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Swissleaks: fundo de investimento de Armínio Fraga é investigado nos EUA

Por Amaury Ribeiro | Via R7

Fundo de ex-presidente do Banco Central teria transferido US$ 4,4 mi das Cayman para Suíça.

O fundo intitulado Armínio Fraga Neto Fundação Gávea, do ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, é investigado nos Estados Unidos por ter transferido US$ 4,4 milhões de uma conta nas ilhas Cayman para outra conta do HSBC na Suíça. A informação é de uma fonte do FBI, polícia federal norte-americana.

Documentos apontam ainda que, para supostamente evitar a tributação de impostos, Fraga teria declarado à Receita Federal que o fundo era filantrópico, ou seja, isento de tributos.

Ao R7, Fraga disse que a investigação nos EUA é “100% ficção”, mas admite que o fundo existiu.

— Investi nesse fundo há sete ou oito anos, mas tudo dentro da legalidade. Todas as minhas contas, de minha família e da Gávea Investimentos são declaradas perante as autoridades competentes, brasileiras e americanas. Não houve esta transferência mencionada, houve sim um investimento regular e documentado. Não temos notícia de qualquer investigação sobre o tema.

Fraga foi presidente do Banco Central de 1999 a 2003, no governo Fernando Henrique Cardoso, participou da elaboração do plano de governo de Aécio Neves e era cotado para ser ministro da Fazenda do tucano. Ele tem cidadania dupla, brasileira e norte-americana.

As autoridades americanas chegaram ao fundo após investigar a lista dos clientes de todo mundo que mantinham contas no do HSBC da Suíça. A lista foi vazada a jornalistas por um ex-funcionário do banco, no caso que ficou conhecido como “Swissleaks”.

A apuração aponta que a conta beneficiada era de compensação. Conhecida como “conta-ônibus”, que só serve para transportar dinheiro — não é possível, por exemplo, fazer investimentos por ela.

Os documentos levantados pelas autoridades norte-americanas mostram ainda que antes de ser depositado no HSBC, o dinheiro foi transferido para outra conta, no Credit Bank da Suíça, supostamente para fugir do rastreamento.

As investigações apontam que, após ser enviado à Suíça, o dinheiro teria voltado para uma conta no America Bank de Nova York.

Os investigadores pediram a quebra de sigilo do fundo.

Swissleaks tem mais de 8.000 brasileiros

O vazamento de detalhes de contas de mais de 100 mil clientes do banco HSBC na Suíça, em fevereiro, foi batizado de “Swissleaks”. Os dados distribuídos em cerca de 60 mil documentos mostram movimentações nas contas entre 1988 e 2007, totalizando mais US$ 100 bilhões. Na lista, estão os nomes de 8.667 brasileiros que depositaram US$ 7 bilhões apenas entre 2006 e 2007.

As informações foram cedidas ao jornal francês Le Monde pelo ex-funcionário do HSBC em Genebra, Herve Falciani. O periódico francês compartilhou os dados com mais de 140 jornalistas de 54 países do ICIJ (Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos) que comanda desde então a análise e divulgação do Swissleaks.

O ministro José Eduardo Cardozo determinou que a Polícia Federal apure possíveis crimes relacionados às movimentações nas contas dos brasileiros. A Receita Federal já conduz uma investigação em busca de indícios de evasão de divisas, sonegação de impostos e lavagem de dinheiro. Apenas a posse da conta e a movimentação de valores no exterior não configura crime.

Alemanha: Duros protestos em resposta a inauguração da nova sede do BCE

Via DW

Viaturas policiais são queimadas, barricadas fecham ruas e polícia entra em choque com manifestantes em Frankfurt, poucas horas antes de o Banco Central Europeu inaugurar sua bilionária nova sede.

Milhares de manifestantes contrários às políticas de austeridade europeias entraram em confronto com a polícia nesta quarta-feira (18/03) em Frankfurt, nas proximidades da nova sede do Banco Central Europeu (BCE). Cerca de 350 ativistas foram presos, e cerca de 90 policiais e dezenas de ativistas ficaram feridos.

Os distúrbios aconteceram em diversos pontos da cidade, poucas horas antes da cerimônia de inauguração da nova sede do BCE, que custou cerca de 1,3 bilhão de euros. Diversas viaturas policiais foram incendiadas e ruas foram bloqueadas por barricadas improvisadas com pneus e latões de lixo em chamas. Os policiais utilizaram canhões de água e gás lacrimogêneo para tentar dispersar os manifestantes.

A porta-voz da polícia de Frankfurt, Claudia Rogalski, descreveu o clima entre os manifestantes como agressivo. “Pedras foram atiradas, latões de lixo foram queimados e viaturas policiais foram danificadas, muitas delas incendiadas”, afirmou. Segundo a polícia, ao menos sete viaturas foram queimadas e outras sete, danificadas. Diversas ruas do Frankfurt estão bloquedas, e parte do transporte público não está funcionando, incluindo uma linha de metrô e bondes de superfície.

Segundo a polícia, a maioria dos manifestantes do movimento Blockupy protestava pacificamente. O próprio Blockupy disse condenar a violência, que partiu de uma minoria de manifestantes, parte deles vestida de preto e com o rosto coberto.

O Blockupy – uma referência ao movimento Occupy Wall Street que tomou parte do centro financeiro de Nova York em 2011 – esperam que cerca de 10 mil pessoas participem dos protestos ao longo do dia. Milhares de manifestantes vieram de outras partes da Europa para tomar parte nos protestos. Há várias manifestações previstas ao longo do dia em Frankfurt.

“Nosso protesto é contra o BCE como membro da troica, que, apesar de não ser democraticamente eleita, prejudica o trabalho do governo da Grécia. Queremos o fim das políticas de austeridade”, afirmou Ulrich Wilken, um dos organizadores da manifestação. “Queremos um protesto ruidoso, mas pacifico.”

A “troica”, recentemente rebatizada de “instituições”, é composta pelo BCE, pela Comissão Europria e pelo Fundo Monetário Internacional e tem a tarefa de monitorar o cumprimento das condições impostas nos acordos de resgate financeiros de países europeus que enfrentam dificuldades econômicas, como a Grécia.

Alba exige que EUA anule decreto contra Venezuela

Via AFP

Reunião da Alba no Palácio de Miraflores, em Caracas. AFP / Federico Parra

A Aliança Bolivariana para os Povos da América (Alba) exigiu nesta terça-feira do presidente Barack Obama a anulação do decreto que considera a situação política da Venezuela uma “ameaça incomum e extraordinária” para a segurança dos Estados Unidos.

Em declaração firmada em Caracas e lida pelo presidente venezuelano, Nicolás Maduro, a Alba exige do “governo dos Estados Unidos a derrogação da ordem executiva, que constitui uma ameaça à soberania da Venezuela”.

“A irmã República Bolivariana da Venezuela não representa ameaça para qualquer país sendo uma nação solidária que já demonstrou sua vontade de cooperar com os povos e os governos da região”, acrescenta o documento, que exige de Washington “a suspensão imediata da perseguição e da agressão” contra este país.

Imerso em uma severa crise econômica, escassez de artigos básicos, recessão e falta de divisas, o governo Maduro lidera uma ofensiva diplomática para responder às sanções impostas pelo presidente dos Estados Unidos contra seis altos militares e policiais e uma procuradora, acusados de violar direitos humanos e estar envolvidos em casos de corrupção.

A medida de Washington, que tachou a Venezuela como “uma ameaça extraordinária à segurança nacional e à política externa dos Estados Unidos”, lançada em 9 de março, já havia gerado manifestações de apoio por parte da Unasul, do Movimento de Países Não Alinhados, e de grupos regionais de esquerda.

Nesta terça-feira, o governo venezuelano publicou uma “carta ao povo dos Estados Unidos” no jornal New York Times negando ser uma ameaça para o país e exigindo a derrogação das recentes sanções impostas pelo presidente Obama.

Em um preâmbulo à reunião em Caracas, o líder cubano Fidel Castro também afirmou em uma carta a Maduro que a Venezuela está preparada tanto no campo diplomático como militar para enfrentar “a insólita política de ameaças e imposições dos Estados Unidos”.

Além de Venezuela, Cuba e Bolívia, a Alba é formada por Equador, Nicarágua, Antígua e Barbuda, Comunidade da Dominica, Santa Lúcia, Granada, São Cristóvão e Neves, e São Vicente e Granadinas.

A Alba foi criada em 14 de dezembro de 2004 por Hugo Chávez (falecido em 2013) e Fidel Castro (que deixou o poder em 2006) como alternativa à Alca, o Acordo de Livre Comércio entre as Américas, defendida pelos Estados Unidos.

Diálogos Desenvolvimentistas: O ataque a Petrobras e a sanha entreguista

Os ataques que a imprensa corporativa têm realizado contra a Petrobras renderam uma boa discussão entre os integrantes do grupo. Nela fala-se sobre o papel dos partidos na defesa ou entrega do patrimônio nacional, a tão falada correlação de forças na implementação das alternativas reais e por fim sobre a conjuntura internacional atualmente desfavorável para os países produtores de petróleo, por conta principalmente do dumping de mercado promovido pelos EUA e Arábia Saudita.

Confira este interessante diálogo:

Luiz Carlos Cruz – Não devo fazer juízo de valor do blog Conversa afiada e de entidades pró-governo que assinam esta NOTA difusa, porém em relação a Defesa da Petrobras, não faltou citar:

Que a Petrobras não foi constituída para pagar dividendos a acionistas;

Que defender a Petrobras é reestatizar e torná-la 100% publica com monopólio do Estado brasileiro;

Que defender a Petrobras é acabar com os leilões de petróleo;

Observação:

Quem realizou e entregou o leilão de libra foi este governo do neo PT.

Tania Faillace – Entre as muitas desvantagens de ser velho, surge uma vantagem: fomos testemunhas de acontecimentos que já ninguém sabe como aconteceram.

A Petrobras foi criada com cláusula de monopólio estatal. Ponto.

No governo militar de Médici, essa cláusula foi removida, permitindo leilões e outras transações.

Geisel, quando assumiu, nunca usou essa cláusula, porque tinha sido presidente da Petrobras, e era um nacionalista ferrenho.

Figueiredo também não a usou.

Foi essa uma das razões, aliás, porque os norte-americanos, que tinham trabalhado em favor do golpe de 1964, se desgostaram dos militares e resolveram apostar nos civis para lhes dar o que eles esperavam que os militares lhes dessem. E foi pela mesma razão, que a “democratização” não atendeu à reivindicação de Diretas Já. Governo civil, sim, mas com eleitorado reduzido. Na ocasião, foi feita uma verdadeira campanha terrorista contra uma possível candidatura Maluf – que não conseguiriam controlar.

E foi eleito (?) Tancredo Neves (que não merecia o neto que tem), amigo de Getúlio, trabalhista dos antigos.

Mas Tancredo não deveria ser empossado. Levaram-no para um exame no célebre Hospital da Base (célebre cenário de muitos mistérios), e abriram-lhe o abdômen sem fazer a competente lavagem intestinal, e permitindo na sala de cirurgia pessoas com roupas de rua, e sapatos!, conforme denunciou sua irmã depois e ninguém a ligou.

Resultado: septicemia por infecção hospitalar.

E assumiu Sarney que era o homem pré-indicado, mas não tinha cacife para eleger-se diretamente naquele momento. Sarney fechou DNOCS, DNOS, BNH, SUDENE e SUDAM, órgãos estratégicos do ponto de vista estrutural e do desenvolvimento.

Tinham irregularidades e até coisa pior em seu acervo, mas poderia ter sido feito com eles, o que a Dilma está fazendo na Petrobras: investigar e punir os culpados.

Sarney fechou esses serviços, porque o plano exigia avançar em empresas estatais para privatizá-las.

Não de cara. Quem deveria fazer isso seria o Collor, que começou garfando as poupanças das pessoas físicas dentro dos bancos. Muita gente no Brasil se suicidou por isso, principalmente aposentados. Mas Collor exagerou, e seu tesoureiro de campanha apareceu assassinado um dia, numa simulação de crime passional em que só acreditaram os seguranças que o guardavam, que estavam armados e eram as únicas testemunhas.

Para os leigos, mais pareceu uma queima de arquivo.

Assumiu o vice, Itamar. Um velhote bonachão e meio desligado.

E enfim surgiu o HERÓI dos interesses norte-americanos, o príncipe FHC. Fez tudinho como manda o figurino. Quando Lula assumiu, 65 estatais rentáveis tinham sido privatizadas (inclusive a telefonia e a energia elétrica, a maior mineradora do mundo, etc.) e os leilões já eram rotina.

Por que não foram denunciadas as privatizações, quando nós, no Sul, tínhamos uma campanha preparada contra elas desde 1996? Mistérios dos bastidores da política. Nenhuma cúpula partidária no Brasil se levantou contra elas.

Só esta velha excêntrica aqui (que na época ainda não era velhaq) e seus amigos sindicalistas, continuamos a distribuir nosso folhetinho, mas sem qualquer estrutura para isso – alguns ainda têm vocação para Dom Quixote.

Mando a capa dele para os amigos. São oito páginas admiravelmente quadrinizadas por artistas como Santiago, Moa e Guazelli.

Ronaldo Abreu – O que mais me preocupa não é a questão do petróleo pois este modelo de mais caminhão e carro e por consequência mais combustível tem limite. Mas os empregos qualificados num país que gera cada vez menos empregos bons. A Petrobras representa uma esperança desta geração de empregos. Sobre disputas pró e contra governo, muito a culpa é do governo mesmo. Alíquota patronal de INSS sobre domésticas cairia para 8% e o que o governo faz? Aumenta para 12. Ferra a classe média. depois os chama de golpistas… Coloca esta conta no IR sobre dividendos! Enquanto isso as multis mandam lucro sem pagar nada e querem que a classe média aplauda o governo (mesmo sendo bem alienada).

Tania Faillace – Este país precisa ser reformulado de alto a baixo.

Não apenas para criar empregos mas para dar uma diretriz econômica para nosso desenvolvimento, equilibrando produção agrícola, produção industrial, serviços.

E acabar com a discriminação entre os setores.

Bons profissionais são necessários em todos eles.

Não esqueçamos sequer as forças armadas, embora eu ache que elas precisem de uma reciclagem em sua formação para integrar povo e soldados solidariamente, como tarefas diferenciadas mas fundamentais para um mesmo fim: uma nação independente, autônoma, soberana e justa.

Bento Araújo – No mundo está sendo travada uma nova guerra econômica já aplicada nos anos 1980: o Dumping do Petróleo, pois, o império chegou a conclusão que se apoderar do petróleo sem gastos com sangrentas guerras e combates militares é mais vantajoso nessa conjuntura.

O alvo dos ferozes ataques e economia de guerra feitos pelos EUA nesse cenário do “Segundo Dumping Mundial do Petróleo” iniciado em janeiro de 2014 e orquestrado pelo império Anglo-Americano é sem dúvida nenhuma obter aliados internos e adesão da mídia golpista aliada (Globo Timelife Brazil Inc, Editora Abril etc) e também de políticos entreguistas e lesa-pátria para conseguir o retorno do REGIME DE CONCESSÕES no pré-sal, tomando posse de nossas riquezas (200 bilhões de barris) e dos campos em Maracaibo na Venezuela (295 bilhões de barris). Observe que mais de 75% dos campos petrolíferos do mundo são CAMPOS MADUROS EM FORTE DECLINIO DE PRODUÇÃO, inclusive na Arábia Saudita que iniciou a inflexão da Curva de Produção no ano 2013, está iniciando um forte declínio, essa é a razão dos altos custos de locação das sondas variando de 500 mil dólares a um milhão de dólares por dia e os ferozes ataques a petrolíferas com reservas gigantes descobertas recentemente.

Desde o início desse segundo dumping do petróleo as petrolíferas do mundo inteiro tiveram ações desvalorizadas (o preço do barril caiu de 120 para 60 dólares, mantido artificialmente por dois anos graças a reservas anglo-americanas no campo de Majnoon, e fazendo cair quase que na mesma proporção o valor das suas ações). O objetivo é atingir as empresas petrolíferas detentoras de gigantescas reservas e de tecnologias de exploração em águas profundas. A Petrobras está sendo achincalhada mesmo tendo recebido prêmios e batendo recordes regulares de produção e refino na área do pré-sal. Veja que essa semana entrou em plena operação a segunda unidade da RNEST a HDT de DIESEL S-10, e somada à produção da UDA =Unidade de Destilação Atmosférica da RNEST que partiu em novembro de 2014, a área de REFINO da Petrobras (do Brasil) volta a respirar após 35 anos de febre privatista dos governos, que impediram por quase quatro décadas a construção de novas refinarias, a última fora a REVAP, construída no governo militar, tendo entrado em operação em meados de 1980 e com capacidade de 240 mil barris por dia e grau de complexidade seis. A RENEST tem grau de complexidade 14 e ainda o dobro da capacidade dessa última. Pela descoberta de campos gigantes e os recordes de produção e alta produtividade a Petrobras já recebeu três prêmios internacionais na OTC, dois na época da descoberta dos campos gigantes Marlim e Albacora e Roncador e depois o terceiro prêmio muito recente em 2014 pela alta produtividade da produção no pré-sal que em poucos anos já atinge a produção diária de 740 mil barris por dia.

É bom lembrar que a subsidiária da Petrobras (extinta por Collor) a BRASPETRO descobriu o campo gigante e magnífico de MAJNOON em setembro de 1990, a maior descoberta do mundo feita antes do pré-sal, e ao fazer prospecções sísmicas ao sul do Iraque a BRASPETRO também descobriu a existência de poços horizontais direcionais da Chevron que extraía e roubava o óleo iraquiano pela fronteira do Kwait. Essa foi a causa da guerra do golfo em 1991 e em 2003.

A mesma Chevron tentou ainda extrair ilicitamente o óleo leve do pré-sal na Bacia de Campos a partir de uma concessão de um leilão coroado de falcatruas em 1998, usando as mesmas técnicas para atingir a camada pré-sal e uma segunda camada mais profunda sem ter a autorização para tal. O resultado dessa tentativa de roubo do óleo de camada pré-sal, gerou um desastre ambiental sem precedentes em 2012 na Bacia de Campos e por sorte a Petrobras, que tinha um bloco ao lado, fez o bloqueio do poço irregular da Chevron. Por causa desse incidente a Marinha ocupou a plataforma da Chevron, oque quase gerou uma crise diplomática. A Chevron perdeu a concessão e teve que sair do campo por um processo no qual a ANP e a PF recolheu todos os passaportes dos gerentes da Chevron e dos diretores no Rio de Janeiro. Esse incidente foi amenizado no Congresso abafado na mídia global.

Essa é a verdadeira razão dos ataques do império AA e dos políticos entreguistas e lesa-pátria contra as petrolíferas detentoras de grandes reservas e tecnologia de exploração em águas profundas (Petrobras e Statoil). Eles querem continuar entregando riquezas minerais e petrolíferas gigantescas aos maiores consumidores do mundo, os EUA, que consome quase a metade de toda a produção mundial de petróleo, ou seja, 38 milhões de barris diários num mundo que produz 84 milhões de barris por dia. Observe que há 20 anos os campos petrolíferos dos EUA entraram em forte declínio de produção, razão das guerras do petróleo no Oriente Médio e dos dois DUMPINGS do PETRÓLEO (1983-1986 e 2014-2015). O primeiro dumping gerou a Perestroyka na Rússia pois esta não suportou a queda do preço do petróleo de 50 para 13 dólares o barril. As economias dos países exportadores de petróleo e gás natural caiu na mesma proporção da baixa. O dumping de 1983 também teve como alvo o Irã por causa da queda do Xá Reza Pahlevi e a ascensão de Khomeine. O dumping de 2014 tem como alvos as reservas da Venezuela (295 bilhões de barris) e do pré-sal (200 bilhões de barris). Aqui a guerra está sendo travada entre os entreguistas que querem o regime de concessão e os nacionalistas que querem o regime de partilha.

No Programa de Internacionalização (desnacionalização) da Petrobras, o senhor FHC contou com aliados internos (ex sr Paulo Roberto Costa, nomeado por FHC em 06/08/1996, confira no jornal Valor Econômico da mesma data “FHC nomeia Paulo Roberto para a Diretoria de Gás da Petrobras para gerir contrato com a ENRON”). Em janeiro de 1997 o genro de FHC, então chefe da ANP iniciou os Leilões das CONCESSOES se apropriando dos MAPAS DE PETROLEO DA PETROBRAS que a duras penas pesquisou por quatro décadas todo o solo e plataforma continental brasileira. As reservas brasileiras foram vendidas a preços ínfimos, ridiculamente baixos. Um dos campos foi vendido em 1998 a preço de um apartamento na Barra da Tijuca e os gringos ganharam bilhões com a extração predatória até DEPLETAR o campo. Em março de 1999 FHC e seu genro novamente entregaram de mãos beijadas na Bolsa de NY um lote bilionário de 405 das ações preferenciais da PETROBRAS (PETR4) a preços ínfimos, quase a metade da Petrobras trocada por MOEDAS PODRES DO MERCADO IMOBILIÁRIO AMERICANO DE GEORGE SOROS (PATRÃO DE ARMINIO FRAGA) por menos de 5% do valor nominal. Essa privatização branca da Petrobras foi feita por David Zylbersztajn, FHC e Nery Phillipe um ex-banqueiro dono do banco SBA que tornou-se presidente da Petrobras. Tiveram até que solicitar ao Congresso, as pressas, mudar o estatuto para nomear um gringo na presidência da estatal.

Observe que no Golpe Militar de 1964 existia uma causa interna (reforma agrária) e outra causa externa muito mais atuante no golpe que foi a Lei 4.131- do Controle de Remessas e de Lucros ao Exterior, ambas uniram os governadores latifundiários com os interesses estrangeiros das multinacionais e a mídia golpista contra JANGO em março de 1964, e foi deflagrada a fantástica OPERAÇÃO BROTHER SAM – CIA CSA-105 que levou uma esquadra da 4A frota ao Brasil meses antes do golpe para ajudar os rebeldes caso eles encontrassem resistência no II e III Exército, aliados de Jango. O embaixador Lindon Gordon se encarregou de avisar Jango que a Casa Branca havia deslocado a 4a Frota para a costa brasileira e tinha 20 mil, marines a bordo da esquadra e ainda com apoio do porta-aviões FORRIESTER, estes permaneceram ancorados por três meses próximo a costa do Rio Grande do Sul, e prestariam apoio militar ao golpe caso necessário.

Nessa época foi criado em 1963 o Primeiro Mensalão do Brasil o IBAD, sob controle do IPES para preparação do golpe, sob o financiamento dos EUA. Essa passagem está muito clara nos livros 1964 – A CONQUISTA DO ESTADO, do Rene Dreyfuss e A HISTÓRIA SECRETA DA REDE GLOBO CPI GLOBO TIMELIFE, do Daniel Herz.

O “IPESIANOS” TAMBÉM TREINARAM BLACK BLOCKS, AÇÕES NA ÁREA SINDICAL (AFL-CIO) E NOS MOVIMENTOS ESTUDANTIS, ANGARIARAM OS LIDERES DA UNE DA ÉPOCA O SR MARCO MACIEL, SR JOSE CHIRICO, SERRA E OUTROS.

Luiz Carlos Cruz – Não parece que sua velhice seja uma desvantagem. Aprendemos muito com seus depoimentos, muita das vezes, bem argumentados.

O que me cause espécie é uma pessoa que justifica com argumentos brilhantes o que não presta – O governo neopetista.

Não se trata de mistério, pois o enigma de Lula, já foi decifrado e como afirmam ele não é um apedeuta.

Agora esta insistência em ficar, o tempo todo, comparando com o governo FHC é manter o status quo – É mais do mesmo.

André Luís – O maior problema não é se é Lula e FHC, isso está se tornando FLA X FLU. O maior problema é que não vejo ninguém que possa liderar o país, nem a esquerda nem a direita, por isso que estamos vendo o florescer de radicais que não conseguem resistir a 1 minuto de debate sério.

Ontem estava acompanhando o Programa da Record News com o Heródoto Barbeiro, quando um dos debatedores citou Gramsci dizendo que estamos vivendo num período de interregno, onde o antigo não morre e o novo não aparece.

Este é o grande problema do Brasil, e até do mundo, não há lideranças no momento além das velhas, e isto pode levar ao pior dos mundos, o aparecimento de oportunistas que se aproveitem deste momento.

Em que consiste a guerra híbrida?

Por Angel Ferrero | Via Sin Permiso

A revista da OTAN publicou em novembro um artigo intitulado “Guerra híbrida: uma oportunidade para a colaboração OTAN-UE? “Na raiz do conflito ucraniano, escreve seu autor, a OTAN decidiu empreender uma tarefa ambiciosa: desenvolver um conjunto de ferramentas para dissuadir e defender-se contra adversários que movam uma guerra híbrida” Em que consiste, porém, essa “guerra híbrida” que alguns também denominam “não-linear”? Segundo o artigo do órgão da Aliança Atlântica, nesta “o inimigo trata de influir aos estrategistas políticos mais destacados e aos principais responsáveis pela tomada de decisões combinando o uso da pressão com operações subversivas. O agressor seguidamente recorre a atuações clandestinas a fim de não assumir a responsabilidade ou as possíveis represálias. Sem a existência de provas ficará difícil para a OTAN realizar uma intervenção”.

A pergunta que dá título ao artigo é, contudo, retórica. A OTAN já apoiou a criação de uma força de intervenção rápida composta por vários países membro da União Europeia, cujo objetivo seria abortar qualquer tentativa de uma hipotética “guerra híbrida” em outro país da Europa oriental.

A doutrina Guerásimov

Em setembro de 2014, o general Valeri Guerásimov, chefe do Estado Maior das Forças Armadas da Federação Russa, publicou outro artigo, este no Correio militar-industrial, que ajuda a esclarecer esse novo conceito militar.

Segundo Guerásimov, cujas conclusões procedem da análise dos conflitos posteriores à desintegração da URSS no espaço pós-soviético e na antiga Iugoslávia, as fronteiras entre os Estados de guerra e paz tendem atualmente a esfumar-se. As guerras já não se declaram, e sim, seguem um padrão descrito faz décadas pelo teórico militar soviético Georgui Iserson: “a mobilização e concentração (de forças) não é posterior ao início das hostilidades (…), e sim ocorre de maneira despercebida”. Para Guerásimov, os enfrentamentos diretos entre grandes exércitos são coisa do passado. A guerra assimétrica e o apoio em fatores externos à ação militar – como os meios de comunicação ou uma oposição civil interna – são determinantes para anular a vantagem estratégica do inimigo num conflito. O uso das forças armadas se reserva para um momento chave que possa decantar a vitória.

A teoria do Partisan

O certo é que “a doutrina Guerásimov” – como a batizaram já alguns comentaristas – está longe de ser nova. O próprio autor cita diferentes exemplos históricos sobre o uso de tropas irrregulares, desde os partisans da Segunda Guerra Mundial até as forças especiais (spetsnaz) na guerra do Afeganistão e no Cáucaso norte.

Mesmo não mencionando,“a guerra híbrida” coincide em alguns aspectos com a “teoría do partisan” de Carl Schmitt, o jurista conservador alemão próximo ao nacional-socialismo. Segundo o direito militar clássico, que distingue entre guerra e paz e entre combatentes e não-combatentes, escreve Schmitt, “a guerra será uma guerra regular, de Estado a Estado, com exércitos estatais, entre soberanos portadores de un ius belli que, inclusive na guerra, se respeitam como inimigos em vez de se discriminarem”. O problema, segundo Schmitt, era uma figura que ganhava crescente importância na estratégia militar: o partisan. Para o autor, este se caracteriza por sua “irregularidade, máxima mobilidade [...] e máxima intensidade de compromisso político”. Em sua Teoria do partisan, Schmitt ressalta que o que o partisan que empunha as armas para combater o inimigo “depende da colaboração de uma organização regular”, em muitas ocasiões uma “terceira parte interessada” que “não só proporciona armas e munições, dinheiro, recursos materiais e medicamentos de todo o tipo”, como “também consegue o tipo de reconhecimento político que o combatente irregular necessita para não cair, como os ladrões e os piratas, na apolítica, isto é, na criminalidade. Com o tempo, a irregularidade tem que legitimar-se e converter-se em regularidade; e para conseguir isso só há duas possibilidades: “ser reconhecido por uma instituição regular ou conseguir uma nova regularidade com a própria força.”

Una guerra de irregulares

Apesar da versão atlantista, que muitos meios consideram boa, não só Novorrossiya, mas também Kiev também travaria uma guerra híbrida. Muitos militantes de formação neonazis, como Pravy Sektor, decisivos na hora de derrotar o governo de Víktor Yanukóvich, se integraram na Guarda Nacional –legitimando sua irregularidade e convertendo-a em regularidade – formaram batalhões próprios, reconhecidos pelo Ministério do Interior. De sua parte, as milícias da República Popular de Donetsk (RPD) e da República Popular de Lugansk (RPL) buscam o reconhecimento oficial de Moscou, que funciona como “terceira parte interessada”.

Novorrossiya

As milícias da RPD e da RPL se fundiram em 16 de setembro para criar as Forças Armadas de Novorrossiya. É desconhecido o número exato de tropas, que os meios cifram entre 10 mil e 20 mil. Em 2 de fevereiro, Novorrossiya anunciou a intenção de ampliar o número de soldados para 100 mil.

As Forças Armadas da Novorrossiya estruturam-se em 13 batalhões, mais um batalhão adicional composto por voluntários estrangeiros (armênios, ossétios, bielorussos, uzbecos, polacos, húngaros, sérvios, letões, francesas, italianos, espanhóis). A motivação política dos últimos é heterogênea: enquanto o batalhão “Unidade Continental”, por exemplo, se compões de franceses, sérvios e brasileiros seguidores das ideias neofascistasda Terceira Posição, um grupo deantifascistas procedentes do Estado espanhol se agregou com o nome da Brigada Internacional Carlos Palomino, em homenagem ao jovem antifascista assassinado por um “ultra” no metrô de Madrid, em 2009.

Os países-membro da OTAN acusam a Rússia de apoiar a Novorrossiya com tropas e armas. O Estado russo nega todas as acusações, das quais até hoje não existem provas conclusivas. Aleksander Zajarchenko, o primeiro ministro da RPD, admitiu a presença de cidadãos russos entre os voluntários. Entre eles se encontram desde chechenos agrupados no “Batalhão da morte” até grupos de cossacos. Outra Rússia, a formação herdeira do Partido Nacional-Bolchevique de Eduard Limónov, animou seus filiados a unir-se às milícias de Donbás.

No último 4 de fevereiro, Novorrossiya comunicou que havia efetuado seu primeiro ataque aéreo, com um Sujói SU-25 capturado do exército ucraniano. O avião bombardeou um comboio de tropas de substituição que se dirigia a Debáltsevo, onde até poucos dias esteve cercado o exército ucraniano.

Governo ucraniano

A maioria dos analistas coincide em assinalar que as forças armadas ucranianas estão mal equipadas e que seus comandos são ineficientes. Esse fato, unido à desorganização do Estado ucraniano proveniente da troca de regime em Kiev, propiciou a aparição de dezenas de milícias que apoiam as forças regulares. Apesar de depender formalmente dos ministérios do Interior e Defesa, operam com uma considerável margem de autonomia.

A mais notória das milícias é o Batalhão “Azov”, em cujas fileiras combatem também voluntários internacionais procedentes da Rússia, França, Alemanha, Itália, Bielorússia, Canadá, Eslovênia e Suécia, alguns deles com experiência militar. Esse é o caso do francê Gasston Besson, veterano da guerra da Bósnia (1991-1995) e que está recrutando aos ustachás croatas. Também do sueco Mikael Skillt, antigo francotirador do exército sueco e membro do partido de extrema direita Partido dos Suecos (SvP). O partido neofascista ‘Svoboda’ conta com seu próprio batalhão, que se apoia na história e simbologia dos cossacos zaporoyas.

Muitos dos batalhões são, na prática, exércitos privados dos oligarcas. Ihor Kolomoiskii patrocina o Batalhão “Dnipro”, com base em Dnipropetrovsk ajuda de assessores militares georgianos e romenos. Em Odessa existem dois batalhões formados por Igor Palitsa, um aliado de Kolomoiskii. “Patria”, o partido neoliberal de Yulia Timochenko, conta com um batalhão próprio com base em Kirohvogrado.

Além dos chamados “batalhões de defesa territorial”, o diário alemão Bild informou em maio a presença de 400 mercenários estado-unidenses da empresa Academi (antiga Blackwater).

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Tradução: Tania Jamardo Faillace

Barões da mídia na lista do HSBC – tem mais caroço neste angu

Via Portal Vermelho

Estão na lista nomes dos proprietários do Grupo Folha (inclusive do atual presidente da Folha de S. Paulo, Luiz Frias), a família Saad – proprietária da Band e a falecida Lily Marinho, viúva de Roberto Marinho.

No dia 27 de fevereiro o Notas Vermelhas perguntava: “Por que O Globo e a mídia hegemônica escondem o ‘Suiçalão’?” Agora está explicado: na lista com os nomes dos donos das contas do HSBC em Genebra (usadas para lavar dinheiro e sonegar imposto) constam barões da mídia brasileira. Mas tem muito mais caroço neste angu.

A lista com os nomes dos correntistas brasileiros do HSBC só estava em poder do grupo Folha e depois do grupo Globo, escolhidos a dedo por uma organização “independente” (ICIJ) de jornalistas investigativos. Os grupos Folha e Globo davam explicações absurdas para justificar a divulgação de apenas alguns nomes. Amaury Ribeiro Jr., autor do livro Privataria Tucana, era membro do ICIJ e também estava atrás dos nomes.

Depois de escrever uma carta esculhambando a “dona” da lista na ICIJ, e pedindo seu desligamento da organização, Amaury continuou tentando o acesso aos nomes dos correntistas brasileiros. O autor da Privataria Tucana é talvez o mais competente repórter investigativo do Brasil e a lista, tudo indica, já tem outra cópia, desta vez nas mãos certas. Antevendo o que pode acontecer se Amaury estiver de fato com a lista e, de mais a mais, sabendo também que é inevitável que cedo ou tarde a lista caia no domínio público, o grupo Folha e o grupo Globo se anteciparam e divulgaram parte da verdade, apenas como álibi. A tática é sem dúvida inteligente, mas é como a velha peneira tentando tapar o velho sol, não consegue nublar o fato de que buscaram até o último momento sufocar a verdade.

Pesos pesados da mídia na lista

Todos se lembram dos incríveis argumentos da ombudsman da Folha para justificar o vazamento seletivo de nomes da lista, como os de donos de concessões de ônibus no Rio de Janeiro, enquanto outros eram preservados. Mas agora, misteriosamente, o critério foi revisto e o site UOL (Grupo Folha), por exemplo, informa que “ao menos 22 empresários do ramo jornalístico e seus parentes, além de 7 jornalistas, estão na relação dos que mantinham contas na agência do HSBC em Genebra, na Suíça”.

Estão na lista nomes dos proprietários do Grupo Folha (inclusive do atual presidente da Folha de S. Paulo, Luiz Frias), a família Saad – proprietária da Band e a falecida Lily Marinho, viúva de Roberto Marinho. Sabem o que alegou, na matéria do UOL, a família Frias, sobre as contas na Suíça? Pois não é que eles “informam não ter registro da referida conta bancária”? Agora, imaginem se é qualquer outro – que não seja tucano é claro – que vem com uma desculpa esfarrapada desta. A manchete irônica da Folha de S. Paulo de domingo seria: “Fulano diz que não lembra se tinha conta na Suíça”.

Os caroços do angu

Outros nomes da lista envolvem gente ligada à TV Verdes Mares, à Rede Transamérica, ao Grupo Abril (olha a Veja aí, gente) e à Jovem Pan. O nome do apresentador Carlos Massa, o Ratinho, também está lá. O membro do conselho editorial do grupo Abril (Veja) e um dos colunistas mais raivosos da direita, José Roberto Guzzo, sempre a bradar contra a “corrupção”, também consta da lista, cujo campeão é Aloysio de Andrade Faria, dono da Rede Transamérica, com US$ 120,5 milhões.

Não temos dúvidas de que tem muito mais caroço neste angu. Uma pergunta óbvia, que um jornalista investigativo realmente independente faria seria: qual a relação destas contas com o processo de privatização na era FHC? Como esta, existem ainda dezenas de outras perguntas a serem respondidas. A este respeito recomendamos a leitura de uma interessante especulação feita pelo blog Ponto e Contraponto. De qualquer maneira, com o que já se sabe espera-se para breve que o sempre atento, imparcial e destemido Ministério Público Federal tome rápidas providências. Espera-se, também para breve, uma visita do coelhinho da páscoa.

Morales diz que Obama deve pedir “perdão” à Venezuela antes de cúpula

Via Agência Efe

O presidente da Bolívia, Evo Morales, exigiu nesta sexta-feira que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, “peça perdão” à Venezuela por suas “ameaças” antes da Cúpula das Américas, e advertiu que se não fizer isso terá que enfrentar os “presidentes anti-imperialistas” na reunião do Panamá.

Em entrevista coletiva na cidade de Cochabamba, Morales criticou o fato dos EUA terem declarado estado de emergência nacional pelo “risco” de que a situação na Venezuela representa para sua segurança.

Evo diz que obama “ameaçou” o país. EFE/Hugo Ortuño

Morales afirmou que a os EUA não são “apenas uma ameaça para a Venezuela, mas para a América Latina”.

A Cúpula das Américas será realizada entre os dias 10 e 11 de abril.

Além disso, o governo americano ampliou as sanções a vários funcionários venezuelanos incluídos em uma lei aprovada em dezembro do ano passado por Washington.

Morales afirmou que com esta decisão os Estados Unidos estão “planejando a intervenção militar na Venezuela”.

Segundo o governante boliviano, todos os países “rejeitaram essa ameaça”, por isso, segundo sua opinião, será “melhor” para o presidente Obama “chegar bem” na Cúpula das Américas para debater sobre outros temas de desenvolvimento.

Segundo sua opinião, “o melhor sinal” que o governo americano pode enviar para a região é suspender o embargo econômico a Cuba antes da reunião de chefes de Estado no Panamá.