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Qual a ligação das guerras no Oriente Médio com a Petrobras?

Por Bento Araújo

A história do Oriente Médio, das petrolíferas estrangeiras e da Petrobras possuem várias confluências. Os bastidores do poder global revelam fatos imprescindíveis para compreensão da geopolítica e dos conflitos contemporâneos.

As sangrentas guerras na Síria, Egito e Líbia tem causas básicas na questão do petróleo e do gás natural e a rota dos gasodutos da Gazprom. O ISIS e Al-Qaeda são crias da CIA para gerar conflitos na região. A CIA perdeu o controle sobre os terroristas treinados durante o governo Reagan na Kachemira (liderados pelo saudita Bin Laden, filho de um sócio de George Bush) e criou o ISIS para combater o Al-Qaeda. As torres gêmeas foram na realidade um golpe maior articulado pelas elites americanas e a CIA para justificar uma nova guerra no Oriente Médio. Em maio de 2001 um dos arquitetos que projetou as torres alertou sobre os riscos de colapso da torre sul atingida fortemente em 1993 por uma explosão na garagem e que corria sérios riscos de colapso num caso de um furacão atingir NY e estranhamente os donos das torres fizeram um mega seguro em meados de 2001. As bases aéreas de Langlay e Andrews onde ficam os aviões de ataque num caso de ameaça ficaram sem comunicações por muito tempo nos momentos das decolagens dos voos suspeitos, e o quadrante do Pentágono, supostamente atingido pelos ataques, estava em “reformas” desde meados de 2001. O fato é que a guerra gerou dividendos para os EUA e para as petrolíferas CHEVRON e EXXON Mobil que foram as empresas que ocuparam os campos petrolíferos de Majnoon no Iraque durante a guerra e estão lá até hoje. O barril do petróleo subiu de 60 para 120 dólares durante a segunda guerra, a mais catastrófica no Iraque, não sobrou nada do país, até as hidrelétricas no Rio Tigre e Eufrates e as refinarias foram completamente bombardeadas, e também todos os hospitais e escolas, não sobrou nada no país, como estão agora fazendo na Síria.

A CIA quer tirar do cenário do Norte da África a petrolífera Gazprom pois a Síria e os países vizinhos possuem tanto no mar Mediterrâneo como na região norte e oeste do continente africano imensas reservas de gás natural e petróleo e a construção de novos gasodutos da GAZPROM pelos russos podem poderá aumentar a dependência dos países europeus com o gás da Rússia que atualmente já abastece 80% da Europa Ocidental. Se os russos fecharem as válvulas de gás desses gasodutos nas suas fronteiras, toda a Europa parará e não terá energia para aquecimento no inverno e nem para mover a indústria e as termelétricas da Europa.

O Petróleo como sempre tem motivado guerras sangrentas, revoluções, golpes militares e recentemente até golpes sujos para tentar derrubar os governos na Venezuela e no Brasil por causa das gigantescas reservas descobertas em Maracaibo (perto das Guianas em 20130 e no PRÉ-SAL (Brasil em 2007) que são os dois campos petrolíferos ultra-gigantes maiores do hemisfério sul.

Esse conflito na Síria iniciado em março de 2011 foi alertado pelo Snowden que também alertou também as ameaças no Brasil no caso da imensas reservas brasileiras e venezuelanas e a alta produtividade dos campos petrolíferos do pré-sal) e informou recentemente sobre dois assassinatos de candidatos a presidência, um no México em 1995 (Luis Donaldo) do Brasil em 2014 (Eduardo Campos) foram patrocinados pela CIA por causa da questão do petróleo. no Brasil seria o retorno do REGIME DAS CONCESSÕES criado pelo governo tucano (FHC e DAVID ZYLBERSZTAJN).

Aécio Neves e Marina Silva encontraram-se sigilosamente com George Soros em agosto de 2014, antes do terceiro acidente com o avião de Campos em NY, isso mesmo com o megespeculador sr. George Soros (patrão de Arminio Fraga) e em agenda não revelada. Depois da derrota nas urnas o sr FHC teve um encontro reservado com George Soros aqui no Brasil. SOROS é o maior proprietário das ações preferenciais da Petrobras na Bolsa de New York, ganhadas numa raspadinha a baixos preços entregue por FHC no NYSE em junho de 1999 e desde 2000 a Petrobras remete para o exterior 40% dos seus lucros, vejam no blog do Argemiro Pertence, ela mostra que a Petrobras foi vítima de uma privatização branca, por baixo do pano, pela inclusão do ARTIGO 62 na Lei 9.478/97 que definiu um novo conceito, fajuto e farsante, de “empresa nacional”. FHC temia que uma privatização direta causaria clamor e revolta nos militares e por essa razão fez a privataria por baixo do pano, mudando a lei e entregando todas as seis bilhões de ações preferenciais no NYSE, deixando apenas dois bilhões de ações no BOVESPA, sendo 50 % mais uma ficaram com a União. Esse foi o maior golpe já feito na Bolsa, uma privatização branca e lesa-pátria. Antes dessa ação criminosa na bolsa de valores FHC e o genro entregaram as valiosas subsidiárias petroquímicas da Petrobras a baixos preços para o capital privado (COPENE, COPESUL, FAFEN, PQU, etc) entregues ao GRUPO TURCO QUATOR E PARA O AMIGO PESSOAL DE FHC SR EMILIO ODEBRECHT, pai de Marcelo (hoje grupo Braskem).

O conflito na Síria foi um conflito semelhante que aconteceu em 1979 quando o Irã (Khomeine) derrubou o Xá Rheza Palevi e ascenderam os aiatolás e os russos descobriram enormes jazidas de gás natural e petróleo no Mar Cáspio e o Afeganistão passou a ser a rota estratégica dos polidutos de petrolóleo e gás natural que causou a derrubada do rei afegão e a ascensão dos talibãs, a CIA treinou Bin Laden, um filho de um sócio de George Bush na empresa petrolífera Arbustus Oil Company portanto Bin Ladem virou um agende da CIA para formar a resistência aos talibãs e expulsar os russos, ele era filho da elite saudita do petróleo e agente duplo. No Egito a derrubada de Osni Mubarak foi por causa a segunda tentativa de uma total nacionalização do Canal de Suez, que foi constru´pidos pelos ingleses no início do século XX por causa da rota dos navios petroleiros para a Arábia Saudita e para o Golfo. A primeira tentativa de nacionalização foi em 1956 que gerou uma guerra sangrenta no canal e depois em 1967 a Guerra dos Sete Dias entre a RAU República Árabe Unida (Egito, Jordânia e Iraque) e Israel levou a uma intervenção militar dos EUA e os russos, aliados do Egito, entraram na briga, um avião americano foi derrubado pelos russos, gerando enorme conflito no Canal de Suez.

Em setembro de 1990 a Petrobrás descobriu o maior campo petrolífero do planeta ao sul do Iraque que foi maior ainda que a descoberta dos ingleses ao norte do Iraque (o campo gigante de Kirkuk foi descoberto em 1930 pela Inglaterra na região dominada pelos curdos ao norte do Iraque). Essa descoberta da BRASPETRO do mega-campo Majnoon em setembro de 1990 gerou o conflito da guerra do Iraque pois o campo de Majnoon foi considerado a maior descoberta petrolífera já feita no planeta, está situada ao sul do Iraque. A Petrobras descobriu ainda a existência de centenas de “poços horizontais direcionais” da CHEVRON no Campo Gigante de Majnoon, todos vindo “por baixo da fronteira” pleo lado do Kwait e evidenciou que a CHEVRON roubava o óleo iraquiano, essa descoberta gerou a invasão do Kwait pelo exército iraquiano e as duas guerras do Iraque, as mais sangrentas da história do petróleo com um milhão de iraquianos mortos, a destruição total do país e ainda a posse americana (pasme a Chevron e a Exxon) que hoje dominam a exploração do petróleo iraquiano. Os geólogos da Petrobras tiveram que deixar as pressas os acampamentos da BRASPETRO e as refinarias iraquianas que foram alvos de intensos bombardeios americanos.

A Chevron e a BP, Hallibourton e Exxon foram responsáveis por muitas guerras, golpes militares, guerras civis na África e no Oriente Médio, são empresas muito sinistras, já derrubaram muitos governos. A Chevron responde a milhares de processos nos EUA por causar doenças e vitimar até crianças com doenças pulmonares por causa do BTX no ar na região de Contra-Costa e Richmmond (vide anexos). A Chevron foi expulsa do Equador em 2007 por causa de um mega vazamento e teve que pagar uma multa bilionária de 8 bilhões de dólares ao governo, e também foi expulsa do Brasil em dezembro de 2012 por conta de dois mega vazamentos na Bacia de Campos, ela comprou a preços ínfimos um bloco petrolífero (pasme por preço de aparatamento) intermediado pela empresa do sr David Zylbersztajn, genro de FHC, chefe da ANP no governo tucano, quando ele criou o nefasto REGIME DE CONCESSÕES. A Chevron comprou uma concessão no pós-sal mas ao ficara sabendo que existia uma outra reserva mais profunda no mesmo local ela tentou atingir o pré-sal na camada profunda e perdeu o controle das barreiras e causou um mega desastre na Bacia de Campos e o petróleo vazou no mar por muitas semanas e foi preciso a intervenção da Petrobras para estancar esse mega-vazamento. A ANP teve que tomar a concessão e a PF recolheu os passaportes da Chevron.

A BP dispensa comentários, também é outra que se envolveu na explosão catastrófica da Refinaria do Texas em 23 de março de 2005 matando muitas pessoas e destruindo até casas nas comunidades vizinhas e ainda foi a responsável pelo maior desastre da história do petróleo no mundo, ocorrido em abril de 2010 na plataforma Deep Water Horizon, no campo de MACONDO ao sul da Louisiana que vazou por seis meses seguidos matando a fauna e gerando uma mega sujeira.

É exatamente essa Chevron que está patrocinando os tucanos na PEC-131. PASME.

Referências:

1- “Bush Family The American Calígulas” do economista e historiador Lindon LaRouche, editado pela editora EIR- Executive Intelligence Review.

2- “International Moneraty Fund – Preliminary Ideas for a Privatization Master Plan in Brazil of Eletrobras Group, Telebras Group, Petrobras Group & Petrochemical Group, Vale do Rio Doce Group and Infraero Group- April 1990- Confidential Memorandum- First Suisse Bank of Boston” . Esse documeto confidencial foi encomendado pela equipe economica do governo Collor para criar subsidios para implantar a Secretaria da Desestatização no Brasil em abril de 1990 e vazou na mídia no jornal empresarial RR- RELATORIO RESERVADO edição de JUNHO DE 1990.

3- “El Complot para Aniquilar las Naciones de Ibero America” Editora EIR, RE-EDITADO NO BRASIIL PELA MSIA (Geraldo Lino e Silvia Palacios no Rio de Janeiro em 1995) a edição original nos EUA foi de 1993, cita todos os acordos de Miguel Della Madrid, Salinas com O FMI Paul Volcer e James Backer e o agiota sr George Soros, megaespeculadores e o Consenso de Washington sobre as privatizações da infraestrutura e do setor de energia e petróleo na America Latina, antes do assassinato do candidato de centro à presidência o nacionalista sr Luis Donaldo assassinado antes do primeiro turno no México e nessa mesma época em 1995 o sr FHC e a Rede Globo aplicavam o golpe eleitoreiro para retirar o diplomata Rubens Ricupero autor do Plano Real, o Ricupero, que foi derrubado pela GLOBO em 1994, para que chanceler sr FHC ascendesse ao poder no ano seguinte. O Caso de Eduardo Campos foi muito parecido, o Snowden esclarece muito bem os fatos que antecederam ao desastre fatal em Santos, o avião teve duas panes anteriores, uma no dia 16 de junho e outra no dia 10 de agosto, e o avião voava absurdamente sem o VCR Voice Control Recorder (caixa preta) desde maio de 2014, um cenário orquestrado foi o DUMPING MUNDIAL DO PETRÓLEO iniciado em janeiro de 2014 no mundo, e o alvo é a reserva ULTRA-GIGANTE DO PRÉ-SAL. O alvo do Golpe não é o governo central, o impeachment seria só um meio para afastar os nacionalistas e entregar os poder para os entreguistas e iniciar os saque ao PRÉ-SAL. A CIA, segundo Snowden, objetiva na Venezuela e no Brasil obter a posse do petróleo nessa reserva gigantesca do PRÉ-SAL e as recentes descobertas feitas em MARACAIBO na fronteira com a Guina Inglesa e o governo em GEORGETOWN já falam uma nova batalha parecida com as MALVINAS no CARIBE. No Brasil os maiores entreguistas no momento são os políticos neoliberais e seus aliados José Serra, Marina Silva e Aécio Neves estão sendo descaradamente financiados pela Chevron e George Soros, o homem que ganhou o lote bilionário das ações da Petrobras no governo FHC a preços ínfimos no NYSE em junho de 1999 no PROJETO DE PRIVATARIAS TUCANAS do governo FHC. O próprio FHC confessa no seu livro editado em 4 volumes, que os apagões foram planejados e tramados nos bastidores, cortando verbas de manutenção em subestações, cortando os investimentos em reformas e reparos em linhas de transmissão e os blackouts foram consequência e dessa forma foi manipulada a opinião publica para fazer as privatizações do setor elétrico que ainda seguem em curso, mas agora muito pior pois além de FHC ter privatizados as empresas de distribuição agora o governo quer privatizar absurdamente as USINAS HIDRELÉTRICAS. Temos no Brasil 42 termelétricas muitas construídas por causa do GASBOL, e uma parque hidrelétrico fantástico interligado em paralelismo, são 541 Usinas Hidrelétricas a maioria estatais e muitas são privadas mas nas mãos de brasileiros e empresas nacionais (Grupo Votorantim tem muitas PCHs) , sendo 128 de grande porte (mega-usinas) e as demais são de médio porte e algumas PCHs. Privatiza-las é também crime lesa-pátria.

3- “Ronald Reagan and the Great Terror in Afeganistan” , Best Sellers Editors.

4- “Who Killer Indira Ghandy”.

5- “Ascensão e Queda do Projeto Camelot” Luois Irving – Mostra os projetos sociais na AM nos tempos de guerra fria e o treinamento de sociólogos no Brasil e no Chile para fazerem papel de esquerda na AM.

6- “CIA the Cult of Intelligence”.

7- “JFK, CIA and the president Killers Assassination” CIA and Carlo Marcello and Weapon Industry in US and Vietnam War.

8- “A História Secreta da Rede Globo e do Grupo Civita Mondadori Castellana di Palermo” (Daniel Herz, CPI GLOBO-TIME, 1964-1966) O livro revela a história secreta da Rede Globo, o contrato Glovo Time para derrubar Jango e centenas de anexos com detalhes de contas secretas na Suíça da família Marinho e de outros testas de ferro dos banqueiros credores no Brasil, deram origem aos Zelotes da era Collor de Mello, para fugirem do confisco 8.600 elites montaram a Operação Uruguai para fazer as remessas antes da data do confisco que foi devidamente avisado por Collor e Zélia, por essa razão Zélia foi condenada a 13 anos de prisão pelo vazamento da informação e da ajuda para evasão de divisas ao exterior. Os bancos no Uruguai em 1990, época anterior ao confisco, foram uma ponte para que 100 bilhões fosse enviado para a Suíça para outras centenas de bancos) .

9 – “The Great American Farse VIDEO” um importante video de 1 hora de duração, estava disponível no Youtube, feito pelo serviço de inteligência aeronáutica da Itália, contendo entrevistas com dezenas de pilotos italianos da Alitália que mostram as manobras impossíveis de aviões da envergadura daqueles se se envolveram nos “ataques” de 11 de setembro. e ainda mostra as falhas absurdas do NORAD no dia do ataque. Assista ao vídeo e anexe esses comentários. No dia 12 a 16 de maio de 2001 ocorreu auditoria do Centro de Convenções de Anaheim em Los Angeles na Califíornia o 2nd International NFPA Safety Meeting, o tema sobre os colapsos do TRADE WORlD CENTER causados pelo atentado terrorista de 1993 foram claramente elucidados pelos arquitetos do TWC eles até mostraram fotos das colunas centrais rachadas em 1993 e também sobre as vigas e colunas afetadas. Agora é impossível que aquelas duas torres tenham desabado daquela forma apenas pelo calor das chamas, qualquer engenheiro metalúrgico, civil ou mecânico que conheça a ciência dos materiais tem sólidos argumentos que contradizem essa versão do desabamento pelo calor, não foram as chamas que fizeram o prédio cair. Apesar de dos aviões serem de “rotas de costa a costa” repletos com grandes quantidades de querosene, essa quantidade de combustível não seriam suficiente para derreter as vigas e as colunas de aço das torres, seria necessário uma quantidade centenas de vezes maior para atingir a temperatura de colapso da maioria dos aços da ordem de 430 graus celisus ponto de início de uma acelerada gratifização dos aços ao carbono. Algo muito mais violento, uma nova arma foi usada e causou aqueles enormes danos. POR QUE O NORAD FALAHOU? O NORAD nunca teve registro de falha, aquela vez também foi a única que o sistema de comunicação aérea entrou em modo de falha. Um dos porteiros do andar térreo da Torre Sul, o sr Rodriguez informou em depoimento na Comissão de Inquérito, que alguns minutos antes da colisão do primeiro avião na torre, ele viu vidros em vários andares se estilhaçando e barulhos estarrecedores, cinco muitos depois iniciaram os “ataques” e aviões vindo em rota de colisão. Os aviões dessa envergadura não conseguem manualmente fazer aquelas cinco manobras vistas nas telas da TV, é algo cinematográfico, ou o controle daqueles aviões não estavam nas mãos daqueles pilotos ou um Controle de AVIÔNICA foi implantado propositadamente naquelas aeronaves, um piloto da Alitalia assistiu em câmara lenta as manobras rasas feitas pelo terceiro avião que fez uma rasante pelo Pentágono alegou ser também ser impossível um avião com aquele peso (200 toneladas) e com aquela envergadura fazer essa fantástica rasante, algo muito diferente foi feito com ajuda de um CONROLE DE AVIÔNICA mas não uma manobra manual do piloto. Note que o horário escolhido para fazer os ataques foi entre 09:23 e 09:42 hs, horário que só tinha cerca de 3 mil serviçais e alguns americanos desavisados, e que os empresários americanos só entravam a partir das 10 horas, Em 1955 lembro-me que um avião militar de grande porte chocou-se com o prédio Empire State e nada de grave aconteceu.

Produção de poços de petróleo do pré-sal triplicou em menos de três anos

Por Douglas Correa | Via Agência Brasil

A diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Solange Guedes, disse hoje (28) na Offshore Tecnology Conference Brasil (OTC), no Rio de Janeiro, que o tempo de construção dos poços do pré-sal desde 2010 teve uma redução significativa de mais de 50% e destacou a alta produtividade dos poços do pré-sal. A produção triplicou nos últimos 30 meses, com a eficiência operacional da companhia tendo atingido 92,4%, na média dos últimos três anos.

Solange disse que a experiência adquirida ao longo da exploração e do desenvolvimento offshore foi determinante para que a empresa tenha atingido a marca de 1 milhão de barris de óleo equivalente por dia no pré-sal, obtida em setembro. “A Petrobras atingiu uma combinação única de custos, produtividade e eficiência. Como consequência, um portfólio muito competitivo”, acrescentando que o histórico de exploração offshore da Petrobras desde a década de 70 possibilitou o sucesso na exploração do pré-sal.

O campo de Libra, na região do pré-sal na Bacia de Santos, teve quatro poços perfurados até agora e o primeiro teste de longa duração ocorrerá em 2017. “A primeira fase do desenvolvimento da produção se concentrará na área nordeste de Libra. O primeiro teste de longa duração está previsto para o primeiro trimestre de 2017 e o projeto-piloto para 2020”, disse a gerente executiva da Petrobras para a área de Libra, Anelise Lara.

Anelise ressaltou a importância das sociedades de profissionais na disseminação de conhecimento para as novas gerações de técnicos da indústria de óleo e gás e elogiou a atuação integrada da equipe multidisciplinar de projetos de Libra, que inclui colaboradores das cinco empresas participantes do consórcio que atua na área, formado pelas empresas Shell, Total, CNPC, CNOOC e Petrobras.

Primeira Conferência Nacional de Energia Elétrica: tabu ou desinteresse?

Por Ivo Pugnaloni

O Relatório Técnico 003/14, publicado pela Associação Brasileira de Fomento às Pequenas Centrais Hidrelétricas, sob o título “Origens da Crise de Energia 2013-2015” deixará muita gente de cabelo em pé.

Como seria possível um governo que estivesse no poder por quase 14 anos tenha deixado acontecer o que está ali relatado?

Como é possível que um país que disponha  de 155 gigawatts remanescentes  em estudos e projetos pequenas, médias e grandes hidrelétricas para construir, tenha entrado numa crise de oferta de energia que quase o levou a  um apagão?

Como é possível que com essa enorme riqueza natural disponível, já estudada e projetada, tenhamos deixado de usá-la e duplicado nossas tarifas de eletricidade em menos de 3 anos, usando mais e mais termoelétricas fósseis, sem que ninguém no governo tivesse questionado nada, nem mudado nada no estranho planejamento que acumula tantos equívocos?

Como é possível que alguns órgãos do setor elétrico permaneçam incólumes e intocados, imunes a qualquer erro, sem mudar sua direção por 14 anos, na mais longeva e duradoura administração da República, superando ministros do STF em vitaliciedade e capacidade de sobrevivência em cargo público?

E mais: como teria sido possível que isso tudo acontecesse sem que, ninguém, dentro do partido do governo, tenha dito nada, percebido nada?

Como é possível que algo tão essencial como energia elétrica duplica suas tarifas em menos de 3 anos e tal fato não tenha motivado instancia alguma do partido do governo a  se interessar a estudar o caso, realizar uma discussão, produzir algum documento?

Mesmo considerando que seria normal que no ministério de minas e energia, atribuído ao PMDB, como parte da aliança político-eleitoral, não exista nenhuma crítica ao que vem acontecendo, não há o menor sentido que, no partido do governo, tudo isso não desperte nenhuma atenção, nenhum debate, nenhuma crítica.

E nem mesmo, nenhum debate. Nem mesmo interno.

Nenhum desconforto.

Nenhuma dúvida ou questionamento.

E mais ainda, que não exista nenhum espaço institucional para realizar esse debate.

O Brasil quase chegou a um apagão, passa a depender em 28% de seu consumo, de energia sete vezes mais cara e isso não merecesse nem mesmo curiosidade dentro do próprio partido do governo, é muito difícil de acreditar…

Não existir dentro da estrutura partidária, nem mesmo uma Secretaria de Energia, há mais de 14 anos, é incrível também, pois isso faz com que não disponha o partido do governo hoje de qualquer instância ou espaço institucional para discussão desse importante tema.

Parece até que “energia elétrica” ou mesmo “energia” seja um tema proibido. Reparem bem nesse fato: vocês já viram um só evento promovido pelo PT para discutir esse tema importantíssimo, decisivo, fundamental?

Alguém já viu o PT fazer um curso sobre energia?

Um seminário?

Uma simples palestra? .

Falar de Energia dentro do partido do governo parece até que virou tema proibido.

Mesmo considerando que devido à aliança que fez, tivesse um partido do governo que abster-se de  fazer alguma crítica pública à política energética, isso já seria muito errado. Afinal, a direção nacional do PT faz criticas publicas e contundente até à política econômica do ministro Levy…o principal ministro do governo hoje…

Então, por que motivo, o partido deveria abster-se até internamente, de discutir o importante tema da energia?

A proposta de realizar-se a primeira conferencia nacional da energia no Brasil, como já existem a mais de 70 anos, as da saúde, da educação, entre outras seria uma saída válida, que obrigaria a sociedade a refletir e discutir mais o que ela quer nessa área.

O Relatório da ABRAPCH levanta e detalha essa bandeira. Afinal se existem na agenda do governo federal mais de 67 conferencias nacionais, estaduais e municipais de quase todas as principais atividades, como assistência social, economia solidária, habitação, comunicação social, etc, por que não convocar-se a primeira conferencia nacional de energia?

Ou será que existe alguma proibição, de alguém, para que os brasileiros, nós mesmos, discutamos quais são as políticas públicas que nossos governantes devam seguir nessa área?

Petroleiros entram na Justiça contra venda de ações da Gaspetro pela Petrobras

Por Vladimir Platonow | Via Agência Brasil

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) ingressou na Justiça Federal, com uma Ação Civil Pública (ACP) para tentar impedir a concretização da venda, pela Petrobras, de 49% das ações da subsidiária Gaspetro. A venda à empresa Mitsui Gás e Energia do Brasil foi anunciada após a última reunião do Conselho de Administração da Petrobras, ocorrida no dia 23. A FUP entrou com a ação na última segunda-feira (26).

Na visão dos petroleiros, a possível venda rompe com o modelo de integração vertical necessário à empresa e não se justifica sob a lógica do preço de mercado. Para o coordenador-geral da FUP, José Maria Rangel, a venda é suspeita porque, segundo ele, o presidente licenciado do Conselho de Administração da Petrobras é presidente da Vale, e a Mitsui tem participação na mineradora. “Os números da proposta de venda também são complicados, pois em dois anos e meio você consegue reaver o que vai ser investido”, disse José Maria.

Para Rangel, a venda da Gaspetro vai ser prejudicial para a integração da Petrobras nos vários setores de energia em que ela atua. “A Petrobras atua em todas as linhas: produção, exploração, distribuição, refino e venda. Então, quando se vende parte da Gaspetro, está se abrindo mão de um segmento importante, que é a malha de gás.”

Rangel considerou que a possível venda de parte da Gaspetro será lesiva ao país. “Não tenha dúvidas. Os números do negócio demonstram isso. Pega o preço que está sendo vendido e em dois anos e meio se recupera o que está sendo investido. Isso vai causar para a Petrobras uma perda em seu faturamento na ordem de R$ 1 bilhão. É um ‘negócio da China’, bem abaixo do preço de avaliação do banco JP Morgan, para quem os 49% das ações significam R$ 5 bilhões.”

A ação, de acordo com nota divulgada pela FUP, pede a paralisação da venda da Gaspetro, sob pena de multa diária de R$ 1 milhão, em caso de descumprimento. Além disso, a ação cobra a íntegra de todas as atas do Conselho de Administração da estatal, a partir de março de 2015, bem como os estudos prévios relativos à venda de parte do capital da Gaspetro.

A Petrobras foi procurada para se pronunciar sobre a ação impetrada pela FUP e os motivos que levaram a empresa a vender parte das ações da Gaspetro. A assessoria de imprensa da estatal disse, por e-mail, que a companhia ainda não havia sido notificada.

Petrolífera britânica BP acumula perdas de US$ 3,175 bilhões este ano

Via Agência EFE

De julho a setembro, lucro líquido da BP teve queda de mais de 90% em relação ao mesmo trimestre de 2014. EFE/HUGO PHILPOT

A companhia petrolífera BP registrou prejuízo líquido acumulado nos primeiros nove meses deste ano de US$ 3,175 milhões devido à queda dos preços do petróleo, embora seu rendimento tenha melhorado no terceiro trimestre.

Em comunicado enviado nesta terça-feira à Bolsa de Valores de Londres, a BP assinalou que suas perdas entre janeiro e setembro contrastaram com os lucros do mesmo período do ano passado, que foram de US$ 8,187 bilhões.

No entanto, no terceiro trimestre de 2015 – de julho a setembro – o lucro líquido da BP foi de US$ 46 milhões, queda de mais de 90% em relação ao mesmo trimestre de 2014, quando ganhou US4 1,29 bilhões.

A receita da empresa, que divulga seus resultados em dólares porque é a divisa padrão de cotação do petróleo, foram nesses nove meses de US$ 172,599 bilhões, uma queda de 39,1% em relação ao mesmo período do ano passado.

A dívida da BP em 30 de setembro de 2015 era de US$ 25,6 bilhões, aumento de 14,2% em comparação com o ano anterior, indicou a companhia.

A BP anunciou um dividendo trimestral de US$ 0,10 por ação ordinária, que espera pagar em 18 de dezembro, enquanto o equivalente em libras será comunicado em 7 de dezembro.

A direção reconheceu que a queda dos preços do petróleo este ano afetou a empresa. O executivo-chefe da companhia petrolífera, Bob Dudley, disse que ano passado a companhia “atuou de maneira decisiva” para deixar a BP em posição de enfrentar um período de preços baixos do petróleo, e por isso estão superando “bem” a situação.

“Confio que a forte e equilibrada bolsa de negócios e os projetos nos permitirão melhorar no futuro”, ressaltou Dudley.

A BP informou que seu programa de desinvestimento está perto de estar completado com um total estimado em US$ 10 bilhões até o final do ano. A empresa espera realizar outros desinvestimentos de entre US$ 3 bilhões e US$ 5 bilhões em 2016.

Estes processos de desinvestimentos darão mais flexibilidade à empresa para enfrentar a contínua volatilidade dos preços do petróleo e seus compromissos nos EUA, derivados estes dos problemas pelo vazamento no Golfo do México.

A empresa já anunciou em julho passado um acordo com o governo e vários estados dos EUA para pagar US$ 18,7 bilhões em 18 anos para pagar as indenizações pendentes pelo vazamento de petróleo de 2010, que causou um desastre ambiental e deixou 11 mortos.

Um diálogo sobre Petrobras, petróleo e o Brasil

Por Paula Quental | Via Brasil Debate

Do ponto de vista empresarial, do ponto de vista dos fundamentos da empresa, a Petrobras não vive uma crise’, afirma o ex-presidente da empresa José Sergio Gabrielli.

Os problemas atualmente enfrentados pela maior empresa brasileira, a Petrobras, são imensos e se refletem em igual proporção na economia do país. Basta citar que o estudo divulgado no último dia 21 pela Secretaria de Política Econômica, segundo informação da Agência Brasil , concluiu que a redução em quase 40% do plano de investimentos da empresa em 2015, de US$ 37,1 bilhões em 2014 para US$ 25 bilhões, será responsável por pelo menos 2 pontos percentuais da contração do Produto Interno Bruto (PIB).

Entre as causas principais estão a queda de quase 50% no preço do barril do petróleo do ano passado para cá e as investigações de corrupção envolvendo funcionários e dirigentes da empresa, empreiteiros e políticos pela Polícia Federal, na célebre Operação Lava Jato.

Para discutir a crise e também o papel da Petrobras como agente de desenvolvimento do Brasil – portanto, como geradora de emprego, tecnologia e crescimento – foi promovido em São Paulo, dia 19, o debate “Petróleo e desenvolvimento”, o terceiro da série Diálogos sobre Conjuntura Econômica, realizada pela Fundação Friedrich Ebert (FES), Plataforma Política Social e o Brasil Debate.

Segundo Pedro Rossi, professor de economia da Unicamp e coordenador do Brasil Debate, dentro dessa discussão sob a ótica de que a Petrobras é a grande ferramenta de desenvolvimento do país se situa o projeto do site Diálogo Petroleiro, iniciativa do Brasil Debate e do Sindipetro/NF apresentada durante o encontro, definida por ele como “uma construção coletiva de pontes entre a academia, os sindicalistas e a discussão pública” sobre o tema.

Bons fundamentos

Palestrante convidado, o ex-presidente da Petrobras José Sergio Gabrielli, à frente da empresa por sete anos (2005 a 2012), situou a crise em que se encontra a Petrobras: “Do ponto de vista empresarial, do ponto de vista dos fundamentos da empresa, a Petrobras não vive uma crise”, afirmou.

Ele explicou que isso se dá por algumas razões. Uma delas é o volume alto de recursos e reservas – hoje estimados em 15 bilhões de barris de reservas provadas e quase 30 bilhões de barris de reservas potenciais, o que, “com uma produção de 800 e poucos milhões/ ano (barris de óleo equivalente, boe) nos dá 30 anos de produção sem adicionar um só barril a mais”.

Outras razões são a tecnologia disponível, a capacidade de produção e logística que a empresa tem no setor de derivados (principalmente gasolina e diesel), considerando ainda que o mercado brasileiro de derivados um dos que mais crescem no mundo, de acordo com Gabrielli.

O problema da Petrobras, portanto, seria de reputação (Lava Jato) e financeiro, causado basicamente pela queda na cotação internacional do petróleo, a política de preços adotada pelo governo federal e a alta do dólar. “A empresa tem compromissos de curto prazo, para pagar entre 2015 e 2017. Dos R$ 500 bilhões de sua dívida, no mínimo 20, 25%, algo em torno de R$ 125 bilhões, vencem em curto prazo. É preciso alongar essa dívida, mesmo que saia mais caro”, disse.

Célula-tronco

Diretor do Sindipetro-NF (Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense), Tadeu Porto afirmou que o debate sobre a Petrobras é de grande importância porque a empresa “é uma célula-tronco do Brasil”. “Defender a Petrobras é defender o Brasil”, resumiu, lembrando que a crise política que vivemos é como um “ringue de disputa ideológica” no qual não faltam grupos defensores da privatização total da empresa, hoje uma sociedade de capital aberto em que o governo brasileiro detém a maioria das ações.

A defesa da empresa, porém, de acordo com Tadeu, não significa deixar de lado as questões da sustentabilidade e da precarização do trabalho dos petroleiros – que têm muito a perder com o avanço de propostas que pregam, ao invés da melhoria nas condições dos terceirizados, a piora da situação dos contratados diretamente.

“A Petrobras está numa curva de mudança muito importante, saindo de uma empresa com reservas provadas de 15 bilhões para ser uma empresa com provavelmente reservas provadas de mais de 100 bilhões. E não queremos que a nova cara da Petrobras seja a de uma empresa que busca o lucro a qualquer custo”, afirmou.

Os anéis, não os dedos

Trazendo o ponto de vista acadêmico, Giorgio Romano, professor da UFABC (Universidade Federal do ABC) fez uma apresentação mostrando o cenário do setor de petróleo e gás no mundo, de maneira a inserir a discussão dentro de uma perspectiva de geopolítica. Ele chamou a atenção para a importância mundial da descoberta das reservas do Pré-sal e o fato de ser acompanhada por um profundo desconhecimento da população brasileira sobre o tema.

Para ele, como forma de enfrentar sua crise financeira, a Petrobras até pode prosseguir nos planos anunciados de se desfazer de ativos, dentro da ideia de “dar os anéis para não perder os dedos”, desde que “não se perca o filé mignon, que é ter o controle e a exploração do Pré-sal”.

Romano disse ser imprescindível que o país decida em um planejamento de longo prazo o que se quer da Petrobras e do setor de petróleo e gás, partindo do princípio de que não se trata apenas de uma empresa, mas de um vetor de desenvolvimento que envolve interesses de todo o povo brasileiro.

Também estiveram presentes ao encontro Clemente Ganz Lúcio, André Cardoso e Fernando Souto (Dieese), Ana Luíza Matos de Oliveira (Fundação Perseu Abramo e Brasil Debate), Marco Antonio Rocha (Unicamp), Júlio Sergio Gomes de Almeida (Unicamp, ex-diretor do IEDI e ex-auxiliar de Guido Mantega no Ministério da Fazenda), Gilberto Cervinsky (Movimento dos Atingidos por Barragens, MAB), José Augusto Gaspar Ruas (Facamp), Edson Carlos Rocha da Silva (CNM/CUT), Gustavo Codas (UFABC), Joaquim Palhares (Carta Maior), Leonardo de Jesus Jr (UFBA), Mayra Juruá (CGEE) e Gonzalo Berrón (FES).

Conselho da Petrobras aprova venda de 49% das ações da Gaspetro

Por Nielmar de Oliveira | Via Agência Brasil

O Conselho de Administração da Petrobras aprovou ontem (23) a venda de 49% das ações da Petrobras Gás (Gaspetro) para a Mitsui Gás e Energia do Brasil.

Segundo a estatal, o valor total da transação é R$ 1,9 bilhão, que representa o montante no momento do fechamento da operação, previsto para dezembro de 2015.

A Mitsui Gás e Energia do Brasil Ltda. é uma subsidiária integral da japonesa Mitsui & Co. e já tem participação societária em oito companhias estaduais de distribuição de gás natural no Brasil. Segundo a Petrobras, a operação, realizada através de processo competitivo, faz parte do Programa de Desinvestimentos previsto no Plano de Negócios e Gestão 2015-2019.

A empresa esclarece, ainda, que a conclusão da transação está sujeita a “determinadas condições precedentes usuais, incluindo a aprovação pelos órgãos competentes”.

Na mesma reunião, o Conselho de Administração aprovou o adiamento por prazo indeterminado do processo de registro de companhia aberta e de registro da oferta pública de ações da sua subsidiária integral Petrobras Distribuidora (BR). Esses processos haviam sido autorizados pelo Conselho de Administração da companhia em reunião realizada em 6 de agosto de 2015. O conselho também autorizou a busca de parceiro estratégico para a BR, em concordância com a decisão da diretoria executiva divulgada ao mercado em 14 de outubro de 2015.