Arquivos da categoria: Vida e Saúde

EUA anunciam primeira infecção por ebola contraída em território americano

Por Leandra Felipe | Via Agência Brasil

Os Estados Unidos anunciaram hoje (30) o primeiro caso de infecção por ebola diagnosticado em território americano. De acordo com um comunicado do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) divulgado hoje à tarde em Atlanta, Georgia, o paciente – cuja identidade não foi divulgada – é do sexo masculino e está internado em um Hospital em Dallas, Texas.

Em uma entrevista coletiva, o diretor do CDC, Thomas Frieden, disse que a pessoa infectada está em tratamento e “estritamente isolada” desde que surgiram os primeiros sintomas da doença. Segundo ele, o paciente voltou de uma viagem à Libéria (África) no dia 19 de setembro e chegou aos Estados Unidos um dia depois. Os exames feitos após a internação (e o surgimento dos sintomas) confirmaram a contaminação por ebola.

O diretor do CDC garantiu que não há motivo para “pânico” ou preocupação, porque o paciente foi isolado assim que surgiram os primeiros sintomas da doença. A fase infecciosa do ebola começa após o surgimento dos sintomas, como febre, vômito e dores de cabeça.

Em agosto, a Agência Brasil entrevistou a médica brasileira Denise Cardo, diretora da Divisão de Controle de Infecção Hospitalar do CDC que disse, na época, que nenhum país do Continente Americano tinha casos diagnosticados de ebola. Os três casos tratados anteriormente nos Estados Unidos foram diagnosticados na África e trazidos para tratamento no país.

Denise afirmou que o risco de contaminação fora da África não estava descartado devido à mobilidade humana. No caso dos Estados Unidos, o país mantém uma campanha de alerta para viajantes que viajam ou regressam do Oeste africano, especialmente dos países mais atingidos: Guiné, Libéria e Serra Leoa.

Segundo as últimas estatísticas da Organização Mundial da Saúde (OMS), os números indicam que mais de 6,5 mil pessoas podem estar infectadas nos três países mais afetados. O atual surto é considerado pela ONU como uma “ameaça global” e o organismo avalia serem necessários U$10 bi para combater a doença.

Richa cortou recursos destinados à prevenção e monitoramento de cheias

Por Eduardo Mira | Via Requião PMDB

Gazeta do Povo/Reprodução

As chuvas dos últimos dias já causaram estragos em pelo menos 18 municípios do Paraná. Em Francisco Beltrão, o Rio Marrecas subiu 4 metros e 20 famílias estão desabrigadas. Ruas estão alagadas e a população está em alerta.

As cheias acontecem algumas semanas depois de o atual governo cortar R$ 10 milhões que estavam destinados à gestão de riscos naturais, como enchentes e vendavais, para saldar uma dívida com o BRDE.

O governador Beto Richa, que se afastou do governo por uma semana para se dedicar exclusivamente à campanha eleitoral, desamparando ainda mais os desabrigados, assinou no início de setembro o Decreto 11.994, cortando cerca de R$ 200 milhões a título de “remanejamento orçamentário”.

A verba deveria ser investida em equipamentos e mapeamentos para modernizar o sistema de monitoramento, prevenção e alerta de desastres naturais. Segundo os especialistas no assunto, o monitoramento permite que as autoridades saibam com antecedência de três dias a incidência de desastres naturais.

Até a manhã desta segunda, os temporais haviam prejudicado 1.429 pessoas, segundo o último boletim divulgado pela Defesa Civil. O mau tempo danificou 153 residências e ao menos 38 pessoas permaneciam desalojadas, ou seja continuam abrigadas na casa de amigos ou parentes. Cascavel, no oeste – com 270 pessoas atingidas -, Nova Tebas, no norte – outras 258 – e Nova Cantu, na região central – com mais 200 – são as cidades mais atingidas pelo mau tempo.

A previsão para os próximos dias, conforme o Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar), é de mais chuvas, principalmente no sul, oeste e sudoeste do estado, em especial nas áreas mais próximas da divisa com Santa Catarina.

Bob Fernandes: Racionamento d’água, abortos… e o silêncio hipócrita

Por Bob Fernandes | Via Facebook

Em várias cidades de São Paulo, incluída a capital, têm faltado água. Mas se evita usar a expressão “racionamento”.

Usam eufemismos para “racionamento”. E fazem de conta ser São Pedro o responsável único… Porque tem eleição.

Marina (PSB), ambientalista, escapa desse assunto. Porque o governador Alckmin (PDSB) é aliado…mesmo não sendo; não é aliado na construção da “pureza”. Se torna aliado na hora da busca do voto.

Aécio Neves não pode falar em água nem em racionamento em São Paulo… Porque tem eleição.

Em Minas, na Serra da Canastra, a nascente do Rio São Francisco secou. Ninguém, a não ser São Pedro, tem nada com isso… Porque tem eleição.

Na ONU, o Brasil não assinou a “Declaração sobre Florestas”. Aécio e Marina usaram o mesmo verbo, lamentar. Lamentaram.

Já Dilma diz que houve “só um aumentinho” do desmatamento em 2013. E que Marina mente ao falar sobre esse assunto.

A ONU não diferencia o que é legal e o que é ilegal no manejo das florestas: é o que alega o governo para não ter assinado a “Declaração sobre Florestas”.

O tema “Florestas” exige saber e profundidade. Mas o debate é, tem sido mais raso do que o nível dos reservatórios em São Paulo… Porque tem eleição.

Elizângela Barbosa,32 anos, mãe de três filhos, fez aborto clandestino em Niterói. E morreu.

Como morreu Jandira dos Santos,27 anos, que saiu de casa para fazer um aborto e um mês depois, nesta terça-feira, 23, foi encontrada carbonizada em Guaratiba (RJ).

A cada ano 800 mil mulheres abortam clandestinamente. Segundo o Ministério da Saúde, a cada dois dias uma mulher morre no Brasil ao fazer aborto clandestino.

Quem tem dinheiro aborta com segurança. Quem não tem… que se vire. O tema é tabu cercado por hipocrisia.

O PT de Dilma e Lula já teve opinião categórica sobre o aborto legal. Mas recuou… Porque tem eleição.

Há questões de fé nesse debate. Respeite-se as opiniões. Mas tem quem prefira debater estatísticas, quantas mulheres morrem ou não. Portanto, quantas mortes seriam “aceitáveis”.

Debate hipócrita… Porque tem eleição.

Brasil: campeão em redução dos gases do efeito estufa

Por Giorgio Romano Schutte | Via Brasil Debate

Entre os avanços está a redução do desmatamento de uma média de 20.000 km2, no período de 2001-2004, para 12.000 km2 entre 2005-2009 e 7200 km2 de 2009 a 2010

Como país em desenvolvimento, o Brasil tem um duplo desafio: criar as condições para um desejado aumento do padrão de vida para sua população, o que exige disponibilidade de recursos energéticos, e, ao mesmo tempo, procurar uma eficiência energética, aumentando o rendimento da energia disponível. Em outras palavras, tentar reduzir o crescimento da demanda sem comprometer o padrão de qualidade de vida, e aumentar a participação de fontes renováveis produzidas no país com domínio tecnológico endógeno. O resultado do esforço para garantir condições de crescimento, sem constrangimentos externos, gerou uma matriz energética bastante diferenciada no Brasil, se comparada internacionalmente. Embora os esforços no campo de etanol e energia hidrelétrica não tenham sido motivados originalmente pelo desejo de gerar uma matriz de baixo carbono, foi este o resultado.

Assim, enquanto a matriz energética mundial é composta por 81% de combustíveis fósseis, esse número é 53% no Brasil. A participação de fontes renováveis chega a 45% no Brasil, contra 13% no mundo. No caso da matriz para energia elétrica, no Brasil as fontes de origem fóssil representam 10%, enquanto que mundialmente essa porcentagem é de 68%. Isso acontece porque a utilização de fontes renováveis chega a 86% no Brasil, contra somente 18% globalmente.

Em tese, essa matriz diferenciada deveria ficar evidente, também, diante da atenção que o mundo começou a dar às emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE). Mas, no primeiro momento, não foi o que aconteceu. O motivo foram as queimadas, principalmente na Floresta Amazônica, como parte de uma lógica selvagem de expansão de terras agrícolas, com destaque para a produção de soja e carnes, além da própria madeira. Elas foram, durante muito tempo, a principal fonte de emissão de GEE, registradas como mudanças do uso da terra e florestas, na sigla inglesa LUCF (Land Use Change and Forest). Ou seja, a matriz energética de baixo carbono ficou escondida por detrás da fumaça das queimadas. O Primeiro Inventário Brasileiro de Emissões Antrópicas de Gases de Efeito Estufa foi publicado em dezembro de 2004 e se referia ao período 1990-1994 (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação). O segundo inventário, de 2010, referia-se ao período 1990-2005 e identificava uma participação das emissões da energia de 16,48% no total das emissões de GEE do Brasil. No caso do desmatamento, calculou-se 64,1%.

E foi justamente nesse campo que o Brasil conseguiu avanços impressionantes, pouco conhecidos de um público mais leigo e, sobretudo, pouco valorizados no mundo e até no próprio Brasil. Por meio de uma série de políticas coordenadas e do monitoramento avançado realizado pelo Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (INPE), o país reduziu o desmatamento de uma média de 20.000 km2, no período de 2001-2004, para 12.000 km2, entre 2005-2009, e 7200 km2 entre 2009-2010.

Em 2004, o governo lançou o Plano de Ação para a Prevenção e o Controle do Desmatamento na Amazônia Legal, um conjunto de medidas coordenadas entre as esferas federais, estaduais e municipais. No âmbito federal, houve um esforço de integração das atividades do INPE, da Política Federal, do Exército Brasileiro e da Polícia Rodoviária, o que aumentou a fiscalização, com apreensão e venda de bois piratas.

Fundamental, também, foi o aumento da capacidade de monitorar a floresta na Amazônia legal, por sensoriamento remoto. O INPE implantou o Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), e o Ibama criou o Centro de Monitoramento Ambiental (Cemam), além de investir, a partir de 2005, em um programa de qualificação dos fiscais ambientais.

Em seguida, o governo lançou o Decreto 6321, de 2007, que estabeleceu a base legal para identificar e atuar em municípios com elevada taxa de desmatamento. No ano seguinte, o Conselho Monetário Nacional (CMN) publicou a Resolução 3445, que determinou a proibição de empréstimos a proprietários de terras envolvidos com o desmatamento. O acesso a crédito para atividades na Amazônia legal passou a ser concedido somente com a comprovação de conformidade em relação à legislação ambiental e fundiária.

A queda consistente do desmatamento não significa que o Brasil tenha alcançado um nível aceitável, muito menos que não haja necessidade de consolidar e aprimorar a capacidade de monitoramento. O pano de fundo é que, com a restrição à expansão selvagem, o agropecuário está sendo estimulado a organizar sua expansão por meio de ganhos de produtividade e intensificação. De fato, é visível uma redução das áreas de pastagens a partir de meados da década de 2000.

Há de se considerar que a queda do desmatamento verificada em menor escala no início da década de 1990 coincidiu com uma conjuntura de crise econômica interna e depressão dos preços dos produtos de agroexportação envolvidos no desmatamento. Nesse sentido, a forte queda verificada a partir de segunda metade da década de 2000 chama mais atenção ainda, pois coincide com uma fase de expansão da economia interna e uma forte valorização dos preços dos produtos agrícolas nos mercados internacionais, em particular a carne e a soja. Pode-se afirmar, portanto, que não se trata de pontos fora da curva, mas de uma alteração estrutural no manejo da questão, em particular, mas não somente, na Amazônia legal.

Baseado nessa conquista, o Brasil conseguiu se apresentar como campeão de redução de GEE: -38,7% no período entre 2005 e 2010, fato inédito no mundo. A participação das queimadas no total de emissões brasileiras caiu de 57,5% em 2005 para 22,4% em 2010, alterando de forma significativa o padrão de emissões. Em 2012, o Brasil registrou uma emissão de GEE proveniente da queima de energia fóssil nas térmicas superior às emissões causadas pelo desmatamento.

No ano seguinte, em Copenhagen, na Conferência das Partes (COP) 15 – órgão supremo decisório no âmbito da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), um tratado da Organização das Nações Unidas (ONU) fruto da ECO-92 – houve uma reviravolta da posição brasileira e o governo assumiu compromissos nacionais voluntários com metas de redução das emissões na faixa de 36,1% a 38,9% em relação à sua projeção para 2020 (ano base 2005).

Estes compromissos foram incluídos na codificação do Plano Nacional sobre Mudança do Clima (Lei 12.187 de 29 de dezembro de 2009), regulamentado em 9 de dezembro de 2010 pelo Decreto 7390. A lei instalou Planos Setoriais de Mitigação e Adaptação à Mudança do Clima. Em 2011 e 2012, foram elaborados os Planos Setoriais das áreas de Indústria, Mineração, Transporte/ Mobilidade Urbana e Saúde.Por todas essas ações do governo Lula e Dilma, o Brasil se coloca entre os principais atores na discussão mundial sobre novos acordos internacionais na luta complexa que defende desenvolvimento com inclusão, e prioriza a luta contra os gases de efeito estufa e as mudanças climáticas.

Giorgio Romano Schutte é professor de Relações Internacionais e Economia da Universidade Federal do ABC (UFABC) e membro do Núcleo Estratégico de Estudos sobre Desenvolvimento, Democracia e Sustentabilidade (NEEDDS)

88% aprovam mais ciclovias em São Paulo, diz estudo

Via Pragmatismo Político

Maioria da população de São Paulo aprova a ampliação das ciclovias, revela pesquisa (Imagem: Pragmatismo Político)

Maioria da população de São Paulo aprova ampliação das ciclovias. Tema gerou polêmica esta semana. Senador Aloysio Nunes disse que as ciclofaixas atrapalhavam ‘ricos’ de Higienópolis. Professora da PUC falou em ‘propaganda do PT’

Apesar da polêmica com a criação de espaços exclusivos para o tráfego de bicicletas e a consequente diminuição do espaço para carros nas ruas da capital paulista, 88% dos paulistanos são a favor da construção e ampliação de ciclovias. Isto é o que aponta a oitava edição da pesquisa sobre mobilidade urbana realizada pelo Ibope e pela Rede Nossa São Paulo divulgada nesta quinta-feira.

Além da aprovação do paulistano às ciclovias na cidade, o levantamento mostra que nove em cada 10 moradores da capital paulista aprovam a ampliação das faixas exclusivas para ônibus, criadas na gestão do prefeito Fernando Haddad (PT). A íntegra da pesquisa pode ser vista aqui.

Polêmica

Ainda esta semana, o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) afirmou que as ciclofaixas incomodavam os moradores de Higienópolis, bairro nobres de São Paulo. A professora de semiótica da PUC, Lucia Santaella, foi mais longe. No Facebook, alertou para o fato de que o vermelho é “uma descarada propaganda do PT”, ou uma encomenda “do diabo em pessoa”. O TRE-SP, por sua vez, rejeitou por unanimidade a ação judicial que relacionava a cor da ciclofaixa à suposta propaganda partidária.

com Rádio Bandeirantes

São Pedro? Relatora da ONU diz que governo de SP é culpado pela falta de água

Via SpressoSP

Portuguesa Catarina de Albuquerque acha “inconcebível” que as perdas hídricas estejam em torno de 40% no estado de São Paulo

Ainda que insista na tese de que a crise de abastecimento de água em São Paulo seja derivada unicamente de fatores climáticos, o governo do estado tem sido contestado por diversos especialistas. Agora, foi a vez da relatora da Organização das Nações Unidas (ONU) para a questão da água, a portuguesa Catarina de Albuquerque, apontar que a atual situação é responsabilidade da gestão governamental, e não de São Pedro.

“Admito que uma parte da gravidade poderia não ser previsível, mas a seca, em si, era. Tinha que ter combatido as perdas de água. É inconcebível que estejam quase em 40%”, disse a relatora em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo.

As declarações de Albuquerque foram dadas na semana passada na cidade de Campinas, ocasião em que participou de um evento a respeito da crise hídrica no estado. “Temos de nos planejar em tempos de abundância para os tempos de escassez. E olhar para a água como um bem precioso, indispensável à sobrevivência humana”, afirmou.

Programa Mais Médicos implica mais infraestrutura

Por Airton Fischmann, via Imagem Política

Uma das críticas feitas por entidades médicas ao “Programa Mais Médicos” é a de que os profissionais brasileiros não se interessam pelo trabalho em áreas críticas, porque as Unidades Básicas de Saúde não têm infraestrutura suficiente para garantir um bom atendimento.

Segundo o ministro da Saúde, Arthur Chioro, ao ministrar aula magna na Faculdade de Direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie, na capital paulista, no dia 28 de abril passado, a afirmação descrita no parágrafo anterior não é procedente. Quando ainda Secretário da Saúde de São Bernardo do Campo “ tínhamos uma estratégia de implantação de equipes de saúde da família mas não conseguíamos formar as equipes para trabalhar nas periferias por falta de médicos”, disse. Ou seja, em unidades de saúde com boa infraestrutura, não conseguia contratar médicos que se dispusessem a trabalhar nas áreas periféricas do município.

De acordo com o ministro, a expansão da oferta de vagas na área médica, tanto na rede privada como na pública, ocorre por conta do crescimento da infraestrutura da Rede de Atenção Básica nos últimos anos, que ascendeu em maior escala do que o número de egressos das faculdades de medicina. “Só o governo federal está investindo R$ 5,2 bilhões na reforma, ampliação e construção de 27 mil Unidades Básicas de Saúde em todo o Brasil. Caso nada fosse feito, a tendência seria o agravamento da situação, ou seja, a concentração ainda maior de profissionais apenas nos grandes centros”, destacou.

“Atualmente, o Brasil conta com 374 mil profissionais médicos. “Com o aumento da oferta de cursos de medicina, um dos pilares do Programa Mais Médicos, pretendemos chegar à marca de 600 mil médicos já em 2026, alcançando a meta traçada pela OMS de 2,7 médicos por mil habitantes”.

“Para isso, serão criadas 11.500 vagas em cursos de medicina até o final de 2017, em cidades do interior do país onde haja infraestrutura hospitalar, rede básica e rede de urgência e emergência – com prioridade para as regiões Norte e Nordeste. “Além disso, haverá mais 12.400 vagas para residência médica. Só o Ministério da Educação (MEC) está investindo R$ 2 bilhões para obras em 14 hospitais universitários”, lembrou Chioro.

Além do ministro da Saúde, participaram do debate o ministro-chefe da Advocacia Geral da União (AGU), Luis Inácio Lucena Adams, o subprocurador geral da República, Eugênio José Guilherme de Aragão, o procurador geral de Justiça do estado de São Paulo, Márcio Fernando Elias Rosa, e o presidente da seção São Paulo da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcos da Costa.

O ministro-chefe da AGU, Luis Inácio Lucena Adams, enfatizou que o alicerce do Programa Mais Médicos é a prerrogativa constitucional do Estado brasileiro de prover saúde à população. “A Constituição, em seu Artigo 196, estabelece que o Sistema Único de Saúde tem competência para estabelecer programas e políticas de formação de profissionais de Saúde”. Segundo Adams, alguns países adotam o serviço civil obrigatório, no qual o médico é obrigado a exercer a profissão em locais nos quais o Estado determina como parte da contribuição que o mesmo fez pela sua formação. O Programa Mais Médicos cria uma formação específica na Atenção Básica associada ao exercício profissional, da mesma forma como é feito na residência médica. “A característica central do programa é a formação do profissional médico, dessa forma o Estado se apropria de sua experiência oferecendo a ele um curso com a avaliação de supervisores e tutores vinculados a universidades”, enfatizou.

Para o subprocurador geral da República, Eugênio José Guilherme de Aragão, o Mais Médicos conseguiu, de fato, chegar à população residente nos lugares mais distantes dos grandes centros, que mais padecia de assistência e “agora pode contar novamente com acesso de qualidade”, finalizou.

Airton Fischmann é Médico, especialista e mestre em Saúde Pública pela USP, Ex consultor da Organização Panamericana de Saúde e Médico aposentado da Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul.