”.

“Não queremos fantasmas do passado”

Por Rodrigo Vianna | Via Escrevinhador

“Não queremos os fantasmas do passado:a recessão e o arrocho. O povo não quer mais aqueles que chamavam aposentado de vagabundo. Não quer mais racionamento de energia, nem aqueles que se ajoelhavam para o FMI” (Dilma, abrindo a disputa com Aécio Neves: FHC x Lula).

O primeiro balanço a se fazer da eleição é o institucional. E esse é bastante contraditório. O PT (Dilma) termina o primeiro turno com cerca de 5 pontos a menos do que conquistou em 2010: teve quase 47% dos votos há quatro anos; e agora ficou com cerca de 42%. Aécio teve os mesmos 33% de Serra em 2010 (parte do eleitorado tucano, que ensaiou uma revoada em direção a Marina depois da morte de Eduardo, voltou para o ninho original). Já Marina teve 21% agora – contra 19% em 2010.

Fora isso, o PSOL praticamente dobrou a votação. Luciana Genro colheu algum resultado pela coragem de enfrentar temas dos quais o PT foge. Mas é um crescimento ainda residual, que mal chega à casa de 2% dos votos.

Na disputa efetiva pelo poder, a conta para o segundo turno, de saída, é a seguinte…

- Aécio (segundo as pesquisas, que até agora erraram demais) deve ficar com ao menos 60% dos votos de Marina. Ou seja, dos 21% de Marina, 13% devem seguir para o tucano – são os votos marineiros do Sul e Sudeste, principalmente. Ele também deve garantir mais cerca de 2% dos nanicos conservadores(Pastor Everaldo e Levy Fidelix). Resumo/Aécio: 33% do primeiro turno + 13% de Marina + 2% dos nanicos = 48%.

- Dilma, que teve quase 42%, deve herdar pouco mais de um terço dos votos de Marina (especialmente os votos do Nordeste e Norte), além de capturar boa parte do eleitorado que votou no PSOL. Resumo/Dilma: 42% do primeiro turno + 8% de Marina + 2% da esquerda = 52%.

Essa é minha aposta inicial: 52% a 48%. O segundo turno será duríssimo. E a distância pode encurtar ainda mais, já que Dilma terá contra si a oposição cerrada da mídia e o discurso de ódio que avança em São Paulo, Brasília e outras cidades brasileiras.

“Um quadro venezuelano de disputa”, foi assim que resumi o cenário para um colega jornalista. Ele riu, e concordou.

Venezuelano não só pela disputa apertada. Mas pelo grau de conflagração verbal e política. Dilma deu uma pista do que será essa disputa, no discurso aqui em Brasília – neste domingo à noite. Agradeceu centrais sindicais, partidos, exaltou a figura de Lula e a militância. Depois, atacou: “não queremos os fantasmas do passado, a recessão e o arrocho. O povo não quer mais aqueles que chamavam aposentado de vagabundo. Não quer mais racionamento de energia, nem aqueles que se ajoelhavam para o FMI”.

Dilma não citou FHC. Mas tá na cara que a estratégia petista será comparar: FHC x Lula. Qual projeto beneficiou mais gente no Brasil?

Estamos diante de uma situação curiosa, e perigosa. O PT, que ao longo de 12 anos apostou em ganhar terreno sem politização e sem confronto aberto, agora será obrigado ao confronto. É uma questão de sobrevivência. Ou Dilma parte para o confronto, ou perde. O eleitorado aceitará essa estratégia, para a qual não vem sendo preparado nos últimos anos?

O PT terá que arriscar. A redução da bancada na Câmara (o PT recuou para 70 deputados, e o PCdoB perdeu um terço dos parlamentares) dá uma pista de que a falta de apetite para o combate simbólico está custando caro demais para a esquerda.

A direita avança: na sociedade, nas telas da TV e do rádio, no discurso do ódio, e agora também no Parlamento. A despolitização cobra seu preço. A água bate no pescoço. É confrontar ou morrer.

Aliás, mesmo que Dilma consiga vencer (a batalha será duríssima, repito), sofrerá muito no Senado (Serra, Tasso Jereissati, Aloysio, Alvaro Dias, Caiado, Lasier da RBS, Ana Amélia – o núcleo duro e ideológico da direita se reorganiza por ali) e na Câmara – (onde vai imperar a absoluta dispersão de bancadas). Uma direita tacanha, moralista, que mistura hipocrisia religiosa com arreganhos facistas, avança na mesma velocidade em que a esquerda vira o demônio a se eliminar.

Tempos difíceis nos aguardam.

Mas há resultados contraditórios também para a oposição. Aécio chegou – sim – com força para o segundo turno, mas perdeu Minas. Um baque considerável. Pela primeira vez, o PT elegeu um governador no Sudeste.

O PT ganhou também Bahia, Piauí, e deve vencer no Ceará – em aliança com os irmãos Gomes (Cid e Ciro); o PCdoB venceu no Maranhão.

O núcleo mais atucanado do PMDB (Geddel foi derrotado na Bahia, e Henrique Alves vai suar no segundo turno no Rio Grande do Norte) perdeu força.

Mas, então, quem ganhou? O conservadorismo difuso, a geleia geral da fisiologia.

Junho de 2013 e a tal “nova” Política terminaram nessa miscelânea de Bolsonaros, Malafaias, Russomanos… Por enquanto, é a direita que colhe os melhores resultados do “desencanto” com a Política (desencanto? Com Pezão no Rio e Alckmin em São Paulo?).

O PSOL conseguiu ampliar a bancada de 3 para 5 deputados (incluindo gente muito boa: Ivan Valente de São Paulo, Edmilson Rodrigues do Pará e Jean Willis do Rio). Mas é pouco, pouquíssimo.

De um lado, o país mostrou maturidade ao levar ao segundo turno dois projetos de verdade (PT x PSDB). De outro, deu força para o conservadorismo congressual. Ganhe quem ganhar, o quadro será de paralisia, com dificuldades imensas para governar a partir de 2015.

A mídia, o mercado e as apostas do imperialismo contra Dilma

Por Umberto Martins | Via Vermelho

O jornal britânico Financial Times voltou a criticar a presidenta Dilma Rousseff em editorial publicado nesta quinta-feira (2), no qual intima a chefe do Estado brasileiro a mudar os rumos da política econômica, levando em conta a reação e os desejos do mercado, que segundo os oráculos de plantão demanda ajuste fiscal e rigor total na aplicação do tripé neoliberal (juros altos, câmbio flutuante e superávit fiscal primário).

Como já é de praxe, a grande mídia, burguesa e golpista, destacou os comentários do diário europeu (que dias atrás identificou um “preocupante aumento do socialismo venezuelano” no Brasil) de forma acrítica e subalterna. Mas a verdade que precisa ser reiteradamente observada é que o Financial Times traduz, através de editoriais e artigos, a ideologia e os interesses dos grandes capitalistas estrangeiros ou, em outras palavras, daquilo que conhecemos como imperialismo. Interesses que são francamente contrários aos da classe trabalhadora em todo o mundo e aos do povo brasileiro no caso em tela.

Bordão reacionário

O bordão que o jornal alardeia contra Dilma não é novo e vem sendo repetido pelos candidatos das forças conservadoras e neoliberais à exaustão. A receita desta gente, repudiada por Dilma, é a mesma que está sendo aplicada na Europa sob a batuta do Fundo Monetário Internacional. Significa estagnação da economia, desemprego em massa, redução de salários, corte de direitos e desmantelamento do chamado Estado de Bem Estar Social. É o que a direita, encarnando os desejos da oligarquia financeira, quer impor a qualquer preço por aqui.

Mas para dourar a pílula o diário dos rentistas ingleses se arvora também o papel de intérprete autorizado das manifestações massivas realizadas em junho de 2013, que afinal também sinalizaram a necessidade de mudança. “Dilma não pode ignorar o que os mercados e milhões de brasileiros querem: mudança”, proclama o editorial. Trata-se de uma meia verdade.

Não se pode negar que o povo brasileiro quer mudanças, em sintonia com as demandas dos movimentos sociais e os protestos de junho do ano passado. A sociedade reclama maiores investimentos públicos em saúde, educação, transporte e segurança. Mas isto, notemos, é precisamente o oposto do que a oligarquia financeira, nacional e estrangeira, quer nos impor. Já a voz do mercado, apresentado pela mídia burguesa como uma divindade abstrata que paira acima dos mortais, expressa a opinião e sentimentos de rentistas e especuladores do mercado de capitais.

Assim como a juventude, os movimentos sociais também lutam por mudanças na política econômica, mas em sentido contrário ao do projeto neoliberal, ou seja, querem o fim do tripé neoliberal: a redução substancial das taxas de juros, o controle do câmbio e taxação das remessas de lucros ao exterior, a ampliação dos gastos e investimentos públicos, focando principalmente as demandas de junho, de forma a ampliar a rede de bem estar e seguridade social. Propugnam igualmente o aprofundamento da política de redistribuição da renda nacional, o fortalecimento do mercado interno, o desenvolvimento com democracia, soberania e valorização do trabalho.

O ajuste fiscal que as forças conservadoras e o imperialismo querem impor ao Brasil, temperado com a radicalização do tripé neoliberal, requer cortes dramáticos das despesas públicas em detrimento da saúde, da educação, da mobilidade urbana, dos investimentos em infraestrutura, do emprego e do desenvolvimento da economia. Não é o que eles dizem, mas é a realidade. Os comentários do Financial Times mostram que o imperialismo não está ausente do pleito de outubro, aposta suas fichas em Aécio ou Marina e já não esconde o desconforto com a hipótese de reeleição da presidenta Dilma, a cada dia mais provável. O povo brasileiro sabe que seus interesses serão melhor bem servidos por Dilma do que pelas candidaturas alinhadas ao neoliberalismo, que felizmente parecem fadadas a um novo fracasso nas urnas.

*Umberto Martins é jornalista e assessor da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB)

No debate da Globo, o sutil recado de Dilma a Marina sobre corrupção: eu sei o que seus assessores fizeram no passado

Por Luiz Carlos Azenha | Via Viomundo

Luciana Genro fez, no conjunto, a melhor apresentação no debate da TV Globo. O ponto alto foi quando massacrou, com argumentos, o candidato Levy Fidelix, quando ambos discutiram a união civil de homossexuais. Fidelix, aliás, também apanhou no tema de Eduardo Jorge, do PV, de tal forma que saiu completamente transtornado da discussão.

Fidelix, como se sabe, marcou o debate anterior, na TV Record, ao dizer grosseiramente que “o aparelho excretor não reproduz”.

Dilma Rousseff teve uma boa atuação, especialmente porque conseguiu conectar seu discurso com o que os telespectadores haviam visto, horas antes, no último programa eleitoral do PT. A ênfase do programa foi no convencimento dos eleitores de que Dilma, afinal, representa a “verdadeira mudança”. O marqueteiro petista conseguiu adiantar a ideia de que Dilma tem a experiência para mudar com segurança. O ex-presidente Lula apareceu duas vezes no programa. Numa delas, repetiu o discurso de que seu segundo mandato foi o melhor que o primeiro.

A presidente começou bem, se adiantando às críticas de oposicionistas sobre a corrupção. Discorreu sobre as medidas que tomará para combatê-la. Dilma não fugiu a confrontos. Quando teve a oportunidade, escolheu o enfrentamento direto com Marina Silva e Aécio Neves.

Emplacou um ponto importante ao dizer que, se os eleitores querem a continuação dos programas sociais — que os adversários Marina e Aécio prometeram continuar –, o melhor a fazer é reelegendo quem os concebeu.

O ponto alto de Dilma foi quando enfrentou Marina na questão da independência do Banco Central. “Eu sugiro que a senhora leia o que está escrito em seu programa”, alfinetou a presidente, antes de descrever os prejuízos que o BC legalmente independente acarretaria.

Aécio Neves saiu-se melhor que Marina Silva — o que, a essa altura, é relevante, especialmente por causa dos indecisos. A candidata do PSB não estava em uma noite inspirada.

O único momento estranho de Aécio foi quando o tucano, ao ser escolhido para responder pelo candidato do PV, Eduardo Jorge, respondeu com os olhos esbugalhados: “Com o senhor estou disposto a conversar sobre tudo!”.

Tudo? Mesmo?

Luciana Genro foi bem praticamente em todas as suas participações. Detonou Levy Fidelix pelo ódio aos homossexuais, falou de “aecioporto” com Aécio Neves e advertiu o tucano: “Você não levanta o dedo para mim!”. Aliás, a candidata do PSOL abriu o programa lembrando aos telespectadores que os donos da TV Globo estavam entre as 5 mil famílias que vivem de juros no Brasil.

“O senhor envergonhou o Brasil”, disse Eduardo Jorge (PV) a Levy Fidelix, por conta das declarações deste no debate da Record. Foi o ponto alto do candidato verde, que teve uma atuação mais discreta desta feita.

Dos três candidatos com chances de ir ao segundo turno pelas pesquisas, Dilma Rousseff foi a melhor. No confronto direto com Aécio Neves, este conseguiu apresentar argumentos fortes quando falou sobre corrupção. Mas, ao lembrar os brasileiros de como foram os governos tucanos, Dilma Rousseff encaixou golpes dolorosos: 12,5% de desemprego e 45% de juros, por exemplo.

O debate na Globo reforçou: a possibilidade, ainda que remota, de Dilma vencer ainda no primeiro turno, conquistando a maioria dos votos dos indecisos; a possibilidade de que, havendo segundo turno, o adversário da presidente seja Aécio Neves.

Trocando em miúdos, Marina Silva — claramente abatida — foi a grande derrotada da noite.

PS do Viomundo: Outro ponto alto de Dilma foi ao debater corrupção com Marina, quando lembrou que um ex-subordinado da então ministra do Meio Ambiente foi acusado de malfeitos. Dilma e Marina serviram juntas sob Lula, uma convivência marcada por enfrentamentos e pontapés nada sutis na canela. Em outras palavras, a presidente mandou um recado: eu sei o que o seu pessoal de hoje fez no verão passado…

Artistas e intelectuais manifestam apoio a candidatura de Roberto Requião ao governo do Paraná

Roberto Requião quer chefiar novamente o Palácio Iguaçu. Bem Paraná/Reprodução

Manifesto pró-Requião no governo do Paraná

Nós, intelectuais e artistas, considerando os interesses nacionais, populares e a história política do país, manifestamos por meio dessa. Nosso apoio a candidatura ao governo do Paraná mais comprometida com os interesses nacionais.

Apoiamos o candidato comprometido com uma sociedade onde todos tenham oportunidades. Apoiamos aquele que, quando no governo, levou o Paraná ao primeiro lugar nacional em desenvolvimento industrial e educação.

Entendemos que o mais indicado para governar tão importante estado é aquele que defende os interesses dos trabalhadores, tendo aprovado o maior salário-mínimo regional do país e criado 800.150 postos de trabalho com carteira assinada.

Consideramos que o Palácio Iguaçu precisa ter de volta a sua frente, aquele que investiu 10 bilhões na saúde, quando lá esteve. Aquele que valorizou os professores da rede estadual, pois, tem consciência que a educação é primordial para qualquer sociedade sadia.

Entendemos que a segurança é fundamental para o Paraná e para todo o país, e por isso apoiamos quem construiu 12 penitenciárias quando governador, sem com isso entrar na lógica perversa da privatização delas.

Considerando a cultura como base para a valorização do ser humano e integração da sociedade, nosso apoio é de quem sempre se mostrou comprometido com essa bandeira, tendo criado a biblioteca Mario Lobo, a Semana da Cultura Negra e a Escola Superior Sul-Americana de cinema e TV.

Roberto Requião, o candidato de quem falamos, dedicou toda sua vida a ideais republicanos, tendo provado seu comprometimento com o povo e uma trajetória ilibada na política. Com coragem e desprendimento, defende o interesse nacional e a integração latino-americana.

Pelas razões expostas, considerando que quem já fez pode fazer muito mais, declaramos com orgulho que nosso apoio é de Roberto Requião para o governo do Paraná!

Beth Carvalho:

Requião é um nacionalista, um brasileiro autêntico como o samba, um guerreiro em defesa do nosso povo. Quero vê-lo como governador do Paraná, para o bem dos paranaenses e do Brasil!

João Vicente Goulart:

Requião é um político que nos une em torno das grandes lutas Janguistas. Sem dúvidas é ele que representa a esquerda nacionalista no Estado do Paraná.

Sua obstinação em defesa dos humildes e sua coragem inconteste de desafiar os poderosos que tudo querem em detrimento dos trabalhadores o faz sem dúvidas um porta-voz da proposta das “Reformas de Base”; agraria, tributaria, educacional, das remessas de lucros, da luta nacional pelo patrimônio público da Nação e de uma distribuição de renda mais equitativa entre nosso povo brasileiro, com idênticas oportunidades para todos.

Fernando Morais:

Não tenho eleitores no Paraná, mas tenho leitores. Muitos, dezenas e dezenas de milhares. É a estes que me dirijo para recomendar: para governador, Roberto Requião. Nacionalista e internacionalista, corajoso, não tem papas na língua na hora de enfrentar os poderosos. Se eu fosse paranaense, votaria em Roberto Requião para governador.

Adriano Benayon:

É de inestimável importância para o Brasil que o senador e ex-governador Requião volte ao governo do Paraná. Ele está, há 30 anos, na política. No caso dele, isso significa excepcional experiência acumulada em mandatos exercidos com probidade, competência e comprometimento com os interesses nacionais.

Coerência, austeridade e coragem caracterizaram a vida política de Roberto Requião. Olhando as candidaturas a governador, não se vê outra, mesmo em outros estados, que nos dê a perspectiva de uma administração exemplar, capaz de abrir novos rumos para o País.

Paulo Metri:

É importante, neste momento, para o crescimento do Brasil como país que garantirá alto nível de bem-estar social, democrático e soberano, que a sociedade brasileira se mobiliza para buscar influenciar eleitores do Paraná visando eleger Roberto Requião como governador deste estado.

É um político no qual você identifica claramente a compreensão da importância das questões geopolíticas.

Entretanto, se eu fosse obrigado a escolher só uma característica, que marca o político Requião, eu diria sem pestanejar, coragem.

Conceição Oliveira:

Votaria em Roberto Requião se fosse eleitora do Paraná.

Requião tem um quê do velho Brizola em sua luta pela democratização das comunicações do país, em seu combate ao monopólio sonegador de impostos e informações como o da Globo.

Requião foi um governador que apoiou a educação, respeitado por movimentos sociais como o MST, também é um combatente pela reforma agrária.

Sua passagem no senado, sempre em defesa dos interesses nacionais e de um projeto político de um país soberano tem todo o meu respeito.

Samuel Pinheiro Guimarães:

Roberto Requião é um patriota, nacionalista, defensor da soberania e do desenvolvimento do Brasil, de um Brasil mais democrático, mais justo, mais igual. No Paraná, voto em Requião!

Rogério de Cerqueira Leite:

Apoio a candidatura do Senador Roberto Requião pela sua história de lutas em pro da redução da disparidade de rendas e da melhoria das condições dos menos favorecidos e pela sua luta em benefício dos interesses nacionais.

Rogério Lessa Benemond:

Apoio Requião outra vez governador do Paraná pelo seu histórico nacionalista, por sua luta contra a liberação dos transgênicos e pelo seu desempenho, enquanto senador, na articulação de um Mercosul mais forte.

Poderia citar muitas outras qualidades de Roberto Requião. O Brasil precisa de políticos com esse perfil íntegro e coerente.

Osvaldo Maneschy:

O Senador Roberto Requião é um nacionalista de todas as lutas em defesa do Brasil. Votar nele é votar em um homem que tem opinião, tem lado e nunca se preocupou com o tamanho de seus adversários. O que mostra a sua verdadeira dimensão como homem público.

Flavio Lyra:

Há muitos anos acompanho a carreira política do Senador Roberto Requião. Ainda que residente em Brasília, sempre senti-me representado por ele em sua sua atuação como político sério e dedicado à defesa de todas as causas relevantes para o fortalecimento da Nação Brasileira e a redução das profundas desigualdades sociais que marginalizam grande parte da população brasileira.

Não teria a menor dúvida em sufragar seu nome como candidato à Presidência, noutras circunstâncias em que seu partido, o PMDB, fosse capaz de defender as bandeiras já mencionadas.

Sou inteiramente solidário com a campanha que ele realize para ocupar o governo do Paraná, numa disputa acirrada com o representante do PSDB, partido que hoje representa as forças sociais mais conservadoras do país.

Ele, numa atitude corajosa e consciente sempre mostrou-se um ativo defensor do governo de Dilma Rousseff, realizando vários pronunciamentos no Senado, que revelam a clara compreensão do grave momento vivido pelo país, em que as forças da oligarquia empresarial e financeira, (nacional e internacional) e da classe média alienada, buscam por todos os meios recuperar o poder.

Requião à frente do governo do Paraná será uma importante fonte de apoio para dar sustentação a um novo período de governo de Dilma Roussef, que depois do aprendizado da atual campanha certamente vai levar o país a trilhar uma rota que vai aprofundar a democracia e realizar as mudanças necessárias para a retomada do crescimento econômico subordinado ao interesse maior do desenvolvimento social do país.

Pedro Antonio D Rezende:

Roberto Requião foi um dos pioneiros, desde 1999 pelo Senado, na luta por mais transparência no processo de informatização do voto no Brasil. Em 2006, como governador, foi a única autoridade que apoiou nossa investigação acadêmica sobre as fraudes praticadas na constituinte de 1988, as quais ainda geram enormes danos econômicos à nação, através do jornalismo da TV Educativa do Paraná. Ele conta portanto com nossa confiança, como alguém que tem atuado e pode atuar na política movido por nobres ideais cívicos.

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PS Desenvolvimentistas: A Associação Desenvolvimentista Brasileira, que mantém o projeto deste portal, já declarou seu apoio ao candidato Roberto Requião. Diferente da grande mídia que finge ser imparcial, nós nos posicionamos, somos transparentes. O processo de coleta de declarações e apoio ao candidato continua e se você é intelectual ou artista e deseja ser signatário desse manifesto, envie sua declaração, nome e breve currículo para que o incluamos. O e-mail de destino é: rennan.m.martins@gmail.com.

Ataque homofóbico em debate é redução do marco civilizatório

Por Marcelo Semer | Via Terra Magazine

Os debates eleitorais vinham desanimados – mas, conseguiram ficar ainda piores.

Já faz tempo que os encontros deixaram de ser memoráveis.

A participação de um número expressivo de candidatos. O treinamento pelos marqueteiros. Um cipoal de regras que limita os confrontos e o desenvolvimento das ideias.

Poucos têm alterado o quadro eleitoral e cada vez menos são notícias no dia seguinte, além dos memes e virais que divertem nas redes sociais.

O último exemplo, todavia, foi uma exceção. E uma triste exceção.

Nem Dilma, nem Aécio, nem Marina foram seus protagonistas – mas também é uma pena que tivessem deixado de sê-lo, tal como Luciana Genro ou Eduardo Jorge.

Quem fez com que o debate se prolongasse na discussão, foi o nanico Levy Fidelix, perpétuo candidato que, neste ano, deixou de lado a histriônica e isolada proposta do aerotrem.

Fidelix foi mais para baixo e talvez saia da eleição com a nota lamentável de um debate, encharcando de violência, onde não se esperava mais que uma figuração.

Fidelix utilizou a reposta a Luciana Genro sobre famílias homoafetivas para uma mensagem contundentemente homofóbica.

A grosseria sem tamanho sobre “órgãos excretores e reprodutores”, a confusão maliciosa e perversa entre homossexualidade e pedofilia, a consideração do gay como doente mental, a atribuição de caracteres nocivos como a “falta de vergonha na cara”, e “o negócio é feio”. Por fim, o comando de “enfrentar essa minoria”, sugestivamente, mencionando a própria avenida Paulista, palco de várias agressões a homossexuais.

A grotesca mensagem ficou encartada entre outras tantas manifestações dos candidatos, como se fosse uma mera opinião ou expressão livre de uma plataforma política.

Teria sido melhor que depois de ouvi-la, os candidatos simplesmente se levantassem e dessem o debate por encerrado; no mínimo, que pautassem suas falas em face desse absurdo. Teria sido muito mais didático do que agressões paralelas ou promessas alternadas entre si.

Um candidato a presidente deve ter pulso para repelir qualquer ideia que hostilize a democracia e ensinar a seus liderados os limites do debate.

Permitir que o debate eleitoral sirva de rebaixamento ao marco civilizatório é um paroxismo da democracia.

Afinal, só quem não tem compromissos reais com a democracia é que pode resumi-la à liberdade de qualquer expressão.

O estado democrático de direito não é apenas a realização da vontade das maiorias; mas a intransigente defesa das minorias, da diversidade e da pluralidade.

O pluralismo, fundamento da República, é a razão pela qual a moral não pode ser objeto de apropriação pública, e a igualdade não permite que os agentes do Estado tratem de forma diferenciada qualquer pessoa por sexo, raça, origem social ou mesmo orientação sexual.

Não se pode conclamar o ódio pela diferença, a superioridade pela raça ou o preconceito homofóbico como expressões livres na democracia. Porque de fato, elas não o são.

Quando se discutiu, no STF, os limites da liberdade de expressão, na canhestra proibição judicial da Marcha da Maconha, Celso de Mello frisou os limites intrínsecos à própria liberdade.

“A incitação ao ódio público contra qualquer pessoa, povo ou grupo social não está protegida pela cláusula constitucional que assegura a liberdade de expressão. Cabe relembrar, neste ponto, a própria Convenção Americana sobre Direitos Humanos (Pacto de São José da Costa Rica), cujo Art. 13, § 5º, exclui, do âmbito de proteção da liberdade de manifestação do pensamento, “toda propaganda a favor da guerra, bem como toda apologia ao ódio nacional, racial ou religioso que constitua incitação à discriminação, à hostilidade, ao crime ou à violência”.

A hesitação quanto à defesa do casamento igualitário, após reclamações do pastor Silas Malafaia, colocou Marina em uma situação de constrangimento. Dilma fez campanha prometendo a criminalização da homofobia que em seu governo, também premido por apoios e vetos evangélicos, não foi capaz de cumprir.

Apesar de várias candidatas mulheres à presidência, o tema do aborto está quase interditado no debate, resquício ainda da pauta conservadora da eleição passada, em que o final do primeiro turno se deu entre altares e coroinhas.

Mas nem todas essas dificuldades da realpolitik podem permitir que a homofobia, enquanto discurso de rejeição e ódio, tenha os horários eleitorais como transmissores.

O que se trata por aqui é até mais do que igualdade, respeito ou consideração.

Toda vez que alguém com poder ou influência assume em alto e bom som que é preciso combater homossexuais, o que estão em jogo são vidas humanas.

Dr. Rosinha e irmão de Requião presos pela polícia de Richa; assista aos vídeos

Via Blog do Esmael

O coordenador jurídico da coligação Paraná com Governo, Luiz Fernando Delazari, atende à imprensa em frente ao barracão do PSDB no bairro Portão. Segundo informações preliminares, o deputado federal Dr. Rosinha (PT) e o ex-secretário da Educação, Maurício Requião, foram presos na tarde desta quinta-feira (2) pela polícia política do governador Beto Richa (PSDB).

O deputado federal Dr. Rosinha (PT) e o ex-secretário da Educação, Maurício Requião, foram presos na tarde desta quinta-feira (2) pela polícia política do governador Beto Richa (PSDB).

O irmão do candidato do PMDB e o parlamentar petista foram a um “mocó” do candidato do PSDB, onde se estocava materiais apócrifos contra os adversários Gleisi Hoffmann (PT) e Roberto Requião (PMDB). O objetivo era cuidar para que os panfletos apócrifos não fossem retirados do comitê de Richa.

Assista ao vídeo 1:

Rosinha é coordenador suprapartidário do comitê da presidenta Dilma Rousseff no Paraná.

O ex-secretário de Educação havia denunciado ontem no Blog do Esmael que aloprados tucanos o procuraram pedindo R$ 500 mil para revelar o local da “fábrica de maldades” de Richa. Maurício acionou a Polícia Federal para investigar o caso (clique aqui).

O peemedebista e o petista foram presos em flagrantes porque não queriam evacuar o local. Eles queriam que a imprensa tivesse acesso ao barracão, pois temiam que a polícia política tucana limpasse a cena do crime eleitoral.

Assista ao vídeo 2:

A coordenação da campanha do PMDB deverá pedir à Polícia Federal a prisão do comando das polícias Militar e Civil, bem como do secretário da Segurança que autorizaram a “operação abafa” em favor de Richa.