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Crescem os conflitos pela água em 2012

Em nota pública, Comissão Pastoral da Terra aponta que perto de 185 mil pessoas estiveram em conflitos por água no país

Roberto Malvezzi (Gogó),da CPT

Como era absolutamente previsível, cresceram de forma substancial os conflitos pela água em todo o Brasil em 2012, totalizando 115 conflitos, em 19 estados da União, envolvendo cerca de 184.925 pessoas. Uma das razões fundamentais, sem dúvida, é o registro dos conflitos acontecidos em função da seca (36), embora a própria Comissão Pastoral da Terra (CPT) reconheça que esse registro está aquém do real acontecido e em acontecimento, já que a longa estiagem não acabou.

Mas, a estiagem sozinha não explica o avanço dessa modalidade de conflito. Se abstrairmos os 36 conflitos registrados especificamente como oriundos da seca, mesmo assim totalizam 79, portanto, 11 a mais que em 2011.

Outra indicação séria que a seca não é a razão única do crescimento dos conflitos pela água é que aqueles registrados como oriundos da estiagem se concentram em apenas seis estados, sendo cinco do nordeste e um da região sul (Santa Catarina). Porém, quando nos debruçamos sobre os conflitos de água em geral, então eles abrangem 18 estados da federação. Dessa forma, podemos dizer que os conflitos pela água já adquiriram efetivamente uma dimensão nacional.

Os conflitos mais específicos, gerados pela seca, em muito diferem dos conflitos das longas estiagens do passado. Contam-se na história 41 “grandes secas”, a começar pela primeira registrada pelo Padre Fernão Cardin, de 1583/1585.

Já não temos as intensas migrações, a mortalidade infantil, os saques, as frentes de emergência e tantas outras situações aberrantes que caracterizaram socialmente um fenômeno que é natural. Porém, persistem as ocupações de bancos, órgãos públicos, fechamento de estradas, etc., normalmente para reivindicar políticas públicas e obras estruturantes que empoderem a população para os períodos de estiagem prolongada.

As secas acontecem todos os anos. A cada três décadas os períodos se emendam e elas se tornam mais prolongadas. É o que acontece no momento.

Já quando olhamos especificamente para a tabela dos conflitos pela água de forma geral, então eles estão presentes em todo o território nacional por outras razões: destruição e poluição de mananciais, impedimento de acesso à água, apropriação privada, não cumprimento de procedimentos legais. Esses problemas são causados em sua maioria esmagadora pela construção de hidrelétricas, barragens e açudes, mineradoras, comandados por empresários e ações dos governos estaduais e federal. Há um fenômeno não captado pelos dados que é a apropriação privada dos aquíferos subterrâneos, particularmente no Oeste Baiano, e também das águas de superfície para finalidade de irrigação. Mesmo assim, está evidenciado pelos números quem são os causadores dos problemas e quem são as vítimas.

O Brasil está desencadeando um processo paradoxal relativo à água: por um lado prossegue no rumo da privatização dos serviços de água; da construção de grandes obras que afetam o acesso das populações à água; da poluição de mananciais; da eliminação de mananciais pelo desmatamento e intenso uso da água para fins econômicos, principalmente a irrigação. Por outro lado desencadeou também um processo de abastecimento de água pelo Plano Nacional de Saneamento Básico (PLANSAB), no programa “Água para Todos” e no programa “Oferta de Água”, que inclui também a finalidade econômica. Vem daí a implementação de adutoras de médio e grande porte, sistemas simples de abastecimento para populações rurais, captação de água de chuva para beber e produzir, etc.

Esse paradoxo é por uma razão simples: a falta de visão sistêmica dos gestores nacionais os impede de relacionar a lâmpada com o interruptor, ou seja, não conseguem estabelecer uma política que permita o acesso à água e que também preserve os mananciais. A ganância do capital – hidronegócio –, apoiada pela política dos governos, desequilibra uma gestão que necessariamente deveria ser holística.

Com essa política os conflitos pela água vão estar em linha ascendente.

CONFLITOS EM 2012 NÚMEROS ESTADOS FAMÍLIAS PESSOAS
SECA 36 6 5.201 26.005
ÁGUA 79 5+13=18* 31.784 158.920
TOTAL 115 19 36.985 184.925

*Cinco estados registraram tanto conflitos por seca quanto pela água; 13 só conflitos pela água – Total 18. Um, Alagoas, registrou só conflitos pela seca, perfazendo um total de 19 estados envolvidos nessa categoria de conflito.

Foto: ABr

Os 007 da ajuda humanitária

Por Riad Younes na Carta Capital

Como a morte de Osama Bin Laden influenciou a incidência de doenças graves e a mortalidade de crianças e adultos? Parece uma pergunta com apenas duas possíveis respostas. Ou aumentaram a guerra, os conflitos e as bombas no Oriente Médio, em decorrência da ação militar que o matou e assim muitas pessoas atingidas diretamente foram mortas. Ou o desfecho de Bin Laden não teve absolutamente nada a ver com a saúde dos cidadãos daquela região. Infelizmente, existe uma terceira realidade que foi recentemente constatada e descrita, e que alertou e preocupou autoridades em saúde pública e especialistas ao redor do mundo.

Confiança. A ação fez de médicos com seringa na mão de espiões em potencial, diz o documento. Foto: MiniMorgan

Em artigo publicado na The New England Journal of Medicine, a revista médica mais respeitada da área, dois cientistas americanos do Departamento de Saúde Pública da Universidade de Columbia, Nova York, e do Departamento de Emergência Médica de Harvard, Boston, os doutores L. F. Roberts e M. J. VanRooyen lançaram um alerta dirigido ao presidente Barack Obama. Clamam por neutralidade humanitária na área de saúde pública. A razão é muito clara. Na sua campanha para caçar Bin Laden, os militares americanos e os serviços de inteligência forjaram uma campanha de vacinação falsa. A CIA contratou um médico paquistanês, doutor Afridi, para ir de casa em casa com o propósito de vacinar as famílias. Também aproveitava para coletar pequenas amostras de sangue.

O secretário de Defesa americano Leon Panetta confirmou que a atuação de Afridi foi importante para chegar a Bin Laden. Afridi foi preso e sentenciado a 33 anos de prisão. Os problemas de saúde pública logo surgiram. O Paquistão expulsou os médicos e paramédicos estrangeiros envolvidos no programa Save the Children (Salvem as Crianças) que atuavam na região, suspeitos de trabalharem para a CIA. Alguns foram assassinados. Como resultado, a campanha de vacinação foi interrompida em províncias onde anualmente morrem mais de 100 mil crianças infectadas por doenças de fácil prevenção com vacinas disponíveis.

Em 6 de janeiro de 2013, reitores indignados de 12 universidades e faculdades de Saúde Pública americanas enviaram carta aberta ao presidente Obama, protestando contra a conduta dos serviços militares e de inteligência, que resultou em comprometimento de programas sérios de ajuda humanitária à população necessitada daquela região. Recomendaram fortemente que o governo americano suspendesse as ações militares disfarçadas de atividades de saúde pública. A seguinte frase da carta de protesto foi transcrita no artigo acima citado. “O trabalho de Saúde Pública Internacional constrói a paz e representa um dos meios mais positivos em que estudantes de Saúde Pública, no passado, presente e futuro, perseguem uma vida de serviço e de satisfação. Por favor, não permita que a porta do bem comum lhes seja fechada, por causa de interesses políticos e/ou de segurança que ignoram os tipos de impactos negativos sobre a saúde pública, como estes testemunhados no Paquistão.”

Os autores lamentam que ações como essas tornaram cada enfermeiro com seringa na mão um espião em potencial, cada ambulância ou avião de carga um transporte disfarçado de tropas. Milhões de pessoas ficam obviamente excluídas de ações humanitárias urgentes, sem relação alguma com credo ou nacionalidade. A política pode ser mais letal do que as próprias bombas, as guerras ou os conflitos. E as crianças são as primeiras vítimas. Sempre…

Apesar de avanços no IDH, Brasil está abaixo da média da América Latina

Relatório da ONU na Carta Capital

O Brasil teve um avanço consistente nos últimos 22 anos no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), mas ainda está abaixo do desempenho dos países da América Latina e Caribe. É o que indica o relatórioA Ascensão do Sul: Progresso Humano em um Mundo Diverso (em tradução do inglês), divulgado nesta quinta-feira 13, no qual a sexta maior economia do mundo aparece apenas na 85ª posição, com o índice 0,730 (quanto mais próximo de 1, melhor), entre os 186 países analisados em 2012.

O País está no grupo das nações com IDH considerado elevado.

Foto: Agência Brasil

Foto: Agência Brasil

Segundo o estudo, o Brasil foi um dos países que mais avançou para eliminar a pobreza e a desigualdade, aumentando assim seu desempenho no ranking. Entre 1980 e 2012, o IDH brasileiro passou de 0,522 para 0,730, um aumento de 40%, ou uma média de anual de crescimento em torno de 1,1%.

No mesmo período, a expectativa de vida ao nascer no Brasil subiu 11,3 anos (saindo de 62,5 anos para 73,8), a média de anos de estudo cresceu 4,6 anos e a expectativa de anos de estudo avançou 4,3 anos. Além disso, a renda per capital aumentou 39%.

Mesmo com esse quadro positivo, o País aparece atrás do Chile (0,819), Argentina (0,811), Uruguai (0,792), Venezuela (0,748) e Peru (0,741). O resultado brasileiro também está abaixo da média dos integrantes do grupo dos considerados com desenvolvimento humano elevado (0,758) e dos países da Amértica Latina e Caribe (0,741).

O Pnud ainda compara o Brasil com México (0,775) e Colômbia (0,719), por serem da mesma região e terem número de habitantes próximos. O País perde para ambos e para a média da América Latina quando considerada a expectativa de vida ao nascer.

Por outro lado, mostra desempenho superior nos anos esperados de ensino (também maiores que a média dos países com IDH elevado). Mas volta a perder na média de anos de educação Colômbia, México, América Latina e países com IDH elevado. Entre as maiores rendas, supera apenas os colombianos. (Veja no quadro abaixo)

tabela

 

BRICS

Apesar de estar abaixo dos indicadores da América Latina, em geral, o Brasil tem melhores resultados que os países do BRICS (Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul), grupo das economias que crescem mais rapidamente no mundo. Os dados do Pnud também mostram superioridade brasileira no subgrupo IBAS (Índia, Brasil e África do Sul).

O IDH brasileiro é mais elevado que o da China (0,699), Índia (0,554) e África do Sul (0,629), embora seja superado pela Rússia (0,788). O país também leva a melhor na média dos Brics (0,655) e do IBAS (0,588).

Na maioria dos quesitos (veja o quadro abaixo), o Brasil apresenta melhor desempenho. Com exceção da renda per capita, no qual os seus 10,1 mil dólares por ano são superados pelos 14,4 mil da Rússia, e nos anos esperados de ensino (14,3 anos da Rússia contra 14,2 do Brasil).

Na média de anos de estudo, por outro lado, o país supera apenas a Índia (7,2 anos contra 4,4).

tabela 1

 

Desigualdade de gênero

O Pnud também calculou o ranking de desigualdade de genero, no qual o Brasil (0,447) aparece na 85º posição, entre os 148 países analisados em 2012. Um resultado pior que a média da América Latina (0,419) e dos países com IDH elevado (0,376) e muito abaixo dos primeiros colocados na lista: Holanda (0,045), a Suécia (0,055) e a Suíça (0,057).

O índice considera dados oficiais sobre saúde reprodutiva, poder das mulheres e participação no mercado de trabalho. Quanto mais próximo de zero, menor a diferença de gênero.

Segundo o estudo, no Brasil apenas 9,6% das cadeiras do Congresso são ocupadas por mulheres, contra 24,4% na América Latina e 18,5% nos países com IDH elevado.

O Brasil tem um desempenho melhor que a média latina para as mortes de mulheres por problemas relacionados à gravidez. No País, a cada 100 mil nascimentos, 56 mulheres falecem devido a estas complicações, contra 74 na América Latina. O número é, no entanto, maior que os 47 da média dos países com IDH elevado.

As mulheres adultas brasileiras também são mais educadas que os homens: 50,5% delas atingiram o ensino médio ou superior, comparado com 48,5% dos homens. Na América Latina esse dado é de 49,8% para as mulheres e 51,1% aos homens. Entre as nações com IDH elevado, a média foi de 62,9% para mulheres e 65,2% para os homens.

O Pnud ainda indica uma elevada diferença na participação feminina no mercado de trabalho: 59,6% contra 80,9% dos homens. Na América Latina, essa  média é 53,7% para mulheres e 79,9% para homens. Nos países com IDH elevado fica em 46,8% para mulheres e 75,3% para homens.

O fim do lixo

Por Camilo Rocha no Blog Link do Estadão

FOTO: Tiago Queiroz/ESTADÃO 

Ex-técnico em eletrônica cria cooperativa para dar destino a computadores e celulares velhos em São Paulo. Só que, por falta de informação da população, opera abaixo da capacidade

SÃO PAULO – O carro está com o banco de trás e o porta-malas cheios. Há uma torre de um computador de 15 anos, caixas cheias de CDs e DVDs velhos, outra caixa com pilhas usadas, extensões mortas, uma antiga secretária eletrônica e um roteador apagado. Resíduos tecnológicos acumulados nesses 15 anos. Em 20 minutos, havia me livrado de tudo.

O destino foi a Coopermiti, única cooperativa especializada em lixo eletrônico de São Paulo. Fica numa rua secundária da Barra Funda. Chegando no local, o processo de me livrar da carga foi bem rápido e fácil. Meus velhos objetos se juntaram a outros milhares.

Andando pelo galpão de 2 mil metros quadrados, é impossível não se impressionar com as enormes caixas, divididas por categoria. Uma estava lotada de mouses. Outra tinha placas de circuito impresso. Uma mais adiante cheia de teclados. E uma só com consoles Xbox. Ao fundo, um pequeno museu, com um telefone de discar, videogames antigos e TVs do tempo do Chacrinha.

No outro lado do galpão, imensas gaiolas prendem montanhas de monitores e telas. Passariam por alguma instalação de arte de vanguarda, daquelas que querem denunciar o caráter descartável da sociedade tecnológica.

Pessoas sentadas em bancadas desmontam pacientemente os aparelhos. Bate certo desespero quando passo perto de uma torre de computador sendo desconstruída em dezenas de partes, algumas delas com minúsculos parafusos e componentes de plástico. São centenas de peças em milhões de máquinas ao redor do mundo. Este é o tamanho do desafio do lixo eletrônico.

Alex Pereira, presidente da Coopermiti, conta que a cooperativa existe desde 2008. O projeto original era o de um museu de tecnologia. Mas o plano não conseguiu arrecadar fundos. Alex pensou então em fazer algo com caráter educacional. A ideia teve origem em seu trabalho anterior, de técnico em eletrônica.

“Aprendi muito mexendo em tecnologia antiga. Toda oficina de conserto tem um equipamento velho para você reaproveitar peças. Aí está a base da tecnologia”, diz Pereira, que viu nos objetos ferramentas de capacitação e ensino técnico.

A Coopermiti opera abaixo da capacidade mensal de 100 toneladas desde o primeiro dia em que abriu. Seu pico, no ano passado, foi 40%. Em janeiro, tinha caído para 30%. Por conta disso, os cooperados recebem hoje em média entre R$ 700 e R$ 800 por mês.

Pereira garante que já procurou parcerias com empresas de tecnologia e eletrônicos, mas sempre deu com portas fechadas. “Conseguimos apoio na prefeitura de São Paulo, que nos cedeu o local, luz, água e caminhão com motorista para coleta.” Com a mudança na administração municipal, ele ainda não sabe se a parceria será mantida.

O curioso é que a Coopermiti não recicla o lixo eletrônico gerado pela prefeitura, cuja destinação Pereira não sabe dizer qual é. Do mesmo modo, “os eletrônicos que eles pegam na coleta seletiva não vêm pra gente”.

Além do recebimento de resíduos na própria sede, a cooperativa também faz coleta dentro do município de São Paulo. Se a quantidade na sua casa justificar, uma retirada pode ser agendada. Pereira sugere que vizinhanças se mobilizem para acumular material o suficiente. A cooperativa também recebe lixo coletado de postos de empresas parceiras, como os shoppings Santana e Continental.

Hoje, a Coopermiti só não fica no vermelho por causa do apoio de uma indústria de reciclagem japonesa. A empresa compra resíduos da chamada “linha verde” para extrair metais nobres e raros. “Poucas empresas no mundo têm tecnologia para isso, no Brasil nenhuma. Essa empresa nos apoia como projeto social. Paga à vista e compra o que coletamos”, diz Pereira. O material inclui placas de computador, roteador, memórias e componentes de telefones. No total, são quase cinco toneladas por mês.

Para Pereira, o principal entrave para que a Coopermiti consiga reciclar mais é a “falta de divulgação”. Ele acredita que a população usaria muito mais o local se soubesse de sua existência.

O pensamento coincide com o que contou ao Link Carlos Silva Filho, diretor executivo da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe). Para Silva, a grande maioria da população faria a destinação correta se fosse estimulada e tivesse as condições. A conclusão veio a partir de uma pesquisa que mostrou que 89% dos usuários dos postos de coleta da Abrelpe preferiam guardar velhas peças em casa do que jogá-los em qualquer lugar.

Não é todo mundo que entende as regras. Pereira conta que na Coopermiti já houve problemas com a entrega de TVs de tubo. O velho sistema de TV precisa passar por uma descontaminação especial. Para isso, a cooperativa cobra uma taxa de custo de R$ 5. “Muitos se recusam a pagar, dizem que por sermos ‘da prefeitura’ temos de pegar de graça. E saem falando que vão jogar a TV na rua mesmo.”

Relatório de 2010 da ONU aponta que Brasil é o terceiro país que mais joga fora televisores, perdendo apenas para México e China. O mesmo levantamento diz que o Brasil descarta 96,8 mil toneladas de computadores por ano e 17,2 mil toneladas de impressoras. Segundo o relatório, o Brasil é também o segundo maior gerador de lixo proveniente de celulares, com 2,2 mil toneladas por ano, perdendo apenas para a China.

As alternativas para o descarte correto desse lixo ainda são poucas. Enquanto isso, a rotatividade de nossos aparelhos não dá sinais de arrefecer. Uma projeção recente feita pela Samsung mostra que, em 2013, 50% dos celulares brasileiros serão smartphones, que ficarão mais acessíveis para faixas da população com renda menor.

Esse dado se relaciona com um levantamento feito pelo Clube Pitzi, empresa de seguro para celulares, que mostra que 50% dos usuários pretendem trocar de celular num período de seis meses a dois anos.

Pereira cita um estudo da USP que diz que cada residência tem cerca de três equipamentos eletrônicos aguardando destinação. “Se juntar tudo isso com a população de São Paulo, você vai ver que não estamos fazendo nem cosquinha. Mesmo se estivéssemos operando em capacidade máxima, a cidade precisaria de umas 20 Coopermitis.

São Paulo faz operação contra consumo de álcool por menores de idade no carnaval

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Por Bruno Bocchini na Agência Brasil

São Paulo – Agentes da Vigilância Sanitária estadual e municipal de São Paulo e da Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) fiscalizarão a venda de bebidas alcoólicas para menores de idade em bailes, casas noturnas, bares e outros estabelecimentos e em ruas por onde passam blocos, cordões e trios elétricos carnavalescos. A operação será feita a partir de hoje (8) até a próxima terça-feira (12).

Os agentes também irão inspecionar o Sambódromo do Anhembi, quiosques de praia e estabelecimentos de cidades do litorais sul e norte de São Paulo.

“Estudos apontam que, quanto mais cedo os jovens começam a beber, maiores são as chances de desenvolverem dependência química no futuro. Por isso, os nossos esforços são para evitar o consumo precoce e nocivo de bebidas alcoólicas por adolescentes neste período de Carnaval”, disse a diretora do Centro de Vigilância Sanitária Estadual, Maria Cristina Megid.

A lei antiálcool estadual, em vigor desde novembro de 2011, proíbe que bares, restaurantes, lojas de conveniência, entre outros, vendam, ofereçam e permitam a presença de menores de idade consumindo bebidas alcoólicas no interior dos estabelecimentos, mesmo que acompanhados de seus pais ou responsáveis.

Os estabelecimentos infratores estão sujeitos à multa até R$ 96,8 mil, a interdições e até a perda da inscrição no cadastro de empresas do estado.

Edição: Juliana Andrade

Confira nove dicas de saúde para não passar o carnaval no pronto-socorro

Doenças, problemas com drogas e acidentes são comuns nessa época.
Cuidados básicos garantem a ‘sobrevivência’ nos quatro dias de festa.

Por Iberê Thenório

O feriado mais esperado do ano promete muita música, sol e diversão. Sem cuidados básicos com a saúde, contudo, a festa pode terminar, na melhor das hipóteses, na farmácia. Para descobrir quais são os problemas mais comuns nessa época e como evitá-los, o G1 conversou com especialistas da área e elaborou um “guia de sobrevivência” para você sair ileso aproveitando o máximo do carnaval:

 

 

Saiba como deixar suas plantas muito bem hidratadas enquanto você curte o feriado de carnaval sem preocupações

No Flores de Lulu

 Carnaval chegou e as malas já estão prontas. São quatro dias fora de casa.

E as plantas? O que fazer com elas?

Não se desespere. Vou explicar aqui algumas maneiras de mantê-las lindas, mesmo quando você não está perto para cuidar delas.

A primeira providência é jamais encharcar a terra. A planta só absorve o que realmente necessita. O restante da água irá para o fundo do vaso e pode, inclusive, transbordar para o pratinho. Além de apodrecer as raízes e até matar a planta, você ainda corre o risco de criar um ‘hotel’ para mosquitos da dengue.

Uma alternativa é deixar as plantas em locais com umidade natural. Varandas são sempre boas opções. Gotejadores também são úteis quando você está ausente e são facilmente encontrados em lojas especializadas. Com formatos semelhantes aos frascos de soro, costumam custar bem baratinho. Existe ainda um suplemento de irrigação em forma de gel que é colocado na base da planta para liberar umidade.

Se você não quer (ou não pode) usar nenhuma das opções acima, há uma solução bem mais simples (veja abaixo e também na galeria um guia passo a passo).

1- Escolha uma garrafa pet com plástico duro e de tamanho adequado para a sua planta.

2- Retire a tampa a faça um furo mediano. Cuidado com o tamanho, porque a água deve ter escoamento controlado.

3- Coloque água na garrafa em quantidade suficiente para durar os dias de sua ausência, mas não encha totalmente.

4- Faça um buraco na terra para você poder encaixar a garrafa.

5- Coloque a garrafa na terra e verifique se está bem encaixada e firme.

6- Faça um pequeno furo na base da garrafa para eliminar a pressão.